Copa Cerveja Brasil etapa Sudeste: Espirito Santo é destaque e Minas traz algumas medalhas

A Abracerva divulgou, no dia 28 de julho, as cervejas premiadas na edição Sudeste da 3ª Copa Cerveja Brasil. Cervejarias dos quatro estados da região inscreveram 457 amostras dentre as quais 111 receberam medalhas conforme avaliação de 27 jurados nacionais e internacionais. Foram 45 medalhas de ouro, 28 medalhas de prata e 38 de bronze.

O destaque ficou com as cervejarias capixabas Três Torres e Três Santas, que conquistaram mais medalhas de ouro. Cada uma faturou três ouros.  

Outro destaque foi a Cervejaria Pontal, de Novo Friburgo (RJ) que ganhou o premio de melhor cerveja da competição, ficando em primeiro no prêmio Best of Show, com a cerveja Friburgator Doppelbock. Segundo lugar ficou com a Divina Rio Doce, uma South German Kristal Weizen, da cervejaria Divina Beer, de Colatina (ES) e em terceiro, na premiação Best of Show, ficou a Kalango Premium Lager, uma Bohemian Pilsener, da Cervejaria Kalango, de Americana (SP).

Receberam menção honrosa a Schwarzbier da Cervejaria Brotas Beer, de Brotas (SP) e a Damma, uma Barrel Aged Beer da Cervejaria Aurora, de Venda Nova do Imigrante (ES).

Os prêmios para melhores cervejarias, concedidos para as mais premiadas dentro de suas categorias, ficaram com Cervejaria Campinas (Campinas – SP), como melhor cervejaria; já a melhor na categoria microcervejaria, para fábricas com volume anual de até 600 mil litros ficou com a Cervejaria Três Torres, de João Neiva (ES); já a Cervejaria Três Santas, de Santa Teresa (ES) ganhou o melhor Brewpub e a Cervejaria Juan Caloto, de São Paulo (SP), ganhou como a melhor cervejaria cigana.

Um fato interessante é que a IPA foi o estilo com mais inscrições, foram 28 cervejas inscritas no estilo. No entanto, nenhuma ganhou medalha de ouro. A medalha de prata ficou com a Três Torres (ES), com a Johnny IPA, e a medalha de bronze ficou com a Cervejaria Panzert, de Ibatiba (ES), com a Coronel IPA.

O Estado com mais inscrições foi São Paulo, com 183 amostras enviadas, seguido pelo estado-sede, Espírito Santo, com 170 cervejas. Ao todo, 102 cervejarias enviaram amostras para serem colocadas à prova pelo corpo de jurados.

Minas Gerais conquistou apenas 11 medalhas das 111 distribuídas. Para o estado, que é o segundo da região sudeste com maior número de cervejarias registradas, eu achei pouco.

Foram três medalhas de ouro, quatro de prata e quatro de bronze.

Então vamos às medalhistas mineiras:

Próximas etapas

Após a etapa Sudeste, o Conexão Cerveja Brasil passará por Salvador, na edição Nordeste, dos dias 17 e 18 de agosto; Brasília, em setembro, para a edição Centro-Oeste; Belém, edição Norte, em outubro, e Curitiba, na edição Sul, em novembro.

Uma edição de fechamento da Copa Cerveja Brasil também será realizada em São Paulo, reunindo todas as ganhadoras de medalha nas etapas regionais. As premiações na Copa Cerveja Brasil também serão um dos critérios para que as cervejas artesanais possam fazer parte do mix de produtos das lojas da rede echope, uma das patrocinadoras do projeto.

Os medalhistas de ouro, na final, recebem inscrições gratuitas para o World Beer Cup 2024, um dos mais concorridos e prestigiados concurso do Mundo, nos Estados Unidos.

Clique aqui para ver todas as premiadas!

Diamantina realiza 4º Festival Artesanal

Nos dias 11 e 12 de agosto, Diamatina vai realizar, na praça do Mercado Velho, um dos festivais mais aguardadados da região: o Festival Artesanal de Diamatina (FAD).

O objetivo do festival é apresentar para o público os principais produtos artesanais da região de Diamatina: a cerveja, o queijo e o vinho. Reunindo talentos e criatividade de toda região.

O FAD tem como público alvo os amantes da boa comida e bebida, já que estarão presentes produtos exclusivos, produzidos e inspirados nas tradições históricas e culturais de Diamantina. Além de muita cerveja, queijo, vinho e gastronomia local, haverá apresentações musicais ao vivo.

O FAD, além de ter como foco a apresentação dos produtos artesanais locais de qualidade, também busca ser um espaço para aprender e se inspirar, já que o público terá a oportunidade de bater um papo diretamente com os responsáveis pela produção onde poderá se inteirar sobre estilos, processos produtivos, matérias primas e harmonizações. É uma oportunidade de se conectar com o Terroir Diamantinense e mergulhar no mundo dos produtos artesanais.

Produtores participantes:

Cervejaria Capistrana: @cervejacapistrana
Cervejaria Diamantina: @cervejadiamantina
Cervejaria Guinda: @cervejaria_guinda
Cervejaria Mil Oitavas: @cervejariamiloitavas
Cervejaria Relíquia: @cervejaria_reliquia

Alegria com Queijo: @alegriacomqueijo
Queijo Braúnas: @queijobraunas
Queijo Datas Gúzera: @queijodatasguzera
Queijo João de Barro: @queijojoaodebarro
Requeijão do Vale: @requeijaodovale

Quinta da Matriculada: @quintadamatriculada
Quinta do Campo Alegre: @quintadocampoalegre
Quinta D’alva: @quinta_d_alva
Quinta da Matriculada: @quintadamatriculada
Vinho Sanfariah: @vinho.sanfariah

Mais informações em: @fad_festivalartesanal

Quer saber mais sobre os pontos turísticos de Diamantina e dicas de locais para tomar cerveja artesanal? Clique aqui e confira a resenha “Diamantina e seus becos cheios de história e cerveja local”

Antecipando o IPA Day: Curiosidades e variações da IPA

O Dia Internacional da IPA está chegando aí, então vamos falar um pouco mais sobre esse estilo que já é o preferido dos brasileiros?

