#TBT: Barbara Cabesas Bier – Palacio Salvo (Montevidéu)

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A cerveja do #tbt de hoje é uma cerveja de trigo bem boa!

É a Barbara uma Weiss da Cervejaria Cabesas Bier, uma cervejaria do Uruguai, sobre a qual eu já falei por aqui.

A cor dela é bem turva devido a sua levedura especial e por ela não ser filtrada. O aroma é bem tradicional, conforme manda o estilo, de cravo e banana. Assim como o aroma, seu sabor é tradicional de uma Weiss:  doce e frutado. Muito refrescante de tomar, nada enjoativa. Amargor quase não tem, seu IBU é 15 e o teor alcoólico é 4,9%.


O ponto turístico é um dos cartões postais de Montevideo: o Palácio Salvo, um edifício inaugurado no ano de 1928.

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O prédio tem 95 metros e 27 pisos, foi a torre mais alta da América do Sul por vários anos.

A sua localização é bem privilegiada, já que fica em frente à principal praça da capital, a Plaza da Independencia, e na esquina da principal avenida, a 18 de Julio.

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Fizemos uma visita guiada, que vale muito a pena. Pois o guia conta muitos momentos marcantes e lendas desse prédio.

Uma coisa que achei interessante é que todos os detalhes da construção têm um significado, já que sua estrutura e decoração se basearam nos princípios da alquimia e da maçonaria.

Hoje, o prédio é ocupado por empresas e apartamentos residenciais. Além disso, tem uma sala onde acontecem jogos e campeonatos de sinuca.

Visitamos vários andares, cada um com um pouco de história para contar, até chegar no terraço.

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Aí sim. Lá de cima, você tem uma linda vista da Plaza Independecia, do Rio Prata e de boa parte de Montevidéo. Como diz o guia, logo ali atraz daquela linha horizontal, está a Argentina. 🙂

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Para quem gosta de história e vista bonita, vale muito a pena esse passeio.

#ficaadica

#TBT: Schöfferhofer – Fortaleza General Artigas (Montevidéu)

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A cerveja do #tbt de hoje é essa clássica alemã que tomei em um pub em Montevideu.

É a Heffeweizen sem filtrar da Schöfferhofer.   Uma típica cerveja de trigo, equilibrada e refrescante. De coloração alaranjada, aparência turva e espuma de boa formação.

Tem aromas e sabores característicos de uma Weizen: frutado, banana, cravo e um leve cítrico.

A cerveja Schöfferhofer é uma das principais cervejas na Alemanha. A origem do seu nome se deve a uma homenagem ao alemão Peter Schöffer que junto com Johannes Gutenberg foi o inventor da moderna tipografia. Sobre ela, já falei em um TBT de Berlim. Sobre a Schöfferhofer


O Ponto Turístico é a Fortaleza General Artigas, popularmente conhecida como Fortaleza del Cerro ou Fuerte del Cerro, localizado em Montevidéu, no Uruguai.

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Em posição dominante sobre o monte mais elevado da região, a 132 metros acima do nível do mar, tinha como função defender a população e o porto de Montevidéu. É a última fortificação espanhola construída no Uruguai.

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Ela foi construída de 1809 a 1811. Em Em 1882, a fortificação passou a ser chamada de Fortaleza General Artigas, em homenagem a José Gervasio Artigas (1764-1850), herói da independência do país.

Atualmente abriga um museu de armamentos (Museo Militar Fortaleza General Artigas) e uma exposição sobre a história militar do Uruguai.

Durante o passeio pelos quartos do Forte, tem muitas imagens e textos que contam um pouco da história do Uruguai, da conquista do Rio da Prata e do General Artigas. Além disso, tem espaços com exibição de armas antigas e uniformes de guerra. É bem legal para quem gosta de história. O Brasil aparece em diversas momentos da história do Uruguai.

Do lado de fora, como está no ponto mais alto da cidade, tem-se uma vista panorâmica de toda a cidade. Bem legal.

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E um pouco mais embaixo tem mais um daqueles letreiros M O N T E V I D E O, onde você consegue tirar ótimas fotos.

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Até o próximo passeio!

#TBT: Ipa Atomica – Asado – Mercado del Puerto (Montevidéu)

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O #tbt de hoje é, também, com uma cervejaria artesanal uruguaia.

