Cerveja Industrializa: vamos aprender mais?

Em princípio eu iria fazer um post comparando os dois tipos de cerveja para podermos entender o que é uma e o que é a outra. Porém, fazendo minhas pesquisas, percebi que o assunto é bem extenso e para conseguirmos comparar é necessário entender os dois tipos de cerveja. Por isso, ao invés de fazer um quadro comparativo, resolvi dividir o assunto em dois e falar um pouco de cada um separadamente.

Então, vamos aprender mais sobre o que estamos bebendo?

Bom. As cervejas populares/industrializadas ou “cerveja de milho”, são aquelas produzidas em larga escala, que estamos acostumados a ver em grande quantidade nos supermercados, distribuidoras, bares e restaurantes em geral. Ou seja, as Brahma, Skol, Itaipava e Antárctica da vida.

E onde entra o tal do milho?

Os ingredientes de uma cerveja são: a água, malte (como uma copo milho2fonte de amido), lúpulo e levedura.  Em algumas, 100% dessa fonte de amido é o malte (por isso a descrição “Puro Malte”) como a Heineken, Paulistânia, Bavaria Premium, Proibida e Devassa Puro Malte e as artesanais em geral. Já a maioria das populares (Brahma, Skin, Skol, Original, Bohemia…), usa-se o malte também como fonte de amido, porém, não é 100%. Pela legislação brasileira está permitido o uso de até 45% de adjuntos para substituir o malte. Esses 45% de outros tipos de cereais, são identificados nos rótulos como cereais não maltados. Eles possibilitam que haja um aumento do volume do produto, fazendo com que as indústrias gastem menos e produzam em maior quantidade, além disso, eles são muito mais baratos que o malte. A produção fica mais barata, o produto é vendido por um preço baixo, atingindo a maior parte do público cervejeiro. Enfim, torna-se um produto popular.

copo-calderetaAlém de aumentar a quantidade na produção, esses cereais tornam a cerveja mais leve, fazendo com que ela seja consumida em maior quantidade. E a quantidade de lúpulo (quando tem) é bem pouca, o que faz com que a cerveja fique sem sabor e sem aroma. E toda essa padronização, faz com que a maioria tenha um gosto semelhante. Eu, particularmente, nunca achei graça nisso. Mesmo antes de descobrir as artesanais eu não gostava de tomar as industrializadas.

Portanto, a quantidade e a qualidade dos ingredientes usados, o processo industrializado e o volume de venda, fazem com que a cerveja popular seja mais barata e esteja mais presente nas geladeiras.

E a propósito, elas se enquadram na Escola Cervejeira Americana, seu estilo é o  “Standard American Lager”. Veja aqui o post que fiz sobre essa escola!

Quero saber mais sobre esse milho!

Vamos lá! Como disse anteriormente, no Brasil, a legislação permite que as cervejas tenham até 45% de cereais não-maltados no lugar do malte. E as fabricantes das populares fazem questão de usar o máximo que pode.

Exemplo de cereais não maltados: cevada, trigo, arroz, milho, centeio e aveia.

Os mais utilizados como fonte de amido na produção de cerveja são: milho (mais comum) e o arroz (no caso da Bud). A adição desses adjuntos, como já disse, dá mais volumes na produção e faz com que a cerveja fique mais leve (mais aguada), barateando o processo.arroz e milho

O milho utilizado, provavelmente, é o transgênico, pois este tipo de milho equivale a mais de 89% do total de milho produzido pelo país. Existem inúmeros estudos que mostram que os transgênicos causam os mais diversos problemas genéticos. Isso não é bom!

Outra discussão é o rótulo dessas cervejarias, que não deixa claro para o consumidor qual é o cereal não maltado utilizado naquela receita.

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Mas, existe um lei, que obriga as cervejarias a especificarem quais são esses cereais não-maltados. Falei sobre essa lei no meu post “O fim dos cerais não-maltados nos rótulos das cervejas -leia aqui”.

Cervejas que no rótulo descrevem “cereais não maltados” então são de baixa qualidade?

