#TBT: Stout no Toro de Hierro – Jardin Botanico (Buenos Aires)

toro de hierro

Como eu gosto de Stout, essa pretinha está por aqui direto, inclusive no #tbt.

Essa é a BlackMoon, uma Stout da Cerveza Buko (Argentina), que tomei na Toro de Hierro, em Buneos Aires. Tem o sabor tostado e notas de café. Bem sedosa devido à adição de aveia. Já o amargor é moderado. Feito com maltes alemães e lúpulo alemão e esloveno.

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O prato de hoje eu comi no mesmo bar. Um Choripan com parrilla com queijo e molho chimichurri, acompanhado com batatas rústicas.

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A parrilla é feita no meio do bar. Achei o lugar bem diferentão. Bacana.

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O ponto turístico que escolhi, hoje, foi o Jardim Botânico de Buenos Aires.

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Um lugar excelente para descansar, passear e respirar ar puro, longe daquela confusão do centro.

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O jardim fica em Palermo. Por lá encontramos muito verde.

São vários jardins de diferentes estilos. Tem jardim romano, francês e jardim de estilo oriental, onde podemos encontrar espécies típicas dessas regiões.

São 6 mil espécies vegetais que ocupam seus mais de 7 hectares de área. É tão arborizado que faz até frio lá dentro.

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Além do verde, o jardim conta com obras de arte, como esculturas, bustos e monumentos. 

Lá, fica a mansão de estilo inglês que serviu de moradia para Carlos Thays e sua família durante anos e hoje abriga mostras de arte temporárias e oficinas.

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Carlos foi diretor de Passeios da Cidade de Buenos Aires no período de 1891 a 1913 e responsável por importantes e variados projetos de novas áreas verdes na capital portenha.

#TBT: Otro Mundo Brewing – San Telmo (Buenos Aires)

outro mundo

O #tbt de hoje é com a Nut Brown Ale da Otro Mundo Brewing Company, uma cervejaria artesanal da Argentina.

É uma autentica Brown Ale, com aroma de chocolate amargo e tons de caramelo. Seu sabor é leve, adocicado. Sente a presença dos de maltes tostados e frutas secas, dai vem o “nut”. O final, tem um toque amadeirado e pouco amarga, o suficiente para deixá-la equilibrada. Achei uma cerveja artesanal boa.

outromundo logo

A Otro Mundo foi fundada em 2004. Hoje, sua produção está concentrada na província de Santa Fe, Argentina. Seu propósito é fabricar cervejas com as melhores matérias-primas e com os métodos mais cuidadosos e naturais, para proporcionar uma experiência única de cerveja. Um universo de bebidas complexas, cheias de aromas, cores e sabores.

O nome Otro Mundo tem a intenção de passar para os consumidores que existe outro mundo da cerveja, que a cerveja não é o que elas estão acostumadas a beber.

Hoje, eles fabricam diversos estilos: Golden Ale, Strong Red Ale, Nut Brown Ale e IPA.

CERVEZA OTROMUNDO


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O prato do dia é um clássico argentino: o alfajor. Nada mais justo que comer o mais famoso, o que encontra em quase toda esquina de Buenos Aires: o Havanna.

Experimentei diversos sabores na cafeteria da própria Havanna, acompanhados de um bom café. A cafeteira, independentemente de onde esteja, está sempre lotada. Mas vale a pena esperar. É tudo muito gostoso. Apesar que comi alfajores melhores em Montevidéu.


O ponto turístico de hoje é San Telmo, um dos bairros mais antigos de Buenos Aires, com ruas de pedras com ares de cidade do interior.

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Por ali a gente acha a famosa estátua da Mafalda, que está lá desde agosto de 2009. Ela foi feita em homenagem ao criador do quadrinho, Joaquín Salvador Lavado Tejón, o célebre Quino, que viveu no bairro por algum tempo. Em 2014, quando Mafalda completou 50 anos de existência, ela ganhou a companhia de dois de seus melhores amigos: Susanita e Manolito.

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Dependendo do dia, tem fila para tirar foto com ela. Quando fui, estava tranquilo.

No caminho, também tem a estátua de Isidoro Cañones, criado por Dante Quinterno em 1935. Típico representante do “playboy” portenho, esperto e picareta, mas também carismático.

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Além dessas e outras estátuas espalhadas, têm algumas cervejarias artesanais (que estavam fechadas quando fui), e se tiver com tempo, pare na praça, sente e esqueça que existe relógio.