Essa é a IPA Atômica, uma IPA da cervejaria Cabesas Bier. Ela tem um aroma cítrico e frutado. Seu sabor tem um amargor equilibrado pela doçura do malte acentuado pelo processo de decocção. Ela não é uma IPA para ipeiros, pois não é tão amarga. Tem um finalzinho amargo super bebível. Seu teor alcoólico é de 6.7% e o IBU é 50.

É uma cerveja bem premiada: Medalia de Bronze em Porto Alegre (2010); Medalia Bronze em Blumenau (2012); Medalia de Prata em Buenos Aires (2013) e Menção Especial em Montevidéu (2016).

Sobre a cervejaria, eu já falei em um post anterior!


20180406_145555O prato é uma comida típica do Uruguai: o Asado de Tiras, um corte nobre da costela do boi, macio e suculento. Ele vem com um molho para temperar, lembrando que as carnes do uruguai vem sem sal nenhum. E pedimos uma batata frita (que veio com casca).

Comemos no El Palenque, que fica no Mercado do Porto, que vai ser o Ponto Turístico desse TBT.


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O Mercado del Puerto como o nome diz, fica próximo ao porto de Montevidéu. Ele não é como os mercados centrais daqui que estamos acostumados, com muita coisa, muita gente, aquela bagunça organizada. Esse é mais arrumadinho, com vários restaurantes servindo as típicas parrilladas. O que achei bem chato são os garçons abordando a gente o tempo inteiro igual na Passarela do Álcool, em Porto Seguro.

O mercado não é grande. Vale a pena parar lá para almoçar.

Além dos restaurantes, tem bares com cervejas artesanais e importadas, lojinhas de artesanatos, lembranças da cidade e doces e chocolates locais.

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Aliás, foi lá que eu comi o melhor alfajor dessa viagem que fiz Uruguai-Argentina.

Se for em Montevidéu, não deixe de fazer esse passeio! 😉

#TBT: Cervecería Schneider – Fonte dos Cadeados (Montevidéu)

No #tbt de hoje, trago uma cerschneiderveja com nome alemão, nascida na argentina, que eu tomei no Uruguai. Am? É isso mesmo. Pena que não é artesanal, mas já que bebi, vou falar dela aqui.

Essa é a Lager da Cervecería Schneider. Uma cerveja clara e refrescante. Seu sabor é comum, sem muito destaque, assim como o aroma. Ela está um pouquinho acima das industrializadas brasileiras. Bem levinha como uma American Standard Lager deve ser. Seus ingredientes: água, malte de cevada, lúpulo e cereais não-maltados.
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Cerveza-Schneider-logotipoA cervejaria foi criada por Don Otto Schneider, um mestre cervejeiro alemão, de família tradicional cervejeira, que se mudou para Santa Fé, na Argentina, em 1906, e passou a trabalhar no ramo cervejeiro. Anos depois, em 1932, Otto fundou sua própria empresa, a Schneider Brewery, e criou a receita da “Cerveja Schneider”.

A marca hoje disputa a terceira posição do mercado argentino de cervejas, no qual concorrem cerca de 17 marcas reconhecidas.

A Schneider produz dois estilos apenas: a lager e a stout.

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Ponto Turístico

O ponto turístico é a Fonte dos Cadeados, ou Fuente de los Candados, em Montevidéu.

Contam que ela foi uma simples fonte que o dono de um restaurante mandou construir em frente ao seu estabelecimento para a decoração do local e, por uma questão de segurança, colocou uma grade de proteção em volta. Com o passar do tempo, as pessoas que passavam por ali começaram a colocar cadeados nela, lembrando vários pontos turístico do mundo. Até que chegou na imagem que temos hoje: um amontoado de cadeados, que deu um “tchan” para a fonte e a tornou uma atração turística da cidade.

Apesar dela ficar na principal avenida do centro de Montevidéu (av. 18 de julho), dá pra gente tirar algumas fotos. Passa gente o tempo todo, pessoas que estão trabalhando, não turistas. Sorte a sua se conseguir tirar uma foto sem um “trança-trança” atrás.

Na placa da fonte tem os seguintes dizeres: “A lenda desta jovem fonte diz que se você colocar um cadeado com as iniciais de duas pessoas que se amam elas aqui voltarão e seu amor viverá para sempre”.

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Antes que me perguntem… não, eu e Thiago não colocamos cadeados na fonte. Não somos nada supersticiosos, pelo contrário, a gente acha que algumas coisas podem até acontecer ao contrário (rs). O que a gente fez foi beber cerveja em frente a fonte. Vai que acontece algo mais legal ainda.. 🙂

20180405_130324É tanto cadeado que nem sei se cabe mais, mas, se você acredita nessas coisas, e está passando por lá, vale a pena parar para algumas fotos e colocar seu cadeado, ou não.

