Cervejaria Sátira – Especial da recepção à despedida

No Onde Beber Artesanal (O.B.A) de hoje vou indicar um lugar recém-inaugurado: a Cervejaria Sátira – unidade Vila da Serra, um bairro que fica em Nova Lima, porém, está praticamente dentro de BH.

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◊ O local: O espaço é supermoderno, despojado e agradável. Por lá, vimos turma de amigos, casais e famílias, todos bem descontraídos embalados ao som de uma banda ao vivo, que fazia um rock acústico bem gostoso de ouvir. Importante: O som sempre em um nível adequado em que, até quem está na parte de dentro, consegue conversar tranquilamente. Ufa!

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Mas pra quem gosta de tomar um ar, tem mesas do lado de fora também.

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O atendimento é sensacional. Muitos garçons disponíveis, sempre atenciosos, dispostos a te atender. Tanto eles quanto o que você pede chegam rápidos! Adorei. Ah, e a gerente sempre atenta a todos os detalhes para que tudo funcione direitinho.

◊ Para beber: A casa oferece drinks tradicionais e exclusivos, aperitivos, licores, vinhos, whiskey, vodkas, cachaças, espumantes, tem pra todos os gostos. Porém as estrelas da casa são as cervejas artesanais de fabricação própria. Os estilos são: Lager, American Wheat, English Pale Ale, Gonden Strong Ale, IPA, Double IPA e Brown Ale. No dia que fui, só não experimentei a Brown e a Golden, pois não tinham. Mas as que tomei, estavam todas excelentes. A casa também faz chopes sazonais e convida cervejarias para estar on tap. Os valores vão de R$9 a R$18 (300ml) e R$14 a R$28 (500ml). Se quiser, pode encher o growler também. Mas esse é só para levar para casa, viu?!

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Falando em chope, eles oferecem o serviço My Tap, que é o esquema de serf-service de chope. Você abastece seu cartão com um valor e tira a quantidade e o estilo que quiser direto da biqueira. Mas, quando eu fui, não estava funcionando.

◊ Para comer: Assim como a carta de bebida é extensa, a de comida também tem uma variedade boa, que atende às diversas fomes. Tem pratos como o Nosso Entrecorte (bife acho de angus, grelhado no broiller com molho parrillero e batatas ao murro) (R$69), Galinhada (R$70); ou se quiser só beliscar tem petiscos como Chip Mix (lâminas de batatas inglesa, doce e baroa) (R$18), Croquetas de rabada (R$21) e muito mais; e também tem Hamburger, Hot Dog e Sobremesas. Com fome você não sai de lá.

Ah, e se você quiser levar para casa algum souvenir da Sátira, que estão lindos, dentro do bar tem uma lojinha com todos os produtos da Cervejaria, como growlers, camisetas, copos, canecas e chaveiro.

Eu adorei tudo na casa. Desde a recepção, as cervejas, o ambiente até a hora de embora! Como sempre, só saio depois que o bar fecha. Afinal, é preciso avaliar a casa em todos os aspectos. kkk. Ow, e até para informar o encerramento das atividades do dia eles são supereducados 😊.

Se ainda não foi lá, não sabe o que está perdendo. Você não vai querer nem ir embora, como eu. Vai por mim. E depois que for, me conte se eu tinha razão!

Estão aí mais fotos, com o marido @titibhz e os instagramers @heingomes e @loiracervejeira . Os verdes eram em comemoração ao St. Patrick’s Day.

Até o próximo O.B.A.!

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Cervejaria Sátira – Vila da Serra
Alameda Oscar Niemeyer 1369, Loja 45 – Vila da Serra
Nova Lima- MG

www.cervejariasatira.com.br
Instagram: @cervejariasatira

O fim dos “cereais não-maltados” nos rótulos das cervejas

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É minha gente, estamos cansados de ser enganados, não é mesmo!?

Bem que eu gostaria que este título fosse “O fim dos cerais não-maltados em algumas cervejas”, mas não. Vamos entender.

Pensando em dar mais transparência para o consumidor, para que ele, enfim, possa saber quais os ingredientes que as cervejarias têm usado na fabricação das cervejas, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) publicou, em 16 de novembro de 2018, no Diário Oficial da União (DOU), uma instrução normativa para nos salvar da desinformação.

