“Janeiro seco”: o desafio de ficar sem consumir bebidas alcoólicas em janeiro

As confraternizações de dezembro e as festividades de final de ano são sempre regadas de muita comida e bebida. E quem gosta de aproveitar cada minuto já sabe, dia 1º de janeiro é o dia Nacional da Consciência Pesada. Junta esse excesso com a necessidade de refletir e repensar sobre o novo ano, muitas pessoas começam a se planejar e criar metas para o ano que chegou e uma meta que não falta é o cuidado com a saúde.

Para incentivar as pessoas a serem mais saudáveis e a repensarem o consumo do álcool, no Reino Unido, janeiro é marcado pelo movimento “Dry January”, em que é incentivado o não consumo de bebidas alcoólicas durante todo o mês, em prol de uma melhoria no bem-estar.

Esse movimento surgiu após a iniciativa da britânica Emily Robinson de se inscrever, em 2011, para sua primeira meia maratona. A corrida aconteceria em fevereiro, e para facilitar o treinamento, ela decidiu desistir das bebidas alcoólicas em janeiro. Os efeitos foram positivos, Robinson perdeu peso, dormiu melhor e sentiu maior energia para correr.

Em 2012, Emily decidiu cortar o consumo de álcool novamente em janeiro e começou a trabalhar na organização Alcohol Change UK. Em 2013 o projeto “Dry January” foi lançado oficialmente como um desafio para a poupalão inglesa. Naquele ano, 4.000 participantes voluntários aderiram ao desafio. Em 2021, mais de 130.000 pessoas se inscreveram para iniciativa. A regra é uma só: sem álcool desde quando você acorda no dia 1º de janeiro até o dia 1º de fevereiro.

O lema é o seguinte: Não se trata de desistir de nada. É sobre receber algo em troca. Recupere sua diversão. Recupere sua energia. Recupere a sua calma. Pegue VOCÊ de volta.

Desde então, todos os anos a campanha acontece e conta até com um aplicativo aplicativo Try Dry, que auxilia no monitoramento do consumo de álcool, a definir metas pessoais, além de oferecer informações, como calorias e dinheiro economizado por não beber.

Os benefícios

Em 2019, a Universidade de Sussex publicou um estudo que mostra os resultados dos participantes da campanha no ano anterior. Mais de 70% deles disseram que estavam dormindo melhor, 67% com mais energia ao longo do dia e 54% perceberam uma melhora na pele.

Os benefícios ainda vão além: 88% disseram que a campanha se converteu em economia financeira e 82% alegaram estarem refletindo sobre o consumo da bebida alcoólica.

Segundo a campanha, “mais importante ainda: é uma forma de redefinir sua relação com o álcool e beber de forma mais saudável o ano todo”.

Pense nisso!

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro do Fígado (Ibrafig) mostra que 55% da população brasileira tem o hábito de consumir bebidas alcoólicas, sendo que 17,2% delas declararam aumento do consumo durante a pandemia de Covid-19, associado a quadros de ansiedade graves por conta do isolamento social.

Portanto, é sempre bom repensar nos seus hábitos, não só em relação a bebida alcoólica, mas também em relação à prática de exercício físico e à alimentação mais saudável.

Como eu sempre digo no meu Instagram, o equilíbrio é sempre a melhor maneira de viver com qualidade.

Topa o desafio?

Eu faço isso desde 2018. E só descobri esse desafio em 2022. Sempre fiz isso por causa dos excessos do mês de dezembro. São muitas confraternizações, muitos encontros, eventos, ainda tem feriado para quem é de BH (8 de dezembro) e o recesso de fim de ano. Com isso, a gente acaba comendo e bebendo mais do que costumamos.

Por isso, todo dia 1º de janeiro eu paro de beber bebida alcoólica e só volto no dia 1º de fevereiro. Afinal, o corpo vai precisar ter força para mais 11 meses. Um mês é só uma respirada, uma puxada de fôlego. Não faz falta mesmo, ainda mais que, agora, temos diversas opções de cerveja sem álcool de qualidade.

Por que cerveja zero?

Durante o mês de janeiro que eu fico sem álcool, já recebi algumas perguntas do por que eu não fico totalmente sem a cerveja. Deixando de beber até mesmo a zero.

