#TBT: Um palácio de doer o pescoço e uma cerveja acima da média

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O #tbt de hoje é com uma German Pilsner de personalidade: A Pilsner da Veltins. Seguindo a lei da pureza alemã: água , malte e lúpulo, essa cerveja tem o aroma predominantemente lupulado. O sabor tem um amargor floral e cítrico mais forte que as demais german pilsner e o adocicado do malte é bem discreto. Seu final é seco. Bem acima da média das alemãs que tomei. Seu teor alcoólico é de 4,8%. E o IBU: 21.

veltinsA Brauerei C & A Veltins  é uma cervejaria da cidade de Grevenstein, no oeste da Alemanha. A cervejaria fabrica o produto de acordo com a lei da pureza alemã desde 1824.

Clemens Veltins assumiu a cervejaria em 1852. O nome, Brauerei C & A Veltins, veio dos gêmeos Carl e Anton Veltins que assumiram a empresa de seu pai em 1893, e deram continuidade à produção em alto padrão de qualidade. Não é à toa que, em 2015, a Veltins ficou em quarto lugar entre as cervejas mais vendidas da Alemanha.

Hoje, além da Pilsener, eles fabricam a sem álcool, a Grevensteiner Original e a Hell e as V+, que são cervejas misturadas (existem três: uma misturada com Limão, outra com Cola e outra com Tequila). Sei se isso é bom não, mas lá na Alemanha eles têm essa mania de fazer essas misturas para “inovar”.

Schalke_04_Stadium_Veltins_Arena_002.jpgUma curiosidade sobre a cervejaria é que, além de co-patrocinadora principal do do clube de futebol alemão o FC Schalke 04, o Schalke 04, ela também é a principal patrocinadora do estádio do time, possuindo os direitos de nomeação, o naming rights, do estádio de futebol do time em Gelsenkirchen.  O estádio chama Arena Veltins e é um dos estádios mais modernos da Europa.

Aliás, abrindo um parênteses aqui, existe um mito que o Shalke 04 seria o time do Hitler. Os que acreditam nisso, tem como base os títulos do time. O clube tem sete títulos na sua história, sendo que seis deles conquistados na época do nazismo: 1934, 1935, 1939, 1940 e 1942. Depois, ainda conquistaria o título em 1958 – sua última taça da liga alemã. Acreditavam que o time e os jogadores apoiavam o nazismo, por isso, eram beneficiados.

Porém, o Schalke 04 se incomoda muito com a associação que fazem do sucesso que o time fez em campo naquela época a um suposto apoio ao nazismo. Sempre que podem, desmentem esse fato.


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O ponto turístico é uma ostentação sem fim da família real da Baviera: o palácio chamado Residência de Munique (Münchner Residenz). Ele foi moradia oficial da família real e de políticos alemães entre 1508 a 1918. É considerado o maior palácio urbano da Alemanha. É gigante mesmo, tanto que não conseguimos conhecê-lo todo e, no final, estávamos exaustos.

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Além do museu, o local abriga uma sala de concertos, a Casa do Tesouro Real e o Teatro Cuvilliés.

O complexo é composto por dez pátios e o museu com 130 salas. É tudo muito grande, muito dourado. Saí de lá com o pescoço doendo. Mas, valeu a pena. Você consegue ver como a realeza vivia naquela época. Tem móveis, talhares e outros objetos. O áudio guia em espanhol foi contando a história de muitos personagens que ali passaram.

Outro detalhe é o jardim Hofgarten, que fica em frente ao palácio. Foi mandado construir em 1.613, a pedido do rei Maximiliano I. É lindo e super bem cuidado.

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Aqui, as fotos dirão mais que o texto.

Futebol e Cerveja em Munique: Allianz Arena com Paulaner

O #tbt de hoje junta duas coisas que eu gosto: futebol e cerveja.

Claro que eu não poderia deixar de visitar o estádio do Bayern de Munique, o Allianz Arena.

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É um estádio supermoderno, inaugurado em 2005. Na época de sua construção, o contrato constava que ele seria dividido em 50% para os dois grandes rivais de Munique: o Bayern de Munique e o TSV 1860 München ou Munique 1860 (em português) . Porém, como o Munique 1860 estava mergulhado em dívidas indo à falência, em 2006, o Bayern de Munique, para ajudar o rival, comprou a outra metade de forma simbólica. Mesmo sendo rival, o Bayern colocou no contrato de compra uma cláusula que permitia a recompra dos 50% a qualquer momento. Bacana, né?!

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Mesmo depois de perder os 50%, o Munique continuou jogando no Allianz, mas pagando aluguel. Mas, nem mesmo com essa camaradagem, a rivalidade diminuiu entre os times e torcidas. As torcidas se odeiam.  Durante nossa visita, a guia, que era torcedora do Bayern, disse que não podia falar o nome do outro time. Por isso, quando se referia a ele, falava “o outro” ou “o rival”.

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Para finalizar a história do Munique, ele foi um dos clubes fundadores da Bundesliga em 1963 e o primeiro a ganhar a liga. Em 2017-18, o time caiu para a terceira divisão e, como não pagou a licença para disputar a competição, teve de ir para a liga regional, uma amadora, considerada a quarta divisão!! Com isso, a diretoria decidiu não jogar mais no Allianz. Os jogos agora acontecem em um estádio que comporta cerca de 13mil torcedores. Hoje, em 2022, eles voltaram para a 3a divisão. Quanto à história do Bayern, a gente dispensa, né?!

Em 2015, a Allianz Arena passou por uma reforma para troca do gramado e ampliação de sua capacidade, que passou para 75.000.

Outra curiosidade é que aqueles gomos mudam de cor. Quando o mandante dos jogos é o Bayern, ele fica vermelho, quando era o Munique, ele ficava azul e da Seleção Alemã, ele fica branco.