A instrução obriga todas as cervejarias informarem nos rótulos das cervejas quais os adjuntos cervejeiros provenientes de cereal ou amido foram utilizados na produção. De acordo com o Ministério, a norma deixa clara a “obrigatoriedade de constar, de modo claro, preciso e ostensivo, na rotulagem de cervejas, as informações que indiquem os ingredientes que compõem o produto, substituindo as expressões genéricas ‘cereais não maltados ou maltados’ pela especificação dos nomes dos cereais e matérias-primas efetivamente utilizados como adjunto cervejeiro”.

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Ou seja, acabou esse negócio de ficar colocando cerais maltados ou cerais não-maltados no rótulo. Com a norma, os rótulos deverão vir com informações que explicitem se a cerveja foi feita a partir de trigo, arroz, milho, aveia, mandioca, sorgo, centeio etc. Além disso, a portaria também prevê que os açúcares acrescentados durante a fabricação da cerveja sejam adicionados, com nomenclatura correta, acrescida do nome da espécie vegetal de origem (como é o caso do açúcar de cana, por exemplo).

Que maravilha! Palmas!

Com isso, o mercado das cervejas artesanais e consumidores agradecem! Pois, a gente, finalmente, vai poder saber quais os adjuntos estão sendo utilizados na cerveja que estamos bebendo e perceber a real diferença entre as artesanais e as industrializadas, se é que ainda existe essa dúvida. Ou seja, PONTO PARA AS ARTESANAIS!

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Ah, as cervejarias têm um ano para se adaptar à essa norma, ou seja, a partir de novembro deste ano (2019), todas já vão ter que constar essas informações no rótulo. E isso vale para todas as cervejarias mesmo! Tanto as que são produzidas aqui no Brasil quanto às que são apenas comercializadas, que é o caso das importadas.

E viva o direito à informação!

#TBT: Montevideo Brew House (Montevidéu)

O #TBT de hoje é de um local para beber cerveja artesanal uruguaia e é também o ponto turístico. Ou seja, se for em Montevidéu é parada obrigatória!

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20180407_222556O Montevideo Brew House, MBH, é uma casa que serve somente chope artesanal do Uruguai. São 15 torneiras disponíveis com cervejas próprias e outras cervejarias locais muito bem selecionadas.

Eles fabricam seis estilos: Dry Stout, Brown Ale, American IPA, Belgian Strong, Scottish e Kölsch.

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O MBH fica em um casarão antigo em uma esquina bem movimentada. Quem vê de fora, parece ser grande. Mas não é. Lá dentro é bem apertadinho, com a banda colada nas mesas. O clima é de descontração, com pessoas jovens, descoladas e super alto astral. São dois andares, não cheguei a ir no segundo andar, mas o primeiro é bem quente. Prepare-se!

Sentamos do lado de fora porque do lado de dentro, o som da banda, que tocava rock clássico, era muito alto, não dava para conversar muito, além do calor. Mas, do lado de fora, o povo não tinha muita educação para fumar. Eu já estava em tempo de ter um troço, vinha fumaça de todos os lados. Para quem não é fumante, isso incomoda muito. Até que o garçom conseguiu uma mesa na parte interna. Aí sim, eu fiquei mais à vontade, com calor, mas sem fumaça…rs.

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O atendimento é bom. Apesar de estar lotado, nossos pedidos chegaram rápido e certinho. Os preços são normais para o padrão uruguaio de ser.

Para beber, pedimos dos mais variados chopes. Todos bem gostosos. Quando fomos, nem todas as torneiras estavam disponíveis. Destaque para a dry stout da casa com nitrogênio! Da casa mesmo, só tinha ela e uma Belgian. Veja aí algumas que tomamos.

Se preferir, pode encher o growler para levar o chope para viagem.

E para comer, tem muita opção: Sanduiches, petiscos, hambúrguer, pizzas e sobremesa.

Nós pedimos uma pizza de presunto parma com rúcula. Estava deliciosa e bem caprichada. Aí, já viu, né?! Como beber mais?

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Então fica essa dica excelente de lugar com cerveja artesanal para conhecer em Montevidéu!

Ah, quando for, chegue cedo!

Montevideo Brew House
Libertad 2592 esq. Viejo Pancho – Pocitos
Montevidéu, Uruguai
http://www.mbh.com.uy

Bar do Moreira: O boteco com cerveja artesanal (Ubá)

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Se você gosta de um “buteco” mas não abre mão de tomar uma cerveja artesanal? A dica de Onde Beber Artesanal de hoje vai para o interior de Minas, em Ubá.