Foi o que a gente fez, parou, tirou foto e bora andar!

Saúde!

Cervejaria Sátira – Especial da recepção à despedida

No Onde Beber Artesanal (O.B.A) de hoje vou indicar um lugar recém-inaugurado: a Cervejaria Sátira – unidade Vila da Serra, um bairro que fica em Nova Lima, porém, está praticamente dentro de BH.

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◊ O local: O espaço é supermoderno, despojado e agradável. Por lá, vimos turma de amigos, casais e famílias, todos bem descontraídos embalados ao som de uma banda ao vivo, que fazia um rock acústico bem gostoso de ouvir. Importante: O som sempre em um nível adequado em que, até quem está na parte de dentro, consegue conversar tranquilamente. Ufa!

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Mas pra quem gosta de tomar um ar, tem mesas do lado de fora também.

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O atendimento é sensacional. Muitos garçons disponíveis, sempre atenciosos, dispostos a te atender. Tanto eles quanto o que você pede chegam rápidos! Adorei. Ah, e a gerente sempre atenta a todos os detalhes para que tudo funcione direitinho.

◊ Para beber: A casa oferece drinks tradicionais e exclusivos, aperitivos, licores, vinhos, whiskey, vodkas, cachaças, espumantes, tem pra todos os gostos. Porém as estrelas da casa são as cervejas artesanais de fabricação própria. Os estilos são: Lager, American Wheat, English Pale Ale, Gonden Strong Ale, IPA, Double IPA e Brown Ale. No dia que fui, só não experimentei a Brown e a Golden, pois não tinham. Mas as que tomei, estavam todas excelentes. A casa também faz chopes sazonais e convida cervejarias para estar on tap. Os valores vão de R$9 a R$18 (300ml) e R$14 a R$28 (500ml). Se quiser, pode encher o growler também. Mas esse é só para levar para casa, viu?!

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Falando em chope, eles oferecem o serviço My Tap, que é o esquema de serf-service de chope. Você abastece seu cartão com um valor e tira a quantidade e o estilo que quiser direto da biqueira. Mas, quando eu fui, não estava funcionando.

◊ Para comer: Assim como a carta de bebida é extensa, a de comida também tem uma variedade boa, que atende às diversas fomes. Tem pratos como o Nosso Entrecorte (bife acho de angus, grelhado no broiller com molho parrillero e batatas ao murro) (R$69), Galinhada (R$70); ou se quiser só beliscar tem petiscos como Chip Mix (lâminas de batatas inglesa, doce e baroa) (R$18), Croquetas de rabada (R$21) e muito mais; e também tem Hamburger, Hot Dog e Sobremesas. Com fome você não sai de lá.

Ah, e se você quiser levar para casa algum souvenir da Sátira, que estão lindos, dentro do bar tem uma lojinha com todos os produtos da Cervejaria, como growlers, camisetas, copos, canecas e chaveiro.

Eu adorei tudo na casa. Desde a recepção, as cervejas, o ambiente até a hora de embora! Como sempre, só saio depois que o bar fecha. Afinal, é preciso avaliar a casa em todos os aspectos. kkk. Ow, e até para informar o encerramento das atividades do dia eles são supereducados 😊.

Se ainda não foi lá, não sabe o que está perdendo. Você não vai querer nem ir embora, como eu. Vai por mim. E depois que for, me conte se eu tinha razão!

Estão aí mais fotos, com o marido @titibhz e os instagramers @heingomes e @loiracervejeira . Os verdes eram em comemoração ao St. Patrick’s Day.

Até o próximo O.B.A.!

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Cervejaria Sátira – Vila da Serra
Alameda Oscar Niemeyer 1369, Loja 45 – Vila da Serra
Nova Lima- MG

www.cervejariasatira.com.br
Instagram: @cervejariasatira

O fim dos “cereais não-maltados” nos rótulos das cervejas

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É minha gente, estamos cansados de ser enganados, não é mesmo!?

Bem que eu gostaria que este título fosse “O fim dos cerais não-maltados em algumas cervejas”, mas não. Vamos entender.

Pensando em dar mais transparência para o consumidor, para que ele, enfim, possa saber quais os ingredientes que as cervejarias têm usado na fabricação das cervejas, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou, em 16 de novembro de 2018, no Diário Oficial da União (DOU), uma instrução normativa para nos salvar da desinformação.

