Dicas de cervejas para beber na Primavera

A primavera esta aí e, com ela, chegaram os dias mais longos e coloridos. Não sei vocês, mas esse clima me deixa mais animada e com uma vontade danada de abrir aquela cerveja no fim do dia.

Para facilitar sua vida, trouxe aqui OITO dicas de cervejas mineiras que combinam com essa estação deliciosa!

Anota ai:
–  Abaporu – Cervejaria Verace – Estilo Catharina Sour: leve, refrescante, ácida e leva frutas.
– Lemon – Slod – Estilo American Wheat: Refrescante, cítrica e aromática.
– Áustria Hefe Weizen – Krugbier – Estilo Weiss (Cerveja de Trigo): refrescante, pouco amarga, com aroma remetendo ao cravo e banana.
–  Sapiens – Rupbeer – Estilo American Pale Ale (APA): equilibrada e com médio amargor.
– Session Citra – Wäls – Estilo Session IPA: leve, porém com a presença do lúpulo trazendo notas cítricas marcantes.
– Rancor – Krugbier – Estilo India Pale Ale (IPA): Aromática, refrescante, lupulada e amarga.
– Newbie – Prussia Bier – Estilo New England IPA: superaromática, frutada e alcoólica.
– Monasterium – Falke Bier – Estilo Tripel: intensa, encorpada, frutada e alcoólica.

Mas, como sei que a maioria dessas cervejas não se acha em todo o Brasil, convidei a sommelière, Carol Jandoso*, para dar umas dicas gerais de cervejas ideais para se tomar na primavera!

Confira!

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As estações do ano influenciam muito nos nossos hábitos. Aquela sopinha de legumes do inverno já não parece tão apropriada para os dias ensolarados como os que estamos vivendo e aquela Imperial Stout deliciosa, com a chegada da primavera, está dando espaço para cervejas mais leves e refrescantes.

Essa sazonalidade não é de hoje. Os Bávaros têm orgulho de dizer que a cerveja é item indispensável em sua alimentação diária e que a única coisa que muda com o tempo é o tipo de cerveja escolhida, dependendo da estação, claro. No verão, as Weizenbier estão por todas as partes, espalhando seus aromas frescos de banana e cravo e refrescando o paladar com sua efervecência. O outono traz cervejas um pouco mais escuras e levemente mais potentes. Com a diminuição das temperaturas há um aumento no teor alcoólico, no início do inverno, os Bávaros escolhem Bocks para a ceia de Natal e nos dias mais frios embalam as noites com densas Doppelbocks. Agora, na primavera, é época das cervejas de outubro, as Oktoberfest.

A primavera chega renovando as coisas e trazendo com ela as Maibocks, uma bock clara, cerveja um pouco mais sequinha que as bocks escuras e que podem apresentar um perfil de lúpulo floral delicado e sútil.

Como pensar em primavera sem lembrar de flores e frutas aromáticas? É quase uma sinestesia, um cheiro colorido.

Historicamente os cervejeiros foram adaptando suas levas para oferecer o produto sensorialmente mais adequado para as condições climáticas, e por sua vez as condições climáticas influenciavam nas características sensoriais do produto. Temos como exemplo disso as Lambics que tradicionalmente são produzidas durante o inverno para consumo na primavera e no verão. As temperaturas amenas no início do inverno permitem a fermentação espontânea mais controlada, gerando uma cerveja mais agradável. Se o Master Blender for bom, o cervejeiro responsável pelas combinações de diferentes levas de Lambic para atingir a combinação perfeita, teremos uma cerveja refrescante e muito propícia para os dias mais quentes da primavera.

Agora vamos ao que interessa! Depois de todo esse papo de história da cerveja já estou com sede!

É com a acidez das Lambics que gostaria de começar as minhas indicações. Uma Fruit Lambic, como uma Kriek (cerejas), por exemplo, é uma ótima acompanhante para degustar com um chocolate branco, limpando o paladar e complementando o chocolate, dando a sensação de uma trufa de frutas vermelhas.

Ainda na temática “azedinhas” temos o primeiro estilo brasileiro, as Catharinas Sour, que são cervejas ácidas que levam frutas aqui das terrinhas tupiniquins. Uma boa cerveja desse estilo é capaz de acompanhar um queijo brie, neutralizando um pouco a gordura e a fruta escolhida funcionará como uma geleia, tipicamente servida junto ao queijo.