A resposta é simples. Eu deixo de beber apenas o álcool, eu não deixo de sair, encontrar os amigos. Sempre rola um tira-gosto e a cerveja zero, com exceção da água, é a bebida mais saudável. Suco é muito mais calórico e refrigerante nem se fala. Fora que os ingredientes da cerveja fazem bem para saúde, a parte negativa é só o álcool.

Leia aqui Os benefícios da cerveja para a saúde

Então, se você quiser fazer esse desafio, pode ser em outro mês, o importante é dar um tempo de um mês. Aí vão dicas de cerveja sem álcool boas de tomar que vão fazer você não sentir falta da cerveja com álcool. Atenção! Algumas podem conter até 0,5% de teor alcoólico, o que é permitido pela legislação brasileira:

Dicas de Cervejas Sem Álcool

Primeiro, minhas top três:
1º: Wäls Session Free, Session IPA sem álcool
2º: Paulaner Hefe-weissbier Non-Alcoholic
3º: Heineken Zero Álcool

Mais 15 dicas para todos os bolsos e gostos:

– Erdinger Alkohofrei
– Leuven Kindon – American Wheat Beer sem álcool
– Destroyer – Pilsen Zero Álcool
– Roleta Russa Easy IPA – IPA sem álcool
– Estrella Galicia 0,0
– Estrella Galicia Black 0,0
– Estrella Galicia Tostada 0,0
– Campinas Cervejaria IPA Zero
– Hoegaarden 0,0% – Witbier sem álcool
– Warsteiner Fresh – German Pils sem álcool
– Dádiva Sem Álcool – Golden Ale sem álcool;
– Blondine Session IPA Zero Álcool;
– Blondine Session IPA com maracujá Zero Álcool 
– Baltika Zero – Witbier sem álcool
– Plier Malzbier Zero Álcool

No Instagram, eu criei uma pasta só com os posts de Cerveja Zero. Eu falo sobre todas essas cervejas. Para ver todas é só passar as imagens. Para ler a minha análise sobre cada uma, é só clicar na imagem da cerveja que aparecer. Clique aí para conferir essa seleção: Dicas de Cerveja Sem Álcool

Aqui, eu falo como é retirado o álcool da cerveja e mais informações e curiosidades sobre as cervejas sem álcool.

Para saber mais sobre o Dry January | Alcohol Change UK, acesse: https://alcoholchange.org.uk/

A Forja: uma experiência medieval em BH

A dica de hoje vai para você que gosta de viver experiências diferentes. E, se você sempre teve vontade de viajar no tempo e sentir um pouco como viviam os povos medievais, prega o olho aí e anota essa dica.

Eu estou falando do mais novo bar e restaurante de BH: A Forja Taverna Medieval.

A casa é diferente de tudo o que já se viu por aqui. Idealizada pelos chefes Igor Escobar e Kiki Ferrari, o local é uma autêntica taverna medieval. O nome foi escolhido pelo fato de uma forja ser o lugar onde os ferreiros fabricavam armas, armaduras, ferraduras, entre outros e era um ofício comum e característico por toda era medieval.

O local

A casa está toda decorada para fazer o cliente viajar no passado. Desde as paredes aos artefatos feito sob encomenda. Tudo para deixar o espaço o mais histórico possível. A luz baixa e velas na mesa também dão um charme.

Alguns dias, a casa conta com apresentações que remetem àquela época para deixar o ambiente ainda mais próximo do medieval. Quando estivemos lá, um músico com gaita de fole estava se apresentando pelas mesas.

Para beber

Com as bebidas não é diferente. Elas também passeiam pela história. A casa conta com 4 torneiras de chope artesanal, que “saem da pedra”. Segundo um dos sócios, a ideia é que pelo menos um dos chopes seja especial da casa, que remeta aos chopes tomados antigamente. Os demais são chopes convidados.

Além disso, o cardápio conta com diversos drinks como a Sangria Romana (Conditum Paradoxum), que leva o Vinho Rosé, Mel, Açafrão, Louro e Xarope de Tâmara. Experimentei dois drinks e adorei. Tem também, vinhos, sidra, absinto nacional e outros destilados.

E para a experiência ser completa, não poderia faltar o Hidromel, uma das bebidas alcoólicas mais antigas do mundo, consumida desde a Antiguidade. Basicamente, trata-se de uma bebida fermentada, feita a partir do uso do mel. Pudemos experimentar três estilos. Todos excelentes.

