#TBT: Amber Lager Patagonia – La Bombonera (Buenos Aires)

tbt patagoniaO #tbt de hoje é com uma cerveja que tomei na casa do Boca Juniors, em Buenos Aires: a Patagônia Amber Lager, fácil de achar no Brasil, já que é da Ambev.

Seu sabor é equilibrado entre o malte e lúpulo. Os maltes tostados a deixam com um aroma sutil de caramelo. É uma cerveja bem leve de tomar, com um amargor bem suave no final. Mas, atenção, contém cereais não maltados (famigerados milhos).

Sobre a Patagônia eu já falei nesse post.


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Prato do dia não poderia ser diferente. Uma empanada que comi no mesmo estádio. Legítima empanada argentina, deliciosa e bem recheada. Lá, o bar fica aberto para comer e beber cerveja sem frescura.


O ponto turístico é claro que é um dos principais e mais visitados de Buenos Aires a La Bombonera, estádio onde um dos principais times da Argentina, o Boca Junior, joga e onde a sua torcida faz seu espetáculo à parte.

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Por fora não dá para ter ideia do que é o estádio. Realmente, como o apelido carinhoso diz: é uma caixa de bombom a “La Bombonera”.

la bomboneraÉ claro que fui com meu manto lindo e sagrado do Cruzeiro!

O Estádio do Boca Juniors foi inaugurado em 1940, no bairro La Boca, daí vem o nome do time. Foi construído em uma área pequena, com isso, o projeto foi feito para que o estádio crescesse pra cima, com arquibancadas bem altas e íngremes, que fazem um D em volta do campo.

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Esse formato faz com que, em dias de jogos, o estádio vire um caldeirão. Jogadores que passam por lá dizem ser ensurdecedor. Não dá para ouvir nada a não ser a torcida deles, que viram a camisa 12, um jogador a mais. Por isso, é muito difícil ganhar do Boca lá. A capacidade é para 49.000 torcedores.

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Durante a visita a gente tem acesso às arquibancadas que ficam embaixo, pertinho do campo. Creio que eu não ia querer ir nas de cima. Olha a altura!

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O guia nos leva, também, onde fica a ‘geral’ e a famosa “La 12”, uma das mais temidas torcidas organizadas do mundo.

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Quando sai um gol, todos da torcida correm em direção ao campo, formando a famosa avalanche. Essa parte fica bem colada no gramado. Jogadores adversários devem sofrer nesse estádio.

Enquanto caminhamos, o guia vai contado, com muito orgulho, a história do time e mostra o camarote do Maradona. Sim, ele é torcedor fanático do time e é proprietário vitalício de um camarote. Por isso, nem vem com essa história de Maradona x Pelé que lá não cola.

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Depois de visitar o campo e a arquibancada, a gente passa pelos vestiários.

A parte dos donos da casa é puro luxo. Grama sintética para aquecimento, sala de massagem, Gatorade à vontade etc.

Já o vestiário dos visitantes, não tem nada.

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E eles ainda são obrigados a passarem por um corredor cheio de frases de impacto, de jogadores como: Pelé, Zico, Romário, Messi e Iniesta.

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Detalhe que o vestiário fica exatamente em baixo daquela parte onde falei que fica a “geral”, que pula e grita o tempo todo. A acústica do estádio dobra o volume. Imagina o inferno. Eu nem entraria em campo. “Cagada”! Bem inteligente da parte deles colocar torcida mais barulhenta em cima da cabeça do time adversário. Já a torcida visitante fica lá no alto, bem distante do campo, para que suas vozes não cheguem lá embaixo. Eita, povo esperto!

Amo futebol, se deixar, falarei sobre esse passeio por horas.

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Depois desse tour, você pode se dirigir para a lanchonete do estádio.

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Ou pode voltar para o Museu da Paixão Boquense, onde conta a vitoriosa história de mais de 100 anos do time, com destaque para seus títulos e principais jogadores, taças e exposição de peças e vestuários antigos.

