FECHADO PERMANENTEMENTE (Porém, você encontra os chopes da cervejaria em alguns bares de Ouro Preto).
A dica de Onde Beber Artesanal é em Ouro Preto hoje.
A dica é um bar simples, porém muito aconchegante. O Latitude 20º.
O nome do bar Latitude 20º é o mesmo nome dado à cervejaria, que é uma homenagem à Ouro Preto, pois a cidade se localiza na latitude 20º23’08”.
O local: O Latitude é bem completo, pois atende muitas áreas da cerveja.
No espaço, funcionam várias coisas: uma loja onde vendem insumos para fabricação de cerveja, além dos produtos da cervejaria; eles dão cursos com temas relacionados à cerveja; é growleria, já que além de abastecer seu growler, você também pode alugar barris (com chopeira e gás) abastecido com a cerveja deles para levar para casa e fazer a festa; e é bar!
Para beber:No bar, eles servem chopes de fabricação própria. Quando estive lá, estavam plugados: Cream Ale, American IPA, Stout e Double IPA. Todos a preços justos. Os de 300ml variam entre R$7 a R$13; de 475ml entre R$10 a R$17; e de 1 litro entre R$18 a R$32.
Só não experimentei a Double IPA, porque não ia dar conta…rs. Seu teor alcoólico era 8,7% e o IBU 80. Estava querendo algo mais leve no dia. As demais estavam ótimas!
Também tem caipirinha e vinhos.
Para comer:São poucas opções, como pode ver acima. Mas, é o suficiente para você experimentar um delicioso petisco mineiro bem caseiros. Nós pedimos contrafilé na manteiga de ervas e vinho com fritas. Estava divino. Ah, tem opções vegetarianas também.
Isso tudo embalado pelo bom e velho rock.
O atendimento é bem rápido e o atendente muito educado e paciente. Me explicou sobre cada cerveja e me deu algumas dicas. Conversei com um dos donos também, que foi bem solicito.
Trouxe uma garrafa de cerveja deles, a Session IPA. Olha ela aí!
Fica então essa dica. Além de cerveja e comida boa, a vista de lá é linda da Igreja do Rosário e das montanhas que estão no em torno de Ouro Preto.
O #tbt de hoje viaja para um brewpub em Colonia del Sacramento, uma cidadezinha charmosa do Uruguai.
Eu estou falando do Bardot Brewpub, a primeira cerveja artesanal de Colônia. A gente acha que vai para interior e só vai encontrar bar ou restaurante com as cervejas tradicionais locais e depara com esse paraíso com 15 biqueiras e muito chope artesanal fresquinho e de ótima qualidade.
A casa oferece somente chope próprio. A variedade é imensa. A carta conta com 18 estilos diferentes, porém, desses: 6 são sazonais, ou seja, dependendo da época que você for, pode ser que encontre alguns. Eles os chamam de Estación que são a Wizen, Wit, Pumpkin, Imperial Stout, Strong Ale e Honeybeer. Os demais são classificados como Clássicas (Kolsh, Golden, Pale Ale, Scottch, Porter, Bitter…), que custam $200 o pint e $120 meio e Especiais (Dubel, IPA e Stout), que custam $240 pesos o pint e $150 meio, esses são os mesmos preços dos Estación.
Além dos chopes, tem vinho, whisky e bebidas de dose.
Para comer, só de sentar eles já te levam uma cesta de pipoca como cortesia da casa. Enquanto isso, vai abrindo seu apetite para o prato que vai pedir.
As opções também são muitas, ficamos meio perdidos para pedir. Tinha petiscos, massas, pratos, pizza, salada e sanduíches. Pedimos um prato que não entendi até hoje o que é. Veio batatas rústicas, cream cheese, salada e salmão cru.
Gostei muito do lugar, do espaço e de saber que em um lugar tão pequeno já tem cerveja artesanal jorrando!
O ponto turístico é a cidade de Colonia del Sacramento.
Se estiver em Montevidéu ou Buenos Aires (fica entre as duas cidades), não deixe de ficar pelo menos um dia nessa cidade. Como eu iria de Montevidéu para Buenos Aires, eu parei e fiquei um dia lá. Se você gosta de sossego, fique dois. Tem gente que faz bate e volta das capitais, mas acho que não compensa.