Para comer

Como o restaurante propõe uma volta ao passado, a gastronomia também leva a essa viagem de cores, sabores e texturas do passado, sempre tentando ser o mais fidedigno historicamente com o período. Insumos, temperos, tudo foi pesquisado conforme os costumes da época.

Uma das peculiaridades do local é que o cliente poderá encomendar um banquete medieval para levar para casa: o Porco Real. Outro destaque é a Bisteca de Apicius (Ofellae), que é: a Bisteca Bovina Marinada à Moda Romana

Com todas essas peculiaridades, a Forja vem para ser diferente de tudo o que existe e levar as pessoas para uma verdadeira viagem no tempo.

Eu adorei o convite para viver essa experiência medieval. Já havia ido em alguns bares medievais em viagens que fiz e esse me impressionou bastante. Vida longa à Forja!

A Forja – Taverna Medieval

Endereço: Cláudio Manoel, 500
Bairro Savassi – Belo Horizonte/MG
Horário de Funcionamento:18h às 00h de terça a quinta  e 18h à 1h, sexta e sábado
Instagram: @forjataverna

  • Cardápio

Retrato dos consumidores de cervejas 2022

Resultados da 3ª edição da pesquisa, organizada pelo podcast Surra de Lúpulo, já podem ser baixados gratuitamente

O quão valioso é para um mercado conhecer o hábito de consumo de seu público? Sem a pretensão de achar respostas definitivas, mas com o objetivo de colaborar com as tomadas de decisão do setor cervejeiro nacional e provocar reflexões, os criadores do podcast Surra de Lúpulo, Ludmyla Almeida (do perfil @IPAcondriaca) e Leandro Bulkool, promovem desde 2020 a pesquisa Retrato dos consumidores de cervejas. A 3ª edição, que acaba de ser divulgada, quebrou recordes e recebeu 4.388 respostas, mais do que o dobro das 2023 do ano anterior, de todos os estados do Brasil.

A pesquisa aconteceu durante o mês de agosto e contou com dois questionários — um para as pessoas que bebem exclusivamente cervejas populares (como Brahma e Heineken) e outro para quem também bebe as artesanais —, que abordaram temas como perfil demográfico, ocasiões de consumo, local de compra e gasto mensal.

No geral, entre as pessoas que bebem tanto cervejas comuns quanto artesanais, a pesquisa aponta que a decisão de compra é principalmente motivada pelo estilo, seguido pela relação custo-benefício, pelo preço e por indicações de amigos.

Em relação ao estilo, o que me chamou atenção nessa pesquisa é que a IPA virou de vez a queridinha dos brasileiros. De acordo com a pesquisa, a IPA aparece em primeiro lugar com folga entre os estilos mais bebidos, com 71,70%. O segundo estilo mais consumido, a Pilsen, vem bem depois com 32,60%, seguido da APA com 29,79%.

A pesquisa confirma que a cerveja é conhecida por ser uma bebida social. O maior percentual de consumo é entre amigos, independentemente do sexo do respondente, chegando a 85%. Os homens tendem a tomar mais cerveja sozinhos (61%) do que as mulheres (50%).

Sobre a ocasião de consumo, quanto mais “especial”, mais pessoas optam por beber cerveja artesanal, assim como em aniversários e jantares românticos. Porém, em eventos esportivos, shows, boates e churrascos, a opção mais marcada foi “tanto faz”. 

Para a compra, os locais preferidos são bares ou lojas especializadas, seguidos pelos supermercados. Os brewpubs e fábricas aparecem como a terceira opção. Aqui, há uma inversão com relação à pesquisa de 2021, onde os supermercados apareciam em primeiro lugar, seguidos dos bares e lojas. Os brewpubs seguiam em terceiro.

Para Ludmyla Almeida, além de tentar entender quem são os consumidores de cerveja, a pesquisa procurou mapear quais são os gargalos que merecem investimento do mercado para ampliar a base de consumo das artesanais. “Nós investimos muitos esforços para alcançar um espectro mais amplo de pessoas. Como resultado, trouxemos alguns insights, como o principal motivo apontado para o não consumo de artesanais ser a falta de informação sobre o produto (39,72%), e não o preço (24,82%); o fato de homens e mulheres preferirem os mesmo elevada do público, já que 58,13% dos consumidores têm entre 36 e 55 anos; e o alto nível de escolaridade deste consumidor (68,01% têm superior completo, sendo que 31,69% dessas pessoas também são pós-graduadas)”, explica Ludmyla, que desde 2017 produz conteúdo digital focado em cerveja no perfil do Instagram @IPAcondrica.

