Cerveja no Inverno?

O inverno chegou de vez! E, para beber, do que a gente lembra?

stout

Antes da revolução das cervejas artesanais, a gente lembrava do vinho sim. Mas, graças aos nossos mestres cervejeiros e suas mil e uma possibilidade de criação, hoje, podemos encontrar no mercado diversificados estilos de cerveja para espantar de vez esse frio.

Para mim, qualquer cerveja pode ser tomada em qualquer época do ano, mas, temos que concordar que algumas têm determinadas características que combinam mais com o frio. São cervejas mais encorpadas, com sabores e aromas mais intensos e com teor alcoólico mais elevado, pois trazem uma sensação de aquecimento.

Exemplos de estilos que dão uma esquentada são:  Russian Imperial Stout (RIS), Porter, Dubbel, Tripel, Bock, Weizenbock, Barley Wine, Scott Ale etc (Veja aqui sobre mais estilos). Amo todos esses estilos!

Todas eles harmonizam muito bem com as comidas típicas de inverno como queijos, fondues, carne assada, chocolate e massas, que ficam excepcionais juntos!

Pra dar água na boca, vai aí 10 dicas de cervejas mineiras para o inverno, em ordem de teor alcoólico:

(estilo) Oatmeal Stout – (nome) Obsidiana – (cervejaria) Pederosa Craft: Uma cerveja cremosa com notas de café e chocolate amargo. Sua cor preta e opaca lembra a pedra que lhe dá nome. A utilização massiva de aveia confere uma textura cremosa e aveludada, enquanto os maltes torrados imprimem notas de café e chocolate amargo. Uma combinação interessante com brownies e dias frios. ABV: 5,5%

Dry Stout – Dry Stout Cacau – Cervejaria Slod: Uma autêntica cerveja inglesa dry stout. É escura, leve, corpo seco e amargor equilibrado. Sua espuma é aveludada com notas de café, cacau, e amadeirado, extraídos  de nibs de cacau de ótima qualidade. ABV: 6%

Brown Porter – Jack Porter – Cervejaria Artéza: Cor escura, sabor e aroma levemente amadeirado, resultado de maturação em lascas de carvalho francês e de adição de whisky Jack Daniel’s. ABV: 6,5%

Stout – Black Czar – Cervejaria Velho Brasa: Possui uma coloração escura, elaborada com maltes especiais torrados e achocolatados e tem a adição de quatro lúpulos especiais. Tem uma espuma deliciosamente cremosa além de ser bastante encorpada. ABV: 7,0%

Baltic Porter Barrel Aged – Bourbon Ale – Colab. Astúcia, Rhara, Dos Reis e Soho:  Cerveja escura, forte, com creme bege consistente e cremoso. Envelhecida 1 ano em barril de carvalho americano usado para envelhecer Bourbon, apresenta aromas e sabores complexos como coco, ameixa e melaço de cana, decorrentes dos maltes especiais e do envelhecimento em barril de Bourbon. Apresenta corpo médio, textura macia e leve acidez. ABV: 7,1 % IBU: 39 

Belgian Strong Ale Dubbel – Dubbel – Wäls: De aparência castanha escura, espuma densa e duradoura. Aroma de frutas secas com notas de especiarias e maltes especiais. Paladar com persistência do torrado, levemente picante e bastante seca. Refermentado na garrafa. ABV: 7,5% 

Tripel – Inocência – Krug Bier: Esta cerveja de estilo Belgian Tripel tem aroma completo de fenóis que remetem a cravo e canela. Apresenta um fundo de frutas amarelas que fazem com que ela tenha um baixo amargor e ótimo drinkability. No entanto, apesar de parecer leve, sua alta concentração de álcool pode levar o indivíduo a agir de forma nefasta e trazer várias consequências. ABV: 8,0% / IBU: 27

 

Cascadian Dark Ale – Plata o Plomo – Plata o Plomo é uma ale negra, alcoólica e amarga que tem em sua receita generosas doses de lúpulos americanos. Uma cerveja potente pra quem não tem medo de chumbo grosso!
ABV: 8,0% IBU: 80

