Número de cervejarias no Brasil aumenta 12%

Se alguém tinha dúvida, acho que agora não tem mais: o Brasil é um país cervejeiro! E quem confirma isso são os dados do “Anuário da Cerveja 2021”, divulgado, em 31 de agosto de 2022, pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

De acordo com o levantamento, o país possui 1.549 cervejarias. Com isso, houve um aumento de 12% em relação ao anuário do ano passado, referente à 2020. Só em 2021, foram registradas 200 novas cervejarias e outras 34 cancelaram os registros, o que representa uma expansão de 166 novas empresas no mercado cervejeiro no País.

“A gente está falando do Brasil como o terceiro maior produtor da bebida do mundo, ficando atrás apenas da China e dos EUA”, disse Carla Crippa, vice-presidente de assuntos corporativos da Ambev e do Sindicerv. O país é o terceiro maior produtor de cerveja no mundo, atrás da China e dos Estados Unidos, e em 2021, o volume de vendas atingiu o patamar de 14.3 bilhões de litros, de acordo com o levantamento realizado para a entidade da empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International.

Lembrando que a “cervejaria cigana” ou contract brewing, aquelas cervejarias que produzem suas cervejas na fábrica de outra, não constam nesses dados, pois não são estabelecimentos passíveis de registro no Mapa, tendo em vista que não possuem estrutura própria de fabricação, de maneira que somente as cervejarias com fábrica própria constam das estatísticas apresentadas.

Ainda segundo o Anuário, a maior parte das cervejarias brasileiras encontra-se nas regiões Sul e Sudeste, somando 1.329 estabelecimentos. Isso, representa 85,8% do total de cervejarias do Brasil. São Paulo lidera em número de cervejarias registradas novamente, com 340, seguido do Rio Grande do Sul, com 285, Santa Catarina, com 195, e Minas Gerais, com 189 cervejarias registradas. Uma observação é que Santa Catarina e Minas Gerais inverteram a posição em relação ao anuário de 2020.  Antes, MG  estava na terceira posição com 178, e SC na quarta posição com 175.

Uma curiosidade em Minas é que a cidade de Juiz de Fora passou a capital mineira, Belo Horizonte, em números de cervejaria, com 16 estabelecimentos, uma a mais que BH. Nova Lima, que fica a 20km de BH, continua sendo o principal polo cervejeiro de Minas, com 22 cervejaria. A cidade é a quarta com mais cervejarias no Brasil, fica atrás somente das capitais São Paulo (51), Porto Alegre (43) e Curitiba (25).

A região Norte continua sendo a região com menos registros de cervejarias, com 1,9%. Porém, foi a que apresentou o maior aumento percentual no número de produtos, com evolução em 20,8%. Nessa região, foram abertas cinco novas cervejarias sendo duas em Rondônia (200%) e uma nos estados do Acre, Tocantins e Pará. Apenas dois estados tiveram redução no número de cervejarias em relação a 2020: o Rio Grande do Norte, que passou de 20 para 19 estabelecimentos, e o Amazonas, que reduziu de cinco para quatro cervejarias.

O Anuário da Cerveja 2021 revela ainda que em 672 municípios brasileiros há pelo menos uma cervejaria, o que representa um aumento da dispersão em 10,3% se comparado a 2020.

Com relação aos produtos, em 2021, o total de novos produtos registrados teve crescimento em 5,2%, em relação a 2020, totalizando 1.178 a mais. Atualmente, o Brasil possui 35.741 produtos em cervejaria e o estado de São Paulo lidera a lista com 10.104 produtos. A média brasileira é de 23,1 registros de produtos por estabelecimento.

O levantamento mostra ainda a densidade de cervejarias por habitantes. Santa Catarina tem o maior indicador, com um estabelecimento para cada 37.633 habitantes. Em nível nacional, o Brasil tem uma cervejaria registrada para cada 137.713 habitantes. “A nossa cadeia produtiva é extensa, ela vai do campo ao copo. Representa 2% do PIB, uma massa salarial de R$ 27 bilhões por ano, uma geração de tributos da ordem de R$ 25 bilhões. O setor é resiliente, passou bem pela pandemia, com percalços pontuais”, afirmou Luiz Nicolaewsky, superintendente do Sindicerv (Sindicato Nacional da Cerveja).

Quanto à exportação e à importação, o anuário aponta que houve um aumento de 66 milhões de quilos do volume exportado em relação ao ano anterior, representando um faturamento de mais de US$ 131,5 milhões. A América do Sul corresponde a 99% das vendas, tendo o Paraguai como principal destino, seguido por Bolívia, Chile, Argentina e Uruguai.

Em dez anos, as exportações brasileiras tiveram um aumento de 200% no volume, saindo de 80.331.760 quilos em 2011 e chegando a 241.116.776 quilos, em 2021.

Já a importação brasileira de cerveja reduziu 58,7% nesse período, de 44.607.806 kg em 2011 para 18.406.249 kg, em 2021. Ao todo, o Brasil exportou para 71 países em 2021 e importou de 27 países.

Clique aqui para acessar o Anuário completo.

O Mapa é o órgão responsável por registrar e autorizar as cervejarias a funcionarem, considerando a atividade e linha de produção, bem como a capacidade técnica e condições higiênico sanitárias. Todos os estabelecimentos produtores, padronizadores, engarrafadores, atacadistas, exportadores e importadores devem ser registrados, assim como todas as bebidas produzidas no país. O certificado de registro tem validade de 10 anos.

O Sindicerv é o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (SINDICERV), fundado em 1948, representa os interesses das empresas responsáveis por mais de 80% da fabricação de cerveja no Brasil.

Brasil tem 5 cervejas premiadas na etapa mundial do World Beer Awards

No dia 25 de agosto, em Londres, na Inglaterra, o World Beer Awards revelou as cervejas vencedoras da competição em 2022.  Foram 3.200 cervejas de mais de 50 países inscritos na premiação deste ano. Ao todo, as cervejas foram julgadas em 10 categorias com suas subdivisões. Além da qualidade do sabor, o design do rótulo também foi julgado.

Antes de chegar nessa etapa, as cervejarias passam por uma competição local, onde as cervejas participantes de cada país competem entre si. São divulgadas as medalhistas de ouro, prata e bronze, porém, somente as que ganharam a medalha de ouro se classificam para a etapa mundial.

Aqui, eu falei sobre as medalhistas brasileiras na etapa local, divulgado no início de agosto.

