Cervejaria lendária belga adota rótulos após 75 anos

Cervejaria trapista belga Westvleteren passa a rotular suas garrafas pela primeira vez em 75 anos para atender demandas do mercado de cerveja

A cervejaria do mosteiro Westvleteren, localizada na Bélgica, cujas cervejas lendárias são produzidas por monges trapistas na abadia de Sint-Sixtus passará a rotular suas garrafas pela primeira vez em 75 anos.

Por mais de 75 anos, a cervejaria, que produz três das famosas cervejas trapistas da Bélgica, em homenagem à ordem ou dos monges que administram a abadia apresentou as suas garrafas sem rótulo e agora está mudando isso.

A produção da Westvleteren já possuiu rótulos até pouco tempo depois da segunda guerra mundial, quando suas cervejas passaram a ser produzidas de forma licenciada na cervejaria Saint Bernardus. Ainda nesta época a Westvleteren decidiu por não utilizar mais rótulos, concentrando todas informações na tampa da garrafa.

Mesmo quando os monges retomaram toda a produção para dentro dos muros da abada em 1992 as garrafas foram mantidas sem rótulo sendo vendidas no portão do monastério.

Os novos rótulos permitem que os consumidores diferenciem as quatro variedades de forma simples e rápida, porém um dos grandes pontos sobre a Westvleteren é sua exclusividade com os monges produzindo cerveja de forma bastante limitada e limitando também as suas vendas que ocorrem quase que exclusivamente no próprio mosteiro.

Os rótulos conterão todos os tipos de requisitos legais – valores energéticos, ingredientes em três idiomas e um código QR que vincula ainda mais informações que anteriormente os consumidores não tinham acesso.

Rótulo da Westvleteren é uma demanda de mercado pedida por seus consumidores

A gama completa de informações presentes no rótulo, não são exigidas legalmente, mas a cervejaria decidiu por adicioná-los devido a demanda dos consumidores.

Foto:  Francois Lenoir/Reuters

Os monges optaram por um design de etiqueta único, bastante próximo da aparência familiar. Os rótulos representam imagens estilizadas das tampas das garrafas. Existem três versões de rótulos, uma para cada uma das três cervejas trapistas da Abadia de Westvleteren diferenciadas por cores.

 “Estamos respondendo à demanda de muitos de nossos consumidores com esses rótulos. É simplesmente uma tendência no mundo da comida se comunicar muito abertamente. Nós também nos tornamos mais sensíveis a isso. Muitas vezes vejo alguns irmãos aqui analisando uma caixa ou um pacote.” explicou o Irmão Godfried, prior da abadia ao site belga Brussel Times.

A cervejaria destacou que está deixando para trás uma tradição para obter algo melhor em troca e de alguma forma progredir.

“Além disso, mantemos a aparência. Quando as garrafas estão na caixa, os rótulos são colocados de forma que não possam ser vistos, mas apenas as garrafas clássicas e escuras com o anel distintivo com a inscrição em relevo cerveja trapista.”

Cervejas trapistas. O que são?

Trapistas são Abadias – uma comunidade monástica cristã, originalmente católica – que produzem cervejas há muito tempo e seus monges vivem uma rotina de trabalho e oração.

Atualmente, existem apenas 13 cervejarias que podem estampar o selo trapista.

Existem mosteiros trapistas em todo o mundo. E apesar de não terem o selo, o modelo trapista está muito relacionado com a forma de produção e venda.

Para saber mais sobre elas, acesse esse resenha que fiz: Cervejas Trapistas

Fonte: Site Catalise

Monjas Trapistas de Santa Catarina planejam produzir cerveja

Quem gosta de estudar e entender melhor sobre o mundo cervejeiro já sabe da tradição dos monges em fabricar suas próprias cervejas. Devido ao apoio dos trapistas belgas, que ajudaram na construção do mosteiro em Rio Negrinho (SC), as monjas do mosteiro das Irmãs Trapistas de Boa Vista, viram na produção da cerveja uma alternativa para manter suas atividades.

Foto: Divulgação

Hoje, a comunidade já produz chocolates e geleias para comercialização para manter as atividades tanto em Rio Negrinho quanto em outras unidades da congregação.

Ao conhecer a iniciativa, a Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) passou a subsidiar os equipamentos e os cursos de duas irmãs para que elas obtivessem mais conhecimento técnico e para que elas prossigam com o projeto. Uma formação à distância já foi concluída e agora elas estão presencialmente na instituição, em Blumenau, ampliando os estudos.

Se o projeto for concluído e a cerveja for fabricada, será a primeira cerveja trapista supervisionada por mulheres.

Zulema Jacquelin Jofre Palma é uma das monjas que está estudando na ESCM. Chilena, ela vive no Brasil há 12 anos e foi pega de surpresa com a missão. “Nós conhecemos e estudamos os mosteiros que produzem cerveja, mas não pensamos que seria possível nos envolvermos nesse projeto. Como gosto muito de estudar, estamos buscando conhecimento para evoluir e apoiar a nossa comunidade e outras comunidades no mundo”, diz.

