A cerveja do #tbt de hoje é essa clássica alemã que tomei em um pub em Montevideu.
É a Heffeweizen sem filtrar da Schöfferhofer. Uma típica cerveja de trigo, equilibrada e refrescante. De coloração alaranjada, aparência turva e espuma de boa formação.
Tem aromas e sabores característicos de uma Weizen: frutado, banana, cravo e um leve cítrico.
A cerveja Schöfferhofer é uma das principais cervejas na Alemanha. A origem do seu nome se deve a uma homenagem ao alemão Peter Schöffer que junto com Johannes Gutenberg foi o inventor da moderna tipografia. Sobre ela, já falei em um TBT de Berlim. Sobre a Schöfferhofer
O Ponto Turístico é a Fortaleza General Artigas, popularmente conhecida como Fortaleza del Cerro ou Fuerte del Cerro, localizado em Montevidéu, no Uruguai.
Em posição dominante sobre o monte mais elevado da região, a 132 metros acima do nível do mar, tinha como função defender a população e o porto de Montevidéu. É a última fortificação espanhola construída no Uruguai.
Ela foi construída de 1809 a 1811. Em Em 1882, a fortificação passou a ser chamada de Fortaleza General Artigas, em homenagem a José Gervasio Artigas (1764-1850), herói da independência do país.
Atualmente abriga um museu de armamentos (Museo Militar Fortaleza General Artigas) e uma exposição sobre a história militar do Uruguai.
Durante o passeio pelos quartos do Forte, tem muitas imagens e textos que contam um pouco da história do Uruguai, da conquista do Rio da Prata e do General Artigas. Além disso, tem espaços com exibição de armas antigas e uniformes de guerra. É bem legal para quem gosta de história. O Brasil aparece em diversas momentos da história do Uruguai.
Do lado de fora, como está no ponto mais alto da cidade, tem-se uma vista panorâmica de toda a cidade. Bem legal.
E um pouco mais embaixo tem mais um daqueles letreiros M O N T E V I D E O, onde você consegue tirar ótimas fotos.
No #tbt de hoje, trago uma cerveja com nome alemão, nascida na argentina, que eu tomei no Uruguai. Am? É isso mesmo. Pena que não é artesanal, mas já que bebi, vou falar dela aqui.
Essa é a Lager da Cervecería Schneider. Uma cerveja clara e refrescante. Seu sabor é comum, sem muito destaque, assim como o aroma. Ela está um pouquinho acima das industrializadas brasileiras. Bem levinha como uma American Standard Lager deve ser. Seus ingredientes: água, malte de cevada, lúpulo e cereais não-maltados.
——————————————————————————————— A cervejaria foi criada por Don Otto Schneider, um mestre cervejeiro alemão, de família tradicional cervejeira, que se mudou para Santa Fé, na Argentina, em 1906, e passou a trabalhar no ramo cervejeiro. Anos depois, em 1932, Otto fundou sua própria empresa, a Schneider Brewery, e criou a receita da “Cerveja Schneider”.
A marca hoje disputa a terceira posição do mercado argentino de cervejas, no qual concorrem cerca de 17 marcas reconhecidas.
A Schneider produz dois estilos apenas: a lager e a stout.
Ponto Turístico
O ponto turístico é a Fonte dos Cadeados, ou Fuente de los Candados, em Montevidéu.
Contam que ela foi uma simples fonte que o dono de um restaurante mandou construir em frente ao seu estabelecimento para a decoração do local e, por uma questão de segurança, colocou uma grade de proteção em volta. Com o passar do tempo, as pessoas que passavam por ali começaram a colocar cadeados nela, lembrando vários pontos turístico do mundo. Até que chegou na imagem que temos hoje: um amontoado de cadeados, que deu um “tchan” para a fonte e a tornou uma atração turística da cidade.
Apesar dela ficar na principal avenida do centro de Montevidéu (av. 18 de julho), dá pra gente tirar algumas fotos. Passa gente o tempo todo, pessoas que estão trabalhando, não turistas. Sorte a sua se conseguir tirar uma foto sem um “trança-trança” atrás.
Na placa da fonte tem os seguintes dizeres: “A lenda desta jovem fonte diz que se você colocar um cadeado com as iniciais de duas pessoas que se amam elas aqui voltarão e seu amor viverá para sempre”.