Isso é mito. Nem sempre as cervejas que contém esses ingredientes em sua composição

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Leffe – Cerveja Belga  

vão ser de baixa qualidade. Alguns cereais não-maltados, como o trigo não-maltado, a aveia e a cevada, podem ser utilizados para dar características específicas a algumas cervejas. Podem servir para fazer com que uma cerveja atinja um teor alcoólico mais elevado sem fazer com que ela fique mais encorpada e adocicada demais, que é o caso das excelentes cervejas belgas. Ou podem ser usados também para equilibrar certas características como o aroma, sabor, espuma e corpo.

Portanto, devemos estar atentos! Nem sempre que o rótulo trouxer “cereais não-maltados”, significa que aquela cerveja foi feita com excesso desse ingrediente com o intuito de aumentar seu volume e barateá-la. Que é o caso de todas as cervejas populares/industrializadas.

E os adjuntos químicos?

Outra característica das cervejas populares é a parte química, elas utilizam estabilizantes, usados para melhorar, corrigir e acelerar processos de produção e antioxidantes, para retardar a oxidação, para que a bebida dure mais tempo nas prateleiras e aguente viagens longas, ficando assim com prazo de validade estendido. Mais um ponto para barateá-la, pois, devido seu grande prazo de validade, ela pode ser produzida em escalas ainda maiores.

Não achei estudos que comprovassem que esses “antes” afetassem o sabor da cerveja. Também não tenho formação para afirmar se fazem mal para saúde. O que sei é que sempre que pudermos escolher um produto natural, sem conservantes, nossa saúde agradece!

Obs: Algumas cervejas artesanais usam esses “antes”.

Curiosidades:

– As cervejas populares representam 98% do mercado cervejeiro.

– 4 grupos detêm 98,8% do mercado cervejeiro brasileiro

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Imagem: http://www.uzmenino.com

 

Cerveja Artesanal Mineira

Vamos falar da minha terra?

É, Minas Gerais vem crescendo muito quando o assunto é cerveja artesanal. Não temos apenas cachaça de primeira, temos cerveja também!

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Minas Gerais é o estado do Brasil que obteve o maior número registro de produtos cervejeiros em 2018. Veja o mapa.

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Voce sabia - cerveja mineiraPor se destacar na fabricação de cervejas artesanais e pela criatividade, Minas Gerais é considerada a Bélgica brasileira. De acordo com o Ministério da Agricultura em Minas Gerais, existem atualmente 241 microcervejarias registradas aqui. O número deu um grande salto, contando que eram 12 as cervejarias artesanais em 2003.

A maior parte delas (51) está na Região Metropolitana de Belo Horizonte (números de 2018). Destaque para Nova Lima, que é a segunda cidade do país com o maior número de cervejarias registradas. São 19 cervejarias ao todo. Isso porque a legislação da cidade dá incentivos fiscais a esse tipo de negócio e, como fica ao lado de Belo Horizonte, é mais fácil o abastecimento da demanda da capital.

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Ainda segundo o MAPA, Minas Gerais é o 3o estado do Brasil com maior número de cervejarias, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul (186), seguido de São Paulo (165). Nesses estados, houve expansão superior a 30% em relação ao ano de 2017. Além disso, em 2018, Minas bateu o recorde, com produção média de 2,1 milhões de litros por mês, ou 25 milhões no ano.

Além do aumento de cervejarias e produções, tem aumentado, também, o interesse por este tipo de cerveja por aqui. Com isso, cresceu o número de cursos a respeito do assunto; aumentou a quantidade de estilos e marcas vendidos em grandes redes de supermercados; aumentaram as lojas especializadas e bares especializados; bares que antes vendiam somente cerveja comercial, hoje, tem artesanal; e aumentou a quantidade de eventos cervejeiros por todo o estado.

Na “Agenda de Eventos” desse blog você confere todos os eventos com cerveja artesanal programados para o estado de Minas Gerais.

Características das cervejas mineiras

Segundo a Acerva Mineira (Associação dos Cervejeiros Artesanais de Minas Gerais), estima-se que no Estado são produzidos 55 dos 120 tipos de cerveja existentes no mundo (informações de 2017). São muitas opções por aqui e, a maioria, prima pela qualidade.

A principal característica das cervejas mineiras, como já falei, é a criatividade. São incorporados novos elementos na produção, como frutas secas, chocolate, açúcar mascavo, gengibre e mel. Além disso, para se ter um aroma diferente, algumas cervejarias maturam a cerveja em barris de amburana, madeira usada para envelhecer cachaça. E ficam sensacionais!

