Registro de cervejarias cresce 14% no Brasil

Com a pandemia causada pelo Covid-19, muitos setores apresentaram dificuldade para se manter. E para as cervejarias não foi diferente. Muitas precisaram se reinventar para manter a produção, os funcionários e as vendas. Mesmo vivendo esse momento desafiador, o Brasil apresentou um aumento no registro de cervejarias durante o ano de 2020, foi o que relatou o Anuário da Cerveja 2020.

O Anuário é um documento institucional da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) que apresenta dados estatísticos relativos ao registro de estabelecimentos e produtos junto a esse órgão.

De acordo com o Anuário, houve um aumento de 14,4% em relação a 2019 no número de cervejarias registradas no Brasil. O país atingiu o total de 1.383 cervejarias registradas no Mapa. Lembrando que nessa estatística não são contabilizadas as cervejarias ciganas. Ou seja, aquelas que não possuem estrutura própria de fabricação e fabricam seus produtos em estabelecimentos de terceiros. São consideradas somente as cervejarias de fato.

Em 2020, foram registradas 204 novas cervejarias e outras 30 cancelaram os registros, o que representa um aumento de 174 cervejarias de 2019 para 2020.

Um dado interessante deste ano é que, pela primeira vez, todos os estados do país registraram ter ao menos uma cervejaria, com a abertura da primeira fábrica no Acre. Sim, o Acre agora tem cervejaria registrada. E digo mais! Pesquisei para saber mais sobre a primeira cervejaria do Acre, ela se chama Seringal Bier, fica na capital Rio Branco, e a fundadora e mestre cervejeira é uma mulher, Elisana Grecchi! Viva! Ela comanda o negócio junto com o sócio e marido, Guilherme.  Eles produzem seis estilos. Quatro deles são fixos: Cream Ale, Pilsen, Red Ale e American IPA. Dois são sazonais – atualmente German Pils e Russian Imperial Stout.

Voltando para o Anuário, a concentração de cervejarias na região Sul-Sudeste se mantém e continua crescendo. Houve um crescimento de 85,6%. Destaque de crescimento para o ano de 2020 na região Nordeste com 41,4% e Centro-Oeste com 22,8%;

Os estados com maior número de estabelecimentos registrados continuam sendo São Paulo (285) e Rio Grande do Sul (258). Minas Gerais se manteve em 3º lugar com 178, em 2019 eram 163. O Rio de Janeiro, pela primeira vez, passou a marca de 100 cervejarias. O Top 10 não foi alterado do ano passado para esse ano.

O destaque positivo deste ano vai para o Piauí, que teve um crescimento de 200%. O destaque negativo vai para Tocantins, com redução de 25%.

O ranking com as 10 cidades com mais cervejarias registradas houve alteração. As três primeiras não mudaram, continua sendo Porto Alegre-RS, em primeiro, com 40 cervejarias, São Paulo-SP, com 39 (a disputa aqui tá animada) e Nova Lima-MG, com 23 cervejarias. A partir da 4ª colocação, houve alteração. O 4º lugar agora é de Curitiba-PR (com 22 cervejarias) que trocou de lugar com Caxias do Sul-RS (19), que agora é a 5ª; Belo Horizonte-MG empatou com Sorocaba-SP (18), que ficaram com o 6º e 7º lugar; Juiz de Fora-MG (15) ficou com o 8º lugar, passando o Rio de Janeiro-RJ (14), que era a 8ª e caiu para 10º lugar; O 9º lugar, empatado com JF, ficou com Ribeirão Preto-SP (15) que, além de entrar no top 10, passou o RJ e ainda tirou Petrópolis da lista. Ribeirão Preto teve um aumento de 50%. Com quatorze cervejarias empatados com o Rio de Janeiro temos Nova Friburgo – RJ.

Quanto à densidade de cervejarias por habitante (relação entre habitantes e cervejarias), o anuário de 2020 apresenta lista completamente distinta em relação ao ano anterior: Nove dos dez municípios estão no Rio Grande do Sul. Uma fica no interior de São Paulo. Com isso, é possível observar como tem ocorrido o processo de expansão das cervejarias pelo país, sobretudo nas pequenas cidades. Nova Lima que estava em 1º no ano passado, saiu da lista.

Lembrando que, mesmo com o aumento, foi o menor percentual de crescimento registrado desde 2011, que foi de 13,2%.

Enquanto o número de cervejarias registradas aumentou, o número de produtos para cerveja diminuiu. Isso não acontecia desde 2008. Em 2020, foram 8.459 novos registros de produtos para cerveja, o que representa uma redução de 15%. O número total de registros de produto para cerveja ultrapassou a marca de trinta mil com 33.963.

O Anuário da Cerveja 2020 foi divulgado no dia 30 de abril de 2021. Clique aqui para acessar o Anuário completo.

O consumo de bebida alcoólica nos estados brasileiros

Qual é o estado que mais consome bebida alcoólica?

Para tirar essa dúvida, peguei como base a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados da pesquisa consideram pessoas que costumam consumir bebida alcoólica uma vez ou mais por semana.

Segundo a pesquisa, o Rio Grande do Sul é o estado que apresentou a maior taxa de cidadãos maiores de 18 anos que afirmaram consumir bebida alcoólica ao menos uma vez na semana. 34% dos gaúchos afirmaram beber ao menos uma vez na semana. Os outros nove estados que fecharam a lista dos 10 mais “bebuns” foram:  Mato Grosso do Sul (31,3%), Santa Catarina e São Paulo (31%), Minas Gerais (30,3%), Paraná (28,5%), Mato Grosso (28,2%), Espírito Santo (26,7%), Bahia (26,7%) e Sergipe (26,6%).

