Redentor Bar: A esquina mais carioca de BH

A dica de Onde Beber Artesanal hoje é um bar e restaurante muito tradicional em BH: o Redentor Bar, que  possuem duas unidades: uma na Savassi e outra no Shopping Cidade. Como fui no da Savassi, falarei dele.

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O Redentor Bar Savassi existe, no mesmo ponto, desde 2004. Desde lá, vem trazendo uma mistura muito boa entre o estilo carioca e o jeitinho mineiro. Isso fica estampado desde a sua decoração até o seu cardápio.

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Já começa pela calçada, que tem o mesmo formato da original de Ipanema e pelo nome que é inspirado no monumento mais famoso do rio o Cristo Redentor. E tem mais …

redentor bar

O local: A casa tem um ambiente bem descontraído, com música ambiente que passa pela bossa nova, chorinho, samba e MPB. Alguns dias, esses ritmos são apresentados com shows ao vivo. Muito gostoso. Na placa da foto abaixo, dá pra ver os estilos e os dias.

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O espaço interno é grande. Além de mesas dentro da casa, tem mesas na varanda e mesas nas calçadas, que são as preferidas do happy hour, estão sempre cheias!

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O atendimento é excelente. Os garçons estão sempre de bom-humor, atendem rápido e estão prontos para te dar qualquer dica. Os pedidos saem rápidos, chope geladinho e pratos quentinhos!

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Para beber: A casa conta com um vasto cardápio de chopes e drinks. A tradição da casa são os chopes Brahma que levam nomes bem diferentes como: Pelourinho, Garotinho, Rio Negro, Amador. O que varia entre eles é a cor, quantidade de espuma e tamanho do copo. Mas, claro, que fui lá por causa dos chopes artesanais.

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Os chopes artesanais são da Wäls: Witbier, Verano (Pale Ale) e Hop Corn (IPA). Todos a R$12,50 – 380ml. Já cerveja artesanal de garrafa só tem Hoeggarden (Witbier) e Leffe Blond (Belgian Blonde Ale).

Como já conheço todas da Wäls, pedi uma de cada. Além dos chopes e cervejas, a casa conta com diversos drinks, coquetéis, gin. Agrada a todos mesmo!

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Para comer: Tem tudo que um tradicional bar tem que ter. Frios, pastéis, tira-gostos, cozidos, embutidos, assados, grelhados e salteados, sanduíches e as tradicionais empadas dos restaurantes cariocas. Tem opção também de pratos quentes como fetuccine, além de almoço durante o dia. Ah, tem sobremesa também. Ufa!

Nós fomos de Escalope de filé mignon ao molho e de batata noisette com cestinha de provolone. Tudo maravilhoso.

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Melhor do que isso, só a sobremesa: Petit Gateau e Taça de sorvete de creme.

Tinha muitos anos que não ia ao Redentor. O bar se reinventou com pratos novos, drinks exclusivos e chopes artesanais.

Ficou ainda melhor. E, se você gosta de lugar assim, que te deixa bem à vontade, com muitas opções para beber e redentor bar 2comer, coloque ele na sua lista. É gostoso demais sentar nessa esquina.

Redentor Bar Savassi
Endereço: Rua Fernandes Tourinho, 500
Savassi- Belo Horzionte
Site: http://www.redentorbar.com.br
Instagram: @redentorbar

Walfänger: Um pedacinho da Alemanha em Ribeirão Preto

A dica do Onde Beber Artesanal vai para Ribeirão Preto novamente.

Quer se sentir um pouquinho na Alemanha? Entre no brewpub da Cervejaria Walfänger e sinta-se à vontade!

cervejaria walfanger

A cervejaria é mais uma que entra no cenário das artesanais de Ribeirão Preto que só tem crescido na quantidade e na qualidade.

O local: O brewpub tem um espaço bacana, com uma decoração voltada para cultura alemã e cervejeira. Tudo muito bem pensado e bonito.

São três ambientes: o interno, onde têm mesas para casal ou turma. Tem a varanda e também um espaço do outro lado da rua onde montaram um Biergarten, que é um jardim com mesas compartilhadas para reunir e divertir com os amigos e a família. É como se fosse um pedacinho da Alemanha mesmo, já que as cervejarias de lá tem muito espaço assim.

brewpub

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Na parte interna, também se encontra a fábrica da cervejaria, que dá para ser vista, já que a parede é de vidro.

fabrica de cerveja

A capacidade de produção da fábrica, hoje, é para até 60 mil litros/mês.