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O que mais gostei do museu foi a sala de cinema de 360 graus. Ele simula como se você fosse um jogador do Boca. A câmera faz você se sentir entrando em campo, aparecem vários fotógrafos, e te coloca dentro do campo. A torcida começa a cantar, na mesma altura de um dia de jogo. É ensurdecedor mesmo. Mostra a torcida enlouquecida, depois conta um pouco sobre o que é ser boquense ou xeneize (como se apelidaram). É de arrepiar e encher os olhos d’água vendo aquilo tudo. É muito bom!

Amei cada canto. Só pedem para ter cuidado no entorno do estádio, pois o bairro é de periferia. Então câmeras e celulares devem estar sempre guardados. Não vi nada diferente. Mas tomei cuidado!

20180413_135439Eles têm tanto orgulho de suas origens que tem uma maquete em miniatura do bairro.

Lá fora tem uma loja de souvenir do Boca e, na porta, têm estátuas do Maradona (já falei da ligação dele com o Boca) com Palermo (maior goleador da história xeneize com 235 gol. Aposentou em 2010).

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Além de Tevez e Riquelme, que têm o Boca como time do coração e são ídolos por lá – o 1º ainda joga pelo Boca, o 2º aposentou em 2015 no Argentinos Jr., clube onde começou.  E tem a estátua do Messi (que não tem ligação nenhuma com o Boca. Mas é ídolo na Argentina.

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Experiência incrível do início ao fim. Goste ou não de futebol, conheça essa história e essa paixão dos hermanos. É muito interessante e apaixonante. Porém, eu continuo Cruzeiro. 🙂

Hofbrauhaus: Visita à fábrica de BH

Apesar de o bar/restaurante da Hofbrauhaus BH já ter aparecido por aqui nas dicas de Onde Beber Artesanal, hoje, darei como dica a visita à fábrica da HB.

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É uma experiência única em BH já que, além de aprender todo o processo produtivo e toda tecnologia envolvida na preparação de algumas das melhores cervejas do mundo, que é exatamente igual à da matriz, em Munique, você ainda tem o prazer de experimentar pratos típicos alemães.

Tem uma visita por sábado. E os sábados são definidos pela cervejaria, que recebe o agendamento pelo seu no site.

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A visita começa com um dos sócios da casa, Henrique, contando um pouco da história e curiosidades da cerveja, que é produzida desde 1589, em Munique. Além disso, ele conta como foi o trâmite para trazer a marca para Belo Horizonte, sendo a única filial da América Latina.

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Enquanto ele conta, é servido alguns dos principais pratos da casa, super alemães: o Pretzel, que nem precisa falar que eu amo.

Que é um pão típico bávaro, inclusive vem de Muniquepara BH; e a Salsicha tipo Bratwurst  ou Vitela (não sei) servida com 3 mostardas típicas também. Tudo muito saboroso, fazendo você se sentir na HB original.comida alema

Depois do reforço no estômago, partimos para conhecer a produção. Na parte externa, a gente vê os tanques de fermentação que dão um charme à parte e os outros equipamentos que fazem parte da produção dos quatro estilos de cervejas disponíveis na casa: três fixos (lager, weizen e dunkel) e um sazonal, que muda a cada mês.

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A Lager é uma Premium Lager tradicional alemã com equilíbrio e refrescância; A Hefe Weizen é a cerveja de trigo, bem marcante, com o aroma e sabor frutados; a Dunkel, é uma lager escura com combinação de sabores tostados e tons de caramelo. Para mim, a melhor!; e a sazonal era a Pils com caráter maltado levemente adocicado em equilíbrio com o amargor dos lúpulos alemães, de toques florais e herbais. Final seco e refrescante.

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Os ingredientes para fazê-las são 100% importados e a água passa por um processo de beneficiamento para que se iguale à água utilizada na fábrica de Munique. Isso faz com que a cerveja produzida no Brasil seja idêntica a produzida na Alemanha. Os padrões de produção são bem rigorosos. Ou seja, você toma a mesmíssima cerveja que tomam em Munique, Berlim…

A casa é um BrewPub, já que a fábrica é ligada ao restaurante e as cervejas servidas são frescas, saindo diretamente dos tanques.

