Minas Gerais traz 24 medalhas em concursos nacionais de cerveja

Nos últimos dias, dois concursos nacionais de cerveja divulgaram seus resultados, revelando as melhores cervejas do Brasil em diversos estilos. O Concurso Brasileiro de Cervejas de Balneário Camboriú e o Concurso Brasileiro de Cervejas de Blumenau são considerados um dos mais importantes do setor, reunindo cervejarias de todo o país para competir em diferentes categorias.

Neste cenário, Minas Gerais brilhou mais uma vez, com suas cervejarias conquistando um total de 24 medalhas, sendo premiados diversos estilos desde os clássicos até inovações que têm ganhado destaque no mercado.

No concurso de Blumenau, Minas Gerais trouxe três medalhas: Ouro com a cerveja Liberata, uma ESB da Cervejaria Funil (Lavras). Já a Läut (Belo Horizonte) conquistou a medalha de prata com sua Black Piano, uma Dark Lager. E a Mills (Belo Horizonte), conquistou a medalha de bronze com a Hazy IPA, Yellowstone.

Já no concurso de Camboriú, foram 21 medalhas conquistadas pelas cervejarias mineiras, sendo 12 de ouro, 5 de prata e 4 de bronze. Dessas medalhistas, três cervejarias se destacaram conquistando o pódio das três melhores cervejarias de Minas Gerais devido à quantidade de medalhas conquistadas e à pontuação em cada uma das categorias. Em primeiro lugar ficou a cervejaria Captain Brew, de Uberlândia, com duas medalhas de ouro e uma de prata. Em segundo lugar, ficou a cervejaria Mills, de Belo Horizonte, também com duas de ouro e uma de prata, que ficou em segundo por ter uma pontuação menor. Quem levou o terceiro lugar foi a cervejaria Colt Brew, de Nova Lima, com uma medalha de ouro e uma de bronze.  

A premiação das melhores cervejarias do Brasil ficou assim: 1º LUGAR: Cervejaria Big Jack (Santa Catarina), com 30 medalhas; 2º LUGAR: Opa Bier (Santa Catarina), com 19 medalhas; e 3º LUGAR: Cervejaria Leopoldina (Rio Grande do Sul), com 16 medalhas.

Neste mesmo concurso, as mineiras também se destacaram entrando na lista “Best of Show”, entre as 5 MELHORES CERVEJAS DO BRASIL. Veja:

1º LUGAR: Catharina Sour Caju Pytanga – Estilo: Catharina Sour – Cervejaria UNIKA (Santa Catarina)

2º LUGAR: Catharina Sour Morango e Maracujá sem álcool – Estilo: Non-Alcohol Malt Beverage – Cervejaria Opa Bier (Santa Catarina)

3º LUGAR: IPA – Estilo: India Pale Ale – Cervejaria Naipe Brew (Campo Belo)

4º LUGAR: Tatu com Cobra – Estilo: Adambier – Cervejaria Mercesana (Mercês)

5º LUGAR: Maerzen Rauchbier – Estilo: Maerzen Rauchbier – Cervejaria Bierbaum (Santa Catarina)

As informações a seguir são: Nome da cervejaria, cidade, nome da cerveja e o estilo)

Ouro (13 medalhas)

– Captain Brew (Uberlândia): O Olhar dos Seres das Matas –  Field Beer
– Captain Brew (Uberlândia): Ponta de Areia Chili – Pepper Beer
– Colt Brew (Nova Lima): Billy the Kilt – Scottish Ale
– Mills (Belo Horizonte): Springfield – Australian Pale Ale
– Mills (Belo Horizonte): Cacau Porter – Robust Porter
– Cervejaria Ziel (Poços de Caldas): Nicolau – Dubbel
– Cervejaria Gavioli (Juiz de Fora): Cerveja Vênus – Red Ale
– Cervejaria Naipe Brew (Campo Belo): Cerveja IPA – India Pale Ale –
– Cervejaria Hankzbier (Juiz de Fora): Cookie da Vovó – Pastry Stout
– Cervejaria Jybá (Itajubá): Jybá Sour de Goiaba Envelhecida em Barrica – Brazilian Wood Aged Beer
– Cervejaria Mercesana (Mercês): Tatu com Cobra – Adambier
– Cervejaria Funil (Lavras): BLACK – Dark Lager
– Cervejaria Funil (Lavras): Liberata – ESB

Prata (6 medalhas)

– Mills (Belo Horizonte): DeLorean – Session IPA
– Captain Brew (Uberlândia):  Teorema do Chocolate Infinito – Pastry Stout
– Cervejaria Trema (Uberlândia): Ondas de Caju – Gose
– Cervejaria Walnut (Conselheiro Lafaiete): Thoruna Red IPA Imperial Red Ale
– Cervejaria Walnut (Conselheiro Lafaiete): American Brown Ale – Thoruna American Brown Ale
– Läut (Belo Horizonte): Black Piano – Dark Lager

Bronze (5)

– Colt Brew (Nova Lima):  Tio Sun English Summer Ale
– Cervejaria Wuff Bier (Juiz de Fora): Wuff Stout – Dry Stout
– Dakza Brewing (Juiz de Fora): Magia Floresta Negra – Pastry Stout
– Cervejaria Funil (Lavras): Red – Amber Lager
– Mills (Belo Horizonte): Yellowstone – Hazy IPA

Parabéns a todas as vencedoras! Esses resultados refletem não apenas a tradição cervejeira do estado, mas também o compromisso das cervejarias mineiras com a excelência e a criatividade, que continuam surpreendendo os apreciadores e elevando Minas Gerais no meio cervejeiro.

Onde Beber Artesanal: Casa Olec, a casa dos chopes mineiros!

A Dica de Onde Beber Artesanal desta semana é a Casa Olec, um bar que conta com uma variedade de chope artesanal mineiro!

A casa é super animada! Se você gosta de tomar uma vendo o movimento, pode escolher sentar nas cadeiras da calçada. Porém, se gosta mais de sossego, a parte interna do bar é a pedida certa, com uma decoração super moderna e aconchegante. Em ambos espaços dá para ver as bandas que se apresentam em alguns dias da semana.

