Uma parada no castelo inspiração para o Walt Disney com direito a cerveja própria

20170522_104741.jpgA lembrança de hoje é um dos lugares que fui e fiquei de boca aberto. Estou falando do castelo Neuschwanstein, que fica perto da cidade de Füssen, a 2 horas de Munique, próximo também à fronteira da Áustria. Foram duas horas de trem que valeram a pena. Além do destino ser maravilhoso, o caminho para a cidade é lindo, bem interior europeu.

O idealizador do castelo era Luís II, Rei da Baviera. Fanático pela idade média, ele queria um castelo que homenageasse a época mais brilhante da história, segundo ele. Luís cresceu no outro castelo, o Hohenschwagau, que fica ali do lado. Ele foi coroado rei em 1864. Só que, dois anos depois, a Prússia tomou conta do país e Luís começou a viver num universo paralelo, como se ele fosse ainda o Rei da Baviera. O castelo começou a ser construído em 1869. Ele gastou as fortunas da família e se endividou muito para concluir o projeto, mas o projeto jamais acabava. Com o tempo, e com os seus credores já bem furiosos, o “rei” foi declarado louco e ele foi internado.

Luis, foi encontrado morto em 1886. Sem seu principal morador, o castelo foi aberto ao público para visitação alguns meses depois. Hoje, recebe 1.300.000 visitantes por ano.

Ao chegar na cidade, você já vê lá no topo aquele gigantesco castelo. Lindo, dá vontade de correr para chegar nele. Mas, calma, muita calma, que o caminho até lá é longo. Achamos mais aventureiro subir toda montanha a pé. Senti frio, calor, tudo no mesmo caminho. Pois tem muitas árvores. Quando as árvores sumiam, o sol queimava. Antes de chegar no castelo, tem um lago grande, parecendo cena de filme, com cisnes dentro e, ao fundo, os alpes austríacos com um restinho de neve. Olha que estávamos no final da primavera.

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Ao chegar perto do castelo, você não acredita, parece um conto de fadas. É um dos cartões-postais da Alemanha. Ele foi a inspiração para a criação do castelo da Cinderela na Disney, símbolo do Walt Disney.

Dentro dele, ficaram alguns móveis e utensílios da época. Mas, infelizmente, não pode tirar nenhuma foto. Está tudo guardado na memória, inclusive um quarto que imita uma gruta. O guia, em português, explicava tudo e contava toda a história que passou ali dentro. Você viaja, literalmente.

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A vista lá de cima é outra maravilha à parte. Com os alpes, montanhas e lagos. É surreal pensar como conseguiram construir um monumento desse tamanho, naquele local, naquela época!

Além desse castelo, tem um outro castelo, construído antes desse pela mesma família. O Castelo de Hohenschwangau, que também é gigantesco. Demoramos o dia inteiro na visita dos dois. Valeu a pena cada dor na perna. No inverno, deve ser lindo. Mas, não deve ser fácil chegar lá no topo com frio.

Antes de ir embora, passamos na ponte, onde tem a melhor vista do castelo Neuschwanstein. Embaixo, passa um rio. Dá muito medo, porque venta muito, pro celular voar, pouco custa.  Para quem tem fobia de altura, é melhor nem chegar perto. A sensação não é nada boa. Tiramos umas fotos e saímos logo. Descemos por umas trilhas, sinalizadas com placas.

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Pra minha surpresa, quando finalizamos o passeio, passei numa lanchonete já lá embaixo, o que achei? A cerveja do castelo. Sim, até o castelo lá tem cerveja em homenagem. Ah, tive que comprar e tomar ali mesmo, fresquinha (olha a foto ao lado como comprei ela, olha que foi tirada do freezer, nem suar ela suava…rs). Agora sim, estava pronta para voltar para Munique. Ufa!

Surra de fotos:


A cervejaria escolhida para esse #tbt é a Augustiner Bräu, uma cervejaria tradicionalíssima de Munique. Em minhas pesquisas sobre essa cervejaria, li que é a mais antiga de Munique em funcionamento até os dias de hoje. Mas sempre aparecem outras falando que é a mais antiga.

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Vou falar sobre a primeira que tomamos no restaurante da própria cervejaria, em Munique (Augustiner am Dom), a casa parece ser bem antiga. É bem escura, por isso as fotos não ficaram muito boas. Aliás, foi onde eu comemorei meu aniversário. 🙂

A Edelstoff – Exportbier, é uma Munich Helles, ou seja, uma cerveja leve, com alta drinkability. No aroma, sente-se o floral e herbal dos lúpulos utilizados, que equilibram muito bem com os maltes com características de caramelo. Um pouquinho cítrica e final pouco seco, além do leve amargor. Uma cerveja deliciosa como não poderia deixar de ser essas cervejas populares alemãs.

Além dela, nós tomamos uma Weiss e uma Dunkel, que dispensam comentários.

Para acompanhar essas delícias, pedimos um prato tipicamente alemão: Würstel Plate – Salsichas com repolho e salada de batata alemã.

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A Augustiner-Bräu Wagner KG, como já disse, foi criada em Munique, na Alemanha. Por ordem do arcebispado de Freising e do duque de Baviera, os monges da Ordem de Santo Agostinho (Augustinianos ou Augustiners), fabricavam cervejas. Isso, lá em 1328.

Os monges agostinianos forneceram cerveja para a família real bávara Wittelsbach até 1589, época em que a cervejaria Hofbräu foi fundada.

Em 1829, a família Wagner adquiriu a cervejaria Augustiner. As iniciais “J. W.” que estão no logotipo da cervejaria refere-se a Josef Wagner, que assumiu o papel de gerenciamento após a morte de sua mãe.

A Augustiner é vendida principalmente em Munique e seus  arredores. No exterior do sul da Baviera, ela é vendida, por exemplo, em restaurantes da Saxônia, como o Palácio da Caça de Augustusburg ou o Palácio de Lichtenwalde. Além disso, eles são encontrados em restaurantes selecionados em Wertheim, Berlim e Bregenz. Não é tão fácil achá-la fora de Munique.

Ela é umas das 6 cervejarias que podem participar do Oktoberfest original. Fazendo o tradicional desfile dos cavalos levando os barris de chopp para a Oktoberfest, mantendo assim uma característica da época em que a festa foi criada.