O estádio fica aberto durante o ano todo para visitação.

O que tem no estádio?

O museu do Bayern: O museu conta a história campeã do time, com troféus, camisas e chuteiras de jogadores que participaram de algum momento histórico; áudios de momentos marcantes; salas que simulam salas de reuniões, inclusive com áudios de alguns momentos; uma sala onde mostra o que os jogadores comem antes.

O mais legal que achei foi um espaço onde você senta e coloca aqueles óculos de realidade aumentada e fone. Ele simula como se estivesse em dia de jogo, sentado na arquibancada, ouvindo gritos da torcida. Simula entrando no estádio cheio e outros momentos. Você escolhe. É muita coisa, como chegamos atrasados, porque pegamos o metro errado, não conseguimos ver muitos detalhes. Uma hora só não foi o suficiente.

A loja oficial do Bayern: Entramos felizões achando que as camisas e etc do Bayern seria mais em conta por estar dentro do estádio. Naaada. Saímos de mãos abanando. As camisas e outros acessórios estavam mais caros que aqui no Brasil.

O estádio por fora: é gigantesco. Você fica se imaginando em dia de jogo, deve ser muito legal. Quando fomos não ia ter jogo lá. Ainda bem, porque os ingressos são caríssimos.

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Dependências do estádio:  já com a guia passamos pela parte dos bares (tudo super organizado), como teve jogo de algum time lá no dia anterior, o chão estava pregando por causa da cerveja. Passamos pelas cabines onde fica a imprensa e fomos sentar nas arquibancadas para escutar toda a história que a guia nos contava. De lá fomos para o túnel, onde saem os jogadores.

O túnel é a parte mais emocionante da visita, é de arrepiar. A gente fez duas filas como se fôssemos jogadores. Quando começamos a andar em direção ao gramado, começou a tocar a música da Champions League. Legal demais! Paramos numa parte cercada do gramado, que dá pra ter a visão dos jogadores e ver o banco de reservas que é super chique. É o mais perto que chegamos do campo.

Tive a impressão que lá dentro é pequeno!

Depois visitamos a sala de coletiva de imprensa e os vestiários. Têm dois tipos de vestiários. O que os jogadores ficam antes do jogo e o que eles vão depois do jogo, que tem piscina de gelo, espaço para massagens e confraternização entre os times. Muito legal ver tudo isso!

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Biergarten da Paulaner: Depois de muita história, fomos ao restaurante da Paulaner que fica dentro do estádio, e funciona também em dia de jogos. Tomamos uma Hefe-weissbier da Paulaner com carne de porco e salada de batata.

O que chamou nossa atenção foram os Playstations no restaurante. Ficamos sabendo que fica ligado sempre, inclusive em dia de jogos e é tudo 0800. Outra coisa que assustei foi com o banheiro. Além de limpo e lindo, tinha ESPELHO!!!!! Kkkk. Não sei se é assim em todos os estádios, mas, no Mineirão, não existe espelho já que pode virar uma arma.

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Curiosidade:

O Bayern de Munique fez uma parceria com uma rede de hotéis e vai disponibilizar uma suíte dentro do Allianz, onde torcedores do time terão a oportunidade de acompanhar partidas hospedados lá dentro. Com vista privilegiada, a suíte terá cama e acesso a um bar exclusivo.

Ufa! Hoje o texto foi grande. Mas, assim como a cerveja, o futebol também é minha outra paixão.

Ah! Além do Allianz, nós fomos também no Olympiapark, o Parque Olímpico de Munique, construído para os jogos olímpicos de 1972. Clique aqui para ver mais.

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claro.jpgE para não falar que eu não falei de cerveja. Dessa vez, vou falar sobre a Hefe-Weissbier Dunkel da Paulaner, que é uma cerveja de trigo, turva, com cor de chocolate, com sutil aroma floral e sabor maltado, bem frutado. É uma cerveja super cremosa e refrescante. E, pra variar, segue rigorosamente os padrões alemães de qualidade. É uma delícia, com a drinkability lá em cima. O final é bem equilibrado sendo levemente amargo e com algumas notas de banana e café.

A Hefe-Weissbier Dunkel é uma cerveja de trigo escura pois é feita com malte de trigo tostado. Ela não é filtrada antes do envasamento, as leveduras utilizadas em sua fermentação estão contidas na garrafa, deixando a cerveja saborosa. Contém 60% de malte de trigo e 40% de malte de cevada.

Quanto à breve história da cervejaria, eu falei no post “#TBT: Paulaner – Viktualienmarkt (Munique)”.

Esta nós tomamos em um dos diversos restaurantes da Paulaner que estão espalhados por Munique, na Paulaner zum Spöckmeier. Um lugar super agradável. Dentro, é bem grande, mas, como a temperatura estava agradável, ficamos no espaço de fora.

Garçons bem simpáticos. Além da Dunkel, tomamos a Helles também.

E como dá pra ver no fundo, o restaurante fica próximo a um dos pontos turísticos mais visitados de Munique: a Nova Prefeitura (Neues Rathaus ), que fica linda à noite. Pena que meu celular não ajudava em fotos noturnas. Para saber mais sobre o prédio, clique aqui.

#TBT: Bitburger – Museu Madame Tussauds (Berlim)

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O #tbt de hoje é com essa tradicional cerveja da Alemanha, a Bitburger. Tomamos essa Premium Pils, uma german pilsner fabricada a partir de selecionadas cevadas de março e lúpulos igualmente selecionados.  Uma cerveja leve, fácil de tomar, em que o amargor equilibra muito bem com o malte, não tendo um que se destaca mais. Uma autentica cerveja alemã. Essa mata sede!

