Oktoberfest: A maior festa da cerveja do mundo

Quando o mês de outubro é associado à cerveja, a gente não pensa em outra coisa que não seja Oktoberfest: a festa cervejeira mais famosa do mundo!

E que tal aprendermos um pouco mais dessa história?
Você sabe como surgiu esta festa tradicional?170613481-wiesn-oktoberfest-jahre-jubilaeumswiesn

Em 1810, o príncipe Ludwig (ou Luís), depois coroado como Luís I da Baviera, casa-se com a princesa Teresa da Saxônia-Hildeburghausen, em 12 de outubro de 1810. Todos os moradores de Munique foram convidados para a festa do casamento.  O evento, durou uma semana e aconteceu em um grande campo perto dos portões da cidade que, depois, foi batizado de Theresienwiese (Campo de Teresa) em homenagem à noiva.  Ainda hoje, é neste mesmo parque que acontece a Oktoberfest de Munique.

O sucesso da festa foi grande, que levou a novas edições todos os anos, sempre em outubro, virando tradição em Munique.

Desde 1872, a festa começa no sábado, depois de 15 de setembro (para aproveitar o resto do calor, já que outubro é frio na Alemanha), às 12 horas, com a tradicional cerimônia de abertura “O’zapft is” que significa “O barril está aberto!”. Essas são as palavras gritadas pelo prefeito de Munique todo ano e indica o exato momento em que se reinicia a festa de casamento celebrada há mais tempo no mundo. Nesse momento, o prefeito fica com um martelo de madeira na mão e com uma torneira. Bate o martelo na torneira em um barril de chope até estourá-lo e o chope sair. Aí sim, todas as cervejarias estão liberadas para começar a servir as cervejas. A festa se encerra duas semanas depois, no primeiro domingo de outubro.

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Curiosamente, a cerveja era proibida nas primeiras edições. A bebida só foi aparecer em 1918, mais de cem anos depois, e virou marca da festa. Hoje, Munique recebe 10 milhões de pessoas que bebem 7 milhões de litros de cerveja a cada Oktoberfest.

Outra curiosidade é que apenas seis fabricantes são autorizados a fornecer a bebida durante a Oktoberfest: Paulaner, Hofbräu, Löwenbräu, Spaten, Hacker-Pschorr e Augustiner. A honraria requer que todos os produtores se enquadrem em dois requisitos básicos: eles têm de respeitar a Lei da Pureza da Bavária, um tratado de regulamentação na produção de cerveja assinado em 1516, e devem concentrar a produção dentro do perímetro urbano de Munique.

Hoje, a cerveja oficial da Oktoberfest é a Festbier. Porém, isso só foi acontecer em 1990. Antes disso, a cerveja oficial era a Marzën.

Aqui, eu conto mais sobre as cervejas oficiais da Oktoberfest.

Cada uma das seis cervejarias tem seu pavilhão próprio na Oktoberfest, cada um com um público específico por tradição mesmo. No total, são 14 tendas/pavilhões. Cada um comporta entre 4 mil a 11 mil pessoas e são erguidos somente para a festa. Ah, e não precisa pagar a entrada na festa, apenas o que consome. Por isso, quando lota, eles fecham os portões. E tem mais, você só pode beber se estiver sentado dentro de alguma tenda. Do lado de fora é proibido beber.

Já ouvi dizer que não é uma festa muito organizada. É muita gente etc. Só indo para saber mesmo.

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Além da cerveja, a festa é marcada pela gastronomia, música, dança, artes cênicas, parques para as crianças e muita história contada e exaltada por um povo que faz questão de sair às ruas, ainda hoje, com trajes de época.

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As bandas, sempre tocam músicas tradicionais alemãs que agitam todos. De tempo em tempo, é tocado o refrão musical símbolo da Oktoberfest: Ein prosit, ein prosit der gemütlichkeit (um brinde, um brinde ao ambiente acolhedor). Neste momento, todos se levantam, erguem os copos, movimenta-os para os lados e brindam efusivamente, sempre olhando nos olhos dos companheiros, como manda a tradição alemã. Eles brindam sem dó, por isso os copos são de vidros grossos, bem resistentes.

Outra coisa que chama a atenção são as garçonetes que levam as enormes canecas cheias para as mesas. Algumas carregam até 12 de uma vez. Cê besta!

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Com a imigração dos alemães, a festa mais popular da Alemanha espalhou-se pelo planeta. Hoje, existe Oktoberfest em diversos países. A mais famosa do Brasil é a que acontece em Blumenau, Santa Catarina, considerada a segunda maior Oktoberfest do mundo!

Curiosidade atual: Foi aprovado no dia 15 de setembro de 2021, na Espanha, o registro da marca Oktoberfest, solicitada pela prefeitura de Munique, cidade da maior festa de chope do mundo. Essa decisão dá a Munique o poder de restringir legalmente cópias do festival. A medida, aprovada pelo EUIPO (Instituto de Propriedade Intelectual da União Europeia), foi motivada após Dubai anunciar que faria uma festa no mesmo estilo. E que seria a oficial de 2021.

