Cervejas que harmonizam com a Primavera

A primavera é uma estação que eu acredito que seja unanimidade entre as pessoas. Não que ela seja a preferida, mas, eu acredito que todos gostem dela. Conhecida como a estação das flores, ela deixa o clima mais alegre, os dias ficam mais longos e coloridos. Além disso, aquela friaca do inverno vai ficando de lado, e os dias começam a ficar mais quentes, com a temperatura variando entre agradável e alguns dias mais quentes. Todos esses ingredientes juntos nos fazem ter ainda mais vontade de abrir uma cervejinha para relaxar.

Cervejas com notas de frutas, flores, especiarias e cítricas ganham vez na Primavera, além do mais, as cervejas refrescantes harmonizam perfeitamente com as temperaturas que começam a se elevar nessa estação. Porém, não precisam ser cervejas tão leves quanto às indicadas para o verão.

Mas, então, quais estilos vão harmonizar com a primavera?

Para facilitar sua vida, trouxe aqui OITO dicas de cervejas mineiras que combinam com essa estação deliciosa! Mas, se você não é de Minas e não tiver acesso a essas cervejas, foca no estilo que eu deixei destacado em cada cerveja, escolha a cervejaria mais acessível para você e seja feliz!

Anota aí:
–  Abaporu – Cervejaria Verace – Estilo Catharina Sour: leve, refrescante, ácida e leva frutas.
– Lemon – Cervejaria Slod – Estilo American Wheat: destaca pelo sabor e aroma cítricos derivados do uso da casca de limão siciliano em sua receita. Uma cerveja leve e fácil de tomar.
– Áustria Hefe Weizen – Krugbier – Estilo Weiss (Cerveja de Trigo): refrescante, pouco amarga, com aroma remetendo ao cravo e banana. Uma cerveja mais encorpada.
– Berliner – Cervejaria Wäls – Estilo Berliner Wiesse: cerveja refrescante, levemente acidez, feita com frutas vermelhas, hibisco além do aroma de morango e o sabor ácido.
– Session IPA Lagoon – Estilo Session IPA: leve, porém com a presença do lúpulo trazendo notas cítricas marcantes.
– Rancor – Krugbier – Estilo India Pale Ale (IPA): Aromática, refrescante, lupulada e amarga.
– Newbie – Prussia Bier – Estilo New England IPA: A presença do lúpulo é bem intensa e é um pouco mais alcoólica. Há uma explosão de sabores e aromas com presença do cítrico e das frutas tropicais.

Gostou dessas dicas? Vai lá no Insta @cervejeirauai e veja o Reels que eu fiz com essas dicas. Se tiver outras dicas para a estação, manda lá também!

Boa primavera!

A importância da espuma para a cerveja

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Que tem algumas pessoas que torcem o nariz para o famoso colarinho da cerveja, tem! Mas você sabia que a espuma que forma em cima do líquido não está ali à toa?

A espuma é formada por um mix de componentes que vem do lúpulo, o CO2 (gás carbônico) e as proteínas contidas na cerveja. Portanto, pedir cerveja sem colarinho é um erro, pois você perderá particularidades de uma cerveja.

Venha comigo e veja como a espuma tem funções importantes na cerveja:

– Ajuda a manter a temperatura do líquido no copo por mais tempo;

Desacelera o processo de oxidação da bebida. Por isso, quando um chope é servido sem espuma, o líquido entra em contato com o ar e oxida mais rápido, proporcionando um gosto ruim à cerveja. Assim, os aromas e o sabor da bebida são mantidos.;

– Como já dito, evita o contato do chope ou cerveja com o ar, com isso preserva o aroma original e o gás da cerveja durante mais tempo no copo.

– Através da espuma é possível avaliar a qualidade da cerveja. A espuma deve ser mais clara do que o líquido e brilhante. Uma cerveja que não faz espuma pode estar com problema de carbonatação, prazo de validade vencido ou contaminação. Assim como o excesso de espuma, pode ser sinal de algum erro também.

– De acordo com estudos, a cerveja quando servida com espuma evita aquela sensação de inchaço no estômago que provavelmente você está acostumado a sentir quando toma cerveja, isso acontece porque a cerveja com colarinho quebra as moléculas de gás carbônico, ou seja, ela já chega sem gás no seu estômago.

Fatores que interferem na formação da espuma

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stout

– É importante saber que o volume e a estabilidade dela variam de acordo com o estilo. Por exemplo, as Weiss (cerveja de trigo do estilo alemão) têm uma formação maior de espuma. Já as cervejas mais alcoólicas, como as Porter, têm espumas que não duram por muito tempo. As belgas carregam uma espuma mais cremosa e espessas, já as britânicas possuem o colarinho mais fino.

– Alguns copos são feitos para formar boa espuma, outros não. Como os copos de Weiss que têm o formato que beneficia a formação de muita espuma. Já o pint é feito para não segurar espuma. Copos com bordas e bocas mais estreitas, auxiliam na formação de espuma que irá reter os aromas da cerveja. Veja aqui o post que fiz falando sobre o copo ideal.

– Se você servir a cerveja numa distância maior do copo, vai ter uma formação maior de espuma, também. Assim como, se a cerveja for servida em copo de plástico, dá bastante espuma.

– Copos mal lavados ou com resíduos de detergente, podem afetar na formação da espuma. Copo engordurado também acaba com a espuma. Se você está comendo algo muito gorduroso, estiver de batom ou o copo não estiver bem limpo e seco, pode dissipar a espuma da cerveja. Com isso, fatalmente, independente do copo ou do estilo, você não verá a espuma estabilizar em seu copo.