Álcool: 4,8%

bitburger-logo.jpgA Bitburger é uma grande cervejaria alemã, fundada em 1817, na cidade de Bitburg. É a terceira cerveja mais vendida no país. Em 2015, produziram cerca de 710 milhões de litros de cerveja e bebidas sem álcool.

Hoje, eles têm diversos estilos tradicionais na Alemanha como Pilsen, Bock, Radler, 0,0%, além de refrigerantes e cidra.

Curiosidade: A Bitburger, patrocinadora oficial da Seleção Alemã de Futebol

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gambrinus.jpgNós bebemos essa em um restaurante chamado Gambrinus Deutsche Küche ( Gabrinus Culinária alemã). É um restaurante de comidas típicas alemãs. O local é bem aconchegante, meio escuro (como todos que fomos). Mas se preferir, tem mesas do lado de fora. Era um dos poucos que estavam abertos e que serviam comida naquele nosso horário de sempre: 22h – 23h.

Fomos atendidos parece que pelo dono, um homem asiático (rs), que ironia. Aí você pensa: um lugar cujo dono tem os olhos puxadinhos vai nos servir comida tradicional alemã?!

20170520_012138.jpgEscolhemos um prato de sopa de carne com legumes. Meu Deus, que delícia! Eu queria ter lambido o prato :), mas… E não dava pra pedir outro, estava mais do que satisfeita. Foi uma das melhores e mais diferente comida típica que comi por lá.

Dizem que os asiáticos compraram o restaurante de um alemão mas não mantiveram a qualidade. Mas, com eu não entendo de culinária alemã, para mim estava ótimo!

O lugar fica numa pracinha na Krausnickstr. 1, 10115, Mitte, Berlim. Recomendo demais.


O ponto turístico é o Museu de Cera Madame Tussauds. É um famoso museu que possui a maior coleção de figuras de cera de celebridades. A sede principal do museu está em Londres, mas também existem 13 filiais e uma delas está em Berlim.

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Anne Frank

angelina jolieNele, encontramos personalidades de diversas áreas como política, religião, esportes, música, personagens de filmes e as estrelas de Hollywood. Além da perfeição dos detalhes e rostos, o que me chamou a atenção foi o boneco de Hitler. Ele é o único que fica isolado, dá pra vê-lo apenas através de uma janela. É bem protegido com câmeras em volta pois é proibido tirar foto. Li que, na inauguração, ele era protegido apenas por uma corda. E, um dos primeiros visitantes, ao entrar, pulou na estátua e decapitou Hitler. Não em protesto, foi uma aposta que o homem fez com seus amigos, em um bar, na noite anterior. Depois disso, resolveram blindá-lo.

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E como estamos em Berlim, nada mais justo que encontrarmos com figuras de diversas personalidades alemãs: como a chanceler Angela Merkel,  o físico Albert Einstein, os compositores Bach e Beethoven (no local toca músicas deles), Anne Frank (sobrevivente do Holocaustro),  Karl Marx, jogadores de futebol da seleção. Além dessas personalidades, o muro de Berlim também está lá. Nele, você pode simular que está derrubando o muro. Ao entrar na cabine, começa um barulho de marreta, assim como o que os moradores de Berlim ouviram por muito tempo, durante a queda do muro.

É muito interessante ver essas personalidades e o quanto são parecidos. Quando fomos estava tendo um especial do filme Stars Wars. Divertimos bastante.

Mais fotos:

#TBT: Tyskie Gronie – Campo de Concentração de Sachsenhausen

O #tbt de hoje é com essa cerveja polonesa, a Tyskie Gronie. Sim!! Nem só de vodka vivem os poloneses. Para termos uma ideia, a Polônia é o terceiro maior produtor em hectolitros de cerveja da Europa, atrás apenas da Alemanha e do Reino Unido. Quanto ao consumo médio per capita, ela está na 18ª posição do ranking mundial.

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A Tyskie Gronie é uma Premium American Lager,  feita com água, malte, lúpulo e leveduras. É uma cerveja clara, bem gostosa e equilibrada, com um leve amargor no final. Teor alcoólico: 5.6%

Ela é produzida pela Tyskie Brewery, uma das mais antigas cervejarias polonesas. Fundada em 1629 pela família Promnice em Tychy, sul da Polônia. Hoje, é a maior cervejaria do país, e é 100% controlada pela gigante SAB Miller.


Essa, nós tomamos em uma lanchonete turca chamada Café Handana, que tem de tudo, desde café, cerveja até prato feito e pizza. Para comer, nós escolhemos um enorme e delicioso Dürüm Döner. Vem com salada e muita carne no recheio, tipo kebab. A carne é tirada daquele espeto grande, giratório, vertical, com um montão de carnes ‘amontoadas’ assando de fora para dentro.

O lugar é bem sossegado, com mesas na rua o no interior. E o lanche, que é feito na hora, saiu bem rápido.


IMG_4805E o ponto turístico deste #tbt é um tanto quanto pesado: o Campo de Concentração Sachsenhausen. Construído na cidade de Oranienburg, em Brandemburgo, a 35 km de Berlim. Você gosta de história como eu? Está preparado para o textão? Senta ai e vambora!

O campo entrou em operação em 1936, três anos depois da chegada de Hitler ao poder e funcionou até 1945 sob o regime nazista. Ele é um dos mais antigos campos de concentração da Alemanha nazista. O maior é o campo de Auschwitz, que fica na Polônia (estima-se que 1,6 milhão de pessoas morreram nele).

O campo de concentração de Sachsenhausen (lê saquisenrrauzen) era usado para confinar ou liquidar em massa opositores políticos, judeus, ciganos, homossexuais, testemunhas de Jeová, professores universitários (contra o nazismo) e, posteriormente, milhares de prisioneiros de guerra.

