Dicas de cervejas para beber na Primavera

A primavera esta aí e, com ela, chegaram os dias mais longos e coloridos. Não sei vocês, mas esse clima me deixa mais animada e com uma vontade danada de abrir aquela cerveja no fim do dia.

Para facilitar sua vida, trouxe aqui OITO dicas de cervejas mineiras que combinam com essa estação deliciosa!

Anota ai:
–  Abaporu – Cervejaria Verace – Estilo Catharina Sour: leve, refrescante, ácida e leva frutas.
– Lemon – Slod – Estilo American Wheat: Refrescante, cítrica e aromática.
– Áustria Hefe Weizen – Krugbier – Estilo Weiss (Cerveja de Trigo): refrescante, pouco amarga, com aroma remetendo ao cravo e banana.
–  Sapiens – Rupbeer – Estilo American Pale Ale (APA): equilibrada e com médio amargor.
– Session Citra – Wäls – Estilo Session IPA: leve, porém com a presença do lúpulo trazendo notas cítricas marcantes.
– Rancor – Krugbier – Estilo India Pale Ale (IPA): Aromática, refrescante, lupulada e amarga.
– Newbie – Prussia Bier – Estilo New England IPA: superaromática, frutada e alcoólica.
– Monasterium – Falke Bier – Estilo Tripel: intensa, encorpada, frutada e alcoólica.

Mas, como sei que a maioria dessas cervejas não se acha em todo o Brasil, convidei a sommelière, Carol Jandoso*, para dar umas dicas gerais de cervejas ideais para se tomar na primavera!

Confira!

carol

As estações do ano influenciam muito nos nossos hábitos. Aquela sopinha de legumes do inverno já não parece tão apropriada para os dias ensolarados como os que estamos vivendo e aquela Imperial Stout deliciosa, com a chegada da primavera, está dando espaço para cervejas mais leves e refrescantes.

Essa sazonalidade não é de hoje. Os Bávaros têm orgulho de dizer que a cerveja é item indispensável em sua alimentação diária e que a única coisa que muda com o tempo é o tipo de cerveja escolhida, dependendo da estação, claro. No verão, as Weizenbier estão por todas as partes, espalhando seus aromas frescos de banana e cravo e refrescando o paladar com sua efervecência. O outono traz cervejas um pouco mais escuras e levemente mais potentes. Com a diminuição das temperaturas há um aumento no teor alcoólico, no início do inverno, os Bávaros escolhem Bocks para a ceia de Natal e nos dias mais frios embalam as noites com densas Doppelbocks. Agora, na primavera, é época das cervejas de outubro, as Oktoberfest.

A primavera chega renovando as coisas e trazendo com ela as Maibocks, uma bock clara, cerveja um pouco mais sequinha que as bocks escuras e que podem apresentar um perfil de lúpulo floral delicado e sútil.

Como pensar em primavera sem lembrar de flores e frutas aromáticas? É quase uma sinestesia, um cheiro colorido.

Historicamente os cervejeiros foram adaptando suas levas para oferecer o produto sensorialmente mais adequado para as condições climáticas, e por sua vez as condições climáticas influenciavam nas características sensoriais do produto. Temos como exemplo disso as Lambics que tradicionalmente são produzidas durante o inverno para consumo na primavera e no verão. As temperaturas amenas no início do inverno permitem a fermentação espontânea mais controlada, gerando uma cerveja mais agradável. Se o Master Blender for bom, o cervejeiro responsável pelas combinações de diferentes levas de Lambic para atingir a combinação perfeita, teremos uma cerveja refrescante e muito propícia para os dias mais quentes da primavera.

Agora vamos ao que interessa! Depois de todo esse papo de história da cerveja já estou com sede!

É com a acidez das Lambics que gostaria de começar as minhas indicações. Uma Fruit Lambic, como uma Kriek (cerejas), por exemplo, é uma ótima acompanhante para degustar com um chocolate branco, limpando o paladar e complementando o chocolate, dando a sensação de uma trufa de frutas vermelhas.