No Brasil

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Vários estados realizam suas Oktoberfest. Porém, é a de Santa Catarina a mais famosa. A primeira edição aconteceu em 1984, por um motivo trágico. Naquele ano, a região do Vale do Itajaí ficou embaixo d’água devido às enchentes. Com isso, resolveram realizar, em Blumenau, uma edição da festa de Munique para resgatar a autoestima da população e ajudar no reaquecimento da economia. Em poucos anos, tornou-se o maior encontro de cervejeiros do país e uma das festas mais conhecidas entre os brasileiros, amantes ou não da cerveja.

chope metroA Oktoberfest de Blumenau se inspira na original, com bastante cerveja, além dos desfiles de grupos nacionais e internacionais, competições de tiro ao alvo, de cerveja em metro, no qual o candidato precisa beber quase um litro (de cerveja zero álcool) numa só golada e no menor tempo possível, apresentações musicais, paradas de carros alegóricos e gastronomia típica da Bavária. Algumas pessoas, também vão com roupas típicas da Bavária. Inclusive, para quem vai com os trajes conforme exigido pelo festival, tem a entrada liberada gratuitamente. A média é que 700 mil pessoas passem pelo Parque Vila Germânica todos os anos. Ah, e diferente de Munique, aqui a festa acontece em outubro mesmo, dura quase 20 dias e tem diversas marcas de cervejas.

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A Vila Germânica parece uma cidadezinha, com construções típicas alemãs.

Estive na cidade durante o Oktoberfest de 2018. Veja como foi minha experiência aqui Oktoberfest Blumenau.

Ein Prösit!!!

O lúpulo na cerveja

Já falamos da água, do malte e, agorlupuloa, é a vez dele: O Lúpulo. Ingrediente muito amado por muitos, pois ele é o responsável por conferir o amargor e o aroma (o perfume – floral, cítrico, picante…) de muitas cervejas.

O lúpulo é uma planta trepadeira que pertence à família das Canabidácea e gênero cannabis. Seu nome científico é Humulus Lupulus.

Seu uso varia de acordo com a cerveja fabricada. Ou seja, a quantidade de lúpulos que é inserida, o tipo de lúpulo usado e quando ele é colocado durante a fabricação, determina qual será o produto final.

Lúpulos no Brasil

plantacao de lupuloPor muitos anos, achava-se impossível ter plantação de lúpulo aqui no Brasil, devido a nossa posição geográfica. Por isso, o lúpulo era totalmente importado, a maioria dos EUA e Alemanha, países onde o verão são mais longo que no Brasil. Com isso, o lúpulo aproveita esse longo período para florescer antes do inverno chegar (eles precisam de luz). No Brasil, não se tem tantas horas de luz solar durante o desenvolvimento do lúpulo, o que o impede de crescer.

Porém, devido a novas técnicas e diferentes soluções, já é possível cultivar a planta no Brasil.

Para se ter uma ideia, nos EUA e Alemanha é possível obter 800g de cone seco por planta em uma safra. A média no Brasil, hoje, é de 200g/planta. Porém a Fazenda de Fartura (uma das pioneiras) já conseguiu 500g/planta durante uma safra (dados Aprolúpulos). Já existem fazendas que fornecem lúpulos 100% nacional, como a Brava Terra.

A longo prazo, espero que com os lúpulos nacionais sendo fornecido em maior escala, ajude a diminuir os preços das cervejas.

Veja aqui uma matéria que escrevi logo que se começou  a plantar lúpulos no Brasil.

Voltando ao lúpulo…

São vários os tipos de lúpulos, vindo de países diferentes como Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, Austrália, e com características diferentes para diferentes estilos de cerveja, como os com pouco aroma, aroma cítrico, aroma herbal, muito amargo, menos amargo, etc. Por isso, é preciso saber as característica de cada um para saber qual colocar em cada estilo de cerveja para que ela não saia do estilo determinado.

Funções do lúpulo

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Além da função de dar aroma e amargor à cerveja, o lúpulo tem outras atribuições. A principal dela é servir como um conservante natural da cerveja. Ele possui algumas substâncias que inibem a proliferação de bactérias na cerveja.  Com isso, ajuda a prolongar a vida da cerveja nas prateleiras, antes de ir para a geladeira. Além disso, o lúpulo é rico em substâncias antioxidantes, que atuam contra radicais livres. Como as cervejas especiais não usam produtos químicos, como já falei anteriormente, a planta é de suma importância para a cerveja e sua conservação.

Foi por isso que um estilo particular de cerveja surgiu, a India Pale Ale, famosa IPA. Contam historiadores que, na virada do século XVIII, um cervejeiro britânico teria produzido uma Pale Ale mais forte e aumentado sua carga de lúpulos para preservar a bebida durante a viagem de vários meses para a Índia. O lúpulo garantia que, durante toda a viagem, a bebida chegaria sem contaminação do líquido. No final da viagem, a cerveja acabava adquirindo grande intensidade de aroma e sabor de lúpulo. Perfeito para satisfazer a sede do pessoal britânico nos trópicos e se mantinha conservada.

E não para por aí, a estabilidade da espuma da cerveja depende de vários fatores e um deles é a presença dos compostos amargos do lúpulo.

Quando eles são inseridos durante a produção?

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Dry Hopping

Existem vários momentos para a adição do lúpulo. Isso vai depender de que tipo de cerveja você vai querer. Pode ser colocado antes da fervura, durante ou depois. Como este é um assunto técnico, não vou entrar em detalhes.

Obs: Em algumas cervejas vemos a seguinte descrição: Dry Hopping,  que é o processo onde há a adição de lúpulo na cerveja durante o período de fermentação, ou seja, na fase fria do processo, para adicionar aroma de lúpulo fresco ao produto final. Essa técnica deixa a cerveja super aromática! Quando bem feito, ao abrir a cerveja, sente aquela explosão de aromas lupulados. HUuMm.

Curiosidades

– A evidência mais aceita do primeiro campo de cultivo de lúpulo data de 736, no jardim de um prisioneiro de origem eslava, próximo a Gensenfeld, no distrito de Hallertau, região da atual Alemanha. Seu uso é bem antigo;

– O lúpulo foi introduzido nas cervejas da Inglaterra no início do século XVI, e, no caso dos Estados Unidos, tendo o cultivo começado em 1629, no estado de Virginia Ocidental onde, hoje, é o Distrito de Columbia e a cidade de Washington;

– Hoje, existem mais de 200 opções de lúpulo. Dentre as diversas possibilidades, podemos destacar notas florais, cítricas, herbais, frutadas, resinosas e picantes.