A instrução obriga todas as cervejarias informarem nos rótulos das cervejas quais os adjuntos cervejeiros provenientes de cereal ou amido foram utilizados na produção. De acordo com o Ministério, a norma deixa clara a “obrigatoriedade de constar, de modo claro, preciso e ostensivo, na rotulagem de cervejas, as informações que indiquem os ingredientes que compõem o produto, substituindo as expressões genéricas ‘cereais não maltados ou maltados’ pela especificação dos nomes dos cereais e matérias-primas efetivamente utilizados como adjunto cervejeiro”.

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Ou seja, acabou esse negócio de ficar colocando cerais maltados ou cerais não-maltados no rótulo. Com a norma, os rótulos deverão vir com informações que explicitem se a cerveja foi feita a partir de trigo, arroz, milho, aveia, mandioca, sorgo, centeio etc. Além disso, a portaria também prevê que os açúcares acrescentados durante a fabricação da cerveja sejam adicionados, com nomenclatura correta, acrescida do nome da espécie vegetal de origem (como é o caso do açúcar de cana, por exemplo).

Que maravilha! Palmas!

Com isso, o mercado das cervejas artesanais e consumidores agradecem! Pois, a gente, finalmente, vai poder saber quais os adjuntos estão sendo utilizados na cerveja que estamos bebendo e perceber a real diferença entre as artesanais e as industrializadas, se é que ainda existe essa dúvida. Ou seja, PONTO PARA AS ARTESANAIS!

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Ah, as cervejarias têm um ano para se adaptar à essa norma, ou seja, a partir de novembro deste ano (2019), todas já vão ter que constar essas informações no rótulo. E isso vale para todas as cervejarias mesmo! Tanto as que são produzidas aqui no Brasil quanto às que são apenas comercializadas, que é o caso das importadas.

E viva o direito à informação!

#TBT: Montevideo Brew House (Montevidéu)

O #TBT de hoje é de um local para beber cerveja artesanal uruguaia e é também o ponto turístico. Ou seja, se for em Montevidéu é parada obrigatória!

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20180407_222556O Montevideo Brew House, MBH, é uma casa que serve somente chope artesanal do Uruguai. São 15 torneiras disponíveis com cervejas próprias e outras cervejarias locais muito bem selecionadas.

Eles fabricam seis estilos: Dry Stout, Brown Ale, American IPA, Belgian Strong, Scottish e Kölsch.

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O MBH fica em um casarão antigo em uma esquina bem movimentada. Quem vê de fora, parece ser grande. Mas não é. Lá dentro é bem apertadinho, com a banda colada nas mesas. O clima é de descontração, com pessoas jovens, descoladas e super alto astral. São dois andares, não cheguei a ir no segundo andar, mas o primeiro é bem quente. Prepare-se!

Sentamos do lado de fora porque do lado de dentro, o som da banda, que tocava rock clássico, era muito alto, não dava para conversar muito, além do calor. Mas, do lado de fora, o povo não tinha muita educação para fumar. Eu já estava em tempo de ter um troço, vinha fumaça de todos os lados. Para quem não é fumante, isso incomoda muito. Até que o garçom conseguiu uma mesa na parte interna. Aí sim, eu fiquei mais à vontade, com calor, mas sem fumaça…rs.

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O atendimento é bom. Apesar de estar lotado, nossos pedidos chegaram rápido e certinho. Os preços são normais para o padrão uruguaio de ser.

Para beber, pedimos dos mais variados chopes. Todos bem gostosos. Quando fomos, nem todas as torneiras estavam disponíveis. Destaque para a dry stout da casa com nitrogênio! Da casa mesmo, só tinha ela e uma Belgian. Veja aí algumas que tomamos.

Se preferir, pode encher o growler para levar o chope para viagem.

E para comer, tem muita opção: Sanduiches, petiscos, hambúrguer, pizzas e sobremesa.

Nós pedimos uma pizza de presunto parma com rúcula. Estava deliciosa e bem caprichada. Aí, já viu, né?! Como beber mais?

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Então fica essa dica excelente de lugar com cerveja artesanal para conhecer em Montevidéu!

Ah, quando for, chegue cedo!

Montevideo Brew House
Libertad 2592 esq. Viejo Pancho – Pocitos
Montevidéu, Uruguai
http://www.mbh.com.uy

Bar do Moreira: O boteco com cerveja artesanal (Ubá)

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Se você gosta de um “buteco” mas não abre mão de tomar uma cerveja artesanal? A dica de Onde Beber Artesanal de hoje vai para o interior de Minas, em Ubá.

