O #TBT desta semana é com essa Helles Vollbier – da Stiftungsbräu. Cerveja suave e refrescante, fabricada na Alemanha, com maltes e lúpulo de qualidade e, claro, de acordo com a Lei de Pureza da Baviera de 1516 (apenas água, malte, lúpulos e levedura). O sabor das cervejas alemãs são bem parecidas, o que muda é uma ser mais amarga que a outra no final.
Essa cerveja é fabricada há 325 anos, na cidade Erding, localizada na Baviera, na Alemanha. Foi comprada pela cervejaria ERDINGER Weißbräu, em 1991, para garantir a arte centenária de fabricação de cerveja em Bierstadt Erding.
Essa nós tomamos em um pub/restaurante Käse König que achamos ao rodar por Mitte. Fica próximo à Torre de TV. O local é muito gostoso, e optamos por sentar no biergarten deles e tomar uma observando o movimento.
Falando nisso, lembrei que todos os biergartens que fomos, em Berlim, eram muito empoeirados (mesas, bancos…). Mas não parecia ser falta de limpeza, pois colocava meu celular em cima da mesa, não dava 10 minutos ele já estava coberto de poeira também. Não sei se estava tendo algo diferente por lá ou se era poluição mesmo, sei que durante nossa estadia por lá meu nariz ficava muito seco. 😦
O ponto turístico do #tbt é a maravilhosa catedral de Berlim: a Berliner Dom (Catedral de Berlim).
O que mais chama atenção nela, além do tamanho (114 metros de comprimento e 116 metros de altura), são suas cúpulas coloridas verdes, deixando a paisagem ainda mais linda. Ela se localiza às margens do rio Spree, na Ilha dos Museus.
Ilha dos Museus
A Berliner Dom foi construída entre 1894 e 1905. Teve uma parte destruída na Segunda Guerra e foi reconstruída.
Dentro dela, é um espetáculo à parte. É maravilhosa com tudo muito decorado. Nela encontra-se o maior órgão de tubos da Alemanha, com mais de 7.200 tubos. Além disso, lá está mais de noventa tumbas e sarcófagos, incluindo as do rei Friedrich I e da rainha Sophie Charlotte, que são super trabalhadas.
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Se você tiver fôlego, pode subir na cúpula da catedral. São 270 degraus. Mas, compensa! A vista lá de cima é linda.
Em vários posts eu falo sobre a Lei da Pureza Alemã. Afinal, o que é isso? Para que ela surgiu?
A Lei da Pureza Alemã ou Reinheitsgebot (em alemão) foi uma lei promulgada, em 23 de abril de 1516, pelo duque Guilherme IV da Baviera, na Alemanha. Uma de suas imposições é que a cerveja deveria ser fabricada apenas com os seguintes ingredientes: água, malte de cevada e lúpulo. A levedura de cerveja não era conhecida naquela época.
Historiadores contam alguns motivos que fizeram com essa lei surgisse. Um deles era para garantir a qualidade da bebida, pois, antes da lei, os cervejeiros da época estavam utilizando alguns ingredientes estranhos como fuligem e cal. Alguns contam que o duque promulgou esta lei depois de uma forte ressaca que teve após beber uma cerveja de má qualidade.
Além de limitar os ingredientes, a lei também controlava os preços da bebida.
Há quem diga que o outro motivo, para a promulgação da lei, foi para que os cervejeiros não usassem mais trigo e centeio. Como esses cereais estavam sendo muito usados na produção da cerveja, o preço deles começou a aumentar. Como para produzir os pães era necessário esses mesmos cereais, o preço do pão encontrava-se muito alto.
Somente em 1906, depois que a Alemanha foi unificada, que a lei passou a ser adotada em toda o país, já com a inclusão da levedura e admitindo o trigo como adjunto. A descoberta da levedura e de sua função só aconteceram no final da década de 1860, por Louis Pasteur.
500 anos depois, a lei encontra-se em vigor até hoje e é uma das únicas de longa data que ainda é utilizada até os dias atuais devido à cultura cervejeira alemã.