Mas qual é a quantidade ideal?

O ideal é que a bebida tenha entre um e três dedos de espuma para que você possa aproveitar seus benefícios. Quando passa disso, você acaba bebendo só espuma no primeiro gole. E o ideal é que a quantidade de espuma seja equilibrada com a quantidade de líquido ao colocar na boca.

Agora, se você não é muito fã da espuma, deixe um dedo.

espumaPercebeu como a espuma é essencial para a cerveja e para o chope ou cerveja? Seja para manter a temperatura, sabores e aromas da bebida durante a sua degustação ou até para diminuir a sensação de inchaço, é sempre bom servir seu copo com colarinho. E, quanto às frases que a gente escuta “Espuma no copo é desperdício, ocupa o espaço do chope”, não se preocupe: segundo especialistas, 70% da espuma volta ao estado líquido. Ou seja, vira cerveja ou chope novamente.

Espero que eu tenha te convencido da importância da espuma para a cerveja. Portanto, da próxima vez que for pedir um chope ou servir uma cerveja diga “SIM” ao colarinho!

Cervejaria Slod comemora 4 anos com festa para o público

Localizada no polo das cervejas artesanais, no Jardim Canadá, a Cervejaria Slod vai comemorar 4 anos no próximo dia 08 de outubro, em sua fábrica. Os sócios Christian Ayres e Rauzer Pereira estão muito felizes com os resultados que a cervejaria alcançou nesses primeiros 4 anos, mesmo com tantos desafios, como a pandemia, fechamento dos bares e restaurantes por tanto tempo, períodos de recordes de chuvas,  guerra, sem falar do mercado extremante competitivo.

Para Rauzer, o crescimento da cervejaria foi gradual e de maneira sustentável. “Crescemos sem loucuras e com os pês no chão, focamos 24 horas de nosso tempo na qualidade e no compromisso com nossos clientes. Resistimos a grandes dificuldades nesses 4 anos, agora queremos agradecer e comemorar com nossos amigos, clientes e principalmente nossos parceiros comerciais”, afirma Rauzer.

Uma grande estrutura está sendo montada para essa comemoração, na porta da fábrica da cervejaria. Serão muitas atrações, muita gastronomia, muita música boa conduzida pelas bandas Lurex, Made in Anos 80 e Big Jack. Todos os 10 chopes da Slod serão servidos em 4 estações que estarão à disposição dos convidados. A festa terá ainda espaço kids e será pet friendly, além de um estacionamento exclusivo para motociclista e suas diversas tribos.

Os ingressos poderão ser adquiridos pelo Sympla e de brinde você ganha uma caneca de 473ml de acrílico personalizada.

Garanta seu ingresso pois eles são limitados: https://www.sympla.com.br/evento/slod-4-anos/1695219

Te espero lá!

Serviço:
Festa de 4 anos da Slod
Data: 08 de outubro (sábado)
Local: Fábrica – Rua Niágara, 1147 – Jardim Canadá
Horário: das 14h às 22h

Sobre a Slod

Fundada em 2018, a Slod tem como missão trabalhar com insumos de qualidade e procedência, com foco total na produção com muita qualidade e segurança, em todos os processos de fabricação.Aliás,a qualidade e a grande obsessão dessa micro cervejaria artesanal, desde sua criação.

“Somos hoje uma micro cervejaria artesanal premium, acreditamos que nossa missão é a verdade e a paixão que colocamos em cada produto que fabricamos e principalmente o trato e a credibilidade que conseguimos gerar em nossos parceiros comerciais.”, afirma Rauzer.

Com 10 rótulos nas prateleiras, as campeãs de venda são a Pilsen, IPA e a American Wheat – Lemon, essa em especial feita de modo extremamente artesanal usando a casca de limão siciliano, descascados um a um para a produção da Lemon. Mas ainda tem a APA, Pale Ale – Extra Special Bitter, NEIPA, Dry Stout Cacau, Amber Lager, Session IPA e a Double IPA , sendo essas duas últimas lançadas recentemente.

Cervejarias argentinas são destaques na Copa Libertadores da Cerveja

No dia 10 de setembro, foram divulgadas as cervejarias vencedoras da 10ª Edição do South Beer Cup, conhecida também como a Copa Libertadores da Cerveja. A edição, que foi realizada em Ribeirão Preto (SP), contou com a participação de diversas cervejarias da América do Sul, sendo que somente cervejas premiadas podem ser inscritas. Ou seja, é uma premiação para a melhor entre as melhores.

A argentina Charlone Cervecería foi o principal destaque desta edição. Foi a única marca a conquistar duas medalhas de ouro na premiação, sendo considerada a principal cervejaria do evento, ganhando a medalha de ouro. O segundo lugar ficou com a também argentina, Jabalina Brewing Company, que faturou um ouro e uma prata.

Mas, o Brasil não ficou de fora desse pódio. A medalha de bronze ficou com a Walfänger, uma marca de Ribeirão Preto que faturou um ouro e uma prata.

Além da Walfänger, outras cinco cervejarias brasileiras conquistaram medalhas de ouro nesta edição da South Beer Cup. Foram elas: Bierbaum, Libertastes, Alright Brewery Co, Narcose e Louvada.

