Hofbrauhaus: Visita à fábrica de BH

Apesar de o bar/restaurante da Hofbrauhaus BH já ter aparecido por aqui nas dicas de Onde Beber Artesanal, hoje, darei como dica a visita à fábrica da HB.

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É uma experiência única em BH já que, além de aprender todo o processo produtivo e toda tecnologia envolvida na preparação de algumas das melhores cervejas do mundo, que é exatamente igual à da matriz, em Munique, você ainda tem o prazer de experimentar pratos típicos alemães.

Tem uma visita por sábado. E os sábados são definidos pela cervejaria, que recebe o agendamento pelo seu no site.

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A visita começa com um dos sócios da casa, Henrique, contando um pouco da história e curiosidades da cerveja, que é produzida desde 1589, em Munique. Além disso, ele conta como foi o trâmite para trazer a marca para Belo Horizonte, sendo a única filial da América Latina.

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Enquanto ele conta, é servido alguns dos principais pratos da casa, super alemães: o Pretzel, que nem precisa falar que eu amo.

Que é um pão típico bávaro, inclusive vem de Muniquepara BH; e a Salsicha tipo Bratwurst  ou Vitela (não sei) servida com 3 mostardas típicas também. Tudo muito saboroso, fazendo você se sentir na HB original.comida alema

Depois do reforço no estômago, partimos para conhecer a produção. Na parte externa, a gente vê os tanques de fermentação que dão um charme à parte e os outros equipamentos que fazem parte da produção dos quatro estilos de cervejas disponíveis na casa: três fixos (lager, weizen e dunkel) e um sazonal, que muda a cada mês.

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A Lager é uma Premium Lager tradicional alemã com equilíbrio e refrescância; A Hefe Weizen é a cerveja de trigo, bem marcante, com o aroma e sabor frutados; a Dunkel, é uma lager escura com combinação de sabores tostados e tons de caramelo. Para mim, a melhor!; e a sazonal era a Pils com caráter maltado levemente adocicado em equilíbrio com o amargor dos lúpulos alemães, de toques florais e herbais. Final seco e refrescante.

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Os ingredientes para fazê-las são 100% importados e a água passa por um processo de beneficiamento para que se iguale à água utilizada na fábrica de Munique. Isso faz com que a cerveja produzida no Brasil seja idêntica a produzida na Alemanha. Os padrões de produção são bem rigorosos. Ou seja, você toma a mesmíssima cerveja que tomam em Munique, Berlim…

A casa é um BrewPub, já que a fábrica é ligada ao restaurante e as cervejas servidas são frescas, saindo diretamente dos tanques.

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Depois de algumas explicações e dúvidas sanadas, chegou a melhor parte: a degustação das cervejas da casa.

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Nem precisa de falar o quanto todas são maravilhosas. Depois de degustar a régua, você pode escolher a sua preferida, eu escolhi a Dunkel, para você mesmo retirá-la na biqueira.

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A gente aprende a tirar cerveja do Gruber, um sistema austríaco de dosagem para servir as bebidas. Nele, o desperdício é zero, o que acontece muito nas cervejarias com chopeiras. Depois que a medida certa é servida, a máquina trava, sai a espuma na risca certa e não cai uma gota para fora do copo. Interessante, né?

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Depois disso, é só sentar, apreciar essa beleza de chope e bater aquele papo gostoso com a galera do tour.

Adorei essa experiência! Prosit!!

Hofbräuhaus Belo Horizonte
Av. do Contorno, 7613 – Lourdes
Belo Horizonte- MG
http://www.hofbraubh.com.br
Instagram: @hofbrauhausbh

Sobre estilos: Stout

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Hoje eu vou falar sobre a minha queridinha, do “cafezin”que eu mais amo: a Stout. Foi o estilo que mais meu paladar aceitou e falou “pronto, essa você vai tomar pro resto da vida!”. Ô trem gostoso, sô!

Porto-inglês

Assim como os outros estilos, o surgimento da Stout tem diferentes versões. Mas, um fator é comum: a Stout deriva da Porter. Alguns falam que surgiu na Irlanda outros, na Inglaterra. A história é que a cerveja do estilo Porter era muito comum nas cidades onde haviam portos. Os trabalhadores portuários, os porters, precisavam de cervejas fortes pra poder aguentar o trabalho pesado. Para isso, foi criado o estilo e nomeado Porter. Uma das versões sobre a Stout é que muitos dos trabalhadores não gostavam do sabor adocicado (característico da Porter), assim foi criado um estilo menos doce, com aroma e sabor mais voltado para o café, usando bastante maltes torrados. Surgindo a Stout.

