Dicas de cervejas para beber no outono

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O dia 20 de março marcou a chegada do Outono aqui no Brasil. Uma estação de transição entre o verão e o inverno, considerada por muitos como um tempo de mudança. Nessa estação, as noites são gradativamente mais longas que os dias à medida que a estação avança, há uma redução gradativa das temperaturas e a diminuição da umidade do ar.

Pensando nessa alteração climática, convidei a sommelière de cerveja, Jaque Oliveira, para falar um pouco sobre os estilos de cervejas que combinam com nosso outono.

Fala aí, Jaque:

Voce sabia - OutonoCostumamos relacionar a cerveja com os dias de muito sol e calor. Mas, o friozinho do outono também combina, e muito, com uma boa cerveja artesanal. Basta saber escolher para apreciar sua bebida favorita também nos dias de temperatura mais baixa.

Quanto aos estilos ideias, penso que é relativo. Tem gente que toma RIS no calor e não se importa porque é um estilo de cerveja que a pessoa gosta muito. Eu tomo IPA e não me importo se é verão ou inverno, pois é meu estilo preferido.

stoutMas tenho minha sugestão para o outono: A Stout. Dentro deste estilo é possível encontrar desde cervejas Irish Stout, até cervejas muito alcoólicas, amargas e licorosas.  São várias opções para a pessoa eleger a sua preferida.

As Stouts são cervejas de alta fermentação (tipo ALE), produzida com bastante malte torrado (ou cevada tostada), de sabor tostado, além de uma cor muito escura, que é a característica mais marcante desse estilo.

Indico ela porque, no outono, eu acredito que as cervejas devem ser de graduação alcoólica intermediária e maltes tostados. A Stout cabe muito bem dentro do clima ameno do Outono. E, sensorialmente falando, uma cerveja mais “quente” trará uma experiência mais agradável ao nosso copo.

Quanto às marcas de Stout, não podemos deixar de falar da Guinness. Sem sombra de dúvidas a cerveja mais clássica e a mais consumida do mundo do estilo e que acredito ser mais palatável para o público em geral. Tem a Lohn Bier Carvoeira também, que é uma Imperial Stout densa, complexa com notas amadeiradas e aroma de baunilha.

Porém, Minas Gerais tem cervejas maravilhosas neste estilo e a sua mão como:

  • Falke Villa Rica;
  • Albanos Irish Dry Stout;
  • Uaimií Chico Rei que ganhou prêmio no Concurso do Festival Brasileiro da Cerveja.

E para finalizar uma importada que vale a pena experimentar: Young’s Double Chocolate Stout!

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Em relação à harmonização, penso que não devemos amarrar como regra obrigatória as harmonizações.  Sugiro que a pessoa faça experiências sensoriais para descobrir suas preferências.

Mas, aí vão minhas dicas de harmonização com Stout.
Sobremesas com chocolate : brownies, um petit gateau ou torta de chocolate;
Sobremesas com frutas: como cheesecake com calda de frutas vermelhas;
Queijos como o gorgonzola, o gouda maturado ou o parmesão.

Aventure-se nesse estilo!

No Instagram: https://www.instagram.com/p/BvecF4mluFe/

Sobre a Jaque:

Jaqueline de Oliveira Silva começou nessa aventura cervejeira, em 2011, ao reencontrar o amigo Marco Falcone (dono da Falke Bier), em 2011, quando foi apresentada ao mundo da cerveja especial. Segundo ela, foi realmente amor à primeira vista. A partir de 2013, passou a trabalhar somente com o mercado de cerveja especial, atuando em redes sociais, eventos, assessorias e na coordenação da Academia Sommelier de Cerveja (A.S.C), hoje, Escola Mineira de Sommelieria, onde me formei como sommelière.

Hoje, Jaque é CEO da Escola Mineira de Sommelieria, que forma duas turmas por ano de sommelier. Além disso, trabalha com eventos e assessorias ligados ao mercado de cerveja.

E o currículo da Jaque não para por aí não, respirem fundo que tem mais!

– Pós-Graduada em Gestão Estratégica da Informação pela UFMG
– Gestora de Redes Sociais
– Diplomada Sommelier de Cerveja pela Academia Sommelier de Cerveja
– Membro da CONFECE – 1ª Confraria Feminina da Cerveja
(“Se você imaginar que este movimento começou há 12 anos, quando o mercado ainda era praticamente masculino e tinha pouquíssimas cervejas, vai entender a importância da Confece. Nossa festa se tornou um evento no calendário cervejeiro nacional, além de ser uma festa linda que se propõe a divulgar a cultura cervejeira”, Jaque.)
– Participou do Coletivo ELA (Empoderar, Libertar, Agir) – Grupo que surgiu, em 2016, da união de mulheres cervejeiras do Brasil inteiro ligadas ao mundo da cerveja, que reuniu 65 cervejeiras artesanais para produzir uma cerveja a fim de chamar a atenção para o machismo presente no segmento.
– Membro das Minas Cervejeiras – Um grupo de mulheres que fazem cerveja, mandam muito bem e se juntaram para trocar ideias, encontrar e fazer acontecer neste mercado da cerveja. 