As medalhistas de ouro de cada país competem na segunda rodada, ou seja, na etapa mundial, pelo título de Melhor do Mundo em seus respectivos estilos.

O reconhecimento através da premiação traz benefícios para as cervejas, como figurar na publicação anual da World’s Best Beers, além do direito de usar o selo de medalhista em seu material de divulgação.

O Brasil recebeu cinco medalhas. Dessas, uma veio para Minas Gerais.

Confira as brasileiras que ganharam a medalha de Melhores do Mundo 2022:
Melhor Belgian Dubbel: Wäls Dubbel
Melhor No & Low Alcohol IPA: Campinas IPA Zero
Melhor Pale Beer Amber: Stannis Red Sönja
Melhor Bière De Garde & Saison: Noi Davolo
Melhor Catharina Sour: Caju e Pitanga, da Unika

Cervejas trapistas: cervejas feitas por monges

Você sabia que existem cervejas feitas por monges?

Pois é. Essas, são as Cervejas Trapistas: produzidas e supervisionadas por monges da Ordem Trapista e fabricadas na própria Abadia/Mosteiro. Muitas das cervejarias possuem funcionários que não são monges, mas há sempre a supervisão de um monge dentro da cervejaria.

Os trapistas são monges que dedicam suas vidas à oração e ao trabalho, em uma vida comunitária.

Uma pequena parte do que os monges e freiras produzem em suas abadias é para uso próprio. A maior parte é destinada à venda. Os trapistas (monges) e trapistinos (freiras) usam os rendimentos para financiar as necessidades de suas comunidades religiosas. Qualquer coisa extra é dada a terceiros. Dessa forma, eles apoiam projetos em países em desenvolvimento e obras de caridade, enfim, oferecem ajuda a quem precisa.

E com a cerveja que eles fabricam e vendem não é diferente. Não pode ter fins lucrativos. Sim, eles também bebem!

Dos mais de 170 mosteiros trapistas existentes no mundo, somente treze são autorizados a marcar suas cervejas com o selo de autenticidade trapista, o Authentic Trappist Product (ATP), garantindo a origem monástica de sua produção.

Como um mosteiro recebe autorização para usar o selo?

Para poder usar o selo em um de seus produtos Trappist®, a abadia deve atender a estes três critérios rigorosos:

– Todos os produtos devem ser feitos nas imediações da abadia;
– A produção deve ser realizada sob a supervisão dos monges ou freiras;
– Os lucros devem ser destinados às necessidades da comunidade monástica, para fins de solidariedade dentro da Ordem Trapista, ou para projetos de desenvolvimento e obras de caridade. Ou seja, não pode ser um empreendimento lucrativo. A renda deve cobrir os custos de vida dos monges e o que sobrar deve ser doado.

Imagem ITA

Essa licença tem duração de cinco anos e pode ser renovada.

Uma observação importante é que todas as abadias trapistas têm o direito exclusivo de uso da marca Trappist®. Porém, o selo ATP só foi concedido para doze. Esse selo não só tem origem monástica, mas também garante que foi produzido de acordo com as rígidas diretrizes estabelecidas pelo Associação Trapista Internacional

Onde estão e quais são as Cervejas Trapistas autorizadas?

Todas estão na Europa. Veja como elas estão distribuídas:
– Cinco na Bélgica: Trappistes Rochefort (Cidade de Namur), Orval (Florenville), Westmalle (Westmalle), Westvleteren (Westvleteren) e Chimay (Hainaut);
– Dois na Holanda:  La Trappe (Tilburg) e Zundert (Zundert);
– Um na Áustria: Stift Engelszell (Engelhartszell an der Donau);
– Um na Itália: Tre Fontane (Roma);
– Um na Inglaterra: Mount St. Bernard Abbey (Tynt Meadow);
– Um na Espanha: Cardenã (Burgos);
– Um na França: Mont des Cats (Godewaersvelde).

Atualização de maio de 2022: Nos Estados Unidos, a St. Joseph’s Abbey (Spencer- Massachusetts), única Trapista fora da Europa, encerrou as atividades.

Atualização de 8/2/2023: Em 2023, a Achel foi vendida para o Tormans Group. Como deixou de ser feita por monges, a cervejaria perdeu o direito de usar o selo Trapista.

Uma observação interessante é que outros produtos também podem se qualificar para receber o selo como: pães, queijos, licores e artefatos religiosos.

Imagem: Philip Rowlands 

A mais antiga cervejaria trapista é a Trappistes Rochefort, produzida desde o ano de 1595, dentro da Abadia de Notre-Dame de Saint-Rémy, próxima a vila de Rochefort, na Bélgica. Suas cervejas são o ápice de aroma e sabor, sendo suas receitas secretas e a entrada de visitantes na fábrica não é permitida. Porém, é possível conhecer o mosteiro, experimentar e comprar cervejas locais e souvenirs.

Como surgiu essa ideia de dar um selo para as cervejas?

A partir da segunda metade do século XX, as cervejas trapistas ganharam fama e começaram a inspirar outros produtores mundo afora, que passaram a colocar em seus rótulos “Estilo Trapista”, mesmo não tendo nenhum vínculo com a Ordem Trapista.

Em 1998, oito mosteiros trapistas se uniram e fundaram a International Trappist Association (ITA) – Associação Trapista Internacional, para evitar que empresas comerciais não-trapistas abusassem do nome Trappist (trapista). Com isso, essa associação privada criou o logotipo “Authentic Trappist Product“, para identificar as cervejas que pertencem à associação.

Hoje, a ITA conta com dezenove abadias trapistas em todo o mundo.

Uma lei da Câmara Belga do Comércio decretou que: “Cerveja Trapista é somente aquela que é produzida por monges Cistercienses, e não uma cerveja no estilo Trapista, a qual deve ser denominada cerveja de Abadia”.

Cerveja de Abadia

Com isso, surgiu o conceito Cerveja de Abadia ou cerveja do tipo Abadia (Abbey Beer).

Elas devem carregar a tradição vinda dos mosteiros, mas podem ser produzidas tanto por mosteiros e abadias que não pertencem à Ordem Trapista, quanto por empresas sem ligação com uma determinada ordem religiosa, e nem precisam mencionar um mosteiro específico.

