Uma visita à Uaimií: Cervejaria de Fazenda

E que tal passar por algumas horas em uma fazenda que tem uma cervejaria?

Essa foi a experiência que tive ao visitar à Uamií Cervejaria de Fazenda.

Através do projeto Aspirante Cervejeiro, promovido pelo Jefferson Brandão (@solarbrandão), fomos convidados pelo mestre-cervejeiro da Uamií, Alef Alves, para passarmos um dia nas instalações da fábrica. E que dia incrível! Vem comigo que te conto mais! E, no final, eu conto como fazer uma visita à fábrica!

O local

A Uaimií é uma autêntica cervejaria aos moldes das aconchegantes “Ferme Brasserie” ou “Farmhouse Brewery” da Europa e Estados Unidos. Sua fábrica está localizada nos centenários caminhos da Estrada Real, berço de importantes e reconhecidos fatos históricos do Brasil colônia, hoje incorporados e preservados pela cervejaria como patrimônio fundamental do espírito da marca.

São 1.000 m² de área construída, inspirada na famosa Casa de Ópera de Ouro Preto (teatro mais antigo em funcionamento nas Américas). Na sede principal, fica a fábrica da cervejaria, que conta com seis tanques fermentadores, com capacidade de fabricar 12 mil litros de cerveja por mês, podendo chegar a 24 mil litros.

Lembrando que a Uamií conta com 9 rótulos fixos: Uaimií Pils (Pilsen),Barão Eschwege (Dortmunder Lager), Saint Hilaire (Bière de Garde), Capitain Burton (American Pale Ale), Chico Rei (Dry Stout), Carcará (IPA), Flor da Lua (Witbier), Double IPA e Session IPA Low Carb.

Algumas cervejas da Uaimií

O espaço conta também com uma cave, um espaço subterrâneo, sem iluminação externa, utilizado para a maturação de cervejas de guarda. Por lá, tinha a Bière de Garde guardada a 5 e 7 anos. Humm.

Na parte superior, tem um bar muito gostoso, onde pode-se apreciar as cervejas da casa com uma vista natural, com montanhas, flores e florestas. Na fazenda, além da produção de cervejas são também cultivadas flores e folhagens bem como preservados outros 40 hectares de mata virgem.

Além disso, dentro da Fazenda tem uma capela muito linda e super conservada!

Capela da fazenda

Para comer e para beber

Neste dia em que estivemos lá, os tanques de American Pale Ale e IPA estavam com a cerveja pronta, fresquinha e liberada para degustação. As duas, de excelente qualidade! Pensa na experiência de poder você mesmo tirar aquela cerveja fresquinha direto da torneira dos fermentadores? Isso não tem preço!

O almoço foi um típico prato de fazenda completo: Arroz, feijão, carne moída com umbigo de banana, batata ao forno, salada de couve com tomate. Acompanhado de suco, água, American Pale Ale e, para a glicose, uma deliciosa palha italiana e café.

Depois do almoço, podemos descansar um pouco e aproveitar mais um pouquinho daquele espaço maravilhoso, com contato direto com a natureza. Não canso de repetir: Que lugar maravilhoso!

Ah, detalhe, fomos de van. Mais seguro para todos!

Foi uma experiência incrível que todo apreciador de uma boa cerveja deveria ter. Agradeço, novamente, ao Jefferson pelo projeto e ao Alef pela recepção e organização dessa visita.

Agora, você também quer ter uma experiência parecida com essa? A fábrica abre ao público! Eles oferecem dois tipos de modalidades de visitação. Vou colocar aqui a imagem com todas as informações necessárias. Lembrando que essas informações podem mudar com o passar do tempo, por isso, dependendo do dia que estiver lendo, pode ter mudado valores e dias. Confirme sempre antes!

