Quer degustar suas cervejas preferidas e ter uma experiência completa?
A dica que trago é: tenha uma diversidade de copos. Afinal, eles fazem a diferença na hora da degustação de cerveja. No texto divulgado anteriormente, eu falei sobre essa importância de usar o copo correto na hora da degustação da cerveja.
No texto de hoje, vou falar sobre alguns tipos de copos, seu desenho e qual o estilo de cerveja ideal para degustar nele. Como existe uma infinidade de formato, falarei sobre os principais.
–Pilsner: Intimamente chamado por nós de “tulipa” é o copo ideal para as cervejas pilsen. Com o formato fino embaixo e largo na boca proporciona que o aroma dos lúpulos vá direto para o nariz. É confundida com o copo Lager, mas, o Pilsner tem a boca mais larga.
– Lager: É o mais indicado para tomar aquele chopinho. E muitos usam para tomar as pilsen também. É alto e tem forma cilíndrica. Esse formato ajuda na formação e manutenção da espuma e da temperatura.
– Weizen: Ideal para as cervejas de trigo alemã, as Weiss. O copo foi pensado para caber todo o líquido das garrafas de 500ml, inclusive as leveduras que ficam no fundo da garrafa, sobrando ainda um espaço para a formação da espuma, que vai ajudar a não deixar que a cerveja esquente tão rápido.
– Pint: Comum nos pubs ingleses e irlandeses, o nome refere-se a uma unidade de medida. Um Pint na Inglaterra equivale a 568 ml, já nos Estado Unidos, 473 ml. Comporta uma grande quantidade de cerveja, por isso, a base é estreita para diminuir a transferência do calor das mãos. Ele é ideal para cervejas de intensidade aromática moderada como: IPA, Stout, English e American Pale Ale.
– Caneca ou Mass: os canecões alemães têm um material mais robusto. Não é à toa que nos eventos alemães podem ser observados aqueles brindes feitos com vontade, batendo uma caneca na outra. São usados com frequência por choperias que oferecem maior quantidade de chopp e não tem um estilo específico, aqui o que vale é a quantidade. Algumas cabem até 1 litro. Por isso, ficam melhor para cervejas que não têm problema tomar em temperatura ambiente.
– Tumbler: Ideal para tomar cervejas de trigo belga, as Witbier. Como essas cervejas não formam muito creme, não exigem que o copo tenha uma boca tão fechada. E são bem resistentes.
– Goblet: Ideal para as belgas, trapistas, que são encorpadas e complexas. Chamado também de Cálices, a borda é larga para que o creme da cerveja não se perca e mantenha o aroma concentrado. Sua haste comprida evita que a mão esquente a cerveja. Alguns ainda possuem uma técnica de entalhe no fundo, formando um ponto de nucleação de dióxido de carbono, que permite a formação constante de espuma.
– Tulipa: Ideal para cervejas aromáticas e que possuem bastante creme como as Belgian e Brown Ale, Tripel e Bock. Sua borda larga é virada para fora para facilitar a saída dos aromas. Mas, confesso que sua haste curta me incomoda.
– Americano: Para nós, mineiros, é COPO LAGOINHA. Provavelmente você tem um desse em casa. Ele é sem frescura. Ideal para American Lager. Como é pequeno, a cerveja não fica por muito tempo dentro dele, com isso ela não corre o risco que ficar quente.
– Caldereta: Também é mais fácil achar nas casas. Bem versátil devido seu formato, pode ser usado para tomar as lagers claras, Bitter até Porter e Stout. É bom tê-lo que é um coringa.
– Pokal: seu formato facilita a visualização da transparência do líquido e o pequeno estreitamento na borda retém os aromas. Considerado um copo coringa também, é usado para beber a maioria dos tipos de cerveja, em especial, as carbonatadas, escuras ou claras.
– Dublin: Seu corpo arredondado com bocal mais estreito concentra os aromas, e a curvatura na parte superior ajuda na evolução e estabilidade de espuma. Ideal para cervejas que possuem bastante creme como a Belgian Ale, Bière de Garde e Bock.
Gostou? Eu sou a maníaca do copo. Só não tenho mais porque não tenho mais espaço.
Agora, é só escolher seu estilo preferido, o copo ideal, um tira-gostinho e pronto. Pröst!
Mas será que tem diferença tomar determinado estilo de cerveja em um copo específico?
É sobre a importância do copo durante a degustação das cervejas que vou falar hoje.
Muitos acham que é bobagem, frescura etc. Mas a verdade é que o copo que você escolhe para tomar sua cerveja vai influenciar na experiência gustativa que você terá.
Cada estilo de cerveja tem determinadas características específicas. E para que possamos sentir tudo aquilo que cada estilo tem a oferecer, existem diferentes formatos de copos.
O principal fator que define o desenho de cada copo é o aroma. Utilizando o copo com o formato adequado, é possível sentir todo o aroma que aquele estilo oferece. Copos com a boca mais estreitas, como os cilíndricos, concentram os aromas da cerveja em uma área de percepção pequena e por este motivo são indicados para cervejas com aromas suaves como as Pilsen. Copos com a boca mais aberta como cálices, propiciam uma expansão dos aromas, ideal para cervejas aromáticas como as Weiss e Stouts.
Eu sou “cheiradora” de copo mesmo. Adoro sentir aqueles perfumes e sensações que as cervejas nos proporcionam! Uma cerveja que traz aromas que gostamos, no meu caso café, chocolate, ficam até mais prazerosas de tomar.
Além do aroma, outras características dos estilos são realçadas pelo formato do copo, como:
O sabor: O desenho do copo influencia diretamente no sabor da cerveja. A velocidade com que a cerveja atinge a boca quando vem de copos mais retos é maior. Isso, faz com que a cerveja vá diretamente para a parte de trás da língua onde possui maior concentração de receptores de gosto amargo, esse fato faz com que a sensação do gosto amargo dessas cervejas seja intensificada.
