Ouro Preto e suas riquezas acompanhadas de muitas cervejas artesanais

Gosta de bater perna e conhecer muitos pontos turístico?

Ouro Preto é o lugar certo. É a cidade histórica mineira que mais tem lugares para se conhecer. Em cada esquina é um aprendizado. Então, se planeje, prepare-se e se perca na cidade.

Quantos dias ficar: Para conseguir visitar tudo, eu diria que três dias é o ideal. Mas, caso você tenha menos tempo, como eu fui (fiquei por 2 dias), foque nos principais que não vai se arrepender.

A antiga capital do estado é riquíssima em história, com isso, atrai muitos turistas. Então, prepare-se, em qualquer ponto turístico que for vai ter muitos turistas curiosos como você querendo saber de tudo e tirar foto de tudo. A cidade é mega movimentada, muito carro, muita gente, afinal, além de turística, Ouro Preto também é uma cidade universitária.

Então, prepare uma roupa bem leve e o TÊNIS, pois os morros da cidade são bem caprichado e mata qualquer atleta de plantão. E, se está pensando em rodar de carro, sem chance, não é fácil achar lugar para parar em todos os locais. Então, deixe o carro em um lugar central e fé na sua canela. Bora!

Espera ai! Antes, não posso deixar de falar que, no caminho para Ouro Preto já tem uma parada obrigatória. O Museu Jeca Tatu, que fica na estrada, em Itabirito. É um museu de quinquilharia. Tem tudo que imagina, desde latinha antiga de cerveja à máquina de escrever.

Museu Jeca Tatu

Além da atração cultural, conta também com uma lanchonete com o famoso pastel de angu, em vários sabores, e um delicioso cafezinho mineiro. Não deixe de comer o pastel. É delicioso.

Ainda tem uma área externa coberta, onde podem ser realizados eventos e um cinema (que foi reformado pelo Luciano Huck, através do quadro Quinquilharia, do Caldeirão do Huck). Além disso, na porta do museu, fica uma Jardineira Biblioteca, o monumento do Cristo Redentor, entre muitas curiosidades. As placas na estrada indicam o Pastel de Angu.

Voltando para Ouro Preto… seus conjuntos arquitetônicos do estilo barroco bem preservados é de ficar paralisado. Não à toa, foi a primeira cidade declarada como Patrimônio Cultural da Humanidade em 1980, pela UNESCO.

O que fazer:

– Praça Tiradentes. Comece por ela, já que, aqui, concentram restaurantes, cafés e alguns pontos turísticos de Ouro Preto. Também há diversos guias se oferecendo para fazer os passeios. Eu fiz o meu próprio roteiro, então não precisei de nenhum guia.

Praça Tiradentes

No centro da praça, fica o monumento a Tiradentes, instalado em 1894. Trata-se de uma homenagem ao sacrifício do alferes na Inconfidência Mineira.

Ali, também fica o Museu da Inconfidência, antiga sede da Casa da Câmara e a Cadeia de Vila Rica. No museu, encontra diversos artigos referentes à Inconfidência Mineira, importante movimento para Minas Gerais e o Brasil.

Observação: Todos os pontos turísticos (museus, igrejas) cobram para entrar. Mas, o valor é bem simbólico.

– Igreja Nossa Senhora do Carmo. Fica atrás do museu. É uma das obras do arquiteto Aleijadinho. Anexo ao terreno, fica o Museu do Oratório, que expõe grande variedade de peças religiosas.

– Feira do Largo de Coimbra. Descendo, próximo à praça e em frente para a Igreja de São Francisco de Assis, está essa famosa feirinha. Por lá, você encontrará grande variedade de peças de artesanato local, especialmente em pedra sabão.

– Igreja de São Francisco de Assis. Uma das obras mais importantes de Aleijadinho, essa Igreja está entre as mais visitadas de Ouro Preto e é um grande símbolo do barroco e rococó mineiro. Além de Aleijadinho, a Igreja conta também com trabalhos de Mestre Ataíde. Não entrei. Mas, dizem que é linda. Já estava cansada, tanto que, aqui, encerrei meus passeios desse dia (começamos as visitas à tarde).

– Mina do Chico Rei. Começamos a manhã nessa Mina. Tem algumas Minas em Ouro Preto. Como as visitas são muito semelhantes, escolhi ir nessa. A visita é guiada por uma escavação subterrânea onde o personagem real conhecido como Chico Rei, trazido do Congo como escravo trabalhou explorando-a até comprar sua carta de alforria e, depois, comprou a própria mina, durante o ciclo do ouro no Brasil Colonial.