O atendimento é ótimo. Serviço rápido. Garçons atenciosos, que estão sempre dispostos a te indicar uma boa cerveja ou comida.

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Para beber: São servidas somente autênticas cervejas de estilos alemães, claro, todas seguindo a Lei da Pureza e de fabricação própria.

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São 6 tipos de cervejas, que são divididas em duas linhas: a Linha Clássica – com Doppel Bock, Weizen e a Helles –  e a Linha Trigênios – composta pela Albert (German IPA), Sebastian (Viena Lager) e Sigmund (Düsseldorf Altbier).

Elas são servidas em chope fresquinho direto da fábrica ou tem em garrafas. Os valores variam de acordo com o estilo. Os chopes de 500ml vão de R$11,90 a R$16,90 e as garrafas de 500ml vão de R$14,60 a R$23.

Pedimos a régua primeiro, para podermos ver qual escolher. Achamos todas muito bem-feitas e gostosas.regua walfanger

Veja aí as nossas escolhidas para comermos com os tira-gostos.

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Para comer: Falando em tira-gosto, o cardápio é bem vasto. Com opções da culinária alemã, porém, com um toque bem brasileiro. Tem entrada, petiscos, saladas, pratos quentes, sobremesa e almoço nos finais de semana.

Quando você pede a cerveja, já vem com um pote de amendoim, inclusive tem uma máquina de self-service de amendoim para harmonizar com a sua cerveja.

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Como entrada pedimos o Pão de malte da casa. Muito macio e gostoso, servido com creme de queijo com ervas. Muito bom!

pão de malte

Depois, pedimos o Pilous de Porco, que são bolinhos de lombo de porco no espeto, temperado com mel, limão e gengibre. E vem com repolho roxo. O sabor é delicioso, porém, achei que passou um pouco do ponto, então ficou um pouco seco. Talvez, por isso, nem conseguimos comer tudo. Chega uma hora que não desce mais.

Tirando isso estava tudo muito bom e bonito! Muito bem servido.

pilous de porco

Para quem gosta de lembranças, a casa conta com uma lojinha com growlers, garrafas, copos, bonés da cervejaria para serem adquiridos.

Falando em growler, lá também funciona como growleria para que você encha o seu com seu chope preferido e leve para a casa.

Recomendo demais a casa. Adorei tudo por lá. E ainda daria uma sugestão, colocar músicas alemãs. Ia ficar excelente!

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Cervejaria Walfänger 
Rua Carlos Ribeiro de Souza, 115 -Bonfim Paulista
Ribeirão Preto  – SP
Instagram: @walfanger
Site: www.walfanger.com.br

Sobre estilos: Pilsen

Urquell

O estilo Pilsen foi criado pela primeira vez, em 1842, na República Tcheca, na cidade de Plzen (Pilsen), pela Büger Brauerei, hoje Plzenky Prazdroj. É a famosa e tradicional  Pilsner Urquell, que usa os mesmos ingredientes até os dias de hoje para fabricar sua clássica Bohemian Pilsner. É uma cerveja maravilhosa. Falei sobre ela nesse post que fiz no Instagram

Desde o seu surgimento, é o estilo mais consumido no mundo inteiro. Pode ser chamada de Pilsner também. Elas são do tipo lagers que, como já falei aqui, são de baixa fermentação e portanto mais leves e geralmente menos alcoólicas.

pilsenA Pilsen é uma cerveja bem dourada, com notáveis aromas de lúpulo e um sabor mais acentuado de malte. Elas seguem a Lei da Pureza Alemã, que condiciona a produção da bebida a apenas quatro ingredientes: água, malte, lúpulo e levedura. Ou seja, não pode ter cereais não-maltados como o milho e o arroz. Por isso, podemos perceber que essas cervejas populares aqui do Brasil, que dizem no rótulo ser Pilsen, não são. Elas são, na verdade, American Lager, que têm sabor suave e aroma neutro. Bem diferente das pilsens originais.

Ao longo do tempo, surgiram algumas variações da  Pilsen, que são os subestilos Bohemian Pilsner, German Pilsner e Classic American Pilsner. Em geral, elas são mais amargas, com espuma cremosa e branca.