Entre as capitais estaduais, Salvador (BA) e Florianópolis (SC) são as que mais consomem bebida alcoólica. Elas empataram com o mesmo percentual, 40,2%. As outras capitais que fazem parte da lista com as 10 capitais que mais consomem bebida alcoólica são: Porto Alegre (39,4%), Belo Horizonte e Vitória (35,8%), Campo Grande (33,4%), Curitiba (32,6%), Rio de Janeiro (32,4%), São Paulo (31,4%) e Aracajú (29,6%).

A pesquisa também mostrou que o consumo de bebida alcoólica aumentou entre os brasileiros, já que 26,4% da população com 18 anos ou mais afirmaram consumir bebida alcoólica uma vez ou mais por semana. Isso representa um aumento de 2,5 pontos percentuais em relação à última pesquisa, divulgada em 2013, quando esse percentual foi de 23,9%.

Os homens continuam sendo os que mais bebem. 37,1% afirmaram que têm o hábito de consumir bebida alcoólica ao menos uma vez por semana, contra 17% das mulheres. Porém, é válido observar o quanto o percentual das mulheres aumentou se comparado com a última pesquisa, de 2013, em que o percentual foi de 12,9%. Houve um aumento de 4,1 pontos percentuais. O percentual masculino quase permaneceu estável. Em 2013, foi 36,3%.

Continuando com os números relacionados às mulheres, a capital em que as mulheres mais bebem é Porto Alegre, com 30,7% de mulheres que afirmam beber ao menos uma vez por semana. Salvador aparece em segundo lugar, com 29,6%, seguido por Florianópolis (29%), Aracaju (27,2%) e Vitória (27%). Manaus é a capital com menor índice, 7,1%. Belo Horizonte está em 8º lugar, com 24,6%. A média das capitais é de 22,9%.

Quanto aos homens, Porto Alegre também está em primeiro lugar, com 54,5%, seguido por Salvador (49,2%), Florianópolis (47%), Campo Grande (45,7%) e Belo Horizonte (45%). Os homens que menos bebem são os de Rio Branco- AC (17,1%). A média das capitais é de 42,4%.

A Pesquisa Nacional de Saúde 2019 (PNS 2019) foi uma pesquisa amostral domiciliar coletada em todo o território nacional entre agosto de 2019 e março de 2020, e foi divulgada em novembro de 2020.

Clique aqui para acessar a pesquisa completa.

Só para completar as informações, já que essa pesquisa foi feita antes da pandemia, coloco aqui o resumo da pesquisa que a Fiocruz fez, já com a pandemia, com o nome “ConVid: pesquisa de comportamentos”.

Segundo a pesquisa, houve um aumento de ingestão de bebida alcoólica depois do começo da pandemia: 18% dos entrevistados (18,4% entre homens e 17,7% entre mulheres) afirmou estar ingerindo mais bebidas alcoólicas nesse período. O maior aumento (26%) foi registrado na faixa etária de 30 a 39 anos de idade, e o menor entre idosos (11%). De acordo com a pesquisa, a motivação para beber mais está relacionada ao emocional. Quanto maior a frequência dos sentimentos de tristeza e depressão, maior o aumento do uso de bebidas alcoólicas, atingindo 24% das pessoas que têm se sentido dessa forma durante a pandemia.

Com isso, é preciso ressaltar a importância de estar atento ao consumo do álcool. Pois, ele não ajuda a diminuir o estresse, nem deve ser usado como um “remédio”, pois seu consumo em excesso tem um resultado reverso, causando o aumenta dos sintomas de pânico e transtornos de ansiedade, depressão e risco de violência doméstica.

E é o que eu sempre falo por aqui e no Instagram: Tudo em excesso faz mal. Observe seu consumo, tenha controle na quantidade que você bebe tanto durante a semana, quanto em um dia. E, para equilibrar, faça atividade física sempre.

Equilíbrio é tudo na vida!

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Cervejarias em números no Brasil

O último “Anuário da Cerveja”, publicado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, divulgou que existem 1.209 cervejarias registradas em todo Brasil. Com isso, pode ser constatado que houve um crescimento de 36% em relação a 2018.

Sim, é verdade. Com exceção do Acre, todos os estados brasileiros têm uma cervejaria registrada. Só no ano de 2019, foram 320 novas cervejarias registradas, ou seja, quase uma nova cervejaria por dia no país. Foi o ano que mais teve registro até hoje. Lembrando que o Anuário de 2021, com os dados de 2020, ainda não foi divulgado. Mas, eu acredito que deva ter tido uma freada nesses registros devido à pandemia.

O maior número de cervejarias está concentrado na região Sul-Sudeste que detém 80% delas. O estado com mais cervejarias registradas hoje é São Paulo (passou Rio Grande do Sul), com 241 cervejarias. Segundo estado é Rio Grande do Sul com 236, seguido por Minas Gerais com 163. Os outros dois estados que têm mais de 100 cervejarias é Santa Catarina (148) e Paraná (131)

O Estado do Rio Grande do Norte foi o que mais apresentou crescimento com 122% a mais de registros, seguido pelo Estado do Espirito Santo com 100%.

