O produto tem a possibilidade de consumo diário por pessoas pré-diabéticas (uma unidade) e diabéticas (duas unidades)
A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) assinou um contrato de licenciamento para comercializar uma cerveja com efeitos medicinais para pessoas com diabetes.
Foto: AEN
O produto considerado inovador é resultado de uma pesquisa desenvolvida no Laboratório de Biotecnologia e Ciências Biomédicas (Biomed), do campus do Centro de Desenvolvimento Educacional e Tecnológico de Guarapuava (Cedeteg).
Cerveja com benefícios
Depois de cinco anos de estudos, os resultados demonstram benefícios para a saúde humana.
Na composição da cerveja estão presentes bioativos do alecrim-do-campo, tipo de planta nativa da América do Sul. A planta se encontra geralmente em países como Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.
Esses bioativos auxiliam na redução da glicemia (nível de açúcar no sangue) e do nível de gordura no sangue. Além disso promove a diminuição de danos renais e hepáticos.
A bebida terá produção e distribuição em larga escala pela Cervejaria Heimdall. A fabricante de bebidas artesanais atua principalmente no mercado cervejeiro da região Centro-Sul do Paraná.
O licenciamento consiste na transferência de tecnologia para a empresa e envolve, ainda, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Paraná (IFPR) e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Unicentro (FAU).
Reconhecimento
De acordo com o professor Carlos Ricardo Maneck Malfatti, biomédico responsável pela pesquisa, o licenciamento é uma forma de incentivo à ciência.
“Essa ação reforça a importância da tríplice hélice entre academia, governo e mercado. Nesse cenário, as universidades desenvolvem as pesquisas, o setor público promove o fomento às pesquisas e o empresário contribui para o desenvolvimento econômico”, afirma o professor.
Doutor em Bioquímica, ele destaca o potencial de retorno financeiro para a universidade, a partir do direito de uso e comercialização de produtos e serviços que resultam de pesquisas científicas. “Quando o mercado comercializa os resultados de estudos acadêmicos, as instituições de ensino superior conquistam mais recursos para produzir novas tecnologias e inovações”, diz Malfatti.
A equipe responsável pela pesquisa é composta por estudantes de graduação e pós-graduação, entre alunos de iniciação científica e dos cursos de mestrado e doutorado dos programas de pós-graduação em Ciências Farmacêuticas e em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para Inovação da Unicentro; além do Programa de Pós-graduação em Promoção da Saúde do Centro Universitário Guairacá (UniGuairacá), de Guarapuava.
A cerveja
A cerveja será comercializada com o nome de Rosemary, tradução do inglês para alecrim.
Ela segue o estilo herbal beer, com um sabor levemente frutado e com graduação alcoólica de 4.3%, a mistura do extrato de alecrim com as cascas de limão deixam essa Witbier ainda mais refrescante.
A recomendação de consumo para clientes pré-diabéticos é de uma unidade ao dia, enquanto para os já diabéticos é um pouco maior, podendo serem consumidas duas unidades do produto diariamente para o combate à diabetes.
Por fim, além dos benefícios para a saúde, a cerveja possui aroma e sabor agradáveis.
Se ainda não decidiu a ceia para o natal, olha eu aqui quebrando seu galho, mais uma vez!
Hoje, vou dar dicas de pratos e cervejas que vão harmonizar com sua ceia de natal.
Alguns pratos são bem clássicos em nosso natal e a cerveja também é presença garantida. Então, porque não fazer com que os dois combinem, tornando a noite de Natal ainda mais agradável e prazerosa?
Se você ainda não sabe, cerveja combina tanto com pratos salgados quanto com os doces, por isso, você pode fazer um menu completo harmonizado.
Lembrando que as harmonizações podem ser feitas por:
• Semelhança – quando buscamos equilíbrio entre características semelhantes do prato com a bebida;
• Contraste – quando buscamos contrastar elementos do prato com a bebida (e vice-versa), como forma de realçar características de ambos;
• Corte – quando a harmonização busca cortar um dos elementos do prato (ex.: gordura, dulçor, etc.).
Então vamos ao que interessa:
Antes de começar a ceia, já vou falar do símbolo maior do Natal que é o Panetone, ame ou odeie ele estará presente.
– Panetone tradicional (com frutas secas e cristalizadas) : Fica ótimo com a Belgian Strong Golden Ale, que têm características fortes, muito frutadas, com bastante lúpulo, ou seja, amargor e alto teor alcoólico.
-Dica Mineira de Strong Golden Ale: Heart of Gold (Cervejaria Küd).
Entradas
– Mix de castanhas, nozes, amendoim e pistaches: Como é um, prato leve, o ideal é que combine com uma cerveja leve como Pilsen ou Kölsh
– Dica Mineira Pilsen: Lager (Prussia Bier) / Dica Mineira Kölsh: Klara (Cervejaria Confrades)
– Damascos e frutas secas: Harmoniza com Saison, por serem cervejas refrescante, cítrica, com equilíbrio entre doçura e amargor.