Copos com bases mais largas, como os de vinho tinto, entregam a cerveja à boca de forma mais lenta, fazendo com que toda a língua seja envolvida pela cerveja, e que todos os gostos sejam percebidos da mesma forma. Isso faz com que a cerveja seja bebida mais lentamente. Ideal para as cervejas mais fortes como Strong Ale.
A espuma: O formato do copo contribui para uma espuma em maior quantidade ou para conservar o gás por mais tempo.
Os copos em formato de cone, por exemplo, dão suporte à espuma e fazem com que ela permanece por mais tempo no copo.
Outra característica dos copos que podem influenciar na experiência degustativa é a haste. Copos com hastes, como as taças, ajudam a preservar a temperatura da cerveja, já que evitam a troca de calor com as mãos.
Enfim, são alguns detalhes que devem ser observados para se ter uma experiência boa ao beber seu estilo preferido. Mas, se não tem o copo certo para tomar aquela cerveja especial, não se acanhe, pegue o que tiver e seja feliz! Bora beber com qualidade. Isso que importa.
Neste post sobre copos (clique aqui), falei sobre os copos ideias para cada estilo.
– A limpeza do copo também é fundamental para uma boa degustação da cerveja. Resíduos de sabão, poeira e gordura podem prejudicar a formação da espuma, além de contribuir para que surjam aromas e sabores indesejados.
– Deixe o copo secar naturalmente, sem contato com panos. E caso utilize lava louças, certifique-se de que os copos estão em temperatura ambiente para receber a cerveja.
– Alguns estilos têm copos desenhados somente para ele, como é o caso das weissbier e wit.
– Na Bélgica, cada cerveja tem o seu copo próprio. E olha que lá possui mais de 450 cervejas diferentes. Haja prateleira. A cada cerveja servida o copo é trocado. Como recebem muitos turistas cervejeiros, os bares começaram a ter problemas com furtos dos copos. Alguns passaram a ter alarmes nos copos. Um bar adotou um método inusitado. Ao entrar, você tem que deixar o seu sapato na porta, como uma espécie de “resgate”. Que coisa, hein?!
Hoje, a dica de Onde Beber Artesanal estaciona na fábrica/bar da Cervejaria Riëse, para tomar uns chopes fresquinhos.
O local
O espaço, recém-inaugurado, é bem amplo, arejado, agradável e com uma decoração moderna e atraente. Têm diversas mesas dispostas por todo o galpão, com bons espaços entre elas. O som ambiente também é bem agradável, em que você consegue curtir as músicas e ao mesmo tempo conversar com as pessoas da mesa.
No mesmo espaço do bar fica a fábrica da cervejaria. Um outro galpão muito amplo, com diversos tanques com capacidade de produzir 1.500 litros por dia! Por enquanto, a fábrica não está aberta para visitação. Mas, a cervejaria tem planos para que, em um futuro próximo, possa receber visitas para um tour nas escalações da fábrica.
Tanques da fábrica da Cervejaria RiëseFábrica da Cervejaria Riëse
Enquanto a visita não acontece, a gente fica só na curiosidade olhando do bar, já que o bar tem vista para parte da fábrica produzindo a todo vapor!
Vista da fábrica de dentro do bar
Para beber
Chegou a melhor parte! Como o bar e a fábrica ficam no mesmo lugar, o chope sai bem fresquinho, direto da fábrica, sem sofrer interferências causadas pelos transportes dos barris.
No bar, são 5 torneiras com cervejas da casa. Todas com nomes que homenageiam bairros de BH: Pompeia Pilsen, Buritis Hop Lager, Pampulha Amber Lager, Savassi Pale Ale e Santa Tereza IPA.
Eles são vendidos em copos de 285 ml (R$7 a R$9), 473ml (R$12 a R$15) e 1 litro (R$19,50 a R$27,50). O valor varia de acordo com o estilo pedido.
Só não experimentei o estilo Pilsen. Os demais estavam todos bem feitos, dentro das características dos seus respectivos estilos e bem saborosos.
Hop LagerAmber LagerPale AleIPA
Para quem gosta de drinks, a casa conta com algumas opções também.
Para comer
A casa conta com diversos petiscos que representam muito bem a comida de boteco. Tem linguicinha com mandioca, brusqueta de carne, tulipa de frango apimentada com molho curry, torresmo, fish and chips, bife ancho, carne de panela etc. Os preços variam de R$15 a R$56,90.
Pedimos a linguicinha com mandioca. Veio uma porção muito bem servida. Adorei!
Enfim, eu adorei tudo na casa. O ambiente, o público variado (de jovens a pessoas mais velhas), a agilidade dos garçons no atendimento e na preocupação em servir bem e, claro, os chopes fresquinhos, que sempre ganham meu coração.
É de BH ou está passando por aqui? Pode colocar este lugar na agenda que não vai se arrepender. Recomendo demais!
Algumas cervejas trazem em seus rótulos a medida SRM ou EBC. Eu digo algumas, pois essa indicação, assim como o IBU, não é obrigatória.
Mas o que é isso?
As duas siglas são escalas utilizadas para medir a cor da cerveja: a EBC, é a medida europeia, e a SRM, a medida americana.
A escala EBC (European Brewing Convention – Convenção de Cervejeiros da Europa), pode ser aplicada à cor da cerveja ou apenas à cor do malte.
O SRM (Standard Reference Method – Método de Referência Padrão), é uma escala usada nos Estados Unidos para determinar a coloração da cerveja.
Há uma terceira escala: a Degrees Lovibond (ºL) – a escala original – criada por Joseph Williams Lovibond, em 1983. Que equivale à SRM.
Para fazer a conversão de EBC em SRM, basta usar a fórmula SRM = EBC / 1,97. Alguns arredondam os valores.
Então, quando um rótulo traz essas siglas, está dizendo pra você a coloração da cerveja que está dentro daquela garrafa, já que a garrafa normalmente é marrom ou verde e não dá para ter uma noção exata da sua cor.
Os valores mais baixos correspondem a cores mais claras de cerveja e valores mais altos para cores mais escuras.