Ou seja, podem ser consideradas Cervejas de Abadia as que são:
– Produzida por um mosteiro/abadia não trapista; ou
– Produzida por uma cervejaria comercial sob um acordo com um mosteiro existente; ou
–  Leve no rótulo o nome de uma abadia extinta ou fictícia por um cervejeiro comercial; ou
– Tenha uma marca vagamente monástica, sem mencionar especificamente o mosteiro, por um cervejeiro comercial.

As mais conhecidas são: Maredsous, Leffe e St. Bernardus.

Atenção! Trapistas e de Abadia não são estilos de cerveja!

Os nomes funcionam mais como referência e uma denominação ligada à tradição cervejeira oriunda dos monastérios.

E tem mais: Toda Cerveja Trapista é de Abadia, mas, nem toda cerveja de Abadia é Trapista.

Os estilos fabricados mais comuns, tanto para Trapistas quanto de Abadia são: Dubbel, Tripel, Quadruppel, Blond Ale, Bock, Belgian Pale Ale, Strong Dark Ale, dentre outros.

São cervejas complexas, de muita personalidade e muitas delas têm um alto teor alcoólico. Eu amo!

Fonte: www-trappist-be

Cervejaria lendária belga adota rótulos após 75 anos

Cervejaria trapista belga Westvleteren passa a rotular suas garrafas pela primeira vez em 75 anos para atender demandas do mercado de cerveja

A cervejaria do mosteiro Westvleteren, localizada na Bélgica, cujas cervejas lendárias são produzidas por monges trapistas na abadia de Sint-Sixtus passará a rotular suas garrafas pela primeira vez em 75 anos.

Por mais de 75 anos, a cervejaria, que produz três das famosas cervejas trapistas da Bélgica, em homenagem à ordem ou dos monges que administram a abadia apresentou as suas garrafas sem rótulo e agora está mudando isso.

A produção da Westvleteren já possuiu rótulos até pouco tempo depois da segunda guerra mundial, quando suas cervejas passaram a ser produzidas de forma licenciada na cervejaria Saint Bernardus. Ainda nesta época a Westvleteren decidiu por não utilizar mais rótulos, concentrando todas informações na tampa da garrafa.

Mesmo quando os monges retomaram toda a produção para dentro dos muros da abada em 1992 as garrafas foram mantidas sem rótulo sendo vendidas no portão do monastério.

Os novos rótulos permitem que os consumidores diferenciem as quatro variedades de forma simples e rápida, porém um dos grandes pontos sobre a Westvleteren é sua exclusividade com os monges produzindo cerveja de forma bastante limitada e limitando também as suas vendas que ocorrem quase que exclusivamente no próprio mosteiro.

Os rótulos conterão todos os tipos de requisitos legais – valores energéticos, ingredientes em três idiomas e um código QR que vincula ainda mais informações que anteriormente os consumidores não tinham acesso.

Rótulo da Westvleteren é uma demanda de mercado pedida por seus consumidores

A gama completa de informações presentes no rótulo, não são exigidas legalmente, mas a cervejaria decidiu por adicioná-los devido a demanda dos consumidores.

Foto:  Francois Lenoir/Reuters

Os monges optaram por um design de etiqueta único, bastante próximo da aparência familiar. Os rótulos representam imagens estilizadas das tampas das garrafas. Existem três versões de rótulos, uma para cada uma das três cervejas trapistas da Abadia de Westvleteren diferenciadas por cores.

 “Estamos respondendo à demanda de muitos de nossos consumidores com esses rótulos. É simplesmente uma tendência no mundo da comida se comunicar muito abertamente. Nós também nos tornamos mais sensíveis a isso. Muitas vezes vejo alguns irmãos aqui analisando uma caixa ou um pacote.” explicou o Irmão Godfried, prior da abadia ao site belga Brussel Times.

A cervejaria destacou que está deixando para trás uma tradição para obter algo melhor em troca e de alguma forma progredir.

“Além disso, mantemos a aparência. Quando as garrafas estão na caixa, os rótulos são colocados de forma que não possam ser vistos, mas apenas as garrafas clássicas e escuras com o anel distintivo com a inscrição em relevo cerveja trapista.”

Cervejas trapistas. O que são?

Trapistas são Abadias – uma comunidade monástica cristã, originalmente católica – que produzem cervejas há muito tempo e seus monges vivem uma rotina de trabalho e oração.

Atualmente, existem apenas 13 cervejarias que podem estampar o selo trapista.

Existem mosteiros trapistas em todo o mundo. E apesar de não terem o selo, o modelo trapista está muito relacionado com a forma de produção e venda.

Para saber mais sobre elas, acesse esse resenha que fiz: Cervejas Trapistas

Fonte: Site Catalise

Como saber por qual cerveja começar em uma sequência de estilos diferentes?

Eu sempre recebo mensagens de pessoas que estão com algumas cervejas para tomar perguntando por qual delas começar e qual sequência seguir.

Primeiro, lembro que não existe uma regra, mas, sim, orientações para que sua experiência durante a degustação seja mais completa e prazerosa. Isso, é para que um estilo não “atropele” o outro.

A sequência mais adequada é começar das mais leves para as mais fortes.

O que é cerveja leve e o que é cerveja forte?

Cervejas leves são as cervejas menos intensas, que têm um sabor sutil e o aroma quase não tem presença. As cervejas mais fortes, são aquelas com o sabor mais marcante que, mesmo depois do gole, você continua sentindo a presença dela no paladar. Por isso, não é adequado começar com uma cerveja muito intensa, pois, ao tomá-la, o paladar se acostuma com sabores acentuados e perde a sensibilidade para apreciar as sutilezas das cervejas mais leves. É como se você comece uma feijoada e depois fosse para a salada. Perde-se o paladar.

Com isso, para criarmos uma sequência ideal, levamos em consideração três critérios: álcool, amargor e cor. Sendo assim, vamos da menos alcoólica para a mais alcoólica, da menos amarga para a mais amarga e da mais clara para a mais escura.

Uma observação! Nem sempre as cervejas mais escuras são mais alcoólicas, como a Dry Stout, que é uma cerveja escura e costuma ter entre 4% e 5% de teor alcoólico. Nesse caso, se você tiver com uma Dry Stout, por exemplo, deixe-a entre as intermediárias.

Então vamos lá! Vou montar uma sequência de cinco cervejas para você entender melhor sobre tudo que falei.

1 – Comece pelas mais leves e delicadas, com menor teor alcoólico e baixo IBU como a American Lager. Começar pela American Lager, que algumas cervejarias chamam de Pilsen, nunca tem erro. Seu IBU vai de 8 – 18 e o ABV de 4,2 – 5,3%. Se quiser mais um exemplo, a Cream Ale (IBUs: 8 – 20 / ABV: 4.2 – 5.6%).