Antes que me perguntem… não, eu e Thiago não colocamos cadeados na fonte. Não somos nada supersticiosos, pelo contrário, a gente acha que algumas coisas podem até acontecer ao contrário (rs). O que a gente fez foi beber cerveja em frente a fonte. Vai que acontece algo mais legal ainda.. 🙂
É tanto cadeado que nem sei se cabe mais, mas, se você acredita nessas coisas, e está passando por lá, vale a pena parar para algumas fotos e colocar seu cadeado, ou não.
Foi o que a gente fez, parou, tirou foto e bora andar!
No Onde Beber Artesanal (O.B.A) de hoje vou indicar um lugar recém-inaugurado: a Cervejaria Sátira – unidade Vila da Serra, um bairro que fica em Nova Lima, porém, está praticamente dentro de BH.
◊ O local:O espaço é supermoderno, despojado e agradável. Por lá, vimos turma de amigos, casais e famílias, todos bem descontraídos embalados ao som de uma banda ao vivo, que fazia um rock acústico bem gostoso de ouvir. Importante: O som sempre em um nível adequado em que, até quem está na parte de dentro, consegue conversar tranquilamente. Ufa!
Mas pra quem gosta de tomar um ar, tem mesas do lado de fora também.
O atendimento é sensacional. Muitos garçons disponíveis, sempre atenciosos, dispostos a te atender. Tanto eles quanto o que você pede chegam rápidos! Adorei. Ah, e a gerente sempre atenta a todos os detalhes para que tudo funcione direitinho.
◊ Para beber:A casa oferece drinks tradicionais e exclusivos, aperitivos, licores, vinhos, whiskey, vodkas, cachaças, espumantes, tem pra todos os gostos. Porém as estrelas da casa são as cervejas artesanais de fabricação própria. Os estilos são: Lager, American Wheat, English Pale Ale, Gonden Strong Ale, IPA, Double IPA e Brown Ale. No dia que fui, só não experimentei a Brown e a Golden, pois não tinham. Mas as que tomei, estavam todas excelentes. A casa também faz chopes sazonais e convida cervejarias para estar on tap. Os valores vão de R$9 a R$18 (300ml) e R$14 a R$28 (500ml). Se quiser, pode encher o growler também. Mas esse é só para levar para casa, viu?!
Falando em chope, eles oferecem o serviço My Tap, que é o esquema de serf-service de chope. Você abastece seu cartão com um valor e tira a quantidade e o estilo que quiser direto da biqueira. Mas, quando eu fui, não estava funcionando.
◊ Para comer:Assim como a carta de bebida é extensa, a de comida também tem uma variedade boa, que atende às diversas fomes. Tem pratos como o Nosso Entrecorte (bife acho de angus, grelhado no broiller com molho parrillero e batatas ao murro) (R$69), Galinhada (R$70); ou se quiser só beliscar tem petiscos como Chip Mix (lâminas de batatas inglesa, doce e baroa) (R$18), Croquetas de rabada (R$21) e muito mais; e também tem Hamburger, Hot Dog e Sobremesas. Com fome você não sai de lá.
Ah, e se você quiser levar para casa algum souvenir da Sátira, que estão lindos, dentro do bar tem uma lojinha com todos os produtos da Cervejaria, como growlers, camisetas, copos, canecas e chaveiro.
Eu adorei tudo na casa. Desde a recepção, as cervejas, o ambiente até a hora de embora! Como sempre, só saio depois que o bar fecha. Afinal, é preciso avaliar a casa em todos os aspectos. kkk. Ow, e até para informar o encerramento das atividades do dia eles são supereducados 😊.
Se ainda não foi lá, não sabe o que está perdendo. Você não vai querer nem ir embora, como eu. Vai por mim. E depois que for, me conte se eu tinha razão!
Estão aí mais fotos, com o marido @titibhz e os instagramers @heingomes e @loiracervejeira . Os verdes eram em comemoração ao St. Patrick’s Day.
Até o próximo O.B.A.!
♦ Cervejaria Sátira – Vila da Serra Alameda Oscar Niemeyer 1369, Loja 45 – Vila da Serra Nova Lima- MG www.cervejariasatira.com.br Instagram: @cervejariasatira
Quando a cerveja artesanal estourou de vez aqui no Brasil, muito se ouvia falar sobre o lúpulo, que é um dos insumos que onera o preço da cerveja, pois é 100% importado. E falavam que jamais poderia ter uma plantação de lúpulo no Brasil devido ao nosso clima.
