O consumo de bebida alcoólica nos estados brasileiros

Qual é o estado que mais consome bebida alcoólica?

Para tirar essa dúvida, peguei como base a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados da pesquisa consideram pessoas que costumam consumir bebida alcoólica uma vez ou mais por semana.

Segundo a pesquisa, o Rio Grande do Sul é o estado que apresentou a maior taxa de cidadãos maiores de 18 anos que afirmaram consumir bebida alcoólica ao menos uma vez na semana. 34% dos gaúchos afirmaram beber ao menos uma vez na semana. Os outros nove estados que fecharam a lista dos 10 mais “bebuns” foram:  Mato Grosso do Sul (31,3%), Santa Catarina e São Paulo (31%), Minas Gerais (30,3%), Paraná (28,5%), Mato Grosso (28,2%), Espírito Santo (26,7%), Bahia (26,7%) e Sergipe (26,6%).

Entre as capitais estaduais, Salvador (BA) e Florianópolis (SC) são as que mais consomem bebida alcoólica. Elas empataram com o mesmo percentual, 40,2%. As outras capitais que fazem parte da lista com as 10 capitais que mais consomem bebida alcoólica são: Porto Alegre (39,4%), Belo Horizonte e Vitória (35,8%), Campo Grande (33,4%), Curitiba (32,6%), Rio de Janeiro (32,4%), São Paulo (31,4%) e Aracajú (29,6%).

A pesquisa também mostrou que o consumo de bebida alcoólica aumentou entre os brasileiros, já que 26,4% da população com 18 anos ou mais afirmaram consumir bebida alcoólica uma vez ou mais por semana. Isso representa um aumento de 2,5 pontos percentuais em relação à última pesquisa, divulgada em 2013, quando esse percentual foi de 23,9%.

Os homens continuam sendo os que mais bebem. 37,1% afirmaram que têm o hábito de consumir bebida alcoólica ao menos uma vez por semana, contra 17% das mulheres. Porém, é válido observar o quanto o percentual das mulheres aumentou se comparado com a última pesquisa, de 2013, em que o percentual foi de 12,9%. Houve um aumento de 4,1 pontos percentuais. O percentual masculino quase permaneceu estável. Em 2013, foi 36,3%.

Continuando com os números relacionados às mulheres, a capital em que as mulheres mais bebem é Porto Alegre, com 30,7% de mulheres que afirmam beber ao menos uma vez por semana. Salvador aparece em segundo lugar, com 29,6%, seguido por Florianópolis (29%), Aracaju (27,2%) e Vitória (27%). Manaus é a capital com menor índice, 7,1%. Belo Horizonte está em 8º lugar, com 24,6%. A média das capitais é de 22,9%.

Quanto aos homens, Porto Alegre também está em primeiro lugar, com 54,5%, seguido por Salvador (49,2%), Florianópolis (47%), Campo Grande (45,7%) e Belo Horizonte (45%). Os homens que menos bebem são os de Rio Branco- AC (17,1%). A média das capitais é de 42,4%.

A Pesquisa Nacional de Saúde 2019 (PNS 2019) foi uma pesquisa amostral domiciliar coletada em todo o território nacional entre agosto de 2019 e março de 2020, e foi divulgada em novembro de 2020.

Clique aqui para acessar a pesquisa completa.

Só para completar as informações, já que essa pesquisa foi feita antes da pandemia, coloco aqui o resumo da pesquisa que a Fiocruz fez, já com a pandemia, com o nome “ConVid: pesquisa de comportamentos”.

Segundo a pesquisa, houve um aumento de ingestão de bebida alcoólica depois do começo da pandemia: 18% dos entrevistados (18,4% entre homens e 17,7% entre mulheres) afirmou estar ingerindo mais bebidas alcoólicas nesse período. O maior aumento (26%) foi registrado na faixa etária de 30 a 39 anos de idade, e o menor entre idosos (11%). De acordo com a pesquisa, a motivação para beber mais está relacionada ao emocional. Quanto maior a frequência dos sentimentos de tristeza e depressão, maior o aumento do uso de bebidas alcoólicas, atingindo 24% das pessoas que têm se sentido dessa forma durante a pandemia.

Com isso, é preciso ressaltar a importância de estar atento ao consumo do álcool. Pois, ele não ajuda a diminuir o estresse, nem deve ser usado como um “remédio”, pois seu consumo em excesso tem um resultado reverso, causando o aumenta dos sintomas de pânico e transtornos de ansiedade, depressão e risco de violência doméstica.

E é o que eu sempre falo por aqui e no Instagram: Tudo em excesso faz mal. Observe seu consumo, tenha controle na quantidade que você bebe tanto durante a semana, quanto em um dia. E, para equilibrar, faça atividade física sempre.

Equilíbrio é tudo na vida!

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Cervejarias em números no Brasil

O último “Anuário da Cerveja”, publicado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, divulgou que existem 1.209 cervejarias registradas em todo Brasil. Com isso, pode ser constatado que houve um crescimento de 36% em relação a 2018.

Sim, é verdade. Com exceção do Acre, todos os estados brasileiros têm uma cervejaria registrada. Só no ano de 2019, foram 320 novas cervejarias registradas, ou seja, quase uma nova cervejaria por dia no país. Foi o ano que mais teve registro até hoje. Lembrando que o Anuário de 2021, com os dados de 2020, ainda não foi divulgado. Mas, eu acredito que deva ter tido uma freada nesses registros devido à pandemia.

O maior número de cervejarias está concentrado na região Sul-Sudeste que detém 80% delas. O estado com mais cervejarias registradas hoje é São Paulo (passou Rio Grande do Sul), com 241 cervejarias. Segundo estado é Rio Grande do Sul com 236, seguido por Minas Gerais com 163. Os outros dois estados que têm mais de 100 cervejarias é Santa Catarina (148) e Paraná (131)

O Estado do Rio Grande do Norte foi o que mais apresentou crescimento com 122% a mais de registros, seguido pelo Estado do Espirito Santo com 100%.