A Libertastes é a única mineira medalhista entre as cinco. Já tomei as duas medalhistas deles, excelentes cervejas. A DediProsa (Strong Scoth Ale) ganhou bronze e a Oncotô (Wheatwine) ganhou ouro. Para saber mais sobre elas, clique ai e veja minha análise: Oncotô e DediProsa

As cervejarias argentinas superaram as brasileiras no número de ouros conquistados na competição sul-americana, foram 8 a 6. E o Equador faturou outros dois ouros.

Em função da pandemia do coronavirus, a South Beer Cup não acontecia desde 2019. Nessa retomada, a competição sul-americana fez parte da programação do Craft Beer Ribeirão, organizado pelo Polo Cervejeiro de Ribeirão Preto.

A programação, além da disputa sul americana, também contou com a realização de um festival de cervejas artesanais, do 1º Meeting da Cerveja Artesanal e da 1ª edição da Copa Paulista de Cerveja Artesanal.

Confira quais foram a cervejas medalhistas de ouro na South Beer Cup:

Wood And Barrel Aged Beer: Celebration Barrel Aged #7, Juguetes Perdidos (Argentina)

Stout Family: Imperial Stout, Drakkar Brewpub (Argentina)

Celebration Sour Ale, Gose, Berliner Weisse: Que Gose!, Two Barrel Brewery (Equador)

Smoked Beer and Historical Beer: Bierbaum Doppelbock Defumada, Cervejaria Bierbaum (SC)

Session IPA and IPL: Sativa Session IPA, Brewhousemdp (Argentina)

Other Strong Beers: Dediprosa, Cervejaria Libertastes (MG)

Fruit, Fieldd, Chocolate, Coffee, Chili, Herb and Spice and Honey: Mangobiche, Jabalina Brewing Company (Argentina)

European Lagers and International Pilsener/Light Lager: Walfänger Helles, Walfänger (SP)

British Dark Beers and Porter Family: Over the Moon: Alright Brewery CO (PR)

Bitter, Irish Red Ale and Scottish Ale: La Gordo, Charlone Cervecería (Argentina)

Belgin and French Origin Ale Styles: Cervejaria Narcose Belgian Nr. 10, Cervejaria Narcose (RS)

APA, Hazy Pale Ale, Int. Pale Ale and Summer Ale: Cwrw haf, Jones/Jenkins (Argentina)

American Lagers, Cream Ale, American Wheat and Blond Ale: Louvada HoLager, Cervejaria Louvada (MT)

American Hoppy Beers (Red, Black, Imperial, Experimental), and International IPA: Terrorista, Charlone Cerveceria (Argentina)

American and European Ambeer and Dark Lager: Thor, Wir Konnen (Argentina)

All Origin Hybrid/Mixed Lagers and Ales: Fandango (Chicha), Quiteña (Equador)

Fonte: Guia da Cerveja

Garrafa x Lata: O recipiente influencia na cerveja

Afinal, a cerveja é melhor quando está na garrafa ou na lata?

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Sempre existe essa discussão entre os cervejeiros. Há quem prefira as cervejas que vêm em lata, há quem prefira as de garrafa e há quem não veja diferença entre os líquidos das embalagens.

A verdade é que as diferenças entre os dois recipientes são quase imperceptíveis aos paladares dos mais leigos. Porém, mesmo que o conteúdo de ambas as embalagens seja o mesmo mesma, existem alguns fatores que podem influenciar no sabor e aroma da bebida. O que acaba deixando elas diferentes.

Quais são essas influências?

Fator luz: A luz externa (raios UV, luz solar ou luz artificial) que entra em contato com o recipiente tem a capacidade de quebrar certas moléculas do lúpulo, fazendo com que cause um defeito no líquido, alterando o aroma da bebida. Quando essa luz entra em contato com a lata ela não consegue entrar e atingir o líquido. O alumínio bloqueia 100% a entra de de luz externa. Já as garrafas não protegem tanto.

As garrafas da cor âmbar (marrom) protegem mais o líquido do que as garrafas verdes e as transparentes. Por isso, e por ser mais barata também, as cervejarias optam por usar as garrafas marrons.

Garrafa verde de cerveja com gotas em brancoJá as garrafas de cor verde ou transparente quase não oferecem proteção contra luz ultra-violeta, portanto fazem com que a cerveja sofra mais com essa “contaminação por luz”, que é o que acontece na Heineken, por exemplo. Sabe quando você fala “cheiro ou gosto de Heineken”?, você está sentindo o cheiro ou o gosto dessa “contaminação” (que não faz mal). O consumidor já está tão acostumado com a presença desse aroma que virou um atributo sensorial dessas cervejas, uma característica marcante. Tanto, que algumas cervejarias nacionais estão adotando a garrafa verde em algumas cervejas. Mas, isso, é considerado um defeito da cerveja, conhecido como light-srtuck. Mesmo sendo um defeito, ele é aceito de forma moderada nas Premium American Lager. Outros exemplos é a Stella Arotis, Beck’s, Spaten.

Garrafas da cor âmbar filtram muito mais o espectro UV. Mas, pode ser que você não sinta essa contaminação nas garrafas verdes ou transparentes, pois algumas cervejarias usam lúpulos específicos para evitar essa alteração no aroma e sabor.

Fator Oxigênio:  A vedação da lata é tão perfeita, que a probabilidade do líquido oxidar em uma lata é quase nula. Já na garrafa, se a tampa não estiver bem vedada, permitem que o oxigênio passe para a bebida, levando a sua oxidação mais rápida.