 

Algumas fábricas têm a opção de visitação. Fui na da Cervejaria Backer (BH) e gostei bastante. Outras que sei que oferecem esse tour são; Wäls (BH), Uaimmí (BH), Hofbräuhaus (BH), Krug Bier (Nova Lima), Verace (Nova Lima), Küd (Nova Lima), Falke Bier (Ribeirão das Neves), Loba (Santana dos Montes), Fritz (Monte Verde), Fürst (Formiga).

 

Clique aqui para ver a visita que fiz. 

Curiosidadeskrug-bier

– A primeira cervejaria artesanal foi a Krug Bier, surgindo em 1997, seguindo uma tradição austríaca na produção das cervejas. Tem como carro chefe sua linha de cervejas, que foi nomeada em homenagem à terra natal de seu fundador: a Áustria;

– Em seguida surgiu a Backer (1999) e a Wäls (2000);

– Em 2015, a Wäls é a primeira cerveja artesanal comprada pela Ambev. E continua com sua fabricação independente;

– Atualmente, a Backer é a maior cervejaria do estado, com produção média de 240 mil litros/mês, num total de 20 rótulos (2018).

– Em 2016, a Wäls ganhou o título de melhor cerveja do estilo belgian strong ale do planeta na World Beer Cup, a Copa do Mundo da Cerveja;

– As cervejarias mineiras têm se destacado nas premiações brasieleiras também.

– Em 2019, as cervejarias mineiras conquistaram 31 medalhas no maior concurso de cervejas (Concurso Brasileiro de Cerveja), quando a Cervejaria Backer foi escolhida a melhor cervejaria artesanal brasileira de grande porte.

– O portal do Estado de Minas mapeou algumas cervejarias de Minas, confira clicando aqui.

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Foto: Outra Visão Comunicação

 

#TBT: Patagonia Küné – Los Dedos (Punta del Este)

O #TBT de hoje é com uma cerveja que tomei em Punta delEste. A Patagônia Küné.patagonia kune

Ela é uma American Pale Ale. Tem um aroma gostoso e o amargor é bem suave. Ela é feita com uma variedade de maltes especiais que fazem com que ela fique com essa cor bonita, dourada, além de dar um dulçor para ela. Cerveja muito equilibrada e fácil de beber. Pra quem é fã das APA’s originais, que têm um amargor mais acentuado, essa não vai agradar.

Já experimentei quase todas da Patagônia. Essa, foi a melhor que tomei. Seu teor alcoólico é de 5% e o IBU de 22.

logo_patagoniaA Patagônia Cerveza é uma cervejaria de Bariloche, Argentina, que foi comprada pela Ambev.

Na época de sua criação, a primeira cerveja foi a Amber Lager. Em 2010, além de renovar a imagem publicitária, a Patagonia lançou dois novos estilos: a Bohemian Pilsener e a Weisse.

Hoje, eles fabricam, além desses três estilos, a Küné, a Porter, a IPA e a 24.7 uma Session IPA.

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Essa, nós tomamos numa churrascaria de Punta del Este: a El Nuevo Tonel.

Por isso, o prato deste #TBT é de lá. Pedimos picanha, que veio acompanhada de arroz, vinagrete, molho chimmichuri e batata frita. A cesta de pão é um costume dos uruguaios. Sempre vem antes de pedirmos qualquer prato.

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O ponto turístico é o nosso motivo de estar ali: o Monumento Los Dedos, ou La Mano.

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O monumento é uma mão que sai da areia na Praia Brava, em Punta del Este. Ela foi feita, em 1982, pelo artista plástico chileno Mario Irrazábal. Tem até unha…rs

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Ela foi construída pelo artista enquanto participava do primeiro Encontro Anual Internacional de Escultura Moderna ao Ar Livre, em Punta del Este. Havia nove escultores e Mario era o mais jovem. Na ocasião, os presente disputaram praças públicas para fazerem suas artes, e ele decidiu então fazer sua escultura na praia.

Apesar de Irarrázabal ter todo o verão para completar o projeto, ele conseguiu concluí-lo nos seis primeiros dias, mesmo com todos os obstáculos de se fazer algo na areia, com ventos etc.