“Já tenho história para contar no mercado da cerveja e experiências incríveis!”, Jaque.

Então é isso, gente! Espero que tenham gostado da convidada dessa estação e suas dicas.

Aproveitem essas dicas, aproveitem o outono e suas peculiaridades.
E, Jaque, muito obrigada pela disponibilidade!

#TBT: Cerveza Patrícia – Parque del Prado (Montevidéu)

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O #tbt de hoje vem todo “do contra”. A cerveja não é artesanal e é uma cerveja ruim e o ponto turístico foi um programa de índio. Rs. Mas vamos lá. Nem só de maravilhas vivem os viajantes.

Essa aí a Dunkel da Cervejaria Patrícia. Eu adoro dunkel, quando vi na geladeira do mercado uma dunkel em uma garrafa de 960 ml, quase cai para trás. Nem pensei duas vezes, comprei!

Jé-sus! Que cerveja ruim. Ela não tem gosto de dunkel. Tem gosto de Malzbier. Muito doce, que chega a colar os beiços, muito enjoativa, melada. Mas não é para menos, os ingredientes usados são bem parecido com os de malzbier: Água, malte, adjuntos cervejeiros, lúpulo, corante caramelo III INS150c, estabilizante INS 405, dióxido de carbono INS 290.

Como que bebe quase um litro disso? Thiago queria jogar fora, mas não deixei. Eu morro de dó, mesmo sendo uma cerveja ruim assim.

patricia logoEm 1936, a Patricia nasceu e com ela a fábrica de cerveja e a malteria. Com distintivo Salus em seu rótulo, sob o nome de Cerveza Serrana, a bebida foi comercializada a partir de 1950 em dois sabores: claro e escuro. Em 1956, a marca Patricia foi registada pela Salus Company, desde então é comercializada no Uruguai e parte do Brasil. É uma das poucas cervejas do mundo feitas com água mineral natural.

É uma das marcas mais conhecidas e populares do país. Desde 2007, ela faz parte da gigante ABInbev.

Hoje fabricam 4 estilos: Lager; Dunkel; Porter; Barley wine

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Não experimentei as outras. Sei que a Dunkel nunca mais.


O ponto turístico foi uma roubada. Antes de ir em algum lugar que não conheço, pesquiso muito. Algumas páginas indicavam esse local como maravilhoso e imperdível. Lá fomos nós!

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O Parque del Prado não é que seja feio, mas pegamos dois ônibus para ver algo comum. E acho que fomos na parte ruim dele. Porque, depois, vi outras fotos que não tinham muito a ver com o lugar que estávamos.

Ele é o maior dos seis principais parques públicos de Montevidéu. Fundado em 1873, cobre uma área de 106 hectares e está localizado no bairro do Prado, que é um bairro nobre com mansões, que não vimos pois tinha que andar muito.

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Por ali eu vi muitas árvores, lagos e estátuas espalhadas. Talvez, se estivesse em um dia de movimento, com crianças brincando, pessoas caminhando, minha impressão teria sido melhor.

Além disso, é onde fica a residência presidencial atrás do Jardim Botânico. Também não vimos.

Então é isso, se estiver indo à Montevidéu e quiser arriscar e andar mais em busca do lindo parque. Vai nessa. Eu não voltaria.

Veja mais fotos:

Hofbräuhaus BH: Um pouco de Munique na capital mineira

A dica que vou dar hoje é de um lugar delicioso. Que eu já perdi as contas de quantas vezes fui.

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Dia da inauguração – 2015

É a Hofbräuhaus Belo Horizonte, inaugurada em 2015, na região centro-sul da capital. Estive presente na inauguração, que foi um pouco turbulenta. Ficamos por 3h na fila só para entrar, devido à grande novidade na cidade. Mas sabe quando você fica na fila e acha que vai andar rápido, e depois vê a hora passando e pensa “já estou aqui mesmo”?! Foi isso que me fez durar este tempo em uma fila de restaurante. Ao entrar, tive a sensação que todo o tempo de espera compensou.

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No dia seguinte, a casa comunicou que iria ficar fechada por algumas semanas para se reestruturar, afinal estava em jogo o filme de um nome centenário. Enfim, deram a volta por cima e hoje é um sucesso!