Segundo Raquel Watzko, também monja e aluna da ESCM, a cerveja é uma forma de transmitir ao público que a vida monástica também é composta de alegrias. “Quero que, quando provem a nossa cerveja, as pessoas se conectem também com uma visão mais leve e feliz do que significa a nossa vocação religiosa, porque nós somos muito felizes vivendo desta forma”, diz.

Ainda não há um prazo para a comercialização das cervejas. Além disso, a comunidade das Irmãs Trapistas de Boa Vista ainda não faz parte da International Trappist Association (ITA), que designa oficialmente as cervejas trapistas no mundo. Ou seja, mesmo com a produção, a cerveja não pode receber a denominação de trapista, mas sim de cerveja de abadia.

Cervejas trapistas

 Trapistas são Abadias – uma comunidade monástica cristã, originalmente católica – que produzem cervejas há muito tempo e seus monges vivem uma rotina de trabalho e oração.

Atualmente, existem apenas 13 cervejarias que podem estampar o selo trapista.

Existem mosteiros trapistas em todo o mundo. E apesar de não terem o selo, o modelo trapista está muito relacionado com a forma de produção e venda.

Para saber mais sobre elas, veja essa resenha que fiz: Cervejas Trapistas

Sobre as Irmãs Trapistas de Boa Vista

A história do mosteiro das Irmãs Trapistas de Boa Vista é fruto dos movimentos da comunidade chilena de Nossa Senhora de Quilvo, que tinha o desejo de ampliar sua atuação, e da comunidade Novo Mundo no Brasil, casa masculina trapista que desejava ter uma casa da mesma Ordem para mulheres. Depois de dois anos de preparação, em 2010, as monjas chegaram à cidade de Rio Negrinho (SC) para iniciar a construção da casa. Depois de três anos em uma residência provisória, em 2013 elas passaram a viver no mosteiro, que foi totalmente concluído em 2017.

Por viverem do seu próprio trabalho e desejarem apoiar outras comunidades, elas passaram a produzir geleias e chocolates comercializados através do e-commerce http://www.trapistasboavista.com.br . Antes da pandemia, o mosteiro funcionava também como hospedaria.

Com informações Via Fly Viagens

#TBT: Stella Artois – Floralis Genérica (Buenos Aires)

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O #tbt de hoje não é com uma cerveja argentina, mas é uma cerveja que acha em toda esquina de Buenos Aires: a Stella Artois.

Mas o interessante é que, por lá, acha muita dela na garrafa de 975 ml. Ou seja, praticamente um litrão de Stella, que eu nunca vi aqui no Brasil.

A Stella é uma Premium American Lager belga, com mais de 600 anos de tradição. Ela foi criada como um presente de Natal para os habitantes de Leuven, na Bélgica. Stella significa ‘estrela’, em latim, e foi uma homenagem à ocasião de sua criação.

Sua cor é cristalina e o aroma suave. Seu sabor, tem um leve amargor no final. Dá para tomar várias.

Essa, nós tomamos no restaurante Gran Parrilla del Plata, bem conhecido em Buenos Aires pelas suas famosas e suculentas carnes. Dependendo do horário, você enfrenta até fila.

O lugar é dos anos 20, e mantém as características daquela época. Localizado em San Telmo, ele te faz voltar no tempo.

gran parrilla

Depois que pedimos o prato, eles mandaram, de entrada um negócio, acompanhado de pão. Não fazia ideia do que era aquilo que mandaram, sei que fiquei com receio de comer. Mas, ao comer, achei bom demais. Só não comi tudo, porque senão não almoçaria.

feijoesProcurando agora no Google, o prato eram feijões brancos gigantes.

E o nosso prato do dia não poderia ter sido diferente. Pedimos Baby Beef, salada e purê de batata. A carne vem acompanhada de vinagrete, chimichuri e outro molho que não lembro mais.

parrilla argentina

parrilla

O ponto da carne veio excelente. Estava tudo sensacional. De lamber o prato…rs

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O ponto turístico que escolhi para hoje, é um dos cartões postais de Buenos Aires: a Floralis Genérica, conhecida por nós, brasileiros, como a Flor Metálica.

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A escultura tem um sistema hidráulico que permite abrir suas pétalas de dia e fechá-las ao entardecer.

Quando anoitece, ela emite uma luz vermelha e se fecha. Clareou, ela se abre. Quando há ventos fortes ou temporais, esse mesmo mecanismo faz com que ela se feche.

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Ela fica no meio de um pequeno lago. Em seu entorno tem um enorme espaço verde, que deixa a paisagem ainda mais linda.20180414_172220

Por ali, você encontra diversas pessoas: famílias, casais, grupo de amigos, pessoas sozinhas. Todas com o mesmo objetivo: contemplar a natureza e desacelerar a vida.

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Se for lá, faça o mesmo: Pare, sente e esqueça que existe relógio. Desacelere!

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Já que falei de San Telmo, porque não aproveitar esse post e colocar o ponto turístico mais visitado de lá?

A estátua da Mafalda na companhia de dois de seus melhores amigos: Susanita e Manolito. Uma homenagem à Quino, criador da personagem, e morador das redondezas.

malfadaA estátua é superconcorrida para tirar fotos.