Mas nem só de acidez se vive uma primavera. Se você não abre mão de um IPA pode se aventurar tanto no mundo das Session IPAs, versões mais contidas de seu estilo original, quanto pode enveredar nos caminhos das ultra-aromáticas New Englands. Nessa categoria, encontramos cervejas tão cheirosas que muitas vezes, de olhos fechados, fica complicado identificar se é um suco de frutas tropicais ou uma cerveja. Aqui, só devemos tomar cuidado com o teor alcoólico, às vezes, uma cerveja muito potente, pode ser difícil de degustar nos dias mais quentes.

Pra finalizar, gostaria de dizer para que deixe sua imaginação fluir e seja levado pelos mais diversos estilos e sensações, faça suas apostas e avaliações. Para isso, vou deixar mais algumas dicas:

– Se está buscando acidez e refrescância, fora as Lambics e as Catharinas, aposte por exemplo em uma Gose, salgadinha e azedinha.

– Se as notas cítricas e resinosas te agradam mais, aposte em Session IPAs, Americans IPAs, White IPAs, NEs, APAs.

– Se você for um fã incondicional da escola Belga, pode escolher passar um momento ao lado de uma boa Saison, Blonde Ale ou Belgian Pale Ale, com suas inconfundíveis notas de condimentos e frutas.

– A Escola Alemã também é uma ótima opção quando estamos falando de cervejas leves. Estilos como Kölsch, German Pils, Bohemian Pilsner e Münich Helles são boas opções para a nossa primavera.

– Se você é um amante das cervejas de trigo, pode continuar degustando da sua Weiss em seu copão e, se quiser variar, pode apostar em uma Witbier ou American Wheat Beer e adicionar citricidade e um pouquinho mais de refrescância.

É isso! Lembre-se de se permitir testar e escolher seus estilos prediletos e não deixe de me contar como foi a experiência!

* Carol, além de Sommelière, é Bióloga e Mestre em Estilos. Nascida em Piracicaba, já trabalhou com produção de cervejas, treinou equipes de diversos bares e restaurantes, promoveu cursos e degustações guiadas e viajou por mais de 20 países, sempre buscando novas experiências e sabores que a fermentação pode oferecer. Veio para BH recentemente em busca de conhecer a cena cervejeira do que chamam de “a Bélgica brasileira”. Confira seu insta: @carolsommelier!

Espero que tenham gostado e aprendido um pouco mais sobre este vasto mundo das cervejas artesanais. 

#TBT: Brauhaus Südstern – Muro de Berlim

O #tbt de hoje foi no exagero alemão!

A cervejaria da vez é Brauhaus Südstern.

Fomos ao bar da cervejaria onde fica a fábrica para tomar direto da fonte. Ao pedir a cerveja, houve um mal-entendido. Eu pedi uma Weiss e Thiago uma Dunkel. Quando a gente olha para o lado, vem o garçom com uma jarra de 1,5L de cada!! E como lá só serve chope fresco, não filtrado, direto do tanque, não tinha como voltar atrás e bebemos como os alemães. As cervejas estavam ótimas, mas não deu para experimentar outras por motivos óbvios

O copo era tão pesado que eu precisei segurar com as duas mãos, e olha a força que eu faço. O aroma e sabor não precisa de comentários. Padrão alemão de qualidade.

O bar/fábrica da Brauhaus Südstern fica um pouco afastada do centro turístico, num bairro tranquilo. É uma cervejaria, biergarten e restaurante. O biergarten fica de frente para um parque do bairro. Mas, como estava frio este dia, optamos por ficar na parte de dentro.

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Dentro é um lugar bem rústico, todo de tijolinho a mostra e mesas de madeira. Você se sente no interior, e é bem escuro. Precisei da luz do celular para olhar o cardápio. Falando em cardápio, para variar, chegamos tarde (22h!!) e a cozinha já estava fechada. Mas eu estava de boa, já que eu comi uma padaria inteira tomando 1,5L de cerveja de trigo.

Lá também tem uma pequena área com um chão de vidro, onde é possível observar os tanques de produção de cerveja no porão. Há visita guiada durante o dia.

Super recomendo sair um pouco da área turística para visitar um lugar frequentado pelos nativos. Pröst!


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O ponto turístico é o Muro de Berlim, que dispensa apresentações.  Mas não custa fazer um breve resumo: Construído pela Alemanha Oriental para separar a Berlim Ocidental, não comunista, da Berlim Oriental (consequentemente separar as Alemanhas), começou a ser construído em 13 de agosto de 1961, passou por modificações até os anos 1980, e foi derrubado em 1989.