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A cervejaria alemã é a primeira unidade da Hofbräuhaus, carinhosamente chamada de HB, na América Latina. Sua sede principal fica em Munique, Alemanha.
Confira aqui a minha visita por lá.

As demais filiais se concentram na Austrália, Canadá, China, Estados Unidos e Itália. Conto também como foi minha visita na HB de Berlim.

◊ O local: A versão brasileira não perde muito para as alemãs. O atendimento daqui, inclusive, é muito melhor do que o de lá. Aqui tem mais atendentes, você não espera tanto nem para ser atendido nem para a chegada de seus pedidos. Além do ótimo atendimento, a casa é bastante animada. Em um determinado momento, a casa convida a todos para se levantarem nas cadeiras, cantarem e brindarem ao som de uma música típica da Bavária “Ein Prosit Der Gemütlichkeit!”. É muito legal!  Além disso, rolam músicas típicas durante o seu funcionamento.

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A casa tem três ambientes: Tem o ambiente interno que tem mesas para quatro pessoas ou aqueles mesões compartilhados e bancos no balcão; tem a varanda, com vista para a rua, com pequenas mesas; e tem o espaço externo, tipo biergarten, com ombrelones, árvores e vista para os tonéis, onde são fabricadas as cervejas, com mesas menores e compartilhadas também.

A decoração é 100% alemã. Muito parecida com a HB original. Inclusive o espaço onde vendem os souvenires da HB.

◊ Para beber: São quatro opções de cervejas que estão de acordo com a Lei da Pureza Alemã: Premium Lager, Dunkel, Hefe Weizen e Sazonal (cervejas especiais feitas a cada mês). As cervejas são exatamente como as da Alemanha, inclusive, existe um sistema em que é verificado lá da Alemanha se eles estão seguindo o padrão de qualidade. Os tamanhos são de 300ml, 500ml e 1 litro (essa dói a mão de tão pesada). Tomei todas e dos mais diversos tamanhos. Amo todas!

Além das cervejas, têm drinks, refrigerante, suco e água.

◊ Para comer:  A especialidade da casa são as tradicionais comidas da Baviera. Porém, eles deixam tantos % do cardápio ser diferente, que no caso daqui são comidas brasileiras. Além de tira-gosto, eles servem almoço executivo também.

20180623_173753.jpgComi algumas opções lá. Todas são maravilhosas. Mas, meu coração tem uma queda enorme pelo Pretzel, que estava muito salgado da última vez que pedi. Espero que tenham reparado esse erro. O Pretzel é um pão típico bávaro muito tradicional na Oktoberfest (100% original de Munique). Os preços dos pratos são bem variados e estão no site da HB.

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Eu amo o lugar. Sempre que vou, dá uma tristeza ter que ir embora!

Se estiver em BH, não perca essa experiência. Você se sente por algumas horas na Alemanha!

Extra: Além do local que é um evento à parte e dos shows ao vivo aos finais de semana, a casa oferece alguns eventos diferentes como:

20180403_210400– Keg Tapping: É uma tradição secular alemã, que consiste na martelada da torneira em um barril onde se encontra a cerveja sazonal daquele mês. A casa convida alguma personalidade de Belo Horizonte para dar a martelada. E, assim, inaugurar a nova cerveja.

Já participei de um. É bem legal. Antes da martelada, o mestre cervejeiro da HB fala sobre a nova cerveja. Em seguida da martelada, todos sobem a mesa para cantar e brindar. Tem brincadeiras com disputas entre os presentes. Eu participei, mas é bem difícil. Fiquei em 3º lugar. Somente o 1º que ganha um litro da nova cerveja. É divertido, vale a pena. Acontece toda primeira terça-feira do mês.

– Visita Guiada: Você paga um valor e faz uma visita guiada à fábrica da cerveja com direito à degustação da bebida e de comidas típicas. Já estou me organizando para ir! Acontece aos sábados. As datas estão no site e tem que fazer reserva.

– Experiência Gastrô:   Aqui, os clientes experimentarão um cardápio colaborativo, personalizado e criado exclusivamente para a noite. E claro, em plena harmonia com as cervejas e vinhos. O evento acontece sempre na segunda quinta do mês, e tem vagas limitadas com reservas.

– Noite das Mulheres: Toda quinta tem rodada dupla para as mulheres das 18h às 20h.

