Tour na Fábrica: Cervejaria Colorado

A dica de hoje é uma experiência completa: o tour na fábrica da Cervejaria Colorado.

toca do urso entrada

E é grande, viu!?

Quando fui, o tour foi conduzido pelo mestre cervejeiro da Colorado, Laércio Shiya (o Japa). Primeiro funcionário da cervejaria, que a conhece como a palma da mão. É tão importante sua raiz na fábrica, que ele ganhou um tanque de fermentação com seu rosto. Merecido! Gente finíssima, de uma simplicidade de tirar o chapéu!

fabrica cervejaria colorado

Tudo começa na Nano Cervejaria, onde Laércio começa falando da história da cervejaria, como começou, e citou quando ela foi comprada pela Ambev, em 2015. De acordo com ele, a compra da marca pela Ambev fez com que ampliassem a produção, aumentassem a distribuição e, como consequência disso, diminuíram os preços e mais pessoas passaram a ter acesso a cerveja artesanal. E em nada mudou a qualidade dos ingredientes utilizados. Mesmo depois da compra, a marca manteve sua essência.

tour colorado

Depois de muita história e informações sobre a cerveja artesanal, fomos levados para o espaço de brasagem da cervejaria. E que espaço! São vários tanques fermentadores, cada um com uma homenagem a algumas pessoas importantes para a cervejaria.

fermentadores

A produção é de 40 mil litros por dia! É cerveja demais. Depois de ouvir mais sobre a produção, fomos caminhando pela fábrica. Ainda bem que era feriado, então estava sem movimento.

estoque colorado

Os ingredientes, garrafas, rótulos, caixas, enfim, tudo que é relacionado ao estoque e logística, fica ali, na fábrica, em enormes estantes.

cervejaria colorado

 

Seguimos para a parte de envase do líquido, passamos pelo laboratório de experimentos e chegamos, novamente, na Nano Cervejaria, na melhor parte do passeio: A degustação!

cervejas colorado

São várias cervejas que tivemos a oportunidade de degustar, desde a mais fácil de ser encontrada como a Cauim (Pilsen com mandioca), quanto às diferentonas que é o caso da Eugênia (Session IPA com uvaia) e a Nassau (White IPA com caju). Lembrando que todas as cervejas da Colorado levam algum ingrediente tipicamente nacional.

Esse momento é bem bacana, quando a gente troca ideia entre os outros visitantes e com o mestre cervejeiro.

Em seguida, todos ganham o certificado de participação e uma caldereta da cervejaria.

Pensa que acabou? Todos com suas calderetas na mão são encaminhados à sala de brasagem para tomar um chope direto do fermentador, tirado pelo cervejeiro Laércio. E tome mais cerveja!

fabrica colorado

cervejaria colorado 2

A visita dura em torno de 1h30. Vale a pena cada minuto.

Depois disso, somos liberados. Aí eu te aconselho a ir para a Toca do Urso, que fica em anexo à fábrica.

Como já conhecíamos a Toca, demos uma passada rápida para conhecer as novas cervejas que tinham sido acabadas de lançar.

toca do urso

Se quiser saber mais como é esse espaço, confira no post que fiz sobre a Toca do Urso.

Uma dica que dou, sobre a visita na fábrica, é agendar com antecedência. Está sempre cheio! O agendamento pode ser feito pelo site, e custa R$ 25 por pessoa. Acontece somente aos sábado – 10h30, 13h e 16h.

Fábrica da Cervejaria Colorado
Rodovia Anhanguera, Km 308
Ribeirão Preto – SP
Site: www.cervejariacolorado.com.br
Insta: @cervejariacolorado

Sobre estilos: Weiss (Trigo)

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Aqui, no Brasil, a conhecemos como cerveja de trigo, mas podem ser chamadas também de Weiss/Weizen ou Weissbier/Weizenbier. Pode usar qualquer um desses nomes pois, em alemão, weizen significa trigo e weiss branco.  São assim que elas são conhecidas na Alemanha, país onde ela é tradicionalíssima, mais precisamente na região da Bavaria. Que, aliás, tem como costume tomar cervejas de trigo no café da manhã.