Fator material: Uma vantagem da garrafa é que o vidro não tem sabor, ou seja, ele não interage com o líquido que está engarrafado. Apesar de que, falam que as latas de hoje são revestidas com um polímero a base de água, e portanto não há contato do metal com o líquido envasado.

Mini keg 5 litros sem Torneira - Prata - Valbier Brewshop e Escola.

Porém, segundo mestres-cervejeiros, nem todas as latas protegem totalmente o líquido de alguma alteração. Podemos notar uma diferença nas latas de 5 litros – mais conhecidas como Mini Keg – as quais utilizam ligas de ferro em sua composição e podem deixar a cerveja com sabor metálico ou oxidado.

Outro fator que pode ser um diferencial entre a garrafa e a lata é que como as garrafas de vidro têm maior resistência à pressão, e como o material que veda as tampas das garrafas é mais permeável aos gases, as garrafas acabam recebendo mais CO₂ durante o envase. Isso garante que a garrafa mantenha a sua carbonatação ao longo do prazo de validade.

E as garrafas de plástico como o growler de pet? Nem pensar. Ao contrário do alumínio e do vidro, o plástico é totalmente impermeável e permitem a entrada de gases no recipiente, que detona a oxidação. Fora que o plástico interage com o líquido e interfere em seu sabor. Colocou seu chope no growler de plástico? Beba logo!

Resumindo… Há alguns fatores que podem alterar sim o aroma ou o sabor da sua cerveja dependendo do recipiente e local armazenado. Mas, para sentir essa difereneça, vai depender da  sensibilidade do paladar de cada um sentir ou não essas alterações.

Para o meu paladar, as cervejas de garrafa são bem melhores, parecem mais frescas. Quanto às de lata, às vezes sinto o gosto metalizado, o que não me agrada.

E solto o #desafiocervejeirauai . Pegue uma lata e uma garrafa da mesma cerveja e faça um teste para ver se você sente a diferença. E digo mais, faça às cegas e depois me conte sua experiência.

Ah, mas uma coisa é certa. Independente se você for abrir uma lata ou garrafa, sempre que possível, despeje o líquido em um copo. Só assim você sentirá realmente os aromas e sabores proporcionados por cada estilo.

Cheers!

Número de cervejarias no Brasil aumenta 12%

Se alguém tinha dúvida, acho que agora não tem mais: o Brasil é um país cervejeiro! E quem confirma isso são os dados do “Anuário da Cerveja 2021”, divulgado, em 31 de agosto de 2022, pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

De acordo com o levantamento, o país possui 1.549 cervejarias. Com isso, houve um aumento de 12% em relação ao anuário do ano passado, referente à 2020. Só em 2021, foram registradas 200 novas cervejarias e outras 34 cancelaram os registros, o que representa uma expansão de 166 novas empresas no mercado cervejeiro no País.

“A gente está falando do Brasil como o terceiro maior produtor da bebida do mundo, ficando atrás apenas da China e dos EUA”, disse Carla Crippa, vice-presidente de assuntos corporativos da Ambev e do Sindicerv. O país é o terceiro maior produtor de cerveja no mundo, atrás da China e dos Estados Unidos, e em 2021, o volume de vendas atingiu o patamar de 14.3 bilhões de litros, de acordo com o levantamento realizado para a entidade da empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International.

Lembrando que a “cervejaria cigana” ou contract brewing, aquelas cervejarias que produzem suas cervejas na fábrica de outra, não constam nesses dados, pois não são estabelecimentos passíveis de registro no Mapa, tendo em vista que não possuem estrutura própria de fabricação, de maneira que somente as cervejarias com fábrica própria constam das estatísticas apresentadas.

Ainda segundo o Anuário, a maior parte das cervejarias brasileiras encontra-se nas regiões Sul e Sudeste, somando 1.329 estabelecimentos. Isso, representa 85,8% do total de cervejarias do Brasil. São Paulo lidera em número de cervejarias registradas novamente, com 340, seguido do Rio Grande do Sul, com 285, Santa Catarina, com 195, e Minas Gerais, com 189 cervejarias registradas. Uma observação é que Santa Catarina e Minas Gerais inverteram a posição em relação ao anuário de 2020.  Antes, MG  estava na terceira posição com 178, e SC na quarta posição com 175.

Uma curiosidade em Minas é que a cidade de Juiz de Fora passou a capital mineira, Belo Horizonte, em números de cervejaria, com 16 estabelecimentos, uma a mais que BH. Nova Lima, que fica a 20km de BH, continua sendo o principal polo cervejeiro de Minas, com 22 cervejaria. A cidade é a quarta com mais cervejarias no Brasil, fica atrás somente das capitais São Paulo (51), Porto Alegre (43) e Curitiba (25).

A região Norte continua sendo a região com menos registros de cervejarias, com 1,9%. Porém, foi a que apresentou o maior aumento percentual no número de produtos, com evolução em 20,8%. Nessa região, foram abertas cinco novas cervejarias sendo duas em Rondônia (200%) e uma nos estados do Acre, Tocantins e Pará. Apenas dois estados tiveram redução no número de cervejarias em relação a 2020: o Rio Grande do Norte, que passou de 20 para 19 estabelecimentos, e o Amazonas, que reduziu de cinco para quatro cervejarias.

O Anuário da Cerveja 2021 revela ainda que em 672 municípios brasileiros há pelo menos uma cervejaria, o que representa um aumento da dispersão em 10,3% se comparado a 2020.