Então, é isso. No final das contas, a lei da pureza veio para padronizar as cervejas na Alemanha. Para que todas as cervejarias façam cervejas de qualidade e usem apenas os ingredientes necessário para se produzir uma cerveja, ou seja, a água, o malte, o lúpulo e a levadura. As cervejas que levam somente esses ingredientes falam que seguem a Lei da Pureza Alemã.
Temos que lembrar que não significa que as cervejas feitas dentro dessa Lei são sempre as melhores. Além disso, as cervejas que não são feitas de acordo com a Lei também podem ser ótimas, como exemplo, as cervejas belgas, que usam muitos condimentos além da água, malte, lúpulo e levedura.
Veja a Reinheitsgebot na íntegra:
Obs: A Lei da Pureza Alemã não foi a primeira relacionada à qualidade da cerveja. Em 1156, em Augsburg (Alemanha), o imperador Barbarossa instituiu a lei chamada de Justitia civitantis Augustecis. De acordo com a lei, se algum taverneiro (garçom) servisse cerveja de má qualidade ou em medida desleal, este seria sujeito a multas e teria seu estoque confiscado e oferecido aos pobres de graça. Este primeiro decreto não regulamentava a produção cervejeira e sim sua qualidade final.
Fomos ao bar da cervejaria onde fica a fábrica para tomar direto da fonte. Ao pedir a cerveja, houve um mal-entendido. Eu pedi uma Weiss e Thiago uma Dunkel. Quando a gente olha para o lado, vem o garçom com uma jarra de 1,5L de cada!! E como lá só serve chope fresco, não filtrado, direto do tanque, não tinha como voltar atrás e bebemos como os alemães. As cervejas estavam ótimas, mas não deu para experimentar outras por motivos óbvios
O copo era tão pesado que eu precisei segurar com as duas mãos, e olha a força que eu faço. O aroma e sabor não precisa de comentários. Padrão alemão de qualidade.
Weiss e Dunkel
O bar/fábrica da Brauhaus Südstern fica um pouco afastada do centro turístico, num bairro tranquilo. É uma cervejaria, biergarten e restaurante. O biergarten fica de frente para um parque do bairro. Mas, como estava frio este dia, optamos por ficar na parte de dentro.
Dentro é um lugar bem rústico, todo de tijolinho a mostra e mesas de madeira. Você se sente no interior, e é bem escuro. Precisei da luz do celular para olhar o cardápio. Falando em cardápio, para variar, chegamos tarde (22h!!) e a cozinha já estava fechada. Mas eu estava de boa, já que eu comi uma padaria inteira tomando 1,5L de cerveja de trigo.
Lá também tem uma pequena área com um chão de vidro, onde é possível observar os tanques de produção de cerveja no porão. Há visita guiada durante o dia.
Super recomendo sair um pouco da área turística para visitar um lugar frequentado pelos nativos. Pröst!
O ponto turístico é o Muro de Berlim, que dispensa apresentações. Mas não custa fazer um breve resumo: Construído pela Alemanha Oriental para separar a Berlim Ocidental, não comunista, da Berlim Oriental (consequentemente separar as Alemanhas), começou a ser construído em 13 de agosto de 1961, passou por modificações até os anos 1980, e foi derrubado em 1989.
Homens vestidos de soldados, no posto, para tirar fotos
Em 1945, quando termina a Segunda Guerra Mundial, Berlim se divide entre domínio soviético do lado oriental e domínio americano, inglês e francês do lado ocidental. Com a divisão, decidem construir o muro, em 61.
Ainda existe uma réplica da cabine “Checkpoint Charlie”, no mesmo lugar da original. É um posto militar na fronteira entre Berlim Ocidental e Oriental, na época em que existia o muro e a cidade era dividida. As autoridades da Alemanha Ocidental construíram este posto para controlar a passagem de membros das Forças Aliadas e diplomatas estrangeiros entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental.