índice

De acordo com as leis alemãs, para serem consideradas cervejas de trigo, a receita deve apresentar, no mínimo, 50% de malte de trigo e o restante de malte de cevada. Além do lúpulo e da levedura apenas.

A cor dela varia de amarelo claro a âmbar claro. A maioria delas são mais turvas e esbranquiçadas porque não são filtradas. Normalmente, elas têm a nomenclatura “hefe” na frente (hefe-weissbier), que são feitas para serem apreciadas com o fermento. Devido a esse fermento, o copo para tomá-la tem que ser diferenciado (como esse ao lado – grande com a parte de cima larga), de forma que, durante a degustação, dê para misturar o fermento que deposita no fundo do copo.

As cervejas de trigo tradicionais têm sabor frutado, lembrando banana, além do sabor e aroma que se assemelham ao cravo ou noz moscada. São mais adocicadas e muito pouco amarga (com o IBU de 8 a 15). Possuem um teor alcoólico mais leve, entre 5% a 6%. Por isso, muitos que estão começando no mundo das artesanais começam com ela. É fácil de tomar. E comigo não foi diferente. Foi o primeiro estilo artesanal que tomei.

As minhas preferidas são hefe-weissbier alemãs! Essas podem tomar de olho fechado.

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Witbier ou Wheat – Cervejas de trigo típicas da Bélgica. São ainda mais refrescantes que as alemãs, levam em sua composição cascas de laranja e especiarias como coentro, a tornando mais cítrica. “Wit” em flamenco quer dizer branco, numa analogia semelhante à usada na Weissbier. São mais amareladas.

American Wheat Beer – Cervejas de trigo americana. Não lembra a alemã. Tem um sabor maltado do grão de trigo e lúpulo americano ou nobre, normalmente com notas cítricas e florais.

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Dunkel Weizen – Cervejas de trigo feita com maltes torrados, por isso são escuras. Além das notas de banana e cravo, tem um maltado mais intenso lembrando achocolatado.

Weizenbock – Uma Dunkel Weizen mais forte, mais alcoólica e potente, com aromas intensos de frutas escuras, como ameixa, e frutas passas. É bem adocicada e encorpada.71xEYU0ojdL._SL1500_

Berliner Weisse – Cerveja de trigo ácida, seca e leve, com bastante gás carbônico. São mais clarinhas.

Deu água na boca, né!?

#TBT: La Birreria – Puerto Madero (Buenos Aires)

O #tbt de hoje foi um achado em Puerto Madero – Buenos Aires.

É a La Birreria, uma casa de cerveja artesanal e de rock em Buenos Aires. Que lugar gostoso!

cerveza artesanal

A decoração é linda. Toda voltada para os amantes do rock. os engates das torneiras são todos personalizados. Achei muito massa.

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O ambiente é bem descolado e a música é sempre o rock.

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Tem mesas na parte interna e do lado de fora, com vista para os diques e para o Rio da Prata. Claro que esse último é o mais disputado.

la birreria

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Por lá, servem uma extensa quantidade de cervejas artesanais. Se você tem curiosidade em conhecer as cervejas locais, esse é o lugar ideal. Tem as mais diversas marcas e estilos.

Assim como a maioria das cervejarias de Buenos Aires, a La Birreria faz promoção de Happy Hour, com cervejas a um valor mais barato até 21 horas.

Tomamos alguns rótulos e todos gostosos!

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Além de cerveja, eles fazem drinks também.

Para comer, o cardápio é diversificado. Tem hambúrgueres, sanduiches, nachos com guacamole, cheddar e carne, batata frita com bacon e cheddar, currywurst (salsicha alemã com catchup e curry) e espetos de frango e queijo.

Pedimos batata e os nachos, que vieram bem servidos.