A cidade de Nova Lima é o município com maior densidade cervejeira, com uma cervejaria a cada aproximadamente 4.000 pessoas. São 22 cervejarias registradas ao todo. O estado que tem mais cervejarias por habitante é o Rio Grande do Sul com 48.209 habitantes por cervejaria. Minas está em quinto, com 129.870. Além do Rio Grande do Sul, os outros estados que estão à frente de Minas são: Santa Catarina, Paraná e Espirito Santo.

Número de Cervejarias por Município e crescimento 2019

Outra curiosidade é que a cerveja continua sendo o produto mais registrado no MAPA alcançando o número de 9.950 registros, bem à frente do segundo lugar, polpa de fruta com 2.535, e dos demais, tais como o vinho 1.676, a bebida alcoólica mista 1.251, suco 1.094 e cachaça com 857.

Em 2019, atingiu-se a marca de 27.329 registros de cerveja válidos em todo o país. Como existem 1.209 cervejarias, temos a média de aproximadamente 22 registros de produto por cervejaria. Isso se deu pela alteração do sistema de registro que passou a ser automática (mesmo sem a análise do fiscal, toda a legislação deve ser seguida e antes de enviar a solicitação o usuário envia uma declaração confirmando o cumprimento da mesma).

O O Anuário de Cervejas foi publicado em março de 2020, com informações relativas à 2019. A publicação traz estatísticas e dados do setor cervejeiro no Brasil. Para acessá-lo na íntegra, clique aqui.

Ouro Preto e suas riquezas acompanhadas de muitas cervejas artesanais

Gosta de bater perna e conhecer muitos pontos turístico?

Ouro Preto é o lugar certo. É a cidade histórica mineira que mais tem lugares para se conhecer. Em cada esquina é um aprendizado. Então, se planeje, prepare-se e se perca na cidade.

Quantos dias ficar: Para conseguir visitar tudo, eu diria que três dias é o ideal. Mas, caso você tenha menos tempo, como eu fui (fiquei por 2 dias), foque nos principais que não vai se arrepender.

A antiga capital do estado é riquíssima em história, com isso, atrai muitos turistas. Então, prepare-se, em qualquer ponto turístico que for vai ter muitos turistas curiosos como você querendo saber de tudo e tirar foto de tudo. A cidade é mega movimentada, muito carro, muita gente, afinal, além de turística, Ouro Preto também é uma cidade universitária.

Então, prepare uma roupa bem leve e o TÊNIS, pois os morros da cidade são bem caprichado e mata qualquer atleta de plantão. E, se está pensando em rodar de carro, sem chance, não é fácil achar lugar para parar em todos os locais. Então, deixe o carro em um lugar central e fé na sua canela. Bora!

Espera ai! Antes, não posso deixar de falar que, no caminho para Ouro Preto já tem uma parada obrigatória. O Museu Jeca Tatu, que fica na estrada, em Itabirito. É um museu de quinquilharia. Tem tudo que imagina, desde latinha antiga de cerveja à máquina de escrever.

Museu Jeca Tatu

Além da atração cultural, conta também com uma lanchonete com o famoso pastel de angu, em vários sabores, e um delicioso cafezinho mineiro. Não deixe de comer o pastel. É delicioso.

Ainda tem uma área externa coberta, onde podem ser realizados eventos e um cinema (que foi reformado pelo Luciano Huck, através do quadro Quinquilharia, do Caldeirão do Huck). Além disso, na porta do museu, fica uma Jardineira Biblioteca, o monumento do Cristo Redentor, entre muitas curiosidades. As placas na estrada indicam o Pastel de Angu.

Voltando para Ouro Preto… seus conjuntos arquitetônicos do estilo barroco bem preservados é de ficar paralisado. Não à toa, foi a primeira cidade declarada como Patrimônio Cultural da Humanidade em 1980, pela UNESCO.

O que fazer:

– Praça Tiradentes. Comece por ela, já que, aqui, concentram restaurantes, cafés e alguns pontos turísticos de Ouro Preto. Também há diversos guias se oferecendo para fazer os passeios. Eu fiz o meu próprio roteiro, então não precisei de nenhum guia.

Praça Tiradentes

No centro da praça, fica o monumento a Tiradentes, instalado em 1894. Trata-se de uma homenagem ao sacrifício do alferes na Inconfidência Mineira.

Ali, também fica o Museu da Inconfidência, antiga sede da Casa da Câmara e a Cadeia de Vila Rica. No museu, encontra diversos artigos referentes à Inconfidência Mineira, importante movimento para Minas Gerais e o Brasil.

Observação: Todos os pontos turísticos (museus, igrejas) cobram para entrar. Mas, o valor é bem simbólico.

– Igreja Nossa Senhora do Carmo. Fica atrás do museu. É uma das obras do arquiteto Aleijadinho. Anexo ao terreno, fica o Museu do Oratório, que expõe grande variedade de peças religiosas.

– Feira do Largo de Coimbra. Descendo, próximo à praça e em frente para a Igreja de São Francisco de Assis, está essa famosa feirinha. Por lá, você encontrará grande variedade de peças de artesanato local, especialmente em pedra sabão.

– Igreja de São Francisco de Assis. Uma das obras mais importantes de Aleijadinho, essa Igreja está entre as mais visitadas de Ouro Preto e é um grande símbolo do barroco e rococó mineiro. Além de Aleijadinho, a Igreja conta também com trabalhos de Mestre Ataíde. Não entrei. Mas, dizem que é linda. Já estava cansada, tanto que, aqui, encerrei meus passeios desse dia (começamos as visitas à tarde).

– Mina do Chico Rei. Começamos a manhã nessa Mina. Tem algumas Minas em Ouro Preto. Como as visitas são muito semelhantes, escolhi ir nessa. A visita é guiada por uma escavação subterrânea onde o personagem real conhecido como Chico Rei, trazido do Congo como escravo trabalhou explorando-a até comprar sua carta de alforria e, depois, comprou a própria mina, durante o ciclo do ouro no Brasil Colonial.

Durante a visita, é contada muita história daquela época. Muito interessante. Só não indico para quem tem fobia de lugar fechado. Chega uma parte que é bem estreita e dá uma agonia.

