Ouro Preto e suas riquezas acompanhadas de muitas cervejas artesanais

Gosta de bater perna e conhecer muitos pontos turístico?

Ouro Preto é o lugar certo. É a cidade histórica mineira que mais tem lugares para se conhecer. Em cada esquina é um aprendizado. Então, se planeje, prepare-se e se perca na cidade.

Quantos dias ficar: Para conseguir visitar tudo, eu diria que três dias é o ideal. Mas, caso você tenha menos tempo, como eu fui (fiquei por 2 dias), foque nos principais que não vai se arrepender.

A antiga capital do estado é riquíssima em história, com isso, atrai muitos turistas. Então, prepare-se, em qualquer ponto turístico que for vai ter muitos turistas curiosos como você querendo saber de tudo e tirar foto de tudo. A cidade é mega movimentada, muito carro, muita gente, afinal, além de turística, Ouro Preto também é uma cidade universitária.

Então, prepare uma roupa bem leve e o TÊNIS, pois os morros da cidade são bem caprichado e mata qualquer atleta de plantão. E, se está pensando em rodar de carro, sem chance, não é fácil achar lugar para parar em todos os locais. Então, deixe o carro em um lugar central e fé na sua canela. Bora!

Espera ai! Antes, não posso deixar de falar que, no caminho para Ouro Preto já tem uma parada obrigatória. O Museu Jeca Tatu, que fica na estrada, em Itabirito. É um museu de quinquilharia. Tem tudo que imagina, desde latinha antiga de cerveja à máquina de escrever.

Museu Jeca Tatu

Além da atração cultural, conta também com uma lanchonete com o famoso pastel de angu, em vários sabores, e um delicioso cafezinho mineiro. Não deixe de comer o pastel. É delicioso.

Ainda tem uma área externa coberta, onde podem ser realizados eventos e um cinema (que foi reformado pelo Luciano Huck, através do quadro Quinquilharia, do Caldeirão do Huck). Além disso, na porta do museu, fica uma Jardineira Biblioteca, o monumento do Cristo Redentor, entre muitas curiosidades. As placas na estrada indicam o Pastel de Angu.

Voltando para Ouro Preto… seus conjuntos arquitetônicos do estilo barroco bem preservados é de ficar paralisado. Não à toa, foi a primeira cidade declarada como Patrimônio Cultural da Humanidade em 1980, pela UNESCO.

O que fazer:

– Praça Tiradentes. Comece por ela, já que, aqui, concentram restaurantes, cafés e alguns pontos turísticos de Ouro Preto. Também há diversos guias se oferecendo para fazer os passeios. Eu fiz o meu próprio roteiro, então não precisei de nenhum guia.

Praça Tiradentes

No centro da praça, fica o monumento a Tiradentes, instalado em 1894. Trata-se de uma homenagem ao sacrifício do alferes na Inconfidência Mineira.

Ali, também fica o Museu da Inconfidência, antiga sede da Casa da Câmara e a Cadeia de Vila Rica. No museu, encontra diversos artigos referentes à Inconfidência Mineira, importante movimento para Minas Gerais e o Brasil.

Observação: Todos os pontos turísticos (museus, igrejas) cobram para entrar. Mas, o valor é bem simbólico.

– Igreja Nossa Senhora do Carmo. Fica atrás do museu. É uma das obras do arquiteto Aleijadinho. Anexo ao terreno, fica o Museu do Oratório, que expõe grande variedade de peças religiosas.

– Feira do Largo de Coimbra. Descendo, próximo à praça e em frente para a Igreja de São Francisco de Assis, está essa famosa feirinha. Por lá, você encontrará grande variedade de peças de artesanato local, especialmente em pedra sabão.

– Igreja de São Francisco de Assis. Uma das obras mais importantes de Aleijadinho, essa Igreja está entre as mais visitadas de Ouro Preto e é um grande símbolo do barroco e rococó mineiro. Além de Aleijadinho, a Igreja conta também com trabalhos de Mestre Ataíde. Não entrei. Mas, dizem que é linda. Já estava cansada, tanto que, aqui, encerrei meus passeios desse dia (começamos as visitas à tarde).

– Mina do Chico Rei. Começamos a manhã nessa Mina. Tem algumas Minas em Ouro Preto. Como as visitas são muito semelhantes, escolhi ir nessa. A visita é guiada por uma escavação subterrânea onde o personagem real conhecido como Chico Rei, trazido do Congo como escravo trabalhou explorando-a até comprar sua carta de alforria e, depois, comprou a própria mina, durante o ciclo do ouro no Brasil Colonial.

Durante a visita, é contada muita história daquela época. Muito interessante. Só não indico para quem tem fobia de lugar fechado. Chega uma parte que é bem estreita e dá uma agonia.

– Casa do Aleijadinho. Perto da Minas, fica uma casa escrito “Casa do Aleijadinho”. É uma casa da época do Aleijadinho, que está quase toda preservada na originalidade. A certeza que se tem até hoje é que o sobrado serviu de moradia aos pais do artista. Não existe nada que comprove que ele nasceu ou viveu ali.