O Bar e Restaurante Moreira, ou somente Bar do Moreira, é uma casa tradicional em Ubá, inaugurada em 1962, por José Moreira Filho e sua esposa, Joainha Caiafa Moreira. Depois de alguns anos, a administração do bar continua 100% da família. Hoje, quem comanda o bar é o Edimar, que é a terceira geração da família.

O bar é pequeno e bem simples com um ambiente familiar. Quando chegamos, estava lotado na parte de dentro e nas mesas da calçada. Mas conseguimos uma mesinha no cantinho. Mesmo cheio, o atendimento é ótimo! Chega gente o tempo inteiro querendo ficar por ali, alguns esperam, outros não. Deu para perceber que é um bar bem popular na cidade.

Para beber: Além das cervejas comuns, eles vendem a cerveja artesanal própria, em garrafa tradiconal, feita pelo Felippe, sobrinho do Edimar, desde 2017. São três estilos: Blonde Ale, Red Lager (Viena Lager) e a Black Lager (Schwarzbier). Tomamos a Red e a Black, todas ótimas e com bom preço.

Para comer: Ahhh, para comer, quem gosta de comida mineira, caseira, o lugar é aqui. Você sente o cheiro da comida de longe. Os pratos são fartos e com preços justos. Tem tira-gosto e almoço. Costelinha com angu, pernil com angu, fucinho, orelha e pé de porco, maçã de peito, bucho frito, bucho cozido, fritas, omelete, feijoada, macarrão, canjiquinha e por aí vai.  Confira aí algumas fotos. Cuidado para não babar!

Depois dessas fotos, não tem nem o que falar, né?! Se tiver em Ubá ou região, vale a pena parar no Bar do Moreira, sentar na porta, tomar aquela cervejinha artesanal e comer uma comidinha caseira.

♦Bar e Restaurante Moreira
Rua Coronel Bernardino Carneiro, 459 – Centro
Ubá/MG
Instagram: @moreirauba

Lúpulo Nacional já existe

Quando a cerveja artesanal estourou de vez aqui no Brasil, muito se ouvia falar sobre o lúpulo, que é um dos insumos que onera o preço da cerveja, pois é 100% importado. E falavam que jamais poderia ter uma plantação de lúpulo no Brasil devido ao nosso clima.

lúpulo-vira-rural-1809Para nos contextualizar e termos noção do quanto importamos lúpulos, segundo dados do Siscomex, portal do Governo Federal, em 2016 foram importadas 1.700 toneladas de cones de lúpulo frescos, triturados e extratos.

Clique aqui para saber mais sobre o que é o lúpulo. 

Então, porque a gente não planta nosso lúpulo? Vejamos! De fato, aquela afirmação relacionada ao clima, é verdade. Para se desenvolver, o lúpulo precisa de condições específicas de luz, solo, umidade e temperatura para crescer e desenvolver seu amargor e aroma. Seu cultivo depende muito de luz e baixas temperaturas, por isso os Estados Unidos e Europa são os principais exportadores da planta, já que chegam a ter 15 horas de luz do sol durante o dia, um prato cheio para o cultivo.

No Brasil
lupulo (1)Em 2014, a cidade de São Bento do Sapucaí (próximo a Campos do Jordão), em São Paulo, foi a pioneira em plantação de lúpulo no Brasil. A planta nasceu de uma manifestação botânica espontânea. Com uso de algumas técnicas e a tecnologia, como o uso de luz artificial, já tem cervejaria fazendo experimentos com lúpulos nacionais.

Atualmente, existem 31 produtores espalhados por seis estados (Rio de Janeiro, Minas Gerias, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná), além do Distrito Federal, com uma área plantada que não passa de 20 hectares, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo).

Lúpulo Mineiro

Em 2017, vingou uma plantação na cidade de Rio Espera, região central de Minas Gerais, onde foram desenvolvidos mil mudas do lúpulo Mantiqueira. A mesma espécie de São Paulo, já patenteada pela Brasil Kirin.

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Em julho de 2018, a Cervejaria Loba, de Santana dos Montes (MG), fez a primeira brassagem em escala industrial de um lúpulo 100% mineiro. Foram produzidos 500 litros da Mantiqueira Experimental Beer, sem estilo definido. A cerveja foi aprovada e colocada no mercado.

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A Cerveja Rezen Beer já produziu uma American IPA com cascade cultivado em sua própria sede, que fica em Luminárias, Minas Gerais. As flores foram utilizadas em adição de aroma.