Aqui, eu falei sobre a Mina Jeje.

– Casa do Aleijadinho. Perto da Mina Chico Rei, fica uma casa escrito “Casa do Aleijadinho”. É uma casa feita em pau a pique bem antiga, que está quase toda preservada na originalidade. A certeza que se tem até hoje é que o sobrado serviu de moradia aos pais do artista. Não existe nada que comprove que ele nasceu ou viveu ali.

Não tem muito atrativo, mas, destaco a cachaça que vendem lá: a Cachaça Safra Barroca. A melhor cachaça que já tomei na minha vida. Tem fama internacional. É uma cachaça com sabor, vendida em diversas garrafas, inclusive de pedra. Pode experimentar, é servida geladinha, muito boa. Trouxemos uma garrafinha de 330ml, pois é bem cara! Mas, compensa.

– Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar. Muito grande. Erguida no início dos anos 1700, é uma das mais luxuosas da cidade. A ornamentação da igreja leva mais de 400 kg de ouro e 400 kg de prata, fora as centenas de anjos esculpidos. Ao entrar, o ouro já reluz! Estima-se que a igreja esteja entre as que mais receberam ouro em sua decoração em Minas Gerais e no Brasil.

– Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Escravos adeptos ao catolicismo construíram essa igreja no final dos anos 1700 e inícios dos 1800. Por isso, também é conhecida como Rosário dos Pretos. O destaque dela é pela fachada que é curva.

Igreja Nossa Senhora do Rosário

Onde beber: À noite, a cidade acalma. Os bares ficam espalhados entre o centro e os bairros. Claro que só escolhi lugar com cerveja artesanal e já falei sobre esses lugares aqui na minha coluna “Onde Beber Artesanal”. Detalhe que você encontra a Ouropretana por toda cidade, em vários bares, lojas e restaurantes. Então é super fácil achá-la.

Vamos para as minhas dicas.

– Armazém Rural: Está na Praça Tiradentes? O armazém é parada obrigatória. Lá você encontra oito torneiras de chope da Cervejaria Ouropretana para pegar e apreciar o vai-vem dos turistas. Além disso, lá tem um espaço com lembranças da cidade. Clique aqui para ler mais sobre o Armazém Rural.

Bar da Ouropretana: É um bar com um espaço aconchegante e confortável. Além de muitos tira-gostos gostosos a casa conta com diversos estilos de cerveja própria e algumas convidadas. E agora eles também estão com gin próprio. Eu já falei tudo sobre o Bar da Ouropretana aqui.

– Galpão 89: O local é pequeno mas bem gostoso. Um pouquinho longe do burburinho do centro histórico, a casa conta com diversos chopes artesanais locais e opções de petiscos. Quer sentar na parte interna, chegue cedo. Com preços mais acessíveis. Clique aqui que eu contei mais detalhes sobre o bar.

– Latitude 20º: Outro bar com cerveja artesanal própria é o Latitude 20º. É um bar supersimples, com petiscos gostosos, caseiros, e várias biqueiras com cerveja própria e convidadas. Fora a vista que é maravilhosa. Também já falei da Latitude 20 aqui. FECHADO PERMANENTE

– RePUBlica Cervejeira: Esse eu entrei bem rápido porque já estávamos cansados. Tomei uma cerveja só mas adorei o lugar. Foi inaugurado em fevereiro de 2020. É a primeira tap house multimarcas e steak bar da cidade. São 30 torneiras com chopes nacionais, principalmente, mineiros. Além de chopes e cervejas de garrafa, eles oferecem boa gastronomia e música de qualidade. Os valores variam de R$11 a R$30 (300ml e 500ml).

– Tenente Pimenta Rock Bar – O pub parece pequeno, mas, ao entrar, você percebe que é bem grande. Tem uma parte fechada e uma parte aberta. A casa conta com cervejas artesanais e petiscos variados também. Clique aqui que conto com mais detalhes!

As cervejas artesanais locais: Ouropretana, Latitude 20º, Thoruna Beer, Fuzessy Bier e Cervejaria Acadêmica.

Para almoçar:

– Bar da Nida: Antes de mais nada, só vai se reservar. Entra lá no insta deles @bardanida. Um bar com diversos ambientes, no alto da serra. Cheio de cores, flores, sons, vida e muita alegria. Possui ambiente rústico e aconchegante, com música ao vivo aos finais de semana, e várias opções de petiscos, pratos e bebidas.

– O Passo Pizza Jazz. A comida aqui é maravilhosa. Quer conhecer a culinária mineira, vai com fé. Mas, é bem salgadinho os preços dos pratos. As imagens falam mais que qualquer palavra.

Passo Pizza Jazz

Espero que tenha gostado de mais essas dicas de tudo o que fazer em mais um interior mineiro.

São João del-Rei uma cidade histórica invadida pela urbanização e cervejas artesanais

Hoje, nós vamos passear por uma cidade histórica bipolar. Ao mesmo tempo que ela mantém seus traços coloniais, com muita história para contar, ela também tem a agitação de uma cidade urbanizada. Das cidades históricas que eu fui, é a maior. Aliás, a cidade natal do ex-presidente que nem chegou a tomar posse, Tancredo Neves, é a maior cidade setecentista do estado de Minas Gerais.

São João del-Rei

Apesar de ser grande, a parte histórica, turística é pequena. Em uma manhã eu visitei tudo.

Quantos dias ficar: Um dia é o suficiente para você conhecer tudo e ainda curtir a noite. Mas, eu ficaria dois. Um dia para ficar por conta do passeio e o outro para ficar de bobeira e tomar umas pela cidade.

Algumas pessoas optam por ficar em Tiradentes (veja sobre Tiradentes aqui) e ir em São João e voltar no mesmo dia. Eu não faria isso. Muito corrido. Se for andar de Maria Fumaça, aí são 2 dias mesmo.