A casa conta com nove torneiras dos mais variados estilos de cerveja artesanal. Uma é dedicada à cerveja Lagunitas (IPA) e as demais estão com cervejarias mineiras. Tem para todos os gostos, desde Pilsen e Sour à NE IPA e Imperial Stout. Os preços variam de R$8 a R$25. Além disso, têm cervejas de garrafa tradicionais e drinks variados.

Para comer opção não falta! São diversas porções tradicionais como fish and chips, coxinha de rabada, torresmo de barriga, filé com fritas e outros. E tem os diferentinhos como a Almofadinha de queijo gouda (uma delícia), Stick de Tapioca e Parmegiana. Os preços variam de R$22 a R$82.

Com um ambiente agradável, animado, excelente atendimento, chope fresquinho e tira-gosto que chega rápido, não tem erro. Indico demais a Casa Olec e já quero volta!

Casa Olec
📍 Rua Major Lopes, 79 – Bairro São Pedro
Belo Horizonte/MG
Instagram: @casaolec

Cerveja no Inverno?

O inverno chegou de vez! Na hora de beber, qual a bebida alcoólica vem na sua cabeça?

stout

Antes da revolução das cervejas artesanais, a gente lembrava do vinho sim. Mas, graças aos nossos mestres cervejeiros e suas mil e uma possibilidade de criação, hoje, podemos encontrar no mercado diversificados estilos de cerveja para espantar de vez o frio.

Para mim, qualquer cerveja pode ser tomada em qualquer época do ano, mas, temos que concordar que algumas têm determinadas características que combinam mais com o frio. São cervejas mais encorpadas, com sabores e aromas mais intensos e com teor alcoólico mais elevado, pois trazem uma sensação de aquecimento.

Exemplos de estilos que dão uma esquentada são:  Russian Imperial Stout (RIS), Porter, Dubbel, Tripel, Doppelbock, Weizenbock, Barley Wine, Scott Ale etc (Veja aqui sobre mais estilos). Amo todos esses estilos!

Todos eles harmonizam muito bem com as comidas típicas de inverno como queijos, fondues, carne assada, chocolate e massas, que ficam excepcionais juntos!

Para dar água na boca, vai aí 11 dicas de cervejas mineiras para o inverno:

(estilo) Oatmeal Stout(nome) Obsidiana – (cervejaria) Pederosa Craft: Uma cerveja cremosa com notas de café e chocolate amargo. Sua cor preta e opaca lembra a pedra que lhe dá nome. A utilização massiva de aveia confere uma textura cremosa e aveludada, enquanto os maltes torrados imprimem notas de café e chocolate amargo. Uma combinação interessante com brownies e dias frios. ABV: 5,5% | IBU: 30

Stout – 78 RPM – Cervejaria Vinil: de coloração preta, apresenta combinação de aromas e sabores de café e chocolate amargo. No paladar, ela se revela leve, com sabor marcante e amargor proveniente da combinação dos maltes torrados e de lúpulos. ABV: 5,7% | IBU: 38

Extra Special Bitter – Strong Bitter – Cervejaria Confrades: Cerveja amarga, de intensidade moderadamente forte. Há um equilíbrio entre o adocicado de malte caramelado com o amargor de lúpulo em evidência, Retrogosto amargo. ABV: 6% IBU: 40

Dry Stout – Dry Stout Cacau – Cervejaria Slod: Uma autêntica cerveja inglesa dry stout. É escura, leve, corpo seco e amargor equilibrado. Sua espuma é aveludada com notas de café, cacau, e amadeirado, extraídos  de nibs de cacau de ótima qualidade. ABV: 6% | IBU: 33

Brown Porter – Jack Porter – Cervejaria Artéza: Cor escura, sabor e aroma levemente amadeirado, resultado de maturação em lascas de carvalho francês e de adição de whisky Jack Daniel’s. ABV: 6,5%

Doppelbock – Cabrón – Cervejaria Läut: Encorpada, tem aroma e sabor que remetem a caramelo, castanhas e um torrado sutil. A Cabrón é ideal para os amantes de cervejas mais fortes e complexas, principalmente nos dias mais frios. ABV: 8% | IBU: 20

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Black IPA – Blackbird – Cervejaria Küd: Leva quatro tipos de maltes e quatro estágios de lupulagem, é a primeira Black IPA registrada no Brasil. Forte e de paladar marcante, possui ótimo amargor. ABV: 8,3% | IBU: 75

Double IPA – Ignorância – Krugbier: Potente e complexa, extremamente lupulada. O corpo é denso, com leve dulçor dos maltes em equilíbrio com o amargor marcante e persistente. ABV: 10% | IBU:70

Belgian Tripel – Monasterium – Falkebier:  É uma cerveja de alta fermentação, não filtrada, refermentada e gaseificada na própria garrafa. Utiliza em sua receita malte de cevada, malte de trigo e aveia. Apresenta aromas complexos, frutados, especialmente os cítricos, espuma consistente e cor alaranjada turva. ABV: 9% | IBU: 18

Double Pastry Stout – I Don’t Know What to Say to You – Hankzbier: Uma cerveja elaborada com maltes especiais, aveia e malte de trigo. A proposta nessa cerveja foi fazer uma pastry, com adição de maple, nibs de cacau, café, avela, e um leve toque de lactose. Trazendo aromas e sabores de torta caseira, biscoitos, chocolate e amendoado. ABV: 10,5% | IBU: 45

Russian Imperial Stout – Petroleum – Cervejaria Wäls: Elaborada com aveia e maltes selecionados, que lhe concedem uma textura encorpada, licorosa, densa e aveludada. Seus aromas complexos de chocolate belga, café e caramelo são fruto da maturação em cacau belga, com sabor amargo evidenciado em equilíbrio com a potência dos maltes. ABV: 12% | IBU: 70

Cervejaria Slod comemora 4 anos com festa para o público

Localizada no polo das cervejas artesanais, no Jardim Canadá, a Cervejaria Slod vai comemorar 4 anos no próximo dia 08 de outubro, em sua fábrica. Os sócios Christian Ayres e Rauzer Pereira estão muito felizes com os resultados que a cervejaria alcançou nesses primeiros 4 anos, mesmo com tantos desafios, como a pandemia, fechamento dos bares e restaurantes por tanto tempo, períodos de recordes de chuvas,  guerra, sem falar do mercado extremante competitivo.