O que determina a cor da cerveja?
A cor está diretamente ligada à definição do tipo de cerveja. Se a cor não corresponde com o estilo, não foram usados os ingredientes corretos, mas não significa que a cerveja esteja ruim.
O principal responsável pela coloração da cerveja é o malte utilizado e o seu grau de torrefação.
O que é torrefação? No processo de produção do malte existe a etapa de secagem e torra do grão. Quanto mais torrado o malte é, mais escuro ele fica, e o malte em contato com a água depois de moído, passa todos os seus pigmentos para o líquido o “colorindo”.
Por exemplo, a cor de uma Stout é marrom escura pra preta, para chegar nessa cor são usados maltes mais torrados. Já a Pilsen, é mais clara, tem que ser feita com malte sem torrefação.
Existem outros fatores que alteram a coloração da cerveja como frutas e até mesmo corantes naturais (que são permitidos no Brasil para corrigir ou intensificar as cores de uma cerveja), como é o caso da Caracu, que é escura devido à adição de caramelo e xarope de açúcar. Eu falei sobre isso nesse post sobre Diferença entre Malzbier e Cerveja Especial Escura
New England Ale feita com Graviola e Pitaya da Cervejaria Eitanoiss
Como calcular o SRM da cerveja?
Para determinar o SRM de uma cerveja, pode ser usado um espectrofotômetro, que mede a absorção de luz a 430 nm através de um centímetro de cerveja. O aparelho exibe um resultado de acordo com a quantidade de luz que consegue atravessar a cubeta onde está o líquido. Então é atribuído à cerveja um grau SRM variando de 2 a 40+ no grau de intensidade de cor, sendo 2 as cervejas mais claras e 40+ as mais escuras. Porém, muitos medem no “olhometro”. Existe um cartão de referência visual para corresponder a cor da cerveja à determinada cor do cartão.
Para termos ideia do SRM de uma cerveja: Uma Standard American Lager (que são as mais comercializadas, tipo Skol) tem SRM 2 a 3. Já uma Sout (cerveja escura) tem entre 30 e 40+.
Cores dos principais estilos de cervejas:
Pilsen: amarelo palha límpido Witbier: dourado claro turvo IPA: do âmbar pálido ao cobre avermelhado Weiss: do amarelo palha ao dourado escuro turvo Red Ale: do âmbar ao cobre avermelhado Porter: marrom Stout: do marrom escuro ao preto
Veja a cartela de classificação SRM e EBC (com valores arredondados):
Bebida alcóolica mais consumida pelos brasileiros, a cerveja teve em 2021 a maior alta de preços no país em sete anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Texto: Thais Carrança – @tcarran Da BBC News Brasil em São Paulo
Rússia e Ucrânia respondem por 28% das exportações globais de cevada (Créditos: Getty Images)
A cerveja consumida em casa ficou em média 8,7% mais cara no ano passado, enquanto em bares e restaurantes subiu 4,8%.
As duas variações foram as maiores registradas nestes produtos no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desde 2015.
As perspectivas para 2022 são pouco animadoras, porque a guerra entre Rússia e Ucrânia pressiona os preços globais da cevada e do malte, ingredientes da cerveja.
Os dois países respondem por 28% das exportações globais da cevada, e a Rússia é o terceiro maior fornecedor de malte ao Brasil.
Assim como em fertilizantes, o Brasil é fortemente dependente de importações no setor cervejeiro.
Veio do exterior 78% da cevada e 65% do malte consumidos no país em 2021, segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).
O lúpulo, terceiro ingrediente central da cerveja, é praticamente 100% importado atualmente.
Embora Uruguai e Argentina sejam os principais fornecedores de matéria prima cervejeira para o Brasil, assim como no trigo, a alta global de preços causada pela redução da oferta mundial de cereais em meio à guerra tende a afetar todos os compradores.
Um ponto positivo foi a valorização recente do real em relação ao dólar, porque isso ajuda a contrabalançar a pressão no preço das commodities.
Além disso, a Ambev, líder de mercado com 61,6% de participação no Brasil, diz contar com uma proteção de, em média, 12 meses contra variação cambial ou de preços das principais commodities que afetam seu custo de produção.
Mas analistas avaliam que empresas menores podem ter maior dificuldade com eventual alta de custos, tendo que repassar aumentos para o consumidor ou ter menos lucro.
A alta de preços já é bastante perceptível nas prateleiras e aplicativos de entrega, e os consumidores adotam estratégias para não ficar sem a bebida.
Segundo a empresa de pesquisa de mercado Kantar, os brasileiros têm trocado marcas mais caras, como Heineken, Stella Artois e Eisenbahn, por outras mais populares — e baratas —, com Skol, Brahma, Schin e Itaipava, na contramão do que vinha acontecendo em anos recentes.
Maior inflação em sete anos
De acordo com o Sindicerv, entidade que representa Ambev e Heineken (que juntas produzem quase 80% da cerveja nacional), a alta de preços em 2021 refletiu o aumento de custos da cadeia de produção, principalmente energia elétrica, combustíveis e commodities — o preço da cevada, por exemplo, subiu com a safra menor do que a esperada nos Estados Unidos.
“A maior parte da importação de cevada do Brasil vem de Argentina e Uruguai”, observa Luiz Nicolaewsky, superintendente executivo do Sindicerv. “Mas, com a quebra de safra nos Estados Unidos, eles avançaram sobre o Mercosul, adquirindo cevada dos países do grupo, o que naturalmente causa escassez para o Brasil, fazendo com que os preços subam.”
O representante da indústria destaca ainda que o setor cervejeiro tem uma frota de 40 mil veículos, portanto a alta de 49% dos combustíveis em 2021 também atingiu em cheio os custos dos fabricantes.
Pesou ainda a alta do dólar, que saiu de uma média de R$ 3,94 em 2019, antes da pandemia, para R$ 5,16 em 2020 e R$ 5,39 em 2021.
Como o Brasil importa a maior parte das matérias primas da cerveja, isso aumentou fortemente os custos de produção.