Doppelbock – Desbravator – Zé Mundinho! – Prussiabier. Uma , clássico estilo alemão, com uma rica variedade de maltes que trazem no aroma notas lembrando rapadura e cramelo. Uma cerveja encorpada, alcoólica e pouco amarga, ideal para os dias de inverno! ABV: 8,1% IBU: 20

Russian Imperial Stout – Kremlin – Cervejaria Antuérpia: Cerveja forte e escura e densa, com alto nível de lupulagem. Elaborada com seis maltes especiais, que lhe conferem notas de chocolate, toffee, café, além de um toque de carvalho. ABV: 11% IBU: 62

Diferença entre Malzbier e Cerveja Especial Escura

Outo assunto que já ouvi muitos perguntarem por aí é sobre a diferença entre as já antigas Malzbier, conhecidas com cervejas pretas, e as cervejas especiais/artesanais escuras.

Bora aprender mais essa!

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A Malzbier é conhecido como uma cerveja de cor escura, doce e com baixo teor alcoólico (geralmente entre 0 – 4%).

Sua coloração escura se dá devido à adição de caramelo e xarope de açúcar. Com isso, sua cor escura e o sabor adocicado não são provenientes do malte tostado, mas sim desses aditivos citados. 

A Malzbier não se enquadra em estilo nenhum, pois a adição de outros ingredientes para dar coloração à bebida e o uso abaixo de 20% de malte de cevada, a “desqualificam”. O BJCP- Beer Judge Certification Program (organização que cataloga os mais diversos tipos e estilos de cervejas), não a considera como estilo próprio de cerveja, mas sim como um tônico. 

Curiosidade

propaganda da cerveja malzbier para crianças

Antigamente, a Malzbier era produzida para reaproveitar a cerveja de início e fim da filtração e cervejas fora dos padrões, que ao adicionar o xarope de caramelo e açúcar, resultava-se nesta cerveja doce e escura.

Na Alemanha, seu país de origem, nem é mais considerada cerveja e sim, bebida energética. Na verdade, eles tratam qualquer cerveja lá como alimento. Como, a Malzbier original não chega nem a 1% de álcool, ela é oferecida até mesmo para as crianças.

E as cervejas especiais escuras?

Como aprendemos, a Malzbier não usa maltes tostados para ficarem escura. Usam malte lager (o mais claro de todos) e colocam corante.

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Já as cervejas especiais escuras, como as Porter, Stout, Dunkel e outras têm essa cor devido aos maltes tostados. Cada tosta vai dar uma coloração, aroma e sabores diferentes. Por exemplo: Malte Chocolate dá um aroma de caramelo queimado, chocolate amargo e café. Por isso, existem cervejas de chocolate, por exemplo, que, na maioria das vezes, não são feitas com o chocolate em si, mas com maltes que lembram o sabor e aroma de um. O Malte Escuro dá a coloração e o aroma de café torrado e a Cevada Torrada dá o tom amargo e intenso de café.

Existem vários estilos de cerveja artesanal com tonalidade escura:

– Schwarzbier: Vinda da Alemanha, é feita com malte suave. Um pouco mais seca, mas mesmo assim refrescante e leve.

– Strong Dark Ale: Ela é belga, porém também é escura. Com fermentação mais forte, destacando-se o malte.

– Strong Scotch Ale: tem o malte mais perceptível com características da baunilha, chocolate e é fermentada em temperaturas mais altas.

– Dunkel: Com o sabor do malte mais aguçado, seu teor alcoólico é médio.

– Porter: Com um leve sabor de café e chocolate. Tem o corpo leve e pouco amargor. O teor alcoólico é de médio a alto.

– Imperial Stout: Têm o teor alcoólico bem alto, de 10% a 12%, fazendo delas quase um licor. São bastante indicadas para serem apreciadas em climas mais frios.

Esses foram alguns dos diversos estilos de cerveja especial escura.

Eu, particularmente, amo as cervejas especiais escuras, esse sabor de café, chocolate me atrai demais! Sempre que posso, peço uma pretinha!

Obs: É mito que cerveja escura ajuda a mulher que está amamentando a produzir mais leite. Olha, olha!

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Ahh, e a Caracu?