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Depois de algumas explicações e dúvidas sanadas, chegou a melhor parte: a degustação das cervejas da casa.

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Nem precisa de falar o quanto todas são maravilhosas. Depois de degustar a régua, você pode escolher a sua preferida, eu escolhi a Dunkel, para você mesmo retirá-la na biqueira.

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A gente aprende a tirar cerveja do Gruber, um sistema austríaco de dosagem para servir as bebidas. Nele, o desperdício é zero, o que acontece muito nas cervejarias com chopeiras. Depois que a medida certa é servida, a máquina trava, sai a espuma na risca certa e não cai uma gota para fora do copo. Interessante, né?

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Depois disso, é só sentar, apreciar essa beleza de chope e bater aquele papo gostoso com a galera do tour.

Adorei essa experiência! Prosit!!

Hofbräuhaus Belo Horizonte
Av. do Contorno, 7613 – Lourdes
Belo Horizonte- MG
http://www.hofbraubh.com.br
Instagram: @hofbrauhausbh

50 Tons de Malte: Diversidade artesanal em Tiradentes

Atenção: O endereço mudou para Rua Min. Gabriel Passos, 280 A – Centro Histórico.

A dica de Onde Beber Artesanal para o trem em Tiradentes para gente descobrir mais um lugar imperdível em pleno interior mineiro.

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Que Tiradentes é uma cidade gostosa e incrível de passar um final de semana ou feriado a gente já sabe. Mas, que lá podemos achar uma infinidade de cervejas artesanais, ah, isso é novidade!

Por isso, a dica é o 50 Tons de Malte, um bar/pub que fica em uma rua tranquila de Tiradentes, apesar de ficar bem pertinho da praça principal. É uma paz.

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O local: Um lugar para toda a família. Apesar de estar em uma cidade histórica, achei grande. Com uma decoração que mistura o rústico com o moderno, é um lugar muito aconchegante e bonito. Com mesas espalhadas pelo salão e algumas na calçada.

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O atendimento? Sensacional! Te tiram dúvidas, te dão dicas cobre as cervejas presentes no cardápio. Fora a simpatia.

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Para beber: A casa oferece uma vasta carta de cervejas artesanais. São mais de 100 rótulos, todos mineiros. Legal, né?! Tem para todos os gostos e bolsos. Ah, não tem chope, somente garrafas e latas, que variam de R$12,90 a R$40. Tomamos alguns rótulos indicados. Além de cerveja, têm muitas opções de hidromel e destilados.  

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Além das cervejas geladinhas, você também encontra alguns rótulos na prateleira, para levar e alguns kits para presentear.

Para comer: Opção para comer é o que não falta também. Diversas porções de boteco. Como o famoso bombom de feijoada, pastel de angu com diversos recheios, porções de picanha, lombo, linguiça, fritas e por aí vai. Além de caldos e pratos executivos. Os valores variam de R$18,90 a R$69,90.

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Adorei ter essa opção em pleno Tiradentes, já que a praça principal foi tomada somente por duas cervejarias. Mas, tudo bem, o importante é que encontramos cerveja artesanal sem dificuldade!

50 Tons de Malte
Rua Frederico Ozanan, 345 – Loja D – Centro

Tiradentes- MG
Instagram: @50tonsdemalte

Dica de presente: Kit Cervejaria Sátira

Está querendo surpreender sua cervejeira ou seu cervejeiro?

Aqui vai uma dica que não tem erro:

cervejaria satiraA Cervejaria Sátira lançou quatro formatos de Kits de Natal que carregam a identidade irreverente da marca. O mais interessante é que você pode montar o kit da forma que preferir, com latas de cerveja, camisas, bonés e copos.

O formato dos kits já são pré-estabelecidos, para facilitar. Mas, para quem gosta de praticidade, já têm os kits prontos.