A cidade de Nova Lima é o município com maior densidade cervejeira, com uma cervejaria a cada aproximadamente 4.000 pessoas. São 22 cervejarias registradas ao todo. O estado que tem mais cervejarias por habitante é o Rio Grande do Sul com 48.209 habitantes por cervejaria. Minas está em quinto, com 129.870. Além do Rio Grande do Sul, os outros estados que estão à frente de Minas são: Santa Catarina, Paraná e Espirito Santo.

Número de Cervejarias por Município e crescimento 2019

Outra curiosidade é que a cerveja continua sendo o produto mais registrado no MAPA alcançando o número de 9.950 registros, bem à frente do segundo lugar, polpa de fruta com 2.535, e dos demais, tais como o vinho 1.676, a bebida alcoólica mista 1.251, suco 1.094 e cachaça com 857.

Em 2019, atingiu-se a marca de 27.329 registros de cerveja válidos em todo o país. Como existem 1.209 cervejarias, temos a média de aproximadamente 22 registros de produto por cervejaria. Isso se deu pela alteração do sistema de registro que passou a ser automática (mesmo sem a análise do fiscal, toda a legislação deve ser seguida e antes de enviar a solicitação o usuário envia uma declaração confirmando o cumprimento da mesma).

O O Anuário de Cervejas foi publicado em março de 2020, com informações relativas à 2019. A publicação traz estatísticas e dados do setor cervejeiro no Brasil. Para acessá-lo na íntegra, clique aqui.

Ouro Preto e suas riquezas acompanhadas de muitas cervejas artesanais

Gosta de bater perna e conhecer muitos pontos turístico?

Ouro Preto é o lugar certo. É a cidade histórica mineira que mais tem lugares para se conhecer. Em cada esquina é um aprendizado. Então, se planeje, prepare-se e se perca na cidade.

Quantos dias ficar: Para conseguir visitar tudo, eu diria que três dias é o ideal. Mas, caso você tenha menos tempo, como eu fui (fiquei por 2 dias), foque nos principais que não vai se arrepender.

A antiga capital do estado é riquíssima em história, com isso, atrai muitos turistas. Então, prepare-se, em qualquer ponto turístico que for vai ter muitos turistas curiosos como você querendo saber de tudo e tirar foto de tudo. A cidade é mega movimentada, muito carro, muita gente, afinal, além de turística, Ouro Preto também é uma cidade universitária.

Então, prepare uma roupa bem leve e o TÊNIS, pois os morros da cidade são bem caprichado e mata qualquer atleta de plantão. E, se está pensando em rodar de carro, sem chance, não é fácil achar lugar para parar em todos os locais. Então, deixe o carro em um lugar central e fé na sua canela. Bora!

Espera ai! Antes, não posso deixar de falar que, no caminho para Ouro Preto já tem uma parada obrigatória. O Museu Jeca Tatu, que fica na estrada, em Itabirito. É um museu de quinquilharia. Tem tudo que imagina, desde latinha antiga de cerveja à máquina de escrever.

Museu Jeca Tatu

Além da atração cultural, conta também com uma lanchonete com o famoso pastel de angu, em vários sabores, e um delicioso cafezinho mineiro. Não deixe de comer o pastel. É delicioso.

Ainda tem uma área externa coberta, onde podem ser realizados eventos e um cinema (que foi reformado pelo Luciano Huck, através do quadro Quinquilharia, do Caldeirão do Huck). Além disso, na porta do museu, fica uma Jardineira Biblioteca, o monumento do Cristo Redentor, entre muitas curiosidades. As placas na estrada indicam o Pastel de Angu.

Voltando para Ouro Preto… seus conjuntos arquitetônicos do estilo barroco bem preservados é de ficar paralisado. Não à toa, foi a primeira cidade declarada como Patrimônio Cultural da Humanidade em 1980, pela UNESCO.

O que fazer:

– Praça Tiradentes. Comece por ela, já que, aqui, concentram restaurantes, cafés e alguns pontos turísticos de Ouro Preto. Também há diversos guias se oferecendo para fazer os passeios. Eu fiz o meu próprio roteiro, então não precisei de nenhum guia.

Praça Tiradentes

No centro da praça, fica o monumento a Tiradentes, instalado em 1894. Trata-se de uma homenagem ao sacrifício do alferes na Inconfidência Mineira.

Ali, também fica o Museu da Inconfidência, antiga sede da Casa da Câmara e a Cadeia de Vila Rica. No museu, encontra diversos artigos referentes à Inconfidência Mineira, importante movimento para Minas Gerais e o Brasil.

Observação: Todos os pontos turísticos (museus, igrejas) cobram para entrar. Mas, o valor é bem simbólico.

– Igreja Nossa Senhora do Carmo. Fica atrás do museu. É uma das obras do arquiteto Aleijadinho. Anexo ao terreno, fica o Museu do Oratório, que expõe grande variedade de peças religiosas.

– Feira do Largo de Coimbra. Descendo, próximo à praça e em frente para a Igreja de São Francisco de Assis, está essa famosa feirinha. Por lá, você encontrará grande variedade de peças de artesanato local, especialmente em pedra sabão.

– Igreja de São Francisco de Assis. Uma das obras mais importantes de Aleijadinho, essa Igreja está entre as mais visitadas de Ouro Preto e é um grande símbolo do barroco e rococó mineiro. Além de Aleijadinho, a Igreja conta também com trabalhos de Mestre Ataíde. Não entrei. Mas, dizem que é linda. Já estava cansada, tanto que, aqui, encerrei meus passeios desse dia (começamos as visitas à tarde).