Com relação aos produtos, em 2021, o total de novos produtos registrados teve crescimento em 5,2%, em relação a 2020, totalizando 1.178 a mais. Atualmente, o Brasil possui 35.741 produtos em cervejaria e o estado de São Paulo lidera a lista com 10.104 produtos. A média brasileira é de 23,1 registros de produtos por estabelecimento.

O levantamento mostra ainda a densidade de cervejarias por habitantes. Santa Catarina tem o maior indicador, com um estabelecimento para cada 37.633 habitantes. Em nível nacional, o Brasil tem uma cervejaria registrada para cada 137.713 habitantes. “A nossa cadeia produtiva é extensa, ela vai do campo ao copo. Representa 2% do PIB, uma massa salarial de R$ 27 bilhões por ano, uma geração de tributos da ordem de R$ 25 bilhões. O setor é resiliente, passou bem pela pandemia, com percalços pontuais”, afirmou Luiz Nicolaewsky, superintendente do Sindicerv (Sindicato Nacional da Cerveja).

Quanto à exportação e à importação, o anuário aponta que houve um aumento de 66 milhões de quilos do volume exportado em relação ao ano anterior, representando um faturamento de mais de US$ 131,5 milhões. A América do Sul corresponde a 99% das vendas, tendo o Paraguai como principal destino, seguido por Bolívia, Chile, Argentina e Uruguai.

Em dez anos, as exportações brasileiras tiveram um aumento de 200% no volume, saindo de 80.331.760 quilos em 2011 e chegando a 241.116.776 quilos, em 2021.

Já a importação brasileira de cerveja reduziu 58,7% nesse período, de 44.607.806 kg em 2011 para 18.406.249 kg, em 2021. Ao todo, o Brasil exportou para 71 países em 2021 e importou de 27 países.

Clique aqui para acessar o Anuário completo.

O Mapa é o órgão responsável por registrar e autorizar as cervejarias a funcionarem, considerando a atividade e linha de produção, bem como a capacidade técnica e condições higiênico sanitárias. Todos os estabelecimentos produtores, padronizadores, engarrafadores, atacadistas, exportadores e importadores devem ser registrados, assim como todas as bebidas produzidas no país. O certificado de registro tem validade de 10 anos.

O Sindicerv é o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (SINDICERV), fundado em 1948, representa os interesses das empresas responsáveis por mais de 80% da fabricação de cerveja no Brasil.

Bebendo cerveja de forma responsável

No final de junho, assisti à palestra “O papel do álcool no processo civilizatório e consumo responsável”, que fez parte do Congresso “Cerveja é Gastronomia” organizado pela Abracerva e pelo Sindicerv.

As falas do Dr. Fernando Soléra, coordenador da Comissão de Controle de Doping da CBF e médico oficial de Controle de Doping da FIFA e Conmebol, que destacou o consumo responsável, me chamou atenção, por isso resolvi trazer esse assunto aqui para o blog.

De acordo com o Dr. Fernando, o álcool é absorvido pelo corpo de forma rápida. Dentro de uma hora, já absorvemos todo o álcool que consumimos. Porém, a velocidade vai depender da concentração de álcool que tem a bebida e do estado de nutrição da pessoa.

A absorção do álcool é mais rápida quando a bebida alcoólica é ingerida com estômago vazio, provocando um pico elevado de concentração no sangue. Agora, se tomar bebida alcoólica com proteínas, gorduras e carboidratos, que são os principais tipos de alimentos energéticos, a absorção é melhor. Por isso, NUNCA BEBA COM O ESTOMAGO VAZIO!

O álcool ingerido é transportado pelo sangue para todos os tecidos que contém água. As maiores concentrações encontram-se no cérebro, no coração, nos rins, no músculo e no fígado.

É no fígado que cerca de 90% a 95% do álcool ingerido é metabolizado.  Diferente da absorção, a metabolização do álcool é lenta. Ou seja, a expulsão do álcool do corpo acontece devagar. Pode demorar até 8 horas. O EFEITO É PROPORCIONAL A DOSE. Ou seja, quanto mais bebida ingerida, mais tempo ela vai ficar no seu corpo. E mais sentirá o efeito negativo do álcool.

Foto: Pixbay

Consumido em grande quantidade, nosso fígado não consegue metabolizá-lo, passando a atingir todo o organismo, incluindo o coração, o sistema nervoso central, o estômago e os rins, provocando diversas reações responsáveis pela “embriaguez”.

Além da dosagem, outros fatores interferem na metabolização do álcool. Cada corpo metaboliza o álcool de uma forma. Por isso, NÃO EXISTE UMA DOSAGEM IDEAL.

As diferenças no metabolismo do álcool podem colocar algumas pessoas em maior risco para desenvolver problemas relacionados ao álcool. Independentemente da quantidade que uma pessoa consome, o corpo pode metabolizar apenas uma certa quantidade de álcool a cada hora.

Por exemplo, as mulheres metabolizam o álcool mais lentamente que os homens e, consequentemente, apresentam uma concentração de álcool no sangue mais elevada após consumo da mesma quantidade de bebida.

A distribuição de gordura no corpo de homens e mulheres, por exemplo, é diferente e isso acaba impactando a circulação do álcool. Outra diferença está na quantidade de água no organismo, pessoas do sexo femino apresentam um volume um pouco menor e, ao ingerir a mesma dose de álcool, ficam com uma concentração maior no corpo. 