– Dica Mineira Saison: Brett Saison (Cervejaria Ouropretana)
– Porção de frios com azeitona, salame e queijos mais gordurosos: Esse prato pede cervejas mais fortes, que acabam por cortar o amargo do queijo ou então complementam o sabor do salame. O amargor da IPA faz esse trabalho. O sabor forte desses alimentos pode anular o sabor de uma Pilsen, por isso, não é recomendada cerveja leve com esse prato.
– Dica Mineira American IPA: Mangabeiras (Cervejaria Astúcia)
Pratos Principais
– Peru de Natal assado: Harmoniza com Tripel. O perfil adocicado e as notas condimentadas dos temperos do peru encontram equilíbrio e harmonia no sabor aromático, levemente maltado e amargo das cervejas do estilo Tripel. Segundo a sommelière de cervejas da Krug Bier, Fabiana Bontempo, “rótulos desse estilo são mais complexos, trazem notas de frutas amarelas, toques picantes e possuem alto teor alcoólico (de 8% a 10%), mas, ainda assim, podem ser refrescantes e fáceis de beber junto com pratos natalinos.”.
– Dica Mineira Tripel: Inocência (Krug Bier)
– Tender assado: Harmoniza com Amber Lager devido às notas de caramelo toffee e amargor moderado. As carnes defumadas como o Tender possuem sabor marcante e harmonizam bem com cervejas com notas que remetem a caramelo.
– Dica Mineira: Amber Lager (Lagoon Beer)
– Bacalhoada ou outros pratos com Frutos do Mar: Harmoniza com Weiss ou Witbier. Por serem pratos leves, vão combinar com cervejas leves e condimentadas.
– Dica Mineira Witbier: Witbier (Cervejaria Breedom) / Dica Mineira Weiss:: Weiss (Cervejaria Bruder)
– Lagarto assado com batatas: Harmoniza com uma Dark Lager. Como o lagarto é uma carne de boi leve e com pouca gordura, vai combinar com a Dark Lager que é uma cerveja leve, porém, as presenças das notas tostadas vão realçar com o sabor da crosta que forma em cima da carne e com o molho.
– Dica Mineira Dark Lager: Black Piano (Läut Beer)
Sobremesas
Rabanada: Harmoniza com Quadrupel. A complexidade de sabores desse estilo fica mais realçado, diminuindo um pouco a doçura da rabanada. Além disso, o alto teor alcoólico desta cerveja equilibra a doçura e quebra a gordura da sobremesa.
– Dica Mineira Quadrupel: Quadruppel 4 (Cervejaria Wäls).
Pavê de chocolate: Harmoniza com Dry Stout. Cervejas que puxam para maltes mais tostados, que remetem a aromas e sabores de chocolate e café combinam com esse prato. O amargor dos maltes tostados vão quebrar o adocicado do pavê e ao mesmo tempo vai complementar os aromas e sabores de chocolate.
– Dica Mineira Dry Stout: Dry Stout Cacau (Cervejaria Slod)
Resultados da 3ª edição da pesquisa, organizada pelo podcast Surra de Lúpulo, já podem ser baixados gratuitamente
O quão valioso é para um mercado conhecer o hábito de consumo de seu público? Sem a pretensão de achar respostas definitivas, mas com o objetivo de colaborar com as tomadas de decisão do setor cervejeiro nacional e provocar reflexões, os criadores do podcast Surra de Lúpulo, Ludmyla Almeida (do perfil @IPAcondriaca) e Leandro Bulkool, promovem desde 2020 a pesquisa Retrato dos consumidores de cervejas. A 3ª edição, que acaba de ser divulgada, quebrou recordes e recebeu 4.388 respostas, mais do que o dobro das 2023 do ano anterior, de todos os estados do Brasil.
A pesquisa aconteceu durante o mês de agosto e contou com dois questionários — um para as pessoas que bebem exclusivamente cervejas populares (como Brahma e Heineken) e outro para quem também bebe as artesanais —, que abordaram temas como perfil demográfico, ocasiões de consumo, local de compra e gasto mensal.
No geral, entre as pessoas que bebem tanto cervejas comuns quanto artesanais, a pesquisa aponta que a decisão de compra é principalmente motivada pelo estilo, seguido pela relação custo-benefício, pelo preço e por indicações de amigos.
Em relação ao estilo, o que me chamou atenção nessa pesquisa é que a IPA virou de vez a queridinha dos brasileiros. De acordo com a pesquisa, a IPA aparece em primeiro lugar com folga entre os estilos mais bebidos, com 71,70%. O segundo estilo mais consumido, a Pilsen, vem bem depois com 32,60%, seguido da APA com 29,79%.