Com mais algumas mudas de cascade crescendo, a cervejaria pretende fazer uma cerveja com 100% de seus lúpulos locais.rezen2

Hoje, não tem cervejaria que esteja produzindo cerveja com 100% de lúpulos locais em escala comercial. As pesquisas têm avançado e deixado os produtores de cerveja brasileiros bastantes esperançosos. Sabe-se que vai demorar um pouco para que o lúpulo nacional seja uma alternativa aos importados. Mas, com paciência, a gente espera que isso vingue! Enquanto nós, consumidores, fica na expectativa por cervejas artesanais mais baratas e com a mesma qualidade!

Oremos!

#TBT: Birra Bizarra – Monumento Campeones de 1950 e La Carreta (Montevidéu)

O #tbt volta com cerveja artesanal uruguaia.20180407_165146.jpg

Esta é a Harry Breakfast Stout – uma Oatmeal da Birra Bizarra. É um verdadeiro café da manhã já que seus principais ingredientes são chocolate belga, café Burundi e aveia. Deixa qualquer um bem disposto!

É uma cerveja densa, com sabores torrados e aroma de café.

Os rótulos da Bizarra são inspirados em antigos cartazes de circo, com um personagem fictício com uma personalidade combinando com essa cerveja.

O da stout é o enigmático Harry Black, “o bruxo sombrio, capaz de adivinhar seus pensamentos apenas com seu olhar penetrante. Misterioso e escuro, como esta poderosa e densa cerveja escura de intenso sabor torrado.”

birra bizarraA ideia da Birra Bizarra surgiu em 2010 como parte dos negócios de vinho da família Deicas, quando seu importador do Brasil pediu para que fabricassem cerveja artesanal uruguaia para exportarem para o país. O conceito “Bizarra” não foi bem aceito pelos brasileiros, mas agradou os Deicas.

Em 2014, foi colocado em prática o planejamento da cervejaria. Até hoje ela não chegou no Brasil. Porém, a Bizarra está em todo território Uruguai e chegou ao Peru.

Cada cerveja tem um toque bizarro como a Harry Black que tem chocolate e café envelhecido com carvalho francês.

Hoje, eles têm seis rótulos. Além da Stout (Harry), tem a IPA (Igor), Blonde Ale (Tania), Edward (Weissbier), Amber Ale (Ámbar Ale), Amercian Pale Ale (Gina).

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O prato deste #tbt vai ser do local onde bebemos essa cerveja: Parrillada y Restaurante El Fogón, que fica no Punta Carretas Shopping em Montevideu.

Pedimos uma salada de entrada, bife, fritas e esse arroz temperado. Estava tudo ótimo, tirando esse arroz, que não lembro o nome, que achamos azedo. Não sei se era normal do tempero deles, mas, trocamos por purê. A comunicação nossa com a garçonete estava impossível. Aí pedimos para trocar pelo que deu para enteder no cardápio…rs. Purê com batata frita ficou ótimo!


No ponto turístico de hoje vou falar de dois monumentos que ficam bem próximos. Fáceis de serem visitados em Montevideu.

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Em frente ao Estádio Centenário (aqui falei sobre esse passeio) tem um monumento chamado de “Monumento Campeones de 1950 Maracaná”. O monumento representa a vitória da seleção do Uruguai contra o Brasil, em 1950, na final da Copa do Mundo no estádio do Maracanã. A seleção brasileira era a favorita e perdeu por 2 a 1. O jogo ficou conhecido como Maracanaço.

O monumento também relembra algumas seleções campeãs do mundo. E também tem a marca dos pés de Edgardo Ghigga. O jogador foi o responsável pelo segundo gol, que deu o título ao Uruguai.

Por ali perto, fica mais o Parque bem cuidado de Montevidéu, o Parque Batlle.

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Nele fica o monumento La Carreta, muito bem vigiado por guardas para evitar vandalismo etc. O monumento foi inaugurado em 1934, do escultor uruguaio Jose Belloni, que espalhou várias de suas criações por outros espaços públicos da cidade.

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La Carreta é uma homenagem aos desbravadores do território uruguaio que tinham como principal meio de transporte as carretas.  A imagem é de uma carroça semi-atolada em um lago, puxada e acompanhada por bois. A escultura é feita de bronze, com uma base de bronze e granito rosa.

Para quem gosta de apreciar monumentos, ficam aí essas dicas. Os dois ficam bem pertinhos.

Dicas de cervejas para beber no outono

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O dia 20 de março marcou a chegada do Outono aqui no Brasil. Uma estação de transição entre o verão e o inverno, considerada por muitos como um tempo de mudança. Nessa estação, as noites são gradativamente mais longas que os dias à medida que a estação avança, há uma redução gradativa das temperaturas e a diminuição da umidade do ar.