Muitos perguntam qual a diferença, hoje, entre a Porter e a Stout. Dizem que a diferença está no paladar e no teor alcoólico, que as Porters são mais leves e com menor teor. Porém, é um assunto polêmico. Como não sou profissional, não entrarei nesse detalhe.

Principais características

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São cervejas escuras de colarinho bege. Devido aos maltes torrados usados, têm aromas e sabores tostados de café, chocolate, cappuccino, toffe e caramelo. As clássicas não são muito amargas, pois é usada pouca quantidade de lúpulo em sua fabricação. O amargor que ela tem é só para quebrar o gosto do café e do caramelo. E esse amargor vem tanto do lúpulo quanto dos maltes torrados/tostados.

São consideradas cervejas fortes, com teor alcoólico mais elevados, que causam sensação de aquecimento. Por isso, são muito indicadas para o inverno. Mas eu tomo em qualquer dia, faça calor ou faça frio.

Seu teor alcoólico pode variar de acordo com o subestilo, indo de 4,2% a mais de 15%.

irish stoutFalando em subestilos ela tem diversos. Vamos a alguns:

Dry Stout/Irish Stout: A intensidade do sabor torrado é média e o café domina o paladar no fim, dando a ela um final seco. O amargor do lúpulo é marcante.

Sweet Stout/Cream Stout: Utiliza lactose ou chocolate para trazer mais dulçor à cerveja. Por isso, é uma cerveja mais leve que a clássica Stout. Tem gosto de chocolate amargo e café. O final sente o malte torrado e um pouquinho do amargor do lúpulo. Amoooooooo!

oatmeal-stout-recipe-Oatmeal Stout: Como o nome indica, tem adição de aveia (oatmeal) que deixa a cerveja mais cremosa. Apresenta médio amargor. Bastante encorpada! Hummmm!

American Stout: Versão americana do estilo. Ou seja, surra de lúpulo, a tornando uma cerveja mais amarga que os demais subetilos de Stout. O aroma cítrico dos lúpulos americanos equilibra com o malte torrado.

risRussian Imperial Stout (RIS): É a versão hard da Stout. São cervejas mais complexas, com amargor intenso equilibrado com o dulçor. Super encorpada e com alto teor alcoólico. Tem um perfil licoroso, chega a pregar a boca quando bebe. Ahhhh, esse é bom demais também.

Fui super “imparcial” nesse post, né?! 🙂

Se ainda não experimentou, não perca tempo! São todas ótimas!

Bom cafezinho!

 

Sobre estilos: Bock

Bock

A Bock é uma cerveja da família lager, como a pilsen, ou seja, de baixa fermentação. Muitos acham que lager são cervejas claras. Mas, está aí a Bock para provar que não.

Esse estilo surgiu no século XIV, na cidade de Einbeck, no norte da Alemanha, e posteriormente recriado em Munique.

O nome “Bock” é baseado em uma variação do nome “Einbeck” do dialeto Bávaro, e usado apenas após chegada dessa cerveja em Munique. “Bock” também significa “bode” em alemão, sendo comumente usado em logotipos e propagandas.

Sua principal característica é o destaque do malte, tanto no aroma como no sabor. Os maltes torrados usados na receita dão uma coloração escura e sabor e aromas intenso, com notas de toffe e caramelo. São pouco amargas, pode ter o final seco ou doce (mas não muito).

É um estilo relativamente forte em relação ao teor alcoólico, que  varia de 6% a 7,5%.  Já em relação ao seu amargor, é levemente lupulada, com IBU entre 20 e 27.

Variações do estilo

Maibock ou Helles bock: uma versão mais clara e lupulada da bock tradicional;

Weizenbock: uma versão da bock feita com trigo. Resultando em uma cerveja de trigo forte com teor alcoólico mais elevado;

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Doppelbock: , uma versão mais forte e maltada. Seu teor alcoólico pode ir até 10%. A Salvator da Paulaner é maravilhosa!;

Eisbock: uma versão muito mais forte feita pelo congelamento parcial da cerveja para posterior remoção do gelo de água que forma. Após a remoção do gelo a cerveja fica bastante concentrada e, com isso, o resultado é uma cerveja com sabor realçado e bem alcoólica, podendo chegar a 14%. Nu!!