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O esquema é todo self-service. Pediu, pagou, pegou!

A casa conta com diversas filiais espalhadas pela cidade (são 9). Essa que fui, como falei, fica em Puerto Madeiro, no final da rua principal. Existem vários bares por lá, mas, esse, é imperdível.

Anota aí e siga mais essa dica em Buenos Aires.

Site: www.labirreria.com.ar
Instagram: @labirreria_puertomadero


O ponto turístico desse #tbt é o bairro Puerto Madero, um bairro sofisticado e elegante, muito visitado pelos turistas.

diques puerto

Puerto Madero foi construído no final do século 19 para que Buenos Aires pudesse receber grandes navios. Porém, alguns anos depois, os barcos de carga ficaram ainda maiores, deixando Puerto Madero obsoleto.

Durante o século 20, a região foi se deteriorando. Após um processo de revitalização, nos anos 90, o bairro se tornou uma das regiões mais caras e charmosas da capital portenha.

puerto madero

puerto madero (2)Um dos pontos mais frequentados pelos turistas é a área dos diques que cruzam o Rio da Prata. Interessante que de um lado foram erguidos prédios modernos, grandes e imponentes e do outro lado foram mantidas as antigas docas, que passaram a abrigar o mais elegante polo gastronômico da cidade.

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Um fato curioso é que todas as ruas ali são nomeadas em homenagem a alguma mulher. Além disso, a ponte que passa por cima do rio é chamada de Puente de la Mujer. Depois falo dela para vocês.

Ali, também, encontra-se o Buque Museo Fragata Sarmiento, um barco museu. A fragata foi construída em 1896, na Inglaterra, e serviu como escola para jovens estudantes da marinha argentina. Atualmente, está aberto para visitação para que o público conheça sua história e entenda seu funcionamento.

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Eu achei muito gostoso andar pela rua principal. Como fomos à tarde, deu para aproveitar a rua principal de tarde e à noite. Muito tranquilo para andar à toa e admirar este local.

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Redentor Bar: A esquina mais carioca de BH

A dica de Onde Beber Artesanal hoje é um bar e restaurante muito tradicional em BH: o Redentor Bar, que  possuem duas unidades: uma na Savassi e outra no Shopping Cidade. Como fui no da Savassi, falarei dele.

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O Redentor Bar Savassi existe, no mesmo ponto, desde 2004. Desde lá, vem trazendo uma mistura muito boa entre o estilo carioca e o jeitinho mineiro. Isso fica estampado desde a sua decoração até o seu cardápio.

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Já começa pela calçada, que tem o mesmo formato da original de Ipanema e pelo nome que é inspirado no monumento mais famoso do rio o Cristo Redentor. E tem mais …

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O local: A casa tem um ambiente bem descontraído, com música ambiente que passa pela bossa nova, chorinho, samba e MPB. Alguns dias, esses ritmos são apresentados com shows ao vivo. Muito gostoso. Na placa da foto abaixo, dá pra ver os estilos e os dias.

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O espaço interno é grande. Além de mesas dentro da casa, tem mesas na varanda e mesas nas calçadas, que são as preferidas do happy hour, estão sempre cheias!

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O atendimento é excelente. Os garçons estão sempre de bom-humor, atendem rápido e estão prontos para te dar qualquer dica. Os pedidos saem rápidos, chope geladinho e pratos quentinhos!

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Para beber: A casa conta com um vasto cardápio de chopes e drinks. A tradição da casa são os chopes Brahma que levam nomes bem diferentes como: Pelourinho, Garotinho, Rio Negro, Amador. O que varia entre eles é a cor, quantidade de espuma e tamanho do copo. Mas, claro, que fui lá por causa dos chopes artesanais.

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Os chopes artesanais são da Wäls: Witbier, Verano (Pale Ale) e Hop Corn (IPA). Todos a R$12,50 – 380ml. Já cerveja artesanal de garrafa só tem Hoeggarden (Witbier) e Leffe Blond (Belgian Blonde Ale).