Para nos contextualizar e termos noção do quanto importamos lúpulos, segundo dados do Siscomex, portal do Governo Federal, em 2016 foram importadas 1.700 toneladas de cones de lúpulo frescos, triturados e extratos.
Então, porque a gente não planta nosso lúpulo? Vejamos! De fato, aquela afirmação relacionada ao clima, é verdade. Para se desenvolver, o lúpulo precisa de condições específicas de luz, solo, umidade e temperatura para crescer e desenvolver seu amargor e aroma. Seu cultivo depende muito de luz e baixas temperaturas, por isso os Estados Unidos e Europa são os principais exportadores da planta, já que chegam a ter 15 horas de luz do sol durante o dia, um prato cheio para o cultivo.
No Brasil Em 2014, a cidade de São Bento do Sapucaí (próximo a Campos do Jordão), em São Paulo, foi a pioneira em plantação de lúpulo no Brasil. A planta nasceu de uma manifestação botânica espontânea. Com uso de algumas técnicas e a tecnologia, como o uso de luz artificial, já tem cervejaria fazendo experimentos com lúpulos nacionais.
Atualmente, existem 31 produtores espalhados por seis estados (Rio de Janeiro, Minas Gerias, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná), além do Distrito Federal, com uma área plantada que não passa de 20 hectares, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo).
Lúpulo Mineiro
Em 2017, vingou uma plantação na cidade de Rio Espera, região central de Minas Gerais, onde foram desenvolvidos mil mudas do lúpulo Mantiqueira. A mesma espécie de São Paulo, já patenteada pela Brasil Kirin.
Em julho de 2018, a Cervejaria Loba, de Santana dos Montes (MG), fez a primeira brassagem em escala industrial de um lúpulo 100% mineiro. Foram produzidos 500 litros da Mantiqueira Experimental Beer, sem estilo definido. A cerveja foi aprovada e colocada no mercado.
A Cerveja Rezen Beer já produziu uma American IPA com cascade cultivado em sua própria sede, que fica em Luminárias, Minas Gerais. As flores foram utilizadas em adição de aroma.
Com mais algumas mudas de cascade crescendo, a cervejaria pretende fazer uma cerveja com 100% de seus lúpulos locais.
Hoje, não tem cervejaria que esteja produzindo cerveja com 100% de lúpulos locais em escala comercial. As pesquisas têm avançado e deixado os produtores de cerveja brasileiros bastantes esperançosos. Sabe-se que vai demorar um pouco para que o lúpulo nacional seja uma alternativa aos importados. Mas, com paciência, a gente espera que isso vingue! Enquanto nós, consumidores, fica na expectativa por cervejas artesanais mais baratas e com a mesma qualidade!
O dia 20 de março marcou a chegada do Outono aqui no Brasil. Uma estação de transição entre o verão e o inverno, considerada por muitos como um tempo de mudança. Nessa estação, as noites são gradativamente mais longas que os dias à medida que a estação avança, há uma redução gradativa das temperaturas e a diminuição da umidade do ar.
Pensando nessa alteração climática, convidei a sommelière de cerveja, Jaque Oliveira, para falar um pouco sobre os estilos de cervejas que combinam com nosso outono.
Fala aí, Jaque:
Costumamos relacionar a cerveja com os dias de muito sol e calor. Mas, o friozinho do outono também combina, e muito, com uma boa cerveja artesanal. Basta saber escolher para apreciar sua bebida favorita também nos dias de temperatura mais baixa.
Quanto aos estilos ideias, penso que é relativo. Tem gente que toma RIS no calor e não se importa porque é um estilo de cerveja que a pessoa gosta muito. Eu tomo IPA e não me importo se é verão ou inverno, pois é meu estilo preferido.
Mas tenho minha sugestão para o outono: A Stout. Dentro deste estilo é possível encontrar desde cervejas Irish Stout, até cervejas muito alcoólicas, amargas e licorosas. São várias opções para a pessoa eleger a sua preferida.
As Stouts são cervejas de alta fermentação (tipo ALE), produzida com bastante malte torrado (ou cevada tostada), de sabor tostado, além de uma cor muito escura, que é a característica mais marcante desse estilo.