Para Rauzer, o crescimento da cervejaria foi gradual e de maneira sustentável. “Crescemos sem loucuras e com os pês no chão, focamos 24 horas de nosso tempo na qualidade e no compromisso com nossos clientes. Resistimos a grandes dificuldades nesses 4 anos, agora queremos agradecer e comemorar com nossos amigos, clientes e principalmente nossos parceiros comerciais”, afirma Rauzer.

Uma grande estrutura está sendo montada para essa comemoração, na porta da fábrica da cervejaria. Serão muitas atrações, muita gastronomia, muita música boa conduzida pelas bandas Lurex, Made in Anos 80 e Big Jack. Todos os 10 chopes da Slod serão servidos em 4 estações que estarão à disposição dos convidados. A festa terá ainda espaço kids e será pet friendly, além de um estacionamento exclusivo para motociclista e suas diversas tribos.

Os ingressos poderão ser adquiridos pelo Sympla e de brinde você ganha uma caneca de 473ml de acrílico personalizada.

Garanta seu ingresso pois eles são limitados: https://www.sympla.com.br/evento/slod-4-anos/1695219

Te espero lá!

Serviço:
Festa de 4 anos da Slod
Data: 08 de outubro (sábado)
Local: Fábrica – Rua Niágara, 1147 – Jardim Canadá
Horário: das 14h às 22h

Sobre a Slod

Fundada em 2018, a Slod tem como missão trabalhar com insumos de qualidade e procedência, com foco total na produção com muita qualidade e segurança, em todos os processos de fabricação.Aliás,a qualidade e a grande obsessão dessa micro cervejaria artesanal, desde sua criação.

“Somos hoje uma micro cervejaria artesanal premium, acreditamos que nossa missão é a verdade e a paixão que colocamos em cada produto que fabricamos e principalmente o trato e a credibilidade que conseguimos gerar em nossos parceiros comerciais.”, afirma Rauzer.

Com 10 rótulos nas prateleiras, as campeãs de venda são a Pilsen, IPA e a American Wheat – Lemon, essa em especial feita de modo extremamente artesanal usando a casca de limão siciliano, descascados um a um para a produção da Lemon. Mas ainda tem a APA, Pale Ale – Extra Special Bitter, NEIPA, Dry Stout Cacau, Amber Lager, Session IPA e a Double IPA , sendo essas duas últimas lançadas recentemente.

Cervejarias argentinas são destaques na Copa Libertadores da Cerveja

No dia 10 de setembro, foram divulgadas as cervejarias vencedoras da 10ª Edição do South Beer Cup, conhecida também como a Copa Libertadores da Cerveja. A edição, que foi realizada em Ribeirão Preto (SP), contou com a participação de diversas cervejarias da América do Sul, sendo que somente cervejas premiadas podem ser inscritas. Ou seja, é uma premiação para a melhor entre as melhores.

A argentina Charlone Cervecería foi o principal destaque desta edição. Foi a única marca a conquistar duas medalhas de ouro na premiação, sendo considerada a principal cervejaria do evento, ganhando a medalha de ouro. O segundo lugar ficou com a também argentina, Jabalina Brewing Company, que faturou um ouro e uma prata.

Mas, o Brasil não ficou de fora desse pódio. A medalha de bronze ficou com a Walfänger, uma marca de Ribeirão Preto que faturou um ouro e uma prata.

Além da Walfänger, outras cinco cervejarias brasileiras conquistaram medalhas de ouro nesta edição da South Beer Cup. Foram elas: Bierbaum, Libertastes, Alright Brewery Co, Narcose e Louvada.

A Libertastes é a única mineira medalhista entre as cinco. Já tomei as duas medalhistas deles, excelentes cervejas. A DediProsa (Strong Scoth Ale) ganhou bronze e a Oncotô (Wheatwine) ganhou ouro. Para saber mais sobre elas, clique ai e veja minha análise: Oncotô e DediProsa

As cervejarias argentinas superaram as brasileiras no número de ouros conquistados na competição sul-americana, foram 8 a 6. E o Equador faturou outros dois ouros.

Em função da pandemia do coronavirus, a South Beer Cup não acontecia desde 2019. Nessa retomada, a competição sul-americana fez parte da programação do Craft Beer Ribeirão, organizado pelo Polo Cervejeiro de Ribeirão Preto.

A programação, além da disputa sul americana, também contou com a realização de um festival de cervejas artesanais, do 1º Meeting da Cerveja Artesanal e da 1ª edição da Copa Paulista de Cerveja Artesanal.

Confira quais foram a cervejas medalhistas de ouro na South Beer Cup:

Wood And Barrel Aged Beer: Celebration Barrel Aged #7, Juguetes Perdidos (Argentina)

Stout Family: Imperial Stout, Drakkar Brewpub (Argentina)

Celebration Sour Ale, Gose, Berliner Weisse: Que Gose!, Two Barrel Brewery (Equador)

Smoked Beer and Historical Beer: Bierbaum Doppelbock Defumada, Cervejaria Bierbaum (SC)

Session IPA and IPL: Sativa Session IPA, Brewhousemdp (Argentina)

Other Strong Beers: Dediprosa, Cervejaria Libertastes (MG)

Fruit, Fieldd, Chocolate, Coffee, Chili, Herb and Spice and Honey: Mangobiche, Jabalina Brewing Company (Argentina)

European Lagers and International Pilsener/Light Lager: Walfänger Helles, Walfänger (SP)

British Dark Beers and Porter Family: Over the Moon: Alright Brewery CO (PR)

Bitter, Irish Red Ale and Scottish Ale: La Gordo, Charlone Cervecería (Argentina)

Belgin and French Origin Ale Styles: Cervejaria Narcose Belgian Nr. 10, Cervejaria Narcose (RS)

APA, Hazy Pale Ale, Int. Pale Ale and Summer Ale: Cwrw haf, Jones/Jenkins (Argentina)

American Lagers, Cream Ale, American Wheat and Blond Ale: Louvada HoLager, Cervejaria Louvada (MT)

American Hoppy Beers (Red, Black, Imperial, Experimental), and International IPA: Terrorista, Charlone Cerveceria (Argentina)

American and European Ambeer and Dark Lager: Thor, Wir Konnen (Argentina)

All Origin Hybrid/Mixed Lagers and Ales: Fandango (Chicha), Quiteña (Equador)

Fonte: Guia da Cerveja

Minas Gerais recebe 19 medalhas em um dos principais concursos cervejeiros

No dia 6 de agosto, um dos mais importantes concursos cervejeiros, o World Beer Awards, divulgou as cervejas premiadas na etapa nacional. Essa primeira fase, elege as melhores cervejas em cada país participante. Depois de divulgada as campeãs nacionais, acontece a segunda etapa da competição, que é realizada em Londres, quando as ganhadoras de cada país competem entre elas pelo título de melhores do mundo.  