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Se preferir, entre no Mercado Central que dá para comer algumas coisinhas e tomar umas cervejas fresquinhas. O lugar tem mais de 120 anos e vende de tudo.

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Tem muita opção no bairro. Basta escolher o que mais lhe agrada e relaxe!

Mr. Hoppy e Porks Tiradentes: Um combo de puro chope, burguer e porco

A dica que vou dar hoje, no Onde Beber Artesanal, é um combo de 2 em 1, com dois lugares super descolado e que ficam colados: o Mr. Hoppy Beer & Burger e o Porks – Porco e Chope.

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Vou falar aqui das unidades da Praça Tiradentes, já que tanto o Mr. Hoppy quanto o Porks têm três unidades espalhadas por BH.

Os dois bares têm a mesma proposta e você pode caminhar livre entre eles. Pegar bebida em um e comida em outro ou vice-versa. O espaço é o mesmo, inclusive o dono é o mesmo. O que vai variar é o cardápio e os chopes plugados.

A proposta das duas casas é possuir um cardápio reduzido, sem garçons, para que seja possível adotar preços mais acessíveis.  A forma de atendimento é o autosserviço. Os clientes fazem os pedidos de comidas e bebidas no balcão, realizam o pagamento e retiram a bebida ali mesmo. Somente a comida que é entregue na mesa. O garçom procura pelo seu número, se não achar, grita seu nome e você dá sinal de vida para receber a comida. Não é a melhor forma de atendimento, mas se for pra baratear, que assim seja!

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O local: O espaço fica bem na esquina, onde espalham mesões compartilhados e tambores com banquetas por toda calçada. Além disso, dentro do Mr.Hoppy têm mesas também.

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Pode passar lá qualquer dia, à noite, que está lotado. A trilha sonora é o rock e blues ao vivo (em alguns dias), sem cobrança de couvert artístico ou entrada e 10% (já que é tudo na rua mesmo).

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Para comer: O Mr. Hoppy oferece 6 hambúrgueres, sendo que 2 deles a R$ 10 (como eles gostam de chamar: 10ão). Mas não têm muitos ingredientes como o Classic Salad Burguer (blend de 120g, maionese, rúcula, cebola-roxa, tomate e queijo muçarela). Os outros variam entre R$12 e R$15. Se o cliente quiser, pode dobrar a carne bovina ou vegetariana por mais $8. Além dos hambúrgueres existem alguns tira-gostos: French Fries (Batata frita palito – R$8,00), Crazy Fries (Fritas com cheddar e bacon – R$12,00) e The Lord of the Onion Rings (Anéis de cebola com molho BBQ – R$10,00), além da sobremesa que é o mini churro Dona Florinda de Doce de Leite.

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Já no Porks existem nove opções de pratos, dois hambúrgueres, um sanduíche e o restante porções individuais feitas com porco. Os custos deles variam entre R$10 e R$18. Nós fomos de porções: Costelinha de Porco BBQ, Pururuca de porco crocante temperada com sal e lemon paper, Batatas Rústicas e Linguiça de pernil artesanal servida com limão à francesa. Estava tudo uma delícia!

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Para beber: Aqui é uma verdadeira perdição. Juntas, as casas possuem 22 biqueiras com diversas opções de chope mineiro. As opções podem coincidir de serem as mesmas ou não. Variam bastante de casa para casa até mesmo para termos mais opções. Ambas oferecem o chope da casa (produção própria), que é o mais acessível, uma pilsen a R$10 o copo de 400ml.

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Os demais chopes variam de R$13 a R$18. Não são baratos, estão no preço normal cobrado em outros bares de BH.

Além dos chopes as casas contam com drinks vendidos por R$20 e R$25: Gin Tônica, Gin Tropical e Jack’n Coke.

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Achei o ambiente super descontraído. Sentado ou em pé (como muitos gostam de ficar), deixe o tempo passar tomando um bom chope, ouvindo música de qualidade e colocando o pé na jaca da dieta!

Mr. Hoppy Beer e Burguer / Porks – Porco e Chope

Endereço: Praça Tiradentes, 41 – Funcionários
Belo Horizonte- MG
Instagram: @mrhoppypracatiradentes
@porks_pcatiradentesbh

Sobre estilos: Stout

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Hoje eu vou falar sobre a minha queridinha, do “cafezin”que eu mais amo: a Stout. Foi o estilo que mais meu paladar aceitou e falou “pronto, essa você vai tomar pro resto da vida!”. Ô trem gostoso, sô!