No caso do lúpulo, Nicolaewsky destaca que o preço aumentou também por causa da multiplicação das cervejarias artesanais no Brasil e no mundo, o que ampliou a demanda pelo broto que dá o sabor amargo característico da cerveja.
“Hoje, temos mais de 1,3 mil cervejarias cadastradas no Ministério da Agricultura, então naturalmente cresce a demanda”, diz Nicolaewsky.
Mesmo com essa explosão no número de cervejarias, as três maiores fabricantes — Ambev, Heineken e Petrópolis — ainda representam mais de 90% do mercado nacional, restando a todas as demais apenas 8,4% do mercado.
Inflação não é resultado só da alta de custo
Leonardo Alencar, analista-chefe de agro, alimentos e bebidas da XP Investimentos, destaca que os custos não são o único fator na inflação da cerveja. Pesam também o comportamento do consumidor e a estratégia de preço das empresas.
A pandemia mudou os hábitos de consumo, com menos procura por bares, restaurantes, baladas e eventos, e o aumento do consumo em casa.
Isso ajuda a explicar por que a inflação da cerveja consumida em domicílio foi quase o dobro da tomada fora de casa em 2021.
Pandemia levou a um aumento do consumo de cerveja em casa (Créditos: Getty Images)
“Outro ponto relevante é que o preço da cerveja, no passado, era reajustado uma ou duas vezes no ano, exceto promoções ocasionais. Hoje em dia, algumas cervejarias — Ambev principalmente — têm plataformas de vendas e entrega, o Bees e o Zé Delivery, em que a gestão é feita de maneira mais estratégica para gerar mais valor”, destaca Alencar.
O Bees é uma plataforma da Ambev destinada à venda para pequenos e médios empreendimentos comerciais, já o Zé Delivery conecta consumidores a vendedores de cerveja da sua região, que entregam a bebida já gelada.
Por meio delas, a empresa conseguem agora reajustar a cerveja mais vezes ao longo do ano e de forma regionalizada.
“Ao invés de ter uma tabela de preços única e subir para o país todo, num ano como 2021, com uma dinâmica muito favorável ao agronegócio, a empresa pode optar, por exemplo, por subir mais os preços fora das capitais. E os indicadores de inflação captam melhor a dinâmica das capitais”, observa o analista.
“Até arrisco dizer que a alta real do preço da cerveja foi maior do que os indicadores captaram por conta desse maior dinamismo da precificação”, afirma.
Pressão nos preços em 2022
Segundo o analista da XP e o sindicato das cervejarias, a pressão nos preços da cerveja é de alta em 2022, mas ela pode ser em parte mitigada pelo câmbio e atingir empresas grandes e menores de formas diferentes.
Ambev estima alta de custo de 16% a 19% em 2022 (Créditos: Getty Images)
A Ambev estima uma alta de custo por hectolitro (100 litros) de 16% a 19% em 2022. No ano passado, o aumento foi de 17,4%.
A estimativa foi feita pela empresa antes da explosão da guerra na Ucrânia, mas a cervejaria disse à BBC News Brasil que as projeções estão mantidas, devido à sua política de proteção de custos (chamada de hedge, em inglês) de 12 meses.
A Ambev declinou pedido de entrevista e disse que não se manifestaria nesta reportagem.
Já a Heineken, mesmo antes da guerra, projetava um crescimento de custos por hectolitro na casa dos 15% em 2022, devido a aumento nos preços de commodities, energia e frete.
“Compensaremos esses aumentos de custo de insumos por meio de preços, o que pode levar a um consumo de cerveja menor”, disse em fevereiro Harold van den Broek, diretor financeiro do grupo, em comentário sobre resultados.
A guerra na Ucrânia acrescenta pressão a esse cenário que já era de aumento de custos na percepção das maiores empresas do setor.
O Brasil é o terceiro maior mercado produtor de cerveja do mundo, atrás de China e Estados Unidos, tendo produzido 151,9 milhões de hectolitros da bebida em 2020, segundo dados do relatório BarthHaas Hop Report 2020/2021, usado como referência pelo Sindicerv.
Na ponta das matérias primas, Rússia e Ucrânia são gigantes, respondendo juntas por 28% das exportações globais de cevada em volume e por 24% em valor.
Os dois países também têm volumes relevante de vendas externas de malte — produzido a partir da germinação da cevada ou outro cereal, cujos brotos são então tostados ou torrados.
Como os preços das commodities variam globalmente e os Estados Unidos devem continuar a competir pela cevada e o malte do Mercosul, a pressão de custos afeta o Brasil.
“O custo da cerveja do mundo subiu, todas as cervejarias estão sendo impactadas por isso”, observa Leonardo Alencar, da XP.
“Mas a região onde o custo é menor é aqui no Brasil e as cervejarias mais verticalizadas [que controlam todas as etapas do processo produtivo], como a Ambev, sofrem menos com a alta de custos. Ela poderá decidir entre não subir tanto os preços e ganhar participação de mercado ou proteger suas margens. Outras empresas, como as artesanais, vão sofrer com a mesma pressão de custos sem a mesma estrutura.”
Como o consumidor responde à inflação
O comportamento do consumidor afeta a dinâmica de preços e vice-versa, porque o avanço da inflação muda o consumo de cerveja.
“Há uma migração de cervejas de alto padrão para as populares, então, diminuiu a quantidade de vezes em que os consumidores tomam cervejas como Heineken, Budweiser e Stella Artois e houve um aumento de outras marcas mais baratas”, observa Hudson Romano, gerente sênior de consumo fora do lar da Kantar.
Mercado brasileiro de cerveja ganhou novos consumidores, mas a frequência de compra caiu pela metade (Créditos: Getty Images)
Ainda segundo o analista, embora o mercado brasileiro de cerveja venha ganhando novos consumidores, a frequência de compra caiu pela metade.
“Por conta do aumento de preços, o consumidor continua bebendo, mas, em vez de beber três vezes por semana, ele bebe uma vez e meia. Essa diminuição no consumo é um problema para a indústria.”