Nessa primeira fase, 120 cervejas brasileiras ganharam medalhas. Foram 35 medalhas de ouro, 37 de prata e 48 de bronze. Um dos destaques foi a cervejaria St. Patrick’s, de  Ipeúna (SP), com cinco ouros, duas pratas e duas bronzes.

Como sempre, as cervejarias de Minas Gerais estão presentes nessa lista importantíssima para o meio cervejeiro. Ao todo, foram 19 cervejas premiadas. Destaque para a Wäls que trouxe nove medalhas e a Albanos que ganhou cinco.

Confira abaixo as mineiras vencedoras. Logo em seguida, inclui a lista feita pelo Beer Art com todas as medalhistas do Brasil.

OURO (4)
Albanos Brown Ale
Breedom Session IPA
Wäls Dubbel
Wäls Quadruppel

PRATA (5)

Breedom Lager (categoria International Lager)
Capapreta Euphoria Juice IPA 7%
Capapreta Session IPA
Laut Montesa Pilsen Premium Beer (categoria International Lager)
Wäls 42 (categoria Belgian Strong Ale)

BRONZE (10)

Albanos Dry Stout
Albanos Life Lager (categoria International Lager)
Albanos Pumpkin (categoria Herb & Spice)
Albanos Session IPA
Wäls Belgian Witte (categoria Belgian Style Witbier)
Wäls Fruit Lambic (categoria Flavoured Wild/Sour Beer)
Wäls Hopcorn IPA (categoria American Style IPA)
Wäls Petroleum (categoria Imperial Stout)
Wäls Session Haze (categoria Session IPA)
Wäls Trippel

Lista completa com todas as cervejarias brasileiras:

OURO (35 premiadas, em ordem alfabética)
Albanos Brown Ale
Ashby American Pale Ale
Baden Baden Cristal (categoria International Lager)
Breedom Session IPA
Búzios Manguinhos (categoria Dark Lager)
Campinas IPA Zero 0,3%
Colorado Guanabara (categoria Wood Aged)
Dom Haus Coconut Fondant
Eisenbahn Unfiltered (categoria Amber/Dark Kellerbier and Rotbier/Red Lager)
Flamingo Beer & Co. Witbier
Fredericia Bock
Goose Island Brewhouse São Paulo American Style Wheat
Goose Island Brewhouse São Paulo Yellow Line (categoria Seasonal)
Avós Imperial Baltic Coffee Reserva 2022 – Imperial Baltic Porter With Catucaí 24/137 Coffee
Avós Imperial Baltic Negroni Special Edition Imperial Baltic Porter With Negroni (categoria Experimental)
Leopoldina Italian Grape Ale
Leopoldina Tripel
Lohn Bier Carvoeira (categoria Herb & Spice)
Masterpiece Van Gogh (categoria Flavoured Wild/Sour Beer)
Noi Avena (categoria Belgian Style Blonde)
Noi Bárbara (categoria Barley Wine)
Noi Diavolo (categoria Belgian Strong Ale)
Noi Fiorella (categoria American Style IPA)
Paulistânia Marco Zero (categoria Classic Pilsener)
St. Patrick’s Barley Wine
St. Patrick’s Dry Stout
St. Patrick’s Hoppy Lager
St. Patrick’s Irish Car Bomb (categoria Imperial Stout)
St. Patrick’s Old Ale
Stannis Mamma Sour (categoria Oud Bruin)
Stannis Red Sönja (categoria Pale Beer / Amber)
Stannis Scarlett Flanders
Unika Catharina Sour – Caju e Pitanga
Wäls Dubbel
Wäls Quadruppel

PRATA (37 premiadas, em ordem alfabética)

Ashby Weiss (categoria Strong Wheat Beer)
Baden Baden Witbier 0%
Baltic Base Baltic Porter
Breedom Lager (categoria International Lager)
Capapreta Euphoria Juice IPA 7%
Capapreta Session IPA
Campinas Amber Ale
Campinas Session IPA Todo Dia
Colorado Black Indica (categoria Black IPA*)
Colorado Demoiselle (categoria Flavoured Stout/Porter)
Colorado Indica (categoria English Style IPA e outras)
Colorado Ithaca (categoria Imperial Stout)
Colorado Smoked Porter
Dom Haus Dom Hanks (categoria Session IPA)
Dom Haus Framboise Fondant (categoria Fruit & Vegetable)
Eisenbahn Weizen Bier (categoria Bavarian Style Hefeweiss)
Fiducanso Oak Aged
Hausen Bier Dunkel (categoria Dark Lager)
Insana Blend Pinhão 2017
Laut Montesa Pilsen Premium Beer (categoria International Lager)
Leopoldina Italian Grape Ale Rose
Lohn Bier Todanossa (categoria Brazilian Pale Ale)
Louvada Hop Lager
Louvada IPA Gf (categoria Gluten-free)
Paulistânia Laralima (categoria American Style Wheat Beer)
Quinkas Douglas (categoria Stout)
Quinta Do Malte Qm (categoria American Style IPA)
St. Patrick’s American IPA
St. Patrick’s Pilsen (categoria International Lager)
Salles Bier Lord Imperial IPA (categoria English Style IPA e outras)
Salles Bier Labuta American Pale Ale (categoria American Style IPA)
Stannis Brigit Ale (categoria American Style Pale Ale)
Stannis Rouge Nammu (categoria Fruit & Vegetable)
Stannis Wild Wanda (categoria Flavoured Wild/Sour Beer)
Villa Alemã Lager (categoria International Lager)
Xaraés Premium Lager (categoria Classic Pilsener)
Wäls 42 (categoria Belgian Strong Ale)