Não tem muita coisa interessante, mas, destaco a cachaça que vendem lá. A melhor cachaça que já tomei na minha vida. Tem fama internacional. É vendida em diversas garrafas, inclusive de pedra. Pode experimentar, é servida geladinha, muito boa. Trouxemos uma garrafinha de 330ml, pois é bem cara! Mas, compensa.

– Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar. Muito grande. Erguida no início dos anos 1700, é uma das mais luxuosas da cidade. A ornamentação da igreja leva mais de 400 kg de ouro e 400 kg de prata, fora as centenas de anjos esculpidos. Ao entrar, o ouro já reluz! Estima-se que a igreja esteja entre as que mais receberam ouro em sua decoração em Minas Gerais e no Brasil.

– Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Escravos adeptos ao catolicismo construíram essa igreja no final dos anos 1700 e inícios dos 1800. Por isso, também é conhecida como Rosário dos Pretos. O destaque dela é pela fachada que é curva.

Igreja Nossa Senhora do Rosário – Foto por: Ane Souz

Onde beber: À noite, a cidade acalma. Os bares ficam espalhados entre o centro e os bairros. Claro que só escolhi lugar com cerveja artesanal e já falei sobre esses dois lugares aqui na minha coluna “Onde Beber Artesanal”. Detalhe que você encontra a Ouropretana por toda cidade, em vários bares, lojas e restaurantes. Então é super fácil achá-la.

Vamos para as minhas dicas.

– Loja da Fábrica Ouropretana: É um bar com um espaço aconchegante e confortável. Além de muitos tira-gostos gostosos a casa conta com diversos estilos de cerveja própria e algumas convidadas. E agora eles também estão com gin próprio. Eu já falei tudo sobre o Loja da Fábrica Ouropretana aqui.

– Latitude 20º: Outro bar com cerveja artesanal própria é o Latitude 20º. É um bar supersimples, com petiscos gostosos, caseiros, e várias biqueiras com cerveja própria e convidadas. Fora a vista que é maravilhosa. Também já falei da Latitude 20 aqui.

– Republica Cervejaria: Essa eu não conheci porque ainda não existia quando fui. Mas, já quero conhecer.  Foi inaugurada em fevereiro de 2020. É a primeira tap house multimarcas e steak bar da cidade. São 30 torneiras com chopes de MG e do Brasil. Além de cervejas premiadas, eles oferecem boa gastronomia e música de qualidade.

As cervejas artesanais locais: Ouropretana, Latitude 20º, Thoruna Beer, Fuzessy Bier e Cervejaria Acadêmica.

Para almoçar:

– O Passo Pizza Jazz. A comida aqui é maravilhosa. Quer conhecer a culinária mineira, vai com fé. Mas, é bem salgadinho os preços dos pratos. As imagens falam mais que qualquer palavra.

Passo Pizza Jazz

Espero que tenha gostado de mais essas dicas de tudo o que fazer em mais um interior mineiro.

São João del-Rei uma cidade histórica invadida pela urbanização e cervejas artesanais

Hoje, nós vamos passear por uma cidade histórica bipolar. Ao mesmo tempo que ela mantém seus traços coloniais, com muita história para contar, ela também tem a agitação de uma cidade urbanizada. Das cidades históricas que eu fui, é a maior. Aliás, a cidade natal do ex-presidente que nem chegou a tomar posse, Tancredo Neves, é a maior cidade setecentista do estado de Minas Gerais.

São João del-Rei

Apesar de ser grande, a parte histórica, turística é pequena. Em uma manhã eu visitei tudo.

Quantos dias ficar: Um dia é o suficiente para você conhecer tudo e ainda curtir a noite. Mas, eu ficaria dois. Um dia para ficar por conta do passeio e o outro para ficar de bobeira e tomar umas pela cidade.

Algumas pessoas optam por ficar em Tiradentes (veja sobre Tiradentes aqui) e ir em São João e voltar no mesmo dia. Eu não faria isso. Muito corrido. Se for andar de Maria Fumaça, aí são 2 dias mesmo.

O que fazer: Como eu fiquei próximo à Igreja São Francisco de Assis, comecei meu passeio por lá. Bora para o roteiro:

– Igreja São Francisco de Assis é o ponto turístico mais famoso da cidade. O entorno da Igreja é lindo, cercado de palmeiras imperiais, em um jardim projetado pelo paisagista Burle Marx. Ao entrar, você vê uma riqueza de detalhes. Tem altares dourados (feitos por Aleijadinho), tudo muito lindo.

Igreja São Francisco de Assis

O túmulo do ex-presidente Tancredo Neves fica no cemitério nos fundos da Igreja

– Memorial Tancredo Neves fica em frente à Igreja. Como já disse, Tancredo Neves morreu dias antes de assumir a presidência da República no Brasil, porém, teve muita história antes, suficiente para ter um memorial em que sua história confunde com a história política do Brasil. Para quem gosta, é superinteressante.

Tem muitos painéis, vídeos, áudios, objetos pessoais. Eu queria ler tudo, ver tudo. Mas, é muita coisa. Vale a pena.

– Ponte da Cadeia. Para atravessar para o Centro Histórico, você passa por essa ponte. É um aponte formada por três arcos e tem uma cruz em pedra no meio do arco central. Ela fica próxima à atual sede da Prefeitura Municipal. Foi construída em 1797, depois que a antiga obra, feita de madeira, ruiu durante a passagem de uma procissão.