A localização dela a tornou uma das cidades mais visitadas do Uruguai e um patrimônio da UNESCO.
É uma cidade tranquila, que fica às margens do Rio Prata, gostosa de ficar passeando ou mesmo sentar em um restaurante ou um café e relaxar. Nós passamos o dia andando e conhecendo seus pontos turísticos. Parece que transportamos para outra época, pois ela preserva muito bem a arquitetura de quando foi colonizada pelos portugueses e espanhóis, em 1960.
Este slideshow necessita de JavaScript.
Tem ruelas e também ruas bem espaçosas. Todas elas bem arborizadas que torna o clima da cidade ainda mais gostoso, fresquinho. Parece que até os moradores estão descansando, não se ouve barulho, não vê muito movimento, a não ser os turistas passando. Acho que a cidade é tão calma, que até os turistas falam baixo, não agitam muito em respeito à calmaria desse lugar.
Amei, posso mudar para lá quando aposentar e viver até 120 anos.
É, Minas Gerais vem crescendo muito quando o assunto é cerveja artesanal. Não temos apenas cachaça de primeira, temos cerveja também!
De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Minas Gerais é o estado do Brasil que obteve o maior número registro de produtos cervejeiros em 2018. Veja o mapa.
Por se destacar na fabricação de cervejas artesanais e pela criatividade, Minas Gerais é considerada a Bélgica brasileira. De acordo com o Ministério da Agricultura em Minas Gerais, existem atualmente 241 microcervejarias registradas aqui. O número deu um grande salto, contando que eram 12 as cervejarias artesanais em 2003.
A maior parte delas (51) está na Região Metropolitana de Belo Horizonte (números de 2018). Destaque para Nova Lima, que é a segunda cidade do país com o maior número de cervejarias registradas. São 19 cervejarias ao todo. Isso porque a legislação da cidade dá incentivos fiscais a esse tipo de negócio e, como fica ao lado de Belo Horizonte, é mais fácil o abastecimento da demanda da capital.
Ainda segundo o MAPA, Minas Gerais é o 3o estado do Brasil com maior número de cervejarias, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul (186), seguido de São Paulo (165). Nesses estados, houve expansão superior a 30% em relação ao ano de 2017. Além disso, em 2018, Minas bateu o recorde, com produção média de 2,1 milhões de litros por mês, ou 25 milhões no ano.
Além do aumento de cervejarias e produções, tem aumentado, também, o interesse por este tipo de cerveja por aqui. Com isso, cresceu o número de cursos a respeito do assunto; aumentou a quantidade de estilos e marcas vendidos em grandes redes de supermercados; aumentaram as lojas especializadas e bares especializados; bares que antes vendiam somente cerveja comercial, hoje, tem artesanal; e aumentou a quantidade de eventos cervejeiros por todo o estado.
Na “Agenda de Eventos” desse blog você confere todos os eventos com cerveja artesanal programados para o estado de Minas Gerais.
Características das cervejas mineiras
Segundo a Acerva Mineira (Associação dos Cervejeiros Artesanais de Minas Gerais), estima-se que no Estado são produzidos 55 dos 120 tipos de cerveja existentes no mundo (informações de 2017). São muitas opções por aqui e, a maioria, prima pela qualidade.
A principal característica das cervejas mineiras, como já falei, é a criatividade. São incorporados novos elementos na produção, como frutas secas, chocolate, açúcar mascavo, gengibre e mel. Além disso, para se ter um aroma diferente, algumas cervejarias maturam a cerveja em barris de amburana, madeira usada para envelhecer cachaça. E ficam sensacionais!
Bravo – Backer
Stout – Ouropretana
Barril
Algumas fábricas têm a opção de visitação. Fui na da Cervejaria Backer (BH) e gostei bastante. Outras que sei que oferecem esse tour são; Wäls (BH), Uaimmí (BH), Hofbräuhaus (BH), Krug Bier (Nova Lima), Verace (Nova Lima), Küd (Nova Lima), Falke Bier (Ribeirão das Neves), Loba (Santana dos Montes), Fritz (Monte Verde), Fürst (Formiga).