Apenas a sua escultura permaneceu. Inclusive ela está no local de origem.

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A obra significa a presença do homem na natureza, como o homem surgindo à vida.

É impossível tirar foto no local sem mil turistas atrás, afinal, é o cartão postal mais famoso do Uruguai.

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Por ficar na areia, para chegar até nela, foi construído um caminho de madeira até ela e em seu entorno. Lá venta muito. Além de ser impossível tirar foto sozinha na mão, é impossível tirar foto com cabelo penteado. Percebe-se, né?! 🙂

Outro ponto turístico que fica bem perto de Punta del Este, em Punta Ballena. É a Casapueblo, que vale a pena a visita.

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A casa fica num penhasco rochoso junto ao mar. A ideia foi do artista plástico e arquiteto Carlos Páez Vilaró, que, em 1958, se encantou com o lugar e decidiu estabelecer ali seu ateliê.

A casa foi ampliada aos poucos, à medida que foi surgindo a necessidade, seja para suas atividades, seja para acomodar os amigos que vinham de longe. Durante o passeio, percebe-se que a casa foi feita sem projeto nenhum, com corredores estreitos, quartos de tamanhos diferentes, teto baixo, teto alto, paredes onduladas. É bem estranha a casa.

Vinicius de Moraes passou temporadas por ali, já que era amigo de Vilaró. E foi essa casa que o inspirou a escrever a música “Era uma casa muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada…”.20180408_165316

A construção foi modelada à mão por Vilaró e os habitantes locais durante quatro décadas. Atualmente, a casa abriga galeria de arte, museu, restaurante e hotel.

Apesar de estranha, ela é bem bonita e tem uma vista linda para o mar. Vale a pena visitar este lugar bonito e intrigante.

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Cerveja Artesanal no Brasil

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Cervejaria Ritter e Filhos – 1943 – Porto Alegre

Apesar dos historiadores contarem que, em 1846, Georg Heinrich Ritter instalara uma pequena linha de produção de cerveja na região de Nova Petrópolis – RS, criando a marca Ritter, a principal parte da história da cerveja artesanal/especial no Brasil é muito recente. Elas só ganharam força nos anos 1990, quando surgiu um maior número de fábricas.

Em 1995, surge a primeira microcervejaria do Brasil, a Dado Bier. Em seguida, em 1996, nasce a Cervejaria Colorado. E, aqui em Minas, a Krug Bier surge em 1997 e a Wäls em 1999.

Foi em 2005, que explodiu ainda mais o surgimapa artesanalmento de cervejarias artesanais, tendo no mercado um crescimento impressionante.

De acordo com a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), em dez anos o Brasil foi de 70 para 700 cervejarias, fora as que não possuem registro. Em 2018, por exemplo, cerca de 185 novas fábricas foram registradas, um crescimento de 35% no ramo.

As cervejarias brasileiras têm influências das grandes escolas cervejeiras, porém, elas se sentem à vontade para inovar. Pelo fato de ter influências de diversas nacionalidades, a cerveja nacional assimilou diversos estilos e não ficou presa a regras das escolas de cervejas clássicas. Lembrando, assim, a escola americana, que inovou não somente em insumos, mas também em seu uso e adaptações dos estilos clássicos para seu paladar (confira o post sobre a Escola Americana).

Mesmo com o mercado em expansão, o consumo dessas cervejas ainda é pequeno, representando entre 1% e 2% do volume total de cervejas consumidas no país e, além disso, os investimentos na área ainda são baixos. Temos muito que evoluir ainda, mas estamos no caminho!

E a tal Escola Cervejeira Brasileira?

Com toda essa empolgação e17008_large com a criatividade dos nossos mestres cervejeiros a mil, impulsionados pela diversidade dos nossos ingredientes nativos, muitos falam da tal Escola Cervejeira Brasileira.