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Observação importante

Não vai confundir Bock com malzbier “pelamordedeus”. As malzbier são escuras também, porém essa coloração não vem dos maltes torrados, mas sim da adição de caramelo e xarope de açúcar, a tornando uma cerveja doce. Além disso, seu teor alcoólico é baixo, entre 0 e 4%. Falei sobre essa diferença no post Malzbier x Cerveja Escura

Sobre estilos: Pilsen

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O estilo Pilsen foi criado pela primeira vez, em 1842, na República Tcheca, na cidade de Plzen (Pilsen), pela Büger Brauerei, hoje Plzenky Prazdroj. É a famosa e tradicional  Pilsner Urquell, que usa os mesmos ingredientes até os dias de hoje para fabricar sua clássica Bohemian Pilsner. É uma cerveja maravilhosa. Falei sobre ela nesse post que fiz no Instagram

Desde o seu surgimento, é o estilo mais consumido no mundo inteiro. Pode ser chamada de Pilsner também. Elas são do tipo lagers que, como já falei aqui, são de baixa fermentação e portanto mais leves e geralmente menos alcoólicas.

pilsenA Pilsen é uma cerveja bem dourada, com notáveis aromas de lúpulo e um sabor mais acentuado de malte. Elas seguem a Lei da Pureza Alemã, que condiciona a produção da bebida a apenas quatro ingredientes: água, malte, lúpulo e levedura. Ou seja, não pode ter cereais não-maltados como o milho e o arroz. Por isso, podemos perceber que essas cervejas populares aqui do Brasil, que dizem no rótulo ser Pilsen, não são. Elas são, na verdade, American Lager, que têm sabor suave e aroma neutro. Bem diferente das pilsens originais.

Ao longo do tempo, surgiram algumas variações da  Pilsen, que são os subestilos Bohemian Pilsner, German Pilsner e Classic American Pilsner. Em geral, elas são mais amargas, com espuma cremosa e branca.

Bohemian Pilsner, é o estilo original da Pilsen. É uma cerveja de fermentação baixa, com coloração amarelo/dourado e refrescante, tornando-se assim uma das mais pedidas entre todas as outras. Representada por cervejas como a Pilsner Urquell;

German Pilsner, uma versão alemã do estilo, criado em 1870, tornou-se bastante popular após a Segunda Guerra Mundial. Essa é uma cerveja mais amarga, de cor dourada, corpo leve e bastante refrescante. Alguns exemplares incluem a Bitburger, Warsteiner e  Konig Oilsener; e

Classic American Pilsner, uma variação americana da Bohemia Pilsner. Levada aos EUA pelos imigrantes europeus e produzida somente com ingredientes originais da América. Essa é uma cerveja mais clara e brilhante, além de possuir um amargor mais leve e seco.

#TBT: Kronenbourg 1664 – Catedral Metropolitana (Buenos Aires)

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O #tbt de hoje, apesar de ter sido um achado em Buenos Aires, é uma cerveja francesa: A 1664.

A Kronenbourg 1664 é uma das cervejas mais consumidas na França. É uma Standard American Lager da Brasseries Kronenbourg. Uma cerveja bem leve e refrescante, com presença de malte tanto no aroma quanto no sabor. Seu amargor é moderado.

O lúpulo utilizado na Kronenbourg é considerado o caviar dos lúpulos. Cultivado exclusivamente na região de Alsace, na França, desde 1885, este lúpulo proporciona baixo amargor e qualidades aromáticas.

kronenbourg.pngKronenbourg é o nome de um bairro histórico de Strasbourg (Cronenbourg), capital e principal cidade da região de Alsace no leste da France, perto da fronteira com a Alemanha. É neste bairro onde a cervejaria foi instalada no início do século XIX. Hoje, a Brasseries Kronenbourg é a maior marca de venda de cerveja em França e é uma das mais antigas do país.

Em 2008 o Grupo Carlsberg tornou-se proprietários da marca Kronenbourg 1664.


O ponto turístico escolhido para mostrar para vocês foi a Catedral Metropolitana de Buenos Aires, a principal igreja católica da capital Argentina.