Ponte da Cadeia
Vista da Ponte

O seu nome se originou após a transferência da cadeia da cidade para o subsolo da Casa da Câmara, hoje prefeitura.

Prefeitura

Atravessou já começa o tumulto do centro, muita gente e carro passando. Aqui, é bem movimentado. Você só lembra que está em uma cidade histórica por causa da arquitetura.

– Solar dos Neves. É uma casa colonial colorida, com flores e plantas na sacada, onde morou a família de Tancredo Neves. Foi construída no século XIX e não está aberta para visitação.

– Igreja Nossa Senhora do Carmo. Fica em frente ao solar. Simples, porém, bonita por fora. Não estava aberta para visitação.

– Rua das Casas Tortas. Atrás dessa Igreja fica a rua Santo Antônio famosa por suas casas tortas. É uma ruazinha estreita com casas centenárias de arquitetura colonial que rende belas fotos. Algumas edificações instaladas em seu percurso merecem destaque como a Capela de Santo Antônio.

– Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar. A construção da capela da padroeira da cidade foi iniciada por volta de 1721. Não entrei pra render o tempo porque é muita igreja.

– Igreja Nossa Senhora do Carmo. Ela fica no final de uma rua bem estreita, com isso, é até difícil de tirar foto dela toda. Fiz uns malabarismos e saiu. Não entrei porque estava fechada. Mas, parece ser uma igreja bem grande.

De lá, fomos andando pelas ruas de São João a dentro. Aí já volta para a cidade de interior. Com sossego, silêncio e pássaros cantando. Praças arborizadas e ruas de pedras.

– Igreja Nossa Senhora das Mercês é mais afastada, mas fomos só para andar mais pela cidade. Tem uma grande escadaria na porta e uma bela vista lá de cima.

De lá fomos para o Museu da Estação.

– Museu da Estação. O acervo reúne relíquias da Estrada de Ferro Oeste de Minas, incluindo sua primeira locomotiva, de 1880, além de diversos objetos de antigas estações, como relógios, telefones, máquinas de calcular, sinalização e objetos para manutenção dos trilhos. Ele fica dentro da estação ferroviária.

– Passeio de Maria Fumaça. Optamos por fazer o passeio bate-volta São João – Tiradentes – São João. Por mais que a volta seja um pouco chatinha, já que vimos tudo na ida. Mas, achamos melhor assim, já que o carro estava em São João e de lá iriamos para Tiradentes.

Passeio de Maria Fumaça

A viagem é feita em um trem a vapor estilo “Maria Fumaça” e demora cerca de 50 minutos (para ida e volta –  2 horas). São 12km percorridos na Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), inaugurada em 1881 por Dom Pedro II.

O passeio passa por outras cidadezinhas. Por lugares desertos com casinhas no meio do nada, vacas, cavalos. Bem coisa de interior mesmo. É bacana o passeio.

Para beber: À noite, a cidade acalma. Os bares ficam espalhados entre o centro e os bairros. Eu indico o brewpub da cervejaria Ovelha Negra do qual eu já falei aqui. E a Taberna d’Omar que também tem cerveja artesanal local.

Brewpub Ovelha Negra
Taberna d’Omar

As cervejas artesanais locais: Ovelha Negra, Libertates e Barock Cervejaria.

Onde comer: Restaurante Dedo de Moça, onde tem uma comida mineira deliciosa, farta de lamber os beiços. Também vende cerveja artesanal e Heineken.

Espero que tenham gostado dessas dicas!

#TBT: Cacao IPA – Caminito (Buenos Aires)

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O #tbt é com uma cerveja raiz que tomei em Buenos Aires. A Cacao IPA, produzida pela Peñón del Aguila Cerveza, de Córdoba, com a colaboração da Cerveza Crafter. Nela, o cacau está em 3 etapas: na mosturação, na fervura e na maturação. Além da alta presença do cacau, foram inseridos 6 tipos de lúpulos que dão o toque final no aroma e no amargor. Apesar disso, o cacau é bem sutil.

O resultado ficou excelente, uma cerveja equilibrada combinando a doçura do cacau e o amargor do lúpulo. IBU: 58 e ABV: 6%

penon del aguia _logoA cervejaria Peñón del Águila nasceu em 2007, no Vale Calamuchita, com pouco volume de cerveja para fornecer ao restaurante de mesmo nome. Em 2013, abriram a primeira fábrica em La Calera, Córdoba, para fornecer não apenas ao restaurante, mas também alcançar bares e restaurantes em Córdoba diretamente do barril e também para as casas dos consumidores em Garrafas de 330 ml. Em 2016, abriram as portas da nova Fábrica Modelo em Malagueño, com capacidade maior.

Nesse mesmo ano, lançaram a primeira cerveja artesanal em lata da Argentina.

Hoje, a Peñón conta com diversos estilos. Ele vem em suas variedades Kolsch, Honigbier, Oktoberfest, Hefeweisen, Schwarzbier, IPA, American Amber Lager, Walbier, APA, Sour e Mexican Lager.