Todo mundo deveria um dia ter a oportunidade de ir em um campo de concentração. É um aprendizado para a vida, é muito mais do que aquilo que a gente estuda no colégio. Aprendemos onde o preconceito pode chegar. Enfim, é de arrepiar!

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Ele fica perto de Berlim, é bem acessível.

Pegamos um metrô e, uma hora depois, estávamos na cidade de Oranienburg, cidadezinha gostosa. De lá pegamos um ônibus que passa na porta da estação e deixa na porta do campo. O ônibus demorou para chegar, po20170518_115107r isso, é bom saber os horários de partida dele. E leva uns 10 minutos para chegar no campo. Ao chegar, vamos em uma casa onde paga pelo guia (baratinho), tinha o presencial e o áudio-guia. Optamos pelo último, que além de te deixar livre, tinha em português!!! Ufa! \0/

A entrada é gratuita.

Logo no início, tem uma maquete gigante mostrando todos os locais do campo.

Em seguida, fomos para a entrada do campo. O caminho é de arrepiar, pois o áudio vai falando que por ali passavam os caminhões com centenas de prisioneiros, alguns, ficavam pelo caminho. Ai, você já tenta imaginar o que passava na cabeça daquelas pessoas durante este trajeto. Que triste!

Antes de entrar na área do campo, eu comecei a me sentir mal, e olha que eu não sou desse tipo, que passa mal e nem tinha visto nada ainda. É uma sensação ruim, parece que todo aquele sentimento de sofrimento, mesmo depois de 70 anos, continua ali. A respiração começou a ficar curta, comecei a arrepiar, ter calafrios e ficar estranha. Sentei num banco que tem antes do portão e esperei aquele “trem” ruim passar.

Depois desse portão, tem um espaço grande com alguns monumentos em homenagens aos mortos que são cuidados pelos seus familiares e, durante esse percurso, o áudio-guia apresenta depoimentos de sobreviventes, cartas lidas de pessoas que morreram. Foi o passeio mais realista que já fui na vida. É de arrepiar. Como existem pessoas para fazer aquilo tudo?!  Pra que isso? Arrepio só de lembrar.

Além desse espaço, antes de entrar no campo, têm museus que contam a história do lugar e mostram a forma como viviam os prisioneiros. Pra mim, umas das piores sensações foi uma sala que tem a imagem de alguns prisioneiros, em um tecido transparente, que movimenta enquanto você passa, por causa do vento que você mesmo faz. Você anda entre eles e eles ficam olhando no seu olho. Fora os livros com fotos de algumas covardias que eram feitas e de alguns milhares de corpos. Não dá pra ficar olhando tudo. É muito pesado.

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Enfim, passamos pelo portão principal, com o escrito  “Arbeit Macht Frei” (o trabalho te fará livre).  Aí, nos deparamos com aquele gigantesco espaço de tortura. Era tudo muito bem montado, bem pensado, parece um fábrica de torturar e matar pessoas. Os muros tinha cercas elétricas com placas falando para não ultrapassar. O áudio conta que muitos, por não aguentar tanto sofrimento, acabavam se jogando contra as cercas elétricas e morrendo.

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Cerca de 200 mil pessoas passaram por ali e 100 mil morreram de fome, por doenças adquiridas, trabalhos forçados, resultados de experiências médicas ou executadas a tiros ou nas câmaras de gás. E não eram só homens, tinham milhares de mulheres e crianças. Todos que ali entravam, perdiam suas identidades, eram chamados por números e tinham que usar o famoso uniforme listrado.

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Uniforme dos prisioneiros

A minha vontade é de contar sobre cada espaço que vi, cada sala que entrei. Mas, é muito grande mesmo.

Teve lugar que nem fomos, pois não aguentávamos mais andar e não tem nenhum lugar para sentar. Durante todo o percurso, cada lugar que entrávamos passava um filme na minha cabeça, como se eu estivesse vendo tudo aquilo acontecer, pois o áudio conta detalhes de cada local. E eu tentava reconstruir tudo na cabeça. Eu cheguei a ter a sensação de um guarda na torre me olhando. Credo!

Enfim, saí de lá cansada, arrasada, triste, não querendo nem olhar para trás. Sem vontade de fazer mais nada no dia. Mas, Berlim nos aguardava. De lá fomos visitar partes do muro de Berlim e o Memorial do Muro, que contei aqui: Muro de Berlim.

Fiquem aí com mais fotos, que acho que dá para ter uma ideia do quanto eu saí horrorizada deste lugar de atrocidades.

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A propósito, o campo comandado pelos nazistas acabou quando os soviéticos invadiram a Alemanha, derrotando os nazistas.

Sem esperanças, os nazistas ordenaram a evacuação dos prisioneiros na famosa Marcha da Morte, onde os incapacitados de caminhar foram mortos a tiros.

O restante dos prisioneiros foram liberados pelos soviéticos e então, Sachsenhausen tornou-se prisão para os nazistas sob o comando dos soviéticos.

#TBT: Bayreuther Brauhaus – Coluna Vitória/Siegessäule (Berlim)

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O #tbt de hoje é com a Hell – estilo Munich Helles da Bayreuther Brauhaus. Ela é uma cerveja mais leve, um pouco doce e com médio amargor. É uma cerveja deliciosa para se tomar no dia a dia.

O estilo Munich Helles ou apenas Helles foi criado em Munique, em 1895, na cervejaria Spaten, para competir com as cervejas estilo Pilsner que começou a dominar o território mundial. Ela é uma cerveja lager com bastante presença de malte, mas não é doce demais.

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A Bayreuther Brauhaus é fabricada pela Bayreuther Bierbrauerei AG, uma cervejaria da cidade de Bayreuth, situada no norte do estado da Baviera, na Alemanha. Começou sua produção em 1857.

