#TBT: Schöfferhofer – Teatro Colón (Buenos Aires)

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O #tbt de hoje é com uma clássica alemã que tomei em Buenos Aires.

Essa é a Heffeweizen não filtrada da Schöfferhofer. Uma típica cerveja de trigo alemã, bem equilibrada e refrescante. Essas alemãs não têm erro, são muito bem-feitas e perfeitinhas. Com essa não é diferente: tem aromas e sabores característicos de uma Weizen: frutado, banana, cravo e um leve cítrico.

Falei sobre a cervejaria Schöfferhofer neste tbt de Berlim.


O Teatro Colón é o ponto turístico de hoje.

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É a principal casa de ópera de Buenos Aires, na Argentina. Acusticamente, é considerado um dos cinco melhores teatros do mundo.

Do lado de fora é lindo. É gigante. De longe parece até casa de maquete. O teatro foi inaugura do em 25 de março de 1908, após 20 anos de obras.

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O Teatro Colón foi visitado pelos maiores cantores e companhias de ópera do mundo. É uma das principais atrações turísticas de Buenos Aires, sendo possível fazer um tour guiado do teatro.

E, se por fora é bonito, imagina por dentro. É um verdadeiro espetáculo.

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Durante a visita guiada, a gente passa pelo hall de entrada coberto por uma cúpula formada por vitrais, além de conhecer a Sala dos Bustos e o Salão Dourado. É muita ostentação.

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Ao chegar dentro do da sala de concertos, que maravilha! Seus assentos são de veludo vermelho, fora os lustres que dão um charme a mais. O formato da sala é em ferradura e tem a capacidade para 4.000 espectadores. É muito lindo.

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Vale a pena fazer essa visita. Fica muito perto do Obelisco.

Como é produzida a cerveja artesanal?

Nos posts anteriores nós aprendemos sobre cada um dos principais ingredientes da cerveja e suas funções. Então, a gente se pergunta: É difícil produzir a própria cerveja?

É sim. Mas não é impossível.cerveja artesanal

Nesse post, eu não vou ensinar como faz. Mas vou fazer um resumo das principais etapas da produção de uma cerveja caseira para termos noção de como se faz uma cerveja artesanal.

Dá trabalho. Mas, o resultado final é sempre gratificante. Ver ali algo que você criou, cuidou por alguns dias ou meses e agora vai consumir a cerveja própria. Essa sensação é muito boa!

Antes de começar a produção, é preciso decidir qual estilo de cerveja será feito e com quais características. Tendo essas informações é preciso decidir quais ingredientes será usado, a quantidade de cada um e comprá-los para o preparo.

Mão na massa!

A produção de cerveja passa por duas fases: Quente e Fria. Vamos saber sobre essas fases:

 Quente

– Moagem: Antes de começar a fase quente, deve-se moer os grãos do malte. O grão é moído para que haja uma rápida extração e conversão dos componentes do malte. Depois de moído, obtém-se uma farinha grossa. E está pronto para começar o processo.

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– Mosturação: É quando entra a água e o malte. Aqui, a farinha obtida na moagem é misturada com a água. Não dá para fazer com a água que temos por causa do cloro. Pelo menos a de Minas é cheia dele. Por isso, deve-se corrigir o pH da água. Já falei também sobre a água aqui. Depois de corrigido o pH, o malte é inserido na água fervendo.  Durante essa fase, que dura entre duas a quatro horas, é necessário verificar rotineiramente do pH do mosto (como é chamado o líquido com a água e o malte). Além disso, é necessário controlar a temperatura do mosto também. Temperatura excessiva pode aumentar o teor alcoólico ou deixar a cerveja com sabor muito adocicado.

Com o cozimento dos grãos em água quente, haverá a conversão do amido contido no malte em açúcares fermentáveis (maltose) e não-fermentáveis.

– Filtragem: Aqui começa a lavar o mosto. A filtragem do mosto é realizada para retirar todos os componentes insolúveis presentes na mistura. Toda a casca dos grãos é retirado. O líquido “limpo” é passado para outro recipiente (panela).

lupulagem-ipa– Lupulagem: Aqui entra o lúpulo. Como expliquei no post sobre ele, o lúpulo é o ingrediente que vai dar amargor à cerveja para equilibrar com o doce do malte (sobre o malte) . Além disso, ele que dá o aroma gostoso na cerveja e tem a função de conservante natural da cerveja também.