Ainda na temática “azedinhas” temos o primeiro estilo brasileiro, as Catharinas Sour, que são cervejas ácidas que levam frutas aqui das terrinhas tupiniquins. Uma boa cerveja desse estilo é capaz de acompanhar um queijo brie, neutralizando um pouco a gordura e a fruta escolhida funcionará como uma geleia, tipicamente servida junto ao queijo.

Mas nem só de acidez se vive uma primavera. Se você não abre mão de um IPA pode se aventurar tanto no mundo das Session IPAs, versões mais contidas de seu estilo original, quanto pode enveredar nos caminhos das ultra-aromáticas New Englands. Nessa categoria, encontramos cervejas tão cheirosas que muitas vezes, de olhos fechados, fica complicado identificar se é um suco de frutas tropicais ou uma cerveja. Aqui, só devemos tomar cuidado com o teor alcoólico, às vezes, uma cerveja muito potente, pode ser difícil de degustar nos dias mais quentes.

Pra finalizar, gostaria de dizer para que deixe sua imaginação fluir e seja levado pelos mais diversos estilos e sensações, faça suas apostas e avaliações. Para isso, vou deixar mais algumas dicas:

– Se está buscando acidez e refrescância, fora as Lambics e as Catharinas, aposte por exemplo em uma Gose, salgadinha e azedinha.

– Se as notas cítricas e resinosas te agradam mais, aposte em Session IPAs, Americans IPAs, White IPAs, NEs, APAs.

– Se você for um fã incondicional da escola Belga, pode escolher passar um momento ao lado de uma boa Saison, Blonde Ale ou Belgian Pale Ale, com suas inconfundíveis notas de condimentos e frutas.

– A Escola Alemã também é uma ótima opção quando estamos falando de cervejas leves. Estilos como Kölsch, German Pils, Bohemian Pilsner e Münich Helles são boas opções para a nossa primavera.

– Se você é um amante das cervejas de trigo, pode continuar degustando da sua Weiss em seu copão e, se quiser variar, pode apostar em uma Witbier ou American Wheat Beer e adicionar citricidade e um pouquinho mais de refrescância.

É isso! Lembre-se de se permitir testar e escolher seus estilos prediletos e não deixe de me contar como foi a experiência!

* Carol, além de Sommelière, é Bióloga e Mestre em Estilos. Nascida em Piracicaba, já trabalhou com produção de cervejas, treinou equipes de diversos bares e restaurantes, promoveu cursos e degustações guiadas e viajou por mais de 20 países, sempre buscando novas experiências e sabores que a fermentação pode oferecer. Veio para BH recentemente em busca de conhecer a cena cervejeira do que chamam de “a Bélgica brasileira”. Confira seu insta: @carolsommelier!

Espero que tenham gostado e aprendido um pouco mais sobre este vasto mundo das cervejas artesanais. 

Dica de presente: Kit Cervejaria Sátira

Está querendo surpreender sua cervejeira ou seu cervejeiro?

Aqui vai uma dica que não tem erro:

cervejaria satiraA Cervejaria Sátira lançou quatro formatos de Kits de Natal que carregam a identidade irreverente da marca. O mais interessante é que você pode montar o kit da forma que preferir, com latas de cerveja, camisas, bonés e copos.

O formato dos kits já são pré-estabelecidos, para facilitar. Mas, para quem gosta de praticidade, já têm os kits prontos.

Quais são os itens disponíveis?

Estão disponíveis todos os estilos de cervejas da Sátira em latas (Lager, American Wheat, English Pale Ale, IPA, Double IPA, Brown Ale, Strong Ale e Imperial Stout), copos de tamanho variados, blusas, bonés e a própria embalagem especial.

Os Kit de Natal pré-estabelecidos são:

· KIT 01: 04 latas Sátira à escolha do cliente;
· KIT 02: 02 latas Sátira a escolha, um copo de 300 ml e um copo de 500 ml;
· KIT 03: 02 latas Sátira a escolha, um copo de 300 ml e uma camiseta;
· KIT 04: 1 lata Sátira a escolha, um copo 500 ml e um boné.

O valor final vai depender dos produtos escolhidos. E para deixar seu Natal ainda mais feliz, a Sátira está dando 10% de desconto sobre o valor total.