2- Pode começar a subir de intensidade e pegar um estilo que já tenha a presença de sabores um pouco marcantes, porém, ainda sutis como: Witbier (IBU: 8 – 20 / ABV: 4.5 – 5.5%), Weissbier (IBU de 8 – 15 / ABV: 4.3 – 5.6%) ou Munich Helles (IBU: 16 – 22 / ABV: 4.7 – 5.4%)

3 – Agora, você pode colocar mais cor. Cervejas que levam maltes tostados, que dão essa cor avermelhada a preta, costumam ter mais intensidade tanto no sabor quanto no aroma. Aí vão alguns exemplos: Märzen (IBU: 18 – 24 / ABV: 5.8 – 6.3%), Munich Dunkel (IBUs: 18 – 28 / ABV: 4.5 – 5.6%) ou Vienna Lager (IBU: 18 – 30 / ABV: 4.7 – 5.5%).

4 – Já aumentamos a cor e a intensidade. Agora, podemos aumentar o nível do amargor. São aquelas cervejas que apresentam o IBU mais alto. Veja alguns exemplos: Strong Bitter (IBU: 30 – 50 / ABV: 4.6 – 6.2%), English IPA (IBU: 40 – 60 / ABV: 5,0 -7,5%). American IPA (IBU: 40 – 70 / ABV: 5.5 – 7.5%).

5 – Para fechar, eu escolheria uma cerveja intensa em tudo, no ABV, no IBU e na cor como: American Strong Ale (IBU: 50 – 100 / ABV: 6.3 – 10.0%), English Barleywine (IBU: 35 – 70 / ABV: 8.0 – 12.0%) e Imperial Stout (IBU: 50 – 90 / ABV: 8.0 – 12.0%). Observe que, aqui, tanto o IBU quanto o ABV são bem altos.

Espero que tenha ajudado com essa dica. Qualquer dúvida, é só mandar por direct no Instagram.

Dicas extras:
– Use uma tulipa ou um Half Pint para a degustação, são copos coringas que não afetam a experiência;
– Lave bem o copo antes;
– Sirva as cervejas na temperatura ideal. Os rótulos costumam indicar essa temperatura. Ela não deve ser nem quente nem gelada demais. Saiba mais sobre temperatura ideal aqui;
– Beba água antes, durante e depois da degustação;
– Para limpar o paladar entre um estilo e outra, coma bolachas de água e sal, ou pães ou queijo canastra, que é neutro. Alguns alimentos mais intensos podem atrapalhar seu paladar.

Minas Gerais recebe 19 medalhas em um dos principais concursos cervejeiros

No dia 6 de agosto, um dos mais importantes concursos cervejeiros, o World Beer Awards, divulgou as cervejas premiadas na etapa nacional. Essa primeira fase, elege as melhores cervejas em cada país participante. Depois de divulgada as campeãs nacionais, acontece a segunda etapa da competição, que é realizada em Londres, quando as ganhadoras de cada país competem entre elas pelo título de melhores do mundo.  

Nessa primeira fase, 120 cervejas brasileiras ganharam medalhas. Foram 35 medalhas de ouro, 37 de prata e 48 de bronze. Um dos destaques foi a cervejaria St. Patrick’s, de  Ipeúna (SP), com cinco ouros, duas pratas e duas bronzes.

Como sempre, as cervejarias de Minas Gerais estão presentes nessa lista importantíssima para o meio cervejeiro. Ao todo, foram 19 cervejas premiadas. Destaque para a Wäls que trouxe nove medalhas e a Albanos que ganhou cinco.

Confira abaixo as mineiras vencedoras. Logo em seguida, inclui a lista feita pelo Beer Art com todas as medalhistas do Brasil.

OURO (4)
Albanos Brown Ale
Breedom Session IPA
Wäls Dubbel
Wäls Quadruppel

PRATA (5)

Breedom Lager (categoria International Lager)
Capapreta Euphoria Juice IPA 7%
Capapreta Session IPA
Laut Montesa Pilsen Premium Beer (categoria International Lager)
Wäls 42 (categoria Belgian Strong Ale)

BRONZE (10)

Albanos Dry Stout
Albanos Life Lager (categoria International Lager)
Albanos Pumpkin (categoria Herb & Spice)
Albanos Session IPA
Wäls Belgian Witte (categoria Belgian Style Witbier)
Wäls Fruit Lambic (categoria Flavoured Wild/Sour Beer)
Wäls Hopcorn IPA (categoria American Style IPA)
Wäls Petroleum (categoria Imperial Stout)
Wäls Session Haze (categoria Session IPA)
Wäls Trippel

Lista completa com todas as cervejarias brasileiras:

OURO (35 premiadas, em ordem alfabética)
Albanos Brown Ale
Ashby American Pale Ale
Baden Baden Cristal (categoria International Lager)
Breedom Session IPA
Búzios Manguinhos (categoria Dark Lager)
Campinas IPA Zero 0,3%
Colorado Guanabara (categoria Wood Aged)
Dom Haus Coconut Fondant
Eisenbahn Unfiltered (categoria Amber/Dark Kellerbier and Rotbier/Red Lager)
Flamingo Beer & Co. Witbier
Fredericia Bock
Goose Island Brewhouse São Paulo American Style Wheat
Goose Island Brewhouse São Paulo Yellow Line (categoria Seasonal)
Avós Imperial Baltic Coffee Reserva 2022 – Imperial Baltic Porter With Catucaí 24/137 Coffee
Avós Imperial Baltic Negroni Special Edition Imperial Baltic Porter With Negroni (categoria Experimental)
Leopoldina Italian Grape Ale
Leopoldina Tripel
Lohn Bier Carvoeira (categoria Herb & Spice)
Masterpiece Van Gogh (categoria Flavoured Wild/Sour Beer)
Noi Avena (categoria Belgian Style Blonde)
Noi Bárbara (categoria Barley Wine)
Noi Diavolo (categoria Belgian Strong Ale)
Noi Fiorella (categoria American Style IPA)
Paulistânia Marco Zero (categoria Classic Pilsener)
St. Patrick’s Barley Wine
St. Patrick’s Dry Stout
St. Patrick’s Hoppy Lager
St. Patrick’s Irish Car Bomb (categoria Imperial Stout)
St. Patrick’s Old Ale
Stannis Mamma Sour (categoria Oud Bruin)
Stannis Red Sönja (categoria Pale Beer / Amber)
Stannis Scarlett Flanders
Unika Catharina Sour – Caju e Pitanga
Wäls Dubbel
Wäls Quadruppel