– A primeira cervejaria artesanal foi a Krug Bier, surgindo em 1997, seguindo uma tradição austríaca na produção das cervejas. Tem como carro chefe sua linha de cervejas, que foi nomeada em homenagem à terra natal de seu fundador: a Áustria;
– Em seguida surgiu a Backer (1999) e a Wäls (2000);
– Em 2015, a Wäls é a primeira cerveja artesanal comprada pela Ambev. E continua com sua fabricação independente;
– Atualmente, a Backer é a maior cervejaria do estado, com produção média de 240 mil litros/mês, num total de 20 rótulos (2018).
– Em 2016, a Wäls ganhou o título de melhor cerveja do estilo belgian strong ale do planeta na World Beer Cup, a Copa do Mundo da Cerveja;
– As cervejarias mineiras têm se destacado nas premiações brasieleiras também.
– Em 2019, as cervejarias mineiras conquistaram 31 medalhas no maior concurso de cervejas (Concurso Brasileiro de Cerveja), quando a Cervejaria Backer foi escolhida a melhor cervejaria artesanal brasileira de grande porte.
– O portal do Estado de Minas mapeou algumas cervejarias de Minas, confira clicando aqui.
Apesar dos historiadores contarem que, em 1846, Georg Heinrich Ritter instalara uma pequena linha de produção de cerveja na região de Nova Petrópolis – RS, criando a marca Ritter, a principal parte da história da cerveja artesanal/especial no Brasil é muito recente. Elas só ganharam força nos anos 1990, quando surgiu um maior número de fábricas.
Em 1995, surge a primeira microcervejaria do Brasil, a Dado Bier. Em seguida, em 1996, nasce a Cervejaria Colorado. E, aqui em Minas, a Krug Bier surge em 1997 e a Wäls em 1999.
Foi em 2005, que explodiu ainda mais o surgimento de cervejarias artesanais, tendo no mercado um crescimento impressionante.
De acordo com a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), em dez anos o Brasil foi de 70 para 700 cervejarias, fora as que não possuem registro. Em 2018, por exemplo, cerca de 185 novas fábricas foram registradas, um crescimento de 35% no ramo.
As cervejarias brasileiras têm influências das grandes escolas cervejeiras, porém, elas se sentem à vontade para inovar. Pelo fato de ter influências de diversas nacionalidades, a cerveja nacional assimilou diversos estilos e não ficou presa a regras das escolas de cervejas clássicas. Lembrando, assim, a escola americana, que inovou não somente em insumos, mas também em seu uso e adaptações dos estilos clássicos para seu paladar (confira o post sobre a Escola Americana).
Mesmo com o mercado em expansão, o consumo dessas cervejas ainda é pequeno, representando entre 1% e 2% do volume total de cervejas consumidas no país e, além disso, os investimentos na área ainda são baixos. Temos muito que evoluir ainda, mas estamos no caminho!
E a tal Escola Cervejeira Brasileira?
Com toda essa empolgação e com a criatividade dos nossos mestres cervejeiros a mil, impulsionados pela diversidade dos nossos ingredientes nativos, muitos falam da tal Escola Cervejeira Brasileira.
Como não sou especialista na área, resumi alguns pontos que pesquisadores e especialistas acham sobre o Brasil se tornar uma escola cervejeira. Segundo eles, o Brasil deve:
– Possuir um mercado consumidor maduro, capaz de absorver uma boa diversidade de estilos e assim fomentar a criatividade e a competição. Para influenciar o mundo você tem que ser forte dentro do seu país. O que não é o nosso caso;
– Ser capaz de gerar um perfil próprio de consumo, criando adaptações e estilos para atender este perfil de mercado interno. Para isso você precisa do tal consumidor maduro;
– Ter o reconhecimento da identidade dos aspectos culturais, históricos e/ou inovação no modo de elaborar e consumir.
Portanto, o Brasil tem potencial, mas isso não vai acontecer de uma hora para outra e nem será fácil. Antes de se criar uma cultura cervejeira, é necessário criar um mercado, é preciso ter cautela.
Percebemos que aumentou bastante o número de bares e supermercados que oferecem a cerveja artesanal/especial. Aqui em Minas Gerais, cresceram os festivais e eventos com chope artesanal, além de muitas lojas e cursos especializados. Isso é ótimo! Com isso, muitos passam a ter acesso e passam a pensar nas artesanais como uma opção de consumo.