Então é isso, aí. Neste Natal, inove no presente! Seja diferente!

Os kits estão disponíveis no Bar Sátira Vila da Serra (Alameda Oscar Niemeyer 1369, Loja 45) e no Growler Station (Av. Nossa Senhora do Carmo, 899 – Sion).

Para te ajudar ainda mais, vou colocar aqui o valor dos produtos dos Kits de Natal, pense no que caiba no seu bolso e bora lá!

– Bonés: R$45
– Camisa: disponíveis em dois modelos de R$39 e R$59 cada
– Copos: 300 ml (R$20) / 500 ml (R$30)
satira 1– Canecos: 300 ml (R$25) / 500 ml (R$40)

Valores latas:
– Lager: 269ml (R$8,00) / 473ml (R$11,00)
– American Wheat: 473ml (R$13,00)
– English Pale Ale: 473ml (R$16,00)
– IPA: 473ml (R$16,00)
– Double IPA: 269ml (R$12,00) / 473ml (R$18,00)
– Brown Ale: 473ml (R$16,00)
– Strong Ale: 473ml (R$18,00)
– Imperial Stout: 473ml (R$20,00)

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Almanaque: Cerveja artesanal em um dos melhores points de BH

A dica que vou dar hoje é para beber cerveja artesanal em um bar já tradicional em BH: o Almanaque Choperia.

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O Almanaque existe desde 2008, contando com unidades no Minas Shopping, Shopping Cidade, Savassi e Anchieta.

Como fui no do Anchieta, falarei sobre ele. O bar fica em um dos pontos mais movimentados do bairro, e tem se reinventado para atender a todos os públicos. Por lá, encontramos de tudo, famílias com crianças, grupo de amigos, o pessoal do happy hour da empresa e casais.

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O local: A casa é uma varanda gigante, com dois andares, bem espaçosa, que comporta gente demais. É bem arejada e o fato de caber muita gente não incomoda.

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O espaço kids conta com brinquedos e presença de monitor, o que garante a diversão e segurança dos pequenos. Dentro do bar, tem uma tv (foto abaixo) que dá para ver as crianças se divertindo dentro desse espaço. Achei isso legal.

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Quando fui, estava tendo um cantor (voz e violão) que animava os presentes.

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Para comer: O cardápio é vasto! Têm entradas, tira-gosto, petiscos na chapa, grelhados, buffet self-service de frios e acompanhamentos (para quem quiser almoçar ou jantar), pratos de refeição, hambúrgueres e sobremesas.

Nós fomos de Picanha de sol com mandioca cozida e Filé mignon acebolado com fritas e muçarela. Tudo delicioso!

tira gosto

Para beber: Apesar do nome choperia, a casa atende a diversos públicos, com vinho, gin, coquetéis, whisky, licores e drinks. Mas, o que me levou lá, óbvio que foram as artesanais.

coquetel

A Almanaque trabalha com as cervejarias Wäls (BH) e Colorado (Ribeirão Preto). Os chopes são da Wäls. Já as cervejas de garrafa têm as tradicionais da Wäls e da Colorado.

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Quando estive lá tomei a Verano (Pale Ale) e a Hop Corn (IPA). Além disso, pedimos uma garrafa da Ribeirão Lager (Colorado).

Para quem não é adepto ao chope artesanal, tem uma dezena de opção com o chope Brahma, que vão se diferenciar pela espuma (com colarinho, sem colarinho), pela cor (claro ou escuro) e pela essência (Melancia, cranberry, maça verde…). Tomei um para matar a sede…rs

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O atendimento é muito bom. O gerente está sempre preocupado se está tudo bem. Gostei de tudo por lá. Gosto de lugares assim, que nos deixam à vontade.

Voltarei e indicarei!

 

Almanaque Choperia
Endereço: Rua Pium-Í, 675 – Anchieta
Belo Horizonte-MG
Site: http://www.choperiaalmanaque.com.br/anchieta
Instagram: @almanaqueoficial

 

Cerveja Blumenau: Do tour ao bar da fábrica

O Onde Beber Artesanal vai para Blumenau, Santa Catarina.

