Heilige Pocket: Artesanal do Sul direto para BH

A dica de Onde Beber Artesanal de hoje é de uma casa que abriu recentemente aqui em Belo Horiozonte, no bairro Buritis.

Eu estou falando da Heilige Pocket, que foi inaugurada em outubro deste ano. O espaço é uma franquia da Cervejaria Heilige (lê-se Railiguê), uma marca de cerveja artesanal do Rio Grande do Sul, há mais de 10 anos no mercado e presente no varejo em 18 estados.

O local: O espaço da casa não é grande, mas tudo lá dentro é bem distribuído e a decoração é de muito bom gosto. As mesas são mais altas, com banquetas e ficam tanto na parte interna quanto na parte externa. Então, se gosta de lugar mais aconchegante, lá dentro é ideal. Se gosta de ver a rua, gente passando, tem espaço na calçada.

Para beber: O novo point oferece 10 torneiras, com cervejas da casa somente. A marca conta, hoje, com 16 estilos variados de cerveja, indo da Pilsen à Barley Wine. Esses estilos vão variar nessas 10 torneiras. Quando estive lá, tinha Pilsen, Red Ale, Witbier, Pale Ale, Oktoberfest, Weissbier, Session IPA, Bohemian Pilsner, Double Red Ale e Porter. Tem para todos os gostos, desde cervejas mais leves à mais intensas.

Mas, se tiver dúvidas, não se preocupe! O Gabriel, que estava no atendimento, é super solicito, educado e te dá a dica da cerveja ideal.

Experimentei um pouco de quase todos os estilos e deixo aqui meu destaque para a Double Red Ale, uma cerveja bem intensa, o lúpulo está bem presente, que vem equilibrado pelo toffe e caramelo também intenso. Excelente cerveja! IBU: 55 e ABV:7%. As demais cervejas estavam todas dentro do estilo.

heilge
Witbier
Double Red Ale
Porter

O serviço na casa é de autoatendimento. Tanto que as torneiras ficam no meio do salão, com os copos embaixo para que você mesmo pegue e sirva. Para se servir, é preciso baixar o aplicativo Heilige Pocket, liberar a torneira escolhida através de um QR Code e servir a quantidade que desejar. O cliente pode salvar um cartão de crédito para pagamentos futuros ou colocar crédito em dinheiro no caixa do Pocket, de acordo com sua preferência. O valor da cerveja é fixado em 100ml.

A mais barata era a Pilsen: R$4,25 – 100ml e a mais cara era a Session IPA R$5,21 – 100ml. A medida que você vai colocando no copo, vai retirando os créditos do cartão. A vantagem desse método é que você pode tomar um pouco de cada.

Além das cervejas no barril, a casa vende também suas cervejas em garrafa.

Para comer: A casa não serve comidas. Porém, como ela fica localizada em umcentro comercial (Centro Comercial Riviera), uma espécie de praça de alimentação ao ar livre, você pode pedir qualquer prato, de qualquer casa, que será servido em sua mesa, no Pocket. Eles levam o cardápio para você.

As opções eram: espetinhos, pasteis e tira-gostos variados. Nós fomos de tira-gosto. Pedimos um filé com fritas e fígado acebolado

Eu adorei conhecer esse novo espaço. Além da receptividade, todos os chopes estavam excelentes, na temperatura certa! As opções de tira-gostos no entorno e o espaço externo arejado são, tambpem, alguns dos atrativos. Agradeço ao Gustavo, dono do estabelecimento, pelo convite e com certeza voltarei mais vezes!

Serviço:
Heilige Pocket Belo Horizonte
Endereço: Rua Eli Seabra Filho, 510 – Buritis – Belo Horizonte
Horário de funcionamento: Terça à sexta, das 17h às 23h e sábados das 16h às 23h.
Instagram: @heiligepocketbh.buritis

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O consumo de bebida alcoólica nos estados brasileiros

Qual é o estado que mais consome bebida alcoólica?

Para tirar essa dúvida, peguei como base a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados da pesquisa consideram pessoas que costumam consumir bebida alcoólica uma vez ou mais por semana.