Uma das respostas tem sido o lançamento de novas marcas. A Ambev, por exemplo, investe em um segmento intermediário entre as cervejas de alto padrão e populares, com marcas como Brahma Duplo Malte e Spaten.
“O consumo de cerveja é muito ligado a crescimento do PIB [Produto Interno Bruto]”, observa Alencar, da XP. “Em um ano em que teremos menos crescimento, há um efeito disso no consumo de cerveja.”
“A pressão inflacionária tira poder aquisitivo, e deixamos de consumir um produto mais caro por um intermediário. Ou trocamos um intermediário por um mais barato. Isso favorece a cerveja em relação às demais bebidas alcóolicas, porque ela é mais barata, e as cervejas populares e intermediárias”, observa.
Os analistas avaliam ainda que o local de consumo deve seguir a mudança do mercado de trabalho. Ou seja, se antes se trabalhava e bebia mais fora de casa, agora a tendência é o trabalho e o consumo híbrido, com mais cerveja sendo bebida em casa.
“Os jovens estão saindo, mas estão indo menos a bares e baladas e mais à casa de amigos e locais públicos”, diz Romano, da Kantar.
“Ainda estamos na pandemia, mas com uma liberdade muito maior que em 2020, estamos botando o pé na água e cada vez mais vamos afundando, até a gente voltar a nadar. Mas, enquanto não estiver 100% seguro, as pessoas vão continuar se preservando.”
Como o título diz, a dica de Onde Beber Artesanal de hoje vai ter muito porco e muito chope.
A dica é o recém-inaugurado Porks – Porco e Chope da Savassi, mais uma unidade da franquia que abriu em BH, desta vez, bem no meio de um dos bairros mais movimentados da cidade, a Savassi.
No cruzamento da Avenida Cristovão Colombo com Avenida do Contorno
A proposta da casa é ser democrática, oferecendo receitas exclusivas sem deixar de lado os preços acessíveis. Para isso, a casa conta com uma operação enxuta, descolada e com preparos que podem ser consumidos nas mesas ou de pé, até mesmo, na rua.
Para fazer o pedido você mesmo vai ao caixa, paga, pega o chope, vai para a mesa com o chope e espera seu prato chegar. Com isso, eles não cobram serviço de 10% do garçom. Ah, não cobram couvert também.
O lugar
O espaço do bar é bem pequeno, pois não se consome lá dentro. O consumo é feito do lado de fora, na calçada, onde espalham diversas mesas e cadeiras.
Mesas pela calaçadaCalçada vista de cima
Mas, não podia deixar de citar a decoração dos espaços internos que é bem diferente!
Banheira
Decoração do banheiro
Para beber
O Porks conta com diversas torneiras de chope das mais variadas cervejarias mineiras. Os estilos também agradam a todos os paladares. No dia em que fui conhecer a casa, tinham 11 chopes disponíveis como Lager, Witbier, English Pale Ale, IPA, Double IPA, dentre outros.
Experimentei alguns e, claro, estavam todos excelentes, frescos, na medida certa!
Os valores variam de acordo com o tamanho do copo e o estilo. Os de 330ml variam de R$8 (Lager) a R$22 (Double IPA). Já o copo de 440ml, varia entre R$10 a R$25. Na parede, eles informam preço, ABV e IBU! Muito bom!
IPA – Cervejaria Capa Preta
English IPA – Cervejaria Küd
Pale Ale – Évora
NE IPA – Cervejaria Capa Preta
Para quem curte drinks, eles têm mais de 10 opções feitas com gin, vodka, whisky, que giram em torno de R$25.
Para comer
Para quem não abre mão de ótimos petiscos, a casa trabalha com uma série de opções criativas feitas com carne suína, com sabores inconfundíveis, sempre no tamanho individual e com potes descartáveis. É bom que dá para experimentar mais de uma opção.
(Atualização de 11/11/24) Agora, a casa está com cardápio novo, onde foram inseridos novos pratos com outras carnes, como boi e frango, além de porções maiores para compartilhar.
Entre os destaques estão a Porkspóca, pururuca de porco crocante temperada com sal de lemon pepper; o Torresmo de Tira, tradicional torresminho servido em tiras crocantes; o Bei com Melado, tiras de bacon crocante cobertas por melado de cana de açúcar; dentre outras opções.
Além das porções, têm opções de hamburger também.
Porkspoca, Porks Bacon Burger e Bei com Melado
Fish and Chips e Pastelzinho japonês com carne suína
Churros Espanhol
Os valores dos petiscos e hamburgers variam entre R$15 a R$48
Todos os pedidos chegaram bem rápido, quentinho e estavam ótimos!
Atualmente, o Pork’s conta mais três estabelecimentos: – Pork’s Praça Tiradentes (bairro Santa Efigênia): Clique aqui que conto mais sobre minha visita; – Pork’s Casarão (Lourdes): Clique aqui que conto mais sobre minha visita lá; – Pork’s Castelo (bairro Castelo): Já fui também mas não divulguei. Tem um espaço bem amplo e gostoso.
Eu já conhecia o esquema da casa, por ter ido na Praça Tiradentes, e já sabia o quanto era bom, descolado e acessível. Adorei conhecer essa nova unidade e, com certeza, irei mais vezes! Certeza que vai bombar e vai ser o novo point da Savassi. Se você mora ou está de passagem por BH, é uma parada obrigatória!
No dia 21 de março, o grupo Heineken lançou seu mais novo rótulo, a Heineken Silver. A nova cerveja vem com uma proposta mais refrescante e menos amarga, mas mantendo a qualidade da Heineken original.
Ela leva os mesmos ingredientes da original. Porém, para criar seu sabor extra-refrescante, a Heineken Silver teve que ser fabricada usando um processo de água gelado a -1° C. O resultado é uma cerveja premium, mais leve, com menor teor alcoólico (4% de ABV , enquanto a original é 5%), com menos amargor (10 IBU, a original tem 18 IBU) e com menos calorias, sem gordura e zero açúcar.