Como já conheço todas da Wäls, pedi uma de cada. Além dos chopes e cervejas, a casa conta com diversos drinks, coquetéis, gin. Agrada a todos mesmo!

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Para comer: Tem tudo que um tradicional bar tem que ter. Frios, pastéis, tira-gostos, cozidos, embutidos, assados, grelhados e salteados, sanduíches e as tradicionais empadas dos restaurantes cariocas. Tem opção também de pratos quentes como fetuccine, além de almoço durante o dia. Ah, tem sobremesa também. Ufa!

Nós fomos de Escalope de filé mignon ao molho e de batata noisette com cestinha de provolone. Tudo maravilhoso.

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Melhor do que isso, só a sobremesa: Petit Gateau e Taça de sorvete de creme.

Tinha muitos anos que não ia ao Redentor. O bar se reinventou com pratos novos, drinks exclusivos e chopes artesanais.

Ficou ainda melhor. E, se você gosta de lugar assim, que te deixa bem à vontade, com muitas opções para beber e redentor bar 2comer, coloque ele na sua lista. É gostoso demais sentar nessa esquina.

Redentor Bar Savassi
Endereço: Rua Fernandes Tourinho, 500
Savassi- Belo Horzionte
Site: http://www.redentorbar.com.br
Instagram: @redentorbar

Sobre estilos: Bock

Bock

A Bock é uma cerveja da família lager, como a pilsen, ou seja, de baixa fermentação. Muitos acham que lager são cervejas claras. Mas, está aí a Bock para provar que não.

Esse estilo surgiu no século XIV, na cidade de Einbeck, no norte da Alemanha, e posteriormente recriado em Munique.

O nome “Bock” é baseado em uma variação do nome “Einbeck” do dialeto Bávaro, e usado apenas após chegada dessa cerveja em Munique. “Bock” também significa “bode” em alemão, sendo comumente usado em logotipos e propagandas.

Sua principal característica é o destaque do malte, tanto no aroma como no sabor. Os maltes torrados usados na receita dão uma coloração escura e sabor e aromas intenso, com notas de toffe e caramelo. São pouco amargas, pode ter o final seco ou doce (mas não muito).

É um estilo relativamente forte em relação ao teor alcoólico, que  varia de 6% a 7,5%.  Já em relação ao seu amargor, é levemente lupulada, com IBU entre 20 e 27.

Variações do estilo

Maibock ou Helles bock: uma versão mais clara e lupulada da bock tradicional;

Weizenbock: uma versão da bock feita com trigo. Resultando em uma cerveja de trigo forte com teor alcoólico mais elevado;

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Doppelbock: , uma versão mais forte e maltada. Seu teor alcoólico pode ir até 10%. A Salvator da Paulaner é maravilhosa!;

Eisbock: uma versão muito mais forte feita pelo congelamento parcial da cerveja para posterior remoção do gelo de água que forma. Após a remoção do gelo a cerveja fica bastante concentrada e, com isso, o resultado é uma cerveja com sabor realçado e bem alcoólica, podendo chegar a 14%. Nu!!

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Observação importante

Não vai confundir Bock com malzbier “pelamordedeus”. As malzbier são escuras também, porém essa coloração não vem dos maltes torrados, mas sim da adição de caramelo e xarope de açúcar, a tornando uma cerveja doce. Além disso, seu teor alcoólico é baixo, entre 0 e 4%. Falei sobre essa diferença no post Malzbier x Cerveja Escura

Walfänger: Um pedacinho da Alemanha em Ribeirão Preto

A dica do Onde Beber Artesanal vai para Ribeirão Preto novamente.

Quer se sentir um pouquinho na Alemanha? Entre no brewpub da Cervejaria Walfänger e sinta-se à vontade!

cervejaria walfanger

A cervejaria é mais uma que entra no cenário das artesanais de Ribeirão Preto que só tem crescido na quantidade e na qualidade.