Segundo a pesquisa, o Rio Grande do Sul é o estado que apresentou a maior taxa de cidadãos maiores de 18 anos que afirmaram consumir bebida alcoólica ao menos uma vez na semana. 34% dos gaúchos afirmaram beber ao menos uma vez na semana. Os outros nove estados que fecharam a lista dos 10 mais “bebuns” foram:  Mato Grosso do Sul (31,3%), Santa Catarina e São Paulo (31%), Minas Gerais (30,3%), Paraná (28,5%), Mato Grosso (28,2%), Espírito Santo (26,7%), Bahia (26,7%) e Sergipe (26,6%).

Entre as capitais estaduais, Salvador (BA) e Florianópolis (SC) são as que mais consomem bebida alcoólica. Elas empataram com o mesmo percentual, 40,2%. As outras capitais que fazem parte da lista com as 10 capitais que mais consomem bebida alcoólica são: Porto Alegre (39,4%), Belo Horizonte e Vitória (35,8%), Campo Grande (33,4%), Curitiba (32,6%), Rio de Janeiro (32,4%), São Paulo (31,4%) e Aracajú (29,6%).

A pesquisa também mostrou que o consumo de bebida alcoólica aumentou entre os brasileiros, já que 26,4% da população com 18 anos ou mais afirmaram consumir bebida alcoólica uma vez ou mais por semana. Isso representa um aumento de 2,5 pontos percentuais em relação à última pesquisa, divulgada em 2013, quando esse percentual foi de 23,9%.

Os homens continuam sendo os que mais bebem. 37,1% afirmaram que têm o hábito de consumir bebida alcoólica ao menos uma vez por semana, contra 17% das mulheres. Porém, é válido observar o quanto o percentual das mulheres aumentou se comparado com a última pesquisa, de 2013, em que o percentual foi de 12,9%. Houve um aumento de 4,1 pontos percentuais. O percentual masculino quase permaneceu estável. Em 2013, foi 36,3%.

Continuando com os números relacionados às mulheres, a capital em que as mulheres mais bebem é Porto Alegre, com 30,7% de mulheres que afirmam beber ao menos uma vez por semana. Salvador aparece em segundo lugar, com 29,6%, seguido por Florianópolis (29%), Aracaju (27,2%) e Vitória (27%). Manaus é a capital com menor índice, 7,1%. Belo Horizonte está em 8º lugar, com 24,6%. A média das capitais é de 22,9%.

Quanto aos homens, Porto Alegre também está em primeiro lugar, com 54,5%, seguido por Salvador (49,2%), Florianópolis (47%), Campo Grande (45,7%) e Belo Horizonte (45%). Os homens que menos bebem são os de Rio Branco- AC (17,1%). A média das capitais é de 42,4%.

A Pesquisa Nacional de Saúde 2019 (PNS 2019) foi uma pesquisa amostral domiciliar coletada em todo o território nacional entre agosto de 2019 e março de 2020, e foi divulgada em novembro de 2020.

Clique aqui para acessar a pesquisa completa.

Só para completar as informações, já que essa pesquisa foi feita antes da pandemia, coloco aqui o resumo da pesquisa que a Fiocruz fez, já com a pandemia, com o nome “ConVid: pesquisa de comportamentos”.

Segundo a pesquisa, houve um aumento de ingestão de bebida alcoólica depois do começo da pandemia: 18% dos entrevistados (18,4% entre homens e 17,7% entre mulheres) afirmou estar ingerindo mais bebidas alcoólicas nesse período. O maior aumento (26%) foi registrado na faixa etária de 30 a 39 anos de idade, e o menor entre idosos (11%). De acordo com a pesquisa, a motivação para beber mais está relacionada ao emocional. Quanto maior a frequência dos sentimentos de tristeza e depressão, maior o aumento do uso de bebidas alcoólicas, atingindo 24% das pessoas que têm se sentido dessa forma durante a pandemia.

Com isso, é preciso ressaltar a importância de estar atento ao consumo do álcool. Pois, ele não ajuda a diminuir o estresse, nem deve ser usado como um “remédio”, pois seu consumo em excesso tem um resultado reverso, causando o aumenta dos sintomas de pânico e transtornos de ansiedade, depressão e risco de violência doméstica.

E é o que eu sempre falo por aqui e no Instagram: Tudo em excesso faz mal. Observe seu consumo, tenha controle na quantidade que você bebe tanto durante a semana, quanto em um dia. E, para equilibrar, faça atividade física sempre.

Equilíbrio é tudo na vida!

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