Além disso, geralmente, as mulheres contam com menos enzimas no fígado para metabolizar o álcool e isso pode fazer com que os efeitos da bebida persistam por mais tempo no seu corpo. Por tudo isso, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de outras autoridades médicas é a de que mulheres sempre bebam em menor quantidade do que os homens em uma mesma ocasião. 

Outros fatores que interferem além do sexo feminino ou masculino são: a idade, a estrutura física (altura, massa corporal), a vulnerabilidade genética, o estado de saúde o, padrão de consumo e os contextos relacionados à ingestão de bebidas alcoólicas (se bebe durante as refeições, por exemplo).

Além da alimentação, a hidratação durante e após o consumo da bebida alcoólica também é importante. Estar hidratado quando beber (um copo de água para cada um de álcool) e ingerir muito líquido também no dia seguinte ajuda a eliminar pela urina as toxinas que restam no corpo.

 Foto: IS/

Portanto, sabemos que o excesso de álcool é muito prejudicial à saúde.

Porém! Porém! Seu consumo responsável é benéfico. De acordo com o Dr. Fernando, existem pesquisas cientificas que falam sobre os benefícios do álcool para o organismo. Hoje, isso é um fato na medicina. Inclusive, já falei sobre isso aqui – Benefício da cerveja para a saúde

Outro dado interessante trazido pelo médico é que, no Brasil, 5% da população é alcoólatra. “Para uma população, 5% é muita coisa. Porém, devemos levar em consideração também outro dado: que o Brasil é o país com o menor percentual de pessoas alcoólatras. E isso é muito bom.”, finaliza.

Enfim, já sabemos o que devemos e o que não devemos fazer. Seja responsável, respeite os limites de seu corpo.

Fontes: Palestra Dr. , Dr. Fernando Soléra durante o Congresso “Cerveja é Gastronomia”
Site Universidade Federal do Ceará – Seara da Ciência
Site CISA – Centro de Informação sobre Saúde e Álcool
Site Dr. Jairo Bouer

Cervejarias criadas por mulheres

As mulheres estão cada vez mais presentes no universo das cervejas artesanais.

Temos marcado presença em diversas áreas do meio cervejeiro seja apenas como consumidoras, apreciadoras, seja trabalhando diretamente com cerveja em fábricas antes, durante e depois da produção, no marketing, no comercial. Enfim, as mulheres estão ocupando um espaço que pode ser delas também.

Quando o assunto é consumo, de acordo com uma pesquisa feita pelo MindMiners, 57% das mulheres brasileiras consomem bebidas alcoólicas, sendo que 72% consomem cerveja. 

Divulguei recentemente, aqui, essa outra pesquisa feita em 2021. Mulheres contribuem com o aumento do consumo de cerveja

Quando o assunto é o mercado profissional, sabemos que ainda temos muito para caminhar. Segundo o 1º Censo das Cervejarias Independentes Brasileiras (2019), do DataSebrae, cerca de 89% das cervejarias nacionais são comandadas por homens, contra 11% comandadas por mulheres.

Mesmo com uma participação discreta nesse ramo de atuação, algumas mulheres têm tentado mudar essa realidade. Aqui, eu listo oito cervejarias fundadas por mulheres e que, com certeza, vão inspirar outras a fazer o mesmo.

Atenção! Além dessas oito, em seguida, mencionei mais um monte de cervejarias criadas por mulheres. Então, siga até o final para não perder nenhuma!

1 – Cervejaria Lokira

Criada em 2019, em Belo Horizonte, por Ana Flávia Gomes Lopes e Flaviana Guimarães. A cervejaria tem como um dos objetivos promover a democratização do mercado e do universo cervejeiro no geral.

2 – Cerveja Benedita

Criada por três mulheres periféricas de São Paulo, Melissa Miranda, Eneide e Márcia Martins, a Cerveja Benedita tem como slogan “Feita por elas para Todos”.

3 – Cervejaria Dádiva

A Cervejaria Dádiva foi criada em 2014, em Várzea Paulista,  por Luiza Lugli Tolosa. A cervejaria produz inúmeras cervejas especiais. De acordo com a Dádiva, eles criam com ingredientes novos cervejas inovadoras.

4 – Maria Bravura Cervejas Especiais

Criada em 2016, em Paraguaçu Paulista, pela psicóloga Maria. A cervejaria apresenta receitas diferentes e caseiras de cervejas artesanais.

5 – Cerveja Macuco

A Macuco é uma cervejaria independente criada por Mica e Nanda, em 2016, na cidade de Porto Alegre. A cervejaria preza pelo fortalecimento da identidade brasileira, principalmente nas receitas das cervejas que levam ingredientes selecionados como frutas nacionais. 

6 – Japas Cervejaria

Um trio de mulheres nipônicas, de São Paulo, Maíra Kimura, Yumi Shimada e Fernanda Ueno, são responsáveis pela cervejaria que resgata as origens japonesas e busca representar a união entre o Brasil e o Japão através de cervejas com sabores e aromas diferentes.

7 – Cervejaria Teresense

Inaugurada em 2019, no Espirito Santo, a Cervejaria Teresense foi criada pela engenheira e mestre-cervejeira Luana Hoffmann. A cervejaria traz receitas próprias e um jeito especial de preparar cerveja artesanal: aliando a paixão, matéria prima de qualidade e tecnologia.