Na mesma rua encontra-se o Checkpoint Charlie Museu, que exibe fotos e documentos sobre fugas e tentativas de fugas da época.
Em novembro de 1989, alemães armados com pás, picaretas, marretas e até tratores derrubavam aquela cortina de ferro. Alguns relatam que ouviram por muito tempo o barulho “tec-tec” das marretas batendo. Inclusive, no Museu Madame Tussauds, de Berlim (foto ao lado), tem uma parte que você pode simular que está derrubando o muro. E quando você entra na cabine, começa aquele mesmo barulho, que dizem ser o que ouviam durante a queda! Lá também tem o “boneco” de Hitler, blindado, e é proibido tirar foto dele.
Por onde passou o muro, ainda existem as marcas por todo o chão, seja nas calçadas ou asfalto.
Em alguns pontos da cidade ainda existem partes do muro. Alguns com algumas artes, outros com a cor original.
O trecho do muro de Berlim na Potsdamer Platz têm partes cobertas de chicletes, que são pregadas por quem passa por ali. Situação polêmica, pois alguns acham desrespeito com o patrimônio e outros acham que é uma forma de protesto contra o muro. Não deixam limpar para não danificar a pintura dele. Fotos abaixo.
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Onde fica o muro original com a maior extensão, também fica a Topografia do Terror, que é um museu (parte a céu aberto, parte fechado) que mostra os horrores praticados pelos nazistas. Através de fotos, jornais, documentos e áudios é contada a história desde a chegada ao poder pelos nazistas até sua queda. Inclusive como ficou a cidade depois.
A parte aberta foi feita no meio de ruínas demolidas após a guerra, para termos noção de como realmente ficou a cidade.
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Na verdade, eram dois muros, uma barreira de 150 quilômetros e outra com mais de 1.350 quilômetros, separando as duas Alemanhas. Tudo para impedir a circulação da população de um território ao outro. Entre as barreiras tinha outra grande estrutura, chamada de “Faixa da morte”. Nessa parte, havia torres de observação munidas de militares armados, soldados fazendo a segurança pelo chão, com ordem para atirar, cercas elétricas, explosivos, piso com espinhos, armadilhas anti-veículos e cães ferozes.
Infográfico: ocaisdamemoria.com
Números daqueles que tentaram passar para o lado capitalista: 5000 conseguiram passar / 136 morreram / 200 feridos / 300 presos
Mesmo 30 anos depois da reunificação do país, o Leste e o Oeste não têm o mesmo padrão de desenvolvimento econômico e o mesmo nível de renda. Uma pesquisa feita pelo Instituto de Berlim para População e Desenvolvimento, em 2015, aponta que há diferenças nos salários, nas convicções religiosas, na estrutura (até no valor dos imóveis), no nível de educação e no comportamento da população.
O estilo de vida imposto pelo antigo regime comunista prejudicaram uma verdadeira integração do país. O leste continua ultrapassado. Segundo os autores do estudo, ainda deverá levar mais uma geração para que a Alemanha possa crescer em conjunto.
Foi divulgado, no dia 9 de setembro de 2021, as cervejas vencedoras do concurso World Beer Awards, considerado um dos concursos cervejeiros mais importantes do mundo.
No total, NOVE cervejas brasileiras entraram para a lista de melhores cervejas de 2021 em suas categorias. Dessas nove, TRÊS são mineiras.