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Homens vestidos de soldados, no posto, para tirar fotos

Em 1945, quando termina a Segunda Guerra Mundial, Berlim se divide entre domínio soviético do lado oriental e domínio americano, inglês e francês do lado ocidental. Com a divisão, decidem construir o muro, em 61.

Ainda existe uma réplica da cabine “Checkpoint Charlie”, no mesmo lugar da original. É um posto militar na fronteira entre Berlim Ocidental e Oriental, na época em que existia o muro e a cidade era dividida. As autoridades da Alemanha Ocidental construíram este posto para controlar a passagem de membros das Forças Aliadas e diplomatas estrangeiros entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental.

Na mesma rua encontra-se o Checkpoint Charlie Museu, que exibe fotos e documentos sobre fugas e tentativas de fugas da época.

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Em novembro de 1989, alemães armados com pás, picaretas, marretas e até tratores  derrubavam aquela cortina de ferro. Alguns relatam que ouviram por muito tempo o barulho “tec-tec” das marretas batendo. Inclusive, no Museu Madame Tussauds, de Berlim (foto ao lado), tem uma parte que você pode simular que está derrubando o muro. E quando você entra na cabine, começa aquele mesmo barulho, que dizem ser o que ouviam durante a queda! Lá também tem o “boneco” de Hitler, blindado, e é proibido tirar foto dele.

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Por onde passou o muro, ainda existem as marcas por todo o chão, seja nas calçadas ou asfalto.

Em alguns pontos da cidade ainda existem partes do muro. Alguns com algumas artes, outros com a cor original.

O trecho do muro de Berlim na Potsdamer Platz têm partes cobertas de chicletes, que são pregadas por quem passa por ali. Situação polêmica, pois alguns acham desrespeito com o patrimônio e outros acham que é uma forma de protesto contra o muro. Não deixam limpar para não danificar a pintura dele. Fotos abaixo.

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Onde fica o muro original com a maior extensão, também fica a Topografia do Terror, que é um museu (parte a céu aberto, parte fechado) que mostra os horrores praticados pelos nazistas. Através de fotos, jornais, documentos e áudios é contada a história desde a chegada ao poder pelos nazistas até sua queda. Inclusive como ficou a cidade depois.

A parte aberta foi feita no meio de ruínas demolidas após a guerra, para termos noção de como realmente ficou a cidade.

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Na verdade, eram dois muros, uma barreira de 150 quilômetros e outra com mais de 1.350 quilômetros, separando as duas Alemanhas. Tudo para impedir a circulação da população de um território ao outro. Entre as barreiras tinha outra grande estrutura, chamada de “Faixa da morte”. Nessa parte, havia torres de observação munidas de militares armados, soldados fazendo a segurança pelo chão, com ordem para atirar, cercas elétricas, explosivos, piso com espinhos, armadilhas anti-veículos e cães ferozes.

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Infográfico: ocaisdamemoria.com

Números daqueles que tentaram passar para o lado capitalista: 5000 conseguiram passar / 136 morreram / 200 feridos / 300 presos

Para os mais curiosos, o Estadão fez um material muito bom e explicativo sobre o Muro:  http://infograficos.estadao.com.br/especiais/muro-de-berlim/

História e mais história! Como é bom aprender.

Curiosidade

Mesmo 30 anos depois da reunificação do país, o Leste e o Oeste não têm o mesmo padrão de desenvolvimento econômico e o mesmo nível de renda. Uma pesquisa feita pelo Instituto de Berlim para População e Desenvolvimento, em 2015, aponta que há diferenças nos salários, nas convicções religiosas, na estrutura (até no valor dos imóveis), no nível de educação e no comportamento da população.

O estilo de vida imposto pelo antigo regime comunista prejudicaram uma verdadeira integração do país. O leste continua ultrapassado. Segundo os autores do estudo,  ainda deverá levar mais uma geração para que a Alemanha possa crescer em conjunto.

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Sobre estilos: Weiss (Trigo)

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Aqui, no Brasil, a conhecemos como cerveja de trigo, mas podem ser chamadas também de Weiss/Weizen ou Weissbier/Weizenbier. Pode usar qualquer um desses nomes pois, em alemão, weizen significa trigo e weiss branco.  São assim que elas são conhecidas na Alemanha, país onde ela é tradicionalíssima, mais precisamente na região da Bavaria. Que, aliás, tem como costume tomar cervejas de trigo no café da manhã.