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Ela é bem bonita. Por fora, nem parece uma igreja, mas sim um templo grego. E, por dentro, é gigante.

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Ela está no mesmo lugar que foi escolhido pelo fundador da cidade, Juan de Garay, para construir a primeira igreja. O primeiro templo foi construído com materiais simples como madeira, barro e palha. Devido ao uso de materiais menos duráveis o templo sofreu seis reconstruções. A construção final começou em 1752.

Por conta de diversos problemas financeiros e com o novo projeto, a construção só foi completamente finalizada em 1852. Porém, os trabalhos de decoração continuaram por mais 50 anos.

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Nesta Igreja, fica o museu do Cardeal Jorge Mario Bergoglio Jr, mais conhecido hoje como Papa Francisco. Ele foi Arcebispo de Buenos Aires de 1998 até 2013, sendo que uma de suas funções era comandar a Catedral Metropolitana. Nesse pequeno museu ficam expostos diversos objetos ligados ao Papa.

Além disso, por lá está o mausoléu com os restos do General José de San Martin. Mas não entramos. Estávamos muito cansados.

Cerveja Blumenau: Do tour ao bar da fábrica

O Onde Beber Artesanal vai para Blumenau, Santa Catarina.

Se você está indo para Blumenau, agarra essa dica!

Não deixe de conhecer a Cervejaria Blumenau. Ela nos oferece uma experiência completa desde um tour guiado na fábrica à degustação de suas cervejas em um bar próprio.20181012_123739Ela é uma cervejaria nova, sua fábrica foi inaugurada em 20 de setembro de 2016. Hoje, conta com 14 rótulos de cerveja e um licor. É muito estilo diferente.linha-cerveja-blumenauFalando nisso, foi a Cervejaria Blumenau quem fez pela primeira vez o estilo Catharina Sour, estilo que foi catalogada pela Beer Judge Certification Programa (BJPC), respeitada e mais importante instituição internacional de juízes da bebida. Na prática, o Brasil agora tem, oficialmente, o seu primeiro estilo próprio de cerveja, que pode ser julgado em concursos do mundo inteiro.

A Cervejaria Blumenau traz em seu nome o amor pela cidade. Tanto que seu slogan é “Uma cidade apaixonada por cerveja só poderia dar nome a uma cerveja apaixonada por uma cidade.”. E seus rótulos, todos fazem menção a algo da cidade.

Voltando para a cervejaria, nós chegamos bem cedinho para poder fazer a visita na fábrica. Enquanto esperávamos o responsável por nos apresentar a fábrica, degustamos todos, eu disse, todos os rótulos. Fiquei até com medo de já começar a visita alterada…rs. Mas deu tudo certo. Todos atendentes são supersimpáticos.

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Durante a visita, percorremos toda fábrica. O responsável começou falando sobre a história da cervejaria. Em seguida, nos explicou todos os processos de produção das cervejas, desde a seleção dos ingredientes ao envase. A visita durou cerca de 30 minutos.

Depois da visita, fomos para o bar da fábrica que fica anexado à fábrica.

Bar da Fábrica

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O local: o bar tem uma parte de parede de vidro que tem vista para a fábrica. Tem mesas nesse ambiente ou do lado de fora.

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Além de muita cerveja e comida boa, por lá, você encontra uma loja da marca. Com cervejas para levar e souvenir como: garrafas, camisas, bonés e outros.

Para beber: O bar serve todos os rótulos da cervejaria. Você fica até perdido, pois são 14 torneiras com todos os estilos. Para tentar te ajuda, o cardápio fala sobre os rótulos e sua descrição sensorial, dá dicas de harmonização para cada cerveja, a temperatura correta de cada e o tipo de copo em que ela deve ser servida.

E não é que eles respeitam cada copo e estilo? As cervejas que pedimos, vieram em seus respectivos copos. Veja aí o que tomamos. Todas muito gotosas!

Para comer: O cardápio tem com comidas típicas alemãs. Só coisa gostosa. Se você gosta muito dessa comida, tem uma opção de pagar um valor fixo e poder comer à vontade, durante o almoço, em um self-service. Por lá tem salsichões, joelho de porco, chucrute (repolho) etc.

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A experiência é completa. Passamos a manhã toda lá. Ahh, recomendo chegar cedinho, já que por volta das 11h já está bem lotado.