Como eu sei disso?

Recentemente, foi divulgado pelo podcast Surra de Lúpulo a pesquisa Retrato dos consumidores de cervejas. Segundo os resultados, o estilo preferido dos brasileiros é a IPA. Clique aqui, pois falei mais sobre essa pesquisa.

O estilo é tão querido no mundo todo que até ganhou um dia para chamar de seu. Mas calma, que já já eu falo mais sobe isso. Antes, vou contar rapidinho como dizem que ela surgiu.

Origem da IPA

Existe uma história que conta que esse estilo de cerveja nasceu da necessidade de se transportar cervejas inglesas por longas distâncias marítimas até as respectivas colônias da Rainha Elizabeth pela Ásia, mais precisamente a Índia, durante a colonização desse país. Como demorava-se muito para chegar lá, a bebida acabava estragando. Sabendo da característica de conservação do lúpulo, passaram a adicionar uma carga maior desse ingrediente na cerveja. Assim, ela manteria a qualidade por mais tempo, consequentemente, ficou mais amarga.

Assim, surgiu o nome India Pale Ale. Ela ganhou esse nome em 1835. Antes disso, ela era conhecida apenas como “ Pale Ale as prepared for India”.

Alguns historiadores afirmam que essa história é meramente marqueteira, e que, em 1760, já se entendia que era bom negócio colocar mais lúpulo na receita exportada para países quentes. Enfim, cada um acredita no que for mais conveniente.

O Dia Internacional da IPA

O IPA Day, ou Dia da IPA, foi criado em 2011, pelo escritor e entusiasta da cerveja Ashley Rousten. O objetivo dele era promover e valorizar a cultura cervejeira local, criando um movimento universal nas redes sociais com a hashtag #IPADay.  Desde 2012, o Dia da IPA é comemorado no mundo inteiro na primeira quinta-feira do mês de agosto.

Principais características da IPA

O amargor marcante é sua principal característica. Nela, os maltes ficam bem discretos, mas têm aqui a função de contrabalancear com o lúpulo para a cerveja não ficar superamarga. Mas o lúpulo não vai dar somente o amargor, ele dita o aroma também. Uma boa IPA tem que ser aromática. Algumas, só de abrir a garrafa, já vem aquele aroma gostoso de lúpulo. Além de aromáticas e saborosas, são cervejas super refrescantes.

Sua cor deve ser de dourado a acobreado. Apresentam um teor alcoólico que vai de 4,5% a 10%.

Seu IBU padrão vai de 40 a 70. Já uma Imperial IPA pode ir até 100 IBU. A IPA tem diversas variação tanto na cor, quanto no aroma e no sabor. Já já eu falo sobre alguns deles.

Harmonizações com IPA

Apesar de ter gente que come tudo com IPA, esse estilo fica perfeito com com alguns pratos. Como ela tem o amargor como sua característica principal, é preciso saber escolher quais os melhores pratos para que esse amargor não prejudique o sabor da comida.

Comidas mais gordurosas combinam com IPA, pois a gordura é neutralizada e equilibrada pelo amargor que limpa as papilas gustativas. Exemplo: Carne vermelha mais gordurosa e costela de porco com barbecue.

 Um outro casamento que dá muito certo é IPA e hambúrguer. A gordura confronta o amargor. Além disso, o dulçor do pão ajuda a abrandar o sabor intenso do lúpulo.

Queijos mais duros e amarelos também combinam bem com o amargor da cerveja. É o caso do queijo parmesão, queijo prato e Queijo do Reino.

Copo ideal para degustar a IPA

Como eu já contei nesse post A importância do copo na degustação da cerveja, o copo que você escolhe para tomar cerveja vai influenciar na experiência gustativa que você terá. E para que possamos sentir tudo aquilo que cada estilo tem a oferecer, existem diferentes formatos de copos.

O copo ideal para tomar IPA é o Pint. Comum nos pubs ingleses e irlandeses, o nome refere-se a uma unidade de medida. Um Pint na Inglaterra equivale a 568 ml, já nos Estado Unidos, 473 ml. Comporta uma grande quantidade de cerveja, por isso, a base é estreita para diminuir a transferência do calor das mãos e para ficar mais confortável de segurar e beber em pé como é de costume por lá. Sua boca é mais larga, com isso, a área de contato do líquido com o ar é maior, assim, as notas aromáticas volatilizam mais, dando para sentir de longe o aroma da bebida.

Tem uma outra versão desse copo que é o Half Pint, que cabem 285ml. Esse, é o meu preferido! Aqui, eu falo sobre os Tipos de copos.

Variações da IPA 

Atualmente, existem inúmeras variações de IPA. Algumas reconhecidas e catalogadas, outras não. Então vamos a algumas delas:

English IPA: Tem uma característica de malte mais acentuado que a versão americana, seu aroma tem notas de biscoito e o sabor um leve caramelo. O uso dos lúpulos ingleses traz notas terrosas e herbais tanto para o aroma quanto para o sabor. É mais balanceada que os outros subestilos. Tem amargor assertivo, porém equilibrado com cerca de 50 IBUs.