– Enquanto o malte dá uma característica doce à cerveja o single-malt-single-hop1lúpulo fornece um contraponto amargo à esse doce. Ou seja, ele é usado também para dar equilíbrio à cerveja. Enquanto o malte adoça, vem o lúpulo com seu amargor não permitindo que a cerveja fique enjoativa, doce;

– Nas cervejas comerciais, o lúpulo aparece quase que só para quebrar o doce maltado. Eles existem nelas, mas colocam tão pouco que são imperceptíveis;

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Pellets

– Para a produção cervejeira, o lúpulo é vendido tanto ao natural (em flores) quanto na forma de pellets (mais comum);

– O IBU: é a abreviatura para International Bitterness Unit. Em português, podemos chamar de algo como unidade internacional de amargor. É pelo número de IBU que podemos ter uma ideia de o quão amarga é uma cerveja. Quanto maior o número indicado, mais amarga é a cerveja;

– O lúpulo leva normalmente 3 anos para atingir a sua maturidade em campo;

– Você sabia que o lúpulo faz bem para saúde? Ele auxilia desde os problemas com insônia a tratamento de dermatite. Confira esses dois link sobre os benefícios do lúpulo para a saúde: Link 1     Link 2 ;

– Lúpulo em inglês é hop e em alemão é hopfen;

– Pode ser fatal para cães e gatos: O contato não é comum, mas, para quem produz cerveja em casa, vale a pena informar. O lúpulo jamais deve ser ingerido por seu cão ou gato, pois é altamente tóxico para eles, provocando ataque epilético, problemas no coração e pode até causar a morte.

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Cerveja Artesanal x Cerveja Popular

Como prometido, depois de falar da cerveja popular/industrializada, vou falar sobre as cervejas artesanais, principalmente sobre sua produção e ingredientes, que é o seu diferencial em relação às cervejas populares/industrializadas. Sobre a história da cerveja artesanal eu falei em outros posts. No Brasil e em Minas.

As cervejas artesanais são aquelas produzcopo-com-lupulo-logo.jpgidas quase que de forma caseira.  Algumas microcervejarias, mesmo utilizando equipamentos modernos, ainda assim são consideradas como cervejarias artesanais pelo cuidado que têm com sua produção. Pois há uma preocupação maior em diversos momentos da produção como: na seleção dos ingredientes, no preparo da receita e na escolha dos conservantes finais, que devem ser naturais e não químicos.

Ou seja, essas cervejas são bem cuidadas, com produções mais restritas (mas não necessariamente pequenas), o que leva a um resultado excelente com produtos de ótima qualidade.

 

Mesmo que algumas cervejas são Eisenbanhfeitas em maior escala, que é o caso das microcervejarias, como a Colorado, a Eisenbanh, a Bäcker, não podemos considerá-las industrializadas como as populares, pela forma como são pensadas.  As artesanais feitas em larga escala, assim como as produzidas em menor escalas, têm um processo cuidadoso não só na criação, mas, também, na fermentação e maturação. Além disso, os ingredientes utilizados são nobres e selecionados e as receitas são elaboradas pensando em adaptar-se a diferentes paladares, criando uma identidade da cerveja. Diferente das populares/industrializadas, que o processo já é todo automatizado, os ingredientes usados são os mais baratos e a receita é bem parecida.

As cervejas artesanais tem como base a água, o lúpulo, o malte e a levedura, sem adição de conservantes e outros produtos químicos.

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Imagem: http://www.comofazercerveja.com.br

 

Oulupulotra diferença entre a cerveja artesanal e a popular/industrializada fica por conta da forma de conservação da cerveja. Enquanto as industrializadas usam aditivos químicos, a maioria das artesanais não usa. Nas artesanais, o lúpulo colocado em maior quantidade e o álcool são os ingredientes que ajudam a manter a validade, além da pasteurização que muitas fazem.

Sem os conservantes, o produto fica natural, porém mais suscetível à ação externa e terão um prazo de validade menor, não podendo ter uma escala tão grande de produção. Mas, não é regra, algumas artesanais usam alguns aditivos químicos como conservantes, que é o caso de algumas da Wäls, Baden Baden.

A fabricação das artesanais passa pelas mesmas etapas que a cerveja industrial, contudo, é um trabalho muito mais criterioso e menos automatizado.

Todo esse cuidado nos permite ter experiências incríveis em todos os sentidos: quanto ao sabor, ao aroma, ao visual.

Gente, é incomparável! Vale a pena dar uma economizada para garantir “o pão nosso” de cada dia! #ficaadica

E você, já começou a ter suas experiências com cerveja artesanal?  Me conta aí!

cerveja

Cerveja Industrializa: vamos aprender mais?

Em princípio eu iria fazer um post comparando os dois tipos de cerveja para podermos entender o que é uma e o que é a outra. Porém, fazendo minhas pesquisas, percebi que o assunto é bem extenso e para conseguirmos comparar é necessário entender os dois tipos de cerveja. Por isso, ao invés de fazer um quadro comparativo, resolvi dividir o assunto em dois e falar um pouco de cada um separadamente.

Então, vamos aprender mais sobre o que estamos bebendo?

Bom. As cervejas populares/industrializadas ou “cerveja de milho”, são aquelas produzidas em larga escala, que estamos acostumados a ver em grande quantidade nos supermercados, distribuidoras, bares e restaurantes em geral. Ou seja, as Brahma, Skol, Itaipava e Antárctica da vida.

E onde entra o tal do milho?