Quais são os itens disponíveis?

Estão disponíveis todos os estilos de cervejas da Sátira em latas (Lager, American Wheat, English Pale Ale, IPA, Double IPA, Brown Ale, Strong Ale e Imperial Stout), copos de tamanho variados, blusas, bonés e a própria embalagem especial.

Os Kit de Natal pré-estabelecidos são:

· KIT 01: 04 latas Sátira à escolha do cliente;
· KIT 02: 02 latas Sátira a escolha, um copo de 300 ml e um copo de 500 ml;
· KIT 03: 02 latas Sátira a escolha, um copo de 300 ml e uma camiseta;
· KIT 04: 1 lata Sátira a escolha, um copo 500 ml e um boné.

O valor final vai depender dos produtos escolhidos. E para deixar seu Natal ainda mais feliz, a Sátira está dando 10% de desconto sobre o valor total.

Então é isso, aí. Neste Natal, inove no presente! Seja diferente!

Os kits estão disponíveis no Bar Sátira Vila da Serra (Alameda Oscar Niemeyer 1369, Loja 45) e no Growler Station (Av. Nossa Senhora do Carmo, 899 – Sion).

Para te ajudar ainda mais, vou colocar aqui o valor dos produtos dos Kits de Natal, pense no que caiba no seu bolso e bora lá!

– Bonés: R$45
– Camisa: disponíveis em dois modelos de R$39 e R$59 cada
– Copos: 300 ml (R$20) / 500 ml (R$30)
satira 1– Canecos: 300 ml (R$25) / 500 ml (R$40)

Valores latas:
– Lager: 269ml (R$8,00) / 473ml (R$11,00)
– American Wheat: 473ml (R$13,00)
– English Pale Ale: 473ml (R$16,00)
– IPA: 473ml (R$16,00)
– Double IPA: 269ml (R$12,00) / 473ml (R$18,00)
– Brown Ale: 473ml (R$16,00)
– Strong Ale: 473ml (R$18,00)
– Imperial Stout: 473ml (R$20,00)

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Almanaque: Cerveja artesanal em um dos melhores points de BH

A dica que vou dar hoje é para beber cerveja artesanal em um bar já tradicional em BH: o Almanaque Choperia.

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O Almanaque existe desde 2008, contando com unidades no Minas Shopping, Shopping Cidade, Savassi e Anchieta.

Como fui no do Anchieta, falarei sobre ele. O bar fica em um dos pontos mais movimentados do bairro, e tem se reinventado para atender a todos os públicos. Por lá, encontramos de tudo, famílias com crianças, grupo de amigos, o pessoal do happy hour da empresa e casais.

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O local: A casa é uma varanda gigante, com dois andares, bem espaçosa, que comporta gente demais. É bem arejada e o fato de caber muita gente não incomoda.

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O espaço kids conta com brinquedos e presença de monitor, o que garante a diversão e segurança dos pequenos. Dentro do bar, tem uma tv (foto abaixo) que dá para ver as crianças se divertindo dentro desse espaço. Achei isso legal.

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Quando fui, estava tendo um cantor (voz e violão) que animava os presentes.

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Para comer: O cardápio é vasto! Têm entradas, tira-gosto, petiscos na chapa, grelhados, buffet self-service de frios e acompanhamentos (para quem quiser almoçar ou jantar), pratos de refeição, hambúrgueres e sobremesas.

Nós fomos de Picanha de sol com mandioca cozida e Filé mignon acebolado com fritas e muçarela. Tudo delicioso!

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Para beber: Apesar do nome choperia, a casa atende a diversos públicos, com vinho, gin, coquetéis, whisky, licores e drinks. Mas, o que me levou lá, óbvio que foram as artesanais.

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A Almanaque trabalha com as cervejarias Wäls (BH) e Colorado (Ribeirão Preto). Os chopes são da Wäls. Já as cervejas de garrafa têm as tradicionais da Wäls e da Colorado.