Porto-inglês

Assim como os outros estilos, o surgimento da Stout tem diferentes versões. Mas, um fator é comum: a Stout deriva da Porter. Alguns falam que surgiu na Irlanda outros, na Inglaterra. A história é que a cerveja do estilo Porter era muito comum nas cidades onde haviam portos. Os trabalhadores portuários, os porters, precisavam de cervejas fortes pra poder aguentar o trabalho pesado. Para isso, foi criado o estilo e nomeado Porter. Uma das versões sobre a Stout é que muitos dos trabalhadores não gostavam do sabor adocicado (característico da Porter), assim foi criado um estilo menos doce, com aroma e sabor mais voltado para o café, usando bastante maltes torrados. Surgindo a Stout.

Muitos perguntam qual a diferença, hoje, entre a Porter e a Stout. Dizem que a diferença está no paladar e no teor alcoólico, que as Porters são mais leves e com menor teor. Porém, é um assunto polêmico. Como não sou profissional, não entrarei nesse detalhe.

Principais características

malte

São cervejas escuras de colarinho bege. Devido aos maltes torrados usados, têm aromas e sabores tostados de café, chocolate, cappuccino, toffe e caramelo. As clássicas não são muito amargas, pois é usada pouca quantidade de lúpulo em sua fabricação. O amargor que ela tem é só para quebrar o gosto do café e do caramelo. E esse amargor vem tanto do lúpulo quanto dos maltes torrados/tostados.

São consideradas cervejas fortes, com teor alcoólico mais elevados, que causam sensação de aquecimento. Por isso, são muito indicadas para o inverno. Mas eu tomo em qualquer dia, faça calor ou faça frio.

Seu teor alcoólico pode variar de acordo com o subestilo, indo de 4,2% a mais de 15%.

irish stoutFalando em subestilos ela tem diversos. Vamos a alguns:

Dry Stout/Irish Stout: A intensidade do sabor torrado é média e o café domina o paladar no fim, dando a ela um final seco. O amargor do lúpulo é marcante.

Sweet Stout/Cream Stout: Utiliza lactose ou chocolate para trazer mais dulçor à cerveja. Por isso, é uma cerveja mais leve que a clássica Stout. Tem gosto de chocolate amargo e café. O final sente o malte torrado e um pouquinho do amargor do lúpulo. Amoooooooo!

oatmeal-stout-recipe-Oatmeal Stout: Como o nome indica, tem adição de aveia (oatmeal) que deixa a cerveja mais cremosa. Apresenta médio amargor. Bastante encorpada! Hummmm!

American Stout: Versão americana do estilo. Ou seja, surra de lúpulo, a tornando uma cerveja mais amarga que os demais subetilos de Stout. O aroma cítrico dos lúpulos americanos equilibra com o malte torrado.

risRussian Imperial Stout (RIS): É a versão hard da Stout. São cervejas mais complexas, com amargor intenso equilibrado com o dulçor. Super encorpada e com alto teor alcoólico. Tem um perfil licoroso, chega a pregar a boca quando bebe. Ahhhh, esse é bom demais também.

Fui super “imparcial” nesse post, né?! 🙂

Se ainda não experimentou, não perca tempo! São todas ótimas!

Bom cafezinho!

 

Beerstock Pub: Rock clássico e chope artesanal em um ambiente para todos

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A dica que vou dar hoje tem diversidade de chope para ninguém colocar defeito: o Beerstock Pub.

O pub tem um espaço muito bom, composto de diversos ambientes. Tem o espaço externo com mesas ao ar livre, que aceita pets, e tem um enorme espaço interno dividido entre área de jogos com sinuca, espaço kids e a parte principal onde ficam as mesas, o palco (onde bandas se apresentam às sextas e sábados), as torneiras, enfim, onde o pub acontece.

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O local: É uma casa bem descontraída, com decoração voltada para os amantes de futebol e do rock.  O pessoal é bem animado. O estilo de música que dita o ritmo do pub é claro que é o rock e o pop rock.  É indicado para turmas, casais, jovens, adultos e para famílias também. Quando fui tinham muitas crianças que corriam e brincavam pela casa com liberdade. Achei bacana!