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O ponto turístico é um lugar lindinho demais: o Caminito.

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É mais um dos diversos pontos turísticos de Buenos Aires muito visitado. Aquela mistura de cores dos sobrados da rua chama bastante atenção. É uma rua-museu muito tradicional no bairro La Boca.

Em 1959, quando o ramal da estrada de ferro que passava por ali foi fechado, um grupo de artistas locais, liderados por Quinquela Martín, começou a fazer mosaicos e pinturas nas paredes das moradias. Tornando um atrativo para quem visitava a cidade.

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O nome Caminito é uma homenagem ao tango de Juan Dios Filiberto, que morou no bairro.

O Caminito é uma rua pequena. De um lado fica o museu a céu aberto.

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Do outro, ficam algumas casas, lojinhas e restaurantes.

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Na frente, tem barraquinhas que vendem de tudo um pouco. Inclusive, lá, é ideal para comprar as lembrancinhas para os amigos e familiares.

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Por ali, também ficam alguns dançarinos de tango para fazer uma foto “típica”, pessoas caracterizadas de Maradonna, cachorro vestido etc. Tudo para cobrar uma foto.

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O cão de calça jeans e pochete foi demais. Ficou bonitinho, mas eu achei sacanagem, coitado. cao

Por ali, passa tanto turista que é impossível tirar uma foto na casa principal (onde, hoje, é uma loja da Havanna) sem alguém posando no fundo.

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Mas é uma visita bem rápida, pois é somente isso que tem lá. É um momento para fotos.

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Dizem não ser recomendado ficar andando pelas partes sem movimento, pois é um bairro mais perigoso. Eu fui da La Bombonera até o Caminito a pé. Mas segui pela rua principal, mais movimentada. É sempre bom evitar,né! Ah, nesse caminho, já nos deparamos com algumas casas pintadas, que não fazem parte do Caminito, mas é um aperitivo para a ansiedade de chegar lá logo.

Enfim, a rua, as casas, tudo ali é muito bonito mesmo. E as fotos ficam ótimas!

 

#TBT: Otro Mundo Brewing – San Telmo (Buenos Aires)

outro mundo

O #tbt de hoje é com a Nut Brown Ale da Otro Mundo Brewing Company, uma cervejaria artesanal da Argentina.

É uma autentica Brown Ale, com aroma de chocolate amargo e tons de caramelo. Seu sabor é leve, adocicado. Sente a presença dos de maltes tostados e frutas secas, dai vem o “nut”. O final, tem um toque amadeirado e pouco amarga, o suficiente para deixá-la equilibrada. Achei uma cerveja artesanal boa.

outromundo logo

A Otro Mundo foi fundada em 2004. Hoje, sua produção está concentrada na província de Santa Fe, Argentina. Seu propósito é fabricar cervejas com as melhores matérias-primas e com os métodos mais cuidadosos e naturais, para proporcionar uma experiência única de cerveja. Um universo de bebidas complexas, cheias de aromas, cores e sabores.

O nome Otro Mundo tem a intenção de passar para os consumidores que existe outro mundo da cerveja, que a cerveja não é o que elas estão acostumadas a beber.

Hoje, eles fabricam diversos estilos: Golden Ale, Strong Red Ale, Nut Brown Ale e IPA.

CERVEZA OTROMUNDO


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O prato do dia é um clássico argentino: o alfajor. Nada mais justo que comer o mais famoso, o que encontra em quase toda esquina de Buenos Aires: o Havanna.

Experimentei diversos sabores na cafeteria da própria Havanna, acompanhados de um bom café. A cafeteira, independentemente de onde esteja, está sempre lotada. Mas vale a pena esperar. É tudo muito gostoso. Apesar que comi alfajores melhores em Montevidéu.

cafe havanna


O ponto turístico de hoje é San Telmo, um dos bairros mais antigos de Buenos Aires, com ruas de pedras com ares de cidade do interior.

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Por ali a gente acha a famosa estátua da Mafalda, que está lá desde agosto de 2009. Ela foi feita em homenagem ao criador do quadrinho, Joaquín Salvador Lavado Tejón, o célebre Quino, que viveu no bairro por algum tempo. Em 2014, quando Mafalda completou 50 anos de existência, ela ganhou a companhia de dois de seus melhores amigos: Susanita e Manolito.

mafalda

Dependendo do dia, tem fila para tirar foto com ela. Quando fui, estava tranquilo.

No caminho, também tem a estátua de Isidoro Cañones, criado por Dante Quinterno em 1935. Típico representante do “playboy” portenho, esperto e picareta, mas também carismático.

san telmo

Além dessas e outras estátuas espalhadas, têm algumas cervejarias artesanais (que estavam fechadas quando fui), e se tiver com tempo, pare na praça, sente e esqueça que existe relógio.

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Se preferir, entre no Mercado Central que dá para comer algumas coisinhas e tomar umas cervejas fresquinhas. O lugar tem mais de 120 anos e vende de tudo.

mercado san telmo

Tem muita opção no bairro. Basta escolher o que mais lhe agrada e relaxe!

 

 

#TBT: Taberna Odin – Jardim Japones (Buenos Aires)

O #tbt de hoje, não vai ser de uma cerveja de Buenos Aires, mas de um lugar muito louco que conheci, que tinha cerveja especial do mundo inteiro: O Taberna Odin.