American IPA:  Tem um amargor acentuado. A adição de lúpulos americanos proporciona aroma e sabor com notas cítricas e florais.

Imperial IPA ou Double IPA: É a versão mais pesada da IPA. Ela leva uma carga maior de lúpulo, o que faz com que o amargor seja ainda mais acentuado, podendo ter até 100 IBU. Além do alto amargor, ela tem o teor alcoólico elevado, que pode chegar até 10% ABV. É uma pancada! Mas, como lúpulo nunca é demais, existem variações ainda mais extremas como a Triple IPA ou Quadruppel IPA.

Session IPA: Diferente da Imperial, essa é uma IPA com baixo teor alcoólico, menos que 5%, mesmo assim, não perde as características lupuladas. É super aromática, porém, no sabor, o lúpulo é um pouco mais discreto, sendo um estilo menos amargo, tendo cerca de 40 IBUs. É uma bebida mais leve, saborosa e fácil de tomar. Indicada para quem está querendo começar a tomar cervejas mais lupuladas.  O perfil sensorial também é resinoso e frutado pelo uso de lúpulos americanos.

Black IPA: são chamadas assim pela utilização dos maltes tostados. Costumam ser robustas, com aromas trazendo notas de café, chocolate, caramelo, além do amargor comum a qualquer IPA. Não deve ter sabor de malte torrado (café ou chocolate) apenas a cor.

New England IPA  ou Juicy IPA ou Hazy IPA: Tem aparência turva (a cor lembra de um suco de manga), contém trigo, centeio ou aveia na composição. São mais encorpadas e aveludadas, bastante frutada, lembrando frutas amarelas e tropicais. Tem uma quantia significativa de lúpulo e malte. Seu amargor não é agressivo. Ou seja, o lúpulo é usado aqui para dar sabor e aroma. Pode ser chamada também de East Coast IPA.

Belgian IPA: É bem carbonatada, tem um alto teor alcoólico. Tem o sabor complexo, com notas frutadas e condimentadas da levedura belga, além do amargor e aroma cítrico dos lúpulos americanos. O amargor é alto e o final é seco a médio-seco.

Agora que você já sabe tudo sobre IPA, é só colocar a sua para gelar e abrir no Dia da IPA para comemorar esse líquido lupulado sagrado.

Saúde!

#TBTVeneza: Pesseio pelas Ilhas Burano e Murano com cerveja alemã

A atração turística deste #TBT é a coisa mais linda e charmosa que vi na região de Veneza: A Ilha de Burano com suas casas coloridas. É uma ilha sossegada, como se fosse nosso interior aqui. Fica pertinho de Veneza, indo de Vaporetto (um dos meios de transportes de Veneza) dá uns 10 minutos.

Apesar de muito charmosa, não tem muito o que fazer lá a não ser passear pela ilha, a pé mesmo, e admirar suas casinhas coloridas em que os moradores são obrigados a pintar a fachada periodicamente. Segundo a lenda, essas casas eram pintadas assim para que, quando os pescadores voltassem para a casa à noite, pudessem identificá-las pelas cores.

Como em Veneza, lá não circulam carros, somente barcos. E para atravessar a “rua” é necessário atravessar as pontes.

Além de passear pelas casas coloridas e fazer algumas fotos, Burano tem outro atrativo turístico: o inclinado campanário da Igreja de San Martino, que pode ser visto de longe. Ele é tão inclinado que faz qualquer Torre de Pisa morrer de inveja.

E tem também várias lojinhas com produtos cheios de renda. Burano é muito famosa por seus bordados, inclusive, lá, existe até o Museu do Bordado.

Murano

Outra atração pelas redondezas é a vizinha Ilha Murano. Aqui, as casas são pequenas iguais as de Burano, mas sem cor nenhuma. O foco da Ilha são os vidros. Aqui encontramos as famosas, maravilhosas e caríssimas artes no vidro.

Murano: Olha a diferença das casas, sem muita cor.

Algumas fábricas deixam ver e tirar fotos dos funcionários fazendo os vidros. É incrível a rapidez que eles fazem. Porém, a maioria das fábricas e lojas não deixam nem mesmo tirar foto das peças à venda. Acredito que seja para evitar cópias. Para que tenham produtos exclusivos. Aqui, a gente encontra muita peça falando que é Murano, mas, vai saber. Se lá já era caro, imagina quando chegam por aqui!

Talvez, por isso, eu não tenha entrado em muitas lojas. Porque, além de você entrar e todos os vendedores ficarem te olhando para ver se você não vai tirar foto, tudo é muito caro. Por exemplo, um mini brinco do Bob Esponja custava 20 Euros. Era bem pequeno e do Bob Esponja! Enfim, tem gosto e poder aquisitivo para tudo nesse mundo!

Aí vão algumas fotos de Murano (sem cor) e seus vidros maravilhosos.

O passeio durou a manhã toda. Valeu a pena! Além do passeio, durante a travessia, você tem a visão de Veneza de longe, é bem bonito!


Cerveja da Rodada

Para dar uma variada, já que pelas ruas de Veneza só achava as mais populares italianas (também não fiquei procurando cerveja diferente), eu trouxe para esse #TBTVeneza uma cerveja alemã, Franziskaner, que tomei por lá. Uai, tinha cerveja alemã em Venza? Não! Como saímos de Munique para Veneza, levamos algumas cervejas na mala. E foi uma ótima ideia! Pena que não cabia mais.

Essa, nós sentamos em um bar (sim, um bar) para tomar: Bar e Gelateria Sommariva Mario. Eles não ligavam de sentar com nossa bebida. Mas, é claro, que comemos lá e, asssim que acabou a nossa cerveja, pedimos a deles, que por sinal também era uma alemã, a Lowembrau!