– Mina do Chico Rei. Começamos a manhã nessa Mina. Tem algumas Minas em Ouro Preto. Como as visitas são muito semelhantes, escolhi ir nessa. A visita é guiada por uma escavação subterrânea onde o personagem real conhecido como Chico Rei, trazido do Congo como escravo trabalhou explorando-a até comprar sua carta de alforria e, depois, comprou a própria mina, durante o ciclo do ouro no Brasil Colonial.

Durante a visita, é contada muita história daquela época. Muito interessante. Só não indico para quem tem fobia de lugar fechado. Chega uma parte que é bem estreita e dá uma agonia.

Aqui, eu falei sobre a Mina Jeje.

– Casa do Aleijadinho. Perto da Mina Chico Rei, fica uma casa escrito “Casa do Aleijadinho”. É uma casa feita em pau a pique bem antiga, que está quase toda preservada na originalidade. A certeza que se tem até hoje é que o sobrado serviu de moradia aos pais do artista. Não existe nada que comprove que ele nasceu ou viveu ali.

Não tem muito atrativo, mas, destaco a cachaça que vendem lá: a Cachaça Safra Barroca. A melhor cachaça que já tomei na minha vida. Tem fama internacional. É uma cachaça com sabor, vendida em diversas garrafas, inclusive de pedra. Pode experimentar, é servida geladinha, muito boa. Trouxemos uma garrafinha de 330ml, pois é bem cara! Mas, compensa.

– Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar. Muito grande. Erguida no início dos anos 1700, é uma das mais luxuosas da cidade. A ornamentação da igreja leva mais de 400 kg de ouro e 400 kg de prata, fora as centenas de anjos esculpidos. Ao entrar, o ouro já reluz! Estima-se que a igreja esteja entre as que mais receberam ouro em sua decoração em Minas Gerais e no Brasil.

– Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Escravos adeptos ao catolicismo construíram essa igreja no final dos anos 1700 e inícios dos 1800. Por isso, também é conhecida como Rosário dos Pretos. O destaque dela é pela fachada que é curva.

Igreja Nossa Senhora do Rosário

Onde beber: À noite, a cidade acalma. Os bares ficam espalhados entre o centro e os bairros. Claro que só escolhi lugar com cerveja artesanal e já falei sobre esses lugares aqui na minha coluna “Onde Beber Artesanal”. Detalhe que você encontra a Ouropretana por toda cidade, em vários bares, lojas e restaurantes. Então é super fácil achá-la.

Vamos para as minhas dicas.

– Armazém Rural: Está na Praça Tiradentes? O armazém é parada obrigatória. Lá você encontra oito torneiras de chope da Cervejaria Ouropretana para pegar e apreciar o vai-vem dos turistas. Além disso, lá tem um espaço com lembranças da cidade. Clique aqui para ler mais sobre o Armazém Rural.

Bar da Ouropretana: É um bar com um espaço aconchegante e confortável. Além de muitos tira-gostos gostosos a casa conta com diversos estilos de cerveja própria e algumas convidadas. E agora eles também estão com gin próprio. Eu já falei tudo sobre o Bar da Ouropretana aqui.

– Galpão 89: O local é pequeno mas bem gostoso. Um pouquinho longe do burburinho do centro histórico, a casa conta com diversos chopes artesanais locais e opções de petiscos. Quer sentar na parte interna, chegue cedo. Com preços mais acessíveis. Clique aqui que eu contei mais detalhes sobre o bar.

– Latitude 20º: Outro bar com cerveja artesanal própria é o Latitude 20º. É um bar supersimples, com petiscos gostosos, caseiros, e várias biqueiras com cerveja própria e convidadas. Fora a vista que é maravilhosa. Também já falei da Latitude 20 aqui. FECHADO PERMANENTE

– RePUBlica Cervejeira: Esse eu entrei bem rápido porque já estávamos cansados. Tomei uma cerveja só mas adorei o lugar. Foi inaugurado em fevereiro de 2020. É a primeira tap house multimarcas e steak bar da cidade. São 30 torneiras com chopes nacionais, principalmente, mineiros. Além de chopes e cervejas de garrafa, eles oferecem boa gastronomia e música de qualidade. Os valores variam de R$11 a R$30 (300ml e 500ml).

– Tenente Pimenta Rock Bar – O pub parece pequeno, mas, ao entrar, você percebe que é bem grande. Tem uma parte fechada e uma parte aberta. A casa conta com cervejas artesanais e petiscos variados também. Clique aqui que conto com mais detalhes!

As cervejas artesanais locais: Ouropretana, Latitude 20º, Thoruna Beer, Fuzessy Bier e Cervejaria Acadêmica.

Para almoçar:

– Bar da Nida: Antes de mais nada, só vai se reservar. Entra lá no insta deles @bardanida. Um bar com diversos ambientes, no alto da serra. Cheio de cores, flores, sons, vida e muita alegria. Possui ambiente rústico e aconchegante, com música ao vivo aos finais de semana, e várias opções de petiscos, pratos e bebidas.

– O Passo Pizza Jazz. A comida aqui é maravilhosa. Quer conhecer a culinária mineira, vai com fé. Mas, é bem salgadinho os preços dos pratos. As imagens falam mais que qualquer palavra.