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Esse é o tipo de lugar que você sabe como chegar, mas não sabe como sair. Ou você lembra como chegou e não lembra como saiu. Nó!

É uma cervejaria artesanal em Palermo, Buenos Aires. É uma casa badalada, lotada, com rock no talo e pessoas tomando cerveja aos montes.

taberna odin

O lugar é bem escuro, percebe-se pelas fotos. Com decoração bem diferente, com caveiras, cabeça de touro, paredes descascadas… tudo bem bizarro, mas que faziam sentido.

A casa tem uma grande variedade de cervejas artesanais. São mais de 150 rótulos de cervejas importadas, em lata ou garrafa. Além das 13 biqueiras com chopes locais e importados como Warsteiner e Adnams.

taberna odin

Nós tomamos alguns chopes locais e algumas importadas.

cerveza importada

Além disso, a casa joga pesado na divulgação da Jagermeister. E tem outras bebidas como uísque, licores e destilados.

Jägermeister

Para comer, a variedade também é grande. Tem pizza, hambúrgueres, nachos, tira-gostos e batatas de todo jeito. Não comemos lá, pois eu estava super incomodada com os homens que dividiam a mesa com a gente. Fumavam um cigarro atrás do outro. E eu já tinha perdido meu olfato por causa deles.

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A casa é ótima. Voltaria lá fácil. A única coisa que me incomodou foi isso, poder fumar dentro da casa. Saímos defumados. E como a casa estava lotada, não dava para trocar de mesa.


O ponto turístico deste #tbt é o Jardim Japonês. Para mim, um dos lugares mais bonitos que fui em Buenos Aires.

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Que paz! Será que no Japão é assim?

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O Jardim Japonês foi construído, em 1967, com a ajuda da comunidade japonesa de Buenos Aires para a visita do príncipe Akihito e da princesa Michiko.

Localizado no bairro Palermo, o jardim contém um prédio no qual funcionam um centro de atividades culturais, um restaurante, um viveiro (onde é possível comprar bonsais) e uma tenda de artigos japonês variados.

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O espaço externo (que é a atração principal) é muito arborizado, tem muito verde, um lago com peixes grande e coloridos, que podem ser alimentados, além de espaço para meditação.

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As pontes para atravessar o lago dão um charme à parte. E dali saem ótimas fotos. Tiramos umas 70…rs.

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É cada detalhe! Inclusive, pelo caminho, foram espalhadas caixas de som com músicas relaxantes. Tudo é lindo e muito bem cuidado.

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O parque é perfeito para quem quer fazer um passeio, admirando a paisagem e descansando do agito da cidade. Passamos uma manhã de paz!

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#TBT: Buller Brewing Co. – Cemiterio Recoleta (Buenos Aires)

O #tbt de hoje é de um lugar que conheci em Buenos Aires e que achei massa demais: a Buller Brewing Co., uma das pioneiras da cerveja artesanal na Argentina.

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Eles têm duas casas em Buenos Aires, mais a cervejaria que fica afastada da cidade.

Fui na que fica em Recoleta, que existe desde 1999 e é referência entre os bebedores de cerveja artesanal em Buenos Aires.

Achei muito lindo por dentro. Dá a impressão de estarmos em um container.

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Do lado de fora, o ambiente é mais gostoso ainda.

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As torneiras personalizadas são de dar inveja em qualquer pub.

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E os canos de inox, atrás das torneiras (lindos), indicam que o chope é tirado na hora, fresquinho.

Por falar em chope, a variedade da Buller é bem grande. São diversos estilos. Cada um mais gostoso que o outro e muito bem feitos. Qualidade boa. Quando fui, estavam engatados: Golden, Hefe Weizen, Honey, Amber Ale, IPA, Irish Red, Nitro Irish, Session IPA e Stout.

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Além dos chopes próprios, tinham chopes da Warsteiner (Alemanha) e Grolsch (Holanda). Todos os chopes são servidos em temperatura ambiente.

chopeEles têm um cardápio cheio de petiscos. Mas estávamos sem fome.

Fomos só para tomar alguns chopes, para dar uma refrescada. Afinal, tínhamos acabado de rodar por horas pelo Cemitério da Recoleta.

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Falando nele, esse será o ponto turístico desse #tbt.

IMG_7975A princípio achei meio estranho um cemitério ser um dos principais pontos turísticos de uma cidade. Mas, quando cheguei lá, entendi. Alguns túmulos são verdadeiras obras primas, outros são medonhos e alguns bem grandes.

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Ele é um dos cemitérios mais visitados do mundo, ao lado do parisiense Pere-Lachaise.

Sua fama é justamente pelo luxo das lápides e da ostentação dos túmulos, retrato do bom momento econômico vivido pela Argentina no início do século XIX. Atualmente acontecem poucos enterros no local devido ao pouco espaço livre disponível e o alto preço do terreno.

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Cada proprietário deve pagar uma taxa mensal de administração. O metro quadrado mais caro da cidade está localizado dentro do Cemitério da Recoleta. Que coisa, não?!