Indico ela porque, no outono, eu acredito que as cervejas devem ser de graduação alcoólica intermediária e maltes tostados. A Stout cabe muito bem dentro do clima ameno do Outono. E, sensorialmente falando, uma cerveja mais “quente” trará uma experiência mais agradável ao nosso copo.
Quanto às marcas de Stout, não podemos deixar de falar da Guinness. Sem sombra de dúvidas a cerveja mais clássica e a mais consumida do mundo do estilo e que acredito ser mais palatável para o público em geral. Tem a Lohn Bier Carvoeira também, que é uma Imperial Stout densa, complexa com notas amadeiradas e aroma de baunilha.
Porém, Minas Gerais tem cervejas maravilhosas neste estilo e a sua mão como:
Falke Villa Rica;
Albanos Irish Dry Stout;
Uaimií Chico Rei que ganhou prêmio no Concurso do Festival Brasileiro da Cerveja.
E para finalizar uma importada que vale a pena experimentar: Young’s Double Chocolate Stout!
Em relação à harmonização, penso que não devemos amarrar como regra obrigatória as harmonizações. Sugiro que a pessoa faça experiências sensoriais para descobrir suas preferências.
Mas, aí vão minhas dicas de harmonização com Stout. Sobremesas com chocolate : brownies, um petit gateau ou torta de chocolate; Sobremesas com frutas: como cheesecake com calda de frutas vermelhas;
Queijos como o gorgonzola, o gouda maturado ou o parmesão.
Jaqueline de Oliveira Silva começou nessa aventura cervejeira, em 2011, ao reencontrar o amigo Marco Falcone (dono da Falke Bier), em 2011, quando foi apresentada ao mundo da cerveja especial. Segundo ela, foi realmente amor à primeira vista. A partir de 2013, passou a trabalhar somente com o mercado de cerveja especial, atuando em redes sociais, eventos, assessorias e na coordenação da Academia Sommelier de Cerveja (A.S.C), hoje, Escola Mineira de Sommelieria, onde me formei como sommelière.
Hoje, Jaque é CEO da Escola Mineira de Sommelieria, que forma duas turmas por ano de sommelier. Além disso, trabalha com eventos e assessorias ligados ao mercado de cerveja.
E o currículo da Jaque não para por aí não, respirem fundo que tem mais!
– Pós-Graduada em Gestão Estratégica da Informação pela UFMG – Gestora de Redes Sociais – Diplomada Sommelier de Cerveja pela Academia Sommelier de Cerveja
– Membro da CONFECE – 1ª Confraria Feminina da Cerveja (“Se você imaginar que este movimento começou há 12 anos, quando o mercado ainda era praticamente masculino e tinha pouquíssimas cervejas, vai entender a importância da Confece. Nossa festa se tornou um evento no calendário cervejeiro nacional, além de ser uma festa linda que se propõe a divulgar a cultura cervejeira”, Jaque.) – Participou do Coletivo ELA (Empoderar, Libertar, Agir) – Grupo que surgiu, em 2016, da união de mulheres cervejeiras do Brasil inteiro ligadas ao mundo da cerveja, que reuniu 65 cervejeiras artesanais para produzir uma cerveja a fim de chamar a atenção para o machismo presente no segmento. – Membro das Minas Cervejeiras – Um grupo de mulheres que fazem cerveja, mandam muito bem e se juntaram para trocar ideias, encontrar e fazer acontecer neste mercado da cerveja.
“Já tenho história para contar no mercado da cerveja e experiências incríveis!”, Jaque.
Então é isso, gente! Espero que tenham gostado da convidada dessa estação e suas dicas.
Aproveitem essas dicas, aproveitem o outono e suas peculiaridades. E, Jaque, muito obrigada pela disponibilidade!
O #tbt de hoje vem todo “do contra”. A cerveja não é artesanal e é uma cerveja ruim e o ponto turístico foi um programa de índio. Rs. Mas vamos lá. Nem só de maravilhas vivem os viajantes.
Essa aí a Dunkel da Cervejaria Patrícia. Eu adoro dunkel, quando vi na geladeira do mercado uma dunkel em uma garrafa de 960 ml, quase cai para trás. Nem pensei duas vezes, comprei!
Jé-sus! Que cerveja ruim. Ela não tem gosto de dunkel. Tem gosto de Malzbier. Muito doce, que chega a colar os beiços, muito enjoativa, melada. Mas não é para menos, os ingredientes usados são bem parecido com os de malzbier: Água, malte, adjuntos cervejeiros, lúpulo, corante caramelo III INS150c, estabilizante INS 405, dióxido de carbono INS 290.