Como não sou especialista na área, resumi alguns pontos que pesquisadores e especialistas acham sobre o Brasil se tornar uma escola cervejeira. Segundo eles, o Brasil deve:

– Possuir um mercado consumidor maduro, capaz de absorver uma boa diversidade de estilos e assim fomentar a criatividade e a competição. Para influenciar o mundo você tem que ser forte dentro do seu país. O que não é o nosso caso;

– Ser capaz de gerar um perfil próprio de consumo, criando adaptações e estilos para atender este perfil de mercado interno. Para isso você precisa do tal consumidor maduro;

– Ter o reconhecimento da identidade dos aspectos culturais, históricos e/ou inovação no modo de elaborar e consumir.

Portanto, o Brasil tem potencial, mas isso não vai acontecer de uma hora para outra e nem será fácil. Antes de se criar uma cultura cervejeira, é necessário criar um mercado, é preciso ter cautela.

Percebemos que aumentou bastante o número de bares e supermercados que oferecem a cerveja artesanal/especial. Aqui em Minas Gerais, cresceram os festivais e eventos com chope artesanal, além de muitas lojas e cursos especializados. Isso é ótimo! Com isso, muitos passam a ter acesso e passam a pensar nas artesanais como uma opção de consumo.

Na minha humilde opnião, as cervejas artesanais ainda não atingiram um público maior por causa dos preços praticados. Com valores mais baixos, teremos mais pessoas consumindo, tornando-se cada vez mais exigentes, buscando rótulos com melhores ingredientes e ajudando, assim, a criar um perfil de consumo.

Mas, sei que por traz desses altos valores tem muita discução como impostos, importação de produtos, ingredientes de qualidade. Isso é assunto para outra oportunidade. E o que nos resta? Rezar e beber!

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Curiosidades:

– As cervejarias artesanais são responsáveis por produzir 7,5 mil produtos diferentes.

–  As produtoras da bebida estão concentradas no Sul (42%) e no Sudeste (41%) do país.

– O menor índice está no Norte, com 3%.

– Segundo dados do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) de 2018, o maior número de cervejarias está em Porto Alegre com 35 cervejarias registradas. A segunda cidade com maior cervejarias registradas é Nova Lima com 19 e a terceira é Caxias do Sul com 16. Veja o ranking abaixo.

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Então é isso! Deu sede. Vamos tomar uma?

Próxima parada: Bar Estação Eisenbahn

Minha dica para Beber Artesanal de hoje é um lugar imperdível em Blumenau.

Eu sei que muitos criticam a Eisenbahn por ter sido comprada pela Kirin, que posteriormente foi comprada pela Heineken, mas, para mim, a qualidade é a mesma. E aí vai minha dica de onde beber cerveja de qualidade!

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O Bar Estação Eisenbahn fica na cidade onde a cervejaria nasceu, Blumenau (Santa Catarina). Atrás do bar fica a fábrica, que é aberta à visitação. Como fui na época do Oktoberfest, não estava disponível para visitação.

O nome do bar é inspirado no nome da cervejaria e em sua localização. O nome Eisenbahn significa “ferrovia” em alemão, que é uma analogia a uma antiga estação ferroviária, onde foram construídos a fábrica e o bar.

◊ O local: O bar tem dois ambientes. A parte de dentro, é menor, já que lá fica o bar com as chopeiras e geladeiras, além da lojinha com várias lembranças da cervejaria como camisas, kits, copos, chaveiros etc. Têm algumas poltronas que lembram os trens chiques de antigamente e algumas janelas de vidro dão para ver parte da fábrica, é bem legal. Já a parte de fora é mais ampla e tem vista para a rua. Chegue cedo! A fila de espera se forma rápido.

◊ Para beber: A carta de cerveja da casa é bem extensa, só com cervejas da própria marca. Além das diversas opções de chopes fresquinhos, lá, você encontra as opções de garrafa, inclusive alguns rótulos que são bem difíceis de achar, por exemplo, aqui em Belo Horizonte. Fiz questão de tomar esses que a gente não acha.

Experimentamos alguns chopes e algumas lognecks. Todos de excelente qualidade, sem comentários. Ôo cervejas deliciosas.

◊ Para comer: Comida também é o que mais tem. São diversos petiscos e pratos da gastronomia alemã, além de tira-gostos brasileiros, sanduiches e sobremesas. No próprio cardápio, vem sugestões das cervejas que harmonizam com aquele prato.

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Fiquei sabendo que, em alguns dias, têm bandas ao vivo, inclusive, banda alemã. Deve ficar bacana!