Passo Pizza Jazz

Espero que tenha gostado de mais essas dicas de tudo o que fazer em mais um interior mineiro.

Tiradentes: Desacelere com cerveja mineira

A dica que vou dar hoje é para você que quer descansar e desacelerar da correria do dia a dia.

Tiradentes é uma cidade histórica típica do interior mineiro. Por lá, parece que tudo é mais devagar, o tempo passa com calma, que tranquilidade!

Largo das Forras

A cidade fica a 190 quilômetros de Belo Horizonte e é conhecida pelas igrejas do século 18, museus, antiquários, além de uma ótima gastronomia. A cidade é tombada pelo patrimônio histórico, mostrando que ali tem muita história para contar.

Quantos dias ficar: Três dias e duas noites são o suficiente para conhecer todos os pontos turísticos da cidade, que não são muitos.

O que fazer: Comece pelo Largo das Forras, que é a praça principal da cidade. De lá, você consegue chegar em todos os pontos turísticos. Ande pelas ruas conservadas de muitos séculos e observe o charme da arquitetura dos antigos casarões.  Ah, vá de tênis e roupa leve, porque tudo é feito a pé.

Esse foi o meu roteiro:

– Largo das Forras;

–  Museu Casa de Padre Toledo, onde morou Tiradentes e que foi usada como ponto de encontro da revolução colonial. O Museu conta muita história. Em frente ao Museu fica uma estátua de Tiradentes e ao lado está a Capela de São João Evangelista (que estava fechada).

– Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Menos suntuosa e conservada do que a Matriz, merece ser visitada pelo seu valor histórico. Era o lugar de culto dos negros escravizados, impedidos de frequentar outras igrejas.

– Matriz de Santo Antônio.  O mais conhecido cartão-postal de Tiradentes. Foi construída no início do século 18, durante a época da corrida do ouro, quando Tiradentes ainda atendia pelo nome de Vila de São José do Rio das Mortes. Décadas mais tarde, a igreja ganhou uma nova fachada, projetada por Aleijadinho. Não pode tirar foto de dentro da igreja, que é a mais rica em ouro de Minas Gerais, a segunda do Brasil.

– Ao lado fica o Museu da Liturgia, um museu moderno que fala de rituais e tradições católicas. Não entramos.

– Chafariz de São José. Com três saídas de água, ele não estava funcionando. Por anos, essa foi a principal fonte de água da cidade, para pessoas e animais. O lugar tem muita mata ao redor, mas achei bem descuidado e sem movimento por perto. Daqui voltamos paramos em um bar próximo à praça principal para tomarmos uma artesanal e depois fomos na loja de Chocolate. Imperdível! Isso tudo foi feito em uma tarde, sem correria.

– Capela de São Francisco de Paula. Fomos quando estávamos indo embora. Achei sem graça. Só é bonita a vista de lá de cima.

Outros passeios ao redor:

Bichinho, passamos uma manhã por lá.

– Museu Automobilístico da Estrada Real. Aqui, você encontra uma coleção impressionante de carros antigos, todos brilhando. Alguns fazem aparições em filmes e casamentos. Cada jamanta de carro. Vale a pena a visita.

– Casa Torta. Famosa na região é uma casa torta para crianças e adultos visitarem. Nós não entramos, estava cheio e preferimos seguir para o Alambique…rs

– Alambique da Cachaça Mazuma. Toda visita à Mazuma Mineira é grátis e inclui uma explicação sobre como é produzida a cachaça, e uma provinha das ótimas pingas da casa. Gostei da explicação e do aroma do alambique J. A Mazuma tem cachaças envelhecidas em jequitibá, amburana e carvalho, além da branca. Na loja também são vendidos queijos, doce de leite, café e outras especialidades da região. Claro que levamos a cachaça e o doce de leite.

– Maria Fumaça. Pra quem não andou vale a pena fazer o bate-volta pra São João del-Rei. Esse passeio, nós fizemos de São João – Tiradentes – São João.

Para beber: Na cidade, existem vários pontos com cerveja artesanal de Minas. Quando fui, na praça, ficava esse charmoso carro da Haus Bier e foi parada obrigatória. A Haus Bier tem um restaurante bem grande e a fábrica na entrada da cidade. Quando fui, estava fechada.

– 50 Tons de Malte. Encontra diversas cervejas artesanais de Minas Gerais. Só tem mineira boa. Aqui eu falei sobre minha experiência lá. Clique ai: 50 Tons de Malte

– Mercado Tunico. Ah, esse foi meu point. Como fica ao lado da praça principal e estava rolando show, não sentamos em nenhum restaurante, íamos abastecer lá toda hora. Várias cervejas artesanais mineiras e geladas para pegar e sair bebendo.

– Sapore D’Italia ao Ar Livre tem chope e cervejas da Cervejaria Antuérpia (Juiz de Fora-MG);

– Birosca Santo Reis: Tem chope e cervejas de garrafa artesanal. Fiz só um pitstop para encher o tanque.

Espero que tenham gostado dessas dicas!

Cenosilicafobia: A fobia do copo vazio

Você sabia que existe a fobia do copo vazio? Eu não sabia.

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Nessas minhas pesquisas diárias, acabei descobrindo que existe um palavrão no meio cervejeiro que nem todos estão familiarizados.

A Cenosilicafobia é uma fobia caracterizada pelo medo irracional de ver copos vazios, principalmente um copo de cerveja ou outra bebida alcoólica.