Já Leandro Bulkool ressalta a importância de analisar os dados apresentados pela pesquisa, mas principalmente debatê-los em busca de uma função prática para o crescimento do mercado. “Os dados mostram que temos avanços consideráveis, porém a cerveja artesanal ainda constitui um universo majoritariamente masculino (73,56%), branco (77,98%) e cada vez menos jovem. A longo prazo isso pode ser preocupante. Existe muita margem de crescimento se usarem estratégias mais inclusivas”, conclui Leandro.

Além dos dois idealizadores, a pesquisa Retrato dos consumidores de cervejas 2022 teve em seu corpo técnico Lucas Fernandes, mestre em estatística pela UnB (2013) e sommelier de cervejas pelo Science of Beer (2022); Guilherme Oliveira, bacharel em sistemas de informação; e Roberto “Bob” Fonseca, jornalista, idealizador e realizador da pesquisa Melhores do Ano na Cerveja por 10 anos. Além disso, a pesquisa contou com os seguintes apoios: MyTapp, Bier Held, Fermenta Pessoas e Lamas Brewshop.

Os resultados podem ser baixados pelo link: https://bit.ly/3FiTZsY

Tomar longneck no bico causa inchaço!

Você sabia que tomar longneck ou lata direto do bico faz a barriga inchar?

De acordo com os especialistas, os gases presentes dentro das embalagens, sejam latas ou garrafas de cerveja, precisam ser liberados para o ambiente. Porém, se você bebe sua cerveja direto da garrafa ou da lata, ela não vai perder esses gases. Com isso, você os ingere, o que causa o inchaço abdominal e uma sensação ruim de empanzinamento.

Agora, se você colocar a cerveja no copo, ela vai formar o colarinho. Essa espuma vai quebrar as moléculas de gás carbônico, fazendo com que a cerveja chegue sem esse gás ao seu estômago.

Além disso, tomar cerveja no copo ideal, com dois dedos de espuma, vai possibilitar que você sinta todos os aromas que ela pode te proporcionar. E o sabor também não será alterado por conta dos gases que não foram liberados.

Clique aqui para saber mais sobre copos ideias.

Clique aqui para saber mais sobre a importância da espuma.

Eu sei que tomar cerveja direto no bico, principalmente da longneck, é um prazer a parte. Mas, a dica foi dada. Seja feliz!

Cervejas de baixa caloria. É verdade?

Apesar de sabermos que a cerveja tem muitos ingredientes que fazem bem para saúde, também sabemos que a maioria das cervejas possuem um índice considerável de calorias que, dependendo da quantidade ingerida, pode ser uma vilã para quem deseja manter uma dieta saudável.

Para aqueles que gostam de tomar uma cervejinha, mas que precisam manter uma dieta com redução de caloria, as cervejas de baixa caloria, ou light, ou low carb, têm sido a solução. Com o aumento da procura por cervejas de baixa caloria, as cervejarias têm investido nesse nicho e colocado no mercado várias opções com menos carboidratos e calorias, sem glúten ou sem álcool.

Mas, atenção para não confundir as cervejas. O fato de não conter glúten, que é a proteína dos grãos, não faz a bebida ser light ou low carb. Algumas sem glúten podem ser ou podem não ser low carb ou low cal. Leia sempre o rótulo antes.

Cerveja Light, segundo a Instrução Normativa 65, editada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em 2019, é a cerveja cujo conteúdo de nutrientes seja 25% menor em relação a uma cerveja similar do mesmo fabricante ou do valor médio do conteúdo de três cervejas conhecidas e que sejam produzidas na mesma região.

Pela IN, o valor energético da cerveja pronta para o consumo pode ser de, no máximo, 35 Kcal por 100 ml. Ou seja, uma long neck deve ter em torno de 100 kcal. Enquanto uma long neck comum tem 150 kcal para mais.