Bohemian Pilsner, é o estilo original da Pilsen. É uma cerveja de fermentação baixa, com coloração amarelo/dourado e refrescante, tornando-se assim uma das mais pedidas entre todas as outras. Representada por cervejas como a Pilsner Urquell;

German Pilsner, uma versão alemã do estilo, criado em 1870, tornou-se bastante popular após a Segunda Guerra Mundial. Essa é uma cerveja mais amarga, de cor dourada, corpo leve e bastante refrescante. Alguns exemplares incluem a Bitburger, Warsteiner e  Konig Oilsener; e

Classic American Pilsner, uma variação americana da Bohemia Pilsner. Levada aos EUA pelos imigrantes europeus e produzida somente com ingredientes originais da América. Essa é uma cerveja mais clara e brilhante, além de possuir um amargor mais leve e seco.

Querida Jacinta: Bora tomar umas no poleiro?

Já pensou em tomar uma cerveja artesanal no poleiro?

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Calma que esse é um poleiro diferente! Eu falo da Querida Jacinta, que é um combo:  restaurante, cervejaria e bar dançante no coração do Santa Efigênia.

Ao passar na rua, você nem percebe que ali tem um lugar desses. Fica bem escondidinho, mas para os que andam com a antena ligada como eu logo vê que algo diferente cisca por ali.

Fui à noite, por isso as fotos ficaram muito escura. Não dá para ter muita noção porque a luz por lá é bem baixa.

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Peguei esta foto do insta deles, feita pelo fotógrafo Victor Schwaner, para terem noção do lugar quando está mais claro.

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O local: São dois andares, que lembram um poleiro mesmo. A casa se transforma ao longo do dia. De dia é um restaurante, que serve almoço. Ao cair a luz do dia, a casa se torna um bar para happy hour. Depois que a casa enche, as mesas que ficam no centro da casa, em baixo, são retiradas. As pessoas são convidadas a ficar em pé para que caiba mais pessoas e vira um bar dançante.

Confesso que nesse dia que fui estava muito cheio, não tinha nenhuma programação especial, mas não dava para sair do lugar. E é gente passando e esbarrando o tempo todo. Para pegar uma cerveja era bem difícil, apesar dos garçons passarem o tempo todo. A minha dica para a casa é que limitem um pouco mais a entrada para que fique agradável aos que já entraram.

Tirando isso, a casa é muito bacana! O DJ tocava músicas das mais variadas que agitavam o público que também é bem diversificado. E toca de tudo mesmo, do funk à MPB, e todos dançando e se divertindo sem preconceito com qualquer ritmo. Falando em preconceito, isso passa longe do Querida, afinal, o banheiro é unissex, então sem essa Feminino x Masculino.

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Para beber: O que mais me atraiu para conhecer o poleiro da Jacinta foi saber que ofereciam cervejas artesanais próprias e de outras cervejarias mineiras. a gente fica só no #bebalocal. São 12 torneiras de chopes com opção para todos os gostos desde Pilsen à NE DIPA. Eu experimentei algumas. Todas excelentes. Os valores variam entre R$13 a R$19 as de 500ml.

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Além de cerveja, têm drinks super bem-feitos também. Veja aí. Assim, todos saem felizes.

Para comer: Como eu disse, a casa tem almoço de dia e tira-gosto à noite. Os petiscos são variados, muitos bem mineiros. Tem torresmo de barriga, pastel frito, carne de panela, joelho de porco, sanduíches, tábua de frios e sobremesas. Escolhemos sanduíches pela fome…rs

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Ah! Lá é cartela individual. Na entrada, você pega um cartão para consumação e paga na saída. Falando em entrada, na antessala tem um espaço com souvenires da Querida Jacinta para comprar, como cerveja, copos, bonés e outros mimos. E, falando em saída, pague antes da casa acender as luzes, porque a fila fica enorme.

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Eu adorei o ambiente da casa. Bem animado. Quero voltar outra vez, porém, mais cedo e ver se pego a casa mais vazia.

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E, aí, curtiu o poleiro da galinha da angola Jacinta? Não deixe de conhecer o local, é muito bom!

Querida Jacinta
Rua Grão Pará, 185, Santa Efigênia
Instagram: @queridajacinta

Cerveja Blumenau: Do tour ao bar da fábrica

O Onde Beber Artesanal vai para Blumenau, Santa Catarina.

Se você está indo para Blumenau, agarra essa dica!