O foco da cervejaria são os consumidores que estão na faixa dos 18 aos 34 anos. Esse público prefere cervejas mais refrescantes, menos amargas e com teor alcoólico mais reduzido. Esse é um nicho de mercado que vem crescendo nos últimos anos e, por isso, a Heineken quer assegurar sua presença com esse público também.
A cerveja estará disponível em 19 países como Estados Unidos e alguns países da Europa, entre eles o Reino Unido. Ainda não há informações de quando ou se a Heineken Silver será disponibilizada para o mercado brasileiro. Mas, se consideramos que o Brasil é o maior mercado da marca, podemos ter uma expectativa boa de que ela pode vir a aparecer por aqui também para matarmos a curiosidade.
Heineken lança a primeira cerveja virtual
A Heineken Silver não ficou somente no mundo real, ela também foi inserida no universo metaverso. A marca holandesa lançou a cerveja virtual Silver que passa a estar presente na Decentraland, uma plataforma digital imersiva.
A Heineken Silver é produzida com código binário e, em vez da levedura e do malte, a matéria-prima são os pixéis. A Silver virtual é produzida com lúpulo de código binário, cultivado por agricultores de NPC (non-player character).
A Heineken garantiu seu espaço no universo da realidade virtual em uma ação publicitária que satiriza a intensa busca de outras marcas por não ficar pra trás em nenhuma tendência. Durante o evento, Bram Westenbrink, chefe global da Heineken, explicou o por quê da ação. “É uma proposta que brinca com a própria marca e com outras empresas que estão entrando no metaverso, lançando produtos que são mais apreciados no mundo real”, afirmou.
Ciente de que seus produtos talvez não fossem tão queridos no mundo digital quanto são ao vivo e em cores, Westenbrink aproveitou o evento de estreia para convidar os consumidores a experimentarem a verdadeira Heineken Silver. “Por enquanto, você não pode provar pixels e bytes. Então, queremos fazer uma brincadeira com isso e lembrar a todos que nada supera o sabor de uma cerveja refrescante. Isso inclui nossa nova Heineken Silver, no mundo real”, disse o executivo.
Fonte: Com informações dos sites da Money Times, da Forbes e da Heineken
O rótulo contém diversas sigla que, ao serem bem compreeendidas, fará total diferença na escolha da cerveja.
Hoje, falarei do ABV que, normalmente, está em destaque no rótulo.
ABV: é a abreviação de Alcohol by Volume. Ou seja, é uma definição adotada internacionalmente para indicar o percentual em volume da quantidade de álcool em uma bebida alcoólica. Isso permite que você saiba quanto da garrafa de cerveja é álcool e quanto é o restante da bebida.
Ou seja, o percentual indica o quanto de álcool tem a cada 100ml de cerveja. Se o rótulo indica que a bebida tem 5% de ABV, ela tem 5mL de álcool para cada 100mL da bebida.
Algumas cervejas trazem a sigla APV, que significa Álcool Por Volume.
A medida é representada em pontos percentuais “%vol.”
Existem diversas fórmulas que calculam o ABV de uma cerveja e não é simples de explicar e, se você não produz cerveja, vai ficar mais difícil ainda entender.
A principal fórmula usada para calcular o ABV de uma cerveja é:
%ABV = 131,25 * (Gravidade Inicial, a OG – Gravidade Final, a FG).
Ou seja, primeiro mede-se a densidade do mosto antes da fermentação, conhecida também como Original Gravity (OG) – Gravidade Inicial. Em seguida, subtraia esse valor com o valor da densidade depois da fermentação, conhecida também como Final Gravity (FG) – Gravidade Final: o resultado dessa diferença é a densidade somente dos açúcares que foram consumidos na fermentação.
Pega esse valor, multiplica por 131,25, e sai o resultado do ABV.
Por exemplo, uma IPA com OG 1,065 e o FG 1,0082.
%ABV = 131,25 * (OG – FG)
%ABV = 131,25 * (1,065 – 1,0082)
%ABV = 7,455%
É complexo. Melhor deixar essa parte para os cervejeiros profissionais.
Qual a função do álcool mesmo?
Você deve ter pensado: deixar a gente alegre e nos relaxar!
Ele faz isso também. Mas, ele tem algumas funções técnicas e sensoriais como:
– Atua como conservante natural da cerveja. O meio alcoólico dificulta o desenvolvimento de contaminações microbiológicas, e essas contaminações são mais fáceis de acontecer quando não há o álcool. Assim, cervejas com maior ABV, maior teor alcoólico, podem ser conservadas por mais tempo. Observe que as mais alcoólicas têm prazo de validade maior.
– Em relação ao fator sensorial, quanto maior o teor alcoólico, maior o impacto sensorial na cerveja. Em cervejas com baixo teor alcoólico, o álcool tem um impacto muito baixo no sensorial. Já nas cervejas mais alcoólicas, é possível sentir esse impacto tanto no aroma quanto no sabor. O álcool cria alguns aromas em conjunto com ésteres e outros componentes, e até mesmo à medida que essa cerveja envelhece.
Em algumas cervejas o teor alcoólico é tão alto que você sente perfeitamente o álcool tanto no aroma, quanto no sabor! Além disso, ao beber, é possível sentir aquele aquecimento alcoólico.
Enfim, existe teor alcoólico para todos os tipos de paladares e resistências!
E como vou saber se aquele ABV é fraco?
No Brasil, são classificadas como cervejas de baixo teor alcoólico as cervejas que tiverem de 0,5% a 2,0%, de médio teor alcoólico as que tiverem de 2,0 a 4,5% ABV e as com mais de 4,5% ABV são as de alto teor alcoólico.
Existem também as cervejas de 0,0% ABV, que são as totalmente sem álcool. E são consideradas cervejas, sim! Pois, elas passam pelo mesmo processo de uma cerveja normal.
Eu considero forte as que estão acima de 6%. Mas, cada um tem seu paladar, tem uma resistência para o álcool. Experimente! Aprenda seu limite e seja feliz.