Ela não é uma coisa nem outra. Considerada uma Sweet Stout, ela é conhecida por seu sabor encorpado e aroma de malte torrado, que lembra o do café.

Apesar dela ter maltes torrados e lúpulo em sua composição, ela leva Cereais Não Maltados e Estabilizante INS 405 como as outras cervejas de massa.

 

#TBT: Stout no Toro de Hierro – Jardin Botanico (Buenos Aires)

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Como eu gosto de Stout, essa pretinha está por aqui direto, inclusive no #tbt.

Essa é a BlackMoon, uma Stout da Cerveza Buko (Argentina), que tomei na Toro de Hierro, em Buneos Aires. Tem o sabor tostado e notas de café. Bem sedosa devido à adição de aveia. Já o amargor é moderado. Feito com maltes alemães e lúpulo alemão e esloveno.

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O prato de hoje eu comi no mesmo bar. Um Choripan com parrilla com queijo e molho chimichurri, acompanhado com batatas rústicas.

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A parrilla é feita no meio do bar. Achei o lugar bem diferentão. Bacana.

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O ponto turístico que escolhi, hoje, foi o Jardim Botânico de Buenos Aires.

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Um lugar excelente para descansar, passear e respirar ar puro, longe daquela confusão do centro.

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O jardim fica em Palermo. Por lá encontramos muito verde.

São vários jardins de diferentes estilos. Tem jardim romano, francês e jardim de estilo oriental, onde podemos encontrar espécies típicas dessas regiões.

São 6 mil espécies vegetais que ocupam seus mais de 7 hectares de área. É tão arborizado que faz até frio lá dentro.

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Além do verde, o jardim conta com obras de arte, como esculturas, bustos e monumentos. 

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Lá, fica a mansão de estilo inglês que serviu de moradia para Carlos Thays e sua família durante anos e hoje abriga mostras de arte temporárias e oficinas.

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Carlos foi diretor de Passeios da Cidade de Buenos Aires no período de 1891 a 1913 e responsável por importantes e variados projetos de novas áreas verdes na capital portenha.

 

Sobre estilos: Stout

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Hoje eu vou falar sobre a minha queridinha, do “cafezin”que eu mais amo: a Stout. Foi o estilo que mais meu paladar aceitou e falou “pronto, essa você vai tomar pro resto da vida!”. Ô trem gostoso, sô!

Porto-inglês

Assim como os outros estilos, o surgimento da Stout tem diferentes versões. Mas, um fator é comum: a Stout deriva da Porter. Alguns falam que surgiu na Irlanda outros, na Inglaterra. A história é que a cerveja do estilo Porter era muito comum nas cidades onde haviam portos. Os trabalhadores portuários, os porters, precisavam de cervejas fortes pra poder aguentar o trabalho pesado. Para isso, foi criado o estilo e nomeado Porter. Uma das versões sobre a Stout é que muitos dos trabalhadores não gostavam do sabor adocicado (característico da Porter), assim foi criado um estilo menos doce, com aroma e sabor mais voltado para o café, usando bastante maltes torrados. Surgindo a Stout.

Muitos perguntam qual a diferença, hoje, entre a Porter e a Stout. Dizem que a diferença está no paladar e no teor alcoólico, que as Porters são mais leves e com menor teor. Porém, é um assunto polêmico. Como não sou profissional, não entrarei nesse detalhe.

Principais características

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São cervejas escuras de colarinho bege. Devido aos maltes torrados usados, têm aromas e sabores tostados de café, chocolate, cappuccino, toffe e caramelo. As clássicas não são muito amargas, pois é usada pouca quantidade de lúpulo em sua fabricação. O amargor que ela tem é só para quebrar o gosto do café e do caramelo. E esse amargor vem tanto do lúpulo quanto dos maltes torrados/tostados.

São consideradas cervejas fortes, com teor alcoólico mais elevados, que causam sensação de aquecimento. Por isso, são muito indicadas para o inverno. Mas eu tomo em qualquer dia, faça calor ou faça frio.

Seu teor alcoólico pode variar de acordo com o subestilo, indo de 4,2% a mais de 15%.

irish stoutFalando em subestilos ela tem diversos. Vamos a alguns:

Dry Stout/Irish Stout: A intensidade do sabor torrado é média e o café domina o paladar no fim, dando a ela um final seco. O amargor do lúpulo é marcante.