Não deixe de conhecer a Cervejaria Blumenau. Ela nos oferece uma experiência completa desde um tour guiado na fábrica à degustação de suas cervejas em um bar próprio.20181012_123739Ela é uma cervejaria nova, sua fábrica foi inaugurada em 20 de setembro de 2016. Hoje, conta com 14 rótulos de cerveja e um licor. É muito estilo diferente.linha-cerveja-blumenauFalando nisso, foi a Cervejaria Blumenau quem fez pela primeira vez o estilo Catharina Sour, estilo que foi catalogada pela Beer Judge Certification Programa (BJPC), respeitada e mais importante instituição internacional de juízes da bebida. Na prática, o Brasil agora tem, oficialmente, o seu primeiro estilo próprio de cerveja, que pode ser julgado em concursos do mundo inteiro.

A Cervejaria Blumenau traz em seu nome o amor pela cidade. Tanto que seu slogan é “Uma cidade apaixonada por cerveja só poderia dar nome a uma cerveja apaixonada por uma cidade.”. E seus rótulos, todos fazem menção a algo da cidade.

Voltando para a cervejaria, nós chegamos bem cedinho para poder fazer a visita na fábrica. Enquanto esperávamos o responsável por nos apresentar a fábrica, degustamos todos, eu disse, todos os rótulos. Fiquei até com medo de já começar a visita alterada…rs. Mas deu tudo certo. Todos atendentes são supersimpáticos.

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Durante a visita, percorremos toda fábrica. O responsável começou falando sobre a história da cervejaria. Em seguida, nos explicou todos os processos de produção das cervejas, desde a seleção dos ingredientes ao envase. A visita durou cerca de 30 minutos.

Depois da visita, fomos para o bar da fábrica que fica anexado à fábrica.

Bar da Fábrica

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O local: o bar tem uma parte de parede de vidro que tem vista para a fábrica. Tem mesas nesse ambiente ou do lado de fora.

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Além de muita cerveja e comida boa, por lá, você encontra uma loja da marca. Com cervejas para levar e souvenir como: garrafas, camisas, bonés e outros.

Para beber: O bar serve todos os rótulos da cervejaria. Você fica até perdido, pois são 14 torneiras com todos os estilos. Para tentar te ajuda, o cardápio fala sobre os rótulos e sua descrição sensorial, dá dicas de harmonização para cada cerveja, a temperatura correta de cada e o tipo de copo em que ela deve ser servida.

E não é que eles respeitam cada copo e estilo? As cervejas que pedimos, vieram em seus respectivos copos. Veja aí o que tomamos. Todas muito gotosas!

Para comer: O cardápio tem com comidas típicas alemãs. Só coisa gostosa. Se você gosta muito dessa comida, tem uma opção de pagar um valor fixo e poder comer à vontade, durante o almoço, em um self-service. Por lá tem salsichões, joelho de porco, chucrute (repolho) etc.

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A experiência é completa. Passamos a manhã toda lá. Ahh, recomendo chegar cedinho, já que por volta das 11h já está bem lotado.

Adorei tudo por lá! Não deixe de colocar a cervejaria em seu roteiro!

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Cervejaria Blumenau
Rua Arnô Deling, 388 – Itoupavazinha
Blumenau /SC
http://www.cervejariablumenau.com.br
@bardacervejablumenau

Como é produzida a cerveja artesanal?

Nos posts anteriores nós aprendemos sobre cada um dos principais ingredientes da cerveja e suas funções. Então, a gente se pergunta: É difícil produzir a própria cerveja?

É sim. Mas não é impossível.cerveja artesanal

Nesse post, eu não vou ensinar como faz. Mas vou fazer um resumo das principais etapas da produção de uma cerveja caseira para termos noção de como se faz uma cerveja artesanal.

Dá trabalho. Mas, o resultado final é sempre gratificante. Ver ali algo que você criou, cuidou por alguns dias ou meses e agora vai consumir a cerveja própria. Essa sensação é muito boa!

Antes de começar a produção, é preciso decidir qual estilo de cerveja será feito e com quais características. Tendo essas informações é preciso decidir quais ingredientes será usado, a quantidade de cada um e comprá-los para o preparo.

Mão na massa!

A produção de cerveja passa por duas fases: Quente e Fria. Vamos saber sobre essas fases:

 Quente

– Moagem: Antes de começar a fase quente, deve-se moer os grãos do malte. O grão é moído para que haja uma rápida extração e conversão dos componentes do malte. Depois de moído, obtém-se uma farinha grossa. E está pronto para começar o processo.

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– Mosturação: É quando entra a água e o malte. Aqui, a farinha obtida na moagem é misturada com a água. Não dá para fazer com a água que temos por causa do cloro. Pelo menos a de Minas é cheia dele. Por isso, deve-se corrigir o pH da água. Já falei também sobre a água aqui. Depois de corrigido o pH, o malte é inserido na água fervendo.  Durante essa fase, que dura entre duas a quatro horas, é necessário verificar rotineiramente do pH do mosto (como é chamado o líquido com a água e o malte). Além disso, é necessário controlar a temperatura do mosto também. Temperatura excessiva pode aumentar o teor alcoólico ou deixar a cerveja com sabor muito adocicado.