A pesquisa confirma que a cerveja é conhecida por ser uma bebida social. O maior percentual de consumo é entre amigos, independentemente do sexo do respondente, chegando a 85%. Os homens tendem a tomar mais cerveja sozinhos (61%) do que as mulheres (50%).
Sobre a ocasião de consumo, quanto mais “especial”, mais pessoas optam por beber cerveja artesanal, assim como em aniversários e jantares românticos. Porém, em eventos esportivos, shows, boates e churrascos, a opção mais marcada foi “tanto faz”.
Para a compra, os locais preferidos são bares ou lojas especializadas, seguidos pelos supermercados. Os brewpubs e fábricas aparecem como a terceira opção. Aqui, há uma inversão com relação à pesquisa de 2021, onde os supermercados apareciam em primeiro lugar, seguidos dos bares e lojas. Os brewpubs seguiam em terceiro.
Para Ludmyla Almeida, além de tentar entender quem são os consumidores de cerveja, a pesquisa procurou mapear quais são os gargalos que merecem investimento do mercado para ampliar a base de consumo das artesanais. “Nós investimos muitos esforços para alcançar um espectro mais amplo de pessoas. Como resultado, trouxemos alguns insights, como o principal motivo apontado para o não consumo de artesanais ser a falta de informação sobre o produto (39,72%), e não o preço (24,82%); o fato de homens e mulheres preferirem os mesmo elevada do público, já que 58,13% dos consumidores têm entre 36 e 55 anos; e o alto nível de escolaridade deste consumidor (68,01% têm superior completo, sendo que 31,69% dessas pessoas também são pós-graduadas)”, explica Ludmyla, que desde 2017 produz conteúdo digital focado em cerveja no perfil do Instagram @IPAcondrica.
Já Leandro Bulkool ressalta a importância de analisar os dados apresentados pela pesquisa, mas principalmente debatê-los em busca de uma função prática para o crescimento do mercado. “Os dados mostram que temos avanços consideráveis, porém a cerveja artesanal ainda constitui um universo majoritariamente masculino (73,56%), branco (77,98%) e cada vez menos jovem. A longo prazo isso pode ser preocupante. Existe muita margem de crescimento se usarem estratégias mais inclusivas”, conclui Leandro.
Além dos dois idealizadores, a pesquisa Retrato dos consumidores de cervejas 2022 teve em seu corpo técnico Lucas Fernandes, mestre em estatística pela UnB (2013) e sommelier de cervejas pelo Science of Beer (2022); Guilherme Oliveira, bacharel em sistemas de informação; e Roberto “Bob” Fonseca, jornalista, idealizador e realizador da pesquisa Melhores do Ano na Cerveja por 10 anos. Além disso, a pesquisa contou com os seguintes apoios: MyTapp, Bier Held, Fermenta Pessoas e Lamas Brewshop.
Quem acompanhou as notícias dos últimos dias, ficou de queixo caído quando foi divulgado o valor da cerveja no país que sedia a Copa do Mundo, o Catar.
Quem foi para a Copa do Mundo no Catar teve que preparar o bolso para gastar um bom dinheiro para comemorar com cerveja. De acordo com os jornalistas que foram para a cidade cobrir o evento, o valor da Budweiser de 500ml é nada mais nada menos que R$ 75.
Antes de falar sobre os países com as cervejas mais caras do mundo, que tal entender o por que desse alto valor?
Cerveja no Catar
Getty Images
No Catar, o consumo de álcool é legal para não-muçulmanos com mais de 21 anos, mas é estritamente regulamentado. Moradores do país podem comprar em loja autorizada, mas os visitantes não. Esses podem beber na maioria dos hotéis internacionais e bares licenciados, a preços altíssimos já que o governo aplica imposto de 100% na importação do produto.
O único ponto de distribuição no país é controlado por uma companhia estatal que concentra todo álcool importado do país. Além desse controle pesado, se a pessoa for encontrada bêbada ou bebendo pode ser presa. Isso, porque a religião islâmica coloca a cerveja e derivados como um hábito que não deve ser seguido. Ou seja, o governo tenta dificultar ao máximo o consumo de bebida.
Voltando ao assunto…
A empresa de comparação de produtos HelloSafe Brasil, realizou uma pesquisa para saber o preço médio de uma garrafa de 330 ml (long neck) da cerveja Heineken em supermercados e lojas de bebidas em 77 países, considerando a cotação do dólar de R$ 5,06.
O levantamento foi divulgada no dia 9 de novembro de 2022, e confirmou que o Catar é o país que tem as cervejas mais caras do mundo. O valor de uma garrafa de 330ml lá custa R$ 34,76. Já o preço médio de uma garrafa de cerveja de 330 ml no Brasil é de R$ 6,00. Nessa pesquisa, o Brasil ocupou a 46ª posição no preço da cerveja.