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Quando estive lá tomei a Verano (Pale Ale) e a Hop Corn (IPA). Além disso, pedimos uma garrafa da Ribeirão Lager (Colorado).

Para quem não é adepto ao chope artesanal, tem uma dezena de opção com o chope Brahma, que vão se diferenciar pela espuma (com colarinho, sem colarinho), pela cor (claro ou escuro) e pela essência (Melancia, cranberry, maça verde…). Tomei um para matar a sede…rs

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O atendimento é muito bom. O gerente está sempre preocupado se está tudo bem. Gostei de tudo por lá. Gosto de lugares assim, que nos deixam à vontade.

Voltarei e indicarei!

 

Almanaque Choperia
Endereço: Rua Pium-Í, 675 – Anchieta
Belo Horizonte-MG
Site: http://www.choperiaalmanaque.com.br/anchieta
Instagram: @almanaqueoficial

 

Sobre estilos: Stout

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Hoje eu vou falar sobre a minha queridinha, do “cafezin”que eu mais amo: a Stout. Foi o estilo que mais meu paladar aceitou e falou “pronto, essa você vai tomar pro resto da vida!”. Ô trem gostoso, sô!

Porto-inglês

Assim como os outros estilos, o surgimento da Stout tem diferentes versões. Mas, um fator é comum: a Stout deriva da Porter. Alguns falam que surgiu na Irlanda outros, na Inglaterra. A história é que a cerveja do estilo Porter era muito comum nas cidades onde haviam portos. Os trabalhadores portuários, os porters, precisavam de cervejas fortes pra poder aguentar o trabalho pesado. Para isso, foi criado o estilo e nomeado Porter. Uma das versões sobre a Stout é que muitos dos trabalhadores não gostavam do sabor adocicado (característico da Porter), assim foi criado um estilo menos doce, com aroma e sabor mais voltado para o café, usando bastante maltes torrados. Surgindo a Stout.

Muitos perguntam qual a diferença, hoje, entre a Porter e a Stout. Dizem que a diferença está no paladar e no teor alcoólico, que as Porters são mais leves e com menor teor. Porém, é um assunto polêmico. Como não sou profissional, não entrarei nesse detalhe.

Principais características

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São cervejas escuras de colarinho bege. Devido aos maltes torrados usados, têm aromas e sabores tostados de café, chocolate, cappuccino, toffe e caramelo. As clássicas não são muito amargas, pois é usada pouca quantidade de lúpulo em sua fabricação. O amargor que ela tem é só para quebrar o gosto do café e do caramelo. E esse amargor vem tanto do lúpulo quanto dos maltes torrados/tostados.

São consideradas cervejas fortes, com teor alcoólico mais elevados, que causam sensação de aquecimento. Por isso, são muito indicadas para o inverno. Mas eu tomo em qualquer dia, faça calor ou faça frio.

Seu teor alcoólico pode variar de acordo com o subestilo, indo de 4,2% a mais de 15%.

irish stoutFalando em subestilos ela tem diversos. Vamos a alguns:

Dry Stout/Irish Stout: A intensidade do sabor torrado é média e o café domina o paladar no fim, dando a ela um final seco. O amargor do lúpulo é marcante.

Sweet Stout/Cream Stout: Utiliza lactose ou chocolate para trazer mais dulçor à cerveja. Por isso, é uma cerveja mais leve que a clássica Stout. Tem gosto de chocolate amargo e café. O final sente o malte torrado e um pouquinho do amargor do lúpulo. Amoooooooo!

oatmeal-stout-recipe-Oatmeal Stout: Como o nome indica, tem adição de aveia (oatmeal) que deixa a cerveja mais cremosa. Apresenta médio amargor. Bastante encorpada! Hummmm!