Eu gostei muito do lugar, do ambiente e de tudo que comi e bebi. Só achei os garçons sérios demais. Pode ter sido a ocasião de casa cheia etc.

Vale a pena a visita. Espero voltar e conhecer a fábrica também!

Prösit!

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 Bar Estação Eisenbahn
Endereço: Rua Bahia, 5181- Salto Weissbach
Blumenau- SC
Facebook: m.me/barestacaoeisenbahn

#TBT: Zillertal- Chivito – Rio de la Plata (Montevidéu)

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No #tbt de hoje não vou falar de uma artesanal, mas, quem vai ou foi em Montevidéu com certeza tomou ou vai tomar dessa.

A Zillertal pode ser encontrada em todos os bares, restaurantes, venda e supermercados em Montevidéu. Pra mim, ela é a Stella Artois do Uruguai. O sabor e aroma são bem parecidos. No aroma, destaca-se o lúpulo mas também percebe-se aroma de malte e o metálico. No sabor, destaca o amargor do lúpulo que persiste. É uma cerveja gostosa de tomar, leve e refrescante.

Ela é uma Premium American Lager, com 5,5% de teor alcoólico. Acha ela de 330ml e 970ml. Das populares de lá, é a melhorzinha. Já falei da Patrícia aqui.

zillertalA Zillertal foi lançada em dezembro de 1990. Seu nome faz referência ao vale do rio Ziller em Tirol, na Áustria. Seus ingredientes incluem malte de cevada, adjuntos, lúpulo e aditivos químicos. 😦

Ela é fabricada pela FNC (Fábricas Nacionales de Cerveza S.A), a maior fabricante de bebidas do Uruguai que, desde 2007, faz parte da gigante AB-Inbev.

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Sua história começa em 1886, quando Conrado Niding inaugurou sucessivamente as cervejarias La Popular, A Vapor e La Montevideana. Durante as décadas seguintes, uma sucessão de vendas, compras e fusões foram dando volume ao negócio. Mas só em 1932, numa reação contra a crise mundial iniciada em 1929, é que a empresa ganhou o atual nome através da unificação de várias operações.


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Para manter a linha do popular, o prato típico deste TBT é um dos mais populares do Uruguai: o Chivito

O Chivito é um sanduíche à base de filé de carne macio feito na chapa. Normalmente, é servido em tamanho gigante e vem acompanhado de presunto (jamón), mussarela, bacon (pancetta), alface (lechuga), fatias de tomate e ovo cozido com maionese, além de uma porção de batatas fritas ou salada de batatas (ensalada rusa). Porém, há variações. Cada restaurante tem seu tipo especial de Chivito.

Não é nada diet, mas eu não estava pensando nisso. É gostoso demais. Depois que comi, não conseguia nem andar…rs

Comemos o chivito em um local bem famoso em Montevidéu, a Chiviteria Marcos, que tem diversas opções de chivito e outras cositas mas.

Não lembro qual eu pedi, mas pela foto era bem caprichado! 🙂


O ponto turístico do TBT também é algo bem popular no Uruguai o Rio da Prata (Rio de la Plata). Criado pelo desague das águas dos rios Paraná e Uruguai e do oceano, formando sobre a costa atlântica da América do Sul uma muesca triangular de 290 quilômetros de largura.

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Em Montevidéu, ele é bem grande, parece até praia. Sua orla, lá chamada de Rambla, fica lotada no final da tarde e finais de semana. Famílias, casais, turma de amigos vão para as Ramblas, que tem visto para o Rio para distrair, divertir, conversar, alguns velejam, pesacam e, quando tem sol, até pegam uma prainha (eles chamam o rio de praia). Sempre com o inseparável mate debaixo do braço. Já falei um pouco sobre isso aqui, no post sobre o Letreiro Montevideo.

O rio está em quase toda parte de Montevidéu, é muito bonito! Navegamos por ele quando fomos de Colonia del Sacramento (Uruguai) para Buenos Aires (Argentina). Aliás, ele separa os dois países.

Até o próximo tbt de Montevidéu!

#TBT: Cerveza Mastra – La Chopería Mastra de 21 (Montevidéu)

O #TBT de hoje é em uma choperia que conheci em Montevidéu.