20180412_155242A cidade de mortos dentro de uma cidade foi construída em 1822, como o primeiro cemitério público da cidade. Porém, com o tempo, o bairro começou a tornar-se de “classe alta”, e o cemitério converteu-se no local preferido para enterros das famílias com mais posses.

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Encontram-se túmulos de personalidade que participaram da história argentina, como importantes políticos (Evita Perón), escritores (Silvina Ocampo e Adolfo Bioy Casares), médicos, artistas, prêmios Nobel (Carlos Saavedra Lamas e Luis Federico Leloir), esportistas e empresários.

No total, são mais de 4.000 abóbadas e mausoléus de mármore decorados com estátuas e outros detalhes, que se encontram em ruas estreitas, nos dão a impressão de estarmos em uma cidade (sombria).cemiterio recoleta

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O cemitério fica cheio de gente transitando para conhecer aquela ostentação. Todos procuram pelo túmulo da Evita. Não existem placas indicando. Tem que dar sorte de achar. Achei, e não tem nada demais nele. É de granito e está cheio de flores e placas de homenagem.

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O que achei mais cabuloso foi o túmulo de Liliana Crociati. Li que ela morreu numa avalanche durante sua lua de mel na Áustria. No mesmo dia, separado por mais de 14 mil quilômetros de distância, seu cachorro Sabú também faleceu. Seu pai fez um mausoléu que imita o quarto que Liliana tinha em vida. Sua escultura é a única do cemitério acompanhada por um cachorro.

Aiêê! Eu não gostaria de ver essa estatua de alguém da minha família assim.

Se deixar, conto história aqui até amanhã!

Espero que tenha gostado!

#TBT: Stella Artois – Floralis Genérica (Buenos Aires)

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O #tbt de hoje não é com uma cerveja argentina, mas é uma cerveja que acha em toda esquina de Buenos Aires: a Stella Artois.

Mas o interessante é que, por lá, acha muita dela na garrafa de 975 ml. Ou seja, praticamente um litrão de Stella, que eu nunca vi aqui no Brasil.

A Stella é uma Premium American Lager belga, com mais de 600 anos de tradição. Ela foi criada como um presente de Natal para os habitantes de Leuven, na Bélgica. Stella significa ‘estrela’, em latim, e foi uma homenagem à ocasião de sua criação.

Sua cor é cristalina e o aroma suave. Seu sabor, tem um leve amargor no final. Dá para tomar várias.

Essa, nós tomamos no restaurante Gran Parrilla del Plata, bem conhecido em Buenos Aires pelas suas famosas e suculentas carnes. Dependendo do horário, você enfrenta até fila.

O lugar é dos anos 20, e mantém as características daquela época. Localizado em San Telmo, ele te faz voltar no tempo.

gran parrilla

Depois que pedimos o prato, eles mandaram, de entrada um negócio, acompanhado de pão. Não fazia ideia do que era aquilo que mandaram, sei que fiquei com receio de comer. Mas, ao comer, achei bom demais. Só não comi tudo, porque senão não almoçaria.

feijoesProcurando agora no Google, o prato eram feijões brancos gigantes.

E o nosso prato do dia não poderia ter sido diferente. Pedimos Baby Beef, salada e purê de batata. A carne vem acompanhada de vinagrete, chimichuri e outro molho que não lembro mais.

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parrilla

O ponto da carne veio excelente. Estava tudo sensacional. De lamber o prato…rs

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O ponto turístico que escolhi para hoje, é um dos cartões postais de Buenos Aires: a Floralis Genérica, conhecida por nós, brasileiros, como a Flor Metálica.

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A escultura tem um sistema hidráulico que permite abrir suas pétalas de dia e fechá-las ao entardecer.

Quando anoitece, ela emite uma luz vermelha e se fecha. Clareou, ela se abre. Quando há ventos fortes ou temporais, esse mesmo mecanismo faz com que ela se feche.

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Ela fica no meio de um pequeno lago. Em seu entorno tem um enorme espaço verde, que deixa a paisagem ainda mais linda.20180414_172220

Por ali, você encontra diversas pessoas: famílias, casais, grupo de amigos, pessoas sozinhas. Todas com o mesmo objetivo: contemplar a natureza e desacelerar a vida.

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Se for lá, faça o mesmo: Pare, sente e esqueça que existe relógio. Desacelere!

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Já que falei de San Telmo, porque não aproveitar esse post e colocar o ponto turístico mais visitado de lá?

A estátua da Mafalda na companhia de dois de seus melhores amigos: Susanita e Manolito. Uma homenagem à Quino, criador da personagem, e morador das redondezas.

malfadaA estátua é superconcorrida para tirar fotos.

#TBT: Cerveza Antares – Plazas Buenos Aires

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O #tbt de hoje é com essa cervejaria artesanal argentina: a Cerveza Antares, que nasceu em Mar del Plata, em 1998, e está muito presente em Buenos Aires. Todo lugar que fui na capital, ela estava presente.

Atualmente, a cervejaria Antares ocupa a posição de liderança no mercado de cervejas artesanais na Argentina. Já está sendo exportada, inclusive, para o Brasil.