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♦ Hofbräuhaus Belo Horizonte
Av. do Contorno, 7613 – Cidade Jardim

Belo Horizonte – MG
http://www.hofbraubh.com.br

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#TBT: Cabesas Bier – Letreiro Montevideo

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O #tbt de hoje é com a Sabotage, uma Oatmeal Stout, medalhista da Cabesas Bier. O estilo oatmeal stout tem origem nas Ilhas Britânicas. É caracterizada pelo uso de aveia para aumentar o corpo, a complexidade do sabor e conseguir uma espuma espessa e persistente. Essa é exatamente como manda o “figurino, com aromas de café, aveia e chocolate do malte tostado. O sabor amargo contrasta com o doce, sente um gostinho de café e chocolate meio amargo. Mas o torrado não ‘é tão intenso, como deve ser uma Oatmeal Stout. Maravilha!

ABV: 6,1% e o IBU: 23

cabesasA Cabesas Bier, é de Tacuarembó, Uruguai. Foi fundada em 2008 e, em sua curta história, já foi premiada em diversos concursos cervejeiros na Argentina e Brasil.

A cervejaria começou com uma produção de 1.000 litros mensais. Com a alta demanda, tiveram que aumentar a produção. Em 2014, inauguraram uma fábrica com capacidade de 40.000 litros por mês, podendo, assim, distribuir seus barris para todo o Uruguai.

Em 2017, passaram a engarrafar suas cervejas e ter um depósito em Montevidéu. Já em 2018, passaram a exportar as garrafas, sendo que 30.000 garrafas viajaram para fora do país. Chegou aqui no Brasil!

Hoje, eles fabricam 10 estilos diferentes: Oatmeal Stout, Scotthish Ale, Brown Porter, Weizen, IPA, Double IPA, American Pale Ale, Blonde Ale, Pumpkin Ale e Wee Heavy.

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O ponto turístico é o letreiro Montevideo, que não pode faltar em álbum nenhum!

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O letreiro foi instalado em Montevidéu em 2012, quando foi sede da Assembleia de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Corporação Interamenicana de Investimentos.

Em princípio, ele era de madeira e provisório, mas, devido à grande aceitação dos moradores e turistas, decidiram, em 2014, construir um com letras de concreto sobre uma base de cimento. Desde então é o mesmo, é o mesmo.

Algumas pessoas se aventuram subindo no letreiro para tirar fotos. Não tive coragem, achei alto e meio escorregadio.

Ele tem 15 metros de comprimento por 2 de altura e, para dar uma iluminada, foi instalado um conjunto de iluminação e pintado com tinta especial branca para resistir a ação do tempo. De vez em quando, ele é pintado como para o carnaval ou para ações de conscientização social. Mas, sempre volta a sua cor de origem, branca.

Ele está sempre cheio, então, você tem que contar com a educação dos que estão ali ou com a sorte de estar vazio, para poder tirar foto sem aparecer outras pessoas.

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O letreiro fica no bairro Pocitos, um ótimo lugar para apreciar o pôr do sol e a vista da “praia”. Tem até uns banquinhos para sentar e esperar o tempo passar. Claro que não perdemos a oportunidade.

Depois que o sol se pôs, fomos caminhar pela Rambla, que é outra coisa gostosa de se fazer em Montevidéu. A Rambla fica lotada, jovens conversando, casais namorando, grupos de adultos passando o tempo, crianças brincando.

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E uma coisa que reparei é que todos, sem exceção, estão com sua garrafinha de mate debaixo do braço e uma cuia na mão, independente do calor que estiver. É como se fosse água para eles. Muito interessante esse costume.

Recomendo demais esse passeio, que é simples, mas é ótimo e relaxante!

#TBT: Chela Brandon – Estadio Centenario (Montevidéu)

O #TBT de hoje é com mais uma cria de Montevideo (Uruguai): a Chela Brandon20180406_112037.jpg

Essa é a Blond Ale deles. Uma cerveja que segue as características belgas. Apresentou uma coloração clara e o aroma acompanha o sabor: frutados. Sente-se também um leve dulçor do malte. Bem suave, achei uma delícia para tomar várias. Adorei!

logo_chelaA Cerveza Chela Brandon é uma cervejaria familiar que começou em 2011 com o seu primeiro trabalho experimental. Consolidou-se em 2013, com o objetivo de recuperar a tradição artesanal e produtos naturais das diversas gerações da família. Todos os envolvidos primam pela qualidade dos produtos que entregam.

Hoje eles produzem 6 rótulos, porém a família ainda quer ampliar ainda mais esse leque. Os estilos são: Blonde Ale, English Pale Ale, Honey Ale, Porter, Belgian Brown Ale e Belgian Blonde Ale.

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Adoro os rótulos deles.


O ponto turístico é um lugar conhecido pelos amantes do futebol mundial: O Estádio Centanário.

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Localizado em Montevideu, no Uruguai, ele foi construído, em 1930, para sediar a primeira Copa do Mundo de Futebol. Devido às chuvas de julho, foi inaugurado com atraso. O nome deve-se à celebração do 100º Aniversário da Primeira Constituição do Uruguai.