Para beber: Dá para se perder. São 20 torneiras com os mais diversos estilos de chope artesanal de cervejarias mineiras! Além de poder beber lá, você pode levar seu chope para a casa.  Os valores dos de 500 ml variam entre R$11 (Pilsen) a R$39 (NE Triple IPA). Achei salgadinho os preços, mas você paga por produto de qualidade excelente.

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O esquema lá é quase um self-service de chope. Pois você que tem que ir buscar o seu chope. Tudo é anotado na comanda e pago no final. O garçom só leva os petiscos.

Eu fiquei bem na dúvida de qual beber. Fui de Hop Lager, da Falke Bier; APA da Antön Beer; e Dry Stout, da Cervejaria Vinil.

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Além dos chopes, a casa tem, algumas long necks, drinks, vinhos, doses e bebidas não alcoólicas.

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Para comer:  O cardápio tem opções para todos os gostos.  As opções incluem pratos individuais e para compartilhar, entre carnes, espetos, petiscos, sanduíches e sobremesas. A batata frita é caseira (que ganham 100 pontos com a gente). Além da batata, pedimos o croquete alemão. Muito bom!

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20190914_222944.jpgA casa contém lojinha de suvenirs e itens cervejeiros como canecas, copos, growlers e camisas.

Adorei conhecer o pub, a recepção foi excelente, atendimento de primeira, assim como os chopes e os pratos. Já quero voltar!

Beerstock Pub
Av. Aggeo Pio Sobrinho, 20
Buritis, Belo Horizonte- MG
Instagram: @beerstockbh

Sobre estilos: Bock

Bock

A Bock é uma cerveja da família lager, como a pilsen, ou seja, de baixa fermentação. Muitos acham que lager são cervejas claras. Mas, está aí a Bock para provar que não.

Esse estilo surgiu no século XIV, na cidade de Einbeck, no norte da Alemanha, e posteriormente recriado em Munique.

O nome “Bock” é baseado em uma variação do nome “Einbeck” do dialeto Bávaro, e usado apenas após chegada dessa cerveja em Munique. “Bock” também significa “bode” em alemão, sendo comumente usado em logotipos e propagandas.

Sua principal característica é o destaque do malte, tanto no aroma como no sabor. Os maltes torrados usados na receita dão uma coloração escura e sabor e aromas intenso, com notas de toffe e caramelo. São pouco amargas, pode ter o final seco ou doce (mas não muito).

É um estilo relativamente forte em relação ao teor alcoólico, que  varia de 6% a 7,5%.  Já em relação ao seu amargor, é levemente lupulada, com IBU entre 20 e 27.

Variações do estilo

Maibock ou Helles bock: uma versão mais clara e lupulada da bock tradicional;

Weizenbock: uma versão da bock feita com trigo. Resultando em uma cerveja de trigo forte com teor alcoólico mais elevado;

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Doppelbock: , uma versão mais forte e maltada. Seu teor alcoólico pode ir até 10%. A Salvator da Paulaner é maravilhosa!;

Eisbock: uma versão muito mais forte feita pelo congelamento parcial da cerveja para posterior remoção do gelo de água que forma. Após a remoção do gelo a cerveja fica bastante concentrada e, com isso, o resultado é uma cerveja com sabor realçado e bem alcoólica, podendo chegar a 14%. Nu!!

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Observação importante

Não vai confundir Bock com malzbier “pelamordedeus”. As malzbier são escuras também, porém essa coloração não vem dos maltes torrados, mas sim da adição de caramelo e xarope de açúcar, a tornando uma cerveja doce. Além disso, seu teor alcoólico é baixo, entre 0 e 4%. Falei sobre essa diferença no post Malzbier x Cerveja Escura

Sobre estilos: Pilsen

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O estilo Pilsen foi criado pela primeira vez, em 1842, na República Tcheca, na cidade de Plzen (Pilsen), pela Büger Brauerei, hoje Plzenky Prazdroj. É a famosa e tradicional  Pilsner Urquell, que usa os mesmos ingredientes até os dias de hoje para fabricar sua clássica Bohemian Pilsner. É uma cerveja maravilhosa. Falei sobre ela nesse post que fiz no Instagram

Desde o seu surgimento, é o estilo mais consumido no mundo inteiro. Pode ser chamada de Pilsner também. Elas são do tipo lagers que, como já falei aqui, são de baixa fermentação e portanto mais leves e geralmente menos alcoólicas.

pilsenA Pilsen é uma cerveja bem dourada, com notáveis aromas de lúpulo e um sabor mais acentuado de malte. Elas seguem a Lei da Pureza Alemã, que condiciona a produção da bebida a apenas quatro ingredientes: água, malte, lúpulo e levedura. Ou seja, não pode ter cereais não-maltados como o milho e o arroz. Por isso, podemos perceber que essas cervejas populares aqui do Brasil, que dizem no rótulo ser Pilsen, não são. Elas são, na verdade, American Lager, que têm sabor suave e aroma neutro. Bem diferente das pilsens originais.