Os ingredientes de uma cerveja são: a água, malte (como uma copo milho2fonte de amido), lúpulo e levedura.  Em algumas, 100% dessa fonte de amido é o malte (por isso a descrição “Puro Malte”) como a Heineken, Paulistânia, Bavaria Premium, Proibida e Devassa Puro Malte e as artesanais em geral. Já a maioria das populares (Brahma, Skin, Skol, Original, Bohemia…), usa-se o malte também como fonte de amido, porém, não é 100%. Pela legislação brasileira está permitido o uso de até 45% de adjuntos para substituir o malte. Esses 45% de outros tipos de cereais, são identificados nos rótulos como cereais não maltados. Eles possibilitam que haja um aumento do volume do produto, fazendo com que as indústrias gastem menos e produzam em maior quantidade, além disso, eles são muito mais baratos que o malte. A produção fica mais barata, o produto é vendido por um preço baixo, atingindo a maior parte do público cervejeiro. Enfim, torna-se um produto popular.

copo-calderetaAlém de aumentar a quantidade na produção, esses cereais tornam a cerveja mais leve, fazendo com que ela seja consumida em maior quantidade. E a quantidade de lúpulo (quando tem) é bem pouca, o que faz com que a cerveja fique sem sabor e sem aroma. E toda essa padronização, faz com que a maioria tenha um gosto semelhante. Eu, particularmente, nunca achei graça nisso. Mesmo antes de descobrir as artesanais eu não gostava de tomar as industrializadas.

Portanto, a quantidade e a qualidade dos ingredientes usados, o processo industrializado e o volume de venda, fazem com que a cerveja popular seja mais barata e esteja mais presente nas geladeiras.

E a propósito, elas se enquadram na Escola Cervejeira Americana, seu estilo é o  “Standard American Lager”. Veja aqui o post que fiz sobre essa escola!

Quero saber mais sobre esse milho!

Vamos lá! Como disse anteriormente, no Brasil, a legislação permite que as cervejas tenham até 45% de cereais não-maltados no lugar do malte. E as fabricantes das populares fazem questão de usar o máximo que pode.

Exemplo de cereais não maltados: cevada, trigo, arroz, milho, centeio e aveia.

Os mais utilizados como fonte de amido na produção de cerveja são: milho (mais comum) e o arroz (no caso da Bud). A adição desses adjuntos, como já disse, dá mais volumes na produção e faz com que a cerveja fique mais leve (mais aguada), barateando o processo.arroz e milho

O milho utilizado, provavelmente, é o transgênico, pois este tipo de milho equivale a mais de 89% do total de milho produzido pelo país. Existem inúmeros estudos que mostram que os transgênicos causam os mais diversos problemas genéticos. Isso não é bom!

Outra discussão é o rótulo dessas cervejarias, que não deixa claro para o consumidor qual é o cereal não maltado utilizado naquela receita.

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Mas, existe um lei, que obriga as cervejarias a especificarem quais são esses cereais não-maltados. Falei sobre essa lei no meu post “O fim dos cerais não-maltados nos rótulos das cervejas -leia aqui”.

Cervejas que no rótulo descrevem “cereais não maltados” então são de baixa qualidade?

Isso é mito. Nem sempre as cervejas que contém esses ingredientes em sua composição

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Leffe – Cerveja Belga  

vão ser de baixa qualidade. Alguns cereais não-maltados, como o trigo não-maltado, a aveia e a cevada, podem ser utilizados para dar características específicas a algumas cervejas. Podem servir para fazer com que uma cerveja atinja um teor alcoólico mais elevado sem fazer com que ela fique mais encorpada e adocicada demais, que é o caso das excelentes cervejas belgas. Ou podem ser usados também para equilibrar certas características como o aroma, sabor, espuma e corpo.

Portanto, devemos estar atentos! Nem sempre que o rótulo trouxer “cereais não-maltados”, significa que aquela cerveja foi feita com excesso desse ingrediente com o intuito de aumentar seu volume e barateá-la. Que é o caso de todas as cervejas populares/industrializadas.

E os adjuntos químicos?

Outra característica das cervejas populares é a parte química, elas utilizam estabilizantes, usados para melhorar, corrigir e acelerar processos de produção e antioxidantes, para retardar a oxidação, para que a bebida dure mais tempo nas prateleiras e aguente viagens longas, ficando assim com prazo de validade estendido. Mais um ponto para barateá-la, pois, devido seu grande prazo de validade, ela pode ser produzida em escalas ainda maiores.

Não achei estudos que comprovassem que esses “antes” afetassem o sabor da cerveja. Também não tenho formação para afirmar se fazem mal para saúde. O que sei é que sempre que pudermos escolher um produto natural, sem conservantes, nossa saúde agradece!

Obs: Algumas cervejas artesanais usam esses “antes”.

Curiosidades:

– As cervejas populares representam 98% do mercado cervejeiro.

– 4 grupos detêm 98,8% do mercado cervejeiro brasileiro

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Imagem: http://www.uzmenino.com

 

Cerveja Artesanal Mineira

Vamos falar da minha terra?

É, Minas Gerais vem crescendo muito quando o assunto é cerveja artesanal. Não temos apenas cachaça de primeira, temos cerveja também!

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Minas Gerais é o estado do Brasil que obteve o maior número registro de produtos cervejeiros em 2018. Veja o mapa.

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Voce sabia - cerveja mineiraPor se destacar na fabricação de cervejas artesanais e pela criatividade, Minas Gerais é considerada a Bélgica brasileira. De acordo com o Ministério da Agricultura em Minas Gerais, existem atualmente 241 microcervejarias registradas aqui. O número deu um grande salto, contando que eram 12 as cervejarias artesanais em 2003.