Cerveja Low Carb, não são regulamentadas no Brasil. De acordo com o The Alcohol & Tobacco Tax and Trade Bureau (divisão do Treasury Department of United States), cerveja low carb são cervejas que possuem 7g de carboidratos por 355ml.

Atenção! Cerveja que tenha álcool não pode ser chamada de zero calorias. Já que no álcool contém caloria.

A cerveja de baixa caloria não é, necessariamente, zero carboidrato, mas é, sim, uma cerveja que tem significativamente menos calorias. Zero caloria só é possível em cervejas sem álcool.

De onde vem a caloria da cerveja?

As calorias da cerveja vêm de duas fontes principais:

1-  O álcool da própria cerveja. O álcool tem um teor muito alto de calorias, então cervejas com um alto percentual de álcool certamente terão mais calorias do que cerveja com baixo teor de álcool. O álcool é aproximadamente 2/3 do conteúdo calórico de uma cerveja artesanal. Cada percentual de álcool por volume (ABV) é cerca de 30 calorias em meio litro de cerveja.

2 – Os carboidratos. A caloria da cerveja também está nos amidos residuais que consistem principalmente de cadeias de açúcar mais longas que não se quebraram totalmente e não são fermentáveis. Ou seja, aqueles açúcares que as leveduras não consomem, ficam na cerveja e são consumidos por nós. Aumentando sua caloria.

Como o álcool pode ser 2/3 da contagem de calorias em muitas cervejas, os estilos mais indicados para se obter uma cerveja light são aqueles que, normalmente, já têm baixo teor alcoólico como Pilsen, American Lager, Witbier, Berliner Weiss, Fruit Beer, Cream Ale, Session IPA, Dry Stout e outras.

Por que a cerveja com baixas calorias é mais aguada?

Normalmente, cervejas de baixa calorias são vistas como mais aguadas, com falta de corpo e de pouco sabor. A razão para isso é que para reduzir as calorias de uma cerveja é preciso reduzir o teor de álcool ou reduzir os carboidratos residuais. Os carboidratos fornecem corpo à cerveja, portanto cortá-los reduz o sabor e deixam a cerveja com o corpo mais leve.

Reduzir o conteúdo corporal e do álcool é basicamente o mesmo que diluir a cerveja. Na verdade, à medida que você diminui o álcool e o corpo da cerveja, também é necessário reduzir outras adições de sabor, como o lúpulo, para manter o equilíbrio adequado do sabor. Depois de reduzir o teor de álcool, o corpo e o amargor, você chega muito perto do mesmo efeito de diluir a cerveja. Ou seja, a cerveja se torna uma cerveja mais leve, mais aguadinha.

Como é feita cerveja de baixa caloria?

Existe um processo que usa tecnologia enzimática para degradação dos açúcares do amido.

A cerveja passa por um processo que utiliza enzimas que quebram os açúcares não fermentáveis – aqueles açúcares residuais que normalmente estão presentes em qualquer cerveja. Com isso, todo açúcar formado no processo de mostura é convertido em açúcares fermentáveis. Dessa forma, quem consome todo o açúcar é a levedura e não sobra nada no produto final.

Com isso, ao depararmos com cervejas de baixa caloria, cujos rótulos trazem o termo Light, Low Carb, Low Cal ou Carboidratos Reduzidos são, sim, verdadeiras.

Mas, não se esqueça: moderação é a palavra-chave. De nada adianta tomar cerveja light, se você a tomar em muita quantidade ou se os acompanhamentos forem comidas calóricas, frituras, fast food ou guloseimas cheias de açúcar.

E também, não adianta trocar a cerveja por outro tipo de bebida alcoólica. Como falei lá em cima, grande parte da caloria está no álcool. A maioria das bebidas contém maior teor alcoólico que a cerveja. Veja a tabela abaixo:

Foto Divulgação: Cris Perroni

Dica de Cervejas Light e Sem Glúten

As três melhores cervejas light para mim:

Vinil Workout: Session IPA low carb, 3,5% de teor alcoólico e 32 Kcal/100ml
Bruder Alma Cevada: American Lager zero açúcar, zero carboidrato, teor alcoólico 4,3% e 32 kcal/100 ml
Laut De Leve: Hop Lager zero carboidrato, teor alcóolico, 4,1% e 34 Kcal/100 ml