Antes de colocar a imagem, quero lembrar que a Uaimií também tem um Brewpub em Belo Horizonte. Eu já contei sobre ele aqui. Clique nesse link a seguir e confira: Onde beber em BH: Uaimií

CERVEJARIA UAIMIÍ
Estrada de Capanema, km 9.
Distrito de Acuruí – Itabirito (MG).

Heineken abre mão da estrela vermelha em prol da sustentabilidade

A partir deste mês, a Heineken traz três novos rótulos, colecionáveis e limitados, em um pack especial que reforça os compromissos da marca para um futuro mais sustentável. Como símbolo da energia limpa, os novos rótulos trazem ainda uma mudança na icônica estrela vermelha, que passa a ser temporariamente verde.

Desde o ano passado, a Heineken anunciou sua produção com energia 100% renovável nas fábricas de Alagoinhas (BA), Araraquara (SP), Ponta Grossa (PR) e, até 2023 em Jacareí (SP).

Pontos de vendas da cidade de São Paulo e algumas cidades do interior receberão os packs comemorativos, que estarão disponíveis até meados de dezembro, ou até quando durarem os estoques.

“Queremos que essa edição comemorativa se torne um símbolo dos desafios que estão nos movendo hoje e dos compromissos que assumimos para um futuro mais verde. E que possa incentivar nossos consumidores a caminharem ao nosso lado nessa jornada com menos impacto ao meio ambiente”, disse Gabriel D’Angelo Braz, diretor de marketingda Heineken.

Na última semana, como parte da estratégia de sustentabilidade #GreenYourCity, a Heineken iluminou de verde prédios icônicos de São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro.

Fonte: Propmark

Brasil Beer Cup premia as melhores cervejas da América Latina

Cervejarias mineiras levam 22 medalhas no Brasil Beer Cup 2021

Entre 21 a 24 de novembro, aconteceu, em Florianópolis, o Brasil Beer Cup, o mais novo concurso de cerveja do Brasil. As cervejarias mineiras, que estão crescendo a cada dia no mercado tanto em quantidade quanto em qualidade, garantiu algumas importantes medalhas para o estado.

Cervejarias comerciais de todos os portes e de toda América Latina puderam inscrever suas cervejas, bem como os cervejeiros caseiros, que também puderam submeter suas criações do estilo Catharina Sour para avaliação e julgamento.

Com o time composto majoritariamente por mulheres, o Brasil Beer Cup teve dentre suas pautas focais, a equidade e a diversidade, imprimindo o cuidado com essa temática no projeto, se consagrando como o 1º concurso mundial a contar com uma liderança feminina.

Vinte um estados brasileiros, além do México e Uruguai enviaram cervejas para participar do concurso. Foram 1.216 cervejas inscritas, 270 cervejarias inscritas, 45 cervejeiros caseiros, 157 estilos diferentes com inscrições.

O concurso premiou 269 rótulos de cerveja brasileiros, sendo os três estados com maior número de cervejas inscritas: Santa Catarina, com 30%; São Paulo, com 16%; Paraná, com 15% e Rio Grande do Sul, com 11,54%. Minas Gerais ficou com 8% de participação.

As medalhas foram divididas por estilo. Cada estilo ganhou Ouro, Prata e Bronze.

No total foram distribuídas 83 medalhas de ouro, 94 medalhas de prata e 92 medalhas de bronze. O estado com o maior número de medalhas foi Santa Catarina, com 85. Em segundo lugar vem São Paulo, com 51. Seguido por Paraná com 41 medalhas, Rio Grande do Sul com 26 e Minas Gerais com 22.

Além da premiação por estilos, o concurso premiou três cervejas caseiras e premiou as Cervejarias do Ano (Pequeno, Médio e Grande Porte), de acordo com o número de medalhas, e três Cervejas do Ano (Comercial, Experimental e Inovação), aquelas com os rótulos mais premiados com medalhas de ouro.