Essa fobia pode ser percebida nos bares ou eventos sociais, com bebida alcoólica, em que a pessoa enche seu copo constantemente. Não ficando em nenhum momento com ele vazio.

A palavra Cenosilicafobia vem do grego “Kenos”, que significa vazio.

Essa mania, que pode virar uma fobia, pode ser muito perigosa para a saúde e a integridade física da pessoa que a tem.

É uma fobia comumente associada a pessoas dependentes de álcool. Por isso, seu diagnóstico é importante para que se possa tratar devidamente, quando relacionada com o alcoolismo.

Então, fique atento! Se você observar que você tem essa mania de não deixar o copo vazio, ou algum amigo ou familiar se porta dessa maneira nos encontros com bebida alcoólica, ligue o alerta!

Procurar ajuda não é vergonha nenhuma, viu!? Até mesmo uma conversa com um amigo pode já ser um começo para evitar um agravamento dessa fobia.

E, se ficar incontrolável, procure se tratar com um especialista para que não haja consequências piores. O tratamento da dependência é considerado multiprofissional, ou seja, passa por vários especialistas. Alguns deles são os médicos, nutricionistas, psicólogos e enfermeiros. É necessário avaliar, caso a caso, quais são as intervenções necessárias para cada quadro e quais profissionais devem ser envolvidos. Uma coisa é certa, é possível mudar o rumo do problema e retornar a uma vida saudável, especialmente com aqueles que você ama.

A gente sabe que, às vezes, a gente está mais animado e acaba perdendo o controle na bebida. Mas, lembre-se: Isso não pode virar rotina, mas sim, exceção!

Boa sorte! Beba com consciência!

Para mais informações sobre o mundo da cerveja acesse o meu Instagram www.instagram.com/cervejeirauai e me siga!

Chegou até aqui? Leia também!

Diferença entre Malzbier e Cerveja Especial Escura

Já ouvi muitos perguntarem por aí sobre a diferença entre as Malzbier, popularmente conhecidas como cervejas pretas, e as cervejas especiais escuras (Bock, Stout, Porter…).

Tem diferença? Bora aprender mais essa!

Cerveja Brahma Malzbier Preta Lata 350ml Aroma De Caramelo | MercadoLivre

A Malzbier é uma cerveja de cor escura, doce e com baixo teor alcoólico (geralmente entre 0 – 4%).

Sua coloração escura se dá devido à adição de caramelo e xarope de açúcar. Assim, sua cor escura não vem do malte tostado, mas sim desses aditivos citados. Ou seja, ela é escurecida artificialmente.

A Malzbier não se enquadra em estilo nenhum, pois a adição de outros ingredientes para dar coloração à bebida e o uso abaixo de 20% de malte de cevada, a “desqualificam”. O Beer Judge Certification Program (BJCP) e a Brewers Association, organizações que catalogam os mais diversos tipos e estilos de cervejas, não a consideram como estilo próprio de cerveja. É considerada um tônico. 

Curiosidade

Segundo historiadores, antigamente, a Malzbier era produzida para reaproveitar a cerveja de início e fim da filtração e cervejas fora dos padrões que, ao adicionar o xarope de caramelo e açúcar, resultava-se nessa cerveja doce e escurapropaganda da cerveja malzbier para crianças e disfarçavam os defeitos. Com o passar do tempo, a cerveja foi ganhando mais qualidade, o que fez com que seu padrão fosse elevado e ela passou a ser melhor apreciada.

Na Alemanha, seu país de origem, nem é considerada cerveja e sim, bebida energética. Malzbier = Cerveja de Malte. Mas, muitas cervejarias lá, a chamam de Malztrunk = Bebida de malte

Existe a lenda que cerveja preta seria boa para gestante, lactante e até crianças, sendo usada como um suplemento alimentar. Mas isso tudo não passa de lenda, já que bebida alcoólica não é recomendada para nenhum deles.

E as cervejas especiais escuras?

Como aprendemos, a Malzbier não usa maltes tostados para ficar escura. Usa malte Pale Lager (o mais claro de todos).

maltesespeciais

Já as cervejas especiais escuras, como Porter, Stout, Dunkel e outras, têm essa cor devido ao uso dos maltes tostados. Cada tosta vai dar uma coloração, aroma e sabores diferentes. Por exemplo: Malte Chocolate dá um aroma de caramelo queimado, chocolate amargo e café. Por isso, existem cervejas de chocolate, por exemplo, que, na maioria das vezes, não são feitas com o chocolate, mas com maltes que lembram o sabor e aroma de um. O Malte Escuro dá a coloração e o aroma de café torrado e a Cevada Torrada dá o tom amargo e intenso de café. Por isso, nem sempre o amargor vem só do lúpulo, ele pode vir, também, do malte.

Existem vários estilos de cerveja especial com tonalidade escura:

– Schwarzbier: Vinda da Alemanha, é feita com malte suave. Um pouco mais seca, mas mesmo assim refrescante e leve.

– Strong Dark Ale: Ela é belga e também é escura. Com fermentação mais forte, destacando-se o malte.

– Strong Scotch Ale: tem o malte mais perceptível com características da baunilha, chocolate e é fermentada em temperaturas mais altas.

– Dunkel: Com o sabor do malte mais aguçado, seu teor alcoólico é médio.