8 – Femme Cerveja Artesanal

Diretamente da Paraíba, a Femme Cerveja Artesanal é uma cervejaria criada em 2017 por Ranny de Sousa. Que também é quem elabora todas as receitas das cervejas.

Fonte: o Guia da Cozinha

Muito mais cervejarias criadas por mulheres!

Depois que publiquei o post “8 Cervejarias criadas por mulheres” no Instagram, diversas pessoas começaram a indicar cervejarias criadas por mulheres que eu não havia citado.

Com isso, peguei todas as cervejarias mencionadas, conferi e inclui nessa lista.

No total, consegui reunir dezenas de cervejarias criadas por mulheres, além dessas oito. Li sobre todas e vou te contar, tem cada história!

Sei que tem muito mais, mas, fiquei feliz demais pela repercussão do post e pela ajuda de todos.

Para organizar a lista, separei por estado e indiquei a cidade e o @ de cada cervejaria. Assim, você vai poder procurar saber sobre cada uma, além disso, vai poder procurar por elas para consumir seja online ou quando for em suas respectivas cidades.

Caso saiba de alguma que não esteja nessa lista, me manda por direct no www.instagram.com/cervejeirauai para que eu possa atualizá-la.

Aí vão as outras 50 cervejarias criadas por mulheres:

Para ver o post parte dois, clique aqui.

Minas Gerais (16)
@cervejalibertaria  (Viçosa)
@castrocervejaria (Uberlândia)
@trioracervejaria (Uberlândia)
@pandega_beer  (São Domingos do Prata)
@cervejariamagia (Belo Horizonte)
@cervejariaaldeiadamata (Serra da Canastra)
@cervejariarhara (Belo Horizonte)
@cervejariaonix (Capim Branco)
@cervejariaflorestaelfica (Catas Altas)
@cerveja_serafina (Belo Horizonte)
@cervejariaempirica (Montes Claros)
@ovelhanegracervejaria (São João del-Rei)
@cervejariapelizer (Araguari)
@hop.makers (Divinópolis)
@cervejarialiberteoficial (Paracatu)
@alavrasnovense (Lavras Novas)

São Paulo (3)
@blondine.oficial (Itupeva)
@saobernardocervejaria (São Bernardo)
@bemtebrew (Ribeirão Preto)

Rio de Janeiro (2)
@adcraftbeer (Nova Friburgo)
@cervejadamulherguerreira (Rio de Janeiro)

Espirito Santo (1)
@cervejariagrecco (Venda Nova do Imigrante)

Rio Grande do Sul (10)
@daluzcervejaria (Porto Alegre)
@cervejasapatista (Porto Alegre)  
@staunenbier (Porto Alegre)
@hildegard_cervejas  (Porto Alegre)
@cervejainsurreicao (São Francisco de Paula)
@zingarabirra (Porto Alegre)
@muttbrewery (Porto Alegre)
@sinapses.conexoes (Porto Alegre)
@mataleaooriginal (Santa Maria)
@oripacha (Morro Reuter)

Santa Catarina (4)
@cervejacevademina (Florianópolis) 
@ballenabrewery (Florianópolis) 
@maltescraftbeer (Florianópolis)
@penhascocervejaria (Penha) 

Paraná (1)
@lavelkra (Matinhos)

Goiás (2)
@cervejariasaobento (Alto Paraíso)
@cervejacolombina (Aparecida de Goiânia)

Bahia (3)
@proacervejaria (Lauro de Freitas)
@cervejarosaroja (Salvador)
@brabahcervejaria (Salvador)

Acre (1)
@seringalbier (Rio Branco)

Maranhão (2)
@cervejariaquadra66 (São Luis)
@cervejariadona (São Luís)

Alagoas (1)
@pareacervejaria (Maceió)

Paraíba (1)
@birrificio55 (João Pessoa)

Piauí (1)
@cervejariaininga (Teresina)

Pernambuco (2)
@cervejariarisoflora (Recife)
@friedahaus (Recife)

Em 2022, para atualizar esses dados e manter as pessoas informadas, publiquei um novo post: “50 cervejarias criadas por mulheres”. Veja a repercussão dele clicando aqui.

Hoje, já estamos em 58 cervejarias. Com certeza esse número é maior. Me mande e ajude a divulgar!

Oktoberfest: A maior festa da cerveja do mundo

Quando o mês de outubro é associado à cerveja, a gente não pensa em outra coisa que não seja Oktoberfest: a festa cervejeira mais famosa do mundo!

E que tal aprendermos um pouco mais dessa história?
Você sabe como surgiu esta festa tradicional?170613481-wiesn-oktoberfest-jahre-jubilaeumswiesn

Em 1810, o príncipe Ludwig (ou Luís), depois coroado como Luís I da Baviera, casa-se com a princesa Teresa da Saxônia-Hildeburghausen, em 12 de outubro de 1810. Todos os moradores de Munique foram convidados para a festa do casamento.  O evento, durou uma semana e aconteceu em um grande campo perto dos portões da cidade que, depois, foi batizado de Theresienwiese (Campo de Teresa) em homenagem à noiva.  Ainda hoje, é neste mesmo parque que acontece a Oktoberfest de Munique.

O sucesso da festa foi grande, que levou a novas edições todos os anos, sempre em outubro, virando tradição em Munique.