Cervejas do ano

– Melhor Cerveja Experimental do ano: Cerveja Berliner Weiss – Grupo Petrópolis
– Melhor Cerveja Comercial do ano: Cerveja Belgard Catharina Sour Pitaya e Maracujá -Cervejaria Belgard
– Melhor Cerveja Inovação: Cerveja Clara de Fazenda – Endemic Brewing CO

Cervejarias do ano

Cervejaria de Grande Porte: Cervejaria Blumenau (Blumenau-SC)
Cervejaria de Médio Porte: Cervejaria Bodebrown (Curitiba-PR)
Cervejaria de Pequeno Porte: Cervejaria Masterpiece (Niterói-RJ)

A melhor Catharina Sour Caseiras

– Catê – Cervejeiro: Guilherme Martins Grosseli (São Paulo)
– Eva Catharina Sour: Cervejeiro: Plati Pedraja (Paraná)
– Catharina Sunset: Cervejeiro: Robson Bertuzzo (Rio Grande do Sul)

Confira as 22 cervejas mineiras premiadas

OURO

Cervejaria Albanos – American Brown Ale
Hausmalte Cervejaria – Dépasse – Belgian Strong Dark Ale
Ôh Barba Cerveja – Kopf Kölsch – German Koelsch
Cervejaria Wäls – Quadruppel – Belgian Quadrupel
Cervejaria Wäls – Trippel – Belgian Tripel
Cervejaria Wäls – Verano – English Pale Ale
Cervejaria Fürst – Catalina Weiss – German Leichtes Weizen
Cervejaria Brüder – Red Lager – American Amber Lager
Cervejaria Sátira – English Pale Ale – Special Bitter

PRATA

Cervejaria Fürst – Oktoberfest – German Maerzen
Cervejaria Caraça – Caraça Bock – German Bock
Cerveja Jybá – Jybá Sour Woodaged – Brazilian Beer com madeira
Cervejaria Slod – Slod Dry Stout Cacau – Irish Dry Stout
Cervejaria Colt Brew – English Summer Ale
Cervejaria Libertastes – Dediprosa – Wee Heavy

BRONZE

Cervejaria Capa Preta – Tropical Blonde – American Cream Ale
Hausmalte Cervejaria – Juice Hops – Juicy ou Hazy IPA
Cervejaria Caraça – Caraça Cacau Hop Lager – Chocolate Beer
Cervejaria Caraça – Pub Amber – American Amber Lager
Cervejaria Sátira – Sátira Lager – Munich Helles
Cervejaria Libertastes – Oncotô – American Wheat Wine
Cerveja Jybá – Jybá Sour – Brazilian Beer cm frutas

Clique aqui para conferir a lista completa com as cervejas premiadas.

Cervejarias esperam aumento no consumo de chope para confraternizações de final de ano

Depois de um ano com vendas bem travadas por conta da pandemia, 2021 promete ter um cenário diferente. Com a perda da força do surto de Covid-19, este fim de temporada promete o retorno de eventos presenciais e uma das apostas das cervejarias é na venda de chope. Esse formato tem muitas vantagens, já que basta encomendar o serviço que a equipe da cervejaria instala o equipamento no local desejado e você não tem que se preocupar em comprar cerveja, por pra gelar e o preço também costuma ser vantajoso. Até copos descartáveis costumam vir no pacote. Tudo prático e fácil. Além das confraternizações empresariais e familiares de fim de ano, os eventos de réveillon e a própria reabertura permitida para festas também alavancam esse mercado.

A cervejaria Läut espera 20% de aumento nas vendas. A marca investiu bastante na estrutura de delivery, que pode ser solicitado pelo site da empresa ou whatsapp especial para entrega de chope. A Läut tem participado de grandes eventos e realizado um trabalho intenso de ativação da marca, e nessa época do ano os pedidos para esse formato crescem muito. Ela ainda consegue atender em diversos pontos de Minas Gerais através do sistema Läut Express. Esse é um modelo de distribuição que atende as pessoas físicas e jurídicas. Uns dos grandes gargalos na expansão comercial do chope são os custos logísticos e os cuidados necessários no serviço, por ser um produto sensível e com curto prazo de validade. Além dos itens citados acima, os custos com maquinários, chopeiras, câmaras frias e barris também são fatores relevantes. O modelo, então, permite aos parceiros locais investirem no seu próprio negócio, passando a deter o direito de distribuição do chope em sua região, com todo o suporte da indústria para que os produtos cheguem ao consumidor final com segurança e qualidade.