Se você está indo para Blumenau, agarra essa dica!

Não deixe de conhecer a Cervejaria Blumenau. Ela nos oferece uma experiência completa desde um tour guiado na fábrica à degustação de suas cervejas em um bar próprio.20181012_123739Ela é uma cervejaria nova, sua fábrica foi inaugurada em 20 de setembro de 2016. Hoje, conta com 14 rótulos de cerveja e um licor. É muito estilo diferente.linha-cerveja-blumenauFalando nisso, foi a Cervejaria Blumenau quem fez pela primeira vez o estilo Catharina Sour, estilo que foi catalogada pela Beer Judge Certification Programa (BJPC), respeitada e mais importante instituição internacional de juízes da bebida. Na prática, o Brasil agora tem, oficialmente, o seu primeiro estilo próprio de cerveja, que pode ser julgado em concursos do mundo inteiro.

A Cervejaria Blumenau traz em seu nome o amor pela cidade. Tanto que seu slogan é “Uma cidade apaixonada por cerveja só poderia dar nome a uma cerveja apaixonada por uma cidade.”. E seus rótulos, todos fazem menção a algo da cidade.

Voltando para a cervejaria, nós chegamos bem cedinho para poder fazer a visita na fábrica. Enquanto esperávamos o responsável por nos apresentar a fábrica, degustamos todos, eu disse, todos os rótulos. Fiquei até com medo de já começar a visita alterada…rs. Mas deu tudo certo. Todos atendentes são supersimpáticos.

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Durante a visita, percorremos toda fábrica. O responsável começou falando sobre a história da cervejaria. Em seguida, nos explicou todos os processos de produção das cervejas, desde a seleção dos ingredientes ao envase. A visita durou cerca de 30 minutos.

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Depois da visita, fomos para o bar da fábrica que fica anexado à fábrica.

Bar da Fábrica

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O local: o bar tem uma parte de parede de vidro que tem vista para a fábrica. Tem mesas nesse ambiente ou do lado de fora.

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Além de muita cerveja e comida boa, por lá, você encontra uma loja da marca. Com cervejas para levar e souvenir como: garrafas, camisas, bonés e outros.


Para beber: O bar serve todos os rótulos da cervejaria. Você fica até perdido, pois são 14 torneiras com todos os estilos. Para tentar te ajuda, o cardápio fala sobre os rótulos e sua descrição sensorial, dá dicas de harmonização para cada cerveja, a temperatura correta de cada e o tipo de copo em que ela deve ser servida.

E não é que eles respeitam cada copo e estilo? As cervejas que pedimos, vieram em seus respectivos copos. Veja aí o que tomamos. Todas muito gotosas!


Para comer: O cardápio tem com comidas típicas alemãs. Só coisa gostosa. Se você gosta muito dessa comida, tem uma opção de pagar um valor fixo e poder comer à vontade, durante o almoço, em um self-service. Por lá tem salsichões, joelho de porco, chucrute (repolho) etc.

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A experiência é completa. Passamos a manhã toda lá. Ahh, recomendo chegar cedinho, já que por volta das 11h já está bem lotado.

Adorei tudo por lá! Não deixe de colocar a cervejaria em seu roteiro!

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Cervejaria Blumenau
Rua Arnô Deling, 388 – Itoupavazinha
Blumenau /SC
http://www.cervejariablumenau.com.br
@bardacervejablumenau

Duke’n Duke artesanal da cerveja ao burguer

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O Onde Beber Artesanal hoje vai mergulhar nas gordices da vida!

Minha dica é um restaurante que oferece um dos hambúrgueres mais conhecidos e tradicionais de Belo Horizonte. Além de conhecidos são hambúrgueres premiados!

Estou falando do Dunk’n Duke, Savassi, que une hambúrguer, steaks, cerveja artesanal e música boa.

O local: O ambiente parece aqueles antigos pubs ingleses, com a iluminação baixa (percebe-se pelas fotos) e com rock e jazz rolando no fundo. São poucas as mesas, por isso, o pub enche bem rápido. Mas a rotatividade é bem grande, pois muitos comem e vão embora.