Na minha humilde opnião, as cervejas artesanais ainda não atingiram um público maior por causa dos preços praticados. Com valores mais baixos, teremos mais pessoas consumindo, tornando-se cada vez mais exigentes, buscando rótulos com melhores ingredientes e ajudando, assim, a criar um perfil de consumo.
Mas, sei que por traz desses altos valores tem muita discução como impostos, importação de produtos, ingredientes de qualidade. Isso é assunto para outra oportunidade. E o que nos resta? Rezar e beber!
Curiosidades:
– As cervejarias artesanais são responsáveis por produzir 7,5 mil produtos diferentes.
– As produtoras da bebida estão concentradas no Sul (42%) e no Sudeste (41%) do país.
– O menor índice está no Norte, com 3%.
– Segundo dados do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) de 2018, o maior número de cervejarias está em Porto Alegre com 35 cervejarias registradas. A segunda cidade com maior cervejarias registradas é Nova Lima com 19 e a terceira é Caxias do Sul com 16. Veja o ranking abaixo.
O #TBT de hoje é em uma choperia que conheci em Montevidéu.
A La Chopería Mastra 21 pertence à Cerveza Mastra, uma das primeiras cervejas artesanais do Uruguai.
O lugar é muito gostoso. Te faz sentir em outra época com as paredes rústicas, algumas mesas em formato de barril, outras feitas de caixote, que compõem um ambiente alto astral.
São três ambientes, o externo para fumantes e dois internos. Um com os barris e o outro composto de caixotes como mesa e cadeiras, que penso não ser muito confortável. Como os barris não são. Mas, é um ambiente diferente, você acaba se acostumando.
Para entreter, tem uma máquina de fliperama.
O local conta com 12 torneiras com chopes próprios. Sim! Não tem chope repetido e nem de cervejaria convidada. Eita! Experimentamos alguns muitos e todos estavam muito bons! Sem muitos destaques, como todos os artesanais uruguaios que tomamos.
Apesar de ter muitas opções para comer, ficamos somente nas Papas (batatas) Rústicas.
Se pensa em ir para o Uruguai e conhecer diversos estilos de uma cerveja uruguaia, esse é o lugar. Eu gostei bastante.
La Choperia Mastra de 21
21 de Setiembre, 2650 – Punta Carretas
Montevidéu -Uruguai http://www.mastra.com.uy
A Cerveza Mastra surgiu em 2007. Em 2006, um jovem engenheiro, depois de fazer uma viagem para Córdoba, na Argentina, observou que no Uruguai não existiam cervejas artesanais e nem especiais. Depois de estudar o mercado, os fornecedores e o processo, ele cria um projeto que apresenta para um investidor local.
Então no ano seguinte, a Mastra Beer chega ao mercado com três tipos de cervejas (Dorada, Roja e Negra).
A cervejaria dedica-se ao crescimento do mercado de cervejas especiais, ligando-a à alta gastronomia, realizando workshops educativos, harmonizações e eventos para que o público conheça as qualidades desta cerveja.
Hoje, eles fabricam 16 estilos de cerveja. Uau!
Além da La Chopería, a Mastra conta com mais três choperias, onde podemos encontrar seus chopes e garrafas. Também podemos encontrar Mastra em outros restaurantes e bares do Uruguai.
A cerveja do #tbt de hoje é uma cerveja de trigo bem boa!
É a Barbara uma Weiss da Cervejaria Cabesas Bier, uma cervejaria do Uruguai, sobre a qual eu já falei por aqui.
A cor dela é bem turva devido a sua levedura especial e por ela não ser filtrada. O aroma é bem tradicional, conforme manda o estilo, de cravo e banana. Assim como o aroma, seu sabor é tradicional de uma Weiss: doce e frutado. Muito refrescante de tomar, nada enjoativa. Amargor quase não tem, seu IBU é 15 e o teor alcoólico é 4,9%.
O ponto turístico é um dos cartões postais de Montevideo: o Palácio Salvo, um edifício inaugurado no ano de 1928.
O prédio tem 95 metros e 27 pisos, foi a torre mais alta da América do Sul por vários anos.
A sua localização é bem privilegiada, já que fica em frente à principal praça da capital, a Plaza da Independencia, e na esquina da principal avenida, a 18 de Julio.