Ainda de acordo com a pesquisa, a cerveja mais barata do mundo está na Hungria, com uma garrafa saindo por R$ 3,33. Eu estive lá e posso afirmar que as cervejas lá são realmente baratas. Para se ter uma ideia, uma lata de 500ml de Paulaner, não saia mais que 1 Euro (R$ 5,50 – 500ml). Aqui, essa mesma lata sai a R$ 19,90!
Uma observação importante que se pode tirar dessa pesquisa é que, apesar da diferença de renda, alguns países europeus praticam preços próximos aos brasileiros. A Alemanha está apenas uma posição acima do Brasil, no 45º lugar. Lá a cerveja custa R$ 6,02. Imediatamente após o Brasil, vem a Itália, em 47º lugar, com R$ 5,97.
Agora, é olhar para essa pesquisa e pensar: será que vale a pena conhecer esses países? 🙂
No dia 27 de outubro, o concurso Brasil Beer Cup anunciou as cervejas medalhistas de sua terceira edição (2022) em Florianópolis. O julgamento ocorreu entre os dias 24 a 26 de outubro.
Foram avaliadas quase 2 mil amostras de cervejas às cegas. Ao todo, 325 cervejarias, de 19 Estados brasileiros, além de países como Alemanha, Argentina, Bélgica, Chile e Uruguai, enviaram suas amostras. Para o julgamento, o concurso contou com 70 jurados nacionais e internacionais.
As cervejas com maiores pontuações foram elegíveis à premiação e medalhas.
Foram mais de 100 medalhas distribuídas. Minas Gerais, como sempre, fazendo se presente nos concursos cervejeiros, faturou 20 medalhas entre ouro, prata e bronze. O destaque ficou para a Cervejaria Albanos e para a Colt Brew Cervejaria que ganharam três medalhas de prata cada.
Cervejarias mineiras medalhistas (por estilo) e suas cervejas vencedoras:
Albanos (Belo Horizonte): 3 Pratas: Brown Ale, Pale Ale (English Pale Ale) e 1870 (Historical Beer)
Antuérpia (Juiz de Fora): Bronze Nikita (Imperial Stout) e Ouro Dunkel (Schwarzbier)
Armadillo Brewery (Corinto): Ouro Armadillo Atta (Imperial Red Ale)
Brüder (Ipatinga): Bronze Alma Cevada (American Lager)
Caraça Cervejaria (Catas Altas): Ouro Pub Dark Lager e Sport Lager (American Light Lager)
Colt Brew Cervejaria (Nova Lima): 3 Prata: Tio Sun (Summer Ale), Billy The Kilt (Scottisch Ale) e Apaloosa (Strong Pale Ale )
Além das melhores cervjeas por estilo, o concurso premiou as melhores cervejarias do ano no Brasil. A premiação seguiu o critério de maior número e pontuação de medalhas, como o esquema a seguir:
Medalha de Ouro: 10 pontos; Medalha de Prata: 6 pontos; Medalha de Bronze: 3 pontos.
Para fins de classificação, a premiação de cervejaria do ano, é considerada o volume de produção mensal:
Cervejaria de Pequeno Porte: até 30.000 litros mensais Cervejaria de Médio Porte: de 30.001 a 200.000 litros mensais Cervejaria de Grande Porte: a partir de 200.001 litros mensais
Premiadas Brasil Beer Cup 2022:
Cervejaria do Ano de Grande Porte – Cerveja Blumenau Cervejaria do Ano de Médio Porte – Bodebrown Cervejaria do Ano de Pequeno Porte – Cervejaria Cathedral
The Best of Show
A premiação por estilo se deu em medalhas de ouro, prata e bronze. E as cervejas com medalhas de ouro foram julgadas no The Best of Show (melhores cervejas do concurso) em três categorias de acordo com a inscrição no formulário das cervejarias participantes: Comercial, Experimental e Inovação.
As cervejas The Best of Show do Brasil Beer Cup 2022:
The Best of Show Experimental – Ábrette Sésamo #1 Cervejaria: Juguetes Perdidos (Argentina/ Buenos Aires) Estilo: Wild Beer
The Best of Show Comercial – Sommer Weiss Cervejaria: Metzgerbier (Brasil/ Paraná) Estilo: German-Style Leichtes Weizen
The Best of Show Inovação – Belgard Catharina Sour sem Álcool Cervejaria: Cervejaria Belgard (Brasil/ Santa Catarina) Estilo: Non-Alcohol Malt Beverage Descrição da inovação: Uma versão da Catharina Sour com 0,5% ABV e com adição de polpa de maracujá, morango e amora.
Premiação Cerveja Caseira
Este ano, mais uma vez a competição deu espaço para a cerveja caseira, com a adição da categoria Brazilian, além da Catharina Sour. Sendo avaliadas em rodadas especiais pelos mesmos juízes que julgaram a categoria comercial. A premiação não considera medalhas, são selecionadas as melhores sem ordem de colocação. Foram selecionadas as melhores cervejas no estilo Catharina Sour e nos estilos Brazilian Beer.