Ao longo do tempo, surgiram algumas variações da  Pilsen, que são os subestilos Bohemian Pilsner, German Pilsner e Classic American Pilsner. Em geral, elas são mais amargas, com espuma cremosa e branca.

Bohemian Pilsner, é o estilo original da Pilsen. É uma cerveja de fermentação baixa, com coloração amarelo/dourado e refrescante, tornando-se assim uma das mais pedidas entre todas as outras. Representada por cervejas como a Pilsner Urquell;

German Pilsner, uma versão alemã do estilo, criado em 1870, tornou-se bastante popular após a Segunda Guerra Mundial. Essa é uma cerveja mais amarga, de cor dourada, corpo leve e bastante refrescante. Alguns exemplares incluem a Bitburger, Warsteiner e  Konig Oilsener; e

Classic American Pilsner, uma variação americana da Bohemia Pilsner. Levada aos EUA pelos imigrantes europeus e produzida somente com ingredientes originais da América. Essa é uma cerveja mais clara e brilhante, além de possuir um amargor mais leve e seco.

#TBT: Kronenbourg 1664 – Catedral Metropolitana (Buenos Aires)

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O #tbt de hoje, apesar de ter sido um achado em Buenos Aires, é uma cerveja francesa: A 1664.

A Kronenbourg 1664 é uma das cervejas mais consumidas na França. É uma Standard American Lager da Brasseries Kronenbourg. Uma cerveja bem leve e refrescante, com presença de malte tanto no aroma quanto no sabor. Seu amargor é moderado.

O lúpulo utilizado na Kronenbourg é considerado o caviar dos lúpulos. Cultivado exclusivamente na região de Alsace, na França, desde 1885, este lúpulo proporciona baixo amargor e qualidades aromáticas.

kronenbourg.pngKronenbourg é o nome de um bairro histórico de Strasbourg (Cronenbourg), capital e principal cidade da região de Alsace no leste da France, perto da fronteira com a Alemanha. É neste bairro onde a cervejaria foi instalada no início do século XIX. Hoje, a Brasseries Kronenbourg é a maior marca de venda de cerveja em França e é uma das mais antigas do país.

Em 2008 o Grupo Carlsberg tornou-se proprietários da marca Kronenbourg 1664.


O ponto turístico escolhido para mostrar para vocês foi a Catedral Metropolitana de Buenos Aires, a principal igreja católica da capital Argentina.

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Ela é bem bonita. Por fora, nem parece uma igreja, mas sim um templo grego. E, por dentro, é gigante.

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Ela está no mesmo lugar que foi escolhido pelo fundador da cidade, Juan de Garay, para construir a primeira igreja. O primeiro templo foi construído com materiais simples como madeira, barro e palha. Devido ao uso de materiais menos duráveis o templo sofreu seis reconstruções. A construção final começou em 1752.

Por conta de diversos problemas financeiros e com o novo projeto, a construção só foi completamente finalizada em 1852. Porém, os trabalhos de decoração continuaram por mais 50 anos.

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Nesta Igreja, fica o museu do Cardeal Jorge Mario Bergoglio Jr, mais conhecido hoje como Papa Francisco. Ele foi Arcebispo de Buenos Aires de 1998 até 2013, sendo que uma de suas funções era comandar a Catedral Metropolitana. Nesse pequeno museu ficam expostos diversos objetos ligados ao Papa.

Além disso, por lá está o mausoléu com os restos do General José de San Martin. Mas não entramos. Estávamos muito cansados.

Cerveja Blumenau: Do tour ao bar da fábrica

O Onde Beber Artesanal vai para Blumenau, Santa Catarina.

Se você está indo para Blumenau, agarra essa dica!