Mais dicas de cervejas light e low carb:

Albanos Life Lager: Hop Lager zero açúcar, zero carboidrato, teor alcoólico 4,6% e 34 kcal/100ml
Brüder Baixa Gastronomia: American Lager zero açúcar, zero carboidrato, teor alcoólico 4,8% e 32 kcal/100 ml
Verace Low Carb: American Light Lager zero açúcar, zero carboidrato, teor alcoólico 4,5% e 34 kcal/100 ml 
Uaimii Session Hop: Session IPA zero açúcar, zero carboidrato, teor alcoólico 3,1% e 28 kcal/100 ml
Michelob Ultra: Ultra Light Lager, low carb, low calories , teor alcoólico 3,5% 79kcal/355 ml
Noi Low Carb: Pilsen Puro Malte low carb, teor alcoólico 4% e 28 kcal/100 ml

Mais dicas de cervejas low carb e sem glúten:

Küd Jump: Hop Lager zero carboidratos, sem glúten, teor alcoólico 4% e 34 kcal/100 ml
Krug Submissão: Session IPA sem glúten, baixas calorias e teor alcoólico 3,9%
Küd God Save The Queen: English Pale Ale sem glúten e teor alcoólico 5,3%
Amstel Ultra: Standard American Lager low carb, sem glúten, teor alcoólico 4%, 72 kcal/275 ml
Stella Artois Sem Glúten: Standard American Lager, teor alcoólico 5% vol e 81kcal/200ml

Fontes: http://www.biosolutionsblog.com e paoecerveja.uai.com.br

Cerveja sem álcool: Uma tendência que chegou para ficar

Hoje em dia, tem aumentado o número de pessoas que buscam um estilo de vida com hábitos mais saudáveis. E, para manter o equilíbrio na dieta sem deixar de lado a cervejinha, muitas pessoas passaram a consumir a cerveja sem álcool.

As marcas de cerveja premium e especiais perceberam uma lacuna nesse mercado, ou seja, não havia muita opção de cerveja sem álcool saborosa, e enxergaram isso como uma oportunidade. Isso fez com que as cervejas sem álcool passassem a ganhar cada vez mais espaço nas prateleiras. Cervejas essas saborosas que dão prazer em beber.

Lembrando que as cervejas sem álcool atingem não somente o público “fit”, mas também aqueles que vão dirigir, as grávidas, pessoas que estão tomando medicamentos e pesosas que, por questões religiosas, têm restrição de bebida alcoólica em determinados dias. 

De acordo com a legislação brasileira (Instrução Normativa nº 65/2019), somente podem ser classificadas como “Cerveja sem álcool” ou “Cerveja desalcoolizada”, aquelas com conteúdo alcoólico inferior ou igual a 0,5%. Ou seja, é permitido que a cerveja SEM álcool tenha até 0,5%. Com isso, no rótulo da cerveja sem álcool, somente é permitido o uso da expressão “zero álcool”, “zero % álcool”, “0,0%”, ou similares, no produto que contiver até 0,05% v/v de álcool residual. Caso tenha um volume superior ao de 0,05% v/v é preciso informar no rótulo que contém álcool e a quantidade.

Por isso, é importante ler o rótulo da cerveja antes de consumi-la. Pois, é perimitido que as SEM álcool contenham até 0,5% de teor alcoólico.

Como é feito a cerveja sem álcool?

Existem vários métodos para produzir uma cerveja sem álcool. Dois processos de produção se destacam que são: Fermentação interrompida e Destilação a vácuo.

Fermentação interrompida: Nesse processo, o mosto (que são os maltes e demais grãos fervidos) é produzido e transferido para o tanque de fermentação. A fermentação é feita em temperatura mais baixa e é interrompida em poucas horas através de abertura a frio. Essa interrupção, faz com que as leveduras morram interrompendo, assim, o processo de produção do álcool. Entretanto essas poucas horas são suficientes para que a bebida adquira algumas características similares às da cerveja como cor, sabor e aroma, mas também tenha uma pequena quantidade de álcool que pode ser de até 0,5% segundo a legislação brasileira.

Aqui, as cervejas costumam ficar mais adocicadas, já que parte do açúcar que deveria ter sido consumido pela levedura continua na bebida. Com isso, esse método tem sido pouco utilizado.