Fizemos uma visita guiada, que vale muito a pena. Pois o guia conta muitos momentos marcantes e lendas desse prédio.
Uma coisa que achei interessante é que todos os detalhes da construção têm um significado, já que sua estrutura e decoração se basearam nos princípios da alquimia e da maçonaria.
Hoje, o prédio é ocupado por empresas e apartamentos residenciais. Além disso, tem uma sala onde acontecem jogos e campeonatos de sinuca.
Visitamos vários andares, cada um com um pouco de história para contar, até chegar no terraço.
Aí sim. Lá de cima, você tem uma linda vista da Plaza Independecia, do Rio Prata e de boa parte de Montevidéo. Como diz o guia, logo ali atraz daquela linha horizontal, está a Argentina. 🙂
Para quem gosta de história e vista bonita, vale muito a pena esse passeio.
O #tbt de hoje é, também, com uma cervejaria artesanal uruguaia.
Essa é a IPA Atômica, uma IPA da cervejaria Cabesas Bier. Ela tem um aroma cítrico e frutado. Seu sabor tem um amargor equilibrado pela doçura do malte acentuado pelo processo de decocção. Ela não é uma IPA para ipeiros, pois não é tão amarga. Tem um finalzinho amargo super bebível. Seu teor alcoólico é de 6.7% e o IBU é 50.
É uma cerveja bem premiada: Medalia de Bronze em Porto Alegre (2010); Medalia Bronze em Blumenau (2012); Medalia de Prata em Buenos Aires (2013) e Menção Especial em Montevidéu (2016).
Sobre a cervejaria, eu já falei em um post anterior!
O prato é uma comida típica do Uruguai: o Asado de Tiras, um corte nobre da costela do boi, macio e suculento. Ele vem com um molho para temperar, lembrando que as carnes do uruguai vem sem sal nenhum. E pedimos uma batata frita (que veio com casca).
Comemos no El Palenque, que fica no Mercado do Porto, que vai ser o Ponto Turístico desse TBT.
O Mercado del Puerto como o nome diz, fica próximo ao porto de Montevidéu. Ele não é como os mercados centrais daqui que estamos acostumados, com muita coisa, muita gente, aquela bagunça organizada. Esse é mais arrumadinho, com vários restaurantes servindo as típicas parrilladas. O que achei bem chato são os garçons abordando a gente o tempo inteiro igual na Passarela do Álcool, em Porto Seguro.
O mercado não é grande. Vale a pena parar lá para almoçar.
Além dos restaurantes, tem bares com cervejas artesanais e importadas, lojinhas de artesanatos, lembranças da cidade e doces e chocolates locais.
Aliás, foi lá que eu comi o melhor alfajor dessa viagem que fiz Uruguai-Argentina.
Se for em Montevidéu, não deixe de fazer esse passeio! 😉
O #TBT de hoje vai ser com uma cervejaria artesanal que está começando no mercado uruguaio e que me ganhou pela receptividade e atenção de seus donos, além da cerveja de qualidade.
Essa daí é a Irish Red Ale. Uma cerveja bem saborosa. Com aroma e sabor caramelizados, tem um leve sabor de maltes tostados no final que a deixam um pouco seca no fim. Seu amargor é bem discreto. Adorei a cerveja. ABV: 5,2%
——————————————– A Bis Bier, surgiu na cidade de Salinas, no Uruguai, em dezembro de 2017. Seu início, foi um desejo do casal Carlos e Laura e seus sobrinhos Matías e Eduardo (e esposa Ana) de fabricarem a própria cerveja.
No começo, eles contaram com a ajuda de cervejarias que já estavam no mercado como Cerveza Quican e a Piwo Cerveceria. Depois de alguns experimentos, enfim o sonho virou realidade.
Hoje, a Bis Bier produz quatro estilos de cerveja 100% artesanais: Blonde Ale, American IPA, Amber Ale e Sweet Stout. Não tem a Irish mais.
Senti muita força de vontade deles em fazer uma cerveja de qualidade para esse público tão exigente. Pude tomar a Blond e a Irish, as duas estavam excelentes. Eles vão longe!
O prato de hoje, foi um almoço que comemos no restaurante La Passiva, que fica no centro de Montevideo.
Um churrasco de cuadril (alcatra) com purê e salada caprichado e delicioso!