A Kellerbier da Franziskaner pode ser traduzida como Cerveja de adega, pois é uma cerveja engarrafada sem filtragem, dando a ela a cor âmbar característica e o sabor encorpado. O lúpulo Hallertau confere à cerveja um leve amargor. Tanto o aroma quanto o sabor são maltados, um pouco adocicados/frutados. É uma cerveja suave, cremosa, que desce fácil. Seu teor alcoólico é de 5,2% ABV.

A história da Franziskaner eu já contei aqui em um #TBT de Berlim, na Alemanha, onde ela é encontrada em qualquer esquina.


Prato do Dia

nero di seppia

O prato do dia é o Spaghetti al nero di seppia.

Quando o prato chegou eu fiquei meio receosa. Afinal, eu nunca tinha comido nada com aquela aparência, parecendo um “macarrão ao petróleo”. Claro que pesquisei para saber de onde vinha aquele molho preto. Seppia é uma espécie de lula que possui uma bolsinha com um líquido preto, por isso fica dessa cor.

Além do líquido, vem uns pedaços da lula também. Ao colocar o primeiro garfo na boca…que delíiiiiiiiiicia, meu Deus! Queria comer mais, mas, não cabia.

Se for passear pela Itália, não deixe de experimentá-lo!

Onde Beber Artesanal: Bar do Antônio Pé de Cana

A dica de hoje é para os “pé de cana”!

O Onde Beber Artesanal estaciona no Bar do Antônio – Pé de cana. Que tem esse nome “Pé de Cana” por causa do apelido dado pelos próprios clientes do bar, em uma brincadeira com o dono do estabelecimento, que jogava os restos de cachaça dos copos direto no canteiro.

O local

Um bar tradicional de BH, com duas unidades. Esse é o que fica no Luxemburgo. Um local bem grande, dividido em vários andares, com ambiente para todos os gostos. Mesas na calçada, na parte interna, mais reservadas ou com mais espaço. Ah, e tem espaço kids para criançada!

Pra beber

A casa conta com diversos estilos de cervejas especiais produzidas pela Cervejaria Bomtempo. Quando estive por lá, estavam plugadas a Pilsen, Witbier, Sessiona IPA, IPA e Stout (500ml -R$17,90) .

Session IPA
Stout e IPA

Se tiver na dúvida, eles levam prova de todas para você conhecer. Todas que tomei, eu gostei.

Para comer

O cardápio é bem variado. Tem muitas opções de porções diferentes, criativas e as clássicas que não podem faltar em um buteco. Além de tira-gosto, tem hambúrguer, caldos e pratos para almoço e jantar. Dá pra ficar sem saber o que pedir! Os preços variam de R$19,90 a R$137,90.

Como eu disse é um bar para todos, bem leve e descontraído. Esteja com familiares, turmas de amigos ou em casal, você vai se sentir à vontade. O atendimento é rápido, a comida chega quentinha e o chope fresco. Gostei!

📍 Bar do Antônio Pé de Cana
Rua Guaicuí, 615 – Luxemburgo
Belo Horizonte – MG
Instagram: @bardoantonio

Diferença entre Malzbier e Cerveja Especial Escura

Já ouvi muitos perguntarem por aí sobre a diferença entre as Malzbier, popularmente conhecidas como cervejas pretas, e as cervejas especiais escuras (Bock, Stout, Porter…).

Tem diferença? Bora aprender mais essa!

Cerveja Brahma Malzbier Preta Lata 350ml Aroma De Caramelo | MercadoLivre

A Malzbier é uma cerveja de cor escura, doce e com baixo teor alcoólico (geralmente entre 0 – 4%).

Sua coloração escura se dá devido à adição de caramelo e xarope de açúcar. Assim, sua cor escura não vem do malte tostado, mas sim desses aditivos citados. Ou seja, ela é escurecida artificialmente.

A Malzbier não se enquadra em estilo nenhum, pois a adição de outros ingredientes para dar coloração à bebida e o uso abaixo de 20% de malte de cevada, a “desqualificam”. O Beer Judge Certification Program (BJCP) e a Brewers Association, organizações que catalogam os mais diversos tipos e estilos de cervejas, não a consideram como estilo próprio de cerveja. É considerada um tônico. 

Curiosidade

propaganda da cerveja malzbier para crianças

Segundo historiadores, antigamente, a Malzbier era produzida para reaproveitar a cerveja de início e fim da filtração e cervejas fora dos padrões que, ao adicionar o xarope de caramelo e açúcar, resultava-se nessa cerveja doce e escura e disfarçavam os defeitos. Com o passar do tempo, a cerveja foi ganhando mais qualidade, o que fez com que seu padrão fosse elevado e ela passou a ser melhor apreciada.

Na Alemanha, seu país de origem, nem é considerada cerveja e sim, bebida energética. Malzbier = Cerveja de Malte. Mas, muitas cervejarias lá, a chamam de Malztrunk = Bebida de malte

Existe a lenda que cerveja preta seria boa para gestante, lactante e até crianças, sendo usada como um suplemento alimentar. Mas isso tudo não passa de lenda, já que bebida alcoólica não é recomendada para nenhum deles.

E as cervejas especiais escuras?

Como aprendemos, a Malzbier não usa maltes tostados para ficar escura. Usa malte Pale Lager (o mais claro de todos).

maltesespeciais

Já as cervejas especiais escuras, como Porter, Stout, Dunkel e outras, têm essa cor devido ao uso dos maltes tostados. Cada tosta vai dar uma coloração, aroma e sabores diferentes. Por exemplo: Malte Chocolate dá um aroma de caramelo queimado, chocolate amargo e café. Por isso, existem cervejas de chocolate, por exemplo, que, na maioria das vezes, não são feitas com o chocolate, mas com maltes que lembram o sabor e aroma de um. O Malte Escuro dá a coloração e o aroma de café torrado e a Cevada Torrada dá o tom amargo e intenso de café. Por isso, nem sempre o amargor vem só do lúpulo, ele pode vir, também, do malte.