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64 cervejarias artesanais se unem para promover o estilo Catharina Sour

Simultaneamente, 64 marcas de cerveja artesanal independente apresentam, hoje, 19 de janeiro, uma nova Catharina Sour para o seu público. É o maior lançamento simultâneo já realizado no país. A ação é realizada pelo Movimento Toda Cerveja, um grupo que reune marcas de cervejas para agitar o segmento das artesanais e exaltar a diversidade das criações brasileiras.

Créditos: Divulgação

A missão das cervejarias é apresentar ao público o estilo Catharina Sour, o primeiro estilo brasileiro consolidado pelo Beer Judge Certification Program (BJCP), o principal norteador de estilos de cerveja no mundo. Ou seja, a Catharina Sour é o primeiro estilo de cerveja brasileiro.

Segundo Daniel Jeffman, um dos organizadores do Movimento, a escolha pela Catharina Sour foi debatida entre as cervejarias participantes dessa ação. “Nós dicutimos isso entre o grupo e chegamos a esse estilo. Decidimos homenagear esse feito inédito para o mercado (a Catharina Sour se tornar um estilo oficial). E escolhemos uma época do ano que tem potencial para ser o grande consumo sazonal de Catharina Sour, já que ela é leve, refrescante e tem o apelo do uso das frutas”, afirma.

As cervejarias que estão fazendo parte desse lançamento coletivo estão localizadas em 46 cidades que ficam em 10 estados diferentes: Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Juntas, elas produzem mais de 1,6 milhões de litros ao mês. No final, eu cito todas!

A representante de Minas Gerais é a cervejaria Küd, de Nova Lima, que lançou a Innuendo, uma Catharina Sour com Abacaxi, com teor alcóolico de 6,5% e IBU 20.

A lista de frutas que as cervejarias participantes escolheram é extensa. Entre elas estão: abacaxi, acerola, amora, araçaúna, butiá, cacau, café, cajazinho, cupuaçu, framboesa, goiaba, graviola, jaca, jabuticaba, variedades de laranja e limão, mamão, manga, maracujá, mirtilo, morango, pêssego, pitaya, seriguela, tangerina, variedades de uva e uvaia. Especiarias e outros itens como casca de laranja, capim cidreira, matcha e tomilho também fazem parte das combinações. Criatividade não faltou!

Os lançamentos estão sendo realizados nos bares das próprias cervejarias e também em pontos de vendas parceiros. A identidade visual da ação é a mesma, para facilitar que os consumidores de diferentes estados identifiquem o estilo e se sintam convidados a provar.

O Estilo Catharina Sour

O estilo foi criado em 2016, em Santa Catarina, porém, só foi incluído definitivamente no mais importante guia de estilos do mundo no final de 2021. De acordo com o BJCP, a Catharina Sour é uma cerveja refrescante de trigo, ácida e com frutas que normalmente apresentam um perfil tropical. No aroma, a fruta é identificada de forma imediata e a coloração também muda de acordo com a variedade selecionada. Especiarias, ervas e vegetais podem complementar a receita.

Sobre o Movimento Toda Cerveja

Criado em agosto de 2021 por cervejarias independentes brasileiras, o Movimento Toda Cerveja tem como objetivo realizar ações colaborativas entre marcas de todo o país para a disseminação da cultura cervejeira.

A iniciativa foi de Daniel Jeffmann (da Fat Bull Beer), Janderson Martini (da Old Captain) e Vinícius Cordeiro (das marcas Veterana e Ruradélica).

A primeira ação realizada pelo Movimento Toda Cerveja foi o Bitter Day, em setembro de 2021.

Confira os estados e as cervejarias participantes dessa ação coletiva. Todas estão sendo apresentadas no @todacerveja.

Ceará
Nery Brothers (Fortaleza)

Espírito Santo
Mestra (Serra)

Goiás
Templária (Catalão)
Dona Lupulina (Goiânia)

Minas Gerais
Küd (Nova Lima)

Mato Grosso
Heresia (Cuiabá)
Louvada (Cuiabá)

Paraná
Ade Bier (Castro)

Rio de Janeiro
Paranoide (Volta Redonda)

Rio Grande do Sul
4beer Cerveja e Cultura (Porto Alegre)
Babel Cervejaria (Porto Alegre)
Bierdron (Lajeado)
Alcebier (Novo Hamburgo)
Divisa (Santana do Livramento)
Paralelo 30 (Eldorado do Sul)
Ruizoca (Dom Pedrito)
Traum (Nova Petrópolis)
Danken (Vale Real) Diefen Bros (Porto Alegre).
Donner Craft Brew (Caxias do Sul)
Fat Bull Beer (Novo Hamburgo)
FIL (Gravataí)
Herzpille Cervejaria (Bom Princípio)
La Birra (Caxias do Sul)
Leoner Hof Craft Beer (Sapiranga)
Marek Cervejaria (Charqueadas)
Mater (Dois Irmãos)
Nahualli (Farroupiliha)
Nave (Pelotas)
Polvo Loco (Porto Alegre)
Proeza Beer (Santa Cruz do Sul)
Rübebeer Cervejas Artesanais Ltda (Novo Hamburgo)
Ruradélica Ales (Porto Alegre) Salva Craft Beer (Bom Retiro do Sul)
Suricato (Porto Alegre)
Titans Cervejas Especiais (Tapejara)
Velho Ébrio (Pelotas)
Veterana (Porto Alegre)
Zagaia (Itaara)
Baita Bier (Novo Hamburgo)

Santa Catarina
Armada Cervejeira (São José) Balbúrdia Cervejaria (Blumenau)
Biertal (Braço do Norte) Big jack Cervejaria (Orleans)
Blend Bryggeri (Criciúma) Bruxa Cervejaria (São José)
Alcatraz (Criciúma)
Maestro (Jaraguá do Sul)
Liffey Brew Pub (Palhoça)

São Paulo
Bela Beer (Santana de Parnaíba)
Beta Hops Brewing (Registro)
Cervejaria 77 (São Paulo)
Bragantina (Bragança Paulista)
Karma (Osasco)
Revoluta (São José do Rio Preto) Cervejaria Santista (Santos)
Urbana (São Paulo) Gård Cervejaria (Campos do Jordão)
Hops Craft Beer (Barueri) Miners Craft Beer Co. (São Paulo)
Racing Beer (Barueri)
Sonora (Paulínia)
Sorocabana (Sorocaba)
X Craft Beer (São Paulo)

Mulheres contribuem com o aumento do consumo de cerveja

Não é novidade que as mulheres estão cada vez mais inseridas no mundo da cerveja. Temos visto a presença delas em todos os espaços cervejeiros: nas fábricas durante a produção, como especialistas formadas e qualificadas falando sobre o assunto, atrás dos balcões vendendo e nas mesas dos bares, apreciando o líquido sagrado. Essa tendência de aumento das mulheres no meio cervejeiros foi comprovado no recente relatório divulgado pelo Consumer Insights, feito pela multinacional Kantar.