Pagamos $330 pesos.
O ponto turístico é a Plaza Independencia, o cartão postal e a principal praça da capital do Uruguai, Montevideo, projetada pelo arquiteto Carlo Zucchi, em 1837. Foi o primeiro lugar que visitamos. Ali, você já “mata”, vários cartões postais em uma visita só.
No entrono da praça, ficam: a Porta da Cidadela (Puerta de la Ciudadela), uma porta que restou da fortaleza que protegia Montevidéu anos atrás. Encontramos, também, diversos edifícios antigos e importantes para a cidade, como o Palácio Salvo (falarei sobre ele em outro post), Teatro Solís (também falarei em outro post), a Torre Executiva, atual sede do Poder Executivo, e o Palácio Estévez que foi utilizado como sede da presidência. Depois virou Museu da Casa do Governo, expondo trajes, objetos, móveis, quadros e outros artigos que fizeram parte do dia a dia de presidentes uruguaios. Não visitei porque já estava cansada.
Palácio Salvo
Museu da Casa do Governo
Além de todos esses edifícios, no meio da praça fica um dos monumentos mais fotografados de Montevideo, uma estátua dedicada ao libertador José Artigas. No subterraneo da praça, encontra-se um mausoléu que abriga a urna de restos mortais de José Gervasio Artigas, militar e herói nacional da independência uruguaia apelidado de “pai da pátria oriental”.
Datado de 1977, o ponto turístico preserva parte da história do país, com inscrições nas paredes internas que relembram as conquistas do General. A visitação é gratuita e em silêncio, em respeito ao general. Achei muito legal como eles preservam e respeitam a memória de uma pessoa que teve importância para o país. O espaço é guardado permanentemente por soldados de honra do Regimento Blandengues de Artigas e, se você tiver sorte (como tivemos), você consegue ver a troca de guardas. Tudo feito com muito silêncio e respeito.
Saindo de lá, fomos para a Avenida 18 de julho, a mais famosa da cidade. Tem de tudo na avenida, é muito movimentada. E o principal, tem wi-fi QUE FUNCIONA por toda a Avenida! Alô, Brasil, estamos ficando muito pra trás.
Não é uma cerveja italiana mas, como eu bebi ela lá, vou falar dela aqui.
Essa é uma excelente e bem feitinha tradicional cerveja alemã. Do estilo Premium American Lager, é uma cerveja leve, de sabor suave e refrescante. É um pouquinho amarga no final. Essa dá pra beber aos montes. Olha o teor alcoólico aí: 4.8% ABV .
A Beck’s é uma cervejaria alemã, fundada em 27 de junho de 1873, na cidade de Bremen, pelo mestre cervejeiro Heinrich Beck, o engenheiro Lüder Rutenberg e Thomas Bay. Com três ano de existência, fizeram uma grande inovação para a época, adotaram a garrafa verde, para que a luz não alterasse o sabor da cerveja. Antes, assim como as demais cervejarias, usavam garrafas de cor âmbar.
A chave que aparece nos rótulos da cerveja representa a “Key of Bremen”, ou seja, chave da cidade de Bremen.
Ela é vendida em mais de 90 países. Em 2002, foi vendida para o grupo belga Interbrew que por sua vez, em 2004, foi fundida com a AmBev para criar a InBev.
Hoje, a Beck’s é a quinta cerveja mais bebida da Alemanha e patrocina o clube de futebol alemão Sportverein Werder Bremen desde 1983.
O prato do dia é esse Spaghetti al Pomodoro que comemos em La Grotta di Leo Ristorante, um restaurante super aconchegante em Florença. Apesar do cardápio gigante, a gente precisava comer um macarrão da Itália, oras! A birra (cerveja) servida lá era o chopp da Peroni, leve para encaram um pratinho de espaguete e depois andar quilômetros. Parece pouco mas o prato é bem fundinho.
O ponto turístico deste #tbt é a Piazzale (Praça) Michelangelo, considerada a melhor vista panorâmica de Florença, ela fica bem no alto da cidade e, para chegar lá, só Deus sabe…rs
Alguns ônibus chegam lá. Mas, como somos aventureiros, fomos a pé. Não perdemos nada por isso, apesar de cansativo, pois é só morro, morro, morro, fora que estava quente demais, durante o caminho, foi possível ver várias paisagens lindas.