Com o cozimento dos grãos em água quente, haverá a conversão do amido contido no malte em açúcares fermentáveis (maltose) e não-fermentáveis.

– Filtragem: Aqui começa a lavar o mosto. A filtragem do mosto é realizada para retirar todos os componentes insolúveis presentes na mistura. Toda a casca dos grãos é retirado. O líquido “limpo” é passado para outro recipiente (panela).

lupulagem-ipa– Lupulagem: Aqui entra o lúpulo. Como expliquei no post sobre ele, o lúpulo é o ingrediente que vai dar amargor à cerveja para equilibrar com o doce do malte (sobre o malte) . Além disso, ele que dá o aroma gostoso na cerveja e tem a função de conservante natural da cerveja também.

Ele pode ser adicionado em vários momentos (tanto na fase quente quanto na fria). Mas, não vou entrar nesse detalhe, pois depende do estilo da cerveja e as características desejadas para a cerveja. Depois de colocado o lúpulo, deixa-se fervendo para que pegue o aroma e o sabor.

– Decantação: O lúpulo vai deixar alguns resíduos na mistura. Para retirá-los, faz-se o  Whilrpool, que é o redemoinho no mosto após a fervura, com ele ainda quente. Esse redemoinho vai juntar todos os resíduos no centro da panela, de forma que o mosto não leve esse material para o  fermentador.

resfriamento

– Resfriamento: Para que a levedura faça seu trabalho, como falei no post sobre ela, a levedura, é necessário que o líquido esteja na temperatura de fermentação: Cada tipo de cerveja pede uma temperatura. São vários métodos para resfriar o mosto, que deve ser feito rapidamente para evitar contaminação.

FRIA

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– Fermentação: Depois de resfriado, o mosto deve ser passado para um balde fermentador, onde é colocada a levedura. Momento em que ela transforma o açúcar em álcool, compostos aromáticos e CO2. Depois, tampa-se o fermentador e o coloca-se na geladeira para fermentar e é necessário ficar medindo a densidade do mosto, para saber se a levedura acabou seu trabalho.

Sempre controlando a temperatura.

As cervejas Ales fermentam em temperaturas entre 17 e 24 graus, e cada fermento tem sua faixa de temperatura mais indicada. Já as cerveja da família Lagers são fermentada entre 6 e 12 graus.

O tempo de maturação vai variar de acordo com o estilo: pode ser uma semana, duas semanas, um mês, meses ou anos.

– Maturação e filtração: a cerveja é novamente filtrada para a retirada de resquícios da levedura e de outros componentes que possam ainda estar presentes, e em seguida é levemente aquecida novamente, para a eliminação de componentes voláteis, que não o álcool.

– Estabilização: após o novo aquecimento, a cerveja também é submetida um segundo resfriamento.

– Clarificação: depois de estabilizada, a cerveja é submetida a uma última filtração, para a eliminação de qualquer partícula restante em suspensão. Logo em seguida, é armazenada em tanques.

– Carbonatação – É quando coloca o gás (fase optativa): Depois de maturada, é colocado o gás na cerveja.

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– Envase: Aqui é a melhor parte. Quando seu “bebê” já está pronto para entrar na garrafa. Não pode esquecer de sanitizar com álcool tudo que entrará em contato com o líquido para não contaminá-lo.  Encheu a garrafa, tampou e acabou?

Não!

envase

Depois de tampada, a garrafa tem que ficar em temperatura ambiente, sem luz, por 7 dias.

Somente depois disso que as garrafas com o líquido podem ser colocadas na geladeira. E quando elas gelarem não precisa nem falar o que deve fazer, né?!

Tim tim!

É difícil, né?! E olha que eu não coloque muitos detalhes que devem ser observados, como a parte química. Apenas simplifiquei o processo para que você possa entender um pouco do processo.

É necessário estar atento a cada detalhe para não perder toda a produção. É difícil, mas depois que pega a prática, fica natural.

Faça um curso, estude bastante e comece com sua produção caseira. E depois me conte como estão indo as produções. 🙂

Eu fiz o curso de produção e confesso: Depois que fiz o curso, tive mais certeza de que beber é melhor. rs.