A maior parte delas (51) está na Região Metropolitana de Belo Horizonte (números de 2018). Destaque para Nova Lima, que é a segunda cidade do país com o maior número de cervejarias registradas. São 19 cervejarias ao todo. Isso porque a legislação da cidade dá incentivos fiscais a esse tipo de negócio e, como fica ao lado de Belo Horizonte, é mais fácil o abastecimento da demanda da capital.

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Ainda segundo o MAPA, Minas Gerais é o 3o estado do Brasil com maior número de cervejarias, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul (186), seguido de São Paulo (165). Nesses estados, houve expansão superior a 30% em relação ao ano de 2017. Além disso, em 2018, Minas bateu o recorde, com produção média de 2,1 milhões de litros por mês, ou 25 milhões no ano.

Além do aumento de cervejarias e produções, tem aumentado, também, o interesse por este tipo de cerveja por aqui. Com isso, cresceu o número de cursos a respeito do assunto; aumentou a quantidade de estilos e marcas vendidos em grandes redes de supermercados; aumentaram as lojas especializadas e bares especializados; bares que antes vendiam somente cerveja comercial, hoje, tem artesanal; e aumentou a quantidade de eventos cervejeiros por todo o estado.

Na “Agenda de Eventos” desse blog você confere todos os eventos com cerveja artesanal programados para o estado de Minas Gerais.

Características das cervejas mineiras

Segundo a Acerva Mineira (Associação dos Cervejeiros Artesanais de Minas Gerais), estima-se que no Estado são produzidos 55 dos 120 tipos de cerveja existentes no mundo (informações de 2017). São muitas opções por aqui e, a maioria, prima pela qualidade.

A principal característica das cervejas mineiras, como já falei, é a criatividade. São incorporados novos elementos na produção, como frutas secas, chocolate, açúcar mascavo, gengibre e mel. Além disso, para se ter um aroma diferente, algumas cervejarias maturam a cerveja em barris de amburana, madeira usada para envelhecer cachaça. E ficam sensacionais!

 

Algumas fábricas têm a opção de visitação. Fui na da Cervejaria Backer (BH) e gostei bastante. Outras que sei que oferecem esse tour são; Wäls (BH), Uaimmí (BH), Hofbräuhaus (BH), Krug Bier (Nova Lima), Verace (Nova Lima), Küd (Nova Lima), Falke Bier (Ribeirão das Neves), Loba (Santana dos Montes), Fritz (Monte Verde), Fürst (Formiga).

 

Clique aqui para ver a visita que fiz. 

Curiosidadeskrug-bier

– A primeira cervejaria artesanal foi a Krug Bier, surgindo em 1997, seguindo uma tradição austríaca na produção das cervejas. Tem como carro chefe sua linha de cervejas, que foi nomeada em homenagem à terra natal de seu fundador: a Áustria;

– Em seguida surgiu a Backer (1999) e a Wäls (2000);

– Em 2015, a Wäls é a primeira cerveja artesanal comprada pela Ambev. E continua com sua fabricação independente;

– Atualmente, a Backer é a maior cervejaria do estado, com produção média de 240 mil litros/mês, num total de 20 rótulos (2018).

– Em 2016, a Wäls ganhou o título de melhor cerveja do estilo belgian strong ale do planeta na World Beer Cup, a Copa do Mundo da Cerveja;

– As cervejarias mineiras têm se destacado nas premiações brasieleiras também.

– Em 2019, as cervejarias mineiras conquistaram 31 medalhas no maior concurso de cervejas (Concurso Brasileiro de Cerveja), quando a Cervejaria Backer foi escolhida a melhor cervejaria artesanal brasileira de grande porte.

– O portal do Estado de Minas mapeou algumas cervejarias de Minas, confira clicando aqui.

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Foto: Outra Visão Comunicação

 

Cerveja Artesanal no Brasil

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Cervejaria Ritter e Filhos – 1943 – Porto Alegre

Apesar dos historiadores contarem que, em 1846, Georg Heinrich Ritter instalara uma pequena linha de produção de cerveja na região de Nova Petrópolis – RS, criando a marca Ritter, a principal parte da história da cerveja artesanal/especial no Brasil é muito recente. Elas só ganharam força nos anos 1990, quando surgiu um maior número de fábricas.

Em 1995, surge a primeira microcervejaria do Brasil, a Dado Bier. Em seguida, em 1996, nasce a Cervejaria Colorado. E, aqui em Minas, a Krug Bier surge em 1997 e a Wäls em 1999.

Foi em 2005, que explodiu ainda mais o surgimapa artesanalmento de cervejarias artesanais, tendo no mercado um crescimento impressionante.

De acordo com a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), em dez anos o Brasil foi de 70 para 700 cervejarias, fora as que não possuem registro. Em 2018, por exemplo, cerca de 185 novas fábricas foram registradas, um crescimento de 35% no ramo.

As cervejarias brasileiras têm influências das grandes escolas cervejeiras, porém, elas se sentem à vontade para inovar. Pelo fato de ter influências de diversas nacionalidades, a cerveja nacional assimilou diversos estilos e não ficou presa a regras das escolas de cervejas clássicas. Lembrando, assim, a escola americana, que inovou não somente em insumos, mas também em seu uso e adaptações dos estilos clássicos para seu paladar (confira o post sobre a Escola Americana).

Mesmo com o mercado em expansão, o consumo dessas cervejas ainda é pequeno, representando entre 1% e 2% do volume total de cervejas consumidas no país e, além disso, os investimentos na área ainda são baixos. Temos muito que evoluir ainda, mas estamos no caminho!

E a tal Escola Cervejeira Brasileira?

Com toda essa empolgação e17008_large com a criatividade dos nossos mestres cervejeiros a mil, impulsionados pela diversidade dos nossos ingredientes nativos, muitos falam da tal Escola Cervejeira Brasileira.