O estádio tem capacidade para 65 mil pessoas. Naquele ano, a final da copa foi entre o Uruguai e a favorita Argentina e o estádio recebeu 93 mil torcedores, quando o Uruguai ganhou por 4×2 e se sagrou o 1º campeão do mundo.

O estádio parece que não teve muita mudança desde 1930. Ele é um estádio raiz, com muito cimento e as cadeiras das antigas. Se bem que os torcedores de hoje merecem essas cadeiras antigas, pode subir à vontade que não quebram por nada.

Ele é pintado de azul para lembrar a seleção uruguaia, conhecida como Celeste devido à cor do uniforme.

Foi eleito patrimônio cultural da humanidade. Um estádio velho que lembra o passado do futebol mundial. Achei ele bem abandonado, é capaz de ser esquecido com o tempo. Tanto que, quando fomos, eram poucos os visitantes. Diferente de quando fomos no La Bombonera, que também não é tão moderno, mas tem como atrativo o valor que o Boca o fez ter.

Veja mais detalhes nas fotos:

Dentro do estádio há um Museu do Futebol, com histórias sobre sua construção e grandes clássicos realizados. Lá encontramos camisas de seleções, artigos usados em cada época no futebol, réplicas de salas de reunião, troféus, algumas lembranças de libertadores ganhadas por times do Uruguai, lembranças de partidas históricas como o inesquecível Maracanazo…aff.

O Maracanazo, quando o Uruguai foi campeão mundial no Maracanã em cima do Brasil, em 1950, é muito valorizado até hoje, inclusive tem um quadro gigante desse dia no meio do museu.

Lá você entra em um túnel do tempo. Em alguns momentos, cheguei a arrepiar com narrações e reprises de lances históricos.

Ah. Tem até lembrança do Cruzeirão Cabuloso (o único time brasileiro por ali)! Kkkk. O marketing do Cruzeiro está de parabéns! No cantinho do Cruzeiro, tem a campanha que o time fez quando foi campeão da Taça Brasil de 1966 (Campeonato Brasileiro da época), porém com um uniforme de um ano que não serviu de nada para gente, 2012, e uma mini taça da Libertadores, com menção às duas taças conquistadas pelo Cruzeiro, em 1976 e 1997. Mistureba!

Para quem gosta de futebol, recomendo a visita. É um mergulho na história do futebol mundial!

#TBT: Bis Bier – Plaza Independencia (Montevidéu)

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O #TBT de hoje vai ser com uma cervejaria artesanal que está começando no mercado uruguaio e que me ganhou pela receptividade e atenção de seus donos, além da cerveja de qualidade.

Essa daí é a Irish Red Ale. Uma cerveja bem saborosa. Com aroma e sabor caramelizados, tem um leve sabor de maltes tostados no final que a deixam um pouco seca no fim. Seu amargor é bem discreto. Adorei a cerveja. ABV: 5,2%
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logo-bis-bier.pngA Bis Bier, surgiu na cidade de Salinas, no Uruguai, em dezembro de 2017. Seu início, foi um desejo do casal Carlos e Laura e seus sobrinhos Matías e Eduardo (e esposa Ana) de fabricarem a própria cerveja.

No começo, eles contaram com a ajuda de cervejarias que já estavam no mercado como Cerveza Quican e a Piwo Cerveceria. Depois de alguns experimentos, enfim o sonho virou realidade.

Hoje, a Bis Bier produz quatro estilos de cerveja 100% artesanais: Blonde Ale, American IPA, Amber Ale e Sweet Stout. Não tem a Irish mais.

Senti muita força de vontade deles em fazer uma cerveja de qualidade para esse público tão exigente. Pude tomar a Blond e a Irish, as duas estavam excelentes. Eles vão longe!

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O prato de hoje, foi um almoço que comemos no restaurante La Passiva, que fica no centro de Montevideo.

Um churrasco de cuadril (alcatra) com purê e salada caprichado e delicioso!

Pagamos $330 pesos.


O ponto turístico é a Plaza Independencia, o cartão postal e a principal praça da capital do Uruguai, Montevideo, projetada pelo arquiteto Carlo Zucchi, em 1837. Foi o primeiro lugar que visitamos. Ali, você já “mata”, vários cartões postais em uma visita só.