PRATA (37 premiadas, em ordem alfabética)

Ashby Weiss (categoria Strong Wheat Beer)
Baden Baden Witbier 0%
Baltic Base Baltic Porter
Breedom Lager (categoria International Lager)
Capapreta Euphoria Juice IPA 7%
Capapreta Session IPA
Campinas Amber Ale
Campinas Session IPA Todo Dia
Colorado Black Indica (categoria Black IPA*)
Colorado Demoiselle (categoria Flavoured Stout/Porter)
Colorado Indica (categoria English Style IPA e outras)
Colorado Ithaca (categoria Imperial Stout)
Colorado Smoked Porter
Dom Haus Dom Hanks (categoria Session IPA)
Dom Haus Framboise Fondant (categoria Fruit & Vegetable)
Eisenbahn Weizen Bier (categoria Bavarian Style Hefeweiss)
Fiducanso Oak Aged
Hausen Bier Dunkel (categoria Dark Lager)
Insana Blend Pinhão 2017
Laut Montesa Pilsen Premium Beer (categoria International Lager)
Leopoldina Italian Grape Ale Rose
Lohn Bier Todanossa (categoria Brazilian Pale Ale)
Louvada Hop Lager
Louvada IPA Gf (categoria Gluten-free)
Paulistânia Laralima (categoria American Style Wheat Beer)
Quinkas Douglas (categoria Stout)
Quinta Do Malte Qm (categoria American Style IPA)
St. Patrick’s American IPA
St. Patrick’s Pilsen (categoria International Lager)
Salles Bier Lord Imperial IPA (categoria English Style IPA e outras)
Salles Bier Labuta American Pale Ale (categoria American Style IPA)
Stannis Brigit Ale (categoria American Style Pale Ale)
Stannis Rouge Nammu (categoria Fruit & Vegetable)
Stannis Wild Wanda (categoria Flavoured Wild/Sour Beer)
Villa Alemã Lager (categoria International Lager)
Xaraés Premium Lager (categoria Classic Pilsener)
Wäls 42 (categoria Belgian Strong Ale)

BRONZE (48 premiadas, em ordem alfabética)

Albanos Dry Stout
Albanos Life Lager (categoria International Lager)
Albanos Pumpkin (categoria Herb & Spice)
Albanos Session IPA
Al Fero Birrificio Baron De Charlach (categoria Fruit & Vegetable)
Ashby British Strong Ale (categoria Bitter over 5.5%)
Ashby Puro Malte (categoria International Lager)
Baden Baden Golden (categoria Herb & Spice)
Baden Baden IPA (categoria American Style IPA)
Bohemia Puro Malte (categoria International Lager)
Bohemia Reserva (categoria Strong Ale)
Brahma Chopp (categoria International Lager)
Brahma Duplo Malte (categoria International Lager
Búzios Aretê (categoria Session IPA)
Búzios Ferradura (categoria Belgian Style Strong)
Colorado Appia (categoria Honey & Maple Syrup)
Colorado Cauim (categoria International Lager)
Colorado Kuya (categoria Specialty)
Colorado Ribeirão Lager (categoria Classic Pilsener)
Colorado Vixnu Imperial IPA 9,5%
Dom Haus Billy’S Milkshake (categoria English Style IPA e outras)
Dom Haus Dom Lennon Hazy (categoria American Style Pale Ale)
Eisenbahn IPA (categoria American Style IPA)
Flamingo Beer & Co. Lager (categoria Classic Pilsener)
Goose Island Brewhouse São Paulo Memory Lane (categoria Seasonal: Maibock/Helles Bock)
Hausen Bier Weiss
Insana Red Ale
Leopoldina Barley Wine (categoria Wood Aged)
Louvada Low (categoria Light Lager)
Loveland American Wheat
Masterpiece Catharina Sour With Jabuticaba (categoria Fruit & Vegetable)
Pink Small Small Lager With Blackberry And Red Dragon Fruit (categoria Flavoured Lage)
Salles Bier Danube Vienna Lager 5,4%
St. Patrick’s Acid Trip (categoria Catharina Sour)
St. Patrick’s Coffee IPA
Skol Pilsen (categoria International Lager)
Skol Puro Malte (categoria International Lager)
Stannis Ororo Dunkel (categoria Dark Lager)
Stannis St. Paddys (categoria Flavoured Stout/Porter)
Stannis Super Nina (categoria Hoppy Pilsener)
Steudel Cervejas Especiais – Rl Oktoberfest – Maerzen
Wäls Belgian Witte (categoria Belgian Style Witbier)
Wäls Fruit Lambic (categoria Flavoured Wild/Sour Beer)
Wäls Hopcorn IPA (categoria American Style IPA)
Wäls Petroleum (categoria Imperial Stout)
Wäls Session Haze (categoria Session IPA)
Wäls Trippel
Xaraés Oatmeal Stout

Cervejaria Artéza aposta em cervejas de fabricação própria e novidades no cardápio

Jarret suíno, tábua mista e chamuça de camarão são destaques

A Cervejaria Artéza se destaca pelos seus estilos de cervejas especiais e mantém na sua unidade do Prado um tapping sempre abastecido de estilos já referendados pelo público pela sua qualidade. A casa também vem investindo e ampliando seu cardápio gastronômico, desenvolvido para acompanhar tanta cerveja maravilhosa.

São três novos pratos no seu cardápio, como a panturrilha de porco, ou jarret suíno, com mandioca e manteiga de garrafa. Um corte charmoso, carnudo, que já está fazendo sucesso na casa. Tem ainda a Tábua Mista com ancho, peito de frango, linguiça calabresa, queijo coalho, pimentões coloridos e cebola grelhados. Acompanha o delicioso molho agridoce sweet chilli.

Outra novidade é a chamuça de camarão, uma iguaria indiana que é um dos preparados mais tradicionais do sul da Ásia. É um pastel triangular feito, no nosso caso, com massa de rolinho primavera e recheio de camarão. A porção vem com 15 pasteis. Acompanha o delicioso molho agridoce sweet chill.