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De acordo com a pesquisa, o terceiro trimestre de 2021 registrou o maior número de consumidores da cerveja desde o terceiro trimestre de 2019. Houve um aumento de 27% no consumo. E, segundo esses dados, o perfil que mais contribuiu para essa alta foi o composto por mulheres de 40 a 49 anos, pertencentes às classes A e B. Por outro lado, mesmo que tenha tido um aumento do público que consome cerveja, caiu a frequência com que as pessoas, no geral, bebem. A frequência caiu em 42% na comparação entre o terceiro trimestre de 2019 e 2021. Os homens que fazem parte da mesma faixa etária e classe social, citada anteriormente, foram os responsáveis pela queda na frequência do consumo.

O estudo também apontou que a alta do público que consome a bebida é consequência direta da flexibilização das regras de distanciamento da Covid-19 e da reabertura gradual do comércio. E que a consumação ocorre, principalmente, em dois momentos: locais públicos e casas de amigos e familiares.

Em locais públicos, a presença das mulheres, em geral, cresceu 6,7pp nos últimos 12 meses. Em setembro de 2020, essa participação era de 14,5%, 12 meses depois, foi para 21,2%. Nas casas de amigos e familiares, por sua vez, o consumo cresceu 4pp, atingindo 18,3%, segundo Hudson Romano, gerente sênior de consumo fora do lar da Kantar.

Ainda é importante ressaltar que a preferência por cerveja cresceu, principalmente, em momentos de happy hours e aos fins de semana. Neste contexto, o aumento foi de 10pp, chegando a 45% das preferências.

Lembrando que, não significa que as mulheres estão bebendo mais que os homens, mesmo porque fazer uma disputa dessa não é nada saudável. A pesquisa aponta apenas que mais mulheres passaram a consumir cerveja. E digo mais, esses números podem ter aumentado pelo fato de mais mulheres passarem a confirmar que tomam cerveja. Falo isso porque, há alguns anos, devido ao preconceito, muitas mulheres não bebiam ou não falavam que bebiam cerveja.

Como eu sempre digo, quanto mais mulheres estiverem no mercado e nas mesas de bares, falando sobre o assunto, bebendo cerveja com moderação e mostrando que mulher pode e entende de cerveja, outras se sentirão à vontade para entrar nesse mundo caso ainda não esteja ou, se já estiver, não ter receio de falar que é adepta à umas cervejinhas!

Alguém ainda tem dúvida que mulher combina com cerveja.

#TBT: Uma pausa no principal biergarten de Munique para tomar uma cerveja

Depois de tanto bater perna por Munique, que é não é nada pequena, uma pausa é sempre merecida.

Aliás, andamos mais do que precisávamos pois as ruas são bem confusas.  Com isso ficávamos rodando igual um peru perdido, passando pela mesma rua mais de uma vez. Mas no final, a gente riu de tudo isso.

Para dar uma pausa na andança, escolhemos estacionar no Viktualienmarkt, o mercado de alimentos mais famoso de Munique, que fica numa enorme praça, no centro da cidade. Com mais de 200 anos de existência, é lá que os moradores da cidade vão para “fazer a feira” e os turistas vão para fazer uma pausa, comer e beber. Lá possui tendas que vendem pães, queijos, peixes, flores, temperos, vinhos, linguiças, salsichas e frutas exóticas. Mas, o que nos atraiu mesmo foi o biergarten da feira, bem típico alemão: um jardim grande, aberto, cheio de gente, com as mesas de madeira compartilhadas e restaurantes ao seu redor no estilo self-service.

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Como em todos os Biergarten, lá você se serve e compartilha a mesa com as demais pessoas. Os garçons apenas retiram o lixo e os canecões das mesas. Lá, você encontra todas as principais cervejas de Munique, tanto em garrafa quanto em chope. Fomos dois dias. O primeiro dias estava supertranquilo, mais vazio. Já o segundo dia…

Além tomarmos a Paulaner Hefe-Weissbier tradicional e a Hefe-Weiss Dunkel, comemos as comidas mais típicas que tinham por lá: Cachorro Quente e salsichão com ketchup, curry e batata frita. 

 

No outro dia, que estava lotado, custamos para achar lugar para sentar. Muita gente, todos se divertindo, falando alto, uma alegria só!

Aí você precisa estar de coração aberto. Pois, os bancos são tão colados que a pessoa sentada atrás de você praticamente escora as costas na suas costas. Fora os fumantes. Trocamos de lugar duas vezes porque os fumantes não importam se você fuma ou não. E fica aquela fumaça subindo embaixo do seu nariz (super alérgica detectada). Mesmo depois que trocamos, tinha mais fumante do lado, aí desistimos e tentamos conviver com aquele incômodo. 

Tirando isso e os atendentes que não têm paciência de entender pessoas que não falam alemão, as pessoas que frequentam ali são supersimpáticas, conversam com você (mesmo você não entendendo nada). Quando chegamos na mesa com nossos copos, o moço do lado nos desejou saúde (isso eu entendi: Pröst) e disparou a falar em alemão, eu só olhei e falei “eu não anderstende”. Ele entendeu, deu uma risadinha e continuou conversando com o pessoal que estava com ele. 

20170521_174900Quando fomos, o Maibaum (Árvore de Maio ou Mastro em alemão), de 2017, estava decorando o meio da praça. Maibaum é esse mastro gigante (foto) pintado de azul e branco (as cores da Baviera) que é trocado e erguido todo ano, no dia 1º de maio, para celebrar a chegada da primavera. Nesse dia, é feita uma grande festa na praça!

Pela tradição, o Maibaum precisa ser erguido sem máquinas, os homens da cidade fazem esse serviço. Porém, algumas cidades, com essa tradição, utilizam guindastes para essa tarefa.