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No entrono da praça, ficam: a Porta da Cidadela (Puerta de la Ciudadela), uma porta que restou da fortaleza que protegia Montevidéu anos atrás. Encontramos, também, diversos edifícios antigos e importantes para a cidade, como o Palácio Salvo (falarei sobre ele em outro post), Teatro Solís (também falarei em outro post), a Torre Executiva, atual sede do Poder Executivo, e o Palácio Estévez que foi utilizado como sede da presidência. Depois virou Museu da Casa do Governo, expondo trajes, objetos, móveis, quadros e outros artigos que fizeram parte do dia a dia de presidentes uruguaios. Não visitei porque já estava cansada.

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Palácio Salvo
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Museu da Casa do Governo

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Além de todos esses edifícios, no meio da praça fica um dos monumentos mais fotografados de Montevideo, uma estátua dedicada ao libertador José Artigas. No subterraneo da praça, encontra-se um mausoléu que abriga a urna de restos mortais de José Gervasio Artigas, militar e herói nacional da independência uruguaia apelidado de “pai da pátria oriental”.

Datado de 1977, o ponto turístico preserva parte da história do país, com inscrições nas paredes internas que relembram as conquistas do General. A visitação é gratuita e em silêncio, em respeito ao general. Achei muito legal como eles preservam e respeitam a memória de uma pessoa que teve importância para o país. O espaço é guardado permanentemente por soldados de honra do Regimento Blandengues de Artigas e, se você tiver sorte (como tivemos), você consegue ver a troca de guardas. Tudo feito com muito silêncio e respeito.

Saindo de lá, fomos para a Avenida 18 de julho, a mais famosa da cidade. Tem de tudo na avenida, é muito movimentada. E o principal, tem wi-fi QUE FUNCIONA por toda a Avenida! Alô, Brasil, estamos ficando muito pra trás.

Amei o primeiro dia de posseio!

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Avenida 18 de Julho à frente

#TBT: Davok – um tour pela fábrica em Montevideo

O #TBT de hoje é com a primeira cerveja artesanal que conheci em Motevideo – Uruguai, a Davok. Ela é uma das primeiras cervejarias artesanais do país e tem sua fábrica instalada na capital.

Depois de muitos TBT pela Alemanha e Itália, onde as cervejarias são milenares, vamos perceber, a partir deste TBT, que o surgimento da cerveja artesanal no Uruguai é bem recente.

logo_davok-color.jpgA cervejaria Davok – Cervecería del Sur – surgiu quando Mariana López estava estudando para um exame de bioengenharia e viu no livro um exemplo de usos industriais da levedura. A partir de então, a curiosidade para tentar fazer cerveja levou Mariana e Alejandro Baldenegro entrar em contato com os fabricantes de cerveja do Uruguai para começar a fazer a própria cerveja.

Em 2009, começaram a produzir cervejas para vender em bares de Montevideo. Devido seu processo de desenvolvimento e o alcance de padrões muito elevados para produtos de qualidade, a Davok ganhou medalhas em competições internacionais.

Hoje eles produzem a American Blond Ale, American IPA e Oatmeal Stout.


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Aproveitamos nossa passagem por lá e fomos visitar a fábrica da Davok. Quem nos recepcionou foi o próprio Alejandro. Pessoa super simpática que, com toda paciência do mundo, nos explicou como surgiu a cervejaria, nos mostrou todo o procedimento e maquinário usado para a fabricação. Respondeu as nossas mil perguntas sobre as cervejas artesanais no Uruguai, o mercado por lá etc. Que legal a gente conhecer e conversar com uma pessoa tão entendida e com conhecimentos de outro país.

Além de todo conhecimento que nos passou, ele nos contou um pouco de sua história. Depois que ele já fabricava cerveja, teve uma doença (não lembro o nome) que, hoje, não o permite tomar cerveja mais L. Mas, mesmo assim, continuou com o sonho de fazer boas cervejas. Diz ele, já acostumou com a ideia e não sente falta mais, porém a vontade de fazer cerveja é a mesma. Interessante, né?!

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Alejandro nos deu dica de lugares para tomar cerveja artesanal na cidade e nos presenteou com essa Oatmeal Stout que já estava maturando há alguns anos. Deliciosa, com aromas de grãos tostados e um sabor intenso e bem característico de café.  Amei o presente, amei conhecer a história do Alejandro, da cervejaria Davok e das cervejas artesanais no Uruguai.

Que dia! Que oportunidade! Obrigada, Alejandro. Obrigada, Davok, pela experiência!

Não achei a cerveja deles para comprar em lata ou garrafa. Apenas nos brew pubs.

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Acesse www.davok.com.uy e saiba mais sobre eles e onde achar!

Dicas de cerveja para o Verão

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O verão começa nesta semana, 21 de dezembro. Eu, particularmente, amo o verão. Deixa o sol esquentar, gente! As pessoas ficam mais felizes, os bares ficam cheios, muitas pessoas entram de férias, o trânsito fica mais vazio, você consegue chegar mais cedo em casa e haja cerveja para tanta coisa boa!