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A variedade de estilo deles é enorme. Vai das clássicas como Pilsen, Kölsh e Porter, às especiais como a Barley Wine e a Russian Imperial Stout. Têm algumas envelhecidas e outras sazonais. Ou seja, eles estão bem avançados quando o assunto é variedade.

Outra curiosidade: Eles fizeram a primeira cerveja argentina com água do mar. Pode isso, produção?

O nome Antares se refere à estrela mais brilhante da constelação de Escorpião, usada por séculos por navegadores de alto mar para guiar seus destinos. Que é o significado da cerveja para seus proprietários.

Além das duas fábricas, eles possuem 53 franquias. Penso que essas franquias seriam bares que levam o nome da cervejaria.

Eu estive na unidade de Palermo, em Buenos Aires.

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Com um espaço enorme, uma decoração bem moderna, remetendo à moda cervejeira e roqueira.

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Achei linda a chopeira com aquelas 10 biqueiras gritando “me chama!”.

chope antares

Em baixo da chopeira, as portas do freezer com o rótulo das cervejas e, atrás, os fermentadores de inox deram um charme a mais. Muito bem planejado.

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stout-antares.jpgNo cardápio, haviam 12 chopes da  Antares, ou seja, para se perder. Então fui nos estilos que gostava mais como a Kölsh e a Stout. Os chopes são muito bem feitos. Deliciosos! Experimentei a IPA também. As IPAs argentinas não são tão amargas quanto as daqui. Me agradaram…rs

Para comer, era opção que não acabava mais. Desde petiscos à sanduíches e pizzas.

Nós pedimos almondegas com rúcula e pomarola porter; queijo frito, que também tinha rúcula e massa de tomate.; mexilhões gratinados; e empanadas de carne picante, que também vinha com rúcula. Que coisa, né? Nunca comi tanta rúcula em um bar! Aliás, nunca comi rúcula em bar. Mas tava valendo!

comida antares


Os pontos turísticos de hoje são duas lindas praças de Buenos Aires.

A Plaza Libertador General San Martín é uma enorme praça, com muita árvore, muito verde, que fica na região central de Buenos Aires.

plaza libertador san martin

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No meio da praça tem um monumento em homenagem ao General José de San Martín, herói nacional responsável por campanhas decisivas para a libertação argentina do domínio espanhol, além do Monumento a los Caídos, memorial aos soldados mortos na Guerra das Malvinas de uma escultura de mármore que representa um jovem em atitude de dúvida perante a bíblia: La Duda (A Dúvida).

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Por lá, ficam diversas pessoas, sentadas nas gramas, nos bancos passando o tempo. É uma delícia.

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Em frente à praça, fica a Torre Monumental (Torre de los Ingleses). Um monumento doado por residentes britânicos na Argentina por ocasião do centenário do primeiro governo de origem, em 1910.

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O relógio é uma versão menor do Big Ben, localizado na sede do Parlamento britânico, em Londres. Dá para subir na Torre e ter uma visão linda dos arredores. Mas não subimos.

O outro ponto é a Plaza Alemania. Uma praça grande e linda! Que dá vontade de ficar lá para sempre. Parece realmente, os bosques de Berlim.

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No centro dela, fica a fonte “Riqueza Agropecuária Argentina”, doada pela comunidade alemã, em 1910.

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Tudo lindo!

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#TBT: Kronenbourg 1664 – Catedral Metropolitana (Buenos Aires)

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O #tbt de hoje, apesar de ter sido um achado em Buenos Aires, é uma cerveja francesa: A 1664.

A Kronenbourg 1664 é uma das cervejas mais consumidas na França. É uma Standard American Lager da Brasseries Kronenbourg. Uma cerveja bem leve e refrescante, com presença de malte tanto no aroma quanto no sabor. Seu amargor é moderado.

O lúpulo utilizado na Kronenbourg é considerado o caviar dos lúpulos. Cultivado exclusivamente na região de Alsace, na França, desde 1885, este lúpulo proporciona baixo amargor e qualidades aromáticas.

kronenbourg.pngKronenbourg é o nome de um bairro histórico de Strasbourg (Cronenbourg), capital e principal cidade da região de Alsace no leste da France, perto da fronteira com a Alemanha. É neste bairro onde a cervejaria foi instalada no início do século XIX. Hoje, a Brasseries Kronenbourg é a maior marca de venda de cerveja em França e é uma das mais antigas do país.

Em 2008 o Grupo Carlsberg tornou-se proprietários da marca Kronenbourg 1664.


O ponto turístico escolhido para mostrar para vocês foi a Catedral Metropolitana de Buenos Aires, a principal igreja católica da capital Argentina.

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Ela é bem bonita. Por fora, nem parece uma igreja, mas sim um templo grego. E, por dentro, é gigante.

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Ela está no mesmo lugar que foi escolhido pelo fundador da cidade, Juan de Garay, para construir a primeira igreja. O primeiro templo foi construído com materiais simples como madeira, barro e palha. Devido ao uso de materiais menos duráveis o templo sofreu seis reconstruções. A construção final começou em 1752.

Por conta de diversos problemas financeiros e com o novo projeto, a construção só foi completamente finalizada em 1852. Porém, os trabalhos de decoração continuaram por mais 50 anos.