Como que bebe quase um litro disso? Thiago queria jogar fora, mas não deixei. Eu morro de dó, mesmo sendo uma cerveja ruim assim.
Em 1936, a Patricia nasceu e com ela a fábrica de cerveja e a malteria. Com distintivo Salus em seu rótulo, sob o nome de Cerveza Serrana, a bebida foi comercializada a partir de 1950 em dois sabores: claro e escuro. Em 1956, a marca Patricia foi registada pela Salus Company, desde então é comercializada no Uruguai e parte do Brasil. É uma das poucas cervejas do mundo feitas com água mineral natural.
É uma das marcas mais conhecidas e populares do país. Desde 2007, ela faz parte da gigante ABInbev.
Hoje fabricam 4 estilos: Lager; Dunkel; Porter; Barley wine
Não experimentei as outras. Sei que a Dunkel nunca mais.
O ponto turístico foi uma roubada. Antes de ir em algum lugar que não conheço, pesquiso muito. Algumas páginas indicavam esse local como maravilhoso e imperdível. Lá fomos nós!
O Parque del Prado não é que seja feio, mas pegamos dois ônibus para ver algo comum. E acho que fomos na parte ruim dele. Porque, depois, vi outras fotos que não tinham muito a ver com o lugar que estávamos.
Ele é o maior dos seis principais parques públicos de Montevidéu. Fundado em 1873, cobre uma área de 106 hectares e está localizado no bairro do Prado, que é um bairro nobre com mansões, que não vimos pois tinha que andar muito.
Por ali eu vi muitas árvores, lagos e estátuas espalhadas. Talvez, se estivesse em um dia de movimento, com crianças brincando, pessoas caminhando, minha impressão teria sido melhor.
Além disso, é onde fica a residência presidencial atrás do Jardim Botânico. Também não vimos.
Então é isso, se estiver indo à Montevidéu e quiser arriscar e andar mais em busca do lindo parque. Vai nessa. Eu não voltaria.
A dica que vou dar hoje é de um lugar delicioso. Que eu já perdi as contas de quantas vezes fui.
Dia da inauguração – 2015
É a Hofbräuhaus Belo Horizonte, inaugurada em 2015, na região centro-sul da capital. Estive presente na inauguração, que foi um pouco turbulenta. Ficamos por 3h na fila só para entrar, devido à grande novidade na cidade. Mas sabe quando você fica na fila e acha que vai andar rápido, e depois vê a hora passando e pensa “já estou aqui mesmo”?! Foi isso que me fez durar este tempo em uma fila de restaurante. Ao entrar, tive a sensação que todo o tempo de espera compensou.
No dia seguinte, a casa comunicou que iria ficar fechada por algumas semanas para se reestruturar, afinal estava em jogo o filme de um nome centenário. Enfim, deram a volta por cima e hoje é um sucesso!
A cervejaria alemã é a primeira unidade da Hofbräuhaus, carinhosamente chamada de HB, na América Latina. Sua sede principal fica em Munique, Alemanha. Confira aqui a minha visita por lá.
As demais filiais se concentram na Austrália, Canadá, China, Estados Unidos e Itália. Conto também como foi minha visita na HB de Berlim.
◊ O local: A versão brasileira não perde muito para as alemãs. O atendimento daqui, inclusive, é muito melhor do que o de lá. Aqui tem mais atendentes, você não espera tanto nem para ser atendido nem para a chegada de seus pedidos. Além do ótimo atendimento, a casa é bastante animada. Em um determinado momento, a casa convida a todos para se levantarem nas cadeiras, cantarem e brindarem ao som de uma música típica da Bavária “Ein Prosit Der Gemütlichkeit!”. É muito legal! Além disso, rolam músicas típicas durante o seu funcionamento.
A casa tem três ambientes: Tem o ambiente interno que tem mesas para quatro pessoas ou aqueles mesões compartilhados e bancos no balcão; tem a varanda, com vista para a rua, com pequenas mesas; e tem o espaço externo, tipo biergarten, com ombrelones, árvores e vista para os tonéis, onde são fabricadas as cervejas, com mesas menores e compartilhadas também.