Ele pode ser adicionado em vários momentos (tanto na fase quente quanto na fria). Mas, não vou entrar nesse detalhe, pois depende do estilo da cerveja e as características desejadas para a cerveja. Depois de colocado o lúpulo, deixa-se fervendo para que pegue o aroma e o sabor.

– Decantação: O lúpulo vai deixar alguns resíduos na mistura. Para retirá-los, faz-se o  Whilrpool, que é o redemoinho no mosto após a fervura, com ele ainda quente. Esse redemoinho vai juntar todos os resíduos no centro da panela, de forma que o mosto não leve esse material para o  fermentador.

resfriamento

– Resfriamento: Para que a levedura faça seu trabalho, como falei no post sobre ela, a levedura, é necessário que o líquido esteja na temperatura de fermentação: Cada tipo de cerveja pede uma temperatura. São vários métodos para resfriar o mosto, que deve ser feito rapidamente para evitar contaminação.

FRIA

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– Fermentação: Depois de resfriado, o mosto deve ser passado para um balde fermentador, onde é colocada a levedura. Momento em que ela transforma o açúcar em álcool, compostos aromáticos e CO2. Depois, tampa-se o fermentador e o coloca-se na geladeira para fermentar e é necessário ficar medindo a densidade do mosto, para saber se a levedura acabou seu trabalho.

Sempre controlando a temperatura.

As cervejas Ales fermentam em temperaturas entre 17 e 24 graus, e cada fermento tem sua faixa de temperatura mais indicada. Já as cerveja da família Lagers são fermentada entre 6 e 12 graus.

O tempo de maturação vai variar de acordo com o estilo: pode ser uma semana, duas semanas, um mês, meses ou anos.

– Maturação e filtração: a cerveja é novamente filtrada para a retirada de resquícios da levedura e de outros componentes que possam ainda estar presentes, e em seguida é levemente aquecida novamente, para a eliminação de componentes voláteis, que não o álcool.

– Estabilização: após o novo aquecimento, a cerveja também é submetida um segundo resfriamento.

– Clarificação: depois de estabilizada, a cerveja é submetida a uma última filtração, para a eliminação de qualquer partícula restante em suspensão. Logo em seguida, é armazenada em tanques.

– Carbonatação – É quando coloca o gás (fase optativa): Depois de maturada, é colocado o gás na cerveja.

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– Envase: Aqui é a melhor parte. Quando seu “bebê” já está pronto para entrar na garrafa. Não pode esquecer de sanitizar com álcool tudo que entrará em contato com o líquido para não contaminá-lo.  Encheu a garrafa, tampou e acabou?

Não!

envase

Depois de tampada, a garrafa tem que ficar em temperatura ambiente, sem luz, por 7 dias.

Somente depois disso que as garrafas com o líquido podem ser colocadas na geladeira. E quando elas gelarem não precisa nem falar o que deve fazer, né?!

Tim tim!

É difícil, né?! E olha que eu não coloque muitos detalhes que devem ser observados, como a parte química. Apenas simplifiquei o processo para que você possa entender um pouco do processo.

É necessário estar atento a cada detalhe para não perder toda a produção. É difícil, mas depois que pega a prática, fica natural.

Faça um curso, estude bastante e comece com sua produção caseira. E depois me conte como estão indo as produções. 🙂

Eu fiz o curso de produção e confesso: Depois que fiz o curso, tive mais certeza de que beber é melhor. rs.

Mas acho legal demais acompanhar as brassagens coletivas que acontecem aqui em BH. É muito interessante ver uma cerveja nascendo. E bebê-la depois é mais legal ainda.

Outros ingredientes da cerveja

Agora que já falamos dos ingredientes obrigatórios de uma cerveja (água, malte, lúpulo e levedura), vamos falar dos ingredientes que não são obrigatórios mas que podem ser utilizados?