Beba com moderação! Independente do teor alcoólico da cerveja escolhida, não abuse! O excesso, além de fazer mal para a saúde, acaba o seu dia seguinte, a cabeça dói, o corpo fica mole. Ressaca nunca é uma boa opção.
A cerveja mais alcoólica do mundo tem o ABV em 70%. A Koelschip Mystery of Beer, da holandesa Brouwerij ‘t Koelschip. De acordo com um de seus donos, o máximo teor alcoólico que uma cerveja poderá chegar é de 80%. A cerveja é vendida em garrafas de 330 ml por €45, mas também está disponível em porções de 40 ml, custando €10 a dose.
No Brasil, uma cervejaria do interior de São Paulo, a Cervejaria Cuesta, quebrou o próprio recorde ao lançar a cerveja com o maior teor alcoólico do país. Envelhecida em barris de carvalho por dois anos, a Beer Brandy Oak Aged 2021 tem 35% de álcool.
A rotulagem de bebida não é feita sem parâmetros. Ela é regulamentada principalmente no Decreto nº 6.871/2009, mas também há regras específicas estabelecidas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO), pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Ou seja, para aquele produto estar no mercado ele precisa conter uma série de exigências dos órgãos regulamentadores.
No mesmo decreto no artigo 11 determina que cada unidade de cerveja deverá conter, em seu rótulo, algumas informações visíveis e legíveis, sendo que o INMETRO e o MAPA também têm atos normativos regulando os caracteres. Abaixo, as principais informações obrigatórias:
1) nome empresarial e endereço do produtor ou fabricante, do padronizador, do envasilhador ou engarrafador ou do importador;
2) número do registro do produto no MAPA; Se não tiver esse número a cerveja não pode ser comercializada!
3) denominação do produto em item distinto e destacado das demais informações do rótulo, com letras impressas em negrito, em cor única e em contraste com o fundo do rótulo. Os caracteres devem, ainda, respeitar tamanhos mínimos a depender da quantidade de líquido;
4) marca comercial;
5) lista de ingredientes em ordem decrescente de proporção. Logo após ou abaixo da lista de ingredientes deve vir advertência sobre a presença direta ou de derivados de ingredientes alergênicos (incluindo o glúten);
6) a expressão “Indústria Brasileira”, por extenso “jamais abreviada”;
7) conteúdo líquido expresso em unidade de medida de volume, em cor contrastante com o fundo onde estiver impresso ou com o líquido, caso a embalagem seja transparente. O símbolo da unidade de medida depende da quantidade de líquido (“ml ou mL” para menos de 1 litro; “l” a partir de 1 litro).
O INMETRO também disciplina que o tamanho dos algarismos que indicam a quantidade de líquido depende do conteúdo líquido.
8) graduação alcoólica, expressa em porcentagem de volume de álcool etílico, à temperatura de vinte graus Celsius; (formas corretas % Vol. Alc. ou v/v)
9) identificação do lote ou da partida;
10) prazo de validade;
11) frase de advertência, caso a cerveja tenha o teor alcoólico acima de 13% a frase obrigatória deve ser “Evite o Consumo Excessivo de Álcool”.
As mulheres estão cada vez mais presentes no universo das cervejas artesanais.
Temos marcado presença em diversas áreas do meio cervejeiro seja apenas como consumidoras, apreciadoras, seja trabalhando diretamente com cerveja em fábricas antes, durante e depois da produção, no marketing, no comercial. Enfim, as mulheres estão ocupando um espaço que pode ser delas também.
Quando o assunto é consumo, de acordo com uma pesquisa feita pelo MindMiners, 57% das mulheres brasileiras consomem bebidas alcoólicas, sendo que 72% consomem cerveja.
Quando o assunto é o mercado profissional, sabemos que ainda temos muito para caminhar. Segundo o 1º Censo das Cervejarias Independentes Brasileiras (2019), do DataSebrae, cerca de 89% das cervejarias nacionais são comandadas por homens, contra 11% comandadas por mulheres.
Mesmo com uma participação discreta nesse ramo de atuação, algumas mulheres têm tentado mudar essa realidade. Aqui, eu listo oito cervejarias fundadas por mulheres e que, com certeza, vão inspirar outras a fazer o mesmo.
Atenção! Além dessas oito, em seguida, mencionei mais um monte de cervejarias criadas por mulheres. Então, siga até o final para não perder nenhuma!
1 – Cervejaria Lokira
Criada em 2019, em Belo Horizonte, por Ana Flávia Gomes Lopes e Flaviana Guimarães. A cervejaria tem como um dos objetivos promover a democratização do mercado e do universo cervejeiro no geral.
2 – Cerveja Benedita
Criada por três mulheres periféricas de São Paulo, Melissa Miranda, Eneide e Márcia Martins, a Cerveja Benedita tem como slogan “Feita por elas para Todos”.
3 – Cervejaria Dádiva
A Cervejaria Dádiva foi criada em 2014, em Várzea Paulista, por Luiza Lugli Tolosa. A cervejaria produz inúmeras cervejas especiais. De acordo com a Dádiva, eles criam com ingredientes novos cervejas inovadoras.
4 – Maria Bravura Cervejas Especiais
Criada em 2016, em Paraguaçu Paulista, pela psicóloga Maria. A cervejaria apresenta receitas diferentes e caseiras de cervejas artesanais.
5 – Cerveja Macuco
A Macuco é uma cervejaria independente criada por Mica e Nanda, em 2016, na cidade de Porto Alegre. A cervejaria preza pelo fortalecimento da identidade brasileira, principalmente nas receitas das cervejas que levam ingredientes selecionados como frutas nacionais.
6 – Japas Cervejaria
Um trio de mulheres nipônicas, de São Paulo, Maíra Kimura, Yumi Shimada e Fernanda Ueno, são responsáveis pela cervejaria que resgata as origens japonesas e busca representar a união entre o Brasil e o Japão através de cervejas com sabores e aromas diferentes.