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Para beber: Atualmente, são oferecidas duas cervejas de fabricação própria e dezenas de outros rótulos nacionais e importados dos mais diversos estilos. Dá para ficar perdido. Porém, optamos em tomar as cervejas da casa: a Duke Lager (R$16,90) e a Duke Six IPA (R$19,90). Todas bem gostosas e excelentes para acompanhar os burgeres que iríamos pedir. Eles têm drinks também.

Para comer: Como a casa é famosa pelos hambúrgueres, a gente pensa que só tem essa opção. Mas, não! Além das dezenas de opções de hambúrgueres, têm grelhados, saladas e outras opções.

Os burgeres são sempre homenagens a grandes músicos e artistas da música. Antes de trazer, eles perguntam o ponto da carne. Nós pedimos o Thelonious (Monk) – Pão Australiano, Burger dupla face de picanha e  peperoni, queijo, estepe com pimenta, presunto parma italiano e home sauce com tomate, manjericão e alho) – R$46

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E o Armstrong (Louis) – Pão exclusivo, burger de picanha 180g, bacon, alface americana, queijo prato, cebola roxa na manteiga e home sauce de tomate, manjericão e alho – R$39,90

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Maravilhosos os hambúrgueres. Todos vêm acompanhados de batata canoa ou chips (a sua escolha). Eu, sinceramente, achei que não fosse conseguir comer tudo. Mas, enfim, ralei, mas comi tudo…rs. Sai de lá rolando!

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Os valores são bem salgados, mas, uma vez ou outra, vale a pena. Tudo muito gostoso, atendimento rápido e excelente. Estão de parabéns!

Ah, eles sempre têm algumas promoções. Sigam eles nas redes sociais ou acesse o site deles para ficar por dentro.

Eles abrem para almoço e à noite.

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Duke´n Duke
Rua Alagoas, 1470 – Savassi
Belo Horizonte-MG
http://www.dukenduke.com.br
@dukenduke

#TBT: Zillertal- Chivito – Rio de la Plata (Montevidéu)

 

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No #tbt de hoje não vou falar de uma artesanal, mas, quem vai ou foi em Montevidéu com certeza tomou ou vai tomar dessa.

A Zillertal pode ser encontrada em todos os bares, restaurantes, venda e supermercados em Montevidéu. Pra mim, ela é a Stella Artois do Uruguai. O sabor e aroma são bem parecidos. No aroma, destaca-se o lúpulo mas também percebe-se aroma de malte e o metálico. No sabor, destaca o amargor do lúpulo que persiste. É uma cerveja gostosa de tomar, leve e refrescante.

Ela é uma Premium American Lager, com 5,5% de teor alcoólico. Acha ela de 330ml e 970ml. Das populares de lá, é a melhorzinha. Já falei da Patrícia aqui.

zillertalA Zillertal foi lançada em dezembro de 1990. Seu nome faz referência ao vale do rio Ziller em Tirol, na Áustria. Seus ingredientes incluem malte de cevada, adjuntos, lúpulo e aditivos químicos. 😦

Ela é fabricada pela FNC (Fábricas Nacionales de Cerveza S.A), a maior fabricante de bebidas do Uruguai que, desde 2007, faz parte da gigante AB-Inbev.

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Sua história começa em 1886, quando Conrado Niding inaugurou sucessivamente as cervejarias La Popular, A Vapor e La Montevideana. Durante as décadas seguintes, uma sucessão de vendas, compras e fusões foram dando volume ao negócio. Mas só em 1932, numa reação contra a crise mundial iniciada em 1929, é que a empresa ganhou o atual nome através da unificação de várias operações.


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Para manter a linha do popular, o prato típico deste TBT é um dos mais populares do Uruguai: o Chivito

O Chivito é um sanduíche à base de filé de carne macio feito na chapa. Normalmente, é servido em tamanho gigante e vem acompanhado de presunto (jamón), mussarela, bacon (pancetta), alface (lechuga), fatias de tomate e ovo cozido com maionese, além de uma porção de batatas fritas ou salada de batatas (ensalada rusa). Porém, há variações. Cada restaurante tem seu tipo especial de Chivito.