Desde aquela época, até os dias de hoje, suas cervejas são fabricadas de acordo com a Lei da Pureza da Baviera, com os quatro ingredientes permitidos: água, malte, lúpulo e fermento, criando cervejas saborosas e honestas.


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Essa, nós tomamos no FC Magnet Bar, em Berlim. É um bar bacana, com tema esportivo.

A parte de dentro não é muito confortável, pois as cadeiras são de plástico duro, parecendo de estádio e as mesas batem no joelho. Além do balcão, tem uma pequena arquibancada para as pessoas sentarem e interagirem, quando não tem jogo. Mas, quando tem jogo, fica lotada de gente sentada/em pé assistindo. Não se preocupam muito com mesa, já que lá não tem nada para comer. Em compensação há uma grande variedade de cervejas.

Eu iria comentar sobre a forma como eles lavam o copo, mas…deixa pra lá! 🙂

Abaixo, coloquei algumas fotos que vocês vão perceber como o lugar é bem escuro, assim como a maioria dos que fomos na Alemanha.

Sentar do lado de fora parece ser mais confortável.

Enfim, é um lugar com gente jovem, turmas que vão para beber e conversar. Lá transmite jogos das ligas e da seleção alemã. Em dias de jogos, eles viram todas as cadeiras para o telão, fica parecendo um mini estádio mesmo, além da arquibancada que já falei.

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O ponto turístico é a Coluna Vitória ou Siegessäule ou Obelisco da Vitória, localizada em Berlim, no meio do parque Tiergarten, numa rotatória que se chama Grosser Stern, que significa Estrela Grande, por ela dar acesso a cinco ruas.

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Ela foi concluída em 1873 para comemorar as vitórias militares do Reino da Prússia sobre o Império Austríaco, Reino da Dinamarca e França entre 1864 e 1871.

A coluna foi erguida no Reichstag e, em 1937, ela foi transportada para o seu local atual.

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Hoje ela tem 66,89 metros de altura. Em seu topo foi colocada uma estátua de Vitória, de bronze, com 5 metros e 35 toneladas, que simboliza a deusa da vitória militar. Em 2010 e 11, a estátua e outras partes da construção foram cobertas com folhas de ouro. 😊

Para aqueles que têm fôlego e não têm fobia, em seu interior, além de um museu com miniaturas de vários monumentos de outros países, há uma escadaria estreita de 285 degraus que leva ao seu topo. O ingresso é barato. Chegando lá, tem uma plataforma de observação que tem uma vista impressionante de Berlim, com muito verde (veja as fotos abaixo).

No dia em que estivemos lá, estava tendo uma corrida feminina da Avon.

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Miniaturas:

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Ouro Preto e suas riquezas acompanhadas de muitas cervejas artesanais

Gosta de bater perna e conhecer muitos pontos turístico?

Ouro Preto é o lugar certo. É a cidade histórica mineira que mais tem lugares para se conhecer. Em cada esquina é um aprendizado. Então, se planeje, prepare-se e se perca na cidade.

Quantos dias ficar: Para conseguir visitar tudo, eu diria que três dias é o ideal. Mas, caso você tenha menos tempo, como eu fui (fiquei por 2 dias), foque nos principais que não vai se arrepender.

A antiga capital do estado é riquíssima em história, com isso, atrai muitos turistas. Então, prepare-se, em qualquer ponto turístico que for vai ter muitos turistas curiosos como você querendo saber de tudo e tirar foto de tudo. A cidade é mega movimentada, muito carro, muita gente, afinal, além de turística, Ouro Preto também é uma cidade universitária.

Então, prepare uma roupa bem leve e o TÊNIS, pois os morros da cidade são bem caprichado e mata qualquer atleta de plantão. E, se está pensando em rodar de carro, sem chance, não é fácil achar lugar para parar em todos os locais. Então, deixe o carro em um lugar central e fé na sua canela. Bora!

Espera ai! Antes, não posso deixar de falar que, no caminho para Ouro Preto já tem uma parada obrigatória. O Museu Jeca Tatu, que fica na estrada, em Itabirito. É um museu de quinquilharia. Tem tudo que imagina, desde latinha antiga de cerveja à máquina de escrever.

Museu Jeca Tatu

Além da atração cultural, conta também com uma lanchonete com o famoso pastel de angu, em vários sabores, e um delicioso cafezinho mineiro. Não deixe de comer o pastel. É delicioso.

Ainda tem uma área externa coberta, onde podem ser realizados eventos e um cinema (que foi reformado pelo Luciano Huck, através do quadro Quinquilharia, do Caldeirão do Huck). Além disso, na porta do museu, fica uma Jardineira Biblioteca, o monumento do Cristo Redentor, entre muitas curiosidades. As placas na estrada indicam o Pastel de Angu.

Voltando para Ouro Preto… seus conjuntos arquitetônicos do estilo barroco bem preservados é de ficar paralisado. Não à toa, foi a primeira cidade declarada como Patrimônio Cultural da Humanidade em 1980, pela UNESCO.

O que fazer:

– Praça Tiradentes. Comece por ela, já que, aqui, concentram restaurantes, cafés e alguns pontos turísticos de Ouro Preto. Também há diversos guias se oferecendo para fazer os passeios. Eu fiz o meu próprio roteiro, então não precisei de nenhum guia.

Praça Tiradentes

No centro da praça, fica o monumento a Tiradentes, instalado em 1894. Trata-se de uma homenagem ao sacrifício do alferes na Inconfidência Mineira.

Ali, também fica o Museu da Inconfidência, antiga sede da Casa da Câmara e a Cadeia de Vila Rica. No museu, encontra diversos artigos referentes à Inconfidência Mineira, importante movimento para Minas Gerais e o Brasil.

Observação: Todos os pontos turísticos (museus, igrejas) cobram para entrar. Mas, o valor é bem simbólico.