E, quando a gente vê aquela “lua”, como dizem por aí: “um sol para cada um”, o que a gente pensa? Me dá uma pilsen, me dá uma pilsen!

Pera aí! Nem só de pilsen vive o ser humano no verão.

Foi pensando nisso, que convidei uma pessoa querida, gentil e especial, que entende tudo dos “paranauê” para dar umas dicas de estilos de cervejas que são ideais para tomarmos nessa estação.

Mais conhecida como Gina Alcântara, a minha convida sempre foi apaixonada pelo universo das cervejas artesanais. Como trabalhou em um restaurante onde a carta de cervejas era gigante, ficou ainda mais inspirada e sentiu a necessidade de uma especialização. Foi aí que ela se tornou sommelière, que é o profissional altamente capacitado no serviço de cervejas.

Vamos às dicas da Gina?
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Então, em pleno verão, nada nos impede de degustar uma Russian Imperial Stout, porém o fator drinkabilidade é fundamental. No verão, obviamente, temos a tendência a ingerir mais líquidos tanto para hidratação quanto para manter nossos corpinhos refrescados, portanto, cervejas leves tanto no corpo quanto no teor alcoólico são muito bem-vindas. Já nas estações mais frias, podemos abusar de cervejas encorpadas com o teor alcoólico mais elevado que trazem aquele aquecimento alcoólico gostosinho. Essas, sim, são cervejas para serem degustadas lentamente.

Quanto aos estilos de cervejas ideais para tomar no verão, são inúmeros. Mas, o que vai definir mesmo é o seu gosto pessoal. Particularmente, gosto muito das:

– Berliner Weisse (cervejas claras, leves, refrescantes, ácidas e bem carbonatadas);
– Gose (leves, ácidas, exóticas, com um toque salgado);
– American Pale Ale – APA  (estilo com muitas variações de cor, aroma e sabor, mas sempre refrescante);
– Helles (estilo tradicionalmente Alemão, mais especificamente de Munique, clara, límpida, sabor predominante de malte pilsen, corpo leve de baixo amargor e ABV)

Esses estilos caem muito bem no nosso verão escaldante devido ao baixo a médio teor alcoólico, corpo leve e sua refrescância, o que resumindo:  define a tal drinkabilidade.

Para se refrescar nesse calor, seguem dicas de algumas cervejas que tomei e indico dentro desses estilos que falei:

Löwenbräu – Original (Helles)
Bend Beer – Apa
Tarim – Pluma (APA)
Verace – Kings Cross (APA)
Bold Brewing – Psychedelic Weisse (Berliner Weisse)
Urbana – Lacto Vacillus (Berliner Weisse)

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Hygina Gonçalez de Alcântara, carinhosamente chamada de Gina, é sommelière de cerveja e barista. Nascida na cidade de Diamantina-MG e moradora da capital dos botecos, Belo Horizonte, Gina já trabalhou com participação em eventos cervejeiros, com elaboração de cartas de cerveja, com degustações guiadas e com treinamento de brigada. Hoje, ela trabalha em uma growler station. Confira seu insta: @ginaalcantara_beersomm

Toca do Urso: Bebendo Colorado “na teta” do Urso – Ribeirão Preto

A dica que vou dar hoje no “Onde Beber Artesanal”, é de uma experiência de uma tarde incrível que eu passei na Toca do Urso, o tap room da Cervejaria Colorado que fica em sua cidade natal, Ribeirão Preto.

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O local é bem decorado, onde você vai lembra do urso, que é o símbolo da cervejaria. Além disso, o espaço simula cavernas que são o habitat daquele animal. Nós, inclusive, conseguimos uma mesa em uma das mini cavernas. No ambiente externo  tem bastante planta, árvore e até uma horta.

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A Toca do Ursofoi inaugurada neste ano (2018) e é uma extensão da fábrica da cervejaria.

Não conseguimos reservas para conhecer a fábrica, então fomos direto para a Toca. A fila é bem puxada, muita gente querendo entrar, mas é organizada. Então, é bom ter paciência.

Do lado de fora, tem um ônibus antigo estacionado que é usado como lojinha da Colorado. Enquanto alguns marcam lugar na fila, os outros podem ir lá conhecer a loja e vão se revezando. Lá você encontra: bolachas, camisas, cervejas, copos, abridor etc. Impossível descer aquelas escadinhas do bus sem uma sacola na mão.