O mastro é feito pelos moradores locais. E o interessante é que há uma tradição em que o Maibaum, enquanto fica esperando o dia 1º para ser erguido, pode ser “roubado” por moradores das vilas vizinhas. Por isso, são organizados turnos para vigiar o mastro. E, por outro lado, algumas pessoas se organizam para roubar o mastro alheio. Às vezes, os “ladrões” conseguem roubá-lo. Quando isso acontece, o Maibaum precisa ser resgatado e,  normalmente, o preço do resgate é uma grande mesa com comidas e cervejas. Tudo não passa de uma brincadeira tradicional não só de Munique, mas de outras cidades do interior da Alemanha. Ah, depois de erguido e abençoado pelo reverendo, o mastro não pode mais ser roubado.

Após o Maibaum ser levantado inicia-se a solenidade onde é hasteada a bandeira ou flâmula que é acompanhado pelo hino da cidade, a plateia comemora com cervejas e salsichas, enquanto jovens rapazes da comunidade fixam no Maibaum os símbolos de várias profissões manuais e artesanais existentes na comunidade ou vila. Tudo isso é acompanhado pela música e por danças em torno do Maibaum. 
 

É muita cultura minha gente.

Foto: angelinawittmann.blogspot.com

É claro que nesse #tbt não pode faltar o review de uma das cervejas que bebi nessa parada. E a cerveja escolhida é o ícone de Munique, que você acha em qualquer 20170521_185709.jpgbar ou restaurante dessa cidade, a Paulaner Hefe-Weissbier Naturtrüb, uma cerveja de trigo não filtrada, que eu salivo só de pensar nela.

Apesar de ser de trigo, é uma cerveja que não desce muito pesada. Em seu aroma e sabor, é possível sentir as clássicas notas de banana e cravo vindas das leveduras. No sabor, ela tem um suave adocicado, notas frutadas e amargor quase imperceptível. Por não ser filtrada, ela tem essa cor turva. 

É uma delícia!!! Por ser fácil de beber, ela é conhecida na região da Bavaria como “cerveja para o café da manhã”. Seu teor alcoólico é de 5,5%. De boa!

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A Paulaner Brauerei München produz cervejas desde 1634, em Neudeck ob der Au (Munique). A cerveka era feita pelos monges da Ordem dos Mínimos, conhecidos como os “Paulaners” por ser uma ordem religiosa fundada por São Francisco de Paula. Os monges produziam a Paulaner Salvator para consumo próprio durante a quaresma. Somente em 1780, eles conseguiram autorização para vender a cerveja. Ainda hoje, a marca carrega o nome e a tradição da ordem sendo que o monge retratado na logomarca da cervejaria é o próprio São Francisco de Paula.

Atualmente, a Paulaner conta com seis rótulos de linha em sua produção. É considerada a maior cervejaria de Munique, a sua cerveja do estilo Münchner Hell é a mais vendida do mundo no estilo. Além disso, a cervejaria é uma das seis que podem oferecer suas cervejas na maior festa cervejeira do mundo, a Oktoberfest!

Outra curiosidade é que a Paulaner, desde 2003, patrocina o time de futebol Bayern de Munique.  Em final de campeonato, é distribuído Paulaner para os torcedores e jogadores (que ruim!). A comemoração de títulos do time é feita com o tradicional copo gigante da marca e o banho de cerveja dos jogadores.

Aqui, eu conto como foi minha visita na Allianz Arena, estádio do Bayern de Munique.

Espero que tenha gostado de mais esse passeio carregado de informações e curiosidades!

Cerveja sem álcool: Uma tendência que chegou para ficar

Hoje em dia, tem aumentado o número de pessoas que buscam um estilo de vida com hábitos mais saudáveis. E, para manter o equilíbrio na dieta sem deixar de lado a cervejinha, muitas pessoas passaram a consumir a cerveja sem álcool.

As marcas de cerveja premium e especiais perceberam uma lacuna nesse mercado, ou seja, não havia muita opção de cerveja sem álcool saborosa, e enxergaram isso como uma oportunidade. Isso fez com que as cervejas sem álcool passassem a ganhar cada vez mais espaço nas prateleiras. Cervejas essas saborosas que dão prazer em beber.

Lembrando que as cervejas sem álcool atingem não somente o público “fit”, mas também aqueles que vão dirigir, as grávidas, pessoas que estão tomando medicamentos e pesosas que, por questões religiosas, têm restrição de bebida alcoólica em determinados dias. 

De acordo com a legislação brasileira (Instrução Normativa nº 65/2019), somente podem ser classificadas como “Cerveja sem álcool” ou “Cerveja desalcoolizada”, aquelas com conteúdo alcoólico inferior ou igual a 0,5%. Ou seja, é permitido que a cerveja SEM álcool tenha até 0,5%. Com isso, no rótulo da cerveja sem álcool, somente é permitido o uso da expressão “zero álcool”, “zero % álcool”, “0,0%”, ou similares, no produto que contiver até 0,05% v/v de álcool residual. Caso tenha um volume superior ao de 0,05% v/v é preciso informar no rótulo que contém álcool e a quantidade.

Por isso, é importante ler o rótulo da cerveja antes de consumi-la. Pois, é perimitido que as SEM álcool contenham até 0,5% de teor alcoólico.

Como é feito a cerveja sem álcool?

Existem vários métodos para produzir uma cerveja sem álcool. Dois processos de produção se destacam que são: Fermentação interrompida e Destilação a vácuo.

Fermentação interrompida: Nesse processo, o mosto (que são os maltes e demais grãos fervidos) é produzido e transferido para o tanque de fermentação. A fermentação é feita em temperatura mais baixa e é interrompida em poucas horas através de abertura a frio. Essa interrupção, faz com que as leveduras morram interrompendo, assim, o processo de produção do álcool. Entretanto essas poucas horas são suficientes para que a bebida adquira algumas características similares às da cerveja como cor, sabor e aroma, mas também tenha uma pequena quantidade de álcool que pode ser de até 0,5% segundo a legislação brasileira.

Aqui, as cervejas costumam ficar mais adocicadas, já que parte do açúcar que deveria ter sido consumido pela levedura continua na bebida. Com isso, esse método tem sido pouco utilizado.

Exemplo: Cerveja 0,0 – Estrella Galícia

Destilação a vácuo: Nesse processo, a cerveja é produzida normalmente (seguindo passo a passo o processo de fabricação de uma tradicional cerveja alcoólica), porém, ao final, o álcool é retirado da bebida por destilação à vácuo e à baixa temperatura. Dessa forma, as cervejas produzidas com esse método têm realmente 0,0% de teor alcoólico. Esse é o processo mais utilizado atualmente e mais eficaz para produção da cerveja sem álcool, pois retira totalmente o álcool da bebida e ainda faz com que as características sensoriais da cerveja sejam mantidas. 