A decoração é 100% alemã. Muito parecida com a HB original. Inclusive o espaço onde vendem os souvenires da HB.
◊ Para beber: São quatro opções de cervejas que estão de acordo com a Lei da Pureza Alemã: Premium Lager, Dunkel, Hefe Weizen e Sazonal (cervejas especiais feitas a cada mês). As cervejas são exatamente como as da Alemanha, inclusive, existe um sistema em que é verificado lá da Alemanha se eles estão seguindo o padrão de qualidade. Os tamanhos são de 300ml, 500ml e 1 litro (essa dói a mão de tão pesada). Tomei todas e dos mais diversos tamanhos. Amo todas!
Além das cervejas, têm drinks, refrigerante, suco e água.
◊ Para comer: A especialidade da casa são as tradicionais comidas da Baviera. Porém, eles deixam tantos % do cardápio ser diferente, que no caso daqui são comidas brasileiras. Além de tira-gosto, eles servem almoço executivo também.
Comi algumas opções lá. Todas são maravilhosas. Mas, meu coração tem uma queda enorme pelo Pretzel, que estava muito salgado da última vez que pedi. Espero que tenham reparado esse erro. O Pretzel é um pão típico bávaro muito tradicional na Oktoberfest (100% original de Munique). Os preços dos pratos são bem variados e estão no site da HB.
Eu amo o lugar. Sempre que vou, dá uma tristeza ter que ir embora!
Se estiver em BH, não perca essa experiência. Você se sente por algumas horas na Alemanha!
Extra: Além do local que é um evento à parte e dos shows ao vivo aos finais de semana, a casa oferece alguns eventos diferentes como:
– Keg Tapping: É uma tradição secular alemã, que consiste na martelada da torneira em um barril onde se encontra a cerveja sazonal daquele mês. A casa convida alguma personalidade de Belo Horizonte para dar a martelada. E, assim, inaugurar a nova cerveja.
Já participei de um. É bem legal. Antes da martelada, o mestre cervejeiro da HB fala sobre a nova cerveja. Em seguida da martelada, todos sobem a mesa para cantar e brindar. Tem brincadeiras com disputas entre os presentes. Eu participei, mas é bem difícil. Fiquei em 3º lugar. Somente o 1º que ganha um litro da nova cerveja. É divertido, vale a pena. Acontece toda primeira terça-feira do mês.
– Visita Guiada: Você paga um valor e faz uma visita guiada à fábrica da cerveja com direito à degustação da bebida e de comidas típicas. Já estou me organizando para ir! Acontece aos sábados. As datas estão no site e tem que fazer reserva.
– Experiência Gastrô: Aqui, os clientes experimentarão um cardápio colaborativo, personalizado e criado exclusivamente para a noite. E claro, em plena harmonia com as cervejas e vinhos. O evento acontece sempre na segunda quinta do mês, e tem vagas limitadas com reservas.
– Noite das Mulheres: Toda quinta tem rodada dupla para as mulheres das 18h às 20h.
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♦ Hofbräuhaus Belo Horizonte Av. do Contorno, 7613 – Cidade Jardim Belo Horizonte – MG http://www.hofbraubh.com.br
O #TBT de hoje é com mais uma cria de Montevideo (Uruguai): a Chela Brandon
Essa é a Blond Ale deles. Uma cerveja que segue as características belgas. Apresentou uma coloração clara e o aroma acompanha o sabor: frutados. Sente-se também um leve dulçor do malte. Bem suave, achei uma delícia para tomar várias. Adorei!
A Cerveza Chela Brandon é uma cervejaria familiar que começou em 2011 com o seu primeiro trabalho experimental. Consolidou-se em 2013, com o objetivo de recuperar a tradição artesanal e produtos naturais das diversas gerações da família. Todos os envolvidos primam pela qualidade dos produtos que entregam.
Hoje eles produzem 6 rótulos, porém a família ainda quer ampliar ainda mais esse leque. Os estilos são: Blonde Ale, English Pale Ale, Honey Ale, Porter, Belgian Brown Ale e Belgian Blonde Ale.
Adoro os rótulos deles.
O ponto turístico é um lugar conhecido pelos amantes do futebol mundial: O Estádio Centanário.
Localizado em Montevideu, no Uruguai, ele foi construído, em 1930, para sediar a primeira Copa do Mundo de Futebol. Devido às chuvas de julho, foi inaugurado com atraso. O nome deve-se à celebração do 100º Aniversário da Primeira Constituição do Uruguai.