7 – Cervejaria Teresense
Inaugurada em 2019, no Espirito Santo, a Cervejaria Teresense foi criada pela engenheira e mestre-cervejeira Luana Hoffmann. A cervejaria traz receitas próprias e um jeito especial de preparar cerveja artesanal: aliando a paixão, matéria prima de qualidade e tecnologia.
8 – Femme Cerveja Artesanal
Diretamente da Paraíba, a Femme Cerveja Artesanal é uma cervejaria criada em 2017 por Ranny de Sousa. Que também é quem elabora todas as receitas das cervejas.
Fonte: o Guia da Cozinha
Muito mais cervejarias criadas por mulheres!
Depois que publiquei o post “8 Cervejarias criadas por mulheres” no Instagram, diversas pessoas começaram a indicar cervejarias criadas por mulheres que eu não havia citado.
Com isso, peguei todas as cervejarias mencionadas, conferi e inclui nessa lista.
No total, consegui reunir dezenas de cervejarias criadas por mulheres, além dessas oito. Li sobre todas e vou te contar, tem cada história!
Sei que tem muito mais, mas, fiquei feliz demais pela repercussão do post e pela ajuda de todos.
Para organizar a lista, separei por estado e indiquei a cidade e o @ de cada cervejaria. Assim, você vai poder procurar saber sobre cada uma, além disso, vai poder procurar por elas para consumir seja online ou quando for em suas respectivas cidades.
Caso saiba de alguma que não esteja nessa lista, me manda por direct no www.instagram.com/cervejeirauai para que eu possa atualizá-la.
Aí vão as outras 50 cervejarias criadas por mulheres:
Em 2022, para atualizar esses dados e manter as pessoas informadas, publiquei um novo post: “50 cervejarias criadas por mulheres”. Veja a repercussão dele clicando aqui.
Hoje, já estamos em 58 cervejarias. Com certeza esse número é maior. Me mande e ajude a divulgar!
Como vocês sabe, sempre pode contar com minha astúcia quando o assunto é cerveja. Por isso, aqui estou eu, como mais uma dica imperdível de Onde Beber Artesanal em BH!
Sigam-me os bons!
A dica de hoje é o Taproom da Cervejaria Astúcia.
Enstrada do bar com balcão na porta
O lugar
É um espaço aconchegante, pequeno, porém, com o coração grande que cabe todo mundo que chega.
Além de algumas mesas na parte interna e do balcão, o bar conta com mesas na calçada para quem prefere sentir aquele ventinho no rosto e gosta de ver o movimento do local que é um point do bairro.
Mas, não é só isso, além do espaço para beber e a lojinha para comprar produtos deles, a fábrica da cervejaria fica bem ali.
Fábrica da Astúcia Cervejaria
Eu logo aproveitei da nobreza do Tieds, um dos sócios da cervejaria, para conhecer tudo. O espaço foi inteligentemente ocupado, sem canto perdido. São dois andares onde ficam distribuídos os tanques, locais para guardar os insumos, máquina para lavar bairris, máquina para fechar latas e até rotular. Alguns desses serviços, inclusive, eles fazem para terceiros também.
Tanques
Geladeira de lupulos
Máquina para fechar lata
Câmara fria
Hoje, eles produzem 2.500 L por mês de cerveja fresquinha, que saem dos fermentadores e vão direto para o barril. O barril vai para a câmara fria e é engatado nas torneiras do taproom. Ou seja, mais fresca que isso, só tomando direto dos tanques.
E para beber?
Palma, palma, não priemos cânico! Lá, cerveja é o que não falta. São dozes torneiras com cervejas próprias e de outras cervejarias convidadas. É para ficar perdido mesmo! Na dúvida, chame O Chapolin Colorado! Mentira (rs), chame o Lima, muito solicito e ágil, ele vai te ajudar a fazer a melhor escolha.
Doze torneiras com cerveja fresca
Os painéis com as cervejas disponíveis estão bem em cima das torneiras. Ali, você pode ver todas as informações, nome, estilo, ABV, IBU e valores. Se preferir, é só pegar o QRCode e escolher.
Quando vou pedir cerveja, normalmente, os meus movimentos são friamente calculados. Mas, confesso que fiquei perdida com tanta opção boa. Fui de English Pale Ale, Imperial Sour, Dry Stout, Bourbon Ale e APA. Thiago foi nas IPAs, da mais leve para às mais forte.
Os preços variam de acordo com a quantidade e o estilo. As de 350ml vão de R$8 a R$20 e as de 473ml vão de R$12 a $26. Para quem preferir, eles envasam latas de 473ml ou growler de 1L para levar para a casa.
English Pale Ale
Imperial Sour
Dry Stout
NE IPA
Hoje, a Astúcia Cervejaria conta com os seguintes estilos próprios: NE IPA, Smoked Black IPA, American IPA, German Pils, Hop Lager e Dry Stout com Nitrogênio. Além desses, a cervejaria está sempre lançando cervejas colaborativas com outras cervejarias e cervejas sazonais. E te garanto: São todas excelentes.
E para comer?
O espaço não conta com cozinha. Oh! E agora, quem poderá nos defender?
Eles não têm cozinha, mas eles pedem os pratos dos bares vizinhos. São três tipos de opções: Comidas de buteco do Santo Buteco, comida mexicana do El Matador e hamburger do Anchor Burgers.
Nós fomos de comida mexicana do El Matador! Nachos com guacamole e chili de carne. R$24,90 o Nacho com guacamole e R$10 o chili extra. Já o Burrito não deu tempo de sair na foto..rs
Nachos com Guacamole e Chili de Carne
Eu suspeitei desde o princípio que seria tudo muito bom na Astúcia Cervejaria. Desde o atendimento, clima às cervejas. Eu recomendo e voltarei mais vezes!
Cervejaria Astúcia Rua Viçosa, 121 – São Pedro Belo Horizonte – MG Instagram: @astuciacerveja Site: http://www.cervejaastucia.com.br