Porém, devido aos processos pelos quais os compostos passam, visto que eles também podem sofrer mudanças com a temperatura e a filtragem há uma variação discreta no sabor.

Exemplo: Session Free – Wäls e Heineken 0.0

Um terceiro método existente é o de Osmose Reversa. Ele também é bastante eficaz, mas pelo maior custo e complexidade é ainda pouco utilizado mundialmente.

Percebe-se que não é um processo tão simples. Mas, que dá para ser feito.

Espero que mais cervejarias possam aderir a esse movimento. Pois, além de ser uma forma de incluir mais pessoas no mundo cervejeiro, essas cervejas trazem benefícios à saúde.

Benefícios da Cerveja Sem Álcool

A cerveja com álcool, em moderação, já tem diversos benefícios à saúde. As sem álcool, ainda tem o benefício da retirada do álcool. Caso não saiba, o álcool contribui com a caloria da bebida alcoólica. Quanto mais álcool, mais caloria a bebida tem.

Os cereais como o malte, por exemplo, são fonte de vitaminas do complexo B, diretamente ligadas aos mecanismos de produção de energia no organismo. Entre elas, aliás, cabe destacar a vitamina B9, ou ácido fólico, que está relacionada à saúde cardiovascular e neurológica. 

Outro ponto importante é a quantidade de compostos bioativos de ação antioxidante presentes na cerveja. O lúpulo é uma erva utilizada no processo de fermentação e é rico em vários desses compostos benéficos. O consumo regular de substâncias antioxidantes é importante para a manutenção das células, a geração de energia e a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis [males cardiovasculares, câncer…], a maior causa de mortes no mundo.

A cerveja sem álcool também ajuda a hidratar. Grande parte da sua composição é água, e a bebida ainda possui minerais como o sódio e o potássio, que perdemos por meio do suor. A não reposição desses nutrientes pode levar à desidratação e é por isso que esse tipo de cerveja pode servir como repositor hidroeletrolítico em dias quentes e após a prática esportiva, indicado para atletas.

Curiosidades

– Segundo uma Universidade de Indiana (EUA), o gosto da cerveja, mesmo sem seus efeitos alcoólicos, pode ser suficiente para desencadear a liberação de dopamina e provocar a sensação de prazer geralmente associado com o consumo de álcool.

– Pesquisas na Alemanha apontam que atletas que consumiam cerveja sem álcool regularmente e participaram de uma competição tiveram redução de inflamações musculares.

– A cervejaria escocesa Brewdog, em janeiro de 2020, abriu o primeiro bar do mundo destinado apenas a cervejas sem álcool.

Dicas de Cervejas Sem Álcool

Primeiro, minhas top três:
1º: Wäls Session Free, Session IPA sem álcool
2º: Paulaner Hefe-weissbier Non-Alcoholic
3º: Heineken Zero Álcool

Mais 15 dicas para todos os bolsos e gostos:

– Erdinger Alkohofrei
– Leuven Kindon – American Wheat Beer sem álcool
– Destroyer – Pilsen Zero Álcool
– Roleta Russa Easy IPA – IPA sem álcool
– Estrella Galicia 0,0
– Estrella Galicia Black 0,0
– Estrella Galicia Tostada 0,0
– Campinas Cervejaria IPA Zero
– Hoegaarden 0,0% – Witbier sem álcool
– Warsteiner Fresh – German Pils sem álcool
– Dádiva Sem Álcool – Golden Ale sem álcool;
– Blondine Session IPA Zero Álcool;
– Blondine Session IPA com maracujá Zero Álcool 
– Baltika Zero – Witbier sem álcool
– Plier Malzbier Zero Álcool

No Instagram, eu criei uma pasta só com os posts de Cerveja Zero. Eu falo sobre todas essas cervejas. Para ver todas é só passar passar as imagens. Para ler a minha análise sobre cada uma, é só clicar na imagem da cerveja que aparecer. Clique aí para conferir essa seleção: Dicas de Cerveja Sem Álcool

Já ouviu falar no Dry January (Janeiro seco): o desafio de ficar sem consumir bebidas alcoólicas em janeiro? Falei sobre isso nesse post, clique ai: Dry January

Fontes:
www.bardocelso.com
saude.abril.com.br/alimentacao/cerveja-sem-alcool-faz-bem
http://www.edisciplinas.usp.br

“Janeiro seco”: o desafio de ficar sem consumir bebidas alcoólicas em janeiro

As confraternizações de dezembro e as festividades de final de ano são sempre regadas de muita comida e bebida. E quem gosta de aproveitar cada minuto já sabe, dia 1º de janeiro é o dia Nacional da Consciência Pesada. Junta esse excesso com a necessidade de refletir e repensar sobre o novo ano, muitas pessoas começam a se planejar e criar metas para o ano que chegou e uma meta que não falta é o cuidado com a saúde.

Para incentivar as pessoas a serem mais saudáveis e a repensarem o consumo do álcool, no Reino Unido, janeiro é marcado pelo movimento “Dry January”, em que é incentivado o não consumo de bebidas alcoólicas durante todo o mês, em prol de uma melhoria no bem-estar.

Esse movimento surgiu após a iniciativa da britânica Emily Robinson de inscrever, em 2011, para sua primeira meia maratona. A corrida aconteceria em fevereiro, e para facilitar o treinamento, ela decidiu desistir das bebidas alcoólicas em janeiro. Os efeitos foram positivos, Robinson perdeu peso, dormiu melhor e sentiu maior energia para correr.

Em 2012, Emily decidiu cortar o consumo de álcool novamente em janeiro e começou a trabalhar na organização Alcohol Change UK. Em 2013 o projeto “Dry January” foi lançado oficialmente como um desafio para a poupalão inglesa. Naquele ano, 4.000 participantes voluntários aderiram ao desafio. Em 2021, mais de 130.000 pessoas se inscreveram para iniciativa. A regra é uma só: sem álcool desde quando você acorda no dia 1º de janeiro até o dia 1º de fevereiro.

O lema é o seguinte: Não se trata de desistir de nada. É sobre receber algo em troca. Recupere sua diversão. Recupere sua energia. Recupere a sua calma. Pegue VOCÊ de volta.

Desde então, todos os anos a campanha acontece e conta até com um aplicativo aplicativo Try Dry, que auxilia no monitoramento do consumo de álcool, a definir metas pessoais, além de oferecer informações, como calorias e dinheiro economizado por não beber.