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Nesta Igreja, fica o museu do Cardeal Jorge Mario Bergoglio Jr, mais conhecido hoje como Papa Francisco. Ele foi Arcebispo de Buenos Aires de 1998 até 2013, sendo que uma de suas funções era comandar a Catedral Metropolitana. Nesse pequeno museu ficam expostos diversos objetos ligados ao Papa.

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Além disso, por lá está o mausoléu com os restos do General José de San Martin. Mmas não entramos. Estávamos muito cansados.

#TBT: Quilmes – El Sanjuanino – Casa Rosada

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O #tbt de hoje não é com uma artesanal, mas é o símbolo da cerveja argentina, a cerveja Quilmes, já que é a cerveja mais popular do país.

Ela é uma Standard American Lager, que tem o lúpulo e o malte bem equilibrados e aroma suave de cereais, que fazem dela uma cerveja fácil de beber. Possui coloração clara e sabor refrescante. Para mim, ela é um pouquinho melhor que a nossa Brahma. Mas nada que se dica “Nossa, que cerveja deliciosa!”. Totalmente industrializada e nada de puro malte. Seus ingredientes são: Água, malte, cereais não malteados, carboidratos e lúpulo.

quilmes-1.jpgA Quilmes foi criada em 1888, pelo alemão Otto Bemberg e fabricada pela Cervecería y Maltería Quilmes. Hoje, a Ambev tem 97% das ações da cervejaria. Depois da compra de quase toda a cervejaria, a Ambev passou a distribui-la fora do país, tornando a conhecida também fora da Argentina.

Na Argentina, ela é uma das mais vendidas. Seu nome foi inspirado numa antiga tribo indígena que habitava a região onde foi instalada sua fábrica e que dá nome à cidade.

Detalhe que só tem ela de 970ml ou 330ml. Haja litrão!


Essa, nós tomamos num restaurante super indicado para quem quer comer pratos típicos argentinos: o El Sanjuanino.

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Indicado por diversos guias internacionais, o local já foi até destaque no The New York Times. Claro que eu não ia deixar essa oportunidade passar.

O ambiente é bem simples, apertado, parece estar dentro da casa de alguém. A decoração é peculiar, com uns barris e garrafas de vinho espalhados, quadros, bandeiras da argentina e até cabeça de um viado…rs. É bem confuso, tumultuado, tudo parecendo bem antigo. Mas nada que atrapalhe.

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A casa estava lotada, gringos falando alto, mas, tivemos a sorte de achar uma mesa.

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Pedimos o prato mais famoso de entrada: as empanadas! Dizem que é a melhor de Buenos Aires. Não sei se é a melhor. Sei que a de carne estava ótima!

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Depois pedimos o prato principal: Bife completo.

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Nossa Senhora! E que prato. Vem uma carne bem gostosa e suculenta, com batata frita, ovo e um pedação de bacon. Ainda bem que pedimos um só. Olha isso! Apesar da gordurada, o prato estava maravilhoso. Saímos satisfeitíssimo.

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O ponto turístico é mais um clássico argentino: a Casa Rosada.

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Infelizmente, a praça que fica em frente à casa “Plaza di Mayo” estava em reforma. Então, as fotos do entorno e da entrada da casa não ficaram muito bonitas.

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A Casa Rosada é a sede do Poder Executivo, onde o Presidente da República exerce as suas funções. Foi declarada Patrimônio Histórico Nacional.

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A casa foi construída logo após a fundação de Buenos Aires, em 1580. Ali, foi construída a Fortaleza Real de San Juan Baltasar da Áustria no lugar onde hoje existe a Casa Rosada.

Com a independência da Argentina, a fortaleza perdeu a razão de existir. Na metade do século XIX, foi ordenada a demolição do prédio e a construção de outro. 

Durante o governo de Domingo F. Sarmiento, decidiram pintar o prédio de rosa, a cor característica que permanece até hoje na Casa Rosada.

Existem várias histórias que tentam explicar a origem da cor da fachada. Uma delas é que a cor rosa foi o resultado da mistura de cal com sangue de boi, muito usado na época para acabamentos externos por conta da durabilidade.

Fizemos a visita guiada que vale muito a pena e é gratuita. E tome história para ouvir!praça

Por dentro a Casa Rosada é AMARELA. Quem diria…

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É claro que não seria diferente, ela é pura ostentação. Um verdadeiro palácio!

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O passeio inclui os principais setores da Casa do Governo, afinal a casa é gigante. Alguns dos cômodos que fomos: Salão de Patriotas Latinoamericanos; Pátio das Palmeiras; Salão das Mulheres Argentinas; Varanda onde Evita Perón fez seu discurso; Salão Eva Perón, onde ela realizava suas reuniões. A sala ainda está decorada como na época em que era usada por Evita; Escritório Presidencial; o Salão branco, que sempre aparece quando os presidentes vão fazer pronunciamento ou quando tomam posse; e o famoso elevador presidencial.

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O elevador mais chique que já vi na minha vida! Tem até poltrona de veludo. Somente o presidente pode entrar nele.

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Eu adorei conhecer um pouco mais da história da Argentina e conhecer esse palácio, um símbolo nacional, onde eu jamais imaginei entrar.

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