Um parceiro regional tem a vantagem de conhecer a praça de atuação e ter a confiança e credibilidade do mercado local. Por ser o dono do negócio, a expectativa é de que haja um envolvimento e um engajamento maior, gerando uma intimidade entre a marca e o público consumidor local. A Läut oferece toda a consultoria necessária para execução do negócio, desde a área financeira até marketing e vendas. O intuito maior é a padronização na exposição da marca, no atendimento e no modelo de negócio em si. Uma parceria íntima e contínua. Esse conceito acelera a expansão pelo interior de Minas e outros estados. “Há uma constante iniciativa dos interessados. Muitos têm me procurado para formar parcerias e carregar a nossa marca para as suas regiões. Este foi o ponto de partida para desenvolvermos o projeto Läut Express”, afirma Henrique Neves, CEO da Läut.

A cervejaria Lagoon está apostando em seu chope triple malte e espera um aumento médio de 41% nas vendas nestes meses que fecham 2021. É o primeiro final de ano da marca que é produzida na Indústria de Bebidas Capim Branco em Sete Lagoas e chegou ao mercado em julho com cinco rótulos, sendo eles: Triple Malt Pilsen, Lager, Amber Lager, Session IPA e IPA. A fábrica localizada em uma fazenda possui em sua frente uma lagoa e por isso a origem de seu nome: Lagoon. E a começar pelo seu rótulo com cortes exclusivos e diferenciados, a marca não veio pra ser mais uma.

A Indústria de Bebidas Capim Branco surgiu em 2006 como Cervejaria Artesamalt e se estabeleceu no mercado como uma das principais marcas de chope Pilsen em bares e restaurantes de BH e região. Em 2014 a empresa mudou seu foco para poder atender diferentes marcas de cervejas e destilados, como “ciganos” e “White Label”.Por isso, passou a se denominar Indústria.

Uma das cervejarias artesanais que está comemorando a chegada do final de ano e verão é Cervejaria 040, localizada no Jardim Canadá, em Nova Lima –MG,  atual polo das cervejas artesanais. Segundo um dos proprietários André Horta, em novembro e dezembro a cervejaria espera um aumento de 30% nas vendas, em decorrência das festividades que esse ano serão mais aquecidas. “Final de ano é uma época em que as pessoas consomem mais bebidas alcoólicas, no nosso caso, a cerveja, em decorrência das confraternizações, Natal, Ano Novo e o tempo mais quente com a chegada do verão. A cerveja pilsen é nosso carro-chefe”, comenta André.

Os sócios, Sidney Dias e André Horta, resolveram fazer o curso de Tecnologia Cervejeira e com isso, assumiram uma pequena planta fabril no Vale do Sol, em Nova Lima. Com um ano a frente dessa fábrica e estudando as dificuldades e oportunidades em se ter uma cervejaria, decidiram abandonar as antigas carreiras e se dedicar ao novo negócio. Em novembro de 2018 se mudaram para a atual fábrica no Jardim Canadá que se encontra em amplo crescimento.

Como calcular?

É bom fazer as contas. Em média, cada convidado bebe 1,5 a 2 litros de chope em um evento com 4 horas. O horário, se é de dia por exemplo, pode influenciar e o clima, com altas temperaturas, pode também ser outro fator que pode aumentar o consumo. O cliente também deve observar que se tiverem outras bebidas, como vinhos e destilados, esse consumo pode ser menor. Claro que tem gente que bebe muito mais que essa quantidade proposta por pessoa numa festa, mas há também quem não consiga atingir essa meta.  