Em busca de cervejas com aromas, sabores e cores diferentes, visando proporcionar uma experiência única na degustação da cerveja, alguns cervejeiros utilizam outros ingredientes diversos durante a produção. São eles: especiarias, plantas, flores, frutas, e outros que a imaginação possa alcançar. Eles dão um toque especial às cervejas tradicionais.

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Condimentos e especiarias são temperos usados na culinária para acrescentar sabor, aroma, cor ou realçar o paladar de uma comida. É o mesmo objetivo deles na cerveja. Exemplo de especiarias usados na cerveja: Pimenta, canela, gengibre, coentro, dentre outros.

Além das especiarias, outros ingredientes também podem ser usados como:  chocolate, café, limão siciliano, capim-limão, camomila, castanha, casca de laranja, flor de hibisco, zimbro, mirtilo, frutas etc.

Não existe uma regra que define qual tempero vai bem com determinado tipo de cerveja. Apesar disso, tem algumas combinações que já se tornaram tradicionais como o estilo de cerveja de trigo belga a Witbier que leva casca de laranja e coentro. Aliás, os belgas são especialistas nisso: usar especiarias e inventar demais em suas cervejas! Contrário dos alemães, que não admitem a inserção de nenhum elemento que não sejam os ingredientes base. Já falei sobre eles aqui: Escola Belga e Escola Alemã.

Apesar de ser permitido o uso desses elementos na cerveja, as suas características devem apenas complementar o estilo escolhido, para se criar uma complexidade de sabores, aromas e sensações. Eles não devem se sobrepor ao estilo original da cerveja.

Vou citar aqui algumas cervejas que levam esses elementos a mais:

Witbier, cerveja de trigo com Coentro e Casca de Laranja: Hoeggareden, da Bélgica, a minha preferida!

Russian Imperial Stout, que leva Nibs de Cacau e Jack Daniel’s – da Cervejaria Capistrana, de Diamantina. Perfeita!

Dubbel com extrato de uva passas – da Wäls, de Belo Horizonte. Boa demais!

Saison com amêndoas, limão, abacaxi e café – 42 Farmhouose Ale da Wäls. É sensacional!

Porter com adição de café – Demoiselle, da Cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto. Amo!

Trigo com adição de Mel de Flor de Laranjeira – Áppia da Cervejaria Colorado. Levinha e de boa!

Aliás, se você quer exemplo de cerveja + algum elemento diferente, todas as cervejas da Colorado têm adição de algum produto que remete ao Brasil. Como é o caso da Indica, que é uma IPA com rapadura.

American IPA com Maracujá – da Baden Baden, de Campos do Jordão. Achei leve para o estilo, mas é boa também!

IPA com mamão – a TakeuparIPA, da Go Horse de Belo Horizonte. Eu que não gosto de mamão gostei demais!

Falando adição de frutas, dentro desse tema podemos citar as Fruit Beer, que são cervejas feitas com frutas. Sua criação parte de um estilo base ao qual se acrescenta uma fruta.

Algumas frutas utilizadas são: cereja, framboesa, pêssego, maçã, laranja, amora, damasco, açaí etc.

Exemplo de Fruit Beer:

Belgian Fuit Beer com frutas vermelhas in natura – Julieta da Cervejaria Backer, de Belo Horizonte.

Berliner Weisse com goiaba e cajá-manga – Abaporu Sour, da Cervejaria Verace, de Nova Lima.

Catharina Sour com Acerola – Katarina Sour da Furst Bier, de Formiga-MG.

Enfim, as Fruit Beer podem ser uma Witbier, Stout, Sour, Red Ale ou praticamente qualquer outro estilo de cerveja que tenha a adição de frutas.


Como esses ingredientes são usados?

Para a produção cervejeira, pode ser usada a fruta fresca (inteira, em pedaços ou batida), em forma de extrato, de calda, de polpa e até de suco. No caso dos outros ingredientes podem ser flores inteiras ou desidratadas, ervas prensadas, in natura ou em pó.

Como esses ingredientes são inseridos durante a produção?

Eles podem ser colocados em diferentes etapas da fabricação da cerveja, como durante a fervura, fermentação ou maturação. Essa escolha vai de acordo com a característica final que se deseja obter.