Como não sou especialista na área, resumi alguns pontos que pesquisadores e especialistas acham sobre o Brasil se tornar uma escola cervejeira. Segundo eles, o Brasil deve:

– Possuir um mercado consumidor maduro, capaz de absorver uma boa diversidade de estilos e assim fomentar a criatividade e a competição. Para influenciar o mundo você tem que ser forte dentro do seu país. O que não é o nosso caso;

– Ser capaz de gerar um perfil próprio de consumo, criando adaptações e estilos para atender este perfil de mercado interno. Para isso você precisa do tal consumidor maduro;

– Ter o reconhecimento da identidade dos aspectos culturais, históricos e/ou inovação no modo de elaborar e consumir.

Portanto, o Brasil tem potencial, mas isso não vai acontecer de uma hora para outra e nem será fácil. Antes de se criar uma cultura cervejeira, é necessário criar um mercado, é preciso ter cautela.

Percebemos que aumentou bastante o número de bares e supermercados que oferecem a cerveja artesanal/especial. Aqui em Minas Gerais, cresceram os festivais e eventos com chope artesanal, além de muitas lojas e cursos especializados. Isso é ótimo! Com isso, muitos passam a ter acesso e passam a pensar nas artesanais como uma opção de consumo.

Na minha humilde opnião, as cervejas artesanais ainda não atingiram um público maior por causa dos preços praticados. Com valores mais baixos, teremos mais pessoas consumindo, tornando-se cada vez mais exigentes, buscando rótulos com melhores ingredientes e ajudando, assim, a criar um perfil de consumo.

Mas, sei que por traz desses altos valores tem muita discução como impostos, importação de produtos, ingredientes de qualidade. Isso é assunto para outra oportunidade. E o que nos resta? Rezar e beber!

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Curiosidades:

– As cervejarias artesanais são responsáveis por produzir 7,5 mil produtos diferentes.

–  As produtoras da bebida estão concentradas no Sul (42%) e no Sudeste (41%) do país.

– O menor índice está no Norte, com 3%.

– Segundo dados do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) de 2018, o maior número de cervejarias está em Porto Alegre com 35 cervejarias registradas. A segunda cidade com maior cervejarias registradas é Nova Lima com 19 e a terceira é Caxias do Sul com 16. Veja o ranking abaixo.

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Então é isso! Deu sede. Vamos tomar uma?

Próxima parada: Bar Estação Eisenbahn

Minha dica para Beber Artesanal de hoje é um lugar imperdível em Blumenau.

Eu sei que muitos criticam a Eisenbahn por ter sido comprada pela Kirin, que posteriormente foi comprada pela Heineken, mas, para mim, a qualidade é a mesma. E aí vai minha dica de onde beber cerveja de qualidade!

estacao eisenbahn

O Bar Estação Eisenbahn fica na cidade onde a cervejaria nasceu, Blumenau (Santa Catarina). Atrás do bar fica a fábrica, que é aberta à visitação. Como fui na época do Oktoberfest, não estava disponível para visitação.

O nome do bar é inspirado no nome da cervejaria e em sua localização. O nome Eisenbahn significa “ferrovia” em alemão, que é uma analogia a uma antiga estação ferroviária, onde foram construídos a fábrica e o bar.

◊ O local: O bar tem dois ambientes. A parte de dentro, é menor, já que lá fica o bar com as chopeiras e geladeiras, além da lojinha com várias lembranças da cervejaria como camisas, kits, copos, chaveiros etc. Têm algumas poltronas que lembram os trens chiques de antigamente e algumas janelas de vidro dão para ver parte da fábrica, é bem legal. Já a parte de fora é mais ampla e tem vista para a rua. Chegue cedo! A fila de espera se forma rápido.

 

◊ Para beber: A carta de cerveja da casa é bem extensa, só com cervejas da própria marca. Além das diversas opções de chopes fresquinhos, lá, você encontra as opções de garrafa, inclusive alguns rótulos que são bem difíceis de achar, por exemplo, aqui em Belo Horizonte. Fiz questão de tomar esses que a gente não acha.

Experimentamos alguns chopes e algumas lognecks. Todos de excelente qualidade, sem comentários. Ôo cervejas deliciosas.

 

◊ Para comer: Comida também é o que mais tem. São diversos petiscos e pratos da gastronomia alemã, além de tira-gostos brasileiros, sanduiches e sobremesas. No próprio cardápio, vem sugestões das cervejas que harmonizam com aquele prato.

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Fiquei sabendo que, em alguns dias, têm bandas ao vivo, inclusive, banda alemã. Deve ficar bacana!

Eu gostei muito do lugar, do ambiente e de tudo que comi e bebi. Só achei os garçons sérios demais. Pode ter sido a ocasião de casa cheia etc.

Vale a pena a visita. Espero voltar e conhecer a fábrica também!

Prösit!

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 Bar Estação Eisenbahn
Endereço: Rua Bahia, 5181- Salto Weissbach
Blumenau- SC
Facebook: m.me/barestacaoeisenbahn

Eventos Cervejeiros pelo Brasil

2019 já está aí e precisamos nos programar, não é mesmo?

São diversos festivais espalhados pelo país com bastante cerveja artesanal. Escolha uns aí, se planeje, porque este ano promete!

FEVEREIRO

09/02: Three Monkeys — ‎Brewing Friends Festival (Rio de Janeiro-RJ)

Para comemorar seu aniversário de cinco anos, a Cervejaria Three Monkeys Beer vai vai fazer uma festa OPEN TAP com 50 torneiras de chopp, 30 cervejarias convidadas e 12 cervejas colaborativas preparadas pela cervejaria!