Existem vários estilos de cerveja especial com tonalidade escura:

– Schwarzbier: Vinda da Alemanha, é feita com malte suave. Um pouco mais seca, mas mesmo assim refrescante e leve.

– Strong Dark Ale: Ela é belga e também é escura. Com fermentação mais forte, destacando-se o malte.

– Strong Scotch Ale: tem o malte mais perceptível com características da baunilha, chocolate e é fermentada em temperaturas mais altas.

– Dunkel: Com o sabor do malte mais aguçado, seu teor alcoólico é médio.

– Porter: Com um leve sabor de café e chocolate, tem o corpo leve e pouco amargor. O teor alcoólico é de médio a alto.

– Imperial Stout: Têm o teor alcoólico bem alto, de 10% a 12%, fazendo delas quase um licor. São bastante indicadas para serem apreciadas em climas mais frios.

Esses foram alguns dos diversos estilos de cerveja especial escura.

Eu, particularmente, amo as cervejas especiais escuras, adoro o sabor de café e chocolate que os maltes inseridos nelas proporcionam! Na minha cervejeira não pode faltar!

caracu

Ahh, e a Caracu?

Ela não é uma coisa nem outra. Considerada uma Sweet Stout, a Caracu é conhecida por seu sabor encorpado e aroma de malte torrado, que lembra o do café.

Apesar de ela ter maltes torrados e lúpulo em sua composição, ela leva cereais não maltados, corante caramelo e estabilizante INS 405 como as outras cervejas de comuns. Por isso, não é uma Malzbier nem uma Stout.

#TBTVeneza: Um passeio de Gôndola com Moretti

A atração turística deste #tbt são as famosas gôndolas de Veneza, que sempre remetem ao romantismo e às belezas arquitetônicas da cidade.

Mesmo eu não sendo nada romântica, resolvi fazer o tal passeio. Sabe aquele negócio “Já estou aqui, então vamos”? Pois é, não tem como ir em Veneza e não passear de gôndola. É a mesma coisa que ir à Paris e não visitar a Torre Eifel.

Sinceramente, fomos mais pela experiência de viver aquilo. Pois, o valor altíssimo que eles cobram para umas voltinhas pelos rios da ilha, dá uma desanimada boa. Mas, tá na chuva, é para se molhar.

O que me deixou mais empolgada no passeio é que, dali, tínhamos acesso “por dentro” de Veneza, conseguíamos ver lugares que não veríamos andando a pé. É legal! Mas não é aquela coisa de “noooooossssaaa é a coisa mais linda do mundo” como dizem por aí. É uma experiência única (porque não existe em outros lugares) e diferente.

Curiosidades sobre as gôndolas

Antigamente, a gôndola era utilizada para o transporte dos moradores da ilha. Porém, hoje em dia, é quase usada somente para o passeio de turista.20170525_155008.jpg

No passeio, como falei, a gente passa em partes que não daria para ver a pé. Passamos por algumas casas que têm algum significado, ou que pertenciam a algumas pessoas importantes como Marco Polo (viajante mais famoso de todos os tempos). O gondoleiro nos apresentava cada ponto de destaque e nos conta um pouco da história.

Por falar em gondoleiro, durante o percurso eles ficam conversando entre eles, já que andam próximos. Você não entende um “a”. Pesquisei e vi que, apesar da língua oficial de Veneza ser o italiano, alguns venezianos também falam o vêneto, um dialeto próprio.

Congestionamento

Ahhh, outro detalhe sobre os gondoleiros: Para conseguir a licença para ser gondoleiro não é fácil. São várias etapas, desde curso para aprender sobre a história da cidade até concurso público. Com certeza, ter segurança nos remos também é primordial, pois eles fazem cada manobra radical que você tem certeza que vai bater. Mas não batem, é só pra dar emoção.

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As gôndolas são todas ornamentadas. As pinturas são bonitas.  Alguns alugam gôndola com “sanfoneiro” e cantores que tocam aquelas músicas típicas italianas: “Io sooole miiio”. É engraçado. Mas aí já é demais pra mim.

Alguns gondoleiros remam cantando também. Mas aí eu acho que depende da vontade dele…rs. O que pegamos, não estava muito afim de conversar. Mas tá bom. Bom que a gente observou mais e ele explicou o necessário.

Conclusão

Romântico ou não. Vai pra Veneza? Não pule essa etapa da vida e se jogue nesta miniviagem cultural, onde dois dias são mais que suficientes. Vou deixar mais fotos aí pra vocês.


Cerveja da Rodada

A cerveja escolhida para esse #tbt é mais uma tradicionalíssima na Itália: a Premium American Lager da Birra Moretti. É uma cerveja super fácil de tomar. Ela é bem levinha, refrescante, equilibrada, com o amargor e o dulçor na medida. De boa com seus 4,6% de ABV.

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A Birra Moretti teve sua primeira cerveja fabricada para venda, por Luigi Moretti, em 1860, na cidade de Udine na Itália. Somente em 1990, a cerveja deixou de ser local e passou a ser distribuída em toda Itália. Em 1996, foi comprada pela Grupo Heineken. Depois disso, a Birra Moretti passou a ser exportada para mais de 40 países em todo o mundo. Por isso, a gente achava ela fácil por aqui. Hoje, não acha mais.