Adorei tudo por lá! Não deixe de colocar a cervejaria em seu roteiro!

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Cervejaria Blumenau
Rua Arnô Deling, 388 – Itoupavazinha
Blumenau /SC
http://www.cervejariablumenau.com.br
@bardacervejablumenau

#TBT: Wychwood Brewery – Por do Sol

O #tbt de hoje, apesar de ser uma cerveja inglesa, eu a experimentei em Colonia del Sacramento. Eita cidadezinha que me surpreendeu. Achei cervejas que nunca vi em BH.

Essa aí é a Imperial Red da Wychwood Brewery .

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Achei ele bem leve para ser uma Imperial. Tem um aroma de maltes torrados suaves, e predomina o caramelo. Assim como o sabor, onde sente-se o caramelo e um ligeiro sabor torrado. O malte é equilibrado com o lúpulo que dá um leve amargor no final.

É uma cerveja bem gostosa, mas leve para levar o nome Imperial. O que mais me chamou a atenção foi o rótulo. Achei massa.


Wychwood BreweryA Wychwood Brewery é uma cervejaria de  Oxfordshire, Inglaterra, que existe desde 1841. Ela produz cerca de 50.000 barris (8.200.000 litros) de cerveja por ano e é a maior cervejaria orgânica do Reino Unido. As cervejas Wychwood filtradas e engarrafadas são exportadas para todo o mundo, incluindo a América do Norte, Suécia , França, Austrália, Rússia, Japão, Israel e Singapura.

A cervejaria é conhecida por seus rótulos baseados em fantasia, inspirados nos mitos e lendas que cercam a antiga Floresta Wychwood.

Hoje, eles produzem 13 rótulos. Cada um mais bonito que o outro.

Wychwood Brewery garrafas

Para quem gosta dessas coisas de fantasias, dê uma olhadinha no site deles. Achei muito legal! Tem até games. www.wychwood.co.uk


O ponto turístico é o maravilhoso pôr do sol de Colônia del Sacramento.

Como já falei nos posts passados, sobre Colonia e sobre suas Ruínas, a cidade de Colonia del Sacramento é muito charmosa. E, para fechar com chave de ouro o nosso passeio e posts sobre ela, vou falar do que ela tem de mais lindo: o pôr do sol.

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Quando o sol vai baixando, a beirada do Rio da Prata já começa a encher de turistas para ver aquela maravilha da natureza. É bom chegar cedo para pegar um lugar bom e apreciar aquele momento tranquilo, sem gente na frente.

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Dá o horário, aos poucos, um mega sol começa a mergulhar no imenso Rio da Prata. O céu passa a ter diferentes cores. É um momento único e imperdível.

Só as imagens mesmo para explicar!

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A cidade é bem pequena, tem pouco o que se falar dela. Mesmo assim, é uma cidade que todos deveriam visitar. É gostosa demais.

Vai em Montevidéu ou Buenos Aires? Essa é uma parada obrigatória!

Latitude 20º: mais uma opção para os cervejeiros de plantão (Ouro Preto)

FECHADO PERMANENTEMENTE (Porém, você encontra os chopes da cervejaria em alguns bares de Ouro Preto).

A dica de Onde Beber Artesanal é em Ouro Preto hoje.

A dica é um bar simples, porém muito aconchegante. O Latitude 20º.

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O nome do bar Latitude 20º é o mesmo nome dado à cervejaria, que é uma homenagem à Ouro Preto, pois a cidade se localiza na latitude 20º23’08”.

O local: O Latitude é bem completo, pois atende muitas áreas da cerveja.

No espaço, funcionam várias coisas: uma loja onde vendem insumos para fabricação de cerveja, além dos produtos da cervejaria; eles dão cursos com temas relacionados à cerveja; é growleria, já que além de abastecer seu growler, você também pode alugar barris (com chopeira e gás) abastecido com a cerveja deles para levar para casa e fazer a festa; e é bar!

Para beber: No bar, eles servem chopes de fabricação própria. Quando estive lá, estavam plugados: Cream Ale, American IPA, Stout e Double IPA. Todos a preços justos. Os de 300ml variam entre R$7 a R$13; de 475ml entre R$10 a R$17; e de 1 litro entre R$18 a R$32.

Só não experimentei a Double IPA, porque não ia dar conta…rs. Seu teor alcoólico era 8,7% e o IBU 80. Estava querendo algo mais leve no dia. As demais estavam ótimas!