Estilo: Catharina Sour (3 cervejas premiadas):
Aurora – Catharina Sour with acerola and cashew, de Guilherme Martins Grosseli (São Paulo) Catharina Sour Caju 75 – Cerveja Catharina Sour de Caju e Cumaru, de Heitor José Maretti (São Paulo) #OMNGDMEM – O mundo não gosta das meninas e mulheres, de Rodrigo Rocha (Rio de Janeiro)
Os estilos Brazilian Beer consideram:
Brazilian Beer com frutas, Brazilian Beer com ervas e especiarias, Brazilian Beer com madeira, Brazilian Beer com levedura, malte e/ou lúpulo brasileiro (apenas 2 cervejas foram selecionadas pelos juízes). As vencedoras:
Bella. Estilo: Brazilian Beer com madeira – Cerveja envelhecida em barril de castanheira que previamente continha cachaça, sem torrefação. Cervejeiro: André Mendes Piol (Espírito Santo)
Consagrada 3Way Brazilian Pepper Saison. Estilo: Brazilian Beer com ervas e especiarias – Belgian Saison style base. (Standard, Pale), with a blend of Brazilian peppers. Black pepper and white pepper, macerated. Cervejeiro: Vander Eduardo Teixeira (Mato Grosso)
É a segunda vez que Guilherme Martins Grosseli ganha na categoria caseira, na última edição venceu com uma Catharina Sour.
Se você está achando que só vinho tem particularidades para ser armazenado, “erooou”!
Se a cerveja que você comprou é cerveja especial, tome cuidado com seu armazenamento, pois, dependendo de como você guardar, pode ter uma surpresa desagradável ao abrir.
Armazenamento no estoque
Se você é igual a mim, a “loka da prateleira cheia”, é importante saber que as garrafas devem ser armazenadas em pé. Isso, porque, quando elas estão em pé, a quantidade de líquido que entra em contato com o oxigênio é menor (somente o gargalo), já quando ela está deitada, a área com oxigênio é maior (praticamente toda a lateral fica com ar). Quanto maior é o contato do líquido com o oxigênio maior é a probabilidade de oxidação da cerveja. A oxidação causa sabores indesejados, como gosto de papelão. Além disso, a garrafa deitada proporciona o contato do líquido com o material da tampa, acelerando sua deterioração e trazendo aquele sabor metálico.
Atenção! Até mesmo aquelas garrafas com rolhas devem ser armazenadas em pé. Lembre-se, você está guardando cerveja, não vinho.
Além disso, o local onde for guardada deve ter sombra, pois a incidência de luz pode modificar o sabor da cerveja. Isso ocorre porque o lúpulo, ingrediente responsável pelo amargor da bebida, é muito sensível a luz. Se a cerveja ficar exposta aos raios ultravioletas ou iluminação artificial, pode ocorrer reações químicas que liberarão radicais livres, modificando o sabor da bebida, além de provocar outros problemas como oxidação e envelhecimento da cerveja.
As garrafas da cor marrom tendem a diminuir os efeitos da luz. Falei sobre isso em “O recipiente influencia na cerveja “. Mas, mesmo a garrafa marrom dando uma forcinha, é bom evitar a exposição à luz.
Além disso, evite armazenar em locais quentes. Pois, o calor também deteriora e envelhece a cerveja. O ideal é colocá-la direto na geladeira, mas, se não for possível, escolha um local mais fresco (entre 13ºC a 15°C).
Em relação ao tempo de armazenamento, sabemos que a maioria das cervejas especiais, por não ter conservantes devem ser consumidas frescas. Pois, com o tempo ela perde suas características de aroma e sabor. Portanto, mesmo que a validade esteja longe, é bom que ela seja consumida o quanto antes.
Algumas cervejas, conhecidas como Cerveja de Guarda, podem ser armazenadas por anos, pois, com o tempo, a modificação nas suas características trazem novas e ótimas sensações para aquela cerveja. Mas, são alguns estilos específicos que aceitam esse longo armazenamento, sobre isso eu falei em Cerveja de Guarda – Sabe o que é?.
Parte do meu estoque em 2019
Armazenamento na geladeira
Da mesma forma como no estoque da dispensa, a cerveja, na geladeira, deve ser armazenada em pé. Pelos mesmos motivos expostos acima.
Além disso, devem ser observados alguns detalhes como: evitar colocar a cerveja em pé na porta da geladeira, já que o abre-fecha sujeita a cerveja a alterações de temperatura e luz; evitar mudanças bruscas, como gelar a cerveja direto no freezer. Como a temperatura abaixa demais, a cerveja pode ficar “choca”, sem gás.