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De acordo com as leis alemãs, para serem consideradas cervejas de trigo, a receita deve apresentar, no mínimo, 50% de malte de trigo e o restante de malte de cevada. Além do lúpulo e da levedura apenas.

A cor dela varia de amarelo claro a âmbar claro. A maioria delas são mais turvas e esbranquiçadas porque não são filtradas. Normalmente, elas têm a nomenclatura “hefe” na frente (hefe-weissbier), que são feitas para serem apreciadas com o fermento. Devido a esse fermento, o copo para tomá-la tem que ser diferenciado (como esse ao lado – grande com a parte de cima larga), de forma que, durante a degustação, dê para misturar o fermento que deposita no fundo do copo.

As cervejas de trigo tradicionais têm sabor frutado, lembrando banana, além do sabor e aroma que se assemelham ao cravo ou noz moscada. São mais adocicadas e muito pouco amarga (com o IBU de 8 a 15). Possuem um teor alcoólico mais leve, entre 5% a 6%. Por isso, muitos que estão começando no mundo das artesanais começam com ela. É fácil de tomar. E comigo não foi diferente. Foi o primeiro estilo artesanal que tomei.

As minhas preferidas são hefe-weissbier alemãs! Essas podem tomar de olho fechado.

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Witbier ou Wheat – Cervejas de trigo típicas da Bélgica. São ainda mais refrescantes que as alemãs, levam em sua composição cascas de laranja e especiarias como coentro, a tornando mais cítrica. “Wit” em flamenco quer dizer branco, numa analogia semelhante à usada na Weissbier. São mais amareladas.

American Wheat Beer – Cervejas de trigo americana. Não lembra a alemã. Tem um sabor maltado do grão de trigo e lúpulo americano ou nobre, normalmente com notas cítricas e florais.

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Dunkel Weizen – Cervejas de trigo feita com maltes torrados, por isso são escuras. Além das notas de banana e cravo, tem um maltado mais intenso lembrando achocolatado.

Weizenbock – Uma Dunkel Weizen mais forte, mais alcoólica e potente, com aromas intensos de frutas escuras, como ameixa, e frutas passas. É bem adocicada e encorpada.71xEYU0ojdL._SL1500_

Berliner Weisse – Cerveja de trigo ácida, seca e leve, com bastante gás carbônico. São mais clarinhas.

Deu água na boca, né!?

#TBT: Barbara Cabesas Bier – Palacio Salvo (Montevidéu)

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A cerveja do #tbt de hoje é uma cerveja de trigo bem boa!

É a Barbara uma Weiss da Cervejaria Cabesas Bier, uma cervejaria do Uruguai, sobre a qual eu já falei por aqui.

A cor dela é bem turva devido a sua levedura especial e por ela não ser filtrada. O aroma é bem tradicional, conforme manda o estilo, de cravo e banana. Assim como o aroma, seu sabor é tradicional de uma Weiss:  doce e frutado. Muito refrescante de tomar, nada enjoativa. Amargor quase não tem, seu IBU é 15 e o teor alcoólico é 4,9%.


O ponto turístico é um dos cartões postais de Montevideo: o Palácio Salvo, um edifício inaugurado no ano de 1928.

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O prédio tem 95 metros e 27 pisos, foi a torre mais alta da América do Sul por vários anos.

A sua localização é bem privilegiada, já que fica em frente à principal praça da capital, a Plaza da Independencia, e na esquina da principal avenida, a 18 de Julio.

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Fizemos uma visita guiada, que vale muito a pena. Pois o guia conta muitos momentos marcantes e lendas desse prédio.

Uma coisa que achei interessante é que todos os detalhes da construção têm um significado, já que sua estrutura e decoração se basearam nos princípios da alquimia e da maçonaria.

Hoje, o prédio é ocupado por empresas e apartamentos residenciais. Além disso, tem uma sala onde acontecem jogos e campeonatos de sinuca.

Visitamos vários andares, cada um com um pouco de história para contar, até chegar no terraço.

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Aí sim. Lá de cima, você tem uma linda vista da Plaza Independecia, do Rio Prata e de boa parte de Montevidéo. Como diz o guia, logo ali atraz daquela linha horizontal, está a Argentina. 🙂

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Para quem gosta de história e vista bonita, vale muito a pena esse passeio.

#ficaadica

Hofbräuhaus BH: Um pouco de Munique na capital mineira

A dica que vou dar hoje é de um lugar delicioso. Que eu já perdi as contas de quantas vezes fui.