Exemplo: Cerveja 0,0 – Estrella Galícia

Destilação a vácuo: Nesse processo, a cerveja é produzida normalmente (seguindo passo a passo o processo de fabricação de uma tradicional cerveja alcoólica), porém, ao final, o álcool é retirado da bebida por destilação à vácuo e à baixa temperatura. Dessa forma, as cervejas produzidas com esse método têm realmente 0,0% de teor alcoólico. Esse é o processo mais utilizado atualmente e mais eficaz para produção da cerveja sem álcool, pois retira totalmente o álcool da bebida e ainda faz com que as características sensoriais da cerveja sejam mantidas. 

Porém, devido aos processos pelos quais os compostos passam, visto que eles também podem sofrer mudanças com a temperatura e a filtragem há uma variação discreta no sabor.

Exemplo: Session Free – Wäls e Heineken 0.0

Um terceiro método existente é o de Osmose Reversa. Ele também é bastante eficaz, mas pelo maior custo e complexidade é ainda pouco utilizado mundialmente.

Percebe-se que não é um processo tão simples. Mas, que dá para ser feito.

Espero que mais cervejarias possam aderir a esse movimento. Pois, além de ser uma forma de incluir mais pessoas no mundo cervejeiro, essas cervejas trazem benefícios à saúde.

Benefícios da Cerveja Sem Álcool

A cerveja com álcool, em moderação, já tem diversos benefícios à saúde. As sem álcool, ainda tem o benefício da retirada do álcool. Caso não saiba, o álcool contribui com a caloria da bebida alcoólica. Quanto mais álcool, mais caloria a bebida tem.

Os cereais como o malte, por exemplo, são fonte de vitaminas do complexo B, diretamente ligadas aos mecanismos de produção de energia no organismo. Entre elas, aliás, cabe destacar a vitamina B9, ou ácido fólico, que está relacionada à saúde cardiovascular e neurológica. 

Outro ponto importante é a quantidade de compostos bioativos de ação antioxidante presentes na cerveja. O lúpulo é uma erva utilizada no processo de fermentação e é rico em vários desses compostos benéficos. O consumo regular de substâncias antioxidantes é importante para a manutenção das células, a geração de energia e a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis [males cardiovasculares, câncer…], a maior causa de mortes no mundo.

A cerveja sem álcool também ajuda a hidratar. Grande parte da sua composição é água, e a bebida ainda possui minerais como o sódio e o potássio, que perdemos por meio do suor. A não reposição desses nutrientes pode levar à desidratação e é por isso que esse tipo de cerveja pode servir como repositor hidroeletrolítico em dias quentes e após a prática esportiva, indicado para atletas.

Curiosidades

– Segundo uma Universidade de Indiana (EUA), o gosto da cerveja, mesmo sem seus efeitos alcoólicos, pode ser suficiente para desencadear a liberação de dopamina e provocar a sensação de prazer geralmente associado com o consumo de álcool.

– Pesquisas na Alemanha apontam que atletas que consumiam cerveja sem álcool regularmente e participaram de uma competição tiveram redução de inflamações musculares.

– A cervejaria escocesa Brewdog, em janeiro de 2020, abriu o primeiro bar do mundo destinado apenas a cervejas sem álcool.

Dicas de Cervejas Sem Álcool

Primeiro, minhas top três:
1º: Wäls Session Free, Session IPA sem álcool
2º: Paulaner Hefe-weissbier Non-Alcoholic
3º: Heineken Zero Álcool

Mais 15 dicas para todos os bolsos e gostos:

– Erdinger Alkohofrei
– Leuven Kindon – American Wheat Beer sem álcool
– Destroyer – Pilsen Zero Álcool
– Roleta Russa Easy IPA – IPA sem álcool
– Estrella Galicia 0,0
– Estrella Galicia Black 0,0
– Estrella Galicia Tostada 0,0
– Campinas Cervejaria IPA Zero
– Hoegaarden 0,0% – Witbier sem álcool
– Warsteiner Fresh – German Pils sem álcool
– Dádiva Sem Álcool – Golden Ale sem álcool;
– Blondine Session IPA Zero Álcool;
– Blondine Session IPA com maracujá Zero Álcool 
– Baltika Zero – Witbier sem álcool
– Plier Malzbier Zero Álcool