American Stout: Versão americana do estilo. Ou seja, surra de lúpulo, a tornando uma cerveja mais amarga que os demais subetilos de Stout. O aroma cítrico dos lúpulos americanos equilibra com o malte torrado.

risRussian Imperial Stout (RIS): É a versão hard da Stout. São cervejas mais complexas, com amargor intenso equilibrado com o dulçor. Super encorpada e com alto teor alcoólico. Tem um perfil licoroso, chega a pregar a boca quando bebe. Ahhhh, esse é bom demais também.

Fui super “imparcial” nesse post, né?! 🙂

Se ainda não experimentou, não perca tempo! São todas ótimas!

Bom cafezinho!

 

Sobre estilos: IPA

taça-ipa Então, hoje, vamos falar da queridinha de muitos e que tomou conta do gosto e dos eventos cervejeiros? Sim, estou falando dela: A IPA. Os lupulomaníacos até choram! Primeiro, vou começar com a história dela, que alguns dizem não ser verídica, mas… Eu não estava aqui pra ver, vamos ao que nos contaram. Segundo historiadores, lá no século XVIII, quando os ingleses colonizaram a Índia, haviam oficiais britânicos que moravam na Índia. Naquela época, o calor era muito bravo e a água potável era bem escassa. Para resolver esse problema, os ingleses começaram a levar cervejas da Inglaterra para a Índia. Como o caminho era longo e as cervejarias não usavam conservantes artificiais, assim, as cervejas estragavam. ipa-cerveja O que eles pensaram? “Vamos colocar uma dose extra de lúpulo, que é um conservante natural (já falei sobre ele aqui), assim a cerveja resistirá alguns meses de viagem.”. Assim, eles passaram a colocar na tradicional Pale Ale (que também já falei aqui) uma quantidade maior de lúpulo. Com isso, a cerveja que era Pale Ale mudou sua característica, ficando com o aroma mais definido e fresco, mais amarga e com o teor alcoólico mais alto. Para diferenciá-la da outra, passaram a chamá-la de Índia Pale Ale, a famosa IPA. Principais características lúpulo-640x340O amargor marcante é sua principal característica. Nela, os maltes ficam bem discretos, mas têm aqui a função de contrabalancear com o lúpulo para a cerveja não ficar super amarga. Mas o lúpulo não vai dar somente o amargor, ele dita o aroma também. Uma boa IPA tem que ser aromática. Algumas, só de abrir a garrafa, já vem aquele aroma gostoso. Os mais encontrados são os cítricos. São cervejas super refrescantes. Sua cor deve ser de dourado a acobreado. Apresentam um teor alcoólico que normalmente vai de 5,5 a 7,5%. Seu IBU padrão vai de 40 a 70. Já uma Imperial IPA pode ir até 120. Vamos falar então desses sub estilos? Alguns sub estilos de IPA: 

Tijucana Pub: A casa do chope artesanal em Diamantina

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A dica de hoje para beber artesanal vai viajar para o interior mineiro novamente.

A dica da vez é o Tijucana Pub, Restaurante e Growler Station da Cerveja Arte Tijucana, de Diamantina.

Inaugurado neste ano, 2019, o pub é um achado! Andando pelos becos da cidade de Diamantina, você avista uma portinha com o nome do pub. Ao entrar, você não acredita no tamanho do pub. Por ser em Diamantina, o pub é bem espaçoso.

O local

A iluminação baixa dá um charme dos pubs ingleses, além da manutenção da estrutura antiga, que nos remete às casas históricas.

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No palco, toda semana se apresenta uma boa banda, tocando o melhor do rock nacional e internacional. O som é bem alto, talvez, por isso, não seja um lugar apropriado para levar crianças e também não dá para conversar quando a banda está no palco. Aproveite para curtir o som!

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Por lá, estão grupos de jovens, adultos, casais, todos com o objetivo de se divertir e aproveitar tudo que a casa tem de bom.

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O atendimento é excelente. Os garçons são super solícitos e animados, sem contar a cordialidade de um dos sócios-proprietário, Renato.

A casa tem uma vista privilegiada para a principal praça da cidade, a Praça do Mercado Velho. Delícia demais, pegar uma mesa na janela e sentir o clima diamantinense.