Sweet Stout/Cream Stout: Utiliza lactose ou chocolate para trazer mais dulçor à cerveja. Por isso, é uma cerveja mais leve que a clássica Stout. Tem gosto de chocolate amargo e café. O final sente o malte torrado e um pouquinho do amargor do lúpulo. Amoooooooo!

oatmeal-stout-recipe-Oatmeal Stout: Como o nome indica, tem adição de aveia (oatmeal) que deixa a cerveja mais cremosa. Apresenta médio amargor. Bastante encorpada! Hummmm!

American Stout: Versão americana do estilo. Ou seja, surra de lúpulo, a tornando uma cerveja mais amarga que os demais subetilos de Stout. O aroma cítrico dos lúpulos americanos equilibra com o malte torrado.

risRussian Imperial Stout (RIS): É a versão hard da Stout. São cervejas mais complexas, com amargor intenso equilibrado com o dulçor. Super encorpada e com alto teor alcoólico. Tem um perfil licoroso, chega a pregar a boca quando bebe. Ahhhh, esse é bom demais também.

Fui super “imparcial” nesse post, né?! 🙂

Se ainda não experimentou, não perca tempo! São todas ótimas!

Bom cafezinho!

 

Latitude 20º: mais uma opção para os cervejeiros de plantão (Ouro Preto)

FECHADO PERMANENTEMENTE (Porém, você encontra os chopes da cervejaria em alguns bares de Ouro Preto).

A dica de Onde Beber Artesanal é em Ouro Preto hoje.

A dica é um bar simples, porém muito aconchegante. O Latitude 20º.

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O nome do bar Latitude 20º é o mesmo nome dado à cervejaria, que é uma homenagem à Ouro Preto, pois a cidade se localiza na latitude 20º23’08”.

O local: O Latitude é bem completo, pois atende muitas áreas da cerveja.

No espaço, funcionam várias coisas: uma loja onde vendem insumos para fabricação de cerveja, além dos produtos da cervejaria; eles dão cursos com temas relacionados à cerveja; é growleria, já que além de abastecer seu growler, você também pode alugar barris (com chopeira e gás) abastecido com a cerveja deles para levar para casa e fazer a festa; e é bar!

Para beber: No bar, eles servem chopes de fabricação própria. Quando estive lá, estavam plugados: Cream Ale, American IPA, Stout e Double IPA. Todos a preços justos. Os de 300ml variam entre R$7 a R$13; de 475ml entre R$10 a R$17; e de 1 litro entre R$18 a R$32.

Só não experimentei a Double IPA, porque não ia dar conta…rs. Seu teor alcoólico era 8,7% e o IBU 80. Jisuis. Estava querendo algo mais leve no dia. As demais estavam ótimas!

Também tem caipirinha e vinhos.

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Para comer: São poucas opções, como pode ver acima. Mas, é o suficiente para você experimentar um delicioso petisco mineiro bem caseiros. Nós pedimos contrafilé na manteiga de ervas e vinho com fritas. Estava divino. Ah, tem opções vegetarianas também.

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downloadIsso tudo embalado pelo bom e velho rock.

O atendimento é bem rápido e o atendente muito educado e paciente. Me explicou sobre cada cerveja e me deu algumas dicas. Conversei com um dos donos também, que foi bem solicito.

Trouxe uma garrafa de cerveja deles, a Session IPA. Olha ela aí!

session ipa - latitude 20

Fica então essa dica. Além de cerveja e comida boa, a vista de lá é linda da Igreja do Rosário e das montanhas que estão no em torno de Ouro Preto.

Cervejaria Artesanal Latitude 20º
Rua Gabriel Santos 16A – Rosário
Ouro Preto
https://www.facebook.com/cervejarialatitude20/
Instagram: @latitude20ouropreto

#TBT: Birra Bizarra – Monumento Campeones de 1950 e La Carreta (Montevidéu)

O #tbt volta com cerveja artesanal uruguaia.20180407_165146.jpg

Esta é a Harry Breakfast Stout – uma Oatmeal da Birra Bizarra. É um verdadeiro café da manhã já que seus principais ingredientes são chocolate belga, café Burundi e aveia. Deixa qualquer um bem disposto!