Curiosidade sobre a logomarca

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O original bigode de Birra Moretti. “Um dia, em 1942, o sobrinho de Luigi Moretti, o fundador da cervejaria, saindo para o almoço viu um homem de aparência agradável sentado a uma mesa na Trattoria Boschetti em Udine. Havia algo único naquele homem. Ele de alguma forma estava incorporando os valores reais de sua cerveja: autenticidade, tradição e genuinidade. O Sr. Moretti foi até ele e perguntou se ele poderia tirar uma foto dele. Quando perguntaram ao homem o que ele queria em troca, a única coisa que ele pediu foi outra cerveja Moretti. Desde aquele dia, a imagem desse homem está em todos os rótulos da Moretti, lembrando-nos de onde viemos e para quem nós preparamos nossa cerveja.” – Birra Moretti. Desde então, eles usam a palavra e a imagem do bigode (baffo em italiano) como marca registrada da Moretti.


Prato do Dia

O Prato do Dia é mais um típico da Itália: a lasanha, bem suculenta e saborosa.

Essa, nós comemos no Corner Pub. Um pub que encontramos bem escondido nas ruelas de Dorsoduro, em Veneza. Além de ter uma imensa variedade de vinhos, que inclusive pedi um para experimentar, tem um menu bem diversificado com as deliciosas massas italianas.

Fica aí com mais fotos! E até o próximo #TBTVeneza.

Dia do Santo Padroeiro dos Cervejeiros: St. Arnulfo de Metz

Você sabia que os cervejeiros têm um padroeiro?

Sim! Nós temos um Santo para o qual nós podemos rezar e pedir para que nunca acabe o líquido sagrado!

E, hoje, 18 de julho, é o dia dele: Dia de Santo Arnulfo de Metz! Dia em que a Igreja celebra a memória litúrgica do bispo e monge Santo Arnulfo, padroeiro dos cervejeiros.

Nascido em Metz, na antiga província romana da Gália – atual França, no ano 582, Arnulfo pertencia a uma importante família nobre e cristã.

Apesar de ser casado e possuir família, Arnulfo foi consagrado bispo de Metz, sua cidade natal. Na época a Igreja não tinha ainda um parecer uniforme sobre a questão do celibato, então não era incomum que pais de família pudessem exercer funções eclesiásticas, como o bispado.

Um dos motivos pelo qual Santo Arnulfo é considerado o padroeiro dos cervejeiros, foi que, durante uma peste que atingiu a região de Metz, contaminando a água e adoecendo as pessoas que a consumiam, o bispo orientou os fiéis a não mais consumirem as águas contaminadas. Ao invés disso, poderiam substitui-la por cerveja, enquanto a doença perdurasse, pois no processo de fabricação da cerveja, o aferventamento e fermentação eliminavam os germes transmissores da enfermidade.

Numa passagem pelas cidades de Oostende e Bruges, na Bélgica, também atingidas pela peste, o santo mergulhou um crucifixo em um tonel de cerveja, assegurando às pessoas que naquele momento a bebida era mais segura para o consumo do que a água.

Depois de algum tempo, Arnulfo abandonou o bispado e o cargo na corte para ingressar em um mosteiro fundado por seu amigo Romarico, que também havia vivido na corte real e deixado essa vida para trás. De maneira serena, Arnulfo viveu o restante de seus dias, dedicando-se à caridade, penitência e oração.

Ele faleceu no dia 18 de julho de 641, no mosteiro perto de Remiremont, na França, onde foi enterrado. Assim que a notícia de sua morte chegou à cidade de Metz, a população reclamou o corpo de Arnolfo, depositando-o na basílica que adotou para sempre o nome do santo.

A multiplicação da cerveja

No traslado de seu corpo, vários fiéis que ajudavam a carregá-lo sentiram-se cansados e pararam em uma taverna na cidade de Champignuelles para comprar cerveja. Descobriram que havia apenas uma garrafa para ser compartilhada entre todos. Enquanto desencasavam e saciavam a sede dividindo a bebida, milagrosamente, a quantidade de cerveja não diminuía. O milagre foi atribuído a Santo Arnulfo e essa, também, é a razão pela qual a Igreja o considera o Santo Padroeiro dos cervejeiros. 

Mais padroeiros dos cervejeiros 

Mas, nós, cervejeiros, também contamos com mais santos.

Santo Arnaldo de Soissons: Normalmente, confundido com Santo Arnulfo de Metz. Esse santo nascido na Bélgica fez muito pela população local ensinando a fazer cerveja e a bebê-la ao invés de água, já que que era mais saudável que a água da época. Um dos milagres atribuídos a ele: certa vez o telhado da cervejaria de uma abadia desmoronou, e Arnoldo rezou a Deus para que Ele multiplicasse o suprimento de cerveja para o consumo dos monges.

O santo é padroeiro dos colhedores de lúpulo e cervejeiros e é representado, portando, por uma espátula de brasagem. Seu dia é comemorado em 14 de agosto.

Santa Hildegarda de Bingen: Essa santa, considerada uma doutora da igreja, foi monja beneditina, mística, teóloga, compositora, pregadora, naturalista, médica informal, poetisa, dramaturga e escritora alemã. Apesar de ser considerada a patrona dos músicos, a santa com seus estudos em herbologia descobriu as propriedades conservantes e anti-inflamatórias do lúpulo e recomendou seu uso para conservar por mais tempo a cerveja.

Seu dia é comemorado 17 de setembro.