Uma outra coisa que eu aprendi que a gente aprende errado é quando dizem que depois que a cerveja estiver gelada, se deixar ela esquentar de novo, ela fica “choca”. Mas não tem nada disso! Já fiz isso com algumas cervejas que estavam geladas mas que eu não ia tomar mais. Deixei esquentar em um local com temperatura ambiente e, quando eu resolvi beber, gelei ela novamente e não deu nenhuma alteração no sabor nem no aroma.
Em relação ao tempo de armazenamento, sabemos que a maioria das cervejas especiais, por não ter conservantes devem ser consumidas frescas. Pois, com o tempo ela perde suas características de aroma e sabor. Portanto, mesmo que a validade esteja longe, é bom que ela seja consumida o quanto antes.
Coloque essas dicas em prática e veja como a sua experiência pode ser ainda melhor com nossas queridas artesanais!
Vamos para mais uma cultura cervejeira nossa que deve ser revista?
Hoje, falarei sobre algo que escutamos desde cedo, principalmente nas propagandas de cerveja: “Cerveja tem que ser estupidamente gelada.”.
A primeira coisa que temos que saber é que a cerveja estupidamente gelada não é de jeito nenhum a temperatura ideal para as cervejas especiais. Pois, nossas papilas gustativas, quando extremamente resfriadas, sofrem uma espécie de anestesia, fazendo com que pouco se sinta os gostos e diferencie sensações no paladar. Então, quanto mais gelada, menos sentimos seu sabor. Ou seja, os valores negativos, não devem ser usados de jeito nenhum. Já que fazem perder todo sabor e até mesmo o aroma da cerveja.
Portanto, se você quer sentir melhor os sabores e aromas da cerveja que você vai tomar, é bom você ficar atento à temperatura dela.
Cada estilo de cerveja tem o resfriamento adequado para que suas características não sejam perdidas (veja aqui sobre estilos). Por isso, ao tomar uma cerveja com a sua temperatura ideal, você perceberá que seu sabor irá ficar mais realçado e você terá uma melhor experiência n ahora da degustação.
Alguns rótulos já vêm indicando a temperatura ideal para aquela cerveja. Portanto, tente respeitar essa indicação.
Então, aí vão algumas faixas de temperaturas e quais os estilos ideias:
2°C a 4°C – São consideradas temperaturas muito geladas, mas não extremas. Ideais para cervejas mais refrescantes como as Pilsner, Witbier, Helles, Kölsh e cervejas sem álcool.
5° C a 7°C – São consideradas bem geladas. Recomendadas para as cervejas mais alcoólicas e complexas, geralmente mais amargas ou com o ABV acima de 6%, como as IPA , Stout, Bock, Weiss e Tripel.
8°C a 12°C – São consideradas geladas. Ideais para as Lagers escuras, Pale Ale, Amber Ale.
12°C a 16°C – Consideradas “temperatura ambiente”. Ideias para cervejas do tipo Ale, mais alcoólicas e licorosa como as Russian Imperial Stout, a maioria das Belgas (incluindo as, Stong Ale, Trapistas, Quadrupel) e as Bocks mais fortes como Eisbock e a Doppelbock.
Em alguns casos, as cervejeiras/geladeiras não aumentam tanto a temperatura. Quando é assim, se a temperatura ideal for mais elevada, recomendo tirar da geladeira antes e esperar um pouco para que ela chegue na temperatura ideal, assim você possa servir. Te garanto que faz toda a diferença.
Agora, se a cerveja for essas industrializadas como Skol, Brhama, Original, Itaipava, pode tomar extremamente gelada, pois o intuito delas não é de proporcionar diferentes sensações, mas apenas refrescar.
Não é fácil controlar a temperatura exata da cerveja. Mas é bom saber que as menos alcoólicas são ideais mais geladas e as mais alcoólicas e complexas, menos geladas.
Em relação àqueles copos/canecas congelados, se for para beber cervejas especiais, fuja deles! Pois, além de tirar o sabor e aromas da cerveja, eles a deixa aguada. Na caneca congelada encontramos partículas de gelo que, em contato com o líquido, se transforma em água. Aí complica, né?!
Agora, se for para beber cerveja comum, manda brasa!
Você sabia que tomar longneck ou lata direto do bico faz a barriga inchar?
De acordo com os especialistas, os gases presentes dentro das embalagens, sejam latas ou garrafas de cerveja, precisam ser liberados para o ambiente. Porém, se você bebe sua cerveja direto da garrafa ou da lata, ela não vai perder esses gases. Com isso, você os ingere, o que causa o inchaço abdominal e uma sensação ruim de empanzinamento.
Agora, se você colocar a cerveja no copo, ela vai formar o colarinho. Essa espuma vai quebrar as moléculas de gás carbônico, fazendo com que a cerveja chegue sem esse gás ao seu estômago.