Não é nada diet, mas eu não estava pensando nisso. É gostoso demais. Depois que comi, não conseguia nem andar…rs

Comemos o chivito em um local bem famoso em Montevidéu, a Chiviteria Marcos, que tem diversas opções de chivito e outras cositas mas.

Não lembro qual eu pedi, mas pela foto e pela minha cara de felicidade era o melhor! 🙂


O ponto turístico do TBT também é algo bem popular no Uruguai o Rio da Prata (Rio de la Plata). Criado pelo desague das águas dos rios Paraná e Uruguai e do oceano, formando sobre a costa atlântica da América do Sul uma muesca triangular de 290 quilômetros de largura.

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Em Montevidéu, ele é bem grande, parece até praia. Sua orla, lá chamada de Rambla, fica lotada no final da tarde e finais de semana. Famílias, casais, turma de amigos vão para as Ramblas, que tem visto para o Rio para distrair, divertir, conversar, alguns velejam, pesacam e, quando tem sol, até pegam uma prainha (eles chamam o rio de praia). Sempre com o inseparável mate debaixo do braço. Já falei um pouco sobre isso aqui, no post sobre o Letreiro Montevideo.

O rio está em quase toda parte de Montevidéu, é muito bonito! Navegamos por ele quando fomos de Colonia del Sacramento (Uruguai) para Buenos Aires (Argentina). Aliás, ele separa os dois países.

Até o próximo tbt de Montevidéu!

Onde Beber Artesanal: Ateliê Wäls

Atenção: Estabelecimento Fechado Permanentemente. Mas, ainda é possível visitar a fábrica.

A minha indicação de hoje do “Onde Beber Artesanal” é um lugar que dispensa apresentações: o Ateliê Wäls.

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Um lugar moderno, com uma estrutura de cair o queixo! Ali funciona o restaurante/bar, adega, loja, escritórios, e a fábrica da cervejaria Wäls.

Já na entrada, você fica de boca aberta com a arquitetura, que inclusive ganhou um prêmio mundial de arquitetura.  Feita de madeira para lembrar o material usado nos barris e composto por curvas para harmonizar com a Serra do Curral que fica logo atrás do ateliê.

Tudo fica no subsolo. Para chegar, você precisa descer uma escadaria que, inclusive, tem uma vista bem legal de cima do restaurante. Ou, se preferir, tem elevador também.

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◊ O local:  É muito grande, com a decoração remetendo ao mundo cervejeiro.  O teto tem milhares de rolhas de cortiças, as luminárias lembram taças, na parede do bar tem milhares de garrafas, fora as centenas de barris espalhados pelo restaurante.

Como eu disse, a fábrica também fica no mesmo ambiente. Como a parede é transparente, dá para ver a produção a todo vapor.

Quem quiser fazer visita à fábrica, têm dias específicos para isso. Ainda não fiz, mas, está na lista.

Tem uma área externa também, onde cabem food trucks para dias de festas.

◊ Para beber: O cardápio é extenso, você fica até perdido. São inúmeros rótulos de cervejas. São 21 torneiras de chopp, sendo 10 delas opções de cervejas exclusivas produzidas no próprio Ateliê e servidas on tap, além das cervejas já existentes da marca, que estão plugadas nas demais torneiras ou em garrafas.

As bebidas exclusivas são mantidas em barricas de madeira onde mais de 100 mil litros de bebida, divididas em 12 variedades, estão envelhecendo e fermentando. Experimentamos vários!

Além das cervejas, tem drinks comuns ou os feitos com as cervejas, têm vinhos, espumantes, doses e opções não alcoólicas.

◊ Para comer: Assim como o cardápio de bebidas, o de comidas também é bem extenso. Ele é composto por entradas, petiscos, pratos, guarnições e sobremesas. Quando fomos, comemos o tradicional Filé com fritas; Fish & Chips (Tiras de peixe crocante com batata canoa e molho tártaro); e o Raízes Brasileiras (Batata canoa, baroa rústica e chips de batata doce com maionese Wäls). Todos muito gostosos. Os preços eram um pouco salgados.