– Igreja Nossa Senhora do Carmo. Fica atrás do museu. É uma das obras do arquiteto Aleijadinho. Anexo ao terreno, fica o Museu do Oratório, que expõe grande variedade de peças religiosas.

– Feira do Largo de Coimbra. Descendo, próximo à praça e em frente para a Igreja de São Francisco de Assis, está essa famosa feirinha. Por lá, você encontrará grande variedade de peças de artesanato local, especialmente em pedra sabão.

– Igreja de São Francisco de Assis. Uma das obras mais importantes de Aleijadinho, essa Igreja está entre as mais visitadas de Ouro Preto e é um grande símbolo do barroco e rococó mineiro. Além de Aleijadinho, a Igreja conta também com trabalhos de Mestre Ataíde. Não entrei. Mas, dizem que é linda. Já estava cansada, tanto que, aqui, encerrei meus passeios desse dia (começamos as visitas à tarde).

– Mina do Chico Rei. Começamos a manhã nessa Mina. Tem algumas Minas em Ouro Preto. Como as visitas são muito semelhantes, escolhi ir nessa. A visita é guiada por uma escavação subterrânea onde o personagem real conhecido como Chico Rei, trazido do Congo como escravo trabalhou explorando-a até comprar sua carta de alforria e, depois, comprou a própria mina, durante o ciclo do ouro no Brasil Colonial.

Durante a visita, é contada muita história daquela época. Muito interessante. Só não indico para quem tem fobia de lugar fechado. Chega uma parte que é bem estreita e dá uma agonia.

– Casa do Aleijadinho. Perto da Minas, fica uma casa escrito “Casa do Aleijadinho”. É uma casa da época do Aleijadinho, que está quase toda preservada na originalidade. A certeza que se tem até hoje é que o sobrado serviu de moradia aos pais do artista. Não existe nada que comprove que ele nasceu ou viveu ali.

Não tem muita coisa interessante, mas, destaco a cachaça que vendem lá. A melhor cachaça que já tomei na minha vida. Tem fama internacional. É vendida em diversas garrafas, inclusive de pedra. Pode experimentar, é servida geladinha, muito boa. Trouxemos uma garrafinha de 330ml, pois é bem cara! Mas, compensa.

– Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar. Muito grande. Erguida no início dos anos 1700, é uma das mais luxuosas da cidade. A ornamentação da igreja leva mais de 400 kg de ouro e 400 kg de prata, fora as centenas de anjos esculpidos. Ao entrar, o ouro já reluz! Estima-se que a igreja esteja entre as que mais receberam ouro em sua decoração em Minas Gerais e no Brasil.

– Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Escravos adeptos ao catolicismo construíram essa igreja no final dos anos 1700 e inícios dos 1800. Por isso, também é conhecida como Rosário dos Pretos. O destaque dela é pela fachada que é curva.

Igreja Nossa Senhora do Rosário – Foto por: Ane Souz

Onde beber: À noite, a cidade acalma. Os bares ficam espalhados entre o centro e os bairros. Claro que só escolhi lugar com cerveja artesanal e já falei sobre esses dois lugares aqui na minha coluna “Onde Beber Artesanal”. Detalhe que você encontra a Ouropretana por toda cidade, em vários bares, lojas e restaurantes. Então é super fácil achá-la.

Vamos para as minhas dicas.

– Loja da Fábrica Ouropretana: É um bar com um espaço aconchegante e confortável. Além de muitos tira-gostos gostosos a casa conta com diversos estilos de cerveja própria e algumas convidadas. E agora eles também estão com gin próprio. Eu já falei tudo sobre o Loja da Fábrica Ouropretana aqui.

– Latitude 20º: Outro bar com cerveja artesanal própria é o Latitude 20º. É um bar supersimples, com petiscos gostosos, caseiros, e várias biqueiras com cerveja própria e convidadas. Fora a vista que é maravilhosa. Também já falei da Latitude 20 aqui.

– Republica Cervejaria: Essa eu não conheci porque ainda não existia quando fui. Mas, já quero conhecer.  Foi inaugurada em fevereiro de 2020. É a primeira tap house multimarcas e steak bar da cidade. São 30 torneiras com chopes de MG e do Brasil. Além de cervejas premiadas, eles oferecem boa gastronomia e música de qualidade.

As cervejas artesanais locais: Ouropretana, Latitude 20º, Thoruna Beer, Fuzessy Bier e Cervejaria Acadêmica.

Para almoçar:

– O Passo Pizza Jazz. A comida aqui é maravilhosa. Quer conhecer a culinária mineira, vai com fé. Mas, é bem salgadinho os preços dos pratos. As imagens falam mais que qualquer palavra.

Passo Pizza Jazz

Espero que tenha gostado de mais essas dicas de tudo o que fazer em mais um interior mineiro.

São João del-Rei uma cidade histórica invadida pela urbanização e cervejas artesanais

Hoje, nós vamos passear por uma cidade histórica bipolar. Ao mesmo tempo que ela mantém seus traços coloniais, com muita história para contar, ela também tem a agitação de uma cidade urbanizada. Das cidades históricas que eu fui, é a maior. Aliás, a cidade natal do ex-presidente que nem chegou a tomar posse, Tancredo Neves, é a maior cidade setecentista do estado de Minas Gerais.

São João del-Rei

Apesar de ser grande, a parte histórica, turística é pequena. Em uma manhã eu visitei tudo.

Quantos dias ficar: Um dia é o suficiente para você conhecer tudo e ainda curtir a noite. Mas, eu ficaria dois. Um dia para ficar por conta do passeio e o outro para ficar de bobeira e tomar umas pela cidade.

Algumas pessoas optam por ficar em Tiradentes (veja sobre Tiradentes aqui) e ir em São João e voltar no mesmo dia. Eu não faria isso. Muito corrido. Se for andar de Maria Fumaça, aí são 2 dias mesmo.