BRONZE (48 premiadas, em ordem alfabética)

Albanos Dry Stout
Albanos Life Lager (categoria International Lager)
Albanos Pumpkin (categoria Herb & Spice)
Albanos Session IPA
Al Fero Birrificio Baron De Charlach (categoria Fruit & Vegetable)
Ashby British Strong Ale (categoria Bitter over 5.5%)
Ashby Puro Malte (categoria International Lager)
Baden Baden Golden (categoria Herb & Spice)
Baden Baden IPA (categoria American Style IPA)
Bohemia Puro Malte (categoria International Lager)
Bohemia Reserva (categoria Strong Ale)
Brahma Chopp (categoria International Lager)
Brahma Duplo Malte (categoria International Lager
Búzios Aretê (categoria Session IPA)
Búzios Ferradura (categoria Belgian Style Strong)
Colorado Appia (categoria Honey & Maple Syrup)
Colorado Cauim (categoria International Lager)
Colorado Kuya (categoria Specialty)
Colorado Ribeirão Lager (categoria Classic Pilsener)
Colorado Vixnu Imperial IPA 9,5%
Dom Haus Billy’S Milkshake (categoria English Style IPA e outras)
Dom Haus Dom Lennon Hazy (categoria American Style Pale Ale)
Eisenbahn IPA (categoria American Style IPA)
Flamingo Beer & Co. Lager (categoria Classic Pilsener)
Goose Island Brewhouse São Paulo Memory Lane (categoria Seasonal: Maibock/Helles Bock)
Hausen Bier Weiss
Insana Red Ale
Leopoldina Barley Wine (categoria Wood Aged)
Louvada Low (categoria Light Lager)
Loveland American Wheat
Masterpiece Catharina Sour With Jabuticaba (categoria Fruit & Vegetable)
Pink Small Small Lager With Blackberry And Red Dragon Fruit (categoria Flavoured Lage)
Salles Bier Danube Vienna Lager 5,4%
St. Patrick’s Acid Trip (categoria Catharina Sour)
St. Patrick’s Coffee IPA
Skol Pilsen (categoria International Lager)
Skol Puro Malte (categoria International Lager)
Stannis Ororo Dunkel (categoria Dark Lager)
Stannis St. Paddys (categoria Flavoured Stout/Porter)
Stannis Super Nina (categoria Hoppy Pilsener)
Steudel Cervejas Especiais – Rl Oktoberfest – Maerzen
Wäls Belgian Witte (categoria Belgian Style Witbier)
Wäls Fruit Lambic (categoria Flavoured Wild/Sour Beer)
Wäls Hopcorn IPA (categoria American Style IPA)
Wäls Petroleum (categoria Imperial Stout)
Wäls Session Haze (categoria Session IPA)
Wäls Trippel
Xaraés Oatmeal Stout

Dicas de cervejas para beber na Primavera

A primavera esta aí e, com ela, chegaram os dias mais longos e coloridos. Não sei vocês, mas esse clima me deixa mais animada e com uma vontade danada de abrir aquela cerveja no fim do dia.

Por isso, eu convidei a sommelière de cervejas, Carol Jandoso*, para dar umas dicas gerais de cervejas ideais para se tomar na primavera!

Confira!

carol

As estações do ano influenciam muito nos nossos hábitos. Aquela sopinha de legumes do inverno já não parece tão apropriada para os dias ensolarados como os que estamos vivendo e aquela Imperial Stout deliciosa, com a chegada da primavera, está dando espaço para cervejas mais leves e refrescantes.

Essa sazonalidade não é de hoje. Os Bávaros têm orgulho de dizer que a cerveja é item indispensável em sua alimentação diária e que a única coisa que muda com o tempo é o tipo de cerveja escolhida, dependendo da estação, claro. No verão, as Weizenbier estão por todas as partes, espalhando seus aromas frescos de banana e cravo e refrescando o paladar com sua efervecência. O outono traz cervejas um pouco mais escuras e levemente mais potentes. Com a diminuição das temperaturas há um aumento no teor alcoólico, no início do inverno, os Bávaros escolhem Bocks para a ceia de Natal e nos dias mais frios embalam as noites com densas Doppelbocks. Agora, na primavera, é época das cervejas de outubro, as Oktoberfest.

A primavera chega renovando as coisas e trazendo com ela as Maibocks, uma bock clara, cerveja um pouco mais sequinha que as bocks escuras e que podem apresentar um perfil de lúpulo floral delicado e sútil.

Como pensar em primavera sem lembrar de flores e frutas aromáticas? É quase uma sinestesia, um cheiro colorido.

Historicamente os cervejeiros foram adaptando suas levas para oferecer o produto sensorialmente mais adequado para as condições climáticas, e por sua vez as condições climáticas influenciavam nas características sensoriais do produto. Temos como exemplo disso as Lambics que tradicionalmente são produzidas durante o inverno para consumo na primavera e no verão. As temperaturas amenas no início do inverno permitem a fermentação espontânea mais controlada, gerando uma cerveja mais agradável. Se o Master Blender for bom, o cervejeiro responsável pelas combinações de diferentes levas de Lambic para atingir a combinação perfeita, teremos uma cerveja refrescante e muito propícia para os dias mais quentes da primavera.

Agora vamos ao que interessa! Depois de todo esse papo de história da cerveja já estou com sede!

É com a acidez das Lambics que gostaria de começar as minhas indicações. Uma Fruit Lambic, como uma Kriek (cerejas), por exemplo, é uma ótima acompanhante para degustar com um chocolate branco, limpando o paladar e complementando o chocolate, dando a sensação de uma trufa de frutas vermelhas.

Ainda na temática “azedinhas” temos o primeiro estilo brasileiro, as Catharinas Sour, que são cervejas ácidas que levam frutas aqui das terrinhas tupiniquins. Uma boa cerveja desse estilo é capaz de acompanhar um queijo brie, neutralizando um pouco a gordura e a fruta escolhida funcionará como uma geleia, tipicamente servida junto ao queijo.

Mas nem só de acidez se vive uma primavera. Se você não abre mão de um IPA pode se aventurar tanto no mundo das Session IPAs, versões mais contidas de seu estilo original, quanto pode enveredar nos caminhos das ultra-aromáticas New Englands. Nessa categoria, encontramos cervejas tão cheirosas que muitas vezes, de olhos fechados, fica complicado identificar se é um suco de frutas tropicais ou uma cerveja. Aqui, só devemos tomar cuidado com o teor alcoólico, às vezes, uma cerveja muito potente, pode ser difícil de degustar nos dias mais quentes.