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Para beber

Humm.. e para beber não poderia ser diferente, muito chope e cervjejas artesanais. São 15 torneiras com chope das mais diversas cervejarias mineiras e dos mais variados estilos. De Pilsen a IPA.Os valores variam de acordo com o estilo. As de 500 ml vão de R$11 a R$17.  Além dos chopes e cerveja artesanal em garrafa, eles servem drinks, vinhos, cahcaça, whisky, água, suco e refrigerante.

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Eu fui e King’s Cross, uma Pale Ale da Verace, Dunkel da Krug Bier e Hop Corn, uma IPA da Wäls.

Para comer

A casa oferece diversas opções para tira-gosto. Tem prato com comida brasileira,  americana e alemã.

Aos sábados, eles servem uma deliciosa feijoada. Hummm.

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Se tiver passeando por Diamantina, não deixe de conhecer o pub, além de tomar belas artesanais no local, você também pode encher seu growler para levar pra casa. Fica a dica!

Bora lá?!

Tijucana Pub
Rua Maria Leopoldina, 160
Diamantina – MG
Intagram: @cervejaartetijucana

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Tour na Fábrica: Cervejaria Colorado

A dica de hoje é uma experiência completa: o tour na fábrica da Cervejaria Colorado.

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E é grande, viu!?

Quando fui, o tour foi conduzido pelo mestre cervejeiro da Colorado, Laércio Shiya (o Japa). Primeiro funcionário da cervejaria, que a conhece como a palma da mão. É tão importante sua raiz na fábrica, que ele ganhou um tanque de fermentação com seu rosto. Merecido! Gente finíssima, de uma simplicidade de tirar o chapéu!

fabrica cervejaria colorado

Tudo começa na Nano Cervejaria, onde Laércio começa falando da história da cervejaria, como começou, e citou quando ela foi comprada pela Ambev, em 2015. De acordo com ele, a compra da marca pela Ambev fez com que ampliassem a produção, aumentassem a distribuição e, como consequência disso, diminuíram os preços e mais pessoas passaram a ter acesso a cerveja artesanal. E em nada mudou a qualidade dos ingredientes utilizados. Mesmo depois da compra, a marca manteve sua essência.

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Depois de muita história e informações sobre a cerveja artesanal, fomos levados para o espaço de brasagem da cervejaria. E que espaço! São vários tanques fermentadores, cada um com uma homenagem a algumas pessoas importantes para a cervejaria.

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A produção é de 40 mil litros por dia! É cerveja demais. Depois de ouvir mais sobre a produção, fomos caminhando pela fábrica. Ainda bem que era feriado, então estava sem movimento.

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Os ingredientes, garrafas, rótulos, caixas, enfim, tudo que é relacionado ao estoque e logística, fica ali, na fábrica, em enormes estantes.

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Seguimos para a parte de envase do líquido, passamos pelo laboratório de experimentos e chegamos, novamente, na Nano Cervejaria, na melhor parte do passeio: A degustação!

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São várias cervejas que tivemos a oportunidade de degustar, desde a mais fácil de ser encontrada como a Cauim (Pilsen com mandioca), quanto às diferentonas que é o caso da Eugênia (Session IPA com uvaia) e a Nassau (White IPA com caju). Lembrando que todas as cervejas da Colorado levam algum ingrediente tipicamente nacional.

Esse momento é bem bacana, quando a gente troca ideia entre os outros visitantes e com o mestre cervejeiro.

Em seguida, todos ganham o certificado de participação e uma caldereta da cervejaria.

Pensa que acabou? Todos com suas calderetas na mão são encaminhados à sala de brasagem para tomar um chope direto do fermentador, tirado pelo cervejeiro Laércio. E tome mais cerveja!

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A visita dura em torno de 1h30. Vale a pena cada minuto.

Depois disso, somos liberados. Aí eu te aconselho a ir para a Toca do Urso, que fica em anexo à fábrica.