O que fazer: Como eu fiquei próximo à Igreja São Francisco de Assis, comecei meu passeio por lá. Bora para o roteiro:

– Igreja São Francisco de Assis é o ponto turístico mais famoso da cidade. O entorno da Igreja é lindo, cercado de palmeiras imperiais, em um jardim projetado pelo paisagista Burle Marx. Ao entrar, você vê uma riqueza de detalhes. Tem altares dourados (feitos por Aleijadinho), tudo muito lindo.

Igreja São Francisco de Assis

O túmulo do ex-presidente Tancredo Neves fica no cemitério nos fundos da Igreja

– Memorial Tancredo Neves fica em frente à Igreja. Como já disse, Tancredo Neves morreu dias antes de assumir a presidência da República no Brasil, porém, teve muita história antes, suficiente para ter um memorial em que sua história confunde com a história política do Brasil. Para quem gosta, é superinteressante.

Tem muitos painéis, vídeos, áudios, objetos pessoais. Eu queria ler tudo, ver tudo. Mas, é muita coisa. Vale a pena.

– Ponte da Cadeia. Para atravessar para o Centro Histórico, você passa por essa ponte. É um aponte formada por três arcos e tem uma cruz em pedra no meio do arco central. Ela fica próxima à atual sede da Prefeitura Municipal. Foi construída em 1797, depois que a antiga obra, feita de madeira, ruiu durante a passagem de uma procissão.

Ponte da Cadeia
Vista da Ponte

O seu nome se originou após a transferência da cadeia da cidade para o subsolo da Casa da Câmara, hoje prefeitura.

Prefeitura

Atravessou já começa o tumulto do centro, muita gente e carro passando. Aqui, é bem movimentado. Você só lembra que está em uma cidade histórica por causa da arquitetura.

– Solar dos Neves. É uma casa colonial colorida, com flores e plantas na sacada, onde morou a família de Tancredo Neves. Foi construída no século XIX e não está aberta para visitação.

– Igreja Nossa Senhora do Carmo. Fica em frente ao solar. Simples, porém, bonita por fora. Não estava aberta para visitação.

– Rua das Casas Tortas. Atrás dessa Igreja fica a rua Santo Antônio famosa por suas casas tortas. É uma ruazinha estreita com casas centenárias de arquitetura colonial que rende belas fotos. Algumas edificações instaladas em seu percurso merecem destaque como a Capela de Santo Antônio.

– Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar. A construção da capela da padroeira da cidade foi iniciada por volta de 1721. Não entrei pra render o tempo porque é muita igreja.

– Igreja Nossa Senhora do Carmo. Ela fica no final de uma rua bem estreita, com isso, é até difícil de tirar foto dela toda. Fiz uns malabarismos e saiu. Não entrei porque estava fechada. Mas, parece ser uma igreja bem grande.

De lá, fomos andando pelas ruas de São João a dentro. Aí já volta para a cidade de interior. Com sossego, silêncio e pássaros cantando. Praças arborizadas e ruas de pedras.

– Igreja Nossa Senhora das Mercês é mais afastada, mas fomos só para andar mais pela cidade. Tem uma grande escadaria na porta e uma bela vista lá de cima.

De lá fomos para o Museu da Estação.

– Museu da Estação. O acervo reúne relíquias da Estrada de Ferro Oeste de Minas, incluindo sua primeira locomotiva, de 1880, além de diversos objetos de antigas estações, como relógios, telefones, máquinas de calcular, sinalização e objetos para manutenção dos trilhos. Ele fica dentro da estação ferroviária.

– Passeio de Maria Fumaça. Optamos por fazer o passeio bate-volta São João – Tiradentes – São João. Por mais que a volta seja um pouco chatinha, já que vimos tudo na ida. Mas, achamos melhor assim, já que o carro estava em São João e de lá iriamos para Tiradentes.

Passeio de Maria Fumaça

A viagem é feita em um trem a vapor estilo “Maria Fumaça” e demora cerca de 50 minutos (para ida e volta –  2 horas). São 12km percorridos na Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), inaugurada em 1881 por Dom Pedro II.

O passeio passa por outras cidadezinhas. Por lugares desertos com casinhas no meio do nada, vacas, cavalos. Bem coisa de interior mesmo. É bacana o passeio.

Para beber: À noite, a cidade acalma. Os bares ficam espalhados entre o centro e os bairros. Eu indico o brewpub da cervejaria Ovelha Negra do qual eu já falei aqui. E a Taberna d’Omar que também tem cerveja artesanal local.

Brewpub Ovelha Negra
Taberna d’Omar

As cervejas artesanais locais: Ovelha Negra, Libertates e Barock Cervejaria.

Onde comer: Restaurante Dedo de Moça, onde tem uma comida mineira deliciosa, farta de lamber os beiços. Também vende cerveja artesanal e Heineken.

Espero que tenham gostado dessas dicas!

#TBT: Cervejaria Grolsch – Parrilla – Tango no Café Tortoni

grolschE esse cenário?

Tomei essa na sacada do hotel, em Buenos Aires, no início de uma noite de outono.  🍁

🍺Essa é a Premium Lager – da @grolsch_global (Holanda). Seu sabor é leve, refrescante e muito marcante, com destaque para o malte e o lúpulo. Ela é uma bebida maturada durante mais tempo que as demais, um dos motivos que a torna uma cerveja diferente das outras, mais encorpada.


O prato do dia é um pouco diferente…rs. Rim de boi. Pedimos por pura curiosidade. Mas não gostamos muito, tem gosto de carne ruim.

rinones

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Comemos em um restaurante que chama Parrilla La Barata. As porções lá, realmente, têm preços bem baixos.