O que fazer: Como eu fiquei próximo à Igreja São Francisco de Assis, comecei meu passeio por lá. Bora para o roteiro:

– Igreja São Francisco de Assis é o ponto turístico mais famoso da cidade. O entorno da Igreja é lindo, cercado de palmeiras imperiais, em um jardim projetado pelo paisagista Burle Marx. Ao entrar, você vê uma riqueza de detalhes. Tem altares dourados (feitos por Aleijadinho), tudo muito lindo.

Igreja São Francisco de Assis

O túmulo do ex-presidente Tancredo Neves fica no cemitério nos fundos da Igreja

– Memorial Tancredo Neves fica em frente à Igreja. Como já disse, Tancredo Neves morreu dias antes de assumir a presidência da República no Brasil, porém, teve muita história antes, suficiente para ter um memorial em que sua história confunde com a história política do Brasil. Para quem gosta, é superinteressante.

Tem muitos painéis, vídeos, áudios, objetos pessoais. Eu queria ler tudo, ver tudo. Mas, é muita coisa. Vale a pena.

– Ponte da Cadeia. Para atravessar para o Centro Histórico, você passa por essa ponte. É um aponte formada por três arcos e tem uma cruz em pedra no meio do arco central. Ela fica próxima à atual sede da Prefeitura Municipal. Foi construída em 1797, depois que a antiga obra, feita de madeira, ruiu durante a passagem de uma procissão.

Ponte da Cadeia
Vista da Ponte

O seu nome se originou após a transferência da cadeia da cidade para o subsolo da Casa da Câmara, hoje prefeitura.

Prefeitura

Atravessou já começa o tumulto do centro, muita gente e carro passando. Aqui, é bem movimentado. Você só lembra que está em uma cidade histórica por causa da arquitetura.

– Solar dos Neves. É uma casa colonial colorida, com flores e plantas na sacada, onde morou a família de Tancredo Neves. Foi construída no século XIX e não está aberta para visitação.

– Igreja Nossa Senhora do Carmo. Fica em frente ao solar. Simples, porém, bonita por fora. Não estava aberta para visitação.

– Rua das Casas Tortas. Atrás dessa Igreja fica a rua Santo Antônio famosa por suas casas tortas. É uma ruazinha estreita com casas centenárias de arquitetura colonial que rende belas fotos. Algumas edificações instaladas em seu percurso merecem destaque como a Capela de Santo Antônio.

– Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar. A construção da capela da padroeira da cidade foi iniciada por volta de 1721. Não entrei pra render o tempo porque é muita igreja.

– Igreja Nossa Senhora do Carmo. Ela fica no final de uma rua bem estreita, com isso, é até difícil de tirar foto dela toda. Fiz uns malabarismos e saiu. Não entrei porque estava fechada. Mas, parece ser uma igreja bem grande.

De lá, fomos andando pelas ruas de São João a dentro. Aí já volta para a cidade de interior. Com sossego, silêncio e pássaros cantando. Praças arborizadas e ruas de pedras.

– Igreja Nossa Senhora das Mercês é mais afastada, mas fomos só para andar mais pela cidade. Tem uma grande escadaria na porta e uma bela vista lá de cima.

De lá fomos para o Museu da Estação.

– Museu da Estação. O acervo reúne relíquias da Estrada de Ferro Oeste de Minas, incluindo sua primeira locomotiva, de 1880, além de diversos objetos de antigas estações, como relógios, telefones, máquinas de calcular, sinalização e objetos para manutenção dos trilhos. Ele fica dentro da estação ferroviária.

– Passeio de Maria Fumaça. Optamos por fazer o passeio bate-volta São João – Tiradentes – São João. Por mais que a volta seja um pouco chatinha, já que vimos tudo na ida. Mas, achamos melhor assim, já que o carro estava em São João e de lá iriamos para Tiradentes.

Passeio de Maria Fumaça

A viagem é feita em um trem a vapor estilo “Maria Fumaça” e demora cerca de 50 minutos (para ida e volta –  2 horas). São 12km percorridos na Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), inaugurada em 1881 por Dom Pedro II.

O passeio passa por outras cidadezinhas. Por lugares desertos com casinhas no meio do nada, vacas, cavalos. Bem coisa de interior mesmo. É bacana o passeio.

Para beber: À noite, a cidade acalma. Os bares ficam espalhados entre o centro e os bairros. Eu indico o brewpub da cervejaria Ovelha Negra do qual eu já falei aqui. E a Taberna d’Omar que também tem cerveja artesanal local.

Brewpub Ovelha Negra
Taberna d’Omar

As cervejas artesanais locais: Ovelha Negra, Libertates e Barock Cervejaria.

Onde comer: Restaurante Dedo de Moça, onde tem uma comida mineira deliciosa, farta de lamber os beiços. Também vende cerveja artesanal e Heineken.

Espero que tenham gostado dessas dicas!

Cenosilicafobia: A fobia do copo vazio

Você sabia que existe a fobia do copo vazio? Eu não sabia.

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Nessas minhas pesquisas diárias, acabei descobrindo que existe um palavrão no meio cervejeiro que nem todos estão familiarizados.

A Cenosilicafobia é uma fobia caracterizada pelo medo irracional de ver copos vazios, principalmente um copo de cerveja ou outra bebida alcoólica.

Essa fobia pode ser percebida nos bares ou eventos sociais, com bebida alcoólica, em que a pessoa enche seu copo constantemente. Não ficando em nenhum momento com ele vazio.

A palavra Cenosilicafobia vem do grego “Kenos”, que significa vazio.

Essa mania, que pode virar uma fobia, pode ser muito perigosa para a saúde e a integridade física da pessoa que a tem.

É uma fobia comumente associada a pessoas dependentes de álcool. Por isso, seu diagnóstico é importante para que se possa tratar devidamente, quando relacionada com o alcoolismo.

Então, fique atento! Se você observar que você tem essa mania de não deixar o copo vazio, ou algum amigo ou familiar se porta dessa maneira nos encontros com bebida alcoólica, ligue o alerta!

Procurar ajuda não é vergonha nenhuma, viu!? Até mesmo uma conversa com um amigo pode já ser um começo para evitar um agravamento dessa fobia.