Os benefícios

Em 2019, a Universidade de Sussex publicou um estudo que mostra os resultados dos participantes da campanha no ano anterior. Mais de 70% deles disseram que estavam dormindo melhor, 67% com mais energia ao longo do dia e 54% perceberam uma melhora na pele.

Os benefícios ainda vão além: 88% disseram que a campanha se converteu em economia financeira e 82% alegaram estarem refletindo sobre o consumo da bebida alcoólica.

Segundo a campanha, “mais importante ainda: é uma forma de redefinir sua relação com o álcool e beber de forma mais saudável o ano todo”.

Pende nisso!

Desde que começou a pandemia, em março de 2020, temos lido reportagens, ouvido depoimentos de que as pessoas, pelo fato do isolamento social, têm consumido mais bebida alcoólica.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro do Fígado (Ibrafig) mostra que 55% da população brasileira tem o hábito de consumir bebidas alcoólicas, sendo que 17,2% delas declararam aumento do consumo durante a pandemia de Covid-19, associado a quadros de ansiedade graves por conta do isolamento social.

Portanto, é sempre bom repensar nos seus hábitos, não só em relação a bebida alcoólica, mas também em relação à prática de exercício físico e à alimentação mais saudável.

Como eu sempre digo no meu Instagram, o equilíbrio é sempre a melhor maneira de viver com qualidade.

Topa o desafio?

Eu faço isso desde 2018. E só descobri esse desafio este ano. Sempre fiz isso por causa dos excessos do mês de dezembro. São muitas confraternizações, muitos encontros, ainda tem o recesso de fim de ano, e a gente acaba comendo e bebendo mais do que precisa

Por isso, todo dia 1º de janeiro eu paro de beber bebida alcoólica e só volto no dia 1º de fevereiro. Afinal, o corpo vai precisar ter força para mais 11 meses. Um mês é só uma respirada, uma puxada de fôlego. Não faz falta mesmo, ainda mais que, agora, temos diversas opções de cerveja sem álcool de qualidade.

Durante o mês, eu fico na cerveja sem álcool. Por quê? Porque suco é muito mais calórico e refrigerante nem se fala.

Então, se você quiser fazer esse desafio, pode ser em outro mês, o importante é dar um tempo de um mês. Aí vão dicas de cerveja sem álcool boas de tomar que vão fazer você não sentir falta da cerveja com álcool. Atenção! Algumas podem conter até 0,5% de teor alcoólico, o que é permitido pela legislação brasileira:

Dicas de Cervejas Sem Álcool

Primeiro, minhas top três:
1º: Wäls Session Free, Session IPA sem álcool
2º: Paulaner Hefe-weissbier Non-Alcoholic
3º: Heineken Zero Álcool

Mais 15 dicas para todos os bolsos e gostos:

– Erdinger Alkohofrei
– Leuven Kindon – American Wheat Beer sem álcool
– Destroyer – Pilsen Zero Álcool
– Roleta Russa Easy IPA – IPA sem álcool
– Estrella Galicia 0,0
– Estrella Galicia Black 0,0
– Estrella Galicia Tostada 0,0
– Campinas Cervejaria IPA Zero
– Hoegaarden 0,0% – Witbier sem álcool
– Warsteiner Fresh – German Pils sem álcool
– Dádiva Sem Álcool – Golden Ale sem álcool;
– Blondine Session IPA Zero Álcool;
– Blondine Session IPA com maracujá Zero Álcool 
– Baltika Zero – Witbier sem álcool
– Plier Malzbier Zero Álcool

No Instagram, eu criei uma pasta só com os posts de Cerveja Zero. Eu falo sobre todas essas cervejas. Para ver todas é só passar passar as imagens. Para ler a minha análise sobre cada uma, é só clicar na imagem da cerveja que aparecer. Clique aí para conferir essa seleção: Dicas de Cerveja Sem Álcool

Aqui, eu falo como é retirado o álcool da cerveja e mais informações e curiosidades sobre as cervejas sem álcool.

Para saber mais sobre o Dry January | Alcohol Change UK, acesse: https://alcoholchange.org.uk/

#TBT: Hofbräuhaus Munique com para na Prefeitura

O retorno do #TBT é em alto estilo. Aterrizando na Hofbräuhaus de Munique, onde tudo começou.

A Hofbräuhaus original de Munique, a primeira, foi fundada em 1589 pelo Duque William V da Baviera para evitar ter que comprar cerveja da baixa Saxônia. A cervejaria era exclusiva do Duque. Apenas em 1828, a cervejaria foi aberta ao público. Durante a Segunda Guerra Mundial, toda a estrutura da cervejaria foi destruída num bombardeio, porém foi reconstruída em 1958.

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Na cervejaria é servido pratos típicos da Alemanha como joelho de porco, salsichas, saladas de batata e chucrutes. Não tenho nenhuma foto de pratos porque chegamos depois das 22h. Em todos os lugares que fomos em Munique eram assim, param de servir comida neste horário. E, às 23h, não servem mais cerveja. Para quem fica batendo perna até 21h (quando começa a escurecer por lá no horário de verão), 22h está cedo demais. Tivemos que ir adaptando e passamos a voltar mais cedo dos passeios.  Nossa sorte é que passaram umas vendedoras de pretzel (pão tradicional por lá), igual passa por aqui os vendedores de amendoim. Salvou a noite!

As cervejas não são tão variadas: Helles, Dunkel, Weiss, Radler (cerveja com limão), uma sazonal e uma sem álcool.

Tomei a Hofbräu Dunkel – cerveja escura com sabores de malte, com notas de chocolate e um toque de café. Tem um aroma leve. Álcool: 5,4%. Típica alemã. Tomei no Mass Krug, esse canecão de 1 litro.

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Cara de alegria

E para nos sentirmos ainda mais na Alemanha, rola uma banda que toca músicas tradicionais alemãs. E é uma verdadeira festa. Todos dançando e cantando, alguns em cima da mesa, pulando. E, quando tocam a famosa “Ein Prosit, ein Prosit der Gemütlichkeit” é o ápice. Todos levantam os seus canecões, cantando, brindam com os que estão a sua volta. É muito legal ver esse momento!

Do lado de dentro tem aqueles mesas e bancos imensos de madeira, compartilhados, onde você senta com outras pessoas. Já no quintal, ficam mesas mais individuais. Mas lá, os garçons custam para chegar. Ô luta!