Mas acho legal demais acompanhar as brassagens coletivas que acontecem aqui em BH. É muito interessante ver uma cerveja nascendo. E bebê-la depois é mais legal ainda.

Outros ingredientes da cerveja

Agora que já falamos dos ingredientes obrigatórios de uma cerveja (água, malte, lúpulo e levedura), vamos falar dos ingredientes que não são obrigatórios mas que podem ser utilizados?

Em busca de cervejas com aromas, sabores e cores diferentes, visando proporcionar uma experiência única na degustação da cerveja, alguns cervejeiros utilizam outros ingredientes diversos durante a produção. São eles: especiarias, plantas, flores, frutas, e outros que a imaginação possa alcançar. Eles dão um toque especial às cervejas tradicionais.

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Condimentos e especiarias são temperos usados na culinária para acrescentar sabor, aroma, cor ou realçar o paladar de uma comida. É o mesmo objetivo deles na cerveja. Exemplo de especiarias usados na cerveja: Pimenta, canela, gengibre, coentro, dentre outros.

Além das especiarias, outros ingredientes também podem ser usados como:  chocolate, café, limão siciliano, capim-limão, camomila, castanha, casca de laranja, flor de hibisco, zimbro, mirtilo, frutas etc.

Não existe uma regra que define qual tempero vai bem com determinado tipo de cerveja. Apesar disso, tem algumas combinações que já se tornaram tradicionais como o estilo de cerveja de trigo belga a Witbier que leva casca de laranja e coentro. Aliás, os belgas são especialistas nisso: usar especiarias e inventar demais em suas cervejas! Contrário dos alemães, que não admitem a inserção de nenhum elemento que não sejam os ingredientes base. Já falei sobre eles aqui: Escola Belga e Escola Alemã.

Apesar de ser permitido o uso desses elementos na cerveja, as suas características devem apenas complementar o estilo escolhido, para se criar uma complexidade de sabores, aromas e sensações. Eles não devem se sobrepor ao estilo original da cerveja.

Vou citar aqui algumas cervejas que levam esses elementos a mais:

Witbier, cerveja de trigo com Coentro e Casca de Laranja: Hoeggareden, da Bélgica, a minha preferida!

Russian Imperial Stout, que leva Nibs de Cacau e Jack Daniel’s – da Cervejaria Capistrana, de Diamantina. Perfeita!

Dubbel com extrato de uva passas – da Wäls, de Belo Horizonte. Boa demais!

Saison com amêndoas, limão, abacaxi e café – 42 Farmhouose Ale da Wäls. É sensacional!

Porter com adição de café – Demoiselle, da Cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto. Amo!

Trigo com adição de Mel de Flor de Laranjeira – Áppia da Cervejaria Colorado. Levinha e de boa!

Aliás, se você quer exemplo de cerveja + algum elemento diferente, todas as cervejas da Colorado têm adição de algum produto que remete ao Brasil. Como é o caso da Indica, que é uma IPA com rapadura.

American IPA com Maracujá – da Baden Baden, de Campos do Jordão. Achei leve para o estilo, mas é boa também!

IPA com mamão – a TakeuparIPA, da Go Horse de Belo Horizonte. Eu que não gosto de mamão gostei demais!

Falando adição de frutas, dentro desse tema podemos citar as Fruit Beer, que são cervejas feitas com frutas. Sua criação parte de um estilo base ao qual se acrescenta uma fruta.

Algumas frutas utilizadas são: cereja, framboesa, pêssego, maçã, laranja, amora, damasco, açaí etc.

Exemplo de Fruit Beer:

Belgian Fuit Beer com frutas vermelhas in natura – Julieta da Cervejaria Backer, de Belo Horizonte.

Berliner Weisse com goiaba e cajá-manga – Abaporu Sour, da Cervejaria Verace, de Nova Lima.

Catharina Sour com Acerola – Katarina Sour da Furst Bier, de Formiga-MG.

Enfim, as Fruit Beer podem ser uma Witbier, Stout, Sour, Red Ale ou praticamente qualquer outro estilo de cerveja que tenha a adição de frutas.


Como esses ingredientes são usados?

Para a produção cervejeira, pode ser usada a fruta fresca (inteira, em pedaços ou batida), em forma de extrato, de calda, de polpa e até de suco. No caso dos outros ingredientes podem ser flores inteiras ou desidratadas, ervas prensadas, in natura ou em pó.

Como esses ingredientes são inseridos durante a produção?