Não deixe de conhecer a Cervejaria Blumenau. Ela nos oferece uma experiência completa desde um tour guiado na fábrica à degustação de suas cervejas em um bar próprio.20181012_123739Ela é uma cervejaria nova, sua fábrica foi inaugurada em 20 de setembro de 2016. Hoje, conta com 14 rótulos de cerveja e um licor. É muito estilo diferente.linha-cerveja-blumenauFalando nisso, foi a Cervejaria Blumenau quem fez pela primeira vez o estilo Catharina Sour, estilo que foi catalogada pela Beer Judge Certification Programa (BJPC), respeitada e mais importante instituição internacional de juízes da bebida. Na prática, o Brasil agora tem, oficialmente, o seu primeiro estilo próprio de cerveja, que pode ser julgado em concursos do mundo inteiro.

A Cervejaria Blumenau traz em seu nome o amor pela cidade. Tanto que seu slogan é “Uma cidade apaixonada por cerveja só poderia dar nome a uma cerveja apaixonada por uma cidade.”. E seus rótulos, todos fazem menção a algo da cidade.

Voltando para a cervejaria, nós chegamos bem cedinho para poder fazer a visita na fábrica. Enquanto esperávamos o responsável por nos apresentar a fábrica, degustamos todos, eu disse, todos os rótulos. Fiquei até com medo de já começar a visita alterada…rs. Mas deu tudo certo. Todos atendentes são supersimpáticos.

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Durante a visita, percorremos toda fábrica. O responsável começou falando sobre a história da cervejaria. Em seguida, nos explicou todos os processos de produção das cervejas, desde a seleção dos ingredientes ao envase. A visita durou cerca de 30 minutos.

Depois da visita, fomos para o bar da fábrica que fica anexado à fábrica.

Bar da Fábrica

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O local: o bar tem uma parte de parede de vidro que tem vista para a fábrica. Tem mesas nesse ambiente ou do lado de fora.

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Além de muita cerveja e comida boa, por lá, você encontra uma loja da marca. Com cervejas para levar e souvenir como: garrafas, camisas, bonés e outros.

Para beber: O bar serve todos os rótulos da cervejaria. Você fica até perdido, pois são 14 torneiras com todos os estilos. Para tentar te ajuda, o cardápio fala sobre os rótulos e sua descrição sensorial, dá dicas de harmonização para cada cerveja, a temperatura correta de cada e o tipo de copo em que ela deve ser servida.

E não é que eles respeitam cada copo e estilo? As cervejas que pedimos, vieram em seus respectivos copos. Veja aí o que tomamos. Todas muito gotosas!

Para comer: O cardápio tem com comidas típicas alemãs. Só coisa gostosa. Se você gosta muito dessa comida, tem uma opção de pagar um valor fixo e poder comer à vontade, durante o almoço, em um self-service. Por lá tem salsichões, joelho de porco, chucrute (repolho) etc.

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A experiência é completa. Passamos a manhã toda lá. Ahh, recomendo chegar cedinho, já que por volta das 11h já está bem lotado.

Adorei tudo por lá! Não deixe de colocar a cervejaria em seu roteiro!

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Cervejaria Blumenau
Rua Arnô Deling, 388 – Itoupavazinha
Blumenau /SC
http://www.cervejariablumenau.com.br
@bardacervejablumenau

Outros ingredientes da cerveja

Agora que já falamos dos ingredientes obrigatórios de uma cerveja (água, malte, lúpulo e levedura), vamos falar dos ingredientes que não são obrigatórios mas que podem ser utilizados?

Em busca de cervejas com aromas, sabores e cores diferentes, visando proporcionar uma experiência única na degustação da cerveja, alguns cervejeiros utilizam outros ingredientes diversos durante a produção. São eles: especiarias, plantas, flores, frutas, e outros que a imaginação possa alcançar. Eles dão um toque especial às cervejas tradicionais.

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Condimentos e especiarias são temperos usados na culinária para acrescentar sabor, aroma, cor ou realçar o paladar de uma comida. É o mesmo objetivo deles na cerveja. Exemplo de especiarias usados na cerveja: Pimenta, canela, gengibre, coentro, dentre outros.

Além das especiarias, outros ingredientes também podem ser usados como:  chocolate, café, limão siciliano, capim-limão, camomila, castanha, casca de laranja, flor de hibisco, zimbro, mirtilo, frutas etc.

Não existe uma regra que define qual tempero vai bem com determinado tipo de cerveja. Apesar disso, tem algumas combinações que já se tornaram tradicionais como o estilo de cerveja de trigo belga a Witbier que leva casca de laranja e coentro. Aliás, os belgas são especialistas nisso: usar especiarias e inventar demais em suas cervejas! Contrário dos alemães, que não admitem a inserção de nenhum elemento que não sejam os ingredientes base. Já falei sobre eles aqui: Escola Belga e Escola Alemã.