Pensando nessa alteração climática, convidei a sommelière de cerveja, Jaque Oliveira, para falar um pouco sobre os estilos de cervejas que combinam com nosso outono.

Fala aí, Jaque:

Voce sabia - OutonoCostumamos relacionar a cerveja com os dias de muito sol e calor. Mas, o friozinho do outono também combina, e muito, com uma boa cerveja artesanal. Basta saber escolher para apreciar sua bebida favorita também nos dias de temperatura mais baixa.

Quanto aos estilos ideias, penso que é relativo. Tem gente que toma RIS no calor e não se importa porque é um estilo de cerveja que a pessoa gosta muito. Eu tomo IPA e não me importo se é verão ou inverno, pois é meu estilo preferido.

stoutMas tenho minha sugestão para o outono: A Stout. Dentro deste estilo é possível encontrar desde cervejas Irish Stout, até cervejas muito alcoólicas, amargas e licorosas.  São várias opções para a pessoa eleger a sua preferida.

As Stouts são cervejas de alta fermentação (tipo ALE), produzida com bastante malte torrado (ou cevada tostada), de sabor tostado, além de uma cor muito escura, que é a característica mais marcante desse estilo.

Indico ela porque, no outono, eu acredito que as cervejas devem ser de graduação alcoólica intermediária e maltes tostados. A Stout cabe muito bem dentro do clima ameno do Outono. E, sensorialmente falando, uma cerveja mais “quente” trará uma experiência mais agradável ao nosso copo.

Quanto às marcas de Stout, não podemos deixar de falar da Guinness. Sem sombra de dúvidas a cerveja mais clássica e a mais consumida do mundo do estilo e que acredito ser mais palatável para o público em geral. Tem a Lohn Bier Carvoeira também, que é uma Imperial Stout densa, complexa com notas amadeiradas e aroma de baunilha.

Porém, Minas Gerais tem cervejas maravilhosas neste estilo e a sua mão como:

  • Falke Villa Rica;
  • Albanos Irish Dry Stout;
  • Uaimií Chico Rei que ganhou prêmio no Concurso do Festival Brasileiro da Cerveja.

E para finalizar uma importada que vale a pena experimentar: Young’s Double Chocolate Stout!

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Em relação à harmonização, penso que não devemos amarrar como regra obrigatória as harmonizações.  Sugiro que a pessoa faça experiências sensoriais para descobrir suas preferências.

Mas, aí vão minhas dicas de harmonização com Stout.
Sobremesas com chocolate : brownies, um petit gateau ou torta de chocolate;
Sobremesas com frutas: como cheesecake com calda de frutas vermelhas;
Queijos como o gorgonzola, o gouda maturado ou o parmesão.

Aventure-se nesse estilo!

No Instagram: https://www.instagram.com/p/BvecF4mluFe/

Sobre a Jaque:

Jaqueline de Oliveira Silva começou nessa aventura cervejeira, em 2011, ao reencontrar o amigo Marco Falcone (dono da Falke Bier), em 2011, quando foi apresentada ao mundo da cerveja especial. Segundo ela, foi realmente amor à primeira vista. A partir de 2013, passou a trabalhar somente com o mercado de cerveja especial, atuando em redes sociais, eventos, assessorias e na coordenação da Academia Sommelier de Cerveja (A.S.C), hoje, Escola Mineira de Sommelieria, onde me formei como sommelière.

Hoje, Jaque é CEO da Escola Mineira de Sommelieria, que forma duas turmas por ano de sommelier. Além disso, trabalha com eventos e assessorias ligados ao mercado de cerveja.

E o currículo da Jaque não para por aí não, respirem fundo que tem mais!

– Pós-Graduada em Gestão Estratégica da Informação pela UFMG
– Gestora de Redes Sociais
– Diplomada Sommelier de Cerveja pela Academia Sommelier de Cerveja
– Membro da CONFECE – 1ª Confraria Feminina da Cerveja
(“Se você imaginar que este movimento começou há 12 anos, quando o mercado ainda era praticamente masculino e tinha pouquíssimas cervejas, vai entender a importância da Confece. Nossa festa se tornou um evento no calendário cervejeiro nacional, além de ser uma festa linda que se propõe a divulgar a cultura cervejeira”, Jaque.)
– Participou do Coletivo ELA (Empoderar, Libertar, Agir) – Grupo que surgiu, em 2016, da união de mulheres cervejeiras do Brasil inteiro ligadas ao mundo da cerveja, que reuniu 65 cervejeiras artesanais para produzir uma cerveja a fim de chamar a atenção para o machismo presente no segmento.
– Membro das Minas Cervejeiras – Um grupo de mulheres que fazem cerveja, mandam muito bem e se juntaram para trocar ideias, encontrar e fazer acontecer neste mercado da cerveja. 