Eles podem ser colocados em diferentes etapas da fabricação da cerveja, como durante a fervura, fermentação ou maturação. Essa escolha vai de acordo com a característica final que se deseja obter.


Eu sou suspeita para falar sobre as cervejas que levam esses elementos “diferentes”, pois gosto muito dessas invenções cervejeiras. Sempre que vejo algo diferente, estou experimentando. Confesso que algumas degustações não foram bem-sucedidas, mas, outras gostei bastante.

Então é isso. Fiz esse post para mostrar para vocês que as cervejas podem, sim, sair do comum e ser espetacularmente gostosas, tanto quanto às tradicionais.

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Curiosidades:

– O Guia de Estilo BJCP (Beer Judge Certification Program) acrescentou uma categoria dedicada às cervejas com condimentos, a Spice/Herb/Vegetable Beer. Essa categoria, além de incluir o estilo Christmas/Winter Specialty Spiced Beer, permite ao cervejeiro criar receitas inusitadas e com as mais variadas combinações de sabores.

– Quando você sente o aroma de banana na cerveja de trigo (Weissbier), pode ter certeza que não foi adicionada banana durante a produção. Esse aroma é química pura. Ao mesmo tempo em que trabalham dia e noite para transformar açúcares em álcool e gás carbônico, as leveduras próprias das cervejas de trigo também produzem ésteres com aromas frutados. Esses aromas nos remetem à banana. Aiaiai, não vão falar que as Weiss são Fruit Beer com banana e cravo. 🙂 rs

#TBT: Wychwood Brewery – Por do Sol

O #tbt de hoje, apesar de ser uma cerveja inglesa, eu a experimentei em Colonia del Sacramento. Eita cidadezinha que me surpreendeu. Achei cervejas que nunca vi em BH.

Essa aí é a Imperial Red da Wychwood Brewery .

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Achei ele bem leve para ser uma Imperial. Tem um aroma de maltes torrados suaves, e predomina o caramelo. Assim como o sabor, onde sente-se o caramelo e um ligeiro sabor torrado. O malte é equilibrado com o lúpulo que dá um leve amargor no final.

É uma cerveja bem gostosa, mas leve para levar o nome Imperial. O que mais me chamou a atenção foi o rótulo. Achei massa.


Wychwood BreweryA Wychwood Brewery é uma cervejaria de  Oxfordshire, Inglaterra, que existe desde 1841. Ela produz cerca de 50.000 barris (8.200.000 litros) de cerveja por ano e é a maior cervejaria orgânica do Reino Unido. As cervejas Wychwood filtradas e engarrafadas são exportadas para todo o mundo, incluindo a América do Norte, Suécia , França, Austrália, Rússia, Japão, Israel e Singapura.

A cervejaria é conhecida por seus rótulos baseados em fantasia, inspirados nos mitos e lendas que cercam a antiga Floresta Wychwood.

Hoje, eles produzem 13 rótulos. Cada um mais bonito que o outro.

Wychwood Brewery garrafas

Para quem gosta dessas coisas de fantasias, dê uma olhadinha no site deles. Achei muito legal! Tem até games. www.wychwood.co.uk


O ponto turístico é o maravilhoso pôr do sol de Colônia del Sacramento.

Como já falei nos posts passados, sobre Colonia e sobre suas Ruínas, a cidade de Colonia del Sacramento é muito charmosa. E, para fechar com chave de ouro o nosso passeio e posts sobre ela, vou falar do que ela tem de mais lindo: o pôr do sol.

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Quando o sol vai baixando, a beirada do Rio da Prata já começa a encher de turistas para ver aquela maravilha da natureza. É bom chegar cedo para pegar um lugar bom e apreciar aquele momento tranquilo, sem gente na frente.

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Dá o horário, aos poucos, um mega sol começa a mergulhar no imenso Rio da Prata. O céu passa a ter diferentes cores. É um momento único e imperdível.

Só as imagens mesmo para explicar!

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A cidade é bem pequena, tem pouco o que se falar dela. Mesmo assim, é uma cidade que todos deveriam visitar. É gostosa demais.

Vai em Montevidéu ou Buenos Aires? Essa é uma parada obrigatória!

Latitude 20º: mais uma opção para os cervejeiros de plantão (Ouro Preto)

FECHADO PERMANENTEMENTE (Porém, você encontra os chopes da cervejaria em alguns bares de Ouro Preto).

A dica de Onde Beber Artesanal é em Ouro Preto hoje.

A dica é um bar simples, porém muito aconchegante. O Latitude 20º.