É uma cerveja densa, com sabores torrados e aroma de café.

Os rótulos da Bizarra são inspirados em antigos cartazes de circo, com um personagem fictício com uma personalidade combinando com essa cerveja.

O da stout é o enigmático Harry Black, “o bruxo sombrio, capaz de adivinhar seus pensamentos apenas com seu olhar penetrante. Misterioso e escuro, como esta poderosa e densa cerveja escura de intenso sabor torrado.”

birra bizarraA ideia da Birra Bizarra surgiu em 2010 como parte dos negócios de vinho da família Deicas, quando seu importador do Brasil pediu para que fabricassem cerveja artesanal uruguaia para exportarem para o país. O conceito “Bizarra” não foi bem aceito pelos brasileiros, mas agradou os Deicas.

Em 2014, foi colocado em prática o planejamento da cervejaria. Até hoje ela não chegou no Brasil. Porém, a Bizarra está em todo território Uruguai e chegou ao Peru.

Cada cerveja tem um toque bizarro como a Harry Black que tem chocolate e café envelhecido com carvalho francês.

Hoje, eles têm seis rótulos. Além da Stout (Harry), tem a IPA (Igor), Blonde Ale (Tania), Edward (Weissbier), Amber Ale (Ámbar Ale), Amercian Pale Ale (Gina).

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O prato deste #tbt vai ser do local onde bebemos essa cerveja: Parrillada y Restaurante El Fogón, que fica no Punta Carretas Shopping em Montevideu.

Pedimos uma salada de entrada, bife, fritas e esse arroz temperado. Estava tudo ótimo, tirando esse arroz, que não lembro o nome, que achamos azedo. Não sei se era normal do tempero deles, mas, trocamos por purê. A comunicação nossa com a garçonete estava impossível. Aí pedimos para trocar pelo que deu para enteder no cardápio…rs. Purê com batata frita ficou ótimo!


No ponto turístico de hoje vou falar de dois monumentos que ficam bem próximos. Fáceis de serem visitados em Montevideu.

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Em frente ao Estádio Centenário (aqui falei sobre esse passeio) tem um monumento chamado de “Monumento Campeones de 1950 Maracaná”. O monumento representa a vitória da seleção do Uruguai contra o Brasil, em 1950, na final da Copa do Mundo no estádio do Maracanã. A seleção brasileira era a favorita e perdeu por 2 a 1. O jogo ficou conhecido como Maracanaço.

O monumento também relembra algumas seleções campeãs do mundo. E também tem a marca dos pés de Edgardo Ghigga. O jogador foi o responsável pelo segundo gol, que deu o título ao Uruguai.

Por ali perto, fica mais o Parque bem cuidado de Montevidéu, o Parque Batlle.

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Nele fica o monumento La Carreta, muito bem vigiado por guardas para evitar vandalismo etc. O monumento foi inaugurado em 1934, do escultor uruguaio Jose Belloni, que espalhou várias de suas criações por outros espaços públicos da cidade.

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La Carreta é uma homenagem aos desbravadores do território uruguaio que tinham como principal meio de transporte as carretas.  A imagem é de uma carroça semi-atolada em um lago, puxada e acompanhada por bois. A escultura é feita de bronze, com uma base de bronze e granito rosa.

Para quem gosta de apreciar monumentos, ficam aí essas dicas. Os dois ficam bem pertinhos.

Dicas de cervejas para beber no outono

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O dia 20 de março marcou a chegada do Outono aqui no Brasil. Uma estação de transição entre o verão e o inverno, considerada por muitos como um tempo de mudança. Nessa estação, as noites são gradativamente mais longas que os dias à medida que a estação avança, há uma redução gradativa das temperaturas e a diminuição da umidade do ar.

Pensando nessa alteração climática, convidei a sommelière de cerveja, Jaque Oliveira, para falar um pouco sobre os estilos de cervejas que combinam com nosso outono.