No tepping, 16 estilos estarão disponíveis aos clientes, todos de fabricação própria. Os destaques são a Jack Porter, cerveja maturada em lascas de carvalho francês com adição do whisky Jack Daniels. Uma edição limitada. E a GoiAPA, que é uma APA com polpa de goiaba fresca. Além disso, há a Pilsen, Munich Helles, Belgian Pale Ale, American Wheat, Juliana Sour Catharina Sour, Vienna Lager, Brown Lager, Irish Red Ale,Pale Ale Irlandesa, Session IPA, American IPA, Bruto Imperial stout.

Todo o cardápio foi pensado para ser a melhor cia para as cervejas. Entre os destaques estão os palitos crocantes de queijo coalho, empanados na farinha panko, acompanhados de geleia de goiaba picante. A clássica picanha grelhada, com batata frita e molho chimichurri, não poderia faltar. E ainda, a panceta crocante, que é a barriga de porco crocante acompanhada chips de batata doce e maionese de limão siciliano. Outra boa opção é o ancho grelhado com molho chimichurri e batata frita. A Onion Rings da casa vem numa Torre de Cebolas empanadas e crocantes, acompanhadas de três molhos. O galeto grelhado é outra boa pedida e vem com molho de cebola, manteiga, pimenta verde e batatas fritas. O Pulled Pork vem num rolinho crocante de carne de porco defumada com páprica picante, acompanha molho cheddar e molho barbacue. São 10 unidades por R$ 23,90. Tem também a costelinha com barbacue com batatas fritas. Já a tilápia é empanada no fubá e vem guarnecida de fritas e maionese de limão. Tem ainda um delicioso espetinho de frango com queijo, acompanhado de maionese e barbecue.

A casa tem um menu especial para hambúrgueres e cachorros quentes gourmets. Um dele é o EGG, com pão artesanal, 100 gramas de hambúrguer bovino, ovo, molho cheddar, e barbecue. O Old Schoolé montado num pão de brioche, com 150 gramas de hambúrguer bovino, cebola caramelizada, bacon fatiado, molho cheddar e barbacue. Já o Smoked vem no pão artesanal, 150 gramas de hambúrguer bovino defumado, chips de cebola, molho de queijo e bacon em tiras. O Divine tem pão australiano, 150 gramas de hambúrguer bovino, cebola caramelizada e defumada, bacon fatiado, molho cheddar, onion ring e ovo.

Nos cachorros quentes, boas opções. Tem o Hot Dog Vira Lata, que tem pão de hot dog, salsicha, cebola crispy, molho de maionese, cheddar e barbecue. Já o Pinscher tem pão de hot dog, linguiça fininha defumada, molho de queijo, barbecue, batata palha. O Rotweiler também tem pão de hot dog, linguiça fininha defumada, molho de maionese com páprica, cebola crispy e bacon assado. Todos acompanham batatas fritas clássicas ou chips. A casa também tem uma carta de drinks com os clássicos da coquetelaria.

Sobre a Artéza:

A Artéza é uma cerveja artesanal fundada há seis anos que utiliza apenas ingredientes nobres em seu processo de produção. Recebeu esse nome por ser um produto totalmente caseiro e natural, isto é, artesanal em todos os sentidos da palavra. Inicialmente, as receitas da Artéza foram desenvolvidas para serem degustadas apenas em reuniões de família. Em pouco tempo, amigos e colegas também passaram a demonstrar apreço e, consequentemente, veio a necessidade de se profissionalizar, a fim de tornar a Artéza um produto para todos degustarem a apreciarem. Desde 2019, uma charmosa casa no Prado virou um reduto cervejeiro de Belo Horizonte e point perfeito para todos os amantes de uma boa breja artesanal.

Eu já falei sobre a casa aqui – Espaço Artéza: um espaço para se sentir em casa com cerveja em BH

O bar é um empreendimento de Marlos Pires Gonçalves, sócio da Cervejaria Artéza. “Este nosso projeto visa disseminar, popularizar a cultura cervejeira e oferece ao público uma boa variedade de cervejas e chopes artesanais a preços justos e também uma cozinha toda feita à mão”, comenta Marlos Pires. O local possui uma decoração mais rústica e eclética, com ambientes internos e externos e até mesmo um carro antigo como parte do cenário. Trata-se de um espaço criado no fundo do quintal de uma clássica residência do Bairro Prado. A entrada da garagem se transformou em um espaço destinado à exposição de obras de arte. Logo em seguida, as pessoas dão de cara com a frente clássica de uma  Kombi da década de 80, transformada em caixa do estabelecimento. Outro ambiente do bar é a área aberta, toda gramada, onde é possível estender toalhas para observar o céu, durante o dia ou à noite, ou mesmo ficar embaixo de um guarda sol.

Agora, essa proposta chega a Contagem também.

Espaço Artéza Prado BH
Endereço:
 Rua Cuiabá, 302 – Bairro Prado – BH
Mais informações: (31) 985111692
Instagram: https://www.instagram.com/cervejaarteza/
Funcionamento:de segunda a sexta das 17h até meia noite. Sábado, domingo e feriado, das 11h até meia noite.
Formas de pagamento: aceita dinheiro, cartões de crédito e débito
A casa está no iFood.

Cervejas Krug Bier inspiram o cardápio de novo restaurante em Contagem

O Província Bistrô promete uma experiência de boa gastronomia dentro de uma plataforma de trem

Uma antiga estação de trem foi o conceito escolhido para o Província Bistrô, novo bar em Contagem, com gastronomia contemporânea e de fusão, assinada pelo chef Vinícius Paz, que mescla estilos e ingredientes locais. O espaço conta com vários ambientes, incluindo uma plataforma de embarque, ambiente externo e um charmoso vagão de passageiros com mesas perfeitas para aquela noite especial em casal. Destaque também uma verdadeira locomotiva austríaca, do lado de fora, e que dá o tom de toda a decoração.

Cada prato do cardápio foi pensado para harmonizar com as cervejas Krug Bier, presentes em oito chopes e 20 rótulos engarrafados. Destaque para o Chorizo Terra de Minas, que acompanha molho de queijo canastra e alho confit, e que combina perfeitamente com a Krug German Pills, uma cerveja leve, refrescante, com final seco e amargor na medida. Também não deixe de experimentar a tilápia crocante junto da cerveja Krug Calúnia APA, que é leve e cítrica, e a Linguiça & Provoleta mais a Krug Sarcasmo ESB.