Durante a visita, é contada muita história daquela época. Muito interessante. Só não indico para quem tem fobia de lugar fechado. Chega uma parte que é bem estreita e dá uma agonia.

– Casa do Aleijadinho. Perto da Minas, fica uma casa escrito “Casa do Aleijadinho”. É uma casa da época do Aleijadinho, que está quase toda preservada na originalidade. A certeza que se tem até hoje é que o sobrado serviu de moradia aos pais do artista. Não existe nada que comprove que ele nasceu ou viveu ali.

Não tem muita coisa interessante, mas, destaco a cachaça que vendem lá. A melhor cachaça que já tomei na minha vida. Tem fama internacional. É vendida em diversas garrafas, inclusive de pedra. Pode experimentar, é servida geladinha, muito boa. Trouxemos uma garrafinha de 330ml, pois é bem cara! Mas, compensa.

– Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar. Muito grande. Erguida no início dos anos 1700, é uma das mais luxuosas da cidade. A ornamentação da igreja leva mais de 400 kg de ouro e 400 kg de prata, fora as centenas de anjos esculpidos. Ao entrar, o ouro já reluz! Estima-se que a igreja esteja entre as que mais receberam ouro em sua decoração em Minas Gerais e no Brasil.

– Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Escravos adeptos ao catolicismo construíram essa igreja no final dos anos 1700 e inícios dos 1800. Por isso, também é conhecida como Rosário dos Pretos. O destaque dela é pela fachada que é curva.

Igreja Nossa Senhora do Rosário – Foto por: Ane Souz

Onde beber: À noite, a cidade acalma. Os bares ficam espalhados entre o centro e os bairros. Claro que só escolhi lugar com cerveja artesanal e já falei sobre esses dois lugares aqui na minha coluna “Onde Beber Artesanal”. Detalhe que você encontra a Ouropretana por toda cidade, em vários bares, lojas e restaurantes. Então é super fácil achá-la.

Vamos para as minhas dicas.

– Loja da Fábrica Ouropretana: É um bar com um espaço aconchegante e confortável. Além de muitos tira-gostos gostosos a casa conta com diversos estilos de cerveja própria e algumas convidadas. E agora eles também estão com gin próprio. Eu já falei tudo sobre o Loja da Fábrica Ouropretana aqui.

– Latitude 20º: Outro bar com cerveja artesanal própria é o Latitude 20º. É um bar supersimples, com petiscos gostosos, caseiros, e várias biqueiras com cerveja própria e convidadas. Fora a vista que é maravilhosa. Também já falei da Latitude 20 aqui.

– Republica Cervejaria: Essa eu não conheci porque ainda não existia quando fui. Mas, já quero conhecer.  Foi inaugurada em fevereiro de 2020. É a primeira tap house multimarcas e steak bar da cidade. São 30 torneiras com chopes de MG e do Brasil. Além de cervejas premiadas, eles oferecem boa gastronomia e música de qualidade.

As cervejas artesanais locais: Ouropretana, Latitude 20º, Thoruna Beer, Fuzessy Bier e Cervejaria Acadêmica.

Para almoçar:

– O Passo Pizza Jazz. A comida aqui é maravilhosa. Quer conhecer a culinária mineira, vai com fé. Mas, é bem salgadinho os preços dos pratos. As imagens falam mais que qualquer palavra.

Passo Pizza Jazz

Espero que tenha gostado de mais essas dicas de tudo o que fazer em mais um interior mineiro.

São João del-Rei uma cidade histórica invadida pela urbanização e cervejas artesanais

Hoje, nós vamos passear por uma cidade histórica bipolar. Ao mesmo tempo que ela mantém seus traços coloniais, com muita história para contar, ela também tem a agitação de uma cidade urbanizada. Das cidades históricas que eu fui, é a maior. Aliás, a cidade natal do ex-presidente que nem chegou a tomar posse, Tancredo Neves, é a maior cidade setecentista do estado de Minas Gerais.

São João del-Rei

Apesar de ser grande, a parte histórica, turística é pequena. Em uma manhã eu visitei tudo.

Quantos dias ficar: Um dia é o suficiente para você conhecer tudo e ainda curtir a noite. Mas, eu ficaria dois. Um dia para ficar por conta do passeio e o outro para ficar de bobeira e tomar umas pela cidade.