O estádio tem capacidade para 65 mil pessoas. Naquele ano, a final da copa foi entre o Uruguai e a favorita Argentina e o estádio recebeu 93 mil torcedores, quando o Uruguai ganhou por 4×2 e se sagrou o 1º campeão do mundo.
O estádio parece que não teve muita mudança desde 1930. Ele é um estádio raiz, com muito cimento e as cadeiras das antigas. Se bem que os torcedores de hoje merecem essas cadeiras antigas, pode subir à vontade que não quebram por nada.
Ele é pintado de azul para lembrar a seleção uruguaia, conhecida como Celeste devido à cor do uniforme.
Foi eleito patrimônio cultural da humanidade. Um estádio velho que lembra o passado do futebol mundial. Achei ele bem abandonado, é capaz de ser esquecido com o tempo. Tanto que, quando fomos, eram poucos os visitantes. Diferente de quando fomos no La Bombonera, que também não é tão moderno, mas tem como atrativo o valor que o Boca o fez ter.
Veja mais detalhes nas fotos:
Dentro do estádio há um Museu do Futebol, com histórias sobre sua construção e grandes clássicos realizados. Lá encontramos camisas de seleções, artigos usados em cada época no futebol, réplicas de salas de reunião, troféus, algumas lembranças de libertadores ganhadas por times do Uruguai, lembranças de partidas históricas como o inesquecível Maracanazo…aff.
O Maracanazo, quando o Uruguai foi campeão mundial no Maracanã em cima do Brasil, em 1950, é muito valorizado até hoje, inclusive tem um quadro gigante desse dia no meio do museu.
Lá você entra em um túnel do tempo. Em alguns momentos, cheguei a arrepiar com narrações e reprises de lances históricos.
Ah. Tem até lembrança do Cruzeirão Cabuloso (o único time brasileiro por ali)! Kkkk. O marketing do Cruzeiro está de parabéns! No cantinho do Cruzeiro, tem a campanha que o time fez quando foi campeão da Taça Brasil de 1966 (Campeonato Brasileiro da época), porém com um uniforme de um ano que não serviu de nada para gente, 2012, e uma mini taça da Libertadores, com menção às duas taças conquistadas pelo Cruzeiro, em 1976 e 1997. Mistureba!
Para quem gosta de futebol, recomendo a visita. É um mergulho na história do futebol mundial!
O #TBT de hoje vai ser com uma cervejaria artesanal que está começando no mercado uruguaio e que me ganhou pela receptividade e atenção de seus donos, além da cerveja de qualidade.
Essa daí é a Irish Red Ale. Uma cerveja bem saborosa. Com aroma e sabor caramelizados, tem um leve sabor de maltes tostados no final que a deixam um pouco seca no fim. Seu amargor é bem discreto. Adorei a cerveja. ABV: 5,2%
——————————————– A Bis Bier, surgiu na cidade de Salinas, no Uruguai, em dezembro de 2017. Seu início, foi um desejo do casal Carlos e Laura e seus sobrinhos Matías e Eduardo (e esposa Ana) de fabricarem a própria cerveja.
No começo, eles contaram com a ajuda de cervejarias que já estavam no mercado como Cerveza Quican e a Piwo Cerveceria. Depois de alguns experimentos, enfim o sonho virou realidade.
Hoje, a Bis Bier produz quatro estilos de cerveja 100% artesanais: Blonde Ale, American IPA, Amber Ale e Sweet Stout. Não tem a Irish mais.
Senti muita força de vontade deles em fazer uma cerveja de qualidade para esse público tão exigente. Pude tomar a Blond e a Irish, as duas estavam excelentes. Eles vão longe!
O prato de hoje, foi um almoço que comemos no restaurante La Passiva, que fica no centro de Montevideo.
Um churrasco de cuadril (alcatra) com purê e salada caprichado e delicioso!
Pagamos $330 pesos.
O ponto turístico é a Plaza Independencia, o cartão postal e a principal praça da capital do Uruguai, Montevideo, projetada pelo arquiteto Carlo Zucchi, em 1837. Foi o primeiro lugar que visitamos. Ali, você já “mata”, vários cartões postais em uma visita só.