Eu sou suspeita para falar sobre as cervejas que levam esses elementos “diferentes”, pois gosto muito dessas invenções cervejeiras. Sempre que vejo algo diferente, estou experimentando. Confesso que algumas degustações não foram bem-sucedidas, mas, outras gostei bastante.

Então é isso. Fiz esse post para mostrar para vocês que as cervejas podem, sim, sair do comum e ser espetacularmente gostosas, tanto quanto às tradicionais.

fruit beer

Curiosidades:

– O Guia de Estilo BJCP (Beer Judge Certification Program) acrescentou uma categoria dedicada às cervejas com condimentos, a Spice/Herb/Vegetable Beer. Essa categoria, além de incluir o estilo Christmas/Winter Specialty Spiced Beer, permite ao cervejeiro criar receitas inusitadas e com as mais variadas combinações de sabores.

– Quando você sente o aroma de banana na cerveja de trigo (Weissbier), pode ter certeza que não foi adicionada banana durante a produção. Esse aroma é química pura. Ao mesmo tempo em que trabalham dia e noite para transformar açúcares em álcool e gás carbônico, as leveduras próprias das cervejas de trigo também produzem ésteres com aromas frutados. Esses aromas nos remetem à banana. Aiaiai, não vão falar que as Weiss são Fruit Beer com banana e cravo. 🙂 rs

#TBT: La Serrana – Obelisco (Buenos Aires)

O #tbt, enfim, pousa em terras hermanas: Buenos Airesla serrana

Nada mais justo que começar com uma artesanal bem raiz da Argentina.

Essa é a Roja da cervejaria La Serrana. Ela é uma Red Ale, porém não tem uma coloração âmbar, mas sim mais dourada. Achei uma cerveja gostosa e bem leve. Com aroma e sabor frutado.

A Cevecería La Serrana tem sua fábrica em Carpintería, uma vila da província de San Luis, na região central da Argentina.

Hoje, eles contêm 16 estilos diferentes, que trazem espécies nativas daquela região para dar um toque especial em seus sabores e aromas.


O prato do dia foi a primeira coisa que comemos em Buenos Aires. Poderia ter sido uma Parrilla? Poderia! Poderia ter sido um Alfajor? Poderia. Mas onde entramos? No Burger King.

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Sim. A gente gosta de entrar nessas redes internacionais para comparar com as daqui do Brasil.

Não lembro qual sanduíche pedi. Só sei que veio bem mixuruca. Meio seco. A batata é igual. O refrigerante lá não é refil. Além do katchup, eles dão maionese. Não cobram como aqui no Brasil…rs . Ah, e lá não tem, ou não tinha mostarda. É um parecido diferente.

A casquinha de lá tem a opção de caramelo. Hum…


O ponto turístico é um local clássico de Buenos Aires, onde todos que vão, obrigatoriamente, tiram uma foto por lá.

O Obelisco! Ou o pirulito da Praça Sete, para nós de BH…rs

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O Obelisco foi inaugurado em 1936, em celebração aos 400 anos de Buenos Aires.

Ali, a bandeira argentina foi hasteada pela primeira vez, em 1812. Ele fica na Praça da República, no cruzamento de duas importantes avenidas da cidade a Corrientes e a 9 de julio, por isso, seu entorno é muito movimentado.

Com 67,5 m de altura, o monumento traz diferentes inscrições em seu entorno, que são homenagens a importantes momentos históricos da cidade e do país. Em seu interior tem uma escada que leva ao topo com quatro janelas. A vista deve ser linda, mas, hoje em dia, é proibido subir lá.

O Obelisco faz parte de manifestações e comemorações dos portenhos. Além disso, ele aparece colorido em determinadas datas comemorativas ou em algumas campanhas da cidade.

Quando fomos, Buenos Aires iria sediar os Jogos Olímpicos da Juventude, por isso o símbolo lá.

#TBT: Wychwood Brewery – Por do Sol

O #tbt de hoje, apesar de ser uma cerveja inglesa, eu a experimentei em Colonia del Sacramento. Eita cidadezinha que me surpreendeu. Achei cervejas que nunca vi em BH.