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A La Chopería Mastra 21 pertence à Cerveza Mastra, uma das primeiras cervejas artesanais do Uruguai.

O lugar é muito gostoso. Te faz sentir em outra época com as paredes rústicas, algumas mesas em formato de barril, outras feitas de caixote, que compõem um ambiente alto astral.

São três ambientes, o externo para fumantes e dois internos. Um com os barris e o outro composto de caixotes como mesa e cadeiras, que penso não ser muito confortável. Como os barris não são. Mas, é um ambiente diferente, você acaba se acostumando.

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Para entreter, tem uma máquina de fliperama.

O local conta com 12 torneiras com chopes próprios. Sim! Não tem chope repetido e nem de cervejaria convidada. Eita! Experimentamos alguns muitos e todos estavam muito bons! Sem muitos destaques, como todos os artesanais uruguaios que tomamos.

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Apesar de ter muitas opções para comer, ficamos somente nas Papas (batatas) Rústicas.

Se pensa em ir para o Uruguai e conhecer diversos estilos de uma cerveja uruguaia, esse é o lugar. Eu gostei bastante.

La Choperia Mastra de 21
21 de Setiembre, 2650 – Punta Carretas
Montevidéu -Uruguai
http://www.mastra.com.uy


mastraA Cerveza Mastra surgiu em 2007. Em 2006, um jovem engenheiro, depois de fazer uma viagem para Córdoba, na Argentina, observou que no Uruguai não existiam cervejas artesanais e nem especiais. Depois de estudar o mercado, os fornecedores e o processo, ele cria um projeto que apresenta para um investidor local.

Então no ano seguinte, a Mastra Beer chega ao mercado com três tipos de cervejas (Dorada, Roja e Negra).

A cervejaria dedica-se ao crescimento do mercado de cervejas especiais, ligando-a à alta gastronomia, realizando workshops educativos, harmonizações e eventos para que o público conheça as qualidades desta cerveja.

Hoje, eles fabricam 16 estilos de cerveja. Uau!

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Além da La Chopería, a Mastra conta com mais três choperias, onde podemos encontrar seus chopes e garrafas. Também podemos encontrar Mastra em outros restaurantes e bares do Uruguai.

#TBT: Barbara Cabesas Bier – Palacio Salvo (Montevidéu)

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A cerveja do #tbt de hoje é uma cerveja de trigo bem boa!

É a Barbara uma Weiss da Cervejaria Cabesas Bier, uma cervejaria do Uruguai, sobre a qual eu já falei por aqui.

A cor dela é bem turva devido a sua levedura especial e por ela não ser filtrada. O aroma é bem tradicional, conforme manda o estilo, de cravo e banana. Assim como o aroma, seu sabor é tradicional de uma Weiss:  doce e frutado. Muito refrescante de tomar, nada enjoativa. Amargor quase não tem, seu IBU é 15 e o teor alcoólico é 4,9%.


O ponto turístico é um dos cartões postais de Montevideo: o Palácio Salvo, um edifício inaugurado no ano de 1928.

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O prédio tem 95 metros e 27 pisos, foi a torre mais alta da América do Sul por vários anos.

A sua localização é bem privilegiada, já que fica em frente à principal praça da capital, a Plaza da Independencia, e na esquina da principal avenida, a 18 de Julio.

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Fizemos uma visita guiada, que vale muito a pena. Pois o guia conta muitos momentos marcantes e lendas desse prédio.

Uma coisa que achei interessante é que todos os detalhes da construção têm um significado, já que sua estrutura e decoração se basearam nos princípios da alquimia e da maçonaria.

Hoje, o prédio é ocupado por empresas e apartamentos residenciais. Além disso, tem uma sala onde acontecem jogos e campeonatos de sinuca.

Visitamos vários andares, cada um com um pouco de história para contar, até chegar no terraço.

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Aí sim. Lá de cima, você tem uma linda vista da Plaza Independecia, do Rio Prata e de boa parte de Montevidéo. Como diz o guia, logo ali atraz daquela linha horizontal, está a Argentina. 🙂

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Para quem gosta de história e vista bonita, vale muito a pena esse passeio.