O local: O brewpub tem um espaço bacana, com uma decoração voltada para cultura alemã e cervejeira. Tudo muito bem pensado e bonito.

São três ambientes: o interno, onde têm mesas para casal ou turma. Tem a varanda e também um espaço do outro lado da rua onde montaram um Biergarten, que é um jardim com mesas compartilhadas para reunir e divertir com os amigos e a família. É como se fosse um pedacinho da Alemanha mesmo, já que as cervejarias de lá tem muito espaço assim.

brewpub

biergarten

Na parte interna, também se encontra a fábrica da cervejaria, que dá para ser vista, já que a parede é de vidro.

fabrica de cerveja

A capacidade de produção da fábrica, hoje, é para até 60 mil litros/mês.

O atendimento é ótimo. Serviço rápido. Garçons atenciosos, que estão sempre dispostos a te indicar uma boa cerveja ou comida.

cervejaria walfanger

Para beber: São servidas somente autênticas cervejas de estilos alemães, claro, todas seguindo a Lei da Pureza e de fabricação própria.

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São 6 tipos de cervejas, que são divididas em duas linhas: a Linha Clássica – com Doppel Bock, Weizen e a Helles –  e a Linha Trigênios – composta pela Albert (German IPA), Sebastian (Viena Lager) e Sigmund (Düsseldorf Altbier).

Elas são servidas em chope fresquinho direto da fábrica ou tem em garrafas. Os valores variam de acordo com o estilo. Os chopes de 500ml vão de R$11,90 a R$16,90 e as garrafas de 500ml vão de R$14,60 a R$23.

Pedimos a régua primeiro, para podermos ver qual escolher. Achamos todas muito bem-feitas e gostosas.regua walfanger

Veja aí as nossas escolhidas para comermos com os tira-gostos.

chop walfanger

Para comer: Falando em tira-gosto, o cardápio é bem vasto. Com opções da culinária alemã, porém, com um toque bem brasileiro. Tem entrada, petiscos, saladas, pratos quentes, sobremesa e almoço nos finais de semana.

Quando você pede a cerveja, já vem com um pote de amendoim, inclusive tem uma máquina de self-service de amendoim para harmonizar com a sua cerveja.

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Como entrada pedimos o Pão de malte da casa. Muito macio e gostoso, servido com creme de queijo com ervas. Muito bom!

pão de malte

Depois, pedimos o Pilous de Porco, que são bolinhos de lombo de porco no espeto, temperado com mel, limão e gengibre. E vem com repolho roxo. O sabor é delicioso, porém, achei que passou um pouco do ponto, então ficou um pouco seco. Talvez, por isso, nem conseguimos comer tudo. Chega uma hora que não desce mais.

Tirando isso estava tudo muito bom e bonito! Muito bem servido.

pilous de porco

Para quem gosta de lembranças, a casa conta com uma lojinha com growlers, garrafas, copos, bonés da cervejaria para serem adquiridos.

Falando em growler, lá também funciona como growleria para que você encha o seu com seu chope preferido e leve para a casa.

Recomendo demais a casa. Adorei tudo por lá. E ainda daria uma sugestão, colocar músicas alemãs. Ia ficar excelente!

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Cervejaria Walfänger 
Rua Carlos Ribeiro de Souza, 115 -Bonfim Paulista
Ribeirão Preto  – SP
Instagram: @walfanger
Site: www.walfanger.com.br

Sobre estilos: Pilsen

Urquell

O estilo Pilsen foi criado pela primeira vez, em 1842, na República Tcheca, na cidade de Plzen (Pilsen), pela Büger Brauerei, hoje Plzenky Prazdroj. É a famosa e tradicional  Pilsner Urquell, que usa os mesmos ingredientes até os dias de hoje para fabricar sua clássica Bohemian Pilsner. É uma cerveja maravilhosa. Falei sobre ela nesse post que fiz no Instagram