São Venceslau: Venceslau foi Duque da Boêmia e posteriormente à sua morte santificado e declarado rei. A região da Boêmia é notória produtora de lúpulo, e como os lúpulos de lá eram muito valorizados, Venceslau imputou a pena de morte a quem exportasse suas mudas, agradando aos cervejeiros e produtores de lúpulo. É o Santo Padroeiro da Boêmia e protetor dos cervejeiros. 

Data comemorativa: 28 de Setembro.

Agora, você já sabe a quem pedir para que nunca falte cerveja na sua geladeira. Mas, para que não precise faltar, nunca se esqueça de consumir o líquido sagrado com moderação!

Fontes: franciscanos.org.br e palato.com.br

#TBTVeneza: Um giro pela Praça São Marcos sem gôndola e com Peroni

De volta com o #TBT na Itália. Desta vez a gente aterriza em Veneza, conhecida como o “La Dominante“, “Serenissima“, “Rainha do Adriático”, “Cidade da Água”, “Cidade Flutuante” e “Cidade dos Canais”. E é tudo isso mesmo!

A cidade fica no nordeste da Itália, situada sobre um grupo de 117 pequenas ilhas separadas por canais e ligadas por pontes. Uma parte da cidade está listada como um Patrimônio Mundial.

Não ache que você vai para Veneza e ficar andando de gôndola para cima e para baixo. Não! Aliás, sobre as gôndolas eu falo em um próximo post.

Dentro da ilha anda-se a pé. Inclusive é uma das dicas que dou aqui. Se perder nas ruelas é bem legal, a impressão é que você não vai saber voltar para o hotel nunca mais. Dá agonia. Mas, calma, você sempre consegue voltar.

Ponto Turístico da Vez

O ponto turístico que escolhi para este #TBT é a Praça São Marcos (Piazza San Marco). O principal ponto turístico e a única praça de Veneza. Construída no século IX, foi estendida para a sua forma e tamanho atuais em 1.177, quando o rio Batário e um porto foram aterrados.

Na praça, ficam: a Basílica de São Marcos (arquitetura bizantina), o Palácio Ducal de Veneza (também conhecido como Palácio do Doge, e uma obra-prima do gótico veneziano, gigantesco), o Campanário da Basílica e outros edifícios. É tudo muito grande e eu só me perguntava: Como construíram esses monumentos em cima do rio e do mar, e naquela época?

Além desses monumentos, tem alguns cafés para aquela pausinha. A praça fica abarrotada, eu disse abarrotada! Tanto de turistas quanto de pombos. Lá, pede para não alimentá-los. Mas, não adianta muito.

A fila para entrar em tudo é grande, assusta! Mas anda bem rápido. Entramos na Basílica e subimos na Torre. Vale a pena! É alto, mas vai de elevador e dá pra ver Veneza toda lá de cima.

A Praça de São Marcos é o lugar mais baixo de Veneza, e quando a água sobe no Mar Adriático por tempestades ou excesso de chuva é a primeira a inundar. A água drena diretamente para o Grande Canal. Mas quando a maré sobe tem o efeito inverso, e a água do canal escoa para a praça. Por isso, não é muito indicado ir para Veneza em época de chuva.

A noite, a cidade fica ainda mais encantadora! Nos restaurantes, ficam cantores/bandas apresentando músicas românticas típicas italianas. Aí você se sente realmente na Itália.


Cerveja da Rodada

Na Itália, não tem como fugir dela. É uma das mais tradicionais e encontra em qualquer esquina: A Standard American Lager da Peroni. Mesmo sendo industrializada é uma cerveja boa. Tem um leve destaque de malte no sabor, já o amargor é mais discreto. O teor alcoólico é leve também, com 4.7% de ABV.

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A Birra Peroni foi fundada em Vigevano, na Itália, em 1846. Em 2003, Isabella Peroni, última proprietária da fábrica, vende a maioria das ações para a empresa sul africana SABMiller.

Atualmente, a Peroni tem três fábricas: em Roma, Bari e Padova. Além de um Malteria, a Saplo de Pomezia. A produção anual de cerveja  é de 5 milhões de hectolitros, dos quais mais de 1 milhão são exportados. Tá bom ou quer mais?


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Prato do Dia

Em Venza, é muito comum ter lachonetes que servem pizza em pedaço. Essa, nós comemos na Antico Forno Venezia, é tipo um fast food de pizza, onde elas já estão prontas na estufa. Os sabores não são muito diversificados. Você escolhe o sabor, eles colocam no forno com lenha. Pronto, o pedaço é seu e come em pé. É mais pra quem quer só beliscar um negocinho e sair. Nesta, a massa era gorda, bem gorda. Prefiro mais fina. Mas… Imagina a bagunça pra comer sem prato. Fora a cerveja que era servida em copo de plástico. Valeu pela experiência!

Anuário da Cerveja 2022: Brasil aumenta registros de cervejarias e Minas sobe para terceiro lugar

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) divulgou, no dia 5 de julho, o “Anuário da Cerveja 2022”, principal relatório oficial com dados do setor no Brasil. Segundo o documento, foram inauguradas 180 novas fábricas no país, que chegou a 1729 cervejarias, um crescimento de 11,6% em comparação com 2021. Além disso, Minas Gerais passou a ser o terceiro estado com mais cervejarias do país.

Não é novidade que o Brasil tem se destacado no mercado cervejeiro. E a cada pesquisa é constatado esse crescimento. O país já é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, atrás da China e dos Estados Unidos e deve alcançar, em 2023, o volume de vendas de 16,1 bilhões de litros, um crescimento de 4,5% em relação a 2022, de acordo com dados da empresa de mercado Euromonitor International, para o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja – Sindicerv. Isso é reflexo também do aumento de registro das cervejarias brasileiras que cresceu 11,6%, em relação a 2021.