“Já tenho história para contar no mercado da cerveja e experiências incríveis!”, Jaque.

Então é isso, gente! Espero que tenham gostado da convidada dessa estação e suas dicas.

Aproveitem essas dicas, aproveitem o outono e suas peculiaridades.
E, Jaque, muito obrigada pela disponibilidade!

Hofbräuhaus BH: Um pouco de Munique na capital mineira

A dica que vou dar hoje é de um lugar delicioso. Que eu já perdi as contas de quantas vezes fui.

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Dia da inauguração – 2015

É a Hofbräuhaus Belo Horizonte, inaugurada em 2015, na região centro-sul da capital. Estive presente na inauguração, que foi um pouco turbulenta. Ficamos por 3h na fila só para entrar, devido à grande novidade na cidade. Mas sabe quando você fica na fila e acha que vai andar rápido, e depois vê a hora passando e pensa “já estou aqui mesmo”?! Foi isso que me fez durar este tempo em uma fila de restaurante. Ao entrar, tive a sensação que todo o tempo de espera compensou.

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No dia seguinte, a casa comunicou que iria ficar fechada por algumas semanas para se reestruturar, afinal estava em jogo o filme de um nome centenário. Enfim, deram a volta por cima e hoje é um sucesso!

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A cervejaria alemã é a primeira unidade da Hofbräuhaus, carinhosamente chamada de HB, na América Latina. Sua sede principal fica em Munique, Alemanha.
Confira aqui a minha visita por lá.

As demais filiais se concentram na Austrália, Canadá, China, Estados Unidos e Itália. Conto também como foi minha visita na HB de Berlim.

◊ O local: A versão brasileira não perde muito para as alemãs. O atendimento daqui, inclusive, é muito melhor do que o de lá. Aqui tem mais atendentes, você não espera tanto nem para ser atendido nem para a chegada de seus pedidos. Além do ótimo atendimento, a casa é bastante animada. Em um determinado momento, a casa convida a todos para se levantarem nas cadeiras, cantarem e brindarem ao som de uma música típica da Bavária “Ein Prosit Der Gemütlichkeit!”. É muito legal!  Além disso, rolam músicas típicas durante o seu funcionamento.

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A casa tem três ambientes: Tem o ambiente interno que tem mesas para quatro pessoas ou aqueles mesões compartilhados e bancos no balcão; tem a varanda, com vista para a rua, com pequenas mesas; e tem o espaço externo, tipo biergarten, com ombrelones, árvores e vista para os tonéis, onde são fabricadas as cervejas, com mesas menores e compartilhadas também.

A decoração é 100% alemã. Muito parecida com a HB original. Inclusive o espaço onde vendem os souvenires da HB.

◊ Para beber: São quatro opções de cervejas que estão de acordo com a Lei da Pureza Alemã: Premium Lager, Dunkel, Hefe Weizen e Sazonal (cervejas especiais feitas a cada mês). As cervejas são exatamente como as da Alemanha, inclusive, existe um sistema em que é verificado lá da Alemanha se eles estão seguindo o padrão de qualidade. Os tamanhos são de 300ml, 500ml e 1 litro (essa dói a mão de tão pesada). Tomei todas e dos mais diversos tamanhos. Amo todas!

Além das cervejas, têm drinks, refrigerante, suco e água.

◊ Para comer:  A especialidade da casa são as tradicionais comidas da Baviera. Porém, eles deixam tantos % do cardápio ser diferente, que no caso daqui são comidas brasileiras. Além de tira-gosto, eles servem almoço executivo também.

20180623_173753.jpgComi algumas opções lá. Todas são maravilhosas. Mas, meu coração tem uma queda enorme pelo Pretzel, que estava muito salgado da última vez que pedi. Espero que tenham reparado esse erro. O Pretzel é um pão típico bávaro muito tradicional na Oktoberfest (100% original de Munique). Os preços dos pratos são bem variados e estão no site da HB.

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Eu amo o lugar. Sempre que vou, dá uma tristeza ter que ir embora!

Se estiver em BH, não perca essa experiência. Você se sente por algumas horas na Alemanha!