Essa aí é a Imperial Red da Wychwood Brewery .

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Achei ele bem leve para ser uma Imperial. Tem um aroma de maltes torrados suaves, e predomina o caramelo. Assim como o sabor, onde sente-se o caramelo e um ligeiro sabor torrado. O malte é equilibrado com o lúpulo que dá um leve amargor no final.

É uma cerveja bem gostosa, mas leve para levar o nome Imperial. O que mais me chamou a atenção foi o rótulo. Achei massa.


Wychwood BreweryA Wychwood Brewery é uma cervejaria de  Oxfordshire, Inglaterra, que existe desde 1841. Ela produz cerca de 50.000 barris (8.200.000 litros) de cerveja por ano e é a maior cervejaria orgânica do Reino Unido. As cervejas Wychwood filtradas e engarrafadas são exportadas para todo o mundo, incluindo a América do Norte, Suécia , França, Austrália, Rússia, Japão, Israel e Singapura.

A cervejaria é conhecida por seus rótulos baseados em fantasia, inspirados nos mitos e lendas que cercam a antiga Floresta Wychwood.

Hoje, eles produzem 13 rótulos. Cada um mais bonito que o outro.

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Para quem gosta dessas coisas de fantasias, dê uma olhadinha no site deles. Achei muito legal! Tem até games. www.wychwood.co.uk


O ponto turístico é o maravilhoso pôr do sol de Colônia del Sacramento.

Como já falei nos posts passados, sobre Colonia e sobre suas Ruínas, a cidade de Colonia del Sacramento é muito charmosa. E, para fechar com chave de ouro o nosso passeio e posts sobre ela, vou falar do que ela tem de mais lindo: o pôr do sol.

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Quando o sol vai baixando, a beirada do Rio da Prata já começa a encher de turistas para ver aquela maravilha da natureza. É bom chegar cedo para pegar um lugar bom e apreciar aquele momento tranquilo, sem gente na frente.

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Dá o horário, aos poucos, um mega sol começa a mergulhar no imenso Rio da Prata. O céu passa a ter diferentes cores. É um momento único e imperdível.

Só as imagens mesmo para explicar!

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A cidade é bem pequena, tem pouco o que se falar dela. Mesmo assim, é uma cidade que todos deveriam visitar. É gostosa demais.

Vai em Montevidéu ou Buenos Aires? Essa é uma parada obrigatória!

Latitude 20º: mais uma opção para os cervejeiros de plantão (Ouro Preto)

FECHADO PERMANENTEMENTE (Porém, você encontra os chopes da cervejaria em alguns bares de Ouro Preto).

A dica de Onde Beber Artesanal é em Ouro Preto hoje.

A dica é um bar simples, porém muito aconchegante. O Latitude 20º.

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O nome do bar Latitude 20º é o mesmo nome dado à cervejaria, que é uma homenagem à Ouro Preto, pois a cidade se localiza na latitude 20º23’08”.

O local: O Latitude é bem completo, pois atende muitas áreas da cerveja.

No espaço, funcionam várias coisas: uma loja onde vendem insumos para fabricação de cerveja, além dos produtos da cervejaria; eles dão cursos com temas relacionados à cerveja; é growleria, já que além de abastecer seu growler, você também pode alugar barris (com chopeira e gás) abastecido com a cerveja deles para levar para casa e fazer a festa; e é bar!

Para beber: No bar, eles servem chopes de fabricação própria. Quando estive lá, estavam plugados: Cream Ale, American IPA, Stout e Double IPA. Todos a preços justos. Os de 300ml variam entre R$7 a R$13; de 475ml entre R$10 a R$17; e de 1 litro entre R$18 a R$32.

Só não experimentei a Double IPA, porque não ia dar conta…rs. Seu teor alcoólico era 8,7% e o IBU 80. Estava querendo algo mais leve no dia. As demais estavam ótimas!

Também tem caipirinha e vinhos.

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Para comer: São poucas opções, como pode ver acima. Mas, é o suficiente para você experimentar um delicioso petisco mineiro bem caseiros. Nós pedimos contrafilé na manteiga de ervas e vinho com fritas. Estava divino. Ah, tem opções vegetarianas também.