Pra finalizar, gostaria de dizer para que deixe sua imaginação fluir e seja levado pelos mais diversos estilos e sensações, faça suas apostas e avaliações. Para isso, vou deixar mais algumas dicas:

– Se está buscando acidez e refrescância, fora as Lambics e as Catharinas, aposte por exemplo em uma Gose, salgadinha e azedinha.

– Se as notas cítricas e resinosas te agradam mais, aposte em Session IPAs, Americans IPAs, White IPAs, NEs, APAs.

– Se você for um fã incondicional da escola Belga, pode escolher passar um momento ao lado de uma boa Saison, Blonde Ale ou Belgian Pale Ale, com suas inconfundíveis notas de condimentos e frutas.

– A Escola Alemã também é uma ótima opção quando estamos falando de cervejas leves. Estilos como Kölsch, German Pils, Bohemian Pilsner e Münich Helles são boas opções para a nossa primavera.

– Se você é um amante das cervejas de trigo, pode continuar degustando da sua Weiss em seu copão e, se quiser variar, pode apostar em uma Witbier ou American Wheat Beer e adicionar citricidade e um pouquinho mais de refrescância.

É isso! Lembre-se de se permitir testar e escolher seus estilos prediletos e não deixe de me contar como foi a experiência!

* Carol, além de Sommelière, é Bióloga e Mestre em Estilos. Nascida em Piracicaba, já trabalhou com produção de cervejas, treinou equipes de diversos bares e restaurantes, promoveu cursos e degustações guiadas e viajou por mais de 20 países, sempre buscando novas experiências e sabores que a fermentação pode oferecer. Veio para BH recentemente em busca de conhecer a cena cervejeira do que chamam de “a Bélgica brasileira”. Confira seu insta: @carolsommelier!

Espero que tenham gostado e aprendido um pouco mais sobre este vasto mundo das cervejas artesanais. 

Ouro Preto e suas riquezas acompanhadas de muitas cervejas artesanais

Gosta de bater perna e conhecer muitos pontos turístico?

Ouro Preto é o lugar certo. É a cidade histórica mineira que mais tem lugares para se conhecer. Em cada esquina é um aprendizado. Então, se planeje, prepare-se e se perca na cidade.

Quantos dias ficar: Para conseguir visitar tudo, eu diria que três dias é o ideal. Mas, caso você tenha menos tempo, como eu fui (fiquei por 2 dias), foque nos principais que não vai se arrepender.

A antiga capital do estado é riquíssima em história, com isso, atrai muitos turistas. Então, prepare-se, em qualquer ponto turístico que for vai ter muitos turistas curiosos como você querendo saber de tudo e tirar foto de tudo. A cidade é mega movimentada, muito carro, muita gente, afinal, além de turística, Ouro Preto também é uma cidade universitária.

Então, prepare uma roupa bem leve e o TÊNIS, pois os morros da cidade são bem caprichado e mata qualquer atleta de plantão. E, se está pensando em rodar de carro, sem chance, não é fácil achar lugar para parar em todos os locais. Então, deixe o carro em um lugar central e fé na sua canela. Bora!

Espera ai! Antes, não posso deixar de falar que, no caminho para Ouro Preto já tem uma parada obrigatória. O Museu Jeca Tatu, que fica na estrada, em Itabirito. É um museu de quinquilharia. Tem tudo que imagina, desde latinha antiga de cerveja à máquina de escrever.

Museu Jeca Tatu

Além da atração cultural, conta também com uma lanchonete com o famoso pastel de angu, em vários sabores, e um delicioso cafezinho mineiro. Não deixe de comer o pastel. É delicioso.

Ainda tem uma área externa coberta, onde podem ser realizados eventos e um cinema (que foi reformado pelo Luciano Huck, através do quadro Quinquilharia, do Caldeirão do Huck). Além disso, na porta do museu, fica uma Jardineira Biblioteca, o monumento do Cristo Redentor, entre muitas curiosidades. As placas na estrada indicam o Pastel de Angu.

Voltando para Ouro Preto… seus conjuntos arquitetônicos do estilo barroco bem preservados é de ficar paralisado. Não à toa, foi a primeira cidade declarada como Patrimônio Cultural da Humanidade em 1980, pela UNESCO.

O que fazer:

– Praça Tiradentes. Comece por ela, já que, aqui, concentram restaurantes, cafés e alguns pontos turísticos de Ouro Preto. Também há diversos guias se oferecendo para fazer os passeios. Eu fiz o meu próprio roteiro, então não precisei de nenhum guia.

Praça Tiradentes

No centro da praça, fica o monumento a Tiradentes, instalado em 1894. Trata-se de uma homenagem ao sacrifício do alferes na Inconfidência Mineira.

Ali, também fica o Museu da Inconfidência, antiga sede da Casa da Câmara e a Cadeia de Vila Rica. No museu, encontra diversos artigos referentes à Inconfidência Mineira, importante movimento para Minas Gerais e o Brasil.

Observação: Todos os pontos turísticos (museus, igrejas) cobram para entrar. Mas, o valor é bem simbólico.

– Igreja Nossa Senhora do Carmo. Fica atrás do museu. É uma das obras do arquiteto Aleijadinho. Anexo ao terreno, fica o Museu do Oratório, que expõe grande variedade de peças religiosas.

– Feira do Largo de Coimbra. Descendo, próximo à praça e em frente para a Igreja de São Francisco de Assis, está essa famosa feirinha. Por lá, você encontrará grande variedade de peças de artesanato local, especialmente em pedra sabão.

– Igreja de São Francisco de Assis. Uma das obras mais importantes de Aleijadinho, essa Igreja está entre as mais visitadas de Ouro Preto e é um grande símbolo do barroco e rococó mineiro. Além de Aleijadinho, a Igreja conta também com trabalhos de Mestre Ataíde. Não entrei. Mas, dizem que é linda. Já estava cansada, tanto que, aqui, encerrei meus passeios desse dia (começamos as visitas à tarde).