Mais informações: http://www.facebook.com/events/2245744402329797

16 e 17/02: Floripa Craft Beer Festival 2019  (Florianópolis-SC)

Serão dois dias de muita cerveja artesanal, bandas e gastronomia. Estarão presentes 25 Cervejarias de Florianópolis, servindo mais de 120 opções de chopes em seus stands ou bier trucks. Entrada gratuita.

Maiores Informações: http://www.facebook.com/events/375274276377244/

MARÇO

13 a 16/03 – Festival da Cerveja de Blumenau (Blumenau-SC)

O Festival Brasileiro da Cerveja é realizado anualmente em Blumenau/SC, se consolida como o maior evento do ramo cervejeiro da América Latina. Durante o Festival, acontece o Concurso Brasileiro de Cervejas, é o 2º maior do mundo em número de rótulos.

Além do Festival e do Concurso, acontece também a Feira Brasileira da Cerveja, que o objetivo de integrar o mercado, oferecendo o melhor em insumos, produtos, serviços e tecnologia voltados ao segmento cervejeiro.

Mais informações: http://www.festivaldacerveja.com

MAIO

03 e 04/05 – Prêmio Beba Goiás 2019 (Goiânia-GO)

Goiás vai receber pela primeira vez o Prêmio Beba Goiás, que tem o objetivo de promover a divulgação das cervejarias regionais.

Mais informações: http://www.facebook.com/bebagoias

18 e 19/05 – Festival Internacional de Cerveja e Cultura – FICC

A 5ª edição do FICC, e 1a edição de 2019, aterrissa mais uma vez no Estádio Mineirão, no estacionamento G3 Descoberto, em um espaço único e amplo, pensando em uma maior interação entre o público, as cervejarias e as atrações musicais, que diga-se de passagem, estão incríveis!

Desta vez o festival acontece mais cedo, nos dias 18 e 19 de maio, homenageando a cultura cervejeira dos Estados Unidos!

Mais inofrmações: http://www.eventosgofree.com/ficc2019_1046

30/05 a 02/06 – Mondial de La Bière (São Paulo-SP)

O Mondial de la Bière é um festival internacional de cervejas artesanais que reúne fabricantes, distribuidores e importadores de cervejas artesanais e premium. Sucesso idealizado no Canadá há 25 edições, e no Brasil desde 2013, o Mondial de la Bière chega à sua sexta edição no Rio de Janeiro e a segunda em São Paulo. Na edição paulista foram mais de 80 cervejarias e 600 rótulos reunidos durante os quatro dias de evento. Como parte de sua programação, o evento oferece diversas bandas se apresentando no palco, mais de 15 food trucks, além do MBeer Contest Brazil, competição das melhores cervejas expostas, avaliadas por jurados nacionais e internacionais.

Mais informações: www.facebook.com/mondialdelabieresp
http://www.mondialdelabieresp.com.br

28 a 30/05 – Brasil Brau – XV Feira Internacional de Tecnologia em Cerveja (São Paulo-SP)

A Brasil Brau é o maior e principal encontro profissional da indústria cervejeira na América Latina. A feira apresenta o que há de mais moderno em tecnologia, produtos e serviços.

A cada dois anos, a Brasil Brau é a oportunidade ideal para as marcas que desejam planejar lançamentos, encontrar novos clientes, estreitar o relacionamento com clientes atuais, investir na ampliação do negócio e se posicionar entre os líderes do setor.

Mais informações: http://www.facebook.com/pg/brasilbrau
http://www.brasilbrau.com.br

JUNHO

06 a 08/06 – 2º Congresso Técnico de Sommeliers  (Salvador-BA)

A Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva) vai realizar o 2º Congresso Técnico de Sommeliers, na cidade de Salvador (BA).

Na agenda estão palestras, workshops, mesas redondas com profissionais da área e harmonizações.

Mais informações: http://www.abracerva.com.br

20 a 23/06 – 14º  Encontro Nacional das ACervAs (Vitória-ES)

O Encontro Nacional das AcervAs é o encontro brasileiro dos cervejeiros caseiros que acontece todos os anos. Em 2019, o encontro acontecerá em Vitória e contará com uma excelente estrutura e com uma vasta programação.

A programação do Encontro contará com diversos eventos, entre eles: palestras técnicas com palestrantes nacionais e internacionais com comprovada formação e destaque no cenário cervejeiro, concurso de cervejas caseiras registrado junto ao BJCP (Beer Judge Certification Program), passeios turísticos, visitas guiadas às cervejarias, Beer Boat pela Baía de Vitória, Beer Buss pela Grande Vitória, visitas guiadas a bares e PUBs temáticos e uma festa de encerramento com a participação até 2000 pessoas que poderão degustar inúmeras cervejas caseiras dos mais variados estilos e assistir shows de música de qualidade, além de experimentar comidas típicas de nosso estado.

Mais informações: http://www.nacionaldasacervas.com.br

20 a 22/06 – Festival Piribier (Pirenópolis-GO)

O Piribier tem se consolidado como um dos principais eventos cervejeiros do Centro-Oeste. Realizado na pequena e charmosa cidade de Pirenópolis, o evento é uma excelente oportunidade para conhecer de perto as cervejas do Goiás e do Distrito Federal.

Mais informações: http://www.piribier.com.br/

24/06: Bauernfest 2019 (Petrópolis-RJ)

Festa criada pelos colonos alemães a festa faz sucesso desde 1989 na cidade de Petrópolis, com muita dança, musica folclórica, culinária típica e atrações culturais.