No Instagram, eu criei uma pasta só com os posts de Cerveja Zero. Eu falo sobre todas essas cervejas. Para ver todas é só passar passar as imagens. Para ler a minha análise sobre cada uma, é só clicar na imagem da cerveja que aparecer. Clique aí para conferir essa seleção: Dicas de Cerveja Sem Álcool

Já ouviu falar no Dry January (Janeiro seco): o desafio de ficar sem consumir bebidas alcoólicas em janeiro? Falei sobre isso nesse post, clique ai: Dry January

Fontes:
www.bardocelso.com
saude.abril.com.br/alimentacao/cerveja-sem-alcool-faz-bem
http://www.edisciplinas.usp.br

Como é colocado o álcool na cerveja

Todo mundo já deve ter se perguntado: Mas como coloca álcool na cerveja?

Não! Não é inserido um tipo de álcool na cerveja!

O álcool não é incluído, mas sim formado durante a fermentação, que é uma das etapas da fabricação da cerveja. Por isso, a cerveja é conhecida como bebida alcoólica fermentada.

mosto

Ao cozinhar os maltes e outros grãos, caso haja, obtêm-se o que é chamado mosto (foto ao lado). Esses grãos possuem amidos, que são macromoléculas que precisam ser quebradas em moléculas menores, os açúcares fermentáveis. São esses açúcares fermentáveis que vão alimentar a levedura. Antes, precisamos lembrar que a levedura é um fungo e, todo ser vivo, para se manter vivo precisa se alimentar.  Veja aqui sobre leveduras

leveduraAo resfriar o mosto, as leveduras são colocadas nele para que elas possam se alimentar. As leveduras terminam sua digestão gerando álcool e gás carbônico. Falando de uma forma mais simples, as leveduras comem esses açúcares fermentáveis e os transformam em álcool e gás carbônico. Por isso, muitos brincam que a verdadeira mestre cervejeira é a levedura.

É nesta etapa que começa a ser definida a quantidade de álcool que a bebida terá. Alguns fatores influenciam a graduação alcoólica: Quanto mais ingredientes colocar para fazer o mosto, mais açúcares serão fornecidos para a levedura. E quanto mais alimentos der para ela consumir, mais álcool ela vai produzir.

fermentação

O tempo que as leveduras ficam se alimentando, também vai definir a porcentagem de álcool de uma cerveja. A fermentação pode durar de uma semana a meses. Se deixar pouco tempo fermentando, ou seja, se deixar a levedura se alimentar por pouco tempo, terá menos álcool.

As cervejas não possuem teor alcoólico muito alto, como os destilados, porque a produção do álcool é oriundo apenas da levedura cervejeira. Essa levedura não consegue consumir muita quantidade de alimento. Por isso, o normal é chegar, no máximo, a 12%.

Enfim, assim “surge” o álcool na cerveja!

Lembrando que a presença do álcool interfere também no aroma e no sabor da cerveja.

Cada estilo tem uma faixa de graduação alcoólica

Cada estilo de cerveja entra num patamar de percentual alcoólico. Existe um guia de estilos, o Beer Judge Certification Program (BJCP) que define essa faixa. Há quem não siga essas regras, mas aí estará fazendo uma bebida fora do estilo apenas. Uma Stout, por exemplo, não deve ter  10%, pois a sua faixa está entre 4% a 5%. Porém seu sub-estilo Russian Imperial Stout, por exemplo, pode ter mais de 10%. Uma Pilsen tem entre 4,2% e 6% de álcool, já uma Doppelbock pode ter entre 7% e 10% de álcool.

O teor alcoólico e a temperatura da cerveja

O teor alcoólico de uma cerveja vai definir em qual temperatura ela deve ser degustada. Cervejas menos alcoólicas devem ser servidas com menores temperaturas (mais geladas). Já as mais alcoólicas, são melhor degustadas quando estão em temperaturas um pouco mais “altas” (de frias a temperatura ambiente).

Veja aqui sobre temperatura da cerveja.

Como calcular o álcool?
Qual a função do álcool na cerveja?
Essas perguntas já respondi no post sobre o ABV – Alcohol by Volume

Aqui, eu falo como é retirado o álcool da cerveja e mais informações e curiosidades sobre as cervejas sem álcool.

Espero ter ajudado com mais essas informações!😊