Confira as campeãs brasileiras:
Albanos Accidentally Sour – Brown – Melhor Oud Bruin do mundo Wäls 42 – Mellhor Pale Biére de Garde / Saison do mundo Wäls Fruit Lambic – Melhor Fruit Lambic do mundo Colorado Indica – Melhor English IPA do mundo Goose Island Midway – Melhor Session IPA do mundo Brahma Chopp – Melhor International Lager do mundo Colorado Catharina Toca – Melhor Berliner Weisse do mundo Leopoldina Italian Grape Ale- Melhor Speciality Brut do mundo Lohn Bier American Wheat Wine – Melhor American Witbier do mundo
A escolha das melhores cervejas é feita através de critérios sensoriais em dez categorias reconhecidas internacionalmente, com suas subdivisões. Veja as categorias:
Melhor cerveja escura do mundo (com 8 subcategorias); Melhor cerveja com adição de sabor do mundo (com 9 subcategorias); Melhor IPA do mundo (com 7 subcategorias); Melhor cerveja lager do mundo (com 15 subcategorias); Melhor cerveja com baixo ou sem teor alcoólico (com 9 subcategorias); Melhor cerveja pale (clara) do mundo (com 17 subcategorias); Melhor cerveja Sour e Lambic do mundo (Com 10 subcategorias); Melhor cerveja specialty do mundo (com 7 subcategorias); Melhores cervejas Stout e Porter do mundo (com 7 subcategorias); Melhor cerveja Witbier do mundo (com 7 subcategorias).
Dentro de cada uma dessas categorias existem subcategorias. Por exemplo, dentro da categoria IPA tem as subcategorias: American IPA, Black IPA, English IPA, Double IPA, New English IPA, Session IPA e Specialty IPA. Tem vencedora da categoria e das subcategorias.
Os juízes são especialistas reconhecidos no mercado. E o julgamento é feito em três etapas.
A primeira etapa define as cervejas vencedoras de cada país inscrito.
Em seguida, as selecionadas são provadas novamente, para definir quais são as melhores em cada subcategoria no mundo. E por fim, as vencedoras da segunda fase são colocadas à prova, para que cada categoria tenha uma vencedora.
Dessa forma, são 10 grandes vencedoras e outras 86 (+ as 10) nas subcategorias.
Além de trazer um reconhecimento mundial, a premiação traz benefícios para as cervejas como o direito de usar o selo de medalhista em material de divulgação e figurar na publicação anual da World’s Best Beers.
Mas não é só o líquido que tem premiação não. O design, ou seja, o visual das cervejas também ganha. São oito categorias.
Nessa modalidade, as brasileiras ganharam medalha de bronze. Confira as vencedoras:
Bronze em Melhor projeto de garrafa do mundo: Flamingo Beer & Co.
O #tbt de hoje é com essa cerveja tipicamente Alemã, a Pilsen da Warsteiner. Fabricada de acordo com a Lei da Pureza, à base de cevada, lúpulo, levedura e água. Uma cerveja refrescante, com sabor equilibrado entre o doce do malte e o amargor do lúpulo. Com 4,8% de teor alcoólico. É ótima!
A Warsteiner é uma cervejaria alemã, que existe desde 1753, na cidade de mesmo nome. Começou com uma simples fábrica local de cerveja artesanal, que se tornou uma das maiores fábricas de cerveja em propriedade privada da Alemanha.
E, para comer, pedimos Currywurst, um prato de fast-food alemão, vende em todas as esquinas. Ele consiste basicamente em salsicha de porco, temperada com ketchup e curry.
♦ O ponto turístico do #tbt de hoje é o Portão de Brandemburgo (Brandenburger Tor), em Berlim. Um dos cartões postais mais conhecido da Alemanha, que fica no cruzamento da avenida Unter den Linden e Ebertstraße. Construído entre 1788 e 1791, ordenado pelo rei da Prússia Friedrich Wilhelm II como um símbolo de paz. Era um de vários portões usados para entrar na cidade.
Em seu topo fica a quadriga, carruagem conduzida por quatro cavalos e originalmente guiada por Eirene – a deusa da paz.
O portão “participou” de diversos momentos históricos do país, como a segunda guerra, a divisão de Berlim quando o muro foi construído.
Veículos e pedestres podiam atravessar o portão livremente até agosto de 1961, quando o muro de Berlim foi construído, e o acesso ao portão foi bloqueado. O muro passava em frente ao portão e somente os soldados da Alemanha Oriental que faziam a patrulha do muro podiam se aproximar do portão. Em função disto o portão de Brandenburgo virou símbolo da divisão de Berlim e da Alemanha. Esta situação durou quase 30 anos e somente depois da queda do muro de Berlim em novembro de 1989 é que o portão foi reaberto, virando o símbolo da unificação alemã
Hoje, o portão é fechado para transito de carros, além disso, ele é palco de grandes comemorações.