O Bar e Restaurante Moreira, ou somente Bar do Moreira, é uma casa tradicional em Ubá, inaugurada em 1962, por José Moreira Filho e sua esposa, Joainha Caiafa Moreira. Depois de alguns anos, a administração do bar continua 100% da família. Hoje, quem comanda o bar é o Edimar, que é a terceira geração da família.

O bar é pequeno e bem simples com um ambiente familiar. Quando chegamos, estava lotado na parte de dentro e nas mesas da calçada. Mas conseguimos uma mesinha no cantinho. Mesmo cheio, o atendimento é ótimo! Chega gente o tempo inteiro querendo ficar por ali, alguns esperam, outros não. Deu para perceber que é um bar bem popular na cidade.

Para beber: Além das cervejas comuns, eles vendem a cerveja artesanal própria, em garrafa tradiconal, feita pelo Felippe, sobrinho do Edimar, desde 2017. São três estilos: Blonde Ale, Red Lager (Viena Lager) e a Black Lager (Schwarzbier). Tomamos a Red e a Black, todas ótimas e com bom preço.

Para comer: Ahhh, para comer, quem gosta de comida mineira, caseira, o lugar é aqui. Você sente o cheiro da comida de longe. Os pratos são fartos e com preços justos. Tem tira-gosto e almoço. Costelinha com angu, pernil com angu, fucinho, orelha e pé de porco, maçã de peito, bucho frito, bucho cozido, fritas, omelete, feijoada, macarrão, canjiquinha e por aí vai.  Confira aí algumas fotos. Cuidado para não babar!

Depois dessas fotos, não tem nem o que falar, né?! Se tiver em Ubá ou região, vale a pena parar no Bar do Moreira, sentar na porta, tomar aquela cervejinha artesanal e comer uma comidinha caseira.

♦Bar e Restaurante Moreira
Rua Coronel Bernardino Carneiro, 459 – Centro
Ubá/MG
Instagram: @moreirauba

Lúpulo Nacional já existe

Quando a cerveja artesanal estourou de vez aqui no Brasil, muito se ouvia falar sobre o lúpulo, que é um dos insumos que onera o preço da cerveja, pois é 100% importado. E falavam que jamais poderia ter uma plantação de lúpulo no Brasil devido ao nosso clima.

lúpulo-vira-rural-1809Para nos contextualizar e termos noção do quanto importamos lúpulos, segundo dados do Siscomex, portal do Governo Federal, em 2016 foram importadas 1.700 toneladas de cones de lúpulo frescos, triturados e extratos.

Clique aqui para saber mais sobre o que é o lúpulo. 

Então, porque a gente não planta nosso lúpulo? Vejamos! De fato, aquela afirmação relacionada ao clima, é verdade. Para se desenvolver, o lúpulo precisa de condições específicas de luz, solo, umidade e temperatura para crescer e desenvolver seu amargor e aroma. Seu cultivo depende muito de luz e baixas temperaturas, por isso os Estados Unidos e Europa são os principais exportadores da planta, já que chegam a ter 15 horas de luz do sol durante o dia, um prato cheio para o cultivo.

No Brasil
lupulo (1)Em 2014, a cidade de São Bento do Sapucaí (próximo a Campos do Jordão), em São Paulo, foi a pioneira em plantação de lúpulo no Brasil. A planta nasceu de uma manifestação botânica espontânea. Com uso de algumas técnicas e a tecnologia, como o uso de luz artificial, já tem cervejaria fazendo experimentos com lúpulos nacionais.

Atualmente, existem 31 produtores espalhados por seis estados (Rio de Janeiro, Minas Gerias, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná), além do Distrito Federal, com uma área plantada que não passa de 20 hectares, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo).

Lúpulo Mineiro

Em 2017, vingou uma plantação na cidade de Rio Espera, região central de Minas Gerais, onde foram desenvolvidos mil mudas do lúpulo Mantiqueira. A mesma espécie de São Paulo, já patenteada pela Brasil Kirin.

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Em julho de 2018, a Cervejaria Loba, de Santana dos Montes (MG), fez a primeira brassagem em escala industrial de um lúpulo 100% mineiro. Foram produzidos 500 litros da Mantiqueira Experimental Beer, sem estilo definido. A cerveja foi aprovada e colocada no mercado.

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A Cerveja Rezen Beer já produziu uma American IPA com cascade cultivado em sua própria sede, que fica em Luminárias, Minas Gerais. As flores foram utilizadas em adição de aroma.