O menu ainda oferece alternativas vegetarianas (duas burratas, Terrine Mediterrânea feita com cream cheese de ervas e azeitonas confitadas, Bruschetta de Tomates Assados), a Batata do Condado para veganos e diversas opções de petiscos, massas e grelhados, além de uma seleção de queijos da casa, todos sempre indicados com uma cerveja Krug específica. “Nossa carta tem versatilidade para atender todos os públicos, pois se concentra em entregar variedades de ingredientes e diferentes técnicas em combinações que agradam qualquer paladar, principalmente por meio da nossa variedade de molhos”, conta o chef Vinícius.

Para se consolidar rapidamente como uma das principais casas da cidade, o espaço ainda aposta em música ao vivo de quinta a domingo, cursos rápidos, vivências gastronômicas, fácil acesso e estacionamento gratuito.“Queremos promover uma experiência completa para nossos clientes, idealizada desde o momento em que chegam ao restaurante, até o atendimento, mais os pratos e bebidas servidos”, finaliza o proprietário do Província Bistrô, Eliezer Castro.

KRUG BIER NO PROVÍNCIA BISTRÔ
Local: R. Joaquim Rocha, 102 – Centro, Contagem
Funcionamento: terça a quinta – 18h às 00h | sexta – 18h às 01h | sábado – 12h às 01h | domingo – 12h às 18h
Instagram: @krugbier @provinciabistro

Bebendo cerveja de forma responsável

No final de junho, assisti à palestra “O papel do álcool no processo civilizatório e consumo responsável”, que fez parte do Congresso “Cerveja é Gastronomia” organizado pela Abracerva e pelo Sindicerv.

As falas do Dr. Fernando Soléra, coordenador da Comissão de Controle de Doping da CBF e médico oficial de Controle de Doping da FIFA e Conmebol, que destacou o consumo responsável, me chamou atenção, por isso resolvi trazer esse assunto aqui para o blog.

De acordo com o Dr. Fernando, o álcool é absorvido pelo corpo de forma rápida. Dentro de uma hora, já absorvemos todo o álcool que consumimos. Porém, a velocidade vai depender da concentração de álcool que tem a bebida e do estado de nutrição da pessoa.

A absorção do álcool é mais rápida quando a bebida alcoólica é ingerida com estômago vazio, provocando um pico elevado de concentração no sangue. Agora, se tomar bebida alcoólica com proteínas, gorduras e carboidratos, que são os principais tipos de alimentos energéticos, a absorção é melhor. Por isso, NUNCA BEBA COM O ESTOMAGO VAZIO!

O álcool ingerido é transportado pelo sangue para todos os tecidos que contém água. As maiores concentrações encontram-se no cérebro, no coração, nos rins, no músculo e no fígado.

É no fígado que cerca de 90% a 95% do álcool ingerido é metabolizado.  Diferente da absorção, a metabolização do álcool é lenta. Ou seja, a expulsão do álcool do corpo acontece devagar. Pode demorar até 8 horas. O EFEITO É PROPORCIONAL A DOSE. Ou seja, quanto mais bebida ingerida, mais tempo ela vai ficar no seu corpo. E mais sentirá o efeito negativo do álcool.

Foto: Pixbay

Consumido em grande quantidade, nosso fígado não consegue metabolizá-lo, passando a atingir todo o organismo, incluindo o coração, o sistema nervoso central, o estômago e os rins, provocando diversas reações responsáveis pela “embriaguez”.

Além da dosagem, outros fatores interferem na metabolização do álcool. Cada corpo metaboliza o álcool de uma forma. Por isso, NÃO EXISTE UMA DOSAGEM IDEAL.

As diferenças no metabolismo do álcool podem colocar algumas pessoas em maior risco para desenvolver problemas relacionados ao álcool. Independentemente da quantidade que uma pessoa consome, o corpo pode metabolizar apenas uma certa quantidade de álcool a cada hora.

Por exemplo, as mulheres metabolizam o álcool mais lentamente que os homens e, consequentemente, apresentam uma concentração de álcool no sangue mais elevada após consumo da mesma quantidade de bebida.

A distribuição de gordura no corpo de homens e mulheres, por exemplo, é diferente e isso acaba impactando a circulação do álcool. Outra diferença está na quantidade de água no organismo, pessoas do sexo femino apresentam um volume um pouco menor e, ao ingerir a mesma dose de álcool, ficam com uma concentração maior no corpo. 

Além disso, geralmente, as mulheres contam com menos enzimas no fígado para metabolizar o álcool e isso pode fazer com que os efeitos da bebida persistam por mais tempo no seu corpo. Por tudo isso, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de outras autoridades médicas é a de que mulheres sempre bebam em menor quantidade do que os homens em uma mesma ocasião. 

Outros fatores que interferem além do sexo feminino ou masculino são: a idade, a estrutura física (altura, massa corporal), a vulnerabilidade genética, o estado de saúde o, padrão de consumo e os contextos relacionados à ingestão de bebidas alcoólicas (se bebe durante as refeições, por exemplo).

Além da alimentação, a hidratação durante e após o consumo da bebida alcoólica também é importante. Estar hidratado quando beber (um copo de água para cada um de álcool) e ingerir muito líquido também no dia seguinte ajuda a eliminar pela urina as toxinas que restam no corpo.

 Foto: IS/

Portanto, sabemos que o excesso de álcool é muito prejudicial à saúde.

Porém! Porém! Seu consumo responsável é benéfico. De acordo com o Dr. Fernando, existem pesquisas cientificas que falam sobre os benefícios do álcool para o organismo. Hoje, isso é um fato na medicina. Inclusive, já falei sobre isso aqui – Benefício da cerveja para a saúde

Outro dado interessante trazido pelo médico é que, no Brasil, 5% da população é alcoólatra. “Para uma população, 5% é muita coisa. Porém, devemos levar em consideração também outro dado: que o Brasil é o país com o menor percentual de pessoas alcoólatras. E isso é muito bom.”, finaliza.

Enfim, já sabemos o que devemos e o que não devemos fazer. Seja responsável, respeite os limites de seu corpo.

Fontes: Palestra Dr. , Dr. Fernando Soléra durante o Congresso “Cerveja é Gastronomia”
Site Universidade Federal do Ceará – Seara da Ciência
Site CISA – Centro de Informação sobre Saúde e Álcool
Site Dr. Jairo Bouer

La Bière HopCast comemora 2 anos no ar com cerveja e música boa

Por Déborah Arduini
@cervejeirauai

Produzido e apresentado por Gleison Silveira e Danilo Soares, integrantes da banda La Bière Breja Music, o La Bière Hopcast comemorou, no mês de maio, dois anos no ar.