Extra: Além do local que é um evento à parte e dos shows ao vivo aos finais de semana, a casa oferece alguns eventos diferentes como:

20180403_210400– Keg Tapping: É uma tradição secular alemã, que consiste na martelada da torneira em um barril onde se encontra a cerveja sazonal daquele mês. A casa convida alguma personalidade de Belo Horizonte para dar a martelada. E, assim, inaugurar a nova cerveja.

Já participei de um. É bem legal. Antes da martelada, o mestre cervejeiro da HB fala sobre a nova cerveja. Em seguida da martelada, todos sobem a mesa para cantar e brindar. Tem brincadeiras com disputas entre os presentes. Eu participei, mas é bem difícil. Fiquei em 3º lugar. Somente o 1º que ganha um litro da nova cerveja. É divertido, vale a pena. Acontece toda primeira terça-feira do mês.

– Visita Guiada: Você paga um valor e faz uma visita guiada à fábrica da cerveja com direito à degustação da bebida e de comidas típicas. Já estou me organizando para ir! Acontece aos sábados. As datas estão no site e tem que fazer reserva.

– Experiência Gastrô:   Aqui, os clientes experimentarão um cardápio colaborativo, personalizado e criado exclusivamente para a noite. E claro, em plena harmonia com as cervejas e vinhos. O evento acontece sempre na segunda quinta do mês, e tem vagas limitadas com reservas.

– Noite das Mulheres: Toda quinta tem rodada dupla para as mulheres das 18h às 20h.

Curtiu?

♦ Hofbräuhaus Belo Horizonte
Av. do Contorno, 7613 – Cidade Jardim

Belo Horizonte – MG
http://www.hofbraubh.com.br

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#TBT: Cabesas Bier – Letreiro Montevideo

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O #tbt de hoje é com a Sabotage, uma Oatmeal Stout, medalhista da Cabesas Bier. O estilo oatmeal stout tem origem nas Ilhas Britânicas. É caracterizada pelo uso de aveia para aumentar o corpo, a complexidade do sabor e conseguir uma espuma espessa e persistente. Essa é exatamente como manda o “figurino, com aromas de café, aveia e chocolate do malte tostado. O sabor amargo contrasta com o doce, sente um gostinho de café e chocolate meio amargo. Mas o torrado não ‘é tão intenso, como deve ser uma Oatmeal Stout. Maravilha!

ABV: 6,1% e o IBU: 23

cabesasA Cabesas Bier, é de Tacuarembó, Uruguai. Foi fundada em 2008 e, em sua curta história, já foi premiada em diversos concursos cervejeiros na Argentina e Brasil.

A cervejaria começou com uma produção de 1.000 litros mensais. Com a alta demanda, tiveram que aumentar a produção. Em 2014, inauguraram uma fábrica com capacidade de 40.000 litros por mês, podendo, assim, distribuir seus barris para todo o Uruguai.

Em 2017, passaram a engarrafar suas cervejas e ter um depósito em Montevidéu. Já em 2018, passaram a exportar as garrafas, sendo que 30.000 garrafas viajaram para fora do país. Chegou aqui no Brasil!

Hoje, eles fabricam 10 estilos diferentes: Oatmeal Stout, Scotthish Ale, Brown Porter, Weizen, IPA, Double IPA, American Pale Ale, Blonde Ale, Pumpkin Ale e Wee Heavy.

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O ponto turístico é o letreiro Montevideo, que não pode faltar em álbum nenhum!

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O letreiro foi instalado em Montevidéu em 2012, quando foi sede da Assembleia de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Corporação Interamenicana de Investimentos.

Em princípio, ele era de madeira e provisório, mas, devido à grande aceitação dos moradores e turistas, decidiram, em 2014, construir um com letras de concreto sobre uma base de cimento. Desde então é o mesmo, é o mesmo.

Algumas pessoas se aventuram subindo no letreiro para tirar fotos. Não tive coragem, achei alto e meio escorregadio.

Ele tem 15 metros de comprimento por 2 de altura e, para dar uma iluminada, foi instalado um conjunto de iluminação e pintado com tinta especial branca para resistir a ação do tempo. De vez em quando, ele é pintado como para o carnaval ou para ações de conscientização social. Mas, sempre volta a sua cor de origem, branca.

Ele está sempre cheio, então, você tem que contar com a educação dos que estão ali ou com a sorte de estar vazio, para poder tirar foto sem aparecer outras pessoas.