Também tem caipirinha e vinhos.

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Para comer: São poucas opções, como pode ver acima. Mas, é o suficiente para você experimentar um delicioso petisco mineiro bem caseiros. Nós pedimos contrafilé na manteiga de ervas e vinho com fritas. Estava divino. Ah, tem opções vegetarianas também.

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downloadIsso tudo embalado pelo bom e velho rock.

O atendimento é bem rápido e o atendente muito educado e paciente. Me explicou sobre cada cerveja e me deu algumas dicas. Conversei com um dos donos também, que foi bem solicito.

Trouxe uma garrafa de cerveja deles, a Session IPA. Olha ela aí!

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Fica então essa dica. Além de cerveja e comida boa, a vista de lá é linda da Igreja do Rosário e das montanhas que estão no em torno de Ouro Preto.

Cervejaria Artesanal Latitude 20º
Rua Gabriel Santos 16A – Rosário
Ouro Preto
https://www.facebook.com/cervejarialatitude20/
Instagram: @latitude20ouropreto

#TBT: Bardot Brew Pub – Colonia del Sacramento (Uruguai)

20180409_224102O #tbt de hoje viaja para um brewpub em Colonia del Sacramento, uma cidadezinha charmosa do Uruguai.

Eu estou falando do Bardot Brewpub, a primeira cerveja artesanal de Colônia. A gente acha que vai para interior e só vai encontrar bar ou restaurante com as cervejas tradicionais locais e depara com esse paraíso com 15 biqueiras e muito chope artesanal fresquinho e de ótima qualidade.

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A casa oferece somente chope próprio. A variedade é imensa. A carta conta com 18 estilos diferentes, porém, desses: 6 são sazonais, ou seja, dependendo da época que você for, pode ser que encontre alguns. Eles os chamam de Estación que são a Wizen, Wit, Pumpkin, Imperial Stout, Strong Ale e Honeybeer. Os demais são classificados como Clássicas (Kolsh, Golden, Pale Ale, Scottch, Porter, Bitter…), que custam $200 o pint e $120 meio e Especiais (Dubel, IPA e Stout), que custam $240 pesos o pint e $150 meio, esses são os mesmos preços dos Estación.

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Além dos chopes, tem vinho, whisky e bebidas de dose.

Para comer, só de sentar eles já te levam uma cesta de pipoca como cortesia da casa. Enquanto isso, vai abrindo seu apetite para o prato que vai pedir.

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As opções também são muitas, ficamos meio perdidos para pedir. Tinha petiscos, massas, pratos, pizza, salada e sanduíches. Pedimos um prato que não entendi até hoje o que é. Veio batatas rústicas, cream cheese, salada e salmão cru.

20180410_002800.jpgGostei muito do lugar, do espaço e de saber que em um lugar tão pequeno já tem cerveja artesanal jorrando!


O ponto turístico é a cidade de Colonia del Sacramento.

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Se estiver em Montevidéu ou Buenos Aires (fica entre as duas cidades), não deixe de ficar pelo menos um dia nessa cidade. Como eu iria de Montevidéu para Buenos Aires, eu parei e fiquei um dia lá. Se você gosta de sossego, fique dois. Tem gente que faz bate e volta das capitais, mas acho que não compensa.

A localização dela a tornou uma das cidades mais visitadas do Uruguai e um patrimônio da UNESCO.20180409_152326

É uma cidade tranquila, que fica às margens do Rio Prata, gostosa de ficar passeando ou mesmo sentar em um restaurante ou um café e relaxar. Nós passamos o dia andando e conhecendo seus pontos turísticos. Parece que transportamos para outra época, pois ela preserva muito bem a arquitetura de quando foi colonizada pelos portugueses e espanhóis, em 1960.

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Tem ruelas e também ruas bem espaçosas. Todas elas bem arborizadas que torna o clima da cidade ainda mais gostoso, fresquinho. Parece que até os moradores estão descansando, não se ouve barulho, não vê muito movimento, a não ser os turistas passando. Acho que a cidade é tão calma, que até os turistas falam baixo, não agitam muito em respeito à calmaria desse lugar.

Amei, posso mudar para lá quando aposentar e viver até 120 anos.