Em 2020, durante a pandemia, quando muitos estavam em casa, isolados, carentes de um bom papo na mesa de bar com os amigos, Gleison e Danilo resolveram criar o HOPCAST com o propósito de conectar diversos universos e aproximar as pessoas. Desde então, há dois anos eles vêm cumprido com esse objetivo. Em um clima descontraído, como de uma mesa de bar, eles recebem, quinzenalmente, convidados de diversas áreas. Os principais temas abordados no podcast são música, cerveja, artes visuais, comunicação e business, sempre correlacionando com a cerveja, que é a maior paixão dos apresentadores.

Ao longo dos 54 episódios, os ouvintes puderam degustar entrevistas marcantes, enriquecedoras, interessantes, emocionantes e inéditas. Através do amplo conhecimento nos temas abordados, Danilo e Gleison conseguem tirar muitas histórias, conhecimentos e informações de seus convidados. É um momento de descontração, mas sem deixar de lado o conhecimento, reflexão e, algumas vezes, até a emoção. Para Danilo, o HOPCAST representa um grande e caloroso abraço de boas-vindas do mercado cervejeiro nas pessoas que gostam de cervejas especiais, mas não estão inseridas totalmente nesse universo. “É um convite à experimentação conjunta da apreciação musical e cervejeira. Além disso, o Hopcast é o portal da construção de amizades maravilhosas.”, fala Danilo.

Foto: Divulgação

O canal vem crescendo, ganhando cada vez mais adeptos e registrando bons números de audiência. Hoje, ele está presente nas principais plataformas de streaming como o Spotify, o Deezer, a Apple Podcasts, o Google Podcasts e o Amazon Music. Ao todo, o podcast soma, aproximadamente, 11.300 plays desde seu lançamento. Ele já foi ouvido em mais de 30 países e os seus ouvintes mais presentes estão no estado de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Como resultado do bom trabalho, o HOPCAST já esteve no topo do ranking da Apple Podcasts na categoria “Entrevistas Musicais”. Os entrevistados que configuram na lista de top 5 do podcast são: Rogério Skylab, músico e ensaísta; Heitor Silva, embaixador craft do grupo Heineken no Brasil; Pri Colares, sommelière de cervejas e Marcelão, criador de mini-vídeos; Bia Amorim e Cilene Saorin, somelières de cerveja; e Felipe Vassão, produtor musical e compositor.

Com tantos números positivos, o canal passou a mostrar credibilidade e, hoje, conta com o patrocínio e apoio das empresas Part Comunicação, Escola Mineira de Sommelieria e Prussia Bier, além da contribuição de um grupo de apoiadores através da plataforma apoia.se/labierehopcast. Esse grupo é aberto para todos que queiram ajudar. São pré-estabelecidos valores que devem ser pagos mensalmente. Com isso, além de ajudar o projeto, o apoiador recebe recompensas. Gleison acredita que as pessoas que os apoiam estão ali não apenas pelas recompensas, mas pela possibilidade que têm de se expressar, interagir e fazer parte de um coletivo que busca construir e contribuir com algo positivo para a cultura através da cerveja e da música. “Nossos apoiadores trazem, de fato, uma possibilidade de nos reconhecermos, nos validarmos, nos inspirarmos e nos impulsionarmos juntos, como um time. Acredito que esse reconhecimento mútuo é o que motiva as pessoas a botarem suas fichas em um projeto que transpira devoção e entrega. Além de nos ajudar, eles têm alguns benefícios, que são ótimas ferramentas na construção dessa comunidade, principalmente os de valor quase intangível, como os contatos diretos que os apoiadores podem ter com os convidados e a possibilidade de participações diretas no programa. ”, ressalta Gleison.

Para celebrar momentos de conexões e comemorações, o La Bière Hopcast, em parceria com a Prussia Bier, lançou a Hopcast Lager, uma cerveja do estilo Hop Lager, aromática, leve, fácil de beber e de harmonizar com pratos e momentos. Ideal para acompanhar papos, playlists e ideias. A cerveja se esgotou rapidamente no e-commerce da cervejaria, porém algumas unidades estão sendo comercializada durante os shows da banda e sorteadas entre os apoiadores do programa enquanto houver estoque e enquanto aguardam uma nova produção.

Mas, a dupla não para por aí. O objetivo de Danilo e Gleison é expandir ainda mais com novos projetos envolvendo música e cerveja. Além de prosseguir com o trabalho iniciado no La Bière Breja Music, fazendo shows, e continuar com o podcast, a ideia deles é manter a gravação de alguns episódios de maneira presencial, o chamado La Bière ON TAP e, ainda, promover um evento com identidade própria, o La Bière ON TAP FEST. Esse evento, que promete agitar os sedentos por cerveja, música e conhecimento, é um projeto que já está sendo estruturado e encaminhado para os acertos finais.

Sobre o La Bière Breja Music

O projeto La Bière Breja Music foi fundado em Belo Horizonte, em 2017, e conta com Gleison Silveira (percussões/voz) e Danilo Soares (voz/cordas).

Esses amigos decidiram unir duas grandes paixões: a música e a cerveja. Com músicas autorais que inserem, de fato, o universo cervejeiro no palco, a banda já fez, aproximadamente, 100 show. Os shows acontecem, em sua grande maioria, na capital mineira, Belo Horizonte. Além de outras cidades mineiras, eles já se apresentaram na cidade do Rio de Janeiro e em Belém.

Musicalmente, escolhem roupagens diferentes e criativas que vão além do Rock’n Roll. Eles somam pitadas de elementos brasileiros em músicas autorais e releituras como: “Garçom” (Reginaldo Rossi), “O Que Se Chama Amor” (Só Pra Contrariar), dentre outras. Sempre abordando de maneira moderna e natural a cultura cervejeira. Assim, a dupla criou o conceito “Breja Music – Músicas Para Beber”.

Além dos shows, a banda está inserida no cenário cervejeiro artesanal nacional. Através das redes sociais, eles promovem intercâmbios criativos com o mercado cervejeiro. Nas cervejarias locais, nos pontos de vendas como bares e empórios e nos locais/eventos de cultura cervejeira eles atuam prestando serviços como músicos e produtores de conteúdo.

Para ficar por dentro de todas as novidades, acompanhe a banda através das suas redes sociais linktr.ee/labierehopcast e linktr.ee/labiereoficial !