Como já conhecíamos a Toca, demos uma passada rápida para conhecer as novas cervejas que tinham sido acabadas de lançar.

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Se quiser saber mais como é esse espaço, confira no post que fiz sobre a Toca do Urso.

Uma dica que dou, sobre a visita na fábrica, é agendar com antecedência. Está sempre cheio! O agendamento pode ser feito pelo site, e custa R$ 25 por pessoa. Acontece somente aos sábado – 10h30, 13h e 16h.

Fábrica da Cervejaria Colorado
Rodovia Anhanguera, Km 308
Ribeirão Preto – SP
Site: www.cervejariacolorado.com.br
Insta: @cervejariacolorado

#TBT: La Birreria – Puerto Madero (Buenos Aires)

O #tbt de hoje foi um achado em Puerto Madero – Buenos Aires.

É a La Birreria, uma casa de cerveja artesanal e de rock em Buenos Aires. Que lugar gostoso!

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A decoração é linda. Toda voltada para os amantes do rock. os engates das torneiras são todos personalizados. Achei muito massa.

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O ambiente é bem descolado e a música é sempre o rock.

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Tem mesas na parte interna e do lado de fora, com vista para os diques e para o Rio da Prata. Claro que esse último é o mais disputado.

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Por lá, servem uma extensa quantidade de cervejas artesanais. Se você tem curiosidade em conhecer as cervejas locais, esse é o lugar ideal. Tem as mais diversas marcas e estilos.

Assim como a maioria das cervejarias de Buenos Aires, a La Birreria faz promoção de Happy Hour, com cervejas a um valor mais barato até 21 horas.

Tomamos alguns rótulos e todos gostosos!

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Além de cerveja, eles fazem drinks também.

Para comer, o cardápio é diversificado. Tem hambúrgueres, sanduiches, nachos com guacamole, cheddar e carne, batata frita com bacon e cheddar, currywurst (salsicha alemã com catchup e curry) e espetos de frango e queijo.

Pedimos batata e os nachos, que vieram bem servidos.

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O esquema é todo self-service. Pediu, pagou, pegou!

A casa conta com diversas filiais espalhadas pela cidade (são 9). Essa que fui, como falei, fica em Puerto Madeiro, no final da rua principal. Existem vários bares por lá, mas, esse, é imperdível.

Anota aí e siga mais essa dica em Buenos Aires.

Site: www.labirreria.com.ar
Instagram: @labirreria_puertomadero


O ponto turístico desse #tbt é o bairro Puerto Madero, um bairro sofisticado e elegante, muito visitado pelos turistas.

diques puerto

Puerto Madero foi construído no final do século 19 para que Buenos Aires pudesse receber grandes navios. Porém, alguns anos depois, os barcos de carga ficaram ainda maiores, deixando Puerto Madero obsoleto.

Durante o século 20, a região foi se deteriorando. Após um processo de revitalização, nos anos 90, o bairro se tornou uma das regiões mais caras e charmosas da capital portenha.

puerto madero

puerto madero (2)Um dos pontos mais frequentados pelos turistas é a área dos diques que cruzam o Rio da Prata. Interessante que de um lado foram erguidos prédios modernos, grandes e imponentes e do outro lado foram mantidas as antigas docas, que passaram a abrigar o mais elegante polo gastronômico da cidade.

diques

Um fato curioso é que todas as ruas ali são nomeadas em homenagem a alguma mulher. Além disso, a ponte que passa por cima do rio é chamada de Puente de la Mujer. Depois falo dela para vocês.

Ali, também, encontra-se o Buque Museo Fragata Sarmiento, um barco museu. A fragata foi construída em 1896, na Inglaterra, e serviu como escola para jovens estudantes da marinha argentina. Atualmente, está aberto para visitação para que o público conheça sua história e entenda seu funcionamento.

fragata puerto madero

Eu achei muito gostoso andar pela rua principal. Como fomos à tarde, deu para aproveitar a rua principal de tarde e à noite. Muito tranquilo para andar à toa e admirar este local.

puerto madera