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downloadIsso tudo embalado pelo bom e velho rock.

O atendimento é bem rápido e o atendente muito educado e paciente. Me explicou sobre cada cerveja e me deu algumas dicas. Conversei com um dos donos também, que foi bem solicito.

Trouxe uma garrafa de cerveja deles, a Session IPA. Olha ela aí!

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Fica então essa dica. Além de cerveja e comida boa, a vista de lá é linda da Igreja do Rosário e das montanhas que estão no em torno de Ouro Preto.

Cervejaria Artesanal Latitude 20º
Rua Gabriel Santos 16A – Rosário
Ouro Preto
https://www.facebook.com/cervejarialatitude20/
Instagram: @latitude20ouropreto

#TBT: Bis Bier – Ruínas de Colonia del Sacramento

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A cerveja do #tbt de hoje é uma cerveja que ganhei do pessoal da Bis Bier quando estive no Uruguai.

Essa é a Blonde Ale deles, muito bem-feita, certinha e gostosa. Tem aroma de malte suave e notas frutadas. No sabor, também sente o maltado, frutado, mais adocicadinha. Tem um leve amargor que equilibra o doce do malte. É uma cerveja bem refrescante, levinha, fácil de tomar.

Sobre a cervejaria eu já falei aqui. Bis Bier


O prato de hoje é muito típico uruguaio: o Chivito. Ele pode ser comido como lanche, feito com pão, ou no almoço assim, como comemos.

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Pedimos com salada. Veio maionese, salada, batata frita e o chivito, que é carne, coberta com presunto, mussarela e ovo.

De entrada, como de costume no Uruguai, nos levaram uma cestinha com mini pães com um molho. É muito gostoso. Dá vontade de comer tudo, mas tem que guardar o estômago para o almoço.

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Tudo muito bom.

Comemos isso no Restaurant Don Pedro, que fica no centro histórico de Colonia. Um lugar muito gostoso!

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O ponto turístico são as ruínas de Colonia del Sacramento. Ficam bem no Centro Histórico.

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Uma parte das ruínas é onde fica do Convento de S. Francisco Xavier e Farol.

O convento franciscano foi construído entre 1683 e 1704, dedicado a S. Francisco Xavier. Sofreu um incêndio no final do século XVIII, quando foi parcialmente destruído. Eles mantêm ainda parte dessas ruínas.

Em 1857, foi levantado nessas ruínas um farol que ainda funciona. Subimos lá no topo dele. Do alto, a vista é linda! Dá para ver boa parte da cidade e do Rio da Prata. E quanta árvore, hein? Que beleza de cidade. Falei sobre ela no post passado. Dê uma olhadinha aqui.

A outra parte das ruínas é conhecida como Fortificações de Colônia.

No século XVIII, os portugueses cercaram a cidade com uma muralha. A fortaleza tinha uma única entrada, o portão de armas, decorado com o brasão português. A muralha foi demolida em meados do século seguinte.

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Manter essas ruínas, dá um charme a mais à cidade. Deixa ela com mais cara de cidade histórica.

#TBT: Bardot Brew Pub – Colonia del Sacramento (Uruguai)

20180409_224102O #tbt de hoje viaja para um brewpub em Colonia del Sacramento, uma cidadezinha charmosa do Uruguai.

Eu estou falando do Bardot Brewpub, a primeira cerveja artesanal de Colônia. A gente acha que vai para interior e só vai encontrar bar ou restaurante com as cervejas tradicionais locais e depara com esse paraíso com 15 biqueiras e muito chope artesanal fresquinho e de ótima qualidade.

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A casa oferece somente chope próprio. A variedade é imensa. A carta conta com 18 estilos diferentes, porém, desses: 6 são sazonais, ou seja, dependendo da época que você for, pode ser que encontre alguns. Eles os chamam de Estación que são a Wizen, Wit, Pumpkin, Imperial Stout, Strong Ale e Honeybeer. Os demais são classificados como Clássicas (Kolsh, Golden, Pale Ale, Scottch, Porter, Bitter…), que custam $200 o pint e $120 meio e Especiais (Dubel, IPA e Stout), que custam $240 pesos o pint e $150 meio, esses são os mesmos preços dos Estación.