E, se ficar incontrolável, procure se tratar com um especialista para que não haja consequências piores. O tratamento da dependência é considerado multiprofissional, ou seja, passa por vários especialistas. Alguns deles são os médicos, nutricionistas, psicólogos e enfermeiros. É necessário avaliar, caso a caso, quais são as intervenções necessárias para cada quadro e quais profissionais devem ser envolvidos. Uma coisa é certa, é possível mudar o rumo do problema e retornar a uma vida saudável, especialmente com aqueles que você ama.

A gente sabe que, às vezes, a gente está mais animado e acaba perdendo o controle na bebida. Mas, lembre-se: Isso não pode virar rotina, mas sim, exceção!

Boa sorte! Beba com consciência!

Para mais informações sobre o mundo da cerveja acesse o meu Instagram www.instagram.com/cervejeirauai e me siga!

Chegou até aqui? Leia também!

Dry Hopping: O que é?

Se você é um consumidor de cerveja artesanal, com certeza já viu escrito no rótulo “Dry Hopping ou Hopped”.

Afinal, o que é isto?lupulo (1)

Bora evoluir!

O Dry Hopping é uma técnica de adição de lúpulo durante a fermentação ou maturação da cerveja. Ou seja, é quando o cervejeiro insere lúpulos na fase fria do processo.  (Veja aqui sobre lúpulo)

A intenção de utilizar essa técnica é para intensificar o aroma do lúpulo, fazendo com que a cerveja fique com um aroma mais acentuado e fresco de lúpulo.

O termo Dry Hopping

O termo Dry Hopping surgiu há muitos séculos pelos cervejeiros britânicos que o usavam para se referir a inserção de lúpulos ao barril pouco antes de ser enviado para o cliente.

Dry, em inglês, significa “seco” e hop, significa, lúpulo. Poderíamos tentar, em livre tradução, “lúpulo sem fervura”.

Agora vem a parte técnica

Se você se perguntou qual a diferença de colocar os lúpulos na fase fria ou na fase quente, siga lendo.

Os lúpulos que são colocados durante a fervura, na fase quente, trazem aromas para a cerveja mas, além disso (principalmente) ele traz o sabor amargo para a cerveja.

Os lúpulos são compostos por dois elementos básicos, as resinas e os óleos essenciais. Ao ferver o lúpulo, surgem as resinas (iso-alfa-ácidos), que vão garantir aquele asbor amargo característico da cerveja. Já os óleos são os responsáveis pelo aroma de lúpulo na cerveja.  Porém, ao ferver os lúpulos, seus óleos evaporam rápido, se adicionados muito cedo à fervura. Com isso, o aroma que deveria ser trazido pelo lúpulo acaba ficando bem discreto. Às vezes, nem aparece.

Se a ideia é ter uma cerveja mais aromática, é necessário colocar os lúpulos depois da fervura também, ou seja, é necessário fazer o dry hopping.

Hoje em dia, essas adições podem ser feitas no fermentador primário, no secundário ou adicionando lúpulo diretamente a um barril. Depende dos objetivos de cada cervejeiro com sua cerveja.

Estilos que podem ser feitos o Dry Hopping

Tradicionalmente, o dry hopping é feito em estilos de cerveja como Pale Ale e IPA. Porém, está sendo utilizado essa técnica em outros estilos, como na Hop Lager.

Espero ter ajudado com mais esta informação.

Saúde!

Mitos e Verdades sobre a cerveja artesanal

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Ninkasi – Deusa da cerveja

A gente sempre escuta muitas informações sobre a cerveja artesanal e fica na dúvida se é verdade ou se é mito.

Vamos desvendá-los?

– A cerveja tem uma Deusa da mitologia: Verdade

Ninkasi é o nome da Deusa da Cerveja da Mitologia Suméria. Dizem que ela forneceu ao mundo o segredo para fazer cerveja. Na cultura sumeriana, ela também é conhecida por seu poder para satisfazer o desejo humano e saciar o coração. Além disso, ela é a Deusa do álcool e responsável pela “água espumante”. Ninkasi produzia a própria cerveja e a consumia diariamente. Esta história é de 10.000 a.C.

 – A validade da cerveja especial pode ser maior que a indicada no rótulo: Verdade

As obrigações sanitárias no Brasil não permitem uma flexibilização em relação às validades nas cervejas artesanais. Depende muito do tipo de cerveja, da concentração de malte e da graduação alcoólica. Normalmente, uma cerveja artesanal dura mais do que sua validade e mesmo assim a deterioração é gradativa e não de um dia para o outro. Porém, como já disse, depende de cada cerveja. Algumas ficam até melhores depois da validade, como as Russian Imperial Stout. Outras, ficam ruins até mesmo antes de vencer, como algumas IPAs, que quanto mais perto da fabricação forem consumidas, melhor. Tudo depende do estilo, da forma como foi produzida, ingredientes usados e como foi armazenada.

– Não existe copo específico para tomar cerveja: Mito

Para que os diferentes sabores e aromas da cerveja sejam ressaltados, cada estilo de cerveja pede um tipo de copo adequado. A Pilsen, por exemplo, pode ser apreciada em uma tulipa, por ter um formato fino em sua base e mais largo na boca, mantém a espuma constante e faz com que o aroma do lúpulo seja melhor sentido. Já a Weissbier, cerveja de trigo, será melhor apreciada em um copo Weizen. Esse tipo de copo é alto, possibilitando colocar todo o líquido da garrafa, incluindo o resto de levedura que fica depositada no fundo. Veja o post sobre “Tipos de copos”.

– A espuma tem uma função específica na cerveja: Verdade

A espuma protege a bebida da oxidação, ou seja, impede que ela entre em contato direto com o oxigênio e oxide. Além disso, ela mantém o sabor, o amargor que está presente na cerveja e mantém a temperatura da bebida no copo. O ideal são dois dedos de espuma. Portanto, sem essa de pedir ou servir cerveja sem colarinho! Veja este post sobre “A espuma e sua importância para a cerveja”.