Além disso, tomar cerveja no copo ideal, com dois dedos de espuma, vai possibilitar que você sinta todos os aromas que ela pode te proporcionar. E o sabor também não será alterado por conta dos gases que não foram liberados.
O mês de outubro é o mais festivo para o mundo cervejeiro, afinal, é quando acontece a maior festa da cerveja do mundo: a Oktoberfest de Munique. Devido ao sucesso que a original faz, muitos bares e promotores de eventos aproveitam o mês para criar sua própria festa e dar aquela agitada nas cidades brasileiras.
Pensando nisso, a Spaten, marca que pertence à Ambev e é uma das cervejarias oficiais do evento de Munique, escolheu 10 cidades brasileiras para levar um pouco da Oktoberfest original.
Com o nome Circuito dos Bares Spaten, a marca selecionou diversos bares nessas 10 cidades e colocará grandes mesas coletivas, um dos principais símbolos da Oktoberfest, com o intuito de trazer o espírito cervejeiro característico da festa alemã. A iniciativa acontece em: Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza, Belém, Recife, Brasília, Vitória, Blumenau e Santa Cruz do Sul.
“Um ícone da Oktoberfest são as grandes mesas de madeira, onde todos se sentam para celebrar, brindar, conhecer novas pessoas e apreciar uma boa cerveja. Por isso, estamos levando uma mesa exclusiva de Spaten para diversos bares do país. Queremos transportar o consumidor para essa grande festa alemã sem precisar ir muito longe. É sobre celebrar a cultura cervejeira, seja em Munique ou em qualquer cidade do Brasil”, comenta Joice Carvalho, Head de marketing de Spaten no Brasil.
Além da ambientação, os amantes da cerveja também contarão com outro incentivo para entrar no clima da festa. Na compra de duas Spaten em um dos bares participantes do Circuito, a terceira sai de graça. Para isso, é necessário fazer um cadastro no site da marca e gerar o cupom. A oferta é limitada a um uso por CPF.
Em BH, o roteiro especial vai passar por 10 bares tradicionais. Confira:
Ponto Savassi: Rua Fernandes Tourinho, 105
Baiana do Acarajé: Rua Antônio de Albuquerque, 440 – Savassi
Tizé Lourdes: Rua Curitiba, 2205 – Lourdes
Tizé Vila da Serra: Alameda Oscar Niemeyer, 1033 – Serra
Almanaque Savassi: Rua Alagoas, 626
Almanaque Pium I: Rua Pium-i, 675 – Sion
Amarelim: Avenida Prudente de Morais, 920 – Cidade Jardim
Sabemos que a Oktoberfest é o maior evento da cerveja do mundo. Por isso, hoje, vim falar das cervejas oficiais da Oktoberfest de Munique.
Resumindo a história da Oktoberfest: Em 12 de outubro de 1810, o príncipe Ludwig von Bayern se casou com a princesa Therese von Sachsen-Hildburghausen e convidou a cidade inteira para a festa. A festa durou uma semana. Foi um sucesso tão grande, que passou a ser comandada pela população da cidade de Munique e se tornou anual. Se quiser saber mais sobre a história, eu contei aqui Oktoberfest.
Märzenbier
Voltando mais especificamente para a cerveja, em 1872, o verão muito quente, deixou os cervejeiros na mão, em Munique. A cerveja lager e a cerveja de verão (Sommerbier), reservadas para o festival, foram todas bebidas antes das comemorações chegarem ao fim. Com isso, a Cervejaria Spaten teve a ideia de comprar cerveja de outra cervejaria para revender. Assim, ela comprou a Märzenbier da Cervejaria Franziskaner-Leist e levou para vender no evento. Ela foi comercializada com o nome Märzen-Oktoberfest. A cerveja chamou tanta atenção, que todas as outras cervejarias passaram a comercializá-la e ela virou a cerveja oficial do Oktoberfest.
Por isso, as Märzen passaram a ser chamadas de Oktoberfest ou, para as cervejarias oficiais, Oktoberfestbier. Detalhe que somente as seis cervejarias oficiais do evento têm a permissão de usar a nomenclatura Oktoberfestbier. Por isso, as demais só usam Oktoberfest ou Märzen.
As únicas seis cervejarias que podem vender cerveja na Oktoberfest de Munique são essas: Hofbräuhaus, Augustiner, Paulaner, Hacker-Pschorr, Spaten e Löwenbrau. As cervejas têm que ser produzidas em Munique.
Esse estilo pode ser fabricado no mundo todo, desde que chamem apenas de Oktoberfest ou Märzen.
Festbier: Fim do reinado da Märzenbier
Somente em 1990, a Oktoberfest passa a ter outra cerveja oficial: a Festbier
Paulaner Oktoberfestbier
Em meados da década de 1970, a cervejaria Paulaner, uma das seis cervejarias oficiais, desenvolveu uma versão da Oktoberfestbier mais suave, que não deixava de ser maltada, mas de cor dourada, sendo mais leve e mais fácil de beber que a tradicional Märzen. O objetivo era criar uma cerveja que pudesse ser mais consumida durante a Oktoberfest.