#ficaadica

#TBT: Schöfferhofer – Fortaleza General Artigas (Montevidéu)

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A cerveja do #tbt de hoje é essa clássica alemã que tomei em um pub em Montevideu.

É a Heffeweizen sem filtrar da Schöfferhofer.   Uma típica cerveja de trigo, equilibrada e refrescante. De coloração alaranjada, aparência turva e espuma de boa formação.

Tem aromas e sabores característicos de uma Weizen: frutado, banana, cravo e um leve cítrico.

A cerveja Schöfferhofer é uma das principais cervejas na Alemanha. A origem do seu nome se deve a uma homenagem ao alemão Peter Schöffer que junto com Johannes Gutenberg foi o inventor da moderna tipografia. Sobre ela, já falei em um TBT de Berlim. Sobre a Schöfferhofer


O Ponto Turístico é a Fortaleza General Artigas, popularmente conhecida como Fortaleza del Cerro ou Fuerte del Cerro, localizado em Montevidéu, no Uruguai.

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Em posição dominante sobre o monte mais elevado da região, a 132 metros acima do nível do mar, tinha como função defender a população e o porto de Montevidéu. É a última fortificação espanhola construída no Uruguai.

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Ela foi construída de 1809 a 1811. Em Em 1882, a fortificação passou a ser chamada de Fortaleza General Artigas, em homenagem a José Gervasio Artigas (1764-1850), herói da independência do país.

Atualmente abriga um museu de armamentos (Museo Militar Fortaleza General Artigas) e uma exposição sobre a história militar do Uruguai.

Durante o passeio pelos quartos do Forte, tem muitas imagens e textos que contam um pouco da história do Uruguai, da conquista do Rio da Prata e do General Artigas. Além disso, tem espaços com exibição de armas antigas e uniformes de guerra. É bem legal para quem gosta de história. O Brasil aparece em diversas momentos da história do Uruguai.

Do lado de fora, como está no ponto mais alto da cidade, tem-se uma vista panorâmica de toda a cidade. Bem legal.

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E um pouco mais embaixo tem mais um daqueles letreiros M O N T E V I D E O, onde você consegue tirar ótimas fotos.

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Até o próximo passeio!

#TBT: Ipa Atomica – Asado – Mercado del Puerto (Montevidéu)

ipa atomica

O #tbt de hoje é, também, com uma cervejaria artesanal uruguaia.

Essa é a IPA Atômica, uma IPA da cervejaria Cabesas Bier. Ela tem um aroma cítrico e frutado. Seu sabor tem um amargor equilibrado pela doçura do malte acentuado pelo processo de decocção. Ela não é uma IPA para ipeiros, pois não é tão amarga. Tem um finalzinho amargo super bebível. Seu teor alcoólico é de 6.7% e o IBU é 50.

É uma cerveja bem premiada: Medalia de Bronze em Porto Alegre (2010); Medalia Bronze em Blumenau (2012); Medalia de Prata em Buenos Aires (2013) e Menção Especial em Montevidéu (2016).

Sobre a cervejaria, eu já falei em um post anterior!


20180406_145555O prato é uma comida típica do Uruguai: o Asado de Tiras, um corte nobre da costela do boi, macio e suculento. Ele vem com um molho para temperar, lembrando que as carnes do uruguai vem sem sal nenhum. E pedimos uma batata frita (que veio com casca).

Comemos no El Palenque, que fica no Mercado do Porto, que vai ser o Ponto Turístico desse TBT.


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O Mercado del Puerto como o nome diz, fica próximo ao porto de Montevidéu. Ele não é como os mercados centrais daqui que estamos acostumados, com muita coisa, muita gente, aquela bagunça organizada. Esse é mais arrumadinho, com vários restaurantes servindo as típicas parrilladas. O que achei bem chato são os garçons abordando a gente o tempo inteiro igual na Passarela do Álcool, em Porto Seguro.

O mercado não é grande. Vale a pena parar lá para almoçar.

Além dos restaurantes, tem bares com cervejas artesanais e importadas, lojinhas de artesanatos, lembranças da cidade e doces e chocolates locais.

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Aliás, foi lá que eu comi o melhor alfajor dessa viagem que fiz Uruguai-Argentina.

Se for em Montevidéu, não deixe de fazer esse passeio! 😉