Quando fomos, ele estava cercado. Por isso, esse monte de gente na lateral. Vale a pena a visita nesse monumento gigantesco e histórico.
A água é tão importante para cerveja que, só para termos ideia, ela corresponde a, no mínimo, 90% da composição da cerveja.
Ela está presente em todas as etapas da produção da cerveja, desde fervura do mosto à higienização dos materiais.
Para produzir a cerveja, a água deve ser livre de impurezas, filtrada, sem cloro, sabor e cheiro.
Ela afeta o sabor, amargor e limpidez da cerveja.
A maioria dos cervejeiros caseiros, para não ter que manipular a água, usam água mineral que, geralmente, não tem cloro e tem baixa quantidade de sais minerais. Já cervejarias maiores, ajustam sua água facilmente em termos de pH e sais minerais para que chegue no ponto ideal para a produção de uma cerveja.
Dependendo do estilo de cerveja, a água pode ser ajustada para ter um resultado final mais dentro do padrão. Por exemplo: Alcalinidade alta e pH baixo resultam em cervejas encorpadas. A água sem tantos minerais é boa para a produção de cervejas claras. Então, alguns cervejeiros optam por manipular a água para deixar a cerveja com excelente qualidade.
O que deve ser observado durante a produção de uma cerveja? O pH da água, sua alcalinidade, o processo de correção da concentração de sais e em todo o tratamento. Essas características podem impactar positiva ou negativamente no resultado final. Mas isso, é um assunto mais técnico que não é o nosso objetivo aqui.
É mito que uma cerveja feita com a água de determinada cidade é melhor que a de outra. A tal água de Agudos? Esquece!
Com a tecnologia, como já disse ai em cima, a água pode ser ajustada. Com isso, qualquer tipo de água pode ser reproduzido em qualquer lugar do mundo. Ou seja, os cervejeiros brasileiros, por exemplo, conseguem manipular a água e deixá-la com baixas quantidades minerais para fazer uma Pilsen igualzinha a da República Tcheca, pois a água de lá é assim.
Cada local tem um tipo de água, porém, através da manipulação, é possível ter águas com características iguais em diferentes locais. Assim, é possível produzir diversos tipos de cerveja em qualquer lugar do mundo. Basta fazer o ajuste que desejar.
E você achando que a água era o menos importante, hein?
Ela dá um trabalhinho para os mestres-cervejeiros, mas, se bem cuidada, ela ajuda a fazer ótimas cervejas.
Quem disse que cervejeiro não combina com atividade física?
Minha primeira corrida de 15 km – 16º lugar geral – Tempo: 01:23:18
Combina sim! E é para falar disso que estou aqui.
Sei que o blog é para falar de cerveja e tudo que gira em torno dela. Porém, como uso o Instagram para mostrar um pouco (MUITO POUCO) da minha rotina de exercícios físicos, recebo muitas perguntas do tipo: Como você consegue ser cervejeira e fazer atividade física? Como você corre esse tanto? Como você não tem barriga de cerveja? (rs).
Então, resolvi ajudar meus colegas cervejeiros como eu. Lembrando que minha formação é em Jornalismo. Por isso, o que vou passar aqui é apenas minha experiência e aprendizado de 13 anos (2021), ininterruptos, de muita atividade física. Inclui a cerveja nesse meio tempo e, hoje, sou uma amante das duas coisas. Não largo nem uma nem outra.
Atenção: É sempre recomendado procurar por um nutricionista e um educador físico para que eles possam te dar as coordenadas certas, de acordo com seu objetivos, suas restrições e condicionamento!
Aqui, não vou falar de emagrecimento, nem nada. Não vim falar só para gordinhos ou só para magrinhos. Mas vim falar para cervejeiros sobre como eu consigo conciliar a cerveja com a atividade física.