– Porter: Com um leve sabor de café e chocolate, tem o corpo leve e pouco amargor. O teor alcoólico é de médio a alto.

– Imperial Stout: Têm o teor alcoólico bem alto, de 10% a 12%, fazendo delas quase um licor. São bastante indicadas para serem apreciadas em climas mais frios.

Esses foram alguns dos diversos estilos de cerveja especial escura.

Eu, particularmente, amo as cervejas especiais escuras, adoro o sabor de café e chocolate que os maltes inseridos nelas proporcionam! Na minha cervejeira não pode faltar!

caracu

Ahh, e a Caracu?

Ela não é uma coisa nem outra. Considerada uma Sweet Stout, a Caracu é conhecida por seu sabor encorpado e aroma de malte torrado, que lembra o do café.

Apesar de ela ter maltes torrados e lúpulo em sua composição, ela leva cereais não maltados, corante caramelo e estabilizante INS 405 como as outras cervejas de comuns. Por isso, não é uma Malzbier nem uma Stout.

Diferença entre Lager e Pilsen

Você sabe qual a diferença entre Lager e Pilsen?

Na verdade, não deveria nem existir essa comparação, já que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Mas, como já ouvi essa dúvida por aí, porque não resolver esse dilema?!

Lager é uma família de cerveja. A classificação de famílias se baseia no tipo de levedura utilizada no processo de fermentação. Isso mesmo, a cerveja é dividida pelo tipo de fermentação que ela recebe.

Existem, basicamente, três famílias de cervejas que são: as Lager, as Ale e as Lambic.

Ales_vs_Lager.pngAs Ales são as cervejas de alta fermentação, durante sua produção, as leveduras trabalham em temperaturas mais altas e se concentram na parte de cima do tanque.

As Lambic são de fermentação espontânea.
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As Lager são cervejas de baixa fermentação. As leveduras aqui trabalham com temperaturas mais baixas, por volta dos 10º C. São conhecidas como cervejas de baixa fermentação, pois as leveduras Lager se concentram no fundo do tanque.

Dentro da família Lager existem diversos estilos como a dunkel, bock, pilsen e outras.

Ou seja, a Pilsen (ou Pilsner ou Pilsener) é um estilo de cerveja que está dentro da família Lager.

As Pilsen são cervejas douradas, brilhantes, que apresentam leve amargor. Para saber mais sobre as Pilsen, clique aqui.

Lager é uma família de cerveja.
Pilsen é um estilo de cerveja.
Dentro da família Lager existem vários estilos. Um deles é a Pilsen.

Com isso, podemos dizer que toda pilsen é lager, mas nem toda lager é pilsen.

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Ah, e tem mais um detalhe. Sabe essas cervejas de massa (Brahma, Antártica, Skol) que vem escrito Pilsen ou Tipo Pilsen? Não é verdade. Elas não são Pilsen, na verdade elas são American Standard Lager. São estilos relativamente parecidos, mas possuem diferenças consideráveis. As American Standard Lager são bem mais leves, de coloração amarela bem clara e transparente, pobre tanto em sabor quanto em aroma.

Então é isso. Espero ter ajudado nesse dilema!

A diferença entre gosto e sabor

Você sabia que falar de gosto não é a mesma coisa que falar de sabor?

O quê???

Sim. Gosto é diferente de sabor! Se você não sabia, não esquenta, eu também só aprendi isso depois que comecei a estudar sobre cerveja e ainda vejo muita gente usando essas palavras de forma equivocada. Eu mesma, de vez em quando, dou uma escorregada.

Por que resolvi falar sobre isso? Porque a gente usa muito essas duas palavras quando vai falar de cerveja. Então, se usamos no nosso dia a dia, achei importante passar essa informação para que possamos empregá-la da forma correta?!

Então vamos lá!

Gostos existem apenas cinco: doce, salgado, azedo, amargo e umami que podem ser identificados pelo sentido do paladar. Ou seja, a responsável por sentir o GOSTO é a língua. Gosto é exatamente aquilo que sentimos quando a bebida/comida entra na boca.

Um parêntese para o Umami é um gosto difundido na cozinha oriental ele está no queijo parmesão, tomate, cogumelos e carnes em geral. As duas principais características do Umami são o aumento da salivação e a continuidade do gosto por alguns minutos após a ingestão do alimento.

Voltando a falar do GOSTO, cada um é sentido em uma determinada parte da língua.

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Já o sabor é uma mistura de sensações mais complexa, pois envolve mais de um sentido. Para sentir o sabor é necessária a combinação do gosto (paladar) com o aroma (olfato) de um alimento. O sabor já começa quando sentimos o cheiro. 80% do sabor depende do seu nariz. Por isso, quando você está gripado, não consegue saborear nada com prazer.

Alguns especialistas ainda completam dizendo que, além do aroma e do gosto, faz parte do sabor, também, a sensação, que seria o tato. A textura pode modificar a forma de sentirmos o sabor. Em uma publicação da revista britânica Nature, Berry Smith, professor da Escola de Estudos Avançados de Londres, descreve o sabor como “o resultado da integração multissensorial do olfato, tato e paladar”.

Primeiro a gente coloca a bebida/comida na boca onde nossos sensores identificam o gosto e, em seguida, enviam a informação para o cérebro para que possamos sentir o sabor. Portanto, o sabor é a interpretação que nosso cérebro faz de todas essas sensações ao mesmo tempo.