Com mais algumas mudas de cascade crescendo, a cervejaria pretende fazer uma cerveja com 100% de seus lúpulos locais.rezen2

Hoje, não tem cervejaria que esteja produzindo cerveja com 100% de lúpulos locais em escala comercial. As pesquisas têm avançado e deixado os produtores de cerveja brasileiros bastantes esperançosos. Sabe-se que vai demorar um pouco para que o lúpulo nacional seja uma alternativa aos importados. Mas, com paciência, a gente espera que isso vingue! Enquanto nós, consumidores, fica na expectativa por cervejas artesanais mais baratas e com a mesma qualidade!

Oremos!

#TBT: Birra Bizarra – Monumento Campeones de 1950 e La Carreta (Montevidéu)

O #tbt volta com cerveja artesanal uruguaia.20180407_165146.jpg

Esta é a Harry Breakfast Stout – uma Oatmeal da Birra Bizarra. É um verdadeiro café da manhã já que seus principais ingredientes são chocolate belga, café Burundi e aveia. Deixa qualquer um bem disposto!

É uma cerveja densa, com sabores torrados e aroma de café.

Os rótulos da Bizarra são inspirados em antigos cartazes de circo, com um personagem fictício com uma personalidade combinando com essa cerveja.

O da stout é o enigmático Harry Black, “o bruxo sombrio, capaz de adivinhar seus pensamentos apenas com seu olhar penetrante. Misterioso e escuro, como esta poderosa e densa cerveja escura de intenso sabor torrado.”

birra bizarraA ideia da Birra Bizarra surgiu em 2010 como parte dos negócios de vinho da família Deicas, quando seu importador do Brasil pediu para que fabricassem cerveja artesanal uruguaia para exportarem para o país. O conceito “Bizarra” não foi bem aceito pelos brasileiros, mas agradou os Deicas.

Em 2014, foi colocado em prática o planejamento da cervejaria. Até hoje ela não chegou no Brasil. Porém, a Bizarra está em todo território Uruguai e chegou ao Peru.

Cada cerveja tem um toque bizarro como a Harry Black que tem chocolate e café envelhecido com carvalho francês.

Hoje, eles têm seis rótulos. Além da Stout (Harry), tem a IPA (Igor), Blonde Ale (Tania), Edward (Weissbier), Amber Ale (Ámbar Ale), Amercian Pale Ale (Gina).

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O prato deste #tbt vai ser do local onde bebemos essa cerveja: Parrillada y Restaurante El Fogón, que fica no Punta Carretas Shopping em Montevideu.

Pedimos uma salada de entrada, bife, fritas e esse arroz temperado. Estava tudo ótimo, tirando esse arroz, que não lembro o nome, que achamos azedo. Não sei se era normal do tempero deles, mas, trocamos por purê. A comunicação nossa com a garçonete estava impossível. Aí pedimos para trocar pelo que deu para enteder no cardápio…rs. Purê com batata frita ficou ótimo!


No ponto turístico de hoje vou falar de dois monumentos que ficam bem próximos. Fáceis de serem visitados em Montevideu.

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Em frente ao Estádio Centenário (aqui falei sobre esse passeio) tem um monumento chamado de “Monumento Campeones de 1950 Maracaná”. O monumento representa a vitória da seleção do Uruguai contra o Brasil, em 1950, na final da Copa do Mundo no estádio do Maracanã. A seleção brasileira era a favorita e perdeu por 2 a 1. O jogo ficou conhecido como Maracanaço.

O monumento também relembra algumas seleções campeãs do mundo. E também tem a marca dos pés de Edgardo Ghigga. O jogador foi o responsável pelo segundo gol, que deu o título ao Uruguai.

Por ali perto, fica mais o Parque bem cuidado de Montevidéu, o Parque Batlle.

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Nele fica o monumento La Carreta, muito bem vigiado por guardas para evitar vandalismo etc. O monumento foi inaugurado em 1934, do escultor uruguaio Jose Belloni, que espalhou várias de suas criações por outros espaços públicos da cidade.

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La Carreta é uma homenagem aos desbravadores do território uruguaio que tinham como principal meio de transporte as carretas.  A imagem é de uma carroça semi-atolada em um lago, puxada e acompanhada por bois. A escultura é feita de bronze, com uma base de bronze e granito rosa.

Para quem gosta de apreciar monumentos, ficam aí essas dicas. Os dois ficam bem pertinhos.