– Cerveja artesanal é mais forte e mais amarga: Mito

Existem centenas de estilos de cerveja artesanal, alguns mais leves, outros mais potentes, alguns com o amargor quase que imperceptível outros com o amargor muito alto. Tudo vai depender do seu paladar e do que você está acostumado a beber. Uma coisa é certa: existem estilos de cerveja para todos os gostos. Seja você do time das levinhas, do time das alcoólicas, do time das adocicadas ou do time das lupuladas. Veja esta página que fiz dedicada somente aos estilos.  

–  O Lúpulo (ingrediente natural que dá o amargor à cerveja) é um poderoso conservante natural: Verdade

A função do lúpulo vai muito além de conferir o amargor e aroma característicos de uma cerveja. Além dessas características dele que já sabemos, ele também tem a função de conservante natural da bebida, ajudando a prolongar a vida de prateleira da cerveja. Além disso, ele pode ser utilizado na culinária e na cosmetologia para clarear a pele e prevenir manchas e inflamações do tecido dérmico. Veja este post sobre “O lúpulo na cerveja”.

– Cerveja engorda: Mito

A cerveja tem menos calorias do que a maioria das bebidas alcoólicas. Por exemplo, a cachaça, a vodca e o vinho são bem mais calóricos que a cerveja, pois, a caloria está presente no álcool. Portanto, quanto menor o teor alcoólico, menos caloria a bebida vai ter. O que engorda é beber de forma exagerada e optar por petiscos mais gordurosos. Se quer manter a dieta, beba com moderação e opte pelas cervejas menos alcoólicas.

– Existe diferença entre armazenar cerveja em lata ou garrafa translúcida, verde ou marrom: Verdade

O recipiente em que a bebida é guardada e a cor dele interfere no sabor, no aroma e na durabilidade de uma cerveja. Por exemplo, quanto mais clara for uma garrafa (garrafa transparente), maior é a exposição do líquido aos raios solares. Com isso, maior será o impacto negativo nos aromas e sabores da cerveja e menor será sua durabilidade. Na garrafa marrom, esse impacto é menor. Porém, o recipiente ideal para armazenar a cerveja é a lata. Nela não entra raio solar nenhum, isso faz com que o líquido se mantenha intacto. Por isso, algumas vezes, é possível sentir diferença em uma mesma cerveja na lata ou na garrafa. Veja o post sobre “O recipiente pode influenciar no aroma e sabor da cerveja”.

– Cerveja e saúde não combinam: Mito

Os ingredientes que compõe a cerveja (água, malte e lúpulo) são todos naturais e cada um traz um benefício para saúde. Se o consumo da bebida for moderado e responsável, é possível obter os benefícios do consumo da cerveja. Um exemplo são os polifenóis, compostos orgânicos presentes na cerveja, que desempenham importante função antioxidante no organismo. Veja esse post que falo sobre “Os benefícios da cerveja para a saúde”.

– Ingredientes naturais da cerveja têm potencialidades que merecem ser exploradas: Verdade

Os ingredientes naturais da cerveja fazem bem à saúde dentro e fora da garrafa. A cevada, por exemplo, é considerada pelos especialistas como um ‘superalimento’, ou seja, um alimento bastante completo, nutricionalmente muito rico e que pode ser ‘coringa’ em qualquer dieta balanceada. O grão pode ser consumido em substituição ao arroz, à farinha de trigo e na preparação de saladas, risotos e até chá.

– Há diferença nos ingredientes do chope e da cerveja de garrafa: Mito

Os insumos utilizados na fabricação do chope e da cerveja são os mesmos. Portanto, não há diferença. Por exemplo, o chope Pilsen de uma marca X, que está dentro do barril, tem os mesmos ingredientes da cerveja Pilsen dessa mesma marca que está na garrafa. O que difere é que temos o costume de chamar de chope o líquido colocado dentro do barril que não passou pelo processo de pasteurização. Por ele não ser pasteurizado, acaba ficando mais fresco, com sabores e aromas mais presentes e com um prazo de validade menor. Além disso, a forma como o chope é retirado das torneiras fazem com que ele receba oxigênio tornando-o mais cremoso. Leia o post Chope x Cerveja

– A cerveja deve ser sempre servida muito gelada: Mito

Cervejas muito geladas tendem a diminuir a percepção do sabor e da complexidade das cervejas. Isso significa que, ao beber a cerveja trincando, como costumamos falar, poderá perder parte da experiência que determinadas cervejas podem proporcionar. Cada estilo de cerveja tem uma temperatura ideal para ser servida.

Em caso de dúvida há uma regra básica que pode seguir: quanto mais escura, menos fria. Não é uma regra perfeita e para a qual existem muitas exceções, mas há boas possibilidades de acertar se a seguir. As cervejas mais escuras muitas vezes são mais complexas e a temperatura a menos fria realça esses sabores. As mais claras, especialmente as de menor grau alcoólico, tendem a ser menos complexas e mais refrescantes, por isso poderão ser tomadas em temperaturas mais baixas. Mas, como já disse, em se tratando de cerveja, não é uma regra. Veja este post sobre “Como armazenar a cerveja artesanal“.

Falando em cervejas escuras, elas têm bastante mitos e verdades. Vai aí um bloco inteiro sobre elas:

cerveja escura

– Toda cerveja escura é muito alcoólica: Mito 

O responsável pela cor da cerveja é o malte. No processo de malteação, os cereais são germinados e o procedimento é interrompido no momento ideal por diferentes maneiras de secagem, como tosta, torrefação e defumagem. De acordo com esse processo as cervejas ganham cores e sabores diferentes. Portanto, a cor da cerveja não tem ligação com seu teor alcoólico. Um exemplo é a Dry Stout, que é uma cerveja bem escura, porém com o teor alcoólico entre 4% e 5%.  Veja este post sobre “Como é colocado o álcool na cerveja“.

– Cerveja escura é sempre doce: Mito

A coloração escura de uma cerveja definitivamente não é um indicador de dulçor. A Guinness, cerveja escura mais famosa do mundo, não é nada doce. Existem, sim, cervejas escuras doces, mas não é uma regra. Mas, sim, é a maioria.