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Outra coisa que achei interessante: As pessoas levantam da mesa, deixam o prato e a caneca de chope cheios e sozinhos, e nenhum garçom vai retirar. Deixam lá. Lá você tem essa liberdade, nenhum garçom querendo tirar seu chope para trazer mais.

Todo mundo deveria ter a oportunidade de passar um dia nesse lugar. Lá a gente mergulha na cultura alemã. Dá vontade de a noite não acabar nunca mais.

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O Ponto turístico escolhido para esse #tbt é o gigante e maravilhoso prédio da Prefeitura de Munique chamado de Neue Rathaus (Nova Prefeitura), construído entre 1867 e 1908 em estilo Neogótico. Sua cor é bem sóbria, parece aqueles castelos de filme de vampiro. Se quiser, pode subir em sua torre, de onde dá para ver boa parte de Munique.

Prefeitura

Sua atração principal é um relógio, conhecido como Glokenspiel.  Em determinadas horas do dia, esse relógio começa a tocar uma música e bonecos de madeira saem de dentro da construção dançando, deixando eufóricas centenas de turistas que por ali ficam só na expectativa de ver o espetáculo. As danças representam dois momentos históricos da cidade. Por sorte, chegamos juntos com os bonecos.

Bonecos

A Nova Prefeitura fica na Marienplatz, o ponto turístico mais famoso de Munique. Ali passam milhares de pessoas por dia. E tem de tudo, lojas de souvenires, de roupas, “camelôs”, restaurantes, cervejarias. Mistura o antigo com o moderno, o que acontece em toda Munique. Dá vontade de ficar ali por horas!

Prefeitura

Prefeitura

Espero que tenha gostado de aterrizar em Munique comigo!

Como é colocado o álcool na cerveja

Todo mundo já deve ter se perguntado: Mas como coloca álcool na cerveja?

Não! O álcool não é colocado na cerveja!

O álcool não é incluído, mas sim formado durante a fermentação, que é uma das etapas da fabricação da cerveja. Por isso, a cerveja é conhecida como bebida alcoólica fermentada.

mosto

Ao cozinhar os maltes e outros grãos, caso haja, obtêm-se o que é chamado mosto (foto ao lado). Esses grãos possuem amidos, que são macromoléculas que precisam ser quebradas em moléculas menores, os açúcares fermentáveis. São esses açúcares fermentáveis que vão alimentar a levedura. Antes, precisamos lembrar que a levedura é um fungo e, todo ser vivo, para se manter vivo precisa se alimentar.  Veja aqui sobre leveduras

leveduraAo resfriar o mosto, as leveduras são colocadas nele para que elas possam se alimentar. As leveduras terminam sua digestão gerando álcool e gás carbônico. Falando de uma forma mais simples, as leveduras comem esses açúcares fermentáveis e os transformam em álcool e gás carbônico. Por isso, muitos brincam que a verdadeira mestre cervejeira é a levedura.

É nesta etapa que começa a ser definida a quantidade de álcool que a bebida terá. Alguns fatores influenciam a graduação alcoólica: Quanto mais ingredientes colocar para fazer o mosto, mas açúcares serão fornecidos para a levedura. E quanto mais alimentos der para a levedura consumir, mais álcool ela vai produzir.

fermentação

O tempo que as leveduras ficam se alimentando, também vai definir a porcentagem de álcool de uma cerveja. A fermentação pode durar de uma semana a meses. Se deixar pouco tempo fermentando, ou seja, se deixar a levedura se alimentar por pouco tempo, terá menos álcool.

As cervejas não possuem teor alcoólico muito alto, como os destilados, porque a produção do álcool é oriundo apenas da levedura cervejeira. Essa levedura não consegue consumir muita quantidade de alimento. Por isso, o normal é chegar, no máximo, a 12%

Enfim, assim “surge” o álcool na cerveja!

Lembrando que a presença do álcool interfere também no aroma e no sabor da cerveja.

Cada estilo tem uma faixa de graduação alcoólica

Cada estilo de cerveja entra num patamar de percentual alcoólico. Existe um guia de estilos, o Beer Judge Certification Program (BJCP) que define essa faixa. Há quem não siga essas regras, mas aí estará fazendo uma bebida fora do estilo apenas. Uma Stout, por exemplo, não deve ter mais de 10%, pois a sua faixa está entre 4% a 5%. Porém seu sub-estilo Russian Imperial Stout, por exemplo, pode ter mais de 10%. Uma Pilsen tem entre 4,2% e 6% de álcool, já uma Doppelbock pode ter entre 7% e 10% de álcool.

O teor alcoólico e a temperatura da cerveja

O teor alcoólico de uma cerveja vai definir em qual temperatura ela deve ser degustada. Cervejas menos alcoólicas devem ser servidas com menores temperaturas (mais geladas). Já as mais alcoólicas, são melhor degustadas quando estão em temperaturas mais baixas (de frias a temperatura ambiente).

Veja aqui sobre temperatura da cerveja.

Como calcular o álcool?
Qual a função do álcool na cerveja?
Essas perguntas já respondi no post sobre o ABV – Alcohol by Volume

Aqui, eu falo como é retirado o álcool da cerveja e mais informações e curiosidades sobre as cervejas sem álcool.

Espero ter ajudado com mais essas informações!😊

#TBT: Franziskaner – Tiergarten (Berlim)

Franziskaner

Hoje, é o último #TbtEmBerlim e, é claro, não poderia ser diferente. Tudo que representa muito bem a cidade: biergarten + weissbier

E para fechar com chave de ouro, eu escolhi a minha queridinha das de trigo alemã (weissbier), a Franziskaner Hefe-Weissbier Naturtrüb (não-filtrada), fabricada pela Franziskaner-Brauerei.

Essa cerveja dispensa comentários ou apresentações. Mas, vamos lá. Ela é superrefrescante e leve. Seu aroma é predominantemente frutado devido a fermentação que continua dentro da garrafa. Seu sabor também é frutado, levemente doce. Nele, é possível sentir a presença da banana, do trigo e do cravo. Mas nada de exagerado!

Feita com água, malte de trigo, malte de cevada, extrato de lúpulo e fermento, ela tem 5% de teor alcoólico.

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Essa cervejaria é considerada a mais antiga de Munique, Alemanha. Surgiu em 1363. O nome ‘Franziskaner’ deve-se ao mosteiro franciscano que ficava ao lado da cervejaria. Em 2005, se fundiu com o grupo Ab-Inbev para conquistar novos territórios, como aqui no Brasil.