Cerveja Artesanal no Brasil

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Cervejaria Ritter e Filhos – 1943 – Porto Alegre

Apesar dos historiadores contarem que, em 1846, Georg Heinrich Ritter instalara uma pequena linha de produção de cerveja na região de Nova Petrópolis – RS, criando a marca Ritter, a principal parte da história da cerveja artesanal/especial no Brasil é muito recente. Elas só ganharam força nos anos 1990, quando surgiu um maior número de fábricas.

Em 1995, surge a primeira microcervejaria do Brasil, a Dado Bier. Em seguida, em 1996, nasce a Cervejaria Colorado. E, aqui em Minas, a Krug Bier surge em 1997 e a Wäls em 1999.

Foi em 2005, que explodiu ainda mais o surgimapa artesanalmento de cervejarias artesanais, tendo no mercado um crescimento impressionante.

De acordo com a Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), em dez anos o Brasil foi de 70 para 700 cervejarias, fora as que não possuem registro. Em 2018, por exemplo, cerca de 185 novas fábricas foram registradas, um crescimento de 35% no ramo.

As cervejarias brasileiras têm influências das grandes escolas cervejeiras, porém, elas se sentem à vontade para inovar. Pelo fato de ter influências de diversas nacionalidades, a cerveja nacional assimilou diversos estilos e não ficou presa a regras das escolas de cervejas clássicas. Lembrando, assim, a escola americana, que inovou não somente em insumos, mas também em seu uso e adaptações dos estilos clássicos para seu paladar (confira o post sobre a Escola Americana).

Mesmo com o mercado em expansão, o consumo dessas cervejas ainda é pequeno, representando entre 1% e 2% do volume total de cervejas consumidas no país e, além disso, os investimentos na área ainda são baixos. Temos muito que evoluir ainda, mas estamos no caminho!

E a tal Escola Cervejeira Brasileira?

Com toda essa empolgação e17008_large com a criatividade dos nossos mestres cervejeiros a mil, impulsionados pela diversidade dos nossos ingredientes nativos, muitos falam da tal Escola Cervejeira Brasileira.

Como não sou especialista na área, resumi alguns pontos que pesquisadores e especialistas acham sobre o Brasil se tornar uma escola cervejeira. Segundo eles, o Brasil deve:

– Possuir um mercado consumidor maduro, capaz de absorver uma boa diversidade de estilos e assim fomentar a criatividade e a competição. Para influenciar o mundo você tem que ser forte dentro do seu país. O que não é o nosso caso;

– Ser capaz de gerar um perfil próprio de consumo, criando adaptações e estilos para atender este perfil de mercado interno. Para isso você precisa do tal consumidor maduro;

– Ter o reconhecimento da identidade dos aspectos culturais, históricos e/ou inovação no modo de elaborar e consumir.

Portanto, o Brasil tem potencial, mas isso não vai acontecer de uma hora para outra e nem será fácil. Antes de se criar uma cultura cervejeira, é necessário criar um mercado, é preciso ter cautela.

Percebemos que aumentou bastante o número de bares e supermercados que oferecem a cerveja artesanal/especial. Aqui em Minas Gerais, cresceram os festivais e eventos com chope artesanal, além de muitas lojas e cursos especializados. Isso é ótimo! Com isso, muitos passam a ter acesso e passam a pensar nas artesanais como uma opção de consumo.

Na minha humilde opnião, as cervejas artesanais ainda não atingiram um público maior por causa dos preços praticados. Com valores mais baixos, teremos mais pessoas consumindo, tornando-se cada vez mais exigentes, buscando rótulos com melhores ingredientes e ajudando, assim, a criar um perfil de consumo.

Mas, sei que por traz desses altos valores tem muita discução como impostos, importação de produtos, ingredientes de qualidade. Isso é assunto para outra oportunidade. E o que nos resta? Rezar e beber!

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Curiosidades:

– As cervejarias artesanais são responsáveis por produzir 7,5 mil produtos diferentes.

–  As produtoras da bebida estão concentradas no Sul (42%) e no Sudeste (41%) do país.

– O menor índice está no Norte, com 3%.

– Segundo dados do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) de 2018, o maior número de cervejarias está em Porto Alegre com 35 cervejarias registradas. A segunda cidade com maior cervejarias registradas é Nova Lima com 19 e a terceira é Caxias do Sul com 16. Veja o ranking abaixo.

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Então é isso! Deu sede. Vamos tomar uma?