Aqui vão minhas seis dicas que respondem alguma daquelas perguntas que falei no início deste texto:
1ª Ter força de vontade: Vou te dizer que não é fácil começar uma atividade física. O principal de tudo é você querer, ter força de vontade, essa vontade tem que surgir de você, não dos outros enchendo o saco que “você precisa dar um jeito nessa gordura, no sedentarismo…”. Mesmo que esteja satisfeito com seu corpo, pense que a atividade física deve ser considerada muito mais pela saúde e não para ser musa/muso fitness.
Comece! Você vai sentir sua disposição melhorar para tudo e não vai querer parar mais.
2ª Escolha algo que te dê prazer. “Ah mais nada me dá prazer a não ser tomar cerveja!” Paaara, paaara. Deixa o alcoolismo um pouco de lado. Alguma coisa você tem um mínimo de gosto. Caminhada, corrida, bike, luta, dança, musculação, natação, pilates, hidroginástica, pular corda, skate, patins, patinete… Existem infinitas formas de você se exercitar. Escolha a sua!
3ª Diminua ou corte a cerveja durante a semana. Se não consegue cortar, você pode, sim, diminuir a quantidade de cerveja que bebe durante a semana. Se você bebe todos os dias, comece diminuindo a quantidade por dia. Depois, diminua os dias (por exemplo, só 4ª, 6ª e sábado). Vai ter um dia que você vai conseguir cortar bem os dias e ver que beber somente 6ª e sábado, por exemplo, dá de boa! Sem regra fixa, pra não ir tudo por água abaixo. Tudo que você corta no extremo, você sente mais falta ainda e a tendência é que você exagere quando voltar. Então, vai aos poucos, com consciência. Sem penitência!
4ª Aumente a frequência de exercício aos poucos. Aqui você já escolheu qual atividade vai fazer. E já está praticando. Comece fazendo em alguns dias da semana para não virar tortura. Com o passar das semanas/meses, aumente a intensidade do exercício. Vai chegar um tempo que seu corpo vai pedir mais esforço e mais treinos. Aí você aumenta a quantidade de dias de treino. Aqui, é o inverso da cerveja, você começa com pouco para, depois, aumentar. :p
Vou dar um exemplo meu. Quando comecei a fazer musculação, eu ia ARRASATANDO para a academia 3 vezes por semana. Mas ia. Com o tempo, meu corpo foi pedindo mais. Aumentei os dias, aumentei a intensidade, comecei a ver resultado naquele meu esforço e o que aconteceu? Hoje, eu faço atividade física, religiosamente, de segunda a sábado (às vezes domingo também). Ou seja, tem semana que faço 6 e até 7 dias de exercício. Quando faço 7 dias, é exagero da minha parte. Mas, é quando estou muito disposta e me sinto bem.
Foi assim com a corrida. Eu já comecei nos 10 km. Mas queria evoluir. Um dia corri 11 km, achei que fosse morrer. Tempos depois, o 11 km ficou normal, fui para o 13 km até chegar nos 15 km. Ainda não passei de 15 km, sei que posso, mas ainda não me deu vontade de aumentar e eu respeito isso para não virar um sacrifício. Se liga!
5ª Alimente-se com qualidade. Quando você não faz seu próprio almoço, vai no self-service, e vê aquela quantidade de trem gostoso para comer (que é o meu caso), o que você tem que pensar? “Tem necessidade de eu colocar isso no prato?”. Eu comecei assim, cortando algumas coisas desnecessárias como a fritura e alguns carboidratos. Até um dia conseguir comer só o que é necessário para o corpo ter energia. Assim, quando quero, posso dar uma escapulida. Isso aí já é papo para uma nutricionista. Eu sempre sigo dieta recomendada por uma nutricionista.
Tudo com equilíbrio faz bem para o corpo e mente saudáveis!
6ª Beba bastante água: Aqui, nem precisa de explicação. Já nascemos sabendo da importância da água para o nosso corpo. Para as mulheres então, nem se fale, é redução certa nas celulites indesejadas. #ficaadica
Se você seguir essas seis dicas que dei, você vai se sentir mais leve, mais disposto, vai querer fazer atividades físicas regularmente e vai beber com moderação, às vezes, até sem moderação, e sem culpa na consciência. Vai por mim!