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Além dos chopes, tem vinho, whisky e bebidas de dose.

Para comer, só de sentar eles já te levam uma cesta de pipoca como cortesia da casa. Enquanto isso, vai abrindo seu apetite para o prato que vai pedir.

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As opções também são muitas, ficamos meio perdidos para pedir. Tinha petiscos, massas, pratos, pizza, salada e sanduíches. Pedimos um prato que não entendi até hoje o que é. Veio batatas rústicas, cream cheese, salada e salmão cru.

20180410_002800.jpgGostei muito do lugar, do espaço e de saber que em um lugar tão pequeno já tem cerveja artesanal jorrando!


O ponto turístico é a cidade de Colonia del Sacramento.

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Se estiver em Montevidéu ou Buenos Aires (fica entre as duas cidades), não deixe de ficar pelo menos um dia nessa cidade. Como eu iria de Montevidéu para Buenos Aires, eu parei e fiquei um dia lá. Se você gosta de sossego, fique dois. Tem gente que faz bate e volta das capitais, mas acho que não compensa.

A localização dela a tornou uma das cidades mais visitadas do Uruguai e um patrimônio da UNESCO.20180409_152326

É uma cidade tranquila, que fica às margens do Rio Prata, gostosa de ficar passeando ou mesmo sentar em um restaurante ou um café e relaxar. Nós passamos o dia andando e conhecendo seus pontos turísticos. Parece que transportamos para outra época, pois ela preserva muito bem a arquitetura de quando foi colonizada pelos portugueses e espanhóis, em 1960.

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Tem ruelas e também ruas bem espaçosas. Todas elas bem arborizadas que torna o clima da cidade ainda mais gostoso, fresquinho. Parece que até os moradores estão descansando, não se ouve barulho, não vê muito movimento, a não ser os turistas passando. Acho que a cidade é tão calma, que até os turistas falam baixo, não agitam muito em respeito à calmaria desse lugar.

Amei, posso mudar para lá quando aposentar e viver até 120 anos.

Bar da Ouropretana: Um bar artesanal em meio a muita história

A dica para beber cerveja artesanal desta semana vai lá para Ouro Preto.

Lembrando que o bar foi totalmente repaginado em 2022.

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Conhece a Ouropretana? Ainda não? É uma cervejaria de Ouro Preto/MG, fundada em 2011. Desde então, eles têm feito um excelente trabalho com cervejas de muita qualidade. A cervejaria produz, hoje, seis estilos de cervejas fixas, em garrafa e em chope, e produz também algumas receitas sazonais, todas elas sem adição de produtos químicos.

Em comemoração ao aniversário de 5 anos, em 2016, a cervejaria inaugurou a Loja da Fábrica Ouropretana, um espaço próprio, onde as pessoas podem degustar chopes da casa, provar tira-gostos bem mineiros (dão preferência para os regionais) e ainda levar produtos personalizados e exclusivos da Cervejaria Ouropretana.

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O local: A casa não é muito grande. Tem mesa compartilhada, mesa pra grupo de pessoas, para casais e balcão, pra quem gosta. O local é diversificado, frequentado por turmas de amigos, casais e famílias, como eu fui (levei meus pais desta vez).

Para beber: Tinham as cervejas da própria Ouropretana que são: Pilsen, Pale Ale, Amburana Brown Porter, Ginger IPA (feita com maracujá que é um sucesso por lá) e a Café Lager. Além disso, tem cerveja convidada. No dia era a Leuven. Experimentei algumas da Ouropretana e gostei de todas. Das tradicionais, o preço varia de acordo com o estilo e ml. 200Ml vai de R$4,90 a R$10,90, 300ml vai de R$5,90 a R$11,90 e a de 500ml vai de R$10,50 a R$18,50  Veja as fotos. Ah, pra quem não bebe cerveja tem vinho e espumante.

Para comer: Não é tão extenso o cardápio, tanto que é escrito na parede.

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Tudo parece tão bom, que a gente fica na dúvida do que pedir. Eles chamam de Tentativas de Delícias, que variam entre R$16 a R$35.