O estado de Minas Gerais tem contribuído muito com esses números. Só em 2022, foram abertas 33 novas fábricas, com isso Minas Gerais entrou em 2023 com um total de 222 cervejarias em operação. O aumento de 17,5% colocou o estado no terceiro lugar entre as unidades da federação atrás apenas de São Paulo, com 387, e Rio Grande do Sul, com 310. O estado superou Santa Catarina, que era a terceira, que com 20 novas fábricas somou 215 estabelecimentos. Não houve diminuição do número de estabelecimentos em nenhuma unidade da Federação.

Entre as 10 cidades com mais cervejarias no país, três ficam em Minas Gerais: Nova Lima, com 22 fábricas, Juiz de Fora com 20 e Belo Horizonte com 19. Uberlândia também faz parte do seleto grupo de cidades com 10 cervejarias, com 11 fábricas registradas e operando.

As cidades com mais cervejarias do país:

São Paulo-SP (59); Porto Alegre-RS (42); Curitiba-PR (26); Nova Lima-MG (22); Caxias do Sul-RS (21); Juiz de Fora -MG (20); Belo Horizonte-MG (19); Rio de Janeiro-RJ (18); Sorocaba-SP (18) e Brasília-DF (17).

Ao todo, 100 cidades mineiras já possuem produção local de cerveja. Um dos destaques é Gonçalves, na Serra da Mantiqueira, que tem a maior densidade cervejeira do estado, com um estabelecimento para cada 2.180 habitantes. O estado, como um todo possui uma cervejaria para cada 96.450 habitantes, acima da média nacional que é de 123.376. Santa Catarina é a unidade da Federação em que os habitantes estão mais bem servidos com cervejarias, alcançando a primeira posição com a marca de um estabelecimento para cada 34.132 habitantes.

“Minas Gerais colocou em prática seu potencial e é isso que queremos levar para todo o Brasil. O país tem mostrado crescimento praticamente estável em 2021 e 2022, o que também ilustra a maturidade das micro, pequenas e médias cervejarias e o poder empreendedor do cervejeiro artesanal. Seguimos crescendo, estamos cada vez mais presentes no território nacional e movimentando a economia local. A enorme quantidade de produtos e marcas também ilustram o poder de inovação deste segmento”, afirma o presidente da Abracerva – Associação Brasileira de Cerveja Artesanal, Gilberto Tarantino.

Minas Gerais também é o terceiro estado em número de registros de produtos com 6.194 cervejas diferentes, uma média de 27,9 registros por fábrica. Ao todo, o Brasil possui 42.831 produtos registrados, um aumento de 19,8% na comparação com 2021. São Paulo lidera como o estado com maior número de marcas nos registros de cerveja (16.528) e maior número de produtos registrados (12.319) e, também, como o município com maior quantidade de registro de cervejas (1.817).

Tarantino, destaca que as cervejarias micro, pequenas e médias correspondem a cerca de 3% do mercado, mas representam 97% de todas as fábricas. Sua presença nos municípios ajuda a construir uma cadeia de valor que inclui bares especializados, qualificação de mão de obra para toda a cadeia, uso de insumos locais, criação de rotas turísticas e arrecadação de impostos.

Outros dados nacionais

Segundo o levantamento, a tendência de concentração de cervejarias na região Sudeste permanece, apresentando 798 estabelecimentos registrados, o que representa 46,2% do total de cervejarias do Brasil. Já a região que teve o maior crescimento relativo no ano foi a Norte, que apesar de contar apenas com 36 estabelecimentos, apresentou 20% de aumento no número de estabelecimentos registrados em comparação a 2021.

O Acre, Amapá e Roraima seguem sendo as únicas unidades federativas que possuem apenas um município com presença de cervejaria.

O anuário aponta que houve uma pequena redução da exportação brasileira de cerveja em 2022 relativa a 2021. No ano passado, foram exportados 200.588.542 kg do produto, o que representa um decréscimo de 16,8%. Em 2022, o Brasil exportou cerveja para 79 países diferentes, igualando à maior marca do período estudado, verificada em 2020.

A América do Sul segue sendo o principal parceiro econômico na compra da cerveja brasileira, correspondendo a 98,4% das vendas, tendo o Paraguai como principal destino, seguido por Bolívia, Argentina, Uruguai e Chile.

A importação brasileira de cerveja segue em queda, muito provavelmente pela maior oferta de produtos nacionais. Enquanto em 2021 a quantidade importada foi de 18.406.249 kg, em 2022 a quantidade diminuiu para 14.897.234 kg, o que representa um decréscimo de cerca de 19,1%.

O setor cervejeiro no Brasil é historicamente relevante para economia nacional, gerando mais de 42 mil empregos diretos.

A região sudeste detém 57,8% dos empregos diretos, seguida das regiões Nordeste e Sul com, respectivamente, 16,8% e 14,7%. Na sequência temos o Centro-Oeste com 7,1% e a região Norte com apenas 3,7%.

Lembrando que, por não disporem da infraestrutura necessária, as cervejarias ciganas não são consideradas nessa pesquisa, visto que elas não têm registro próprio e fabricam suas cervejas em cervejarias que têm registro.

Apesar do crescimento contínuo, o Brasil ainda tem muito o que crescer nesse mercado. Países muito menores como Reino Unido e França contam com mais de 2 mil cervejarias. Já os EUA, que também possui uma extensão territorial maior, possui um número ainda maior, contabilizando mais de 9500 cervejarias, 5 vezes o número de cervejarias registradas no Brasil.

O Anuário pode ser acessado no site do MAPA, pelo endereço https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/setor-cervejeiro-segue-crescendo-a-cada-ano-aponta-anuario.