Tudo é questão de querer e se adaptar!
Viu que não é fácil? Mas, se eu, cervejeira de plantão, consegui, você também consegue aliar as cervejinhas da vida com atividade física. Não precisa ser musa/muso fitness para isso.
Começar é o mais difícil. Mas um dia tem que começar! E, aí…vira rotina e você vai tirar de letra. Quando assustar, não vai querer ficar sem nem um nem o outro!
O corpo, a mente e o coração agradecem! Obrigada, de nada!
Dicas Extra (se você chegou até aqui, vai pegar essa dica delícia):
Nunca tome cerveja antes de fazer exercício físico. Mas, depois dele, se você já estiver de boa com seu corpo, rola de tomar uma long neck, afinal: O lúpulo é um antibiótico e melhora o sistema imunológico! Eba! 🙂 Mas, calma! Não é um happy hour é um pós-treino 😦
Fica aí algumas fotos dos meus treinos e corridas que participei, porque foto minha bebendo vocês já viram demais!
Destaques:
Corrida do Cruzeiro
Japa Wine Run
Bravus Speed
1 2 3
1- Corrida do Cruzeiro: Quando consegui levar, pela 1ª vez, meus pais para correr;
2- Japa Wine Run: Quando corri somente 5 km (pela 1ª vez, como já disse, sempre corri 10k para cima), pois estava com o pé machucado;
3- Bravus Speed: 1ª vez que participo de uma corrida com obstáculos. A pior corrida que já participei na vida.Cheguei em casa cheia de hematomas. Primeira e última vez.
Tomei essa na sacada do hotel, em Buenos Aires, no início de uma noite de outono. 🍁
🍺Essa é a Premium Lager – da @grolsch_global (Holanda). Seu sabor é leve, refrescante e muito marcante, com destaque para o malte e o lúpulo. Ela é uma bebida maturada durante mais tempo que as demais, um dos motivos que a torna uma cerveja diferente das outras, mais encorpada.
O prato do dia é um pouco diferente…rs. Rim de boi. Pedimos por pura curiosidade. Mas não gostamos muito, tem gosto de carne ruim.
Comemos em um restaurante que chama Parrilla La Barata. As porções lá, realmente, têm preços bem baixos.
Para compensar os rins, pedimos uma parrilla típica argentina com fritas caseiras. Ufa! Aiii sim!
E, para finalizar meus #tbt na Argentina (sim, é o último), nada mais justo que colocar como ponto turístico o Tango da Casa Café Tortoni.
A dança é considerada um importante símbolo cultural desse país. Mesmo eu, que não gosto de dança, achei incrível a apresentação. É uma mistura de dança, música com teatro que transmite sensualidade, paixão e tristeza. Muito bacana.
O #tbt é com uma cerveja raiz que tomei em Buenos Aires. A Cacao IPA, produzida pela Peñón del Aguila Cerveza, de Córdoba, com a colaboração da Cerveza Crafter. Nela, o cacau está em 3 etapas: na mosturação, na fervura e na maturação. Além da alta presença do cacau, foram inseridos 6 tipos de lúpulos que dão o toque final no aroma e no amargor. Apesar disso, o cacau é bem sutil.
O resultado ficou excelente, uma cerveja equilibrada combinando a doçura do cacau e o amargor do lúpulo. IBU: 58 e ABV: 6%
A cervejaria Peñón del Águila nasceu em 2007, no Vale Calamuchita, com pouco volume de cerveja para fornecer ao restaurante de mesmo nome. Em 2013, abriram a primeira fábrica em La Calera, Córdoba, para fornecer não apenas ao restaurante, mas também alcançar bares e restaurantes em Córdoba diretamente do barril e também para as casas dos consumidores em Garrafas de 330 ml. Em 2016, abriram as portas da nova Fábrica Modelo em Malagueño, com capacidade maior.