Desde o seu surgimento, é o estilo mais consumido no mundo inteiro. Pode ser chamada de Pilsner também. Elas são do tipo lagers que, como já falei aqui, são de baixa fermentação e portanto mais leves e geralmente menos alcoólicas.

pilsenA Pilsen é uma cerveja bem dourada, com notáveis aromas de lúpulo e um sabor mais acentuado de malte. Elas seguem a Lei da Pureza Alemã, que condiciona a produção da bebida a apenas quatro ingredientes: água, malte, lúpulo e levedura. Ou seja, não pode ter cereais não-maltados como o milho e o arroz. Por isso, podemos perceber que essas cervejas populares aqui do Brasil, que dizem no rótulo ser Pilsen, não são. Elas são, na verdade, American Lager, que têm sabor suave e aroma neutro. Bem diferente das pilsens originais.

Ao longo do tempo, surgiram algumas variações da  Pilsen, que são os subestilos Bohemian Pilsner, German Pilsner e Classic American Pilsner. Em geral, elas são mais amargas, com espuma cremosa e branca.

Bohemian Pilsner, é o estilo original da Pilsen. É uma cerveja de fermentação baixa, com coloração amarelo/dourado e refrescante, tornando-se assim uma das mais pedidas entre todas as outras. Representada por cervejas como a Pilsner Urquell;

German Pilsner, uma versão alemã do estilo, criado em 1870, tornou-se bastante popular após a Segunda Guerra Mundial. Essa é uma cerveja mais amarga, de cor dourada, corpo leve e bastante refrescante. Alguns exemplares incluem a Bitburger, Warsteiner e  Konig Oilsener; e

Classic American Pilsner, uma variação americana da Bohemia Pilsner. Levada aos EUA pelos imigrantes europeus e produzida somente com ingredientes originais da América. Essa é uma cerveja mais clara e brilhante, além de possuir um amargor mais leve e seco.

#TBT: Kronenbourg 1664 – Catedral Metropolitana (Buenos Aires)

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O #tbt de hoje, apesar de ter sido um achado em Buenos Aires, é uma cerveja francesa: A 1664.

A Kronenbourg 1664 é uma das cervejas mais consumidas na França. É uma Standard American Lager da Brasseries Kronenbourg. Uma cerveja bem leve e refrescante, com presença de malte tanto no aroma quanto no sabor. Seu amargor é moderado.

O lúpulo utilizado na Kronenbourg é considerado o caviar dos lúpulos. Cultivado exclusivamente na região de Alsace, na França, desde 1885, este lúpulo proporciona baixo amargor e qualidades aromáticas.

kronenbourg.pngKronenbourg é o nome de um bairro histórico de Strasbourg (Cronenbourg), capital e principal cidade da região de Alsace no leste da France, perto da fronteira com a Alemanha. É neste bairro onde a cervejaria foi instalada no início do século XIX. Hoje, a Brasseries Kronenbourg é a maior marca de venda de cerveja em França e é uma das mais antigas do país.

Em 2008 o Grupo Carlsberg tornou-se proprietários da marca Kronenbourg 1664.


O ponto turístico escolhido para mostrar para vocês foi a Catedral Metropolitana de Buenos Aires, a principal igreja católica da capital Argentina.

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Ela é bem bonita. Por fora, nem parece uma igreja, mas sim um templo grego. E, por dentro, é gigante.

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Ela está no mesmo lugar que foi escolhido pelo fundador da cidade, Juan de Garay, para construir a primeira igreja. O primeiro templo foi construído com materiais simples como madeira, barro e palha. Devido ao uso de materiais menos duráveis o templo sofreu seis reconstruções. A construção final começou em 1752.

Por conta de diversos problemas financeiros e com o novo projeto, a construção só foi completamente finalizada em 1852. Porém, os trabalhos de decoração continuaram por mais 50 anos.