Algumas pessoas optam por ficar em Tiradentes (veja sobre Tiradentes aqui) e ir em São João e voltar no mesmo dia. Eu não faria isso. Muito corrido. Se for andar de Maria Fumaça, aí são 2 dias mesmo.

O que fazer: Como eu fiquei próximo à Igreja São Francisco de Assis, comecei meu passeio por lá. Bora para o roteiro:

– Igreja São Francisco de Assis é o ponto turístico mais famoso da cidade. O entorno da Igreja é lindo, cercado de palmeiras imperiais, em um jardim projetado pelo paisagista Burle Marx. Ao entrar, você vê uma riqueza de detalhes. Tem altares dourados (feitos por Aleijadinho), tudo muito lindo.

Igreja São Francisco de Assis

O túmulo do ex-presidente Tancredo Neves fica no cemitério nos fundos da Igreja

– Memorial Tancredo Neves fica em frente à Igreja. Como já disse, Tancredo Neves morreu dias antes de assumir a presidência da República no Brasil, porém, teve muita história antes, suficiente para ter um memorial em que sua história confunde com a história política do Brasil. Para quem gosta, é superinteressante.

Tem muitos painéis, vídeos, áudios, objetos pessoais. Eu queria ler tudo, ver tudo. Mas, é muita coisa. Vale a pena.

– Ponte da Cadeia. Para atravessar para o Centro Histórico, você passa por essa ponte. É um aponte formada por três arcos e tem uma cruz em pedra no meio do arco central. Ela fica próxima à atual sede da Prefeitura Municipal. Foi construída em 1797, depois que a antiga obra, feita de madeira, ruiu durante a passagem de uma procissão.

Ponte da Cadeia
Vista da Ponte

O seu nome se originou após a transferência da cadeia da cidade para o subsolo da Casa da Câmara, hoje prefeitura.

Prefeitura

Atravessou já começa o tumulto do centro, muita gente e carro passando. Aqui, é bem movimentado. Você só lembra que está em uma cidade histórica por causa da arquitetura.

– Solar dos Neves. É uma casa colonial colorida, com flores e plantas na sacada, onde morou a família de Tancredo Neves. Foi construída no século XIX e não está aberta para visitação.

– Igreja Nossa Senhora do Carmo. Fica em frente ao solar. Simples, porém, bonita por fora. Não estava aberta para visitação.

– Rua das Casas Tortas. Atrás dessa Igreja fica a rua Santo Antônio famosa por suas casas tortas. É uma ruazinha estreita com casas centenárias de arquitetura colonial que rende belas fotos. Algumas edificações instaladas em seu percurso merecem destaque como a Capela de Santo Antônio.

– Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar. A construção da capela da padroeira da cidade foi iniciada por volta de 1721. Não entrei pra render o tempo porque é muita igreja.

– Igreja Nossa Senhora do Carmo. Ela fica no final de uma rua bem estreita, com isso, é até difícil de tirar foto dela toda. Fiz uns malabarismos e saiu. Não entrei porque estava fechada. Mas, parece ser uma igreja bem grande.

De lá, fomos andando pelas ruas de São João a dentro. Aí já volta para a cidade de interior. Com sossego, silêncio e pássaros cantando. Praças arborizadas e ruas de pedras.

– Igreja Nossa Senhora das Mercês é mais afastada, mas fomos só para andar mais pela cidade. Tem uma grande escadaria na porta e uma bela vista lá de cima.

De lá fomos para o Museu da Estação.

– Museu da Estação. O acervo reúne relíquias da Estrada de Ferro Oeste de Minas, incluindo sua primeira locomotiva, de 1880, além de diversos objetos de antigas estações, como relógios, telefones, máquinas de calcular, sinalização e objetos para manutenção dos trilhos. Ele fica dentro da estação ferroviária.

– Passeio de Maria Fumaça. Optamos por fazer o passeio bate-volta São João – Tiradentes – São João. Por mais que a volta seja um pouco chatinha, já que vimos tudo na ida. Mas, achamos melhor assim, já que o carro estava em São João e de lá iriamos para Tiradentes.

Passeio de Maria Fumaça

A viagem é feita em um trem a vapor estilo “Maria Fumaça” e demora cerca de 50 minutos (para ida e volta –  2 horas). São 12km percorridos na Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), inaugurada em 1881 por Dom Pedro II.

O passeio passa por outras cidadezinhas. Por lugares desertos com casinhas no meio do nada, vacas, cavalos. Bem coisa de interior mesmo. É bacana o passeio.