Antes de começar subir ladeira a cima, passamos pela Basilica di Santa Maria Novella. Uma Igreja linda feita de mármore verde e branco. Ela foi construída entre 1279 e 1357 e hoje tem a única fachada original entre todas as igrejas de Florença. Dizem que por dentro ela é linda. Mas não entramos, pois tinha muito chão para andarmos.
No caminho para a Praça Michelangelo, passamos pelo Giardino delle Rose (Jardim da Rosa), há cerca de 350 tipos de rosas e uma área verde muito bem conservada, onde muitas pessoas aproveitam para sentar, descansar, namorar, fazer piquenique etc.
Ao chegar na Praça Michelangelo, vimos aquela vista maravilhosa, que fez tudo valer a pena. Só as fotos vão poder descrever isso. A praça em si é sem graça. Tem a réplica em bronze do David de Michelangelo, algumas barracas de souvenir, bebidas e comidas e um restaurante. Mas a barraca destaque é a que tem jatinhos de água saindo…rs. Estava quente demais, Thiago parou por lá por alguns minutos.
Vamos para uma regional agora? Já que o #TBT agora vai para Florença, a maior cidade da região da Toscana na Itália, nada mais justo do que falar sobre a Birra Moretti alla Toscana.
Em 2015, a Birra Moretti começou a homenagear as regiões da Itália, nomeando 6 cervejas com o nome de cada região, feitas com ingredientes típicos de cada uma: Piemonte, Toscana, Friuli, Sicília, Puglia e Basilicata.
A cerveja em homenagem à Toscana tem como ingrediente especial a cevada da Maremma. A Maremma é uma região da Toscana que tem um passado selvagem. A cevada especial é rica em aroma, deixando a cerveja com um sabor e aroma forte de malte e amargor agradável. Seu teor alcoólico é de 5.5% ABV.
O restaurante onde bebemos esta cerveja foi o Ristorante Pizzeria Maso. Ótimo restaurante, com uma variedade bem grande de pratos.
Escolhemos esta pizza aí. Como foi a primeira pizza que pedimos na Itália, não sabíamos o tamanho. O garçom perguntou o que queríamos e deu a entender que a pizza era individual. E, realmente, pra eles, é individual. Quando chegou essa rodela desse tamanho pra cada…Jesus! Mas, como estava deliciosa e eu estava morrendo de fome, de vagar e sempre, consegui comer ela toda. Hummmm…Olha minha cara de desanimo. kkkk
Hoje vou falar de mais de um ponto turístico. Falarei dos principais pontos de Florença. O principal é a Catedral de Santa Maria del Fiore, conhecida também como a Duomo de Florença, foi projetada em 1296. Ela é gigante, tanto que é considerada uma das maiores catedrais da Europa. São 153m de comprimento e mais de 90m de largura. É tão grande que não dá pra tirar foto nem da frente dela toda. Como a praça é pequena, não tem nem como dar mais distância para tirar foto da Catedral.
Por dentro, ela é linda. A cúpula nem se fala. Subimos lá no topo para ver Florença do alto. Não imaginava que era tão linda assim.
Ali na Piazza (praça) Duomo, além da Catedral, tem o Campanile de Giotto, o Battistero di San Giovanni, o Museo dell’Opera del Duomo e a Galleria dell’Accademia. Muita coisa.
Próximo dali, passamos pela Piazza della Signoria, onde estão o palácio Vecchio, a galeria della Signoria, o imponente edifício do Seguro Generali e as famosas estátuas, entre elas, uma réplica do Davi de Michelangelo. Passamos também pela Piazza della República, onde tem um enorme carrossel.
Agora, o que achei mais lindo em Florença foi participar do pôr do sol na Ponte Vecchio. Sim, eu disse participar, pois é um verdadeiro espetáculo. Além do trabalho da natureza, quando fomos, tinha uma banda no meio da ponte, entretendo todos que ali estavam, a maioria era de jovens. A ponte é uma ponte medieval que fica em cima do rio Arno, é famosa por ter diversas lojas, maioria de joias, em cima dela.
Vai aí algumas fotos:
Florença foi a cidade que mais gostei da Itália. É linda e tranquila. Moraria lá fácil!