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Nesta Igreja, fica o museu do Cardeal Jorge Mario Bergoglio Jr, mais conhecido hoje como Papa Francisco. Ele foi Arcebispo de Buenos Aires de 1998 até 2013, sendo que uma de suas funções era comandar a Catedral Metropolitana. Nesse pequeno museu ficam expostos diversos objetos ligados ao Papa.

Além disso, por lá está o mausoléu com os restos do General José de San Martin. Mas não entramos. Estávamos muito cansados.

#TBT: Quilmes – El Sanjuanino – Casa Rosada

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O #tbt de hoje não é com uma artesanal, mas é o símbolo da cerveja argentina, a cerveja Quilmes, já que é a cerveja mais popular do país.

Ela é uma Standard American Lager, que tem o lúpulo e o malte bem equilibrados e aroma suave de cereais, que fazem dela uma cerveja fácil de beber. Possui coloração clara e sabor refrescante. Para mim, ela é um pouquinho melhor que a nossa Brahma. Mas nada que se dica “Nossa, que cerveja deliciosa!”. Totalmente industrializada e nada de puro malte. Seus ingredientes são: Água, malte, cereais não malteados, carboidratos e lúpulo.

quilmes-1.jpgA Quilmes foi criada em 1888, pelo alemão Otto Bemberg e fabricada pela Cervecería y Maltería Quilmes. Hoje, a Ambev tem 97% das ações da cervejaria. Depois da compra de quase toda a cervejaria, a Ambev passou a distribui-la fora do país, tornando a conhecida também fora da Argentina.

Na Argentina, ela é uma das mais vendidas. Seu nome foi inspirado numa antiga tribo indígena que habitava a região onde foi instalada sua fábrica e que dá nome à cidade.

Detalhe que só tem ela de 970ml ou 330ml. Haja litrão!


Essa, nós tomamos num restaurante super indicado para quem quer comer pratos típicos argentinos: o El Sanjuanino.

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Indicado por diversos guias internacionais, o local já foi até destaque no The New York Times. Claro que eu não ia deixar essa oportunidade passar.

O ambiente é bem simples, apertado, parece estar dentro da casa de alguém. A decoração é peculiar, com uns barris e garrafas de vinho espalhados, quadros, bandeiras da argentina e até cabeça de um viado…rs. É bem confuso, tumultuado, tudo parecendo bem antigo. Mas nada que atrapalhe.

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A casa estava lotada, gringos falando alto, mas, tivemos a sorte de achar uma mesa.

Pedimos o prato mais famoso de entrada: as empanadas! Dizem que é a melhor de Buenos Aires. Não sei se é a melhor. Sei que a de carne estava ótima!

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Depois pedimos o prato principal: Bife completo.

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Nossa Senhora! E que prato. Vem uma carne bem gostosa e suculenta, com batata frita, ovo e um pedação de bacon. Ainda bem que pedimos um só. Olha isso! Apesar da gordurada, o prato estava maravilhoso. Saímos satisfeitíssimo.

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O ponto turístico é mais um clássico argentino: a Casa Rosada.

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Infelizmente, a praça que fica em frente à casa “Plaza di Mayo” estava em reforma. Então, as fotos do entorno e da entrada da casa não ficaram muito bonitas.

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A Casa Rosada é a sede do Poder Executivo, onde o Presidente da República exerce as suas funções. Foi declarada Patrimônio Histórico Nacional.

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A casa foi construída logo após a fundação de Buenos Aires, em 1580. Ali, foi construída a Fortaleza Real de San Juan Baltasar da Áustria no lugar onde hoje existe a Casa Rosada.

Com a independência da Argentina, a fortaleza perdeu a razão de existir. Na metade do século XIX, foi ordenada a demolição do prédio e a construção de outro. 

Durante o governo de Domingo F. Sarmiento, decidiram pintar o prédio de rosa, a cor característica que permanece até hoje na Casa Rosada.

Existem várias histórias que tentam explicar a origem da cor da fachada. Uma delas é que a cor rosa foi o resultado da mistura de cal com sangue de boi, muito usado na época para acabamentos externos por conta da durabilidade.