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Dia da inauguração – 2015

É a Hofbräuhaus Belo Horizonte, inaugurada em 2015, na região centro-sul da capital. Estive presente na inauguração, que foi um pouco turbulenta. Ficamos por 3h na fila só para entrar, devido à grande novidade na cidade. Mas sabe quando você fica na fila e acha que vai andar rápido, e depois vê a hora passando e pensa “já estou aqui mesmo”?! Foi isso que me fez durar este tempo em uma fila de restaurante. Ao entrar, tive a sensação que todo o tempo de espera compensou.

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No dia seguinte, a casa comunicou que iria ficar fechada por algumas semanas para se reestruturar, afinal estava em jogo o filme de um nome centenário. Enfim, deram a volta por cima e hoje é um sucesso!

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A cervejaria alemã é a primeira unidade da Hofbräuhaus, carinhosamente chamada de HB, na América Latina. Sua sede principal fica em Munique, Alemanha.
Confira aqui a minha visita por lá.

As demais filiais se concentram na Austrália, Canadá, China, Estados Unidos e Itália. Conto também como foi minha visita na HB de Berlim.

◊ O local: A versão brasileira não perde muito para as alemãs. O atendimento daqui, inclusive, é muito melhor do que o de lá. Aqui tem mais atendentes, você não espera tanto nem para ser atendido nem para a chegada de seus pedidos. Além do ótimo atendimento, a casa é bastante animada. Em um determinado momento, a casa convida a todos para se levantarem nas cadeiras, cantarem e brindarem ao som de uma música típica da Bavária “Ein Prosit Der Gemütlichkeit!”. É muito legal!  Além disso, rolam músicas típicas durante o seu funcionamento.

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A casa tem três ambientes: Tem o ambiente interno que tem mesas para quatro pessoas ou aqueles mesões compartilhados e bancos no balcão; tem a varanda, com vista para a rua, com pequenas mesas; e tem o espaço externo, tipo biergarten, com ombrelones, árvores e vista para os tonéis, onde são fabricadas as cervejas, com mesas menores e compartilhadas também.

A decoração é 100% alemã. Muito parecida com a HB original. Inclusive o espaço onde vendem os souvenires da HB.

◊ Para beber: São quatro opções de cervejas que estão de acordo com a Lei da Pureza Alemã: Premium Lager, Dunkel, Hefe Weizen e Sazonal (cervejas especiais feitas a cada mês). As cervejas são exatamente como as da Alemanha, inclusive, existe um sistema em que é verificado lá da Alemanha se eles estão seguindo o padrão de qualidade. Os tamanhos são de 300ml, 500ml e 1 litro (essa dói a mão de tão pesada). Tomei todas e dos mais diversos tamanhos. Amo todas!

Além das cervejas, têm drinks, refrigerante, suco e água.

◊ Para comer:  A especialidade da casa são as tradicionais comidas da Baviera. Porém, eles deixam tantos % do cardápio ser diferente, que no caso daqui são comidas brasileiras. Além de tira-gosto, eles servem almoço executivo também.

20180623_173753.jpgComi algumas opções lá. Todas são maravilhosas. Mas, meu coração tem uma queda enorme pelo Pretzel, que estava muito salgado da última vez que pedi. Espero que tenham reparado esse erro. O Pretzel é um pão típico bávaro muito tradicional na Oktoberfest (100% original de Munique). Os preços dos pratos são bem variados e estão no site da HB.

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Eu amo o lugar. Sempre que vou, dá uma tristeza ter que ir embora!

Se estiver em BH, não perca essa experiência. Você se sente por algumas horas na Alemanha!

Extra: Além do local que é um evento à parte e dos shows ao vivo aos finais de semana, a casa oferece alguns eventos diferentes como:

20180403_210400– Keg Tapping: É uma tradição secular alemã, que consiste na martelada da torneira em um barril onde se encontra a cerveja sazonal daquele mês. A casa convida alguma personalidade de Belo Horizonte para dar a martelada. E, assim, inaugurar a nova cerveja.

Já participei de um. É bem legal. Antes da martelada, o mestre cervejeiro da HB fala sobre a nova cerveja. Em seguida da martelada, todos sobem a mesa para cantar e brindar. Tem brincadeiras com disputas entre os presentes. Eu participei, mas é bem difícil. Fiquei em 3º lugar. Somente o 1º que ganha um litro da nova cerveja. É divertido, vale a pena. Acontece toda primeira terça-feira do mês.