Cervejas escuras são muito encorpadas: Mito

Mais uma vez, a cor da cerveja nada tem a ver com corpo. Existem cervejas claras encorpadas, escuras leves, claras leves e escuras encorpadas.

O corpo não é definido pela cor do malte, mas sim pela quantidade. A grosso modo, quanto mais malte for utilizado em sua receita, mais a cerveja será encorpada. Veja aqui o post “O malte e sua múltipla função“.

– Cervejas escuras não podem ser refrescantes: Mito

Apesar da maioria das cervejas escuras serem menos refrescantes, existem sim relevantes exceções. Exemplo são as Schwazbier e as American Brown Ale são bem refrescantes!

Acho que com esses mitos desvendados e as verdades confirmadas deu para aprender um pouco mais sobre a cerveja artesanal, né?!

Aproveite esses links que coloquei em cada tópica para aprender mais ainda.

Pröst!!

Growler: O que é? Para que serve?

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O growler nada mais é que um recipiente usado para levar para casa aquele chope fresquinho que você tanto gosta mas que só acha nas torneiras das fábricas ou em lojas /bares especializados, que contam com torneiras de chopes especiais/artesanais.

Eles podem ser de plástico, de vidro, de inox ou de cerâmica.

O growler de plástico é ideal apenas se você for beber o chope logo depois da compra. Pois, o plástico altera o sabor da bebida. Então não dá pra ficar guardado na geladeira. O de inox ou de cerâmica são os melhores, pois a luz externa não afeta o líquido no interior da garrafa, conservando-o exatamente como saiu da fábrica, mas são caros.

O mais comum e recomendado, devido o seu custo/benefício, é o de vidro, pois,  não é caro como o de inox e de cerâmica, não afeta o líquido como o de plástico e consegue conservar o líquido por um tempo maior que o de plástico. Fica atrás do de cerâmica e Inox só porque  deixa passar algo de luz.

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A tampa, normalmente, é de pressão ou de rosca com vedação em silicone para evitar a perda de gás do chope.

O chope no growler , dependendo do material que é feito, do método de enchimento e da armazenagem, tem uma validade de até 10 dias.  Após aberto deve ser consumido em 24hrs.

Um cuidado que deve ser levado em consideração é a limpeza do growler antes de ser levado para reabastecer. Ele deve ser muito bem higienizado e bem enxaguado, além disso ele deve estar bem seco.

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Nele, comporta qualquer tipo de chope: desde os mais leves e refrescantes, até os mais fortes e encorpadas. O legal é você poder ter em sua casa chope fresquinho para tomar a qualquer hora.

Você já tem o seu? Qual tipo você prefere?

Curiosidade

Tem duas lendas que explicam o nome growler. Uma é que, nos Estados Unidos, as crianças que buscavam os chopes para os pais em baldes ou jarras, como esses recipientes era sem jeito de levar, elas acabavam deixando parte do líquido cair pelo caminho. Quando isso acontecia, os pais rosnavam. Rosnar em inglês é growl.

Outra história diz que o nome growler surgiu como referência ao barulho que o gás carbônico da cerveja faz quando o líquido é agitado. Esse barulho lembrava o rosnar de um cachorro. Rosnar = growl.

#TBT: Cacao IPA – Caminito (Buenos Aires)

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O #tbt é com uma cerveja raiz que tomei em Buenos Aires. A Cacao IPA, produzida pela Peñón del Aguila Cerveza, de Córdoba, com a colaboração da Cerveza Crafter. Nela, o cacau está em 3 etapas: na mosturação, na fervura e na maturação. Além da alta presença do cacau, foram inseridos 6 tipos de lúpulos que dão o toque final no aroma e no amargor. Apesar disso, o cacau é bem sutil.

O resultado ficou excelente, uma cerveja equilibrada combinando a doçura do cacau e o amargor do lúpulo. IBU: 58 e ABV: 6%

penon del aguia _logoA cervejaria Peñón del Águila nasceu em 2007, no Vale Calamuchita, com pouco volume de cerveja para fornecer ao restaurante de mesmo nome. Em 2013, abriram a primeira fábrica em La Calera, Córdoba, para fornecer não apenas ao restaurante, mas também alcançar bares e restaurantes em Córdoba diretamente do barril e também para as casas dos consumidores em Garrafas de 330 ml. Em 2016, abriram as portas da nova Fábrica Modelo em Malagueño, com capacidade maior.

Nesse mesmo ano, lançaram a primeira cerveja artesanal em lata da Argentina.

Hoje, a Peñón conta com diversos estilos. Ele vem em suas variedades Kolsch, Honigbier, Oktoberfest, Hefeweisen, Schwarzbier, IPA, American Amber Lager, Walbier, APA, Sour e Mexican Lager.

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O ponto turístico é um lugar lindinho demais: o Caminito.

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É mais um dos diversos pontos turísticos de Buenos Aires muito visitado. Aquela mistura de cores dos sobrados da rua chama bastante atenção. É uma rua-museu muito tradicional no bairro La Boca.

Em 1959, quando o ramal da estrada de ferro que passava por ali foi fechado, um grupo de artistas locais, liderados por Quinquela Martín, começou a fazer mosaicos e pinturas nas paredes das moradias. Tornando um atrativo para quem visitava a cidade.

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O nome Caminito é uma homenagem ao tango de Juan Dios Filiberto, que morou no bairro.

O Caminito é uma rua pequena. De um lado fica o museu a céu aberto.

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Do outro, ficam algumas casas, lojinhas e restaurantes.

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Na frente, tem barraquinhas que vendem de tudo um pouco. Inclusive, lá, é ideal para comprar as lembrancinhas para os amigos e familiares.

Por ali, também ficam alguns dançarinos de tango para fazer uma foto “típica”, pessoas caracterizadas de Maradonna, cachorro vestido etc. Tudo para cobrar uma foto.

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O cão de calça jeans e pochete foi demais. Ficou bonitinho, mas eu achei sacanagem, coitado. cao

Por ali, passa tanto turista que é impossível tirar uma foto na casa principal (onde, hoje, é uma loja da Havanna) sem alguém posando no fundo.

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Mas é uma visita bem rápida, pois é somente isso que tem lá. É um momento para fotos.