– Mina do Chico Rei. Começamos a manhã nessa Mina. Tem algumas Minas em Ouro Preto. Como as visitas são muito semelhantes, escolhi ir nessa. A visita é guiada por uma escavação subterrânea onde o personagem real conhecido como Chico Rei, trazido do Congo como escravo trabalhou explorando-a até comprar sua carta de alforria e, depois, comprou a própria mina, durante o ciclo do ouro no Brasil Colonial.

Durante a visita, é contada muita história daquela época. Muito interessante. Só não indico para quem tem fobia de lugar fechado. Chega uma parte que é bem estreita e dá uma agonia.

Aqui, eu falei sobre a Mina Jeje.

– Casa do Aleijadinho. Perto da Mina Chico Rei, fica uma casa escrito “Casa do Aleijadinho”. É uma casa feita em pau a pique bem antiga, que está quase toda preservada na originalidade. A certeza que se tem até hoje é que o sobrado serviu de moradia aos pais do artista. Não existe nada que comprove que ele nasceu ou viveu ali.

Não tem muito atrativo, mas, destaco a cachaça que vendem lá: a Cachaça Safra Barroca. A melhor cachaça que já tomei na minha vida. Tem fama internacional. É uma cachaça com sabor, vendida em diversas garrafas, inclusive de pedra. Pode experimentar, é servida geladinha, muito boa. Trouxemos uma garrafinha de 330ml, pois é bem cara! Mas, compensa.

– Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar. Muito grande. Erguida no início dos anos 1700, é uma das mais luxuosas da cidade. A ornamentação da igreja leva mais de 400 kg de ouro e 400 kg de prata, fora as centenas de anjos esculpidos. Ao entrar, o ouro já reluz! Estima-se que a igreja esteja entre as que mais receberam ouro em sua decoração em Minas Gerais e no Brasil.

– Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Escravos adeptos ao catolicismo construíram essa igreja no final dos anos 1700 e inícios dos 1800. Por isso, também é conhecida como Rosário dos Pretos. O destaque dela é pela fachada que é curva.

Igreja Nossa Senhora do Rosário

Onde beber: À noite, a cidade acalma. Os bares ficam espalhados entre o centro e os bairros. Claro que só escolhi lugar com cerveja artesanal e já falei sobre esses lugares aqui na minha coluna “Onde Beber Artesanal”. Detalhe que você encontra a Ouropretana por toda cidade, em vários bares, lojas e restaurantes. Então é super fácil achá-la.

Vamos para as minhas dicas.

– Armazém Rural: Está na Praça Tiradentes? O armazém é parada obrigatória. Lá você encontra oito torneiras de chope da Cervejaria Ouropretana para pegar e apreciar o vai-vem dos turistas. Além disso, lá tem um espaço com lembranças da cidade. Clique aqui para ler mais sobre o Armazém Rural.

Bar da Ouropretana: É um bar com um espaço aconchegante e confortável. Além de muitos tira-gostos gostosos a casa conta com diversos estilos de cerveja própria e algumas convidadas. E agora eles também estão com gin próprio. Eu já falei tudo sobre o Bar da Ouropretana aqui.

– Galpão 89: O local é pequeno mas bem gostoso. Um pouquinho longe do burburinho do centro histórico, a casa conta com diversos chopes artesanais locais e opções de petiscos. Quer sentar na parte interna, chegue cedo. Com preços mais acessíveis. Clique aqui que eu contei mais detalhes sobre o bar.

– Latitude 20º: Outro bar com cerveja artesanal própria é o Latitude 20º. É um bar supersimples, com petiscos gostosos, caseiros, e várias biqueiras com cerveja própria e convidadas. Fora a vista que é maravilhosa. Também já falei da Latitude 20 aqui. FECHADO PERMANENTE

– RePUBlica Cervejeira: Esse eu entrei bem rápido porque já estávamos cansados. Tomei uma cerveja só mas adorei o lugar. Foi inaugurado em fevereiro de 2020. É a primeira tap house multimarcas e steak bar da cidade. São 30 torneiras com chopes nacionais, principalmente, mineiros. Além de chopes e cervejas de garrafa, eles oferecem boa gastronomia e música de qualidade. Os valores variam de R$11 a R$30 (300ml e 500ml).

– Tenente Pimenta Rock Bar – O pub parece pequeno, mas, ao entrar, você percebe que é bem grande. Tem uma parte fechada e uma parte aberta. A casa conta com cervejas artesanais e petiscos variados também. Clique aqui que conto com mais detalhes!

As cervejas artesanais locais: Ouropretana, Latitude 20º, Thoruna Beer, Fuzessy Bier e Cervejaria Acadêmica.

Para almoçar:

– Bar da Nida: Antes de mais nada, só vai se reservar. Entra lá no insta deles @bardanida. Um bar com diversos ambientes, no alto da serra. Cheio de cores, flores, sons, vida e muita alegria. Possui ambiente rústico e aconchegante, com música ao vivo aos finais de semana, e várias opções de petiscos, pratos e bebidas.

– O Passo Pizza Jazz. A comida aqui é maravilhosa. Quer conhecer a culinária mineira, vai com fé. Mas, é bem salgadinho os preços dos pratos. As imagens falam mais que qualquer palavra.

Passo Pizza Jazz

Espero que tenha gostado de mais essas dicas de tudo o que fazer em mais um interior mineiro.

Tiradentes: Desacelere com cerveja mineira

A dica que vou dar hoje é para você que quer descansar e desacelerar da correria do dia a dia.

Tiradentes é uma cidade histórica típica do interior mineiro. Por lá, parece que tudo é mais devagar, o tempo passa com calma, que tranquilidade!

Largo das Forras

A cidade fica a 190 quilômetros de Belo Horizonte e é conhecida pelas igrejas do século 18, museus, antiquários, além de uma ótima gastronomia. A cidade é tombada pelo patrimônio histórico, mostrando que ali tem muita história para contar.

Quantos dias ficar: Três dias e duas noites são o suficiente para conhecer todos os pontos turísticos da cidade, que não são muitos.

O que fazer: Comece pelo Largo das Forras, que é a praça principal da cidade. De lá, você consegue chegar em todos os pontos turísticos. Ande pelas ruas conservadas de muitos séculos e observe o charme da arquitetura dos antigos casarões.  Ah, vá de tênis e roupa leve, porque tudo é feito a pé.