Para quem quiser adquirir produtos da cervejaria, tem a lojinha com muitas opções de lembranças e presentes.

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Então é isso, seja para encontrar com a turma, com a família ou só ir de casal, esse lugar combina com tudo. O ambiente é agradabilíssimo. Vale a pena cada centavo gasto e cada quilômetro percorrido, já que fica um pouco distante da área central de BH!

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Ateliê Wäls
Endereço: Rua Gabriela de Melo, 566, Olhos D’água

Belo Horizonte – MG
Site: http://www.wals.com.br/atelie
Instagram: @ateliewals

Dicas de cerveja para o Verão

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O verão começa nesta semana, 21 de dezembro. Eu, particularmente, amo o verão. Deixa o sol esquentar, gente! As pessoas ficam mais felizes, os bares ficam cheios, muitas pessoas entram de férias, o trânsito fica mais vazio, você consegue chegar mais cedo em casa e haja cerveja para tanta coisa boa!

E, quando a gente vê aquela “lua”, como dizem por aí: “um sol para cada um”, o que a gente pensa? Me dá uma pilsen, me dá uma pilsen!

Pera aí! Nem só de pilsen vive o ser humano no verão.

Foi pensando nisso, que convidei uma pessoa querida, gentil e especial, que entende tudo dos “paranauê” para dar umas dicas de estilos de cervejas que são ideais para tomarmos nessa estação.

Mais conhecida como Gina Alcântara, a minha convida sempre foi apaixonada pelo universo das cervejas artesanais. Como trabalhou em um restaurante onde a carta de cervejas era gigante, ficou ainda mais inspirada e sentiu a necessidade de uma especialização. Foi aí que ela se tornou sommelière, que é o profissional altamente capacitado no serviço de cervejas.

Vamos às dicas da Gina?
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gina alcantara

Então, em pleno verão, nada nos impede de degustar uma Russian Imperial Stout, porém o fator drinkabilidade é fundamental. No verão, obviamente, temos a tendência a ingerir mais líquidos tanto para hidratação quanto para manter nossos corpinhos refrescados, portanto, cervejas leves tanto no corpo quanto no teor alcoólico são muito bem-vindas. Já nas estações mais frias, podemos abusar de cervejas encorpadas com o teor alcoólico mais elevado que trazem aquele aquecimento alcoólico gostosinho. Essas, sim, são cervejas para serem degustadas lentamente.

Quanto aos estilos de cervejas ideais para tomar no verão, são inúmeros. Mas, o que vai definir mesmo é o seu gosto pessoal. Particularmente, gosto muito das:

– Berliner Weisse (cervejas claras, leves, refrescantes, ácidas e bem carbonatadas);
– Gose (leves, ácidas, exóticas, com um toque salgado);
– American Pale Ale – APA  (estilo com muitas variações de cor, aroma e sabor, mas sempre refrescante);
– Helles (estilo tradicionalmente Alemão, mais especificamente de Munique, clara, límpida, sabor predominante de malte pilsen, corpo leve de baixo amargor e ABV)

Esses estilos caem muito bem no nosso verão escaldante devido ao baixo a médio teor alcoólico, corpo leve e sua refrescância, o que resumindo:  define a tal drinkabilidade.

Para se refrescar nesse calor, seguem dicas de algumas cervejas que tomei e indico dentro desses estilos que falei:

Löwenbräu – Original (Helles)
Bend Beer – Apa
Tarim – Pluma (APA)
Verace – Kings Cross (APA)
Bold Brewing – Psychedelic Weisse (Berliner Weisse)
Urbana – Lacto Vacillus (Berliner Weisse)
Cervejaria Baker – Chope Gose

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Hygina Gonçalez de Alcântara, carinhosamente chamada de Gina, é sommelière de cerveja e barista. Nascida na cidade de Diamantina-MG e moradora da capital dos botecos, Belo Horizonte, Gina já trabalhou com participação em eventos cervejeiros, com elaboração de cartas de cerveja, com degustações guiadas e com treinamento de brigada. Hoje, ela trabalha em uma growler station. Confira seu insta: @ginaalcantara_beersomm