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Dizem não ser recomendado ficar andando pelas partes sem movimento, pois é um bairro mais perigoso. Eu fui da La Bombonera até o Caminito a pé. Mas segui pela rua principal, mais movimentada. É sempre bom evitar,né! Ah, nesse caminho, já nos deparamos com algumas casas pintadas, que não fazem parte do Caminito, mas é um aperitivo para a ansiedade de chegar lá logo.

Enfim, a rua, as casas, tudo ali é muito bonito mesmo. E as fotos ficam ótimas!

#TBT: Amber Lager Patagonia – La Bombonera (Buenos Aires)

tbt patagoniaO #tbt de hoje é com uma cerveja que tomei na casa do Boca Juniors, em Buenos Aires: a Patagônia Amber Lager, fácil de achar no Brasil, já que é da Ambev.

Seu sabor é equilibrado entre o malte e lúpulo. Os maltes tostados a deixam com um aroma sutil de caramelo. É uma cerveja bem leve de tomar, com um amargor bem suave no final. Mas, atenção, contém cereais não maltados (famigerados milhos).

Sobre a Patagônia eu já falei nesse post.


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Prato do dia não poderia ser diferente. Uma empanada que comi no mesmo estádio. Legítima empanada argentina, deliciosa e bem recheada. Lá, o bar fica aberto para comer e beber cerveja sem frescura.


O ponto turístico é claro que é um dos principais e mais visitados de Buenos Aires a La Bombonera, estádio onde um dos principais times da Argentina, o Boca Junior, joga e onde a sua torcida faz seu espetáculo à parte.

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Por fora não dá para ter ideia do que é o estádio. Realmente, como o apelido carinhoso diz: é uma caixa de bombom a “La Bombonera”.

la bomboneraÉ claro que fui com meu manto lindo e sagrado do Cruzeiro!

O Estádio do Boca Juniors foi inaugurado em 1940, no bairro La Boca, daí vem o nome do time. Foi construído em uma área pequena, com isso, o projeto foi feito para que o estádio crescesse pra cima, com arquibancadas bem altas e íngremes, que fazem um D em volta do campo.

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Esse formato faz com que, em dias de jogos, o estádio vire um caldeirão. Jogadores que passam por lá dizem ser ensurdecedor. Não dá para ouvir nada a não ser a torcida deles, que viram a camisa 12, um jogador a mais. Por isso, é muito difícil ganhar do Boca lá. A capacidade é para 49.000 torcedores.

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Durante a visita a gente tem acesso às arquibancadas que ficam embaixo, pertinho do campo. Creio que eu não ia querer ir nas de cima. Olha a altura!

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O guia nos leva, também, onde fica a ‘geral’ e a famosa “La 12”, uma das mais temidas torcidas organizadas do mundo.

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Quando sai um gol, todos da torcida correm em direção ao campo, formando a famosa avalanche. Essa parte fica bem colada no gramado. Jogadores adversários devem sofrer nesse estádio.

Enquanto caminhamos, o guia vai contado, com muito orgulho, a história do time e mostra o camarote do Maradona. Sim, ele é torcedor fanático do time e é proprietário vitalício de um camarote. Por isso, nem vem com essa história de Maradona x Pelé que lá não cola.

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Depois de visitar o campo e a arquibancada, a gente passa pelos vestiários.

A parte dos donos da casa é puro luxo. Grama sintética para aquecimento, sala de massagem, Gatorade à vontade etc.

Já o vestiário dos visitantes, não tem nada.

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E eles ainda são obrigados a passarem por um corredor cheio de frases de impacto, de jogadores como: Pelé, Zico, Romário, Messi e Iniesta.

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Detalhe que o vestiário fica exatamente em baixo daquela parte onde falei que fica a “geral”, que pula e grita o tempo todo. A acústica do estádio dobra o volume. Imagina o inferno. Eu nem entraria em campo. “Cagada”! Bem inteligente da parte deles colocar torcida mais barulhenta em cima da cabeça do time adversário. Já a torcida visitante fica lá no alto, bem distante do campo, para que suas vozes não cheguem lá embaixo. Eita, povo esperto!

Amo futebol, se deixar, falarei sobre esse passeio por horas.

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Depois desse tour, você pode se dirigir para a lanchonete do estádio.

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Ou pode voltar para o Museu da Paixão Boquense, onde conta a vitoriosa história de mais de 100 anos do time, com destaque para seus títulos e principais jogadores, taças e exposição de peças e vestuários antigos.

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O que mais gostei do museu foi a sala de cinema de 360 graus. Ele simula como se você fosse um jogador do Boca. A câmera faz você se sentir entrando em campo, aparecem vários fotógrafos, e te coloca dentro do campo. A torcida começa a cantar, na mesma altura de um dia de jogo. É ensurdecedor mesmo. Mostra a torcida enlouquecida, depois conta um pouco sobre o que é ser boquense ou xeneize (como se apelidaram). É de arrepiar e encher os olhos d’água vendo aquilo tudo. É muito bom!

Amei cada canto. Só pedem para ter cuidado no entorno do estádio, pois o bairro é de periferia. Então câmeras e celulares devem estar sempre guardados. Não vi nada diferente. Mas tomei cuidado!

20180413_135439Eles têm tanto orgulho de suas origens que tem uma maquete em miniatura do bairro.

Lá fora tem uma loja de souvenir do Boca e, na porta, têm estátuas do Maradona (já falei da ligação dele com o Boca) com Palermo (maior goleador da história xeneize com 235 gol. Aposentou em 2010).

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Além de Tevez e Riquelme, que têm o Boca como time do coração e são ídolos por lá – o 1º ainda joga pelo Boca, o 2º aposentou em 2015 no Argentinos Jr., clube onde começou.  E tem a estátua do Messi (que não tem ligação nenhuma com o Boca. Mas é ídolo na Argentina.

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Experiência incrível do início ao fim. Goste ou não de futebol, conheça essa história e essa paixão dos hermanos. É muito interessante e apaixonante. Porém, eu continuo Cruzeiro. 🙂