Para beber: À noite, a cidade acalma. Os bares ficam espalhados entre o centro e os bairros. Eu indico o brewpub da cervejaria Ovelha Negra do qual eu já falei aqui. E a Taberna d’Omar que também tem cerveja artesanal local.

Brewpub Ovelha Negra
Taberna d’Omar

As cervejas artesanais locais: Ovelha Negra, Libertates e Barock Cervejaria.

Onde comer: Restaurante Dedo de Moça, onde tem uma comida mineira deliciosa, farta de lamber os beiços. Também vende cerveja artesanal e Heineken.

Espero que tenham gostado dessas dicas!

50 Tons de Malte: Diversidade artesanal em Tiradentes

A dica de Onde Beber Artesanal para o trem em Tiradentes para gente descobrir mais um lugar imperdível em pleno interior mineiro.

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Que Tiradentes é uma cidade gostosa e incrível de passar um final de semana ou feriado a gente já sabe. Mas, que lá podemos achar uma infinidade de cervejas artesanais, ah, isso é novidade!

Por isso, a dica é o 50 Tons de Malte, um bar/pub que fica em uma rua tranquila de Tiradentes, apesar de ficar bem pertinho da praça principal. É uma paz.

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O local: Um lugar para toda a família. Apesar de estar em uma cidade histórica, achei grande. Com uma decoração que mistura o rústico com o moderno, é um lugar muito aconchegante e bonito. Com mesas espalhadas pelo salão e algumas na calçada.

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O atendimento? Sensacional! Te tiram dúvidas, te dão dicas cobre as cervejas presentes no cardápio. Fora a simpatia.

cervejarias mineiras

Para beber: A casa oferece uma vasta carta de cervejas artesanais. São mais de 100 rótulos, todos mineiros. Legal, né?! Tem para todos os gostos e bolsos. Ah, não tem chope, somente garrafas e latas, que variam de R$12,90 a R$40. Tomamos alguns rótulos indicados. Além de cerveja, têm muitas opções de hidromel e destilados.  

50 tons de malte tireadentes

Além das cervejas geladinhas, você também encontra alguns rótulos na prateleira, para levar e alguns kits para presentear.

Para comer: Opção para comer é o que não falta também. Diversas porções de boteco. Como o famoso bombom de feijoada, pastel de angu com diversos recheios, porções de picanha, lombo, linguiça, fritas e por aí vai. Além de caldos e pratos executivos. Os valores variam de R$18,90 a R$69,90.

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Adorei ter essa opção em pleno Tiradentes, já que a praça principal foi tomada somente por duas cervejarias. Mas, tudo bem, o importante é que encontramos cerveja artesanal sem dificuldade!

50 Tons de Malte
Rua Frederico Ozanan, 345 – Loja D – Centro

Tiradentes- MG
Instagram: @50tonsdemalte

Ovelha Negra: Primeiro brewpub em São João del-Rei

Hoje, o Onde Beber Artesanal volta para o interior de Minas para dar uma dica muito legal.

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A dica é o primeiro e único brewpub de São João del-Rei: o brewpub da Cervejaria Ovelha Negra.

cervejaria ovelha negra

A Ovelha Negra é uma micro-cervejaria artesanal com uma produção máxima de 300 litros mensal. Comandada por três mulheres, que se juntaram para fazer o diferente, “descomplicado e fora dos padrões”, como elas mesmas dizem.

O local: O espaço é pequeno, porém aconchegante.  A dica, então, é chegar cedo, pois são poucas mesas espalhadas pelo salão, além das banquetas para sentar no balcão.

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A decoração é 100% cervejeira e roqueira, com quadros e porta-copos espalhados pelas paredes. Um destaque para a parede de trás do balcão, linda, com muitos lúpulos. Já a parte do rock, fica no corredor que leva aos banheiros. Com desenho de vinis clássicos.

cervejas internacionais

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Como deve ser um brewpub, ali fica a fábrica da cervejaria, com paredes de vidro para podermos ver a fábrica. Como fui à noite, não estava funcionando. Achei bacana esse modo de expor a fábrica.

O cantor fica posicionado em frente à fábrica. Ótimo fundo, não é mesmo?

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Para beber: o brewpub serve chopes artesanais próprios através de quatro biqueiras. Quando estive por lá, estavam plugados: Pilsen, Witbier, Stout e IPA. Como são produzidos mensalmente, pode ser que mudem as opções de acordo com a disponibilidade da fábrica.