Mais informações: http://www.facebook.com/events/2079431425635538

JULHO

05 a 07/07 –  Winterbierfest: Festival Nacional da Cerveja de Inverno  (Treze Tilias-SC)

A Winterbierfest é a Festa Nacional da Cerveja de Inverno que acontece em em Treze Tílias, o Tirol brasileiro. São três dias com muita música, comida e cerveja de qualidade.

Aproveite para visitar os estandes de grandes cervejarias, e conhecer os rótulos de Cervejas Invernais.

Mais informações: http://www.facebook.com/events/1860941204201231
www.winterbierfest.com.br/

13/07: Festa de Aniversário 4 anos da Cervejaria Dogma (São Paulo- SP)

Está confirmada a data para a esperada festa de aniversário da cervejaria paulistana Dogma. Os participantes do evento irão ser agraciados com um taplist incrível, como já ocorreu em edições anteriores.

A festa acontece em modelo open bar e os ingressos ainda não estão disponíveis.

Mais informações: http://www.facebook.com/pg/cervejariadogma

AGOSTO

03/08 – Invicta Nocaute Festival (Ribeirão Preto-SP)

A Cervejaria Invicta vai comemorar seu 4º ano com mais um Invicta Nocaute Festival. A festa acontece na própria fábrica, com open bar de cerca de 7 mil litros de chope e algumas dezenas das melhores cervejarias do país, compondo um mix explosivo de rótulos para degustar à vontade!

Mais informações: http://www.facebook.com/events/332921013961868/

09 a 11/08:  Festival Sul-Americano de Cerveja (Porto Alegre-RS)

As melhores cervejarias artesanais da América Latina reunidas em três dias de festival. Nesse momento de fortalecimento do setor artesanal, a proposta do evento é aproximar a experiência brasileira da trajetória de nossos vizinhos da América Latina. O festival conta com a presença de mais de 30 cervejarias nacionais e internacionais, food trucks, shows de diversas bandas e um encontro de colecionadores cervejeiros.

Mais informações:  www.facebook.com/festivalsulamericanodecerveja
http://www.sulamericanodecerveja.com.br

SETEMBRO

4 a 8/09: Mondial de La Bière (Rio de Janeiro- RJ)

O Mondial de la Bière é um festival internacional de cervejas artesanais que reúne fabricantes, distribuidores e importadores de cervejas artesanais e premium. Em 2019 o festival chega à sua sexta edição no Rio de Janeiro e a segunda em São Paulo. O evento oferece mais de diversas bandas se apresentando no palco, mais de 15 food trucks, além do MBeer Contest Brazil, competição das melhores cervejas expostas, avaliadas por jurados nacionais e internacionais.

Mais informações: www.mondialdelabiererio.com

OUTUBRO

09 a 27/10: Oktoberfest (Blumenau-SC)

A Oktoberfest de Blumenau é uma das festas mais aguardadas pelos cervejeiros, essa festa teve origem na Alemanha e o pessoal de Blumenau importou a tradição e a cada ano a festa atrai pessoas de todo o país. A de Blumenau é a mais tradicional do Brasil

Mais informações: http://www.facebook.com/pg/oktoberfestblumenau
http://www.oktoberfestblumenau.com.br

NOVEMBRO

09/11: Prêmio Beba Brasília (Brasília-DF)

O Prêmio Beba Brasília chega a sua 3ª edição para mais uma vez realizar sua campanha de divulgação das cervejarias e bares do Distrito Federal! Na edição 2019 do Prêmio o público irá eleger as cervejarias e bares mais conhecidos do estado, também irá poder escolher seus favoritos.

Mais informações: http://www.bebabrasilia.com.br

16/11: IPA Day Brasil 2019 (Ribeirão Preto-SP)

O IPA Day Brasil é um festival dedicado ao estilo queridinho dos lupulomaníacos e que se tornou a marca registrada do renascimento cervejeiro. Uma festa lupulada na essência. Muita música, comidas e o que existe de melhor em IPAs no Brasil em um só lugar.

Mais informações: http://www.facebook.com/IPADayBrasil

DEZEMBRO

07/12: Slow Brew (São Paulo-SP)

Em meio a um ambiente super alto-astral experimente livremente mais de 300 melhores rótulos de cervejas artesanais vindos das mais diversas regiões do Brasil e do mundo. Conheça mais de 70 cervejarias de altíssimo nível e suas cervejas mais cobiçadas, deguste em primeira mão os lançamentos exclusivos e estilos raros. Tenha a oportunidade de conversar com os mestres-cervejeiros, curtir diversas atrações musicais e se deliciar em um espaço gastronômico com muita diversidade de food trucks. Tudo isso em um ambiente climatizado, descontraído e rodeado de pessoas que amam experimentar!

Mais informações: http://www.slowbrewbrasil.com.br/festival2019/

31/1:  Hoppy New Year 2020 (Rio de Janeiro- RJ)

Passar o Reveillon com um taplist incrível num dos pontos turísticos do Rio de Janeiro é um luxo que a cervejaria Overhop proporciona aos fãs de cerveja artesanal. Já está confirmada a edição 2020, que encerra o calendário cervejeiro no Brasil.

Mais informações: www.facebook.com/OverHop/

Alguns eventos que ainda não tiveram datas definidas:

Festival da Cultura Artesanal FCAA — Curitiba-PR
2a Edição Festival Internacional de Cerveja e Cultura de 2019 – Belo Horizonte- MG
Rio Craft Beer – Rio de Janeiro-RJ
BBQ IPA Backer – Belo Horizonte-MG
Festival Amazônico de Cerveja — Belém-PA
Bodebrown Beer Train — Curitiba-PR
Festival da Cerveja PoA — Porto Alegre-RS

Da Fazenda ao Copo 2019 – Paraisópolis – MG
Repense Cerveja 2019 – Rio de Janeiro-RJ
Festa Confece 12 anos – Belo Horizonte-MG