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O letreiro fica no bairro Pocitos, um ótimo lugar para apreciar o pôr do sol e a vista da “praia”. Tem até uns banquinhos para sentar e esperar o tempo passar. Claro que não perdemos a oportunidade.

Depois que o sol se pôs, fomos caminhar pela Rambla, que é outra coisa gostosa de se fazer em Montevidéu. A Rambla fica lotada, jovens conversando, casais namorando, grupos de adultos passando o tempo, crianças brincando.

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E uma coisa que reparei é que todos, sem exceção, estão com sua garrafinha de mate debaixo do braço e uma cuia na mão, independente do calor que estiver. É como se fosse água para eles. Muito interessante esse costume.

Recomendo demais esse passeio, que é simples, mas é ótimo e relaxante!

#TBT: Chela Brandon – Estadio Centenario (Montevidéu)

O #TBT de hoje é com mais uma cria de Montevideo (Uruguai): a Chela Brandon20180406_112037.jpg

Essa é a Blond Ale deles. Uma cerveja que segue as características belgas. Apresentou uma coloração clara e o aroma acompanha o sabor: frutados. Sente-se também um leve dulçor do malte. Bem suave, achei uma delícia para tomar várias. Adorei!

logo_chelaA Cerveza Chela Brandon é uma cervejaria familiar que começou em 2011 com o seu primeiro trabalho experimental. Consolidou-se em 2013, com o objetivo de recuperar a tradição artesanal e produtos naturais das diversas gerações da família. Todos os envolvidos primam pela qualidade dos produtos que entregam.

Hoje eles produzem 6 rótulos, porém a família ainda quer ampliar ainda mais esse leque. Os estilos são: Blonde Ale, English Pale Ale, Honey Ale, Porter, Belgian Brown Ale e Belgian Blonde Ale.

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Adoro os rótulos deles.


O ponto turístico é um lugar conhecido pelos amantes do futebol mundial: O Estádio Centanário.

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Localizado em Montevideu, no Uruguai, ele foi construído, em 1930, para sediar a primeira Copa do Mundo de Futebol. Devido às chuvas de julho, foi inaugurado com atraso. O nome deve-se à celebração do 100º Aniversário da Primeira Constituição do Uruguai.

O estádio tem capacidade para 65 mil pessoas. Naquele ano, a final da copa foi entre o Uruguai e a favorita Argentina e o estádio recebeu 93 mil torcedores, quando o Uruguai ganhou por 4×2 e se sagrou o 1º campeão do mundo.

O estádio parece que não teve muita mudança desde 1930. Ele é um estádio raiz, com muito cimento e as cadeiras das antigas. Se bem que os torcedores de hoje merecem essas cadeiras antigas, pode subir à vontade que não quebram por nada.

Ele é pintado de azul para lembrar a seleção uruguaia, conhecida como Celeste devido à cor do uniforme.

Foi eleito patrimônio cultural da humanidade. Um estádio velho que lembra o passado do futebol mundial. Achei ele bem abandonado, é capaz de ser esquecido com o tempo. Tanto que, quando fomos, eram poucos os visitantes. Diferente de quando fomos no La Bombonera, que também não é tão moderno, mas tem como atrativo o valor que o Boca o fez ter.

Veja mais detalhes nas fotos:

Dentro do estádio há um Museu do Futebol, com histórias sobre sua construção e grandes clássicos realizados. Lá encontramos camisas de seleções, artigos usados em cada época no futebol, réplicas de salas de reunião, troféus, algumas lembranças de libertadores ganhadas por times do Uruguai, lembranças de partidas históricas como o inesquecível Maracanazo…aff.

O Maracanazo, quando o Uruguai foi campeão mundial no Maracanã em cima do Brasil, em 1950, é muito valorizado até hoje, inclusive tem um quadro gigante desse dia no meio do museu.

Lá você entra em um túnel do tempo. Em alguns momentos, cheguei a arrepiar com narrações e reprises de lances históricos.

Ah. Tem até lembrança do Cruzeirão Cabuloso (o único time brasileiro por ali)! Kkkk. O marketing do Cruzeiro está de parabéns! No cantinho do Cruzeiro, tem a campanha que o time fez quando foi campeão da Taça Brasil de 1966 (Campeonato Brasileiro da época), porém com um uniforme de um ano que não serviu de nada para gente, 2012, e uma mini taça da Libertadores, com menção às duas taças conquistadas pelo Cruzeiro, em 1976 e 1997. Mistureba!

Para quem gosta de futebol, recomendo a visita. É um mergulho na história do futebol mundial!