Fala aí, Jaque:

Voce sabia - OutonoCostumamos relacionar a cerveja com os dias de muito sol e calor. Mas, o friozinho do outono também combina, e muito, com uma boa cerveja artesanal. Basta saber escolher para apreciar sua bebida favorita também nos dias de temperatura mais baixa.

Quanto aos estilos ideias, penso que é relativo. Tem gente que toma RIS no calor e não se importa porque é um estilo de cerveja que a pessoa gosta muito. Eu tomo IPA e não me importo se é verão ou inverno, pois é meu estilo preferido.

stoutMas tenho minha sugestão para o outono: A Stout. Dentro deste estilo é possível encontrar desde cervejas Irish Stout, até cervejas muito alcoólicas, amargas e licorosas.  São várias opções para a pessoa eleger a sua preferida.

As Stouts são cervejas de alta fermentação (tipo ALE), produzida com bastante malte torrado (ou cevada tostada), de sabor tostado, além de uma cor muito escura, que é a característica mais marcante desse estilo.

Indico ela porque, no outono, eu acredito que as cervejas devem ser de graduação alcoólica intermediária e maltes tostados. A Stout cabe muito bem dentro do clima ameno do Outono. E, sensorialmente falando, uma cerveja mais “quente” trará uma experiência mais agradável ao nosso copo.

Quanto às marcas de Stout, não podemos deixar de falar da Guinness. Sem sombra de dúvidas a cerveja mais clássica e a mais consumida do mundo do estilo e que acredito ser mais palatável para o público em geral. Tem a Lohn Bier Carvoeira também, que é uma Imperial Stout densa, complexa com notas amadeiradas e aroma de baunilha.

Porém, Minas Gerais tem cervejas maravilhosas neste estilo e a sua mão como:

  • Falke Villa Rica;
  • Albanos Irish Dry Stout;
  • Uaimií Chico Rei que ganhou prêmio no Concurso do Festival Brasileiro da Cerveja.

E para finalizar uma importada que vale a pena experimentar: Young’s Double Chocolate Stout!

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Em relação à harmonização, penso que não devemos amarrar como regra obrigatória as harmonizações.  Sugiro que a pessoa faça experiências sensoriais para descobrir suas preferências.

Mas, aí vão minhas dicas de harmonização com Stout.
Sobremesas com chocolate : brownies, um petit gateau ou torta de chocolate;
Sobremesas com frutas: como cheesecake com calda de frutas vermelhas;
Queijos como o gorgonzola, o gouda maturado ou o parmesão.

Aventure-se nesse estilo!

No Instagram: https://www.instagram.com/p/BvecF4mluFe/

Sobre a Jaque:

Jaqueline de Oliveira Silva começou nessa aventura cervejeira, em 2011, ao reencontrar o amigo Marco Falcone (dono da Falke Bier), em 2011, quando foi apresentada ao mundo da cerveja especial. Segundo ela, foi realmente amor à primeira vista. A partir de 2013, passou a trabalhar somente com o mercado de cerveja especial, atuando em redes sociais, eventos, assessorias e na coordenação da Academia Sommelier de Cerveja (A.S.C), hoje, Escola Mineira de Sommelieria, onde me formei como sommelière.

Hoje, Jaque é CEO da Escola Mineira de Sommelieria, que forma duas turmas por ano de sommelier. Além disso, trabalha com eventos e assessorias ligados ao mercado de cerveja.

E o currículo da Jaque não para por aí não, respirem fundo que tem mais!

– Pós-Graduada em Gestão Estratégica da Informação pela UFMG
– Gestora de Redes Sociais
– Diplomada Sommelier de Cerveja pela Academia Sommelier de Cerveja
– Membro da CONFECE – 1ª Confraria Feminina da Cerveja
(“Se você imaginar que este movimento começou há 12 anos, quando o mercado ainda era praticamente masculino e tinha pouquíssimas cervejas, vai entender a importância da Confece. Nossa festa se tornou um evento no calendário cervejeiro nacional, além de ser uma festa linda que se propõe a divulgar a cultura cervejeira”, Jaque.)
– Participou do Coletivo ELA (Empoderar, Libertar, Agir) – Grupo que surgiu, em 2016, da união de mulheres cervejeiras do Brasil inteiro ligadas ao mundo da cerveja, que reuniu 65 cervejeiras artesanais para produzir uma cerveja a fim de chamar a atenção para o machismo presente no segmento.
– Membro das Minas Cervejeiras – Um grupo de mulheres que fazem cerveja, mandam muito bem e se juntaram para trocar ideias, encontrar e fazer acontecer neste mercado da cerveja. 