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Além dos chopes próprios, a casa conta com um grande acervo de cervejas artesanais em garrafa. São rótulos nacionais e internacionais. Me surpreendeu, já que é difícil achar tantas opções assim em cidades do interior. Brilharam! Para quem não é da cerveja, tem outras bebidas alcoólicas também.

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Para comer: Têm opções para muitos gostos. O cardápio conta com hambúrgueres, tira-gostos (mineiro e alemão), porção de carne e sobremesa. Nós fomos de petiscos. Pedimos linguiça mineira com molho da casa e batatas rústicas com ervas.

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Adorei conhecer a casa, que fica no coração de São João del-Rei, de muito fácil acesso.

Voltarei com certeza!

Ovelha Negra Cervejaria
Rua Getúlio Vargas, 145 – Centro
São João del-Rei – MG
Instagram: @ovelhanegracervejaria

Tijucana Pub: A casa do chope artesanal em Diamantina

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A dica de hoje para beber artesanal vai viajar para o interior mineiro novamente.

A dica da vez é o Tijucana Pub, Restaurante e Growler Station da Cerveja Arte Tijucana, de Diamantina.

Inaugurado neste ano, 2019, o pub é um achado! Andando pelos becos da cidade de Diamantina, você avista uma portinha com o nome do pub. Ao entrar, você não acredita no tamanho do pub. Por ser em Diamantina, o pub é bem espaçoso.

◊ O local: A iluminação baixa dá um charme dos pubs ingleses, além da manutenção da estrutura antiga, que nos remete às casas históricas.

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No palco, toda semana se apresenta uma boa banda, tocando o melhor do rock nacional e internacional. O som é bem alto, talvez, por isso, não seja um lugar apropriado para levar crianças e também não dá para conversar quando a banda está no palco. Aproveite para curtir o som!

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Por lá, estão grupos de jovens, adultos, casais, todos com o objetivo de se divertir e aproveitar tudo que a casa tem de bom.

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O atendimento é excelente. Os garçons são super solícitos e animados, sem contar a cordialidade de um dos sócios-proprietário, Renato.

A casa tem uma vista privilegiada para a principal praça da cidade, a Praça do Mercado Velho. Delícia demais, pegar uma mesa na janela e sentir o clima diamantinense.

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◊ Para beber: Humm.. e para beber não poderia ser diferente, muito chope e cervjejas artesanais. São 15 torneiras com chope das mais diversas cervejarias mineiras e dos mais variados estilos. De Pilsen a IPA.Os valores variam de acordo com o estilo. As de 500 ml vão de R$11 a R$17.  Além dos chopes e cerveja artesanal em garrafa, eles servem drinks, vinhos, cahcaça, whisky, água, suco e refrigerante.

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Eu fui e King’s Cross, uma Pale Ale da Verace, Dunkel da Krug Bier e Hop Corn, uma IPA da Wäls.

◊ Para comer: A casa oferece diversas opções para tira-gosto. Tem prato com comida brasileira,  americana e alemã.

Aos sábados, eles servem uma deliciosa feijoada. Hummm.

 

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Se tiver passeando por Diamantina, não deixe de conhecer o pub, além de tomar belas artesanais no local, você também pode encher seu growler para levar pra casa. Fica a dica!

Bora lá?!

♦ Tijucana Pub
Rua Maria Leopoldina, 160
Diamantina – MG
Intagram: @cervejaartetijucana

 

 

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#TBT: Bis Bier – Ruínas de Colonia del Sacramento

bis bier

A cerveja do #tbt de hoje é uma cerveja que ganhei do pessoal da Bis Bier quando estive no Uruguai.

Essa é a Blonde Ale deles, muito bem-feita, certinha e gostosa. Tem aroma de malte suave e notas frutadas. No sabor, também sente o maltado, frutado, mais adocicadinha. Tem um leve amargor que equilibra o doce do malte. É uma cerveja bem refrescante, levinha, fácil de tomar.

Sobre a cervejaria eu já falei aqui. Bis Bier


O prato de hoje é muito típico uruguaio: o Chivito. Ele pode ser comido como lanche, feito com pão, ou no almoço assim, como comemos.

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Pedimos com salada. Veio maionese, salada, batata frita e o chivito, que é carne, coberta com presunto, mussarela e ovo.

De entrada, como de costume no Uruguai, nos levaram uma cestinha com mini pães com um molho. É muito gostoso. Dá vontade de comer tudo, mas tem que guardar o estômago para o almoço.