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O nome do bar Latitude 20º é o mesmo nome dado à cervejaria, que é uma homenagem à Ouro Preto, pois a cidade se localiza na latitude 20º23’08”.

O local: O Latitude é bem completo, pois atende muitas áreas da cerveja.

No espaço, funcionam várias coisas: uma loja onde vendem insumos para fabricação de cerveja, além dos produtos da cervejaria; eles dão cursos com temas relacionados à cerveja; é growleria, já que além de abastecer seu growler, você também pode alugar barris (com chopeira e gás) abastecido com a cerveja deles para levar para casa e fazer a festa; e é bar!

Para beber: No bar, eles servem chopes de fabricação própria. Quando estive lá, estavam plugados: Cream Ale, American IPA, Stout e Double IPA. Todos a preços justos. Os de 300ml variam entre R$7 a R$13; de 475ml entre R$10 a R$17; e de 1 litro entre R$18 a R$32.

Só não experimentei a Double IPA, porque não ia dar conta…rs. Seu teor alcoólico era 8,7% e o IBU 80. Estava querendo algo mais leve no dia. As demais estavam ótimas!

Também tem caipirinha e vinhos.

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Para comer: São poucas opções, como pode ver acima. Mas, é o suficiente para você experimentar um delicioso petisco mineiro bem caseiros. Nós pedimos contrafilé na manteiga de ervas e vinho com fritas. Estava divino. Ah, tem opções vegetarianas também.

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downloadIsso tudo embalado pelo bom e velho rock.

O atendimento é bem rápido e o atendente muito educado e paciente. Me explicou sobre cada cerveja e me deu algumas dicas. Conversei com um dos donos também, que foi bem solicito.

Trouxe uma garrafa de cerveja deles, a Session IPA. Olha ela aí!

session ipa - latitude 20

Fica então essa dica. Além de cerveja e comida boa, a vista de lá é linda da Igreja do Rosário e das montanhas que estão no em torno de Ouro Preto.

Cervejaria Artesanal Latitude 20º
Rua Gabriel Santos 16A – Rosário
Ouro Preto
https://www.facebook.com/cervejarialatitude20/
Instagram: @latitude20ouropreto

#TBT: Bis Bier – Ruínas de Colonia del Sacramento

bis bier

A cerveja do #tbt de hoje é uma cerveja que ganhei do pessoal da Bis Bier quando estive no Uruguai.

Essa é a Blonde Ale deles, muito bem-feita, certinha e gostosa. Tem aroma de malte suave e notas frutadas. No sabor, também sente o maltado, frutado, mais adocicadinha. Tem um leve amargor que equilibra o doce do malte. É uma cerveja bem refrescante, levinha, fácil de tomar.

Sobre a cervejaria eu já falei aqui. Bis Bier


O prato de hoje é muito típico uruguaio: o Chivito. Ele pode ser comido como lanche, feito com pão, ou no almoço assim, como comemos.

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Pedimos com salada. Veio maionese, salada, batata frita e o chivito, que é carne, coberta com presunto, mussarela e ovo.

De entrada, como de costume no Uruguai, nos levaram uma cestinha com mini pães com um molho. É muito gostoso. Dá vontade de comer tudo, mas tem que guardar o estômago para o almoço.

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Tudo muito bom.

Comemos isso no Restaurant Don Pedro, que fica no centro histórico de Colonia. Um lugar muito gostoso!

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O ponto turístico são as ruínas de Colonia del Sacramento. Ficam bem no Centro Histórico.

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Uma parte das ruínas é onde fica do Convento de S. Francisco Xavier e Farol.

O convento franciscano foi construído entre 1683 e 1704, dedicado a S. Francisco Xavier. Sofreu um incêndio no final do século XVIII, quando foi parcialmente destruído. Eles mantêm ainda parte dessas ruínas.

Em 1857, foi levantado nessas ruínas um farol que ainda funciona. Subimos lá no topo dele. Do alto, a vista é linda! Dá para ver boa parte da cidade e do Rio da Prata. E quanta árvore, hein? Que beleza de cidade. Falei sobre ela no post passado. Dê uma olhadinha aqui.

A outra parte das ruínas é conhecida como Fortificações de Colônia.

No século XVIII, os portugueses cercaram a cidade com uma muralha. A fortaleza tinha uma única entrada, o portão de armas, decorado com o brasão português. A muralha foi demolida em meados do século seguinte.

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Manter essas ruínas, dá um charme a mais à cidade. Deixa ela com mais cara de cidade histórica.