Para compensar os rins, pedimos uma parrilla típica argentina com fritas caseiras. Ufa! Aiii sim!

parrilla

parrilla argentina


E, para finalizar meus #tbt na Argentina (sim, é o último), nada mais justo que colocar como ponto turístico o Tango da Casa Café Tortoni.

café tortoni

tango

A dança é considerada um importante símbolo cultural desse país. Mesmo eu, que não gosto de dança, achei incrível a apresentação. É uma mistura de dança, música com teatro que transmite sensualidade, paixão e tristeza. Muito bacana.tango

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The end!

 

50 Tons de Malte: Diversidade artesanal em Tiradentes

A dica de Onde Beber Artesanal para o trem em Tiradentes para gente descobrir mais um lugar imperdível em pleno interior mineiro.

tiradentes

Que Tiradentes é uma cidade gostosa e incrível de passar um final de semana ou feriado a gente já sabe. Mas, que lá podemos achar uma infinidade de cervejas artesanais, ah, isso é novidade!

Por isso, a dica é o 50 Tons de Malte, um bar/pub que fica em uma rua tranquila de Tiradentes, apesar de ficar bem pertinho da praça principal. É uma paz.

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O local: Um lugar para toda a família. Apesar de estar em uma cidade histórica, achei grande. Com uma decoração que mistura o rústico com o moderno, é um lugar muito aconchegante e bonito. Com mesas espalhadas pelo salão e algumas na calçada.

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O atendimento? Sensacional! Te tiram dúvidas, te dão dicas cobre as cervejas presentes no cardápio. Fora a simpatia.

cervejarias mineiras

Para beber: A casa oferece uma vasta carta de cervejas artesanais. São mais de 100 rótulos, todos mineiros. Legal, né?! Tem para todos os gostos e bolsos. Ah, não tem chope, somente garrafas e latas, que variam de R$12,90 a R$40. Tomamos alguns rótulos indicados. Além de cerveja, têm muitas opções de hidromel e destilados.  

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Além das cervejas geladinhas, você também encontra alguns rótulos na prateleira, para levar e alguns kits para presentear.

Para comer: Opção para comer é o que não falta também. Diversas porções de boteco. Como o famoso bombom de feijoada, pastel de angu com diversos recheios, porções de picanha, lombo, linguiça, fritas e por aí vai. Além de caldos e pratos executivos. Os valores variam de R$18,90 a R$69,90.

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Adorei ter essa opção em pleno Tiradentes, já que a praça principal foi tomada somente por duas cervejarias. Mas, tudo bem, o importante é que encontramos cerveja artesanal sem dificuldade!

50 Tons de Malte
Rua Frederico Ozanan, 345 – Loja D – Centro

Tiradentes- MG
Instagram: @50tonsdemalte

#TBT: Stella Artois – Floralis Genérica (Buenos Aires)

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O #tbt de hoje não é com uma cerveja argentina, mas é uma cerveja que acha em toda esquina de Buenos Aires: a Stella Artois.

Mas o interessante é que, por lá, acha muita dela na garrafa de 975 ml. Ou seja, praticamente um litrão de Stella, que eu nunca vi aqui no Brasil.

A Stella é uma Premium American Lager belga, com mais de 600 anos de tradição. Ela foi criada como um presente de Natal para os habitantes de Leuven, na Bélgica. Stella significa ‘estrela’, em latim, e foi uma homenagem à ocasião de sua criação.

Sua cor é cristalina e o aroma suave. Seu sabor, tem um leve amargor no final. Dá para tomar várias.

Essa, nós tomamos no restaurante Gran Parrilla del Plata, bem conhecido em Buenos Aires pelas suas famosas e suculentas carnes. Dependendo do horário, você enfrenta até fila.

O lugar é dos anos 20, e mantém as características daquela época. Localizado em San Telmo, ele te faz voltar no tempo.

gran parrilla

Depois que pedimos o prato, eles mandaram, de entrada um negócio, acompanhado de pão. Não fazia ideia do que era aquilo que mandaram, sei que fiquei com receio de comer. Mas, ao comer, achei bom demais. Só não comi tudo, porque senão não almoçaria.

feijoesProcurando agora no Google, o prato eram feijões brancos gigantes.

E o nosso prato do dia não poderia ter sido diferente. Pedimos Baby Beef, salada e purê de batata. A carne vem acompanhada de vinagrete, chimichuri e outro molho que não lembro mais.

parrilla argentina

parrilla

O ponto da carne veio excelente. Estava tudo sensacional. De lamber o prato…rs

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O ponto turístico que escolhi para hoje, é um dos cartões postais de Buenos Aires: a Floralis Genérica, conhecida por nós, brasileiros, como a Flor Metálica.

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A escultura tem um sistema hidráulico que permite abrir suas pétalas de dia e fechá-las ao entardecer.

Quando anoitece, ela emite uma luz vermelha e se fecha. Clareou, ela se abre. Quando há ventos fortes ou temporais, esse mesmo mecanismo faz com que ela se feche.

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Ela fica no meio de um pequeno lago. Em seu entorno tem um enorme espaço verde, que deixa a paisagem ainda mais linda.20180414_172220

Por ali, você encontra diversas pessoas: famílias, casais, grupo de amigos, pessoas sozinhas. Todas com o mesmo objetivo: contemplar a natureza e desacelerar a vida.

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Se for lá, faça o mesmo: Pare, sente e esqueça que existe relógio. Desacelere!

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Já que falei de San Telmo, porque não aproveitar esse post e colocar o ponto turístico mais visitado de lá?

A estátua da Mafalda na companhia de dois de seus melhores amigos: Susanita e Manolito. Uma homenagem à Quino, criador da personagem, e morador das redondezas.

malfadaA estátua é superconcorrida para tirar fotos.