Como prometido, depois de falar da cerveja popular/industrializada, vou falar sobre as cervejas artesanais, principalmente sobre sua produção e ingredientes, que é o seu diferencial em relação às cervejas populares/industrializadas. Sobre a história da cerveja artesanal eu falei em outros posts. No Brasil e em Minas.
As cervejas artesanais são aquelas produz
idas quase que de forma caseira. Algumas microcervejarias, mesmo utilizando equipamentos modernos, ainda assim são consideradas como cervejarias artesanais pelo cuidado que têm com sua produção. Pois há uma preocupação maior em diversos momentos da produção como: na seleção dos ingredientes, no preparo da receita e na escolha dos conservantes finais, que devem ser naturais e não químicos.
Ou seja, essas cervejas são bem cuidadas, com produções mais restritas (mas não necessariamente pequenas), o que leva a um resultado excelente com produtos de ótima qualidade.
Mesmo que algumas cervejas são
feitas em maior escala, que é o caso das microcervejarias, como a Colorado, a Eisenbanh, a Bäcker, não podemos considerá-las industrializadas como as populares, pela forma como são pensadas. As artesanais feitas em larga escala, assim como as produzidas em menor escalas, têm um processo cuidadoso não só na criação, mas, também, na fermentação e maturação. Além disso, os ingredientes utilizados são nobres e selecionados e as receitas são elaboradas pensando em adaptar-se a diferentes paladares, criando uma identidade da cerveja. Diferente das populares/industrializadas, que o processo já é todo automatizado, os ingredientes usados são os mais baratos e a receita é bem parecida.
As cervejas artesanais tem como base a água, o lúpulo, o malte e a levedura, sem adição de conservantes e outros produtos químicos.
Ou
tra diferença entre a cerveja artesanal e a popular/industrializada fica por conta da forma de conservação da cerveja. Enquanto as industrializadas usam aditivos químicos, a maioria das artesanais não usa. Nas artesanais, o lúpulo colocado em maior quantidade e o álcool são os ingredientes que ajudam a manter a validade, além da pasteurização que muitas fazem.
Sem os conservantes, o produto fica natural, porém mais suscetível à ação externa e terão um prazo de validade menor, não podendo ter uma escala tão grande de produção. Mas, não é regra, algumas artesanais usam alguns aditivos químicos como conservantes, que é o caso de algumas da Wäls, Baden Baden.
A fabricação das artesanais passa pelas mesmas etapas que a cerveja industrial, contudo, é um trabalho muito mais criterioso e menos automatizado.
Todo esse cuidado nos permite ter experiências incríveis em todos os sentidos: quanto ao sabor, ao aroma, ao visual.
Gente, é incomparável! Vale a pena dar uma economizada para garantir “o pão nosso” de cada dia! #ficaadica
E você, já começou a ter suas experiências com cerveja artesanal? Me conta aí!





fonte de amido),
Além de aumentar a quantidade na produção, esses cereais tornam a cerveja mais leve, fazendo com que ela seja consumida em maior quantidade. E a quantidade de lúpulo (quando tem) é bem pouca, o que faz com que a cerveja fique sem sabor e sem aroma. E toda essa padronização, faz com que a maioria tenha um gosto semelhante. Eu, particularmente, nunca achei graça nisso. Mesmo antes de descobrir as artesanais eu não gostava de tomar as industrializadas.





Por se destacar na fabricação de cervejas artesanais e pela criatividade, Minas Gerais é considerada a Bélgica brasileira. De acordo com o Ministério da Agricultura em Minas Gerais, existem atualmente 241 microcervejarias registradas aqui. O número deu um grande salto, contando que eram 12 as cervejarias artesanais em 2003.




mento de cervejarias artesanais, tendo no mercado um crescimento impressionante.
com a criatividade dos nossos mestres cervejeiros a mil, impulsionados pela diversidade dos nossos ingredientes nativos, muitos falam da tal Escola Cervejeira Brasileira.

Para nos contextualizar e termos noção do quanto importamos lúpulos, segundo dados do Siscomex, portal do Governo Federal, em 2016 foram importadas 1.700 toneladas de cones de lúpulo frescos, triturados e extratos.
Em 2014, a cidade de São Bento do Sapucaí (próximo a Campos do Jordão), em São Paulo, foi a pioneira em plantação de lúpulo no Brasil. A planta nasceu de uma manifestação botânica espontânea. Com uso de algumas técnicas e a tecnologia, como o uso de luz artificial, já tem cervejaria fazendo experimentos com lúpulos nacionais.



O #tbt de hoje é essa deliciosa pilsner da Berliner Kindl, uma cerveja tradicional em Berlim. Onde íamos, ela estava na prateleira. É uma pilsner clássica, feita de acordo com a Lei da Pureza Alemã: água, malte, lúpulo (extra-finos) e leveduras. Como foi feita dentro dos padrões, o gosto é o mesmo das demais: amargor médio equilibrado com o leve doce do malte, no finzinho sente o amargo. Tem gosto de Berlim…rs
a em 1872 por um grupo de empresários com objetivo de produzir o tradicional estilo berlinense para enfrentar a então novidade das lagers bávaras. A cervejaria cresceu rapidamente
nos primeiros anos, mas, como toda Alemanha, sofreu muito nas duas grandes guerras. A retomada veio apenas na década de 50 através do suporte do mega grupo Raderberger.