Nesse mesmo ano, lançaram a primeira cerveja artesanal em lata da Argentina.
Hoje, a Peñón conta com diversos estilos. Ele vem em suas variedades Kolsch, Honigbier, Oktoberfest, Hefeweisen, Schwarzbier, IPA, American Amber Lager, Walbier, APA, Sour e Mexican Lager.
O ponto turístico é um lugar lindinho demais: o Caminito.
É mais um dos diversos pontos turísticos de Buenos Aires muito visitado. Aquela mistura de cores dos sobrados da rua chama bastante atenção. É uma rua-museu muito tradicional no bairro La Boca.
Em 1959, quando o ramal da estrada de ferro que passava por ali foi fechado, um grupo de artistas locais, liderados por Quinquela Martín, começou a fazer mosaicos e pinturas nas paredes das moradias. Tornando um atrativo para quem visitava a cidade.
O nome Caminito é uma homenagem ao tango de Juan Dios Filiberto, que morou no bairro.
O Caminito é uma rua pequena. De um lado fica o museu a céu aberto.
Do outro, ficam algumas casas, lojinhas e restaurantes.
Na frente, tem barraquinhas que vendem de tudo um pouco. Inclusive, lá, é ideal para comprar as lembrancinhas para os amigos e familiares.
Por ali, também ficam alguns dançarinos de tango para fazer uma foto “típica”, pessoas caracterizadas de Maradonna, cachorro vestido etc. Tudo para cobrar uma foto.
O cão de calça jeans e pochete foi demais. Ficou bonitinho, mas eu achei sacanagem, coitado.
Por ali, passa tanto turista que é impossível tirar uma foto na casa principal (onde, hoje, é uma loja da Havanna) sem alguém posando no fundo.
Mas é uma visita bem rápida, pois é somente isso que tem lá. É um momento para fotos.
Dizem não ser recomendado ficar andando pelas partes sem movimento, pois é um bairro mais perigoso. Eu fui da La Bombonera até o Caminito a pé. Mas segui pela rua principal, mais movimentada. É sempre bom evitar,né! Ah, nesse caminho, já nos deparamos com algumas casas pintadas, que não fazem parte do Caminito, mas é um aperitivo para a ansiedade de chegar lá logo.
Enfim, a rua, as casas, tudo ali é muito bonito mesmo. E as fotos ficam ótimas!
Como eu gosto de Stout, essa pretinha está por aqui direto, inclusive no #tbt.
Essa é a BlackMoon, uma Stout da Cerveza Buko (Argentina), que tomei na Toro de Hierro, em Buneos Aires. Tem o sabor tostado e notas de café. Bem sedosa devido à adição de aveia. Já o amargor é moderado. Feito com maltes alemães e lúpulo alemão e esloveno.
O prato de hoje eu comi no mesmo bar. Um Choripan com parrilla com queijo e molho chimichurri, acompanhado com batatas rústicas.
A parrilla é feita no meio do bar. Achei o lugar bem diferentão. Bacana.
O ponto turístico que escolhi, hoje, foi o Jardim Botânico de Buenos Aires.
Um lugar excelente para descansar, passear e respirar ar puro, longe daquela confusão do centro.
O jardim fica em Palermo. Por lá encontramos muito verde.
São vários jardins de diferentes estilos. Tem jardim romano, francês e jardim de estilo oriental, onde podemos encontrar espécies típicas dessas regiões.
São 6 mil espécies vegetais que ocupam seus mais de 7 hectares de área. É tão arborizado que faz até frio lá dentro.
Além do verde, o jardim conta com obras de arte, como esculturas, bustos e monumentos.
Lá, fica a mansão de estilo inglês que serviu de moradia para Carlos Thays e sua família durante anos e hoje abriga mostras de arte temporárias e oficinas.
Carlos foi diretor de Passeios da Cidade de Buenos Aires no período de 1891 a 1913 e responsável por importantes e variados projetos de novas áreas verdes na capital portenha.