Apesar de ser permitido o uso desses elementos na cerveja, as suas características devem apenas complementar o estilo escolhido, para se criar uma complexidade de sabores, aromas e sensações. Eles não devem se sobrepor ao estilo original da cerveja.

Vou citar aqui algumas cervejas que levam esses elementos a mais:

Witbier, cerveja de trigo com Coentro e Casca de Laranja: Hoeggareden, da Bélgica, a minha preferida!

Russian Imperial Stout, que leva Nibs de Cacau e Jack Daniel’s – da Cervejaria Capistrana, de Diamantina. Perfeita!

Dubbel com extrato de uva passas – da Wäls, de Belo Horizonte. Boa demais!

Saison com amêndoas, limão, abacaxi e café – 42 Farmhouose Ale da Wäls. É sensacional!

Porter com adição de café – Demoiselle, da Cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto. Amo!

Trigo com adição de Mel de Flor de Laranjeira – Áppia da Cervejaria Colorado. Levinha e de boa!

Aliás, se você quer exemplo de cerveja + algum elemento diferente, todas as cervejas da Colorado têm adição de algum produto que remete ao Brasil. Como é o caso da Indica, que é uma IPA com rapadura.

American IPA com Maracujá – da Baden Baden, de Campos do Jordão. Achei leve para o estilo, mas é boa também!

IPA com mamão – a TakeuparIPA, da Go Horse de Belo Horizonte. Eu que não gosto de mamão gostei demais!

Falando adição de frutas, dentro desse tema podemos citar as Fruit Beer, que são cervejas feitas com frutas. Sua criação parte de um estilo base ao qual se acrescenta uma fruta.

Algumas frutas utilizadas são: cereja, framboesa, pêssego, maçã, laranja, amora, damasco, açaí etc.

Exemplo de Fruit Beer:

Belgian Fuit Beer com frutas vermelhas in natura – Julieta da Cervejaria Backer, de Belo Horizonte.

Berliner Weisse com goiaba e cajá-manga – Abaporu Sour, da Cervejaria Verace, de Nova Lima.

Catharina Sour com Acerola – Katarina Sour da Furst Bier, de Formiga-MG.

Enfim, as Fruit Beer podem ser uma Witbier, Stout, Sour, Red Ale ou praticamente qualquer outro estilo de cerveja que tenha a adição de frutas.


Como esses ingredientes são usados?

Para a produção cervejeira, pode ser usada a fruta fresca (inteira, em pedaços ou batida), em forma de extrato, de calda, de polpa e até de suco. No caso dos outros ingredientes podem ser flores inteiras ou desidratadas, ervas prensadas, in natura ou em pó.

Como esses ingredientes são inseridos durante a produção?

Eles podem ser colocados em diferentes etapas da fabricação da cerveja, como durante a fervura, fermentação ou maturação. Essa escolha vai de acordo com a característica final que se deseja obter.


Eu sou suspeita para falar sobre as cervejas que levam esses elementos “diferentes”, pois gosto muito dessas invenções cervejeiras. Sempre que vejo algo diferente, estou experimentando. Confesso que algumas degustações não foram bem-sucedidas, mas, outras gostei bastante.

Então é isso. Fiz esse post para mostrar para vocês que as cervejas podem, sim, sair do comum e ser espetacularmente gostosas, tanto quanto às tradicionais.

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Curiosidades:

– O Guia de Estilo BJCP (Beer Judge Certification Program) acrescentou uma categoria dedicada às cervejas com condimentos, a Spice/Herb/Vegetable Beer. Essa categoria, além de incluir o estilo Christmas/Winter Specialty Spiced Beer, permite ao cervejeiro criar receitas inusitadas e com as mais variadas combinações de sabores.

– Quando você sente o aroma de banana na cerveja de trigo (Weissbier), pode ter certeza que não foi adicionada banana durante a produção. Esse aroma é química pura. Ao mesmo tempo em que trabalham dia e noite para transformar açúcares em álcool e gás carbônico, as leveduras próprias das cervejas de trigo também produzem ésteres com aromas frutados. Esses aromas nos remetem à banana. Aiaiai, não vão falar que as Weiss são Fruit Beer com banana e cravo. 🙂 rs