Na década de 1990, a inovação da Paulaner caiu no gosto popular e tornou-se regra. Assim, essa Oktoberfestbier, mais leve, passou a ser a cerveja oficial do evento e todos os cervejeiros passaram a produzi-la. A partir dessa década, a cerveja passou a ser chamada de Festbier. Ou seja, um novo estilo foi criado, conhecido também como Wiesn, representando a moderna cerveja alemã. Hoje, diversas cervejarias do mundo produzem Festbier.
Portanto a Festbier também pode ser chamada de Oktoberfest ou Oktoberfestbier (pelas cervejarias oficiais).
Características da Festbier segundo o BJCP: Uma Lager alemã suave, limpa e clara com um sabor maltado moderadamente forte e um caráter lupulado de pouca expressão. Habilmente equilibrada a intensidade e a drinkability, com uma impressão de paladar e impressão final que estimulam beber. Exibe sabores elegantes de maltes alemães, sem ser demasiadamente pesados ou cheios.
Concluímos então que, o estilo Märzen é diferente do estilo Festbier. Não devem ser confundidos. A Festbier é menos intensa e menos tostada que a Märzen. Porém, os dois podem ser chamados de Oktoberfest pelo motivos que citei anteriormente.
Um pouco mais de história: Porque Märzen?
Em 1539, foi decretada a Bayerische Brauordnung (a lei Brauordnung da Baviera) que instituiu que as cervejas só poderiam ser produzidas entre os dias de São Miguel (29 de setembro) e São Jorge (23 de abril). Ou seja, a cerveja só poderia ser produzida nas estações mais frias, no outono e no inverno (do hemisfério norte). Isso se deu porque, durante as estações mais quentes, o tempo seco, junto com o intenso calor das cervejarias, estava causando muitos incêndios no local. Além disso, as cervejas feitas durante o verão, não tinham a mesma qualidade, já que, naquela época, não havia refrigeradores.
Como os meses de março e abril eram os últimos meses permitidos para a fabricação da cerveja, em março, as cervejarias começavam a produzir cervejas para serem estocadas. Daí, surgiu o nome Märzen, “de março” em alemão, Märzenbier – Cerveja de março. Naquela época, as cervejas demoravam 6 meses para ficarem prontas. Por isso, essas cervejas de março/abril só eram consumidas em outubro.
Como os cervejeiros não iriam poder fabricar mais cervejas depois daquele mês, eles utilizavam todo o estoque de malte e lúpulo que tinham. Por isso, a Märzen é um estilo de cerveja com coloração mais escura, encorpada, com um teor alcoólico alto.
De acordo com o livro, Historic German & Austrian Beers for the Home Brewer, de Andreas Krennmair, é possível calcular, pelos fatos históricos da época, que a cerveja tinha 16% de teor alcoólico.
Características da Märzenbier de acordo com o BJCP: Uma maltada Amber Lager alemã, elegante, com um sabor de malte limpo, rico, com notas de pão, tostado, amargor restrito e um final seco que incentiva outro gole. A impressão geral de malte é suave, elegante e complexa, com um rico retrogosto que nunca é enjoativo ou pesado.
Extra
Sabia que os Biergarten surgiram por causa da lei que proibiu a fabricação de cerveja?
Quando surgiu a Lei de 1539, que proibiu a fabricação de cerveja a partir de abril, os cervejeiros tiveram que usar a criatividade para descobrir como manter aquelas cervejas que foram fabricadas até abril.
Assim, os mestres cervejeiros alemães descobriram que o processo de fermentação era de qualidade muito superior em temperaturas mais frias, porém, naquela época, não havia refrigeradores. Com isso, as cervejarias cavaram grandes porões para manter o abastecimento durante a temporada proibida. Nesses porões, eles colocavam gelo nos barris para refrigerar.
Em cima desses porões, eles plantavam castanheiros de folhas largas que proporcionavam a proteção perfeita do sol, e o cascalho também ajudava a manter a área fresca. Aproveitando a afinidade do homem com as árvores, as cervejarias começaram a criar áreas de parque com caminhos de cascalho e mesas de piquenique. Assim, surgiram os Biergarten, traduzindo: Jardim da Cerveja.
Em 1812, Maximilian I, então rei da Baviera, autorizou as cervejarias locais a comercializarem seus produtos diretamente aos consumidores, em áreas ao ar livre, entre junho e setembro, oficializando, assim, a existência dos Biergarten.
O restaurante Hirschgarten em Munique é conhecido por seu Biergarten, provavelmente o maior do mundo com capacidade para 8000 pessoas, foi fundado em 1791.