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Tudo muito bom.

Comemos isso no Restaurant Don Pedro, que fica no centro histórico de Colonia. Um lugar muito gostoso!

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O ponto turístico são as ruínas de Colonia del Sacramento. Ficam bem no Centro Histórico.

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Uma parte das ruínas é onde fica do Convento de S. Francisco Xavier e Farol.

O convento franciscano foi construído entre 1683 e 1704, dedicado a S. Francisco Xavier. Sofreu um incêndio no final do século XVIII, quando foi parcialmente destruído. Eles mantêm ainda parte dessas ruínas.

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Em 1857, foi levantado nessas ruínas um farol que ainda funciona. Subimos lá no topo dele. Do alto, a vista é linda! Dá para ver boa parte da cidade e do Rio da Prata. E quanta árvore, hein? Que beleza de cidade. Falei sobre ela no post passado. Dê uma olhadinha aqui.

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A outra parte das ruínas é conhecida como Fortificações de Colônia.

No século XVIII, os portugueses cercaram a cidade com uma muralha. A fortaleza tinha uma única entrada, o portão de armas, decorado com o brasão português. A muralha foi demolida em meados do século seguinte.

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Manter essas ruínas, dá um charme a mais à cidade. Deixa ela com mais cara de cidade histórica.

Loja da Fábrica Ouropretana: Um bar artesanal em meio a muita história

A dica para beber cerveja artesanal desta semana vai lá para Ouro Preto.

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Conhece a Ouropretana? Ainda não? É uma cervejaria de Ouro Preto/MG, fundada em 2011. Desde então, eles têm feito um excelente trabalho com cervejas de muita qualidade. A cervejaria produz, hoje, seis estilos de cervejas fixas, em garrafa e em chope, e produz também algumas receitas sazonais, todas elas sem adição de produtos químicos.

Em comemoração ao aniversário de 5 anos, em 2016, a cervejaria inaugurou a Loja da Fábrica Ouropretana, um espaço próprio, onde as pessoas podem degustar chopes da casa, provar tira-gostos bem mineiros (dão preferência para os regionais) e ainda levar produtos personalizados e exclusivos da Cervejaria Ouropretana.

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O local: A casa não é muito grande. Tem mesa compartilhada, mesa pra grupo de pessoas, para casais e balcão, pra quem gosta. O local é diversificado, frequentado por turmas de amigos, casais e famílias, como eu fui (levei meus pais desta vez).

Para beber: Tinham as cervejas da própria Ouropretana que são: Pilsen, Pale Ale, Amburana Brown Porter, Ginger IPA (feita com maracujá que é um sucesso por lá) e a Café Lager. Além disso, tem cerveja convidada. No dia era a Leuven. Experimentei algumas da Ouropretana e gostei de todas. Das tradicionais, o preço varia de acordo com o estilo e ml. 200Ml vai de R$4,90 a R$10,90, 300ml vai de R$5,90 a R$11,90 e a de 500ml vai de R$10,50 a R$18,50  Veja as fotos. Ah, pra quem não bebe cerveja tem vinho e espumante.

Para comer: Não é tão extenso o cardápio, tanto que é escrito na parede.

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Tudo parece tão bom, que a gente fica na dúvida do que pedir. Eles chamam de Tentativas de Delícias, que variam entre R$16 a R$35.

Dá ou não dá para ficar perdido? Claro que pedimos a famosa paçoca de carne, feita com carne seca. Que você come com a mão como um bom mineiro, ou na colher mesmo, se preferir. Além disso, comemos o Torresmo de Barriga, que é bem carnudo e vem com limão e geleia. E comemos também o bolinho de carne. As porções são bem econômicas, talvez seja assim para pedirmos mais opções. Tudo que comemos estava excelente!

Depois desse monte de cerveja boa e comida gostosa que falei, deu água na boca, não é mesmo? Já quero voltar em Ouro Preto!

Para quem ainda não conhece, é uma cidade deliciosa de passear e conhecer sua história. E, sabendo que tem bar exclusivo com chope artesanal, fica mais convidativa ainda!

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Gostou da dica? Vai lá no meu insta @cervejeirauai e comenta no post que dediquei à cervejaria.

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Selfie de papis 🙂

Loja da Fábrica Ouropretana
Rua Benedito Valadares, 250, bairro do Rosário
Ouro Preto/MG
www.ouropretana.com.br
@cervejariaouropretana