Dá ou não dá para ficar perdido? Claro que pedimos a famosa paçoca de carne, feita com carne seca. Que você come com a mão como um bom mineiro, ou na colher mesmo, se preferir. Além disso, comemos o Torresmo de Barriga, que é bem carnudo e vem com limão e geleia. E comemos também o bolinho de carne. As porções são bem econômicas, talvez seja assim para pedirmos mais opções. Tudo que comemos estava excelente!

Depois desse monte de cerveja boa e comida gostosa que falei, deu água na boca, não é mesmo? Já quero voltar em Ouro Preto!

Para quem ainda não conhece, é uma cidade deliciosa de passear e conhecer sua história. E, sabendo que tem bar exclusivo com chope artesanal, fica mais convidativa ainda!

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Gostou da dica? Vai lá no meu insta @cervejeirauai e comenta no post que dediquei à cervejaria.

Loja da Fábrica Ouropretana
Rua Benedito Valadares, 250, bairro do Rosário
Ouro Preto/MG
www.ouropretana.com.br
@cervejariaouropretana

Cerveja Artesanal x Cerveja Popular

Como prometido, depois de falar da cerveja popular/industrializada, vou falar sobre as cervejas artesanais, principalmente sobre sua produção e ingredientes, que é o seu diferencial em relação às cervejas populares/industrializadas. Sobre a história da cerveja artesanal eu falei em outros posts. No Brasil e em Minas.

As cervejas artesanais são aquelas produzcopo-com-lupulo-logo.jpgidas quase que de forma caseira.  Algumas microcervejarias, mesmo utilizando equipamentos modernos, ainda assim são consideradas como cervejarias artesanais pelo cuidado que têm com sua produção. Pois há uma preocupação maior em diversos momentos da produção como: na seleção dos ingredientes, no preparo da receita e na escolha dos conservantes finais, que devem ser naturais e não químicos.

Ou seja, essas cervejas são bem cuidadas, com produções mais restritas (mas não necessariamente pequenas), o que leva a um resultado excelente com produtos de ótima qualidade.

 

Mesmo que algumas cervejas são Eisenbanhfeitas em maior escala, que é o caso das microcervejarias, como a Colorado, a Eisenbanh, a Bäcker, não podemos considerá-las industrializadas como as populares, pela forma como são pensadas.  As artesanais feitas em larga escala, assim como as produzidas em menor escalas, têm um processo cuidadoso não só na criação, mas, também, na fermentação e maturação. Além disso, os ingredientes utilizados são nobres e selecionados e as receitas são elaboradas pensando em adaptar-se a diferentes paladares, criando uma identidade da cerveja. Diferente das populares/industrializadas, que o processo já é todo automatizado, os ingredientes usados são os mais baratos e a receita é bem parecida.

As cervejas artesanais tem como base a água, o lúpulo, o malte e a levedura, sem adição de conservantes e outros produtos químicos.

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Imagem: http://www.comofazercerveja.com.br

 

Oulupulotra diferença entre a cerveja artesanal e a popular/industrializada fica por conta da forma de conservação da cerveja. Enquanto as industrializadas usam aditivos químicos, a maioria das artesanais não usa. Nas artesanais, o lúpulo colocado em maior quantidade e o álcool são os ingredientes que ajudam a manter a validade, além da pasteurização que muitas fazem.

Sem os conservantes, o produto fica natural, porém mais suscetível à ação externa e terão um prazo de validade menor, não podendo ter uma escala tão grande de produção. Mas, não é regra, algumas artesanais usam alguns aditivos químicos como conservantes, que é o caso de algumas da Wäls, Baden Baden.

A fabricação das artesanais passa pelas mesmas etapas que a cerveja industrial, contudo, é um trabalho muito mais criterioso e menos automatizado.

Todo esse cuidado nos permite ter experiências incríveis em todos os sentidos: quanto ao sabor, ao aroma, ao visual.

Gente, é incomparável! Vale a pena dar uma economizada para garantir “o pão nosso” de cada dia! #ficaadica

E você, já começou a ter suas experiências com cerveja artesanal?  Me conta aí!

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