Desde 1872, a festa começa no sábado, depois de 15 de setembro (para aproveitar o resto do calor, já que outubro é frio na Alemanha), às 12 horas, com a tradicional cerimônia de abertura “O’zapft is” que significa “O barril está aberto!”. Essas são as palavras gritadas pelo prefeito de Munique todo ano e indica o exato momento em que se reinicia a festa de casamento celebrada há mais tempo no mundo. Nesse momento, o prefeito fica com um martelo de madeira na mão e com uma torneira. Bate o martelo na torneira em um barril de chope até estourá-lo e o chope sair. Aí sim, todas as cervejarias estão liberadas para começar a servir as cervejas. A festa se encerra duas semanas depois, no primeiro domingo de outubro.

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Curiosamente, a cerveja era proibida nas primeiras edições. A bebida só foi aparecer em 1918, mais de cem anos depois, e virou marca da festa. Hoje, Munique recebe 10 milhões de pessoas que bebem 7 milhões de litros de cerveja a cada Oktoberfest.

Outra curiosidade é que apenas seis fabricantes são autorizados a fornecer a bebida durante a Oktoberfest: Paulaner, Hofbräu, Löwenbräu, Spaten, Hacker-Pschorr e Augustiner. A honraria requer que todos os produtores se enquadrem em dois requisitos básicos: eles têm de respeitar a Lei da Pureza da Bavária, um tratado de regulamentação na produção de cerveja assinado em 1516, e devem concentrar a produção dentro do perímetro urbano de Munique.

Hoje, a cerveja oficial da Oktoberfest é a Festbier. Porém, isso só foi acontecer em 1990. Antes disso, a cerveja oficial era a Marzën.

Aqui, eu conto mais sobre as cervejas oficiais da Oktoberfest.

Cada uma das seis cervejarias tem seu pavilhão próprio na Oktoberfest, cada um com um público específico por tradição mesmo. No total, são 14 tendas/pavilhões. Cada um comporta entre 4 mil a 11 mil pessoas e são erguidos somente para a festa. Ah, e não precisa pagar a entrada na festa, apenas o que consome. Por isso, quando lota, eles fecham os portões. E tem mais, você só pode beber se estiver sentado dentro de alguma tenda. Do lado de fora é proibido beber.

Já ouvi dizer que não é uma festa muito organizada. É muita gente etc. Só indo para saber mesmo.

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Além da cerveja, a festa é marcada pela gastronomia, música, dança, artes cênicas, parques para as crianças e muita história contada e exaltada por um povo que faz questão de sair às ruas, ainda hoje, com trajes de época.

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As bandas, sempre tocam músicas tradicionais alemãs que agitam todos. De tempo em tempo, é tocado o refrão musical símbolo da Oktoberfest: Ein prosit, ein prosit der gemütlichkeit (um brinde, um brinde ao ambiente acolhedor). Neste momento, todos se levantam, erguem os copos, movimenta-os para os lados e brindam efusivamente, sempre olhando nos olhos dos companheiros, como manda a tradição alemã. Eles brindam sem dó, por isso os copos são de vidros grossos, bem resistentes.

Outra coisa que chama a atenção são as garçonetes que levam as enormes canecas cheias para as mesas. Algumas carregam até 12 de uma vez. Cê besta!

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Com a imigração dos alemães, a festa mais popular da Alemanha espalhou-se pelo planeta. Hoje, existe Oktoberfest em diversos países. A mais famosa do Brasil é a que acontece em Blumenau, Santa Catarina, considerada a segunda maior Oktoberfest do mundo!

Curiosidade atual: Foi aprovado no dia 15 de setembro de 2021, na Espanha, o registro da marca Oktoberfest, solicitada pela prefeitura de Munique, cidade da maior festa de chope do mundo. Essa decisão dá a Munique o poder de restringir legalmente cópias do festival. A medida, aprovada pelo EUIPO (Instituto de Propriedade Intelectual da União Europeia), foi motivada após Dubai anunciar que faria uma festa no mesmo estilo. E que seria a oficial de 2021.

No Brasil

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Vários estados realizam suas Oktoberfest. Porém, é a de Santa Catarina a mais famosa. A primeira edição aconteceu em 1984, por um motivo trágico. Naquele ano, a região do Vale do Itajaí ficou embaixo d’água devido às enchentes. Com isso, resolveram realizar, em Blumenau, uma edição da festa de Munique para resgatar a autoestima da população e ajudar no reaquecimento da economia. Em poucos anos, tornou-se o maior encontro de cervejeiros do país e uma das festas mais conhecidas entre os brasileiros, amantes ou não da cerveja.

chope metroA Oktoberfest de Blumenau se inspira na original, com bastante cerveja, além dos desfiles de grupos nacionais e internacionais, competições de tiro ao alvo, de cerveja em metro, no qual o candidato precisa beber quase um litro (de cerveja zero álcool) numa só golada e no menor tempo possível, apresentações musicais, paradas de carros alegóricos e gastronomia típica da Bavária. Algumas pessoas, também vão com roupas típicas da Bavária. Inclusive, para quem vai com os trajes conforme exigido pelo festival, tem a entrada liberada gratuitamente. A média é que 700 mil pessoas passem pelo Parque Vila Germânica todos os anos. Ah, e diferente de Munique, aqui a festa acontece em outubro mesmo, dura quase 20 dias e tem diversas marcas de cervejas.

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A Vila Germânica parece uma cidadezinha, com construções típicas alemãs.

Estive na cidade durante o Oktoberfest de 2018. Veja como foi minha experiência aqui Oktoberfest Blumenau.

Ein Prösit!!!