Fizemos a visita guiada que vale muito a pena e é gratuita. E tome história para ouvir!praça

Por dentro a Casa Rosada é AMARELA. Quem diria…

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É claro que não seria diferente, ela é pura ostentação. Um verdadeiro palácio!

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O passeio inclui os principais setores da Casa do Governo, afinal a casa é gigante. Alguns dos cômodos que fomos: Salão de Patriotas Latinoamericanos; Pátio das Palmeiras; Salão das Mulheres Argentinas; Varanda onde Evita Perón fez seu discurso; Salão Eva Perón, onde ela realizava suas reuniões. A sala ainda está decorada como na época em que era usada por Evita; Escritório Presidencial; o Salão branco, que sempre aparece quando os presidentes vão fazer pronunciamento ou quando tomam posse; e o famoso elevador presidencial.

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O elevador mais chique que já vi na minha vida! Tem até poltrona de veludo. Somente o presidente pode entrar nele.

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Eu adorei conhecer um pouco mais da história da Argentina e conhecer esse palácio, um símbolo nacional, onde eu jamais imaginei entrar.

#TBT: On Tap Craft Beer – Escuela Presidente Roca (Buenas Aires)

No #tbt de hoje eu não vou falar de uma cerveja mas de uma cervejaria em Buenos Aires muito descolada e com chope artesanal para mais de metro!

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É a On Tap Craft Beer, uma cervejaria que oferece 20 rótulos de cervejas artesanais a maioria da argentina e uma ou outra de fora. A On Tap tem dez, eu disse 10, unidades espalhadas por Buenos Aires. É coisa demais. Eu fui na de Palermo.

on tap craft beer

O local é pequeno, tem mesas dentro, cadeiras no balcão e mesas do lado de fora. Além de um mesão central compartilhada, onde tem um telão com futebol passando.

O público é bem jovem e animado. E, como na maioria dos pubs de Buenos Aires, eles têm o esquema de Happy Hour. Em um intervalo de tempo, os chopes ficam mais baratos. Assim, a casa fica lotada!

on tap buneos aires

O esquema lá é pagou, pegou a ficha e retirou no balcão. Talvez para não perderem o controle já que a casa fica cheia e muita gente em pé do lado de dentro e de fora.

Quando chegamos não tinha mais mesa, sentamos no balcão mesmo, por isso é bom chegar cedo.

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Com esse tanto de torneira, ficamos perdidos sem saber qual pedir. Todos têm o mesmo valor, só varia se é uma pint (pinta como eles dizem) ou meia pint. Experimentamos diversos chopes. Eu dou um destaque para a Red Daniel’s, da cervejaria Duke, uma Irish Red Ale feita com Jack Daniel’s. Uma delícia superalcoólica. Gostosa demais! Eu não sou fã de whisky, mas o aroma e o gostinho amadeirado desse chope me conquistou. Queria trazer, mas só tinha on tap. Ah, lá tem drinks também, mas não experimentei nenhum.

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Para comer, nós pedimos frango frito com molho de cerveja e de ervas. Estava gostoso, mas, uma coisa que me incomodou em Buenos Aires é a falta de sal na comida. Tive que tacar sal no frango, porque nem o molho o salgava. Fora isso, estava bom. Além de petiscos, eles servem hambúrgueres com batata frita.

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Se tiver indo para Buenos Aires, essa casa é uma parada obrigatória. Coloca aí no roteiro e conheça mais das cervejas locais!

Para saber mais: http://www.ontap.com.ar


O Ponto Turístico que escolhi é só uma passada para tirar foto mesmo.

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Quem passa em frente, nem imagina que ali seja uma escola. Mas é sim, nesse templo grego habita uma escola pública primária. A Escuela Presidente Roca foi inaugurada em 1903, como parte de uma ação estatal contra o analfabetismo.

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Ela fica ao lado do Teatro Colón. Então é quase uma passagem obrigatória. Vale a pena parar para tirar uma foto.