Exemplos de sabores da cerveja: Frutado (frutas vermelhas, frutas escuras, frutas tropicais), Caramelo, Chocolate, Toffe, Pão, Mel, Ervas, Limão, Capim e por aí vai.

Para fazer um teste simples para entender as diferenças entre sabor e gosto, especialistas indicam fazer o seguinte:

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Alguns especialistas ainda completam dizendo que, além do aroma e do gosto, faz parte do sabor, também, a sensação, que seria o tato. A textura pode modificar a forma de sentirmos o sabor.

Portanto, o sabor é a interpretação que nosso cérebro faz de todas essas sensações ao mesmo tempo.

Exemplos de sabores da cerveja: Frutado (frutas vermelhas, frutas escuras, frutas tropicais), Caramelo, Chocolate, Toffe, Pão, Mel, Ervas, Limão, Capim e por aí vai…

Para fazer um teste simples para entender as diferenças entre sabor e gosto, especialistas indicam fazer o seguinte:

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– Pegue uma bala de hortelã / Tampe o nariz / Coloque a bala na boca e permaneça com o nariz tampado.

Quando a bala é colocada na boca com o nariz tampado, é possível sentir apenas o gosto doce.

– Após alguns segundos destampe o nariz

Quando o nariz é destampado, além do gosto doce, é possível sentir o sabor da bala, neste caso de hortelã, através da interação entre o paladar e o olfato.

Então é isso minha gente!

Gosto é gosto, sabor é sabor, aroma é aroma, cheiro é cheiro.

Não vai esquecer disso da próxima vez que for falar sobre alguma cerveja que esteja tomando, hein?!

minha gente.

Gosto é gosto, sabor é sabor, aroma é aroma, textura é textura.

Não vai esquecer disso da próxima vez que for falar sobre alguma cerveja que esteja tomando, hein?!

Até!

Off-flavor: O que é?

Se você acompanha alguns cervejeiros de plantão, com certeza já deve ter ouvido a expressão off-flavor.

Mas o que é isso?

O Off-Flavor nada mais é que o defeito na cerveja.

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Trata-se de um sabor ou aroma da cerveja que torna a experiência sensorial – paladar ou olfato – desagradável. Essa falha pode acontecer por alguns motivos como: falta de equilíbrio entre os 4 ingredientes básicos da cerveja (a água, lúpulo, malte e a levedura) durante a fabricação da bebida; falta de higienização; armazenamento inadequado; ou devido ao transporte.  Com isso, o produto final pode conter um leve off-flavor, que pode ser aceitável em determinados estilos, ou pode conter um off-flavor inaceitável.

Alguns são mesmo necessários em certas cervejas e alguns são realmente características de estilos específicos.

Eles se tornam um problema quando presentes em altas concentrações e quando inadequados para o estilo da cerveja.

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Roda de aromas / off-flavors

Lembrando que, além da expressão off-flavor (defeitos), existe também a On-flavor, que são os aromas e sabores desejados.

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Cada pessoa tem um sentido mais aguçado que o outro. Por isso, nem todos sentem o mesmo defeito. Para detectar um off-flavor pode ser fácil, se estiver muito evidente. Porém, tem alguns que não são fáceis de serem detectados. Algumas pessoas fazem cursos de análise sensorial e off-flavor, onde aprendem a detectar esses defeitos e estudam suas causas.

Existem vários tipos de off-flavor, citarei alguns aqui:

  • Acetaldeído: Traz um sabor de maçãs verdes ou abóboras frescas;
  • Ácido Acético – Esse defeito pode estar no aroma ou no sabor, que lembra um vinagre;
  • Alcoólico: Quando um gosto alcoólico prejudica o sabor de uma cerveja. O sabor pode ser leve e agradável ou quente e incômodo;
  • DMS –  Dimetilsulfureto ou DMS é percebido tanto no aroma quanto no sabor, lembra bastante o cheiro de milho ou vegetais cozidos;
  • Diacetil – Percebido no aroma e no sabor como manteiga, em casos mais extremos produz uma sensação oleosa no paladar. Nem todas as pessoas conseguem sentir o Diacetil. O cheiro de um saco de pipoca de microondas de sabor de manteiga ainda não estourado é um bom exemplo;
  • Metálico – Mais fácil de perceber no paladar do que no aroma, remete ao gosto de sangue, com um amargor adstringente e indesejado;
  • Oxidado ou Papelão – Aroma e sabor de papel molhado, também percebido quando a cerveja está “choca”;
  • Acetato de isoamila – o famoso aroma de Banana, comum em cervejas muito alcoólicas. Aceitáveis na maioria das Weissbier;
  • Sabão – Sabores de sabão são causados por não lavar/enxaguar muito bem o recipiente, mas eles também podem ser produzidos a partir das condições de fermentação;
  • Lightstruck ou aroma de gambá: Esse defeito é sentido em cervejas que usam garrafas verdes e transparentes. Essa coloração do vidro faz com que o líquido fique mais exposta à luz solar. O liquido fica “contaminado pela luz”. Por isso, a Heineken tem aquele sabor e aroma diferente. É um defeito. Porém, um defeito bem aceito. Veja aqui sobre diferença das cores das garrafas.
  • Adstringente – Dá uma sensação de boca seca, é a sensação de comer uma banana verde que “amarra” a boca. Pessoas que produzem mais saliva sentem menos essa característica;

Estamos evoluindo no aprendizado, hein?!

Saúde!