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Enfim, chegou nossa vez de entrar! É feito um cadastro, te entregam um cartão que você coloca o crédito que quiser. Sim, lá funciona no esquema de carregar o cartão deles para fazer as compras de bebida e comida lá dentro. Além disso, ao entrar, você recebe um copo de vidro caldereta para ser devolvido ao sair. O cartão também pode ser devolvido, e o valor que você pagou nele é reembolsado ou, se quiser, pode levar embora. Eu, para variar, esqueci de devolver o meu.

◊ Para beber: As cervejas estão disponíveis em sistema de autosserviço, o My Tapp. São 14 torneiras com clássicos da Colorado e novidades. Com o cartão que você carregou na chegada você vai na maquina da cerveja que quer, encosta o cartão e serve seu próprio chope. A medida que você vai colocando, vai mostrando os ML e o tanto de dinheiro seu que está ficando. O valor informado na máquina é por ML. Não é muito barato. Mas vale a pena cada gota tomada!

Com esse sistema, você pode tomar um pouquinho de cada. Ou mais quantidade de uma, um pouquinho só de outra. Eu tomei algumas. Lembro da Pilsen, Session Ipa e da Stout.

◊ Para comer: O cardápio não é tão vasto, inclusive ele está escrito na parede da cozinha, que é aberta. O esquema é pediu/esperou/pegou! Comecei com a batata chips. Uma delícia! Como a fome estava muita, e eu já tinha bebido na parte da manhã na Invicta (veja o O.B.A sobre a Invicta), com medo de passar dos limites, enfrentei uma feijoada. Jesus! Dava para duas pessoas comerem tranquilas, mas, como falava que era individual, pedi só pra mim. Como bebe e come feijoada? Não aguentei tudo. Fica a dica! Veja aí:

O lugar é muito gostoso. O clima é super agradável. Vale a pena demais cada segundo na fila. Se estiver passando por Ribeirão Preto, não deixe de dar um pulinho na Toca.

Como sumiram algumas fotos do meu celular exatamente do mês que estive em Ribeirão Preto, não tive muitas fotos para ilustrar aqui o que falo, por isso peguei umas fotos no site deles.

Gostou? Desiberne!

♦ Toca do Urso (Cervejaria Colorado)
Rodovia Anhanguera, km 308 + 300 metros • Bairro Residencial Cândido Portinari • Ribeirão Preto (SP)
http://www.cervejariacolorado.com.br/toca-do-urso

Catedral Pub: um pequeno paraíso no meio de Diamantina

O Onde Beber Artesanal de hoje vai correr para o interior mineiro que tem crescido quando o assunto é fabricação de cerveja artesanal.

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E a dica é um pub bem charmoso que fica no centro da cidade histórica de Diamantina, o Catedral Pub. Aliás, ele fica ao lado da Catedral da cidade.

O Catedral Pub lembra aqueles pubs apertadinhos e escuros da Europa, esse é o charme dele. Ah, o ar condicionado, em dias quentes, não deixa a gente morrer de calor…rs. Tem um ambiente supergradável. Dependendo do dia, pode ter música ao vivo ou música ambiente, com um som de muito bom gosto que vai do pop ao rock.

◊Para beber: Aqui está o diferencial de um pub que chegou para se destacar dos demais locais para beber na cidade. (Por ser cidade universitária, o que mais vemos em Diamantina é bar com as cervejas de massa). O pub é especializado em cervejas artesanais, especiais e importadas, contando com uma vasta e diversificada carta de mais de 100 rótulos. Lá você encontrará raridades como a Westvleteren, nacionais premiadas como a Wäls, além de cervejas produzidas em Diamantina! Tem também chope artesanal. Eu tomei algumas artesanais que já conhecia e que não conhecia. Através do tablet, você pode acessar as informações sobre cada rótulo. Quanto aos valores, varia muito. De R$10 a $600…rs

◊Para comer: Tem bastante opção entre petiscos, comida alemã, hambúrgueres gourmets, caldos. Todos os petiscos que comi por lá estavam excelentes. Muito bem feitos! Pode pedir qualquer um de olhos fechados. Minha única crítica aqui é para os preços/quantidade dos petiscos.

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O banheiro? Sim, para nós, mulheres, é um item relevante. O banheiro está sempre limpo e cheiroso. Vai com fé! Rs

E o atendimento? Excelente!!! Os garçons são superatenciosos. Atendem com agilidade e presteza. Se tiver dúvida sobre a cerveja que tomar, pode perguntar que eles sempre te darão dica de alguma novidade no momento.

A Catedral Pub já faz parte do meu ponto turístico quando vou em Diamantina. Toda vez que vou na cidade (pelo menos duas vezes ao ano) eu vou no Catedral Pub. Não deixe de parar por lá. Não vai se arrepender!

♦ Catedral Pub
Rua Direita, 68 – Centro
Diamantina (MG)
http://www.catedral.pub