“Já tenho história para contar no mercado da cerveja e experiências incríveis!”, Jaque.

Então é isso, gente! Espero que tenham gostado da convidada dessa estação e suas dicas.

Aproveitem essas dicas, aproveitem o outono e suas peculiaridades.
E, Jaque, muito obrigada pela disponibilidade!

#TBT: Cabesas Bier – Letreiro Montevideo

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O #tbt de hoje é com a Sabotage, uma Oatmeal Stout, medalhista da Cabesas Bier. O estilo oatmeal stout tem origem nas Ilhas Britânicas. É caracterizada pelo uso de aveia para aumentar o corpo, a complexidade do sabor e conseguir uma espuma espessa e persistente. Essa é exatamente como manda o “figurino, com aromas de café, aveia e chocolate do malte tostado. O sabor amargo contrasta com o doce, sente um gostinho de café e chocolate meio amargo. Mas o torrado não ‘é tão intenso, como deve ser uma Oatmeal Stout. Maravilha!

ABV: 6,1% e o IBU: 23

cabesasA Cabesas Bier, é de Tacuarembó, Uruguai. Foi fundada em 2008 e, em sua curta história, já foi premiada em diversos concursos cervejeiros na Argentina e Brasil.

A cervejaria começou com uma produção de 1.000 litros mensais. Com a alta demanda, tiveram que aumentar a produção. Em 2014, inauguraram uma fábrica com capacidade de 40.000 litros por mês, podendo, assim, distribuir seus barris para todo o Uruguai.

Em 2017, passaram a engarrafar suas cervejas e ter um depósito em Montevidéu. Já em 2018, passaram a exportar as garrafas, sendo que 30.000 garrafas viajaram para fora do país. Chegou aqui no Brasil!

Hoje, eles fabricam 10 estilos diferentes: Oatmeal Stout, Scotthish Ale, Brown Porter, Weizen, IPA, Double IPA, American Pale Ale, Blonde Ale, Pumpkin Ale e Wee Heavy.

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O ponto turístico é o letreiro Montevideo, que não pode faltar em álbum nenhum!

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O letreiro foi instalado em Montevidéu em 2012, quando foi sede da Assembleia de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Corporação Interamenicana de Investimentos.

Em princípio, ele era de madeira e provisório, mas, devido à grande aceitação dos moradores e turistas, decidiram, em 2014, construir um com letras de concreto sobre uma base de cimento. Desde então é o mesmo, é o mesmo.

Algumas pessoas se aventuram subindo no letreiro para tirar fotos. Não tive coragem, achei alto e meio escorregadio.

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Ele tem 15 metros de comprimento por 2 de altura e, para dar uma iluminada, foi instalado um conjunto de iluminação e pintado com tinta especial branca para resistir a ação do tempo. De vez em quando, ele é pintado como para o carnaval ou para ações de conscientização social. Mas, sempre volta a sua cor de origem, branca.

Ele está sempre cheio, então, você tem que contar com a educação dos que estão ali ou com a sorte de estar vazio, para poder tirar foto sem aparecer outras pessoas.

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O letreiro fica no bairro Pocitos, um ótimo lugar para apreciar o pôr do sol e a vista da “praia”. Tem até uns banquinhos para sentar e esperar o tempo passar. Claro que não perdemos a oportunidade.

Depois que o sol se pôs, fomos caminhar pela Rambla, que é outra coisa gostosa de se fazer em Montevidéu. A Rambla fica lotada, jovens conversando, casais namorando, grupos de adultos passando o tempo, crianças brincando.

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E uma coisa que reparei é que todos, sem exceção, estão com sua garrafinha de mate debaixo do braço e uma cuia na mão, independente do calor que estiver. É como se fosse água para eles. Muito interessante esse costume.

Recomendo demais esse passeio, que é simples, mas é ótimo e relaxante!