No entrono da praça, ficam: a Porta da Cidadela (Puerta de la Ciudadela), uma porta que restou da fortaleza que protegia Montevidéu anos atrás. Encontramos, também, diversos edifícios antigos e importantes para a cidade, como o Palácio Salvo (falarei sobre ele em outro post), Teatro Solís (também falarei em outro post), a Torre Executiva, atual sede do Poder Executivo, e o Palácio Estévez que foi utilizado como sede da presidência. Depois virou Museu da Casa do Governo, expondo trajes, objetos, móveis, quadros e outros artigos que fizeram parte do dia a dia de presidentes uruguaios. Não visitei porque já estava cansada.
Palácio Salvo
Museu da Casa do Governo
Além de todos esses edifícios, no meio da praça fica um dos monumentos mais fotografados de Montevideo, uma estátua dedicada ao libertador José Artigas. No subterraneo da praça, encontra-se um mausoléu que abriga a urna de restos mortais de José Gervasio Artigas, militar e herói nacional da independência uruguaia apelidado de “pai da pátria oriental”.
Datado de 1977, o ponto turístico preserva parte da história do país, com inscrições nas paredes internas que relembram as conquistas do General. A visitação é gratuita e em silêncio, em respeito ao general. Achei muito legal como eles preservam e respeitam a memória de uma pessoa que teve importância para o país. O espaço é guardado permanentemente por soldados de honra do Regimento Blandengues de Artigas e, se você tiver sorte (como tivemos), você consegue ver a troca de guardas. Tudo feito com muito silêncio e respeito.
Saindo de lá, fomos para a Avenida 18 de julho, a mais famosa da cidade. Tem de tudo na avenida, é muito movimentada. E o principal, tem wi-fi QUE FUNCIONA por toda a Avenida! Alô, Brasil, estamos ficando muito pra trás.
O #TBT de hoje é com a primeira cerveja artesanal que conheci em Motevideo – Uruguai, a Davok. Ela é uma das primeiras cervejarias artesanais do país e tem sua fábrica instalada na capital.
Depois de muitos TBT pela Alemanha e Itália, onde as cervejarias são milenares, vamos perceber, a partir deste TBT, que o surgimento da cerveja artesanal no Uruguai é bem recente.
A cervejaria Davok – Cervecería del Sur – surgiu quando Mariana López estava estudando para um exame de bioengenharia e viu no livro um exemplo de usos industriais da levedura. A partir de então, a curiosidade para tentar fazer cerveja levou Mariana e Alejandro Baldenegro entrar em contato com os fabricantes de cerveja do Uruguai para começar a fazer a própria cerveja.
Em 2009, começaram a produzir cervejas para vender em bares de Montevideo. Devido seu processo de desenvolvimento e o alcance de padrões muito elevados para produtos de qualidade, a Davok ganhou medalhas em competições internacionais.
Hoje eles produzem a American Blond Ale, American IPA e Oatmeal Stout.
Aproveitamos nossa passagem por lá e fomos visitar a fábrica da Davok. Quem nos recepcionou foi o próprio Alejandro. Pessoa super simpática que, com toda paciência do mundo, nos explicou como surgiu a cervejaria, nos mostrou todo o procedimento e maquinário usado para a fabricação. Respondeu as nossas mil perguntas sobre as cervejas artesanais no Uruguai, o mercado por lá etc. Que legal a gente conhecer e conversar com uma pessoa tão entendida e com conhecimentos de outro país.
Além de todo conhecimento que nos passou, ele nos contou um pouco de sua história. Depois que ele já fabricava cerveja, teve uma doença (não lembro o nome) que, hoje, não o permite tomar cerveja mais L. Mas, mesmo assim, continuou com o sonho de fazer boas cervejas. Diz ele, já acostumou com a ideia e não sente falta mais, porém a vontade de fazer cerveja é a mesma. Interessante, né?!
Alejandro nos deu dica de lugares para tomar cerveja artesanal na cidade e nos presenteou com essa Oatmeal Stout que já estava maturando há alguns anos. Deliciosa, com aromas de grãos tostados e um sabor intenso e bem característico de café. Amei o presente, amei conhecer a história do Alejandro, da cervejaria Davok e das cervejas artesanais no Uruguai.
Que dia! Que oportunidade! Obrigada, Alejandro. Obrigada, Davok, pela experiência!
Não achei a cerveja deles para comprar em lata ou garrafa. Apenas nos brew pubs.