Esse foi o meu roteiro:

– Largo das Forras;

–  Museu Casa de Padre Toledo, onde morou Tiradentes e que foi usada como ponto de encontro da revolução colonial. O Museu conta muita história. Em frente ao Museu fica uma estátua de Tiradentes e ao lado está a Capela de São João Evangelista (que estava fechada).

– Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Menos suntuosa e conservada do que a Matriz, merece ser visitada pelo seu valor histórico. Era o lugar de culto dos negros escravizados, impedidos de frequentar outras igrejas.

– Matriz de Santo Antônio.  O mais conhecido cartão-postal de Tiradentes. Foi construída no início do século 18, durante a época da corrida do ouro, quando Tiradentes ainda atendia pelo nome de Vila de São José do Rio das Mortes. Décadas mais tarde, a igreja ganhou uma nova fachada, projetada por Aleijadinho. Não pode tirar foto de dentro da igreja, que é a mais rica em ouro de Minas Gerais, a segunda do Brasil.

– Ao lado fica o Museu da Liturgia, um museu moderno que fala de rituais e tradições católicas. Não entramos.

– Chafariz de São José. Com três saídas de água, ele não estava funcionando. Por anos, essa foi a principal fonte de água da cidade, para pessoas e animais. O lugar tem muita mata ao redor, mas achei bem descuidado e sem movimento por perto. Daqui voltamos paramos em um bar próximo à praça principal para tomarmos uma artesanal e depois fomos na loja de Chocolate. Imperdível! Isso tudo foi feito em uma tarde, sem correria.

– Capela de São Francisco de Paula. Fomos quando estávamos indo embora. Achei sem graça. Só é bonita a vista de lá de cima.

Outros passeios ao redor:

Bichinho, passamos uma manhã por lá.

– Museu Automobilístico da Estrada Real. Aqui, você encontra uma coleção impressionante de carros antigos, todos brilhando. Alguns fazem aparições em filmes e casamentos. Cada jamanta de carro. Vale a pena a visita.

– Casa Torta. Famosa na região é uma casa torta para crianças e adultos visitarem. Nós não entramos, estava cheio e preferimos seguir para o Alambique…rs

– Alambique da Cachaça Mazuma. Toda visita à Mazuma Mineira é grátis e inclui uma explicação sobre como é produzida a cachaça, e uma provinha das ótimas pingas da casa. Gostei da explicação e do aroma do alambique J. A Mazuma tem cachaças envelhecidas em jequitibá, amburana e carvalho, além da branca. Na loja também são vendidos queijos, doce de leite, café e outras especialidades da região. Claro que levamos a cachaça e o doce de leite.

– Maria Fumaça. Pra quem não andou vale a pena fazer o bate-volta pra São João del-Rei. Esse passeio, nós fizemos de São João – Tiradentes – São João.

Para beber: Na cidade, existem vários pontos com cerveja artesanal de Minas. Quando fui, na praça, ficava esse charmoso carro da Haus Bier e foi parada obrigatória. A Haus Bier tem um restaurante bem grande e a fábrica na entrada da cidade. Quando fui, estava fechada.

– 50 Tons de Malte. Encontra diversas cervejas artesanais de Minas Gerais. Só tem mineira boa. Aqui eu falei sobre minha experiência lá. Clique ai: 50 Tons de Malte

– Mercado Tunico. Ah, esse foi meu point. Como fica ao lado da praça principal e estava rolando show, não sentamos em nenhum restaurante, íamos abastecer lá toda hora. Várias cervejas artesanais mineiras e geladas para pegar e sair bebendo.

– Sapore D’Italia ao Ar Livre tem chope e cervejas da Cervejaria Antuérpia (Juiz de Fora-MG);

– Birosca Santo Reis: Tem chope e cervejas de garrafa artesanal. Fiz só um pitstop para encher o tanque.

Espero que tenham gostado dessas dicas!

50 Tons de Malte: Diversidade artesanal em Tiradentes

Atenção: O endereço mudou para Rua Min. Gabriel Passos, 280 A – Centro Histórico.

A dica de Onde Beber Artesanal para o trem em Tiradentes para gente descobrir mais um lugar imperdível em pleno interior mineiro.

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Que Tiradentes é uma cidade gostosa e incrível de passar um final de semana ou feriado a gente já sabe. Mas, que lá podemos achar uma infinidade de cervejas artesanais, ah, isso é novidade!

Por isso, a dica é o 50 Tons de Malte, um bar/pub que fica em uma rua tranquila de Tiradentes, apesar de ficar bem pertinho da praça principal. É uma paz.

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O local: Um lugar para toda a família. Apesar de estar em uma cidade histórica, achei grande. Com uma decoração que mistura o rústico com o moderno, é um lugar muito aconchegante e bonito. Com mesas espalhadas pelo salão e algumas na calçada.

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O atendimento? Sensacional! Te tiram dúvidas, te dão dicas cobre as cervejas presentes no cardápio. Fora a simpatia.

cervejarias mineiras

Para beber: A casa oferece uma vasta carta de cervejas artesanais. São mais de 100 rótulos, todos mineiros. Legal, né?! Tem para todos os gostos e bolsos. Ah, não tem chope, somente garrafas e latas, que variam de R$12,90 a R$40. Tomamos alguns rótulos indicados. Além de cerveja, têm muitas opções de hidromel e destilados.  

50 tons de malte tireadentes

Além das cervejas geladinhas, você também encontra alguns rótulos na prateleira, para levar e alguns kits para presentear.

Para comer: Opção para comer é o que não falta também. Diversas porções de boteco. Como o famoso bombom de feijoada, pastel de angu com diversos recheios, porções de picanha, lombo, linguiça, fritas e por aí vai. Além de caldos e pratos executivos. Os valores variam de R$18,90 a R$69,90.

porcoes

cervejeira uai

Adorei ter essa opção em pleno Tiradentes, já que a praça principal foi tomada somente por duas cervejarias. Mas, tudo bem, o importante é que encontramos cerveja artesanal sem dificuldade!

50 Tons de Malte
Rua Frederico Ozanan, 345 – Loja D – Centro

Tiradentes- MG
Instagram: @50tonsdemalte