– Visita Guiada: Você paga um valor e faz uma visita guiada à fábrica da cerveja com direito à degustação da bebida e de comidas típicas. Já estou me organizando para ir! Acontece aos sábados. As datas estão no site e tem que fazer reserva.

– Experiência Gastrô:   Aqui, os clientes experimentarão um cardápio colaborativo, personalizado e criado exclusivamente para a noite. E claro, em plena harmonia com as cervejas e vinhos. O evento acontece sempre na segunda quinta do mês, e tem vagas limitadas com reservas.

– Noite das Mulheres: Toda quinta tem rodada dupla para as mulheres das 18h às 20h.

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♦ Hofbräuhaus Belo Horizonte
Av. do Contorno, 7613 – Cidade Jardim

Belo Horizonte – MG
http://www.hofbraubh.com.br

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#TBT: Allgäuer Büble Bier – Pergamonmuseum (Berlim)

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A cerveja do #tbt desta vez é Edel Weiss Bier da Allgauer Büble Bier. Uma cerveja de trigo de estilo alemão, feita com ingredientes nobres, que é o que sugere a palavra “Edel”. Feita com água, malte de cevada, extrato de lúpulo, lúpulo. Com o sabor frutado (banana), seguido de um aroma delicado de lúpulo, que também dá um pouco de amargor à cerveja. Uma cerveja agradável de tomar.

Álcool: 5,3%

A Allgauer Büble Bier faz parte do grupo Allgäuer Brauhaus AG, fundado em 1911, que tem sede e origem em Kempten (centro urbano da região campestre do Allgäu), localizado na Bavaria, Alemanha. O grupo fabrica uma grande variedade de cerca de 20 cervejas diferentes.

logoO rótulo da Allgauer Büble Bier trouxe muita polêmica na Alemanha, por ter uma criança segurando uma jarra de chopp. Porém, eles explicam que este rótulo simboliza um costume antigo em Allgäu: antes, quando a cerveja ainda não estava disponível no mercado para comprar, elas eram servidas apenas em barris e, para consumi-las, era necessário ir no local de fabricação. Com isso, os pais mandavam seus filhos nos locais para pegar a cerveja fresca, direto do barril, e levar para casa na jarra.

A Allgauer Büble Bier surgiu em 1950 e, hoje, contém 7 tipos de cervejas: Edelbrau, Bayrisch Hell, Edel Weiss Bier, Edel Weiss Alkoholfrei, Urbayrisch Dunkel, Radler, Fest Bier

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O ponto turístico do #tbt de hoje é com o Pergamonmuseum (Museu Pergamon), localizado na Ilha dos Museus, centro de Berlim, onde encontram-se mais quatro outros museus. Construído entre 1910 e 1930, hoje, ele é o museu mais visitado de Berlim. É enorme! Demoramos por volta de duas horas para explorar suas três alas monumentais.

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O museu está organizado em três partes: Coleção de Antiguidades Clássicas;  Museu do Antigo Oriente Médio; e  Museu de Arte Islâmica.

O que mais me fascinou foi o de “Antiguidades Clássicas”, pois adoro as histórias da Grécia e Roma antiga. Ao entrar, você se sente dentro da história, pois há obras de arte da antiguidade grega e romana: arquitetura, esculturas, inscrições, mosaicos, bronze, jóias e cerâmica. E o áudio-guia conta cada detalhe. Parece mesmo que você está passando por aquela época.

Obs: Não tinha áudio-guia em português, tive que ouvir aquela mulher com voz estridente falando em espanhol. 🙂 

 

As principais exposições são: o Altar de Pérgamo, do século II aC, construído para Zeus, na antiga cidade grega de Pérgamo (que atualmente chama-se Bergama e faz parte da Turquia). Ele foi encontrado durante escavações, no final do século XIX, levado para Berlim e reconstruído em seu tamanho original. Foi feito com escadarias em mármore, colunas e friso em baixo-relevo que exibem a batalha entre os deuses e gigantes da mitologia. Não tivemos acesso, pois ficará fechado até 2020 para reforma. ☹

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Imagem retirada do site: http://www.auladehistoria.org

E a outra atração é o Portão do Mercado de Mileto, com 17 metros de altura e 29 metros de largura, era um portal que dava acesso ao mercado da antiga cidade de Mileto (atualmente Turquia).

 

Saí de lá com o pescoço doendo. Mas, valeu a pena!

Veja mais fotos aí embaixo. Algumas ficaram ruins porque a câmera do meu celular não é muito boa para tirar fotos em locais com pouca luminosidade. E lá não pode entrar com câmera grande.

 

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