Hoje, ela possui 12 rótulos, todos seguindo a Lei da Pureza Alemã, utilizando apenas os 4 ingredientes principais. Ah, e para servir as cervejas de trigo é preciso usar o copo correto e seguir um rigoroso procedimento. Vale a pena fazê-lo para se ter uma melhor experiência durante a degustação.

Franziskaner-Weissbier

A Ambev importa para o Brasil somente três desses rótulos: a Dunkel, a Hell e a Kristall-Klar.


O ponto turístico escolhido é o Parque Tiergarten. Onde nós tomamos essa cerveja. É o lugar mais alemão que achamos em Berlim. Com 2,1 Km² de extensão, é o segundo maior parque da cidade. Ele é tão gigante, que tem várias atrações. Ótimo para relaxar, passear, porém, como estávamos só de passagem, optamos ficar na parte onde tinha uma cervejaria a céu aberto, ou seja uma biergärten.

Biergärten siginifica Jardim de Cerveja em português. São áreas comuns, onde há grandes mesas, usadas para Stammtischs (o happy hours, reuniões de amigos dos alemães), para almoços, conversas, piqueniques, sempre regado a cerveja. São como praças de alimentação ao ar livre, com árvores, bares e restaurantes no entorno.

O biergarten que fomos chama-se Café am Neuen See. Lá tem diversos mesões de madeira espalhados e um espaço self-service, onde você pega sua cerveja (tinha Frankiskaner e Lowenbräu), sua comida (típica alemã), coloca no bandejão, paga e procura uma mesa compartilhada para comer.

O espaço conta com muitas árvores, que ajudam a esconder o sol, por isso é bem fresco. E tem um lago, onde pode alugar canoas e passear.

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Pra variar, comemos pretzel (pão típico alemão, com uma casquinha salgadinha delícia), além de umas carnes processadas com salada de batata cozida e molho. A sobremesa foi outra comida a cara da Alemanha: Apfelstrudel, a torta de maçã.

Se eu pudesse, ficaria o dia todo lá. Mas tinha muita coisa pra conhecer ainda. Comemos, descansamos um pouco e continuamos nosso passeio.

Veja mais fotos desse lugar que adoramos ir.

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O que faz um Sommelier de Cerveja?

Afinal, o que faz um Sommelier de Cerveja?

O Sommelier, em geral, é aquele profissional que “executa o serviço especializado de bebidas”.

O papel do profissional sommelier é descobrir, interpretar e acolher os desejos do consumidor apresentando a ele todas as opções possíveis. O consumidor é sempre o foco principal do trabalho de um sommelier de cervejas. É para ele que voltamos nossa atenção. Sendo assim é preciso despir-se de qualquer preconceito em relação a gosto, preferências, simpatias ou antipatias em relação aos variados estilos de cerveja disponíveis.

O campo de atuação de um sommelier de cervejas é amplo no que se refere às várias fases do consumo. Ele pode atuar tanto diretamente com o consumidor final quanto nos bastidores.

São atividades de um sommmelier:

– Indicar e sugerir cervejas e harmonizações;

– Promover eventos de degustação e harmonização;

– Atuar em bares, restaurantes e hotéis e, desta forma:

· Elaborar cartas de cervejas de acordo com o perfil do estabelecimento

· Cuidar do armazenamento das bebidas para manter a qualidade

· Indicar e sugerir cervejas e harmonizações;

– Exercer papel fundamental dentro de importadoras, com a ajuda de seleção de rótulos e informações técnicas sobre os produtos;

– Treinar equipes de atendimento e vendas na área cervejeira;

– Disseminar conhecimento e cultura cervejeira;

– Ensinar em cursos básicos e avançados de profissionais sommelier.

– Preparar e executar o serviço de cerveja, ou seja, servir o cliente da forma adequada. Em alguns lugares, é o próprio sommelier quem serve;

– Prestar consultoria para empresas no ramo cervejeiro;

– Fazer parte do time de desenvolvimento dentro de cervejarias, ajudando na criação de novos produtos e tendências;

– Atender e resolver reclamações de clientes, aconselhando e informando sobre as características do produto.

São muitas possibilidades não é mesmo? Por isso, para ser um Sommelier de Cerveja, é preciso estudar e ler bastante, estar sempre atento às novidades e tendências do mercado. É essencial que o repertório de conhecimento sobre a história da cerveja, escolas e estilos seja conehcido e seja constantemente renovado. O sommelier de cervejas é, antes de tudo, um contador de história e seu público deve sempre ser instigado a querer conhecer mais.

Então, se sonha em trabalhar com cerveja ou apenas ter propriedade ao falar desse assunto, entender melhor esse mundo fascinante que é o mundo cervejeiro, busque uma escola de sommelier séria, que possa te dar uma base. E, depois, é com você, nunca pare de estudar pois o mercado cervejeiro é muito dinâmico, e sempre tem algo que a gente ainda não sabe.

Dica de Curso de Sommelier em Belo Horizonte

Em Belo Horizonte, eu indico a Escola Mineira de Sommelieria (EMS), onde eu me formei. A Escola é comandada pela Jaqueline de Oliveira, e tem como professor e coordenador o Carlos Henrique Vasconcelos, mais conhecido como C.H., dois profissionais renomados no mercado. A escola conta com um dos cursos mais completos do mercado, com cinco meses de duração, aulas semanais com ênfase em harmonizações e degustações de cerveja. Busca aí no instagram @e.m.sommelieria

Informações complementares:

– Em 2011, a Lei nº 12.467, regulamentou o exercício da profissão de sommelier. Porém, essa lei, cita apenas o profissional especializado em vinhos.

– Em 2021, enfim, a profissão de Sommelier de Cerveja passou a ser reconhecida pela Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), do Ministério da Economia. A CBO é o documento que centraliza, descreve e classifica todas as profissões do mercado de trabalho brasileiro.

– A titulação Sommelier de Cerveja, além de Sommelier de Cachaça e Sommelier de Saquê, será incluída na CBO, no início de 2022, quando o documento é atualizado. Ela entrará no código 5134-10, na família ocupacional 5134, que trata dos trabalhadores no atendimento em estabelecimentos de serviços de alimentação, bebidas e hotelaria.

Fonte:
– Site cervejaemalte.com.br
– Wikipédia;
– Material didádico da Escola Mineira de Sommelieria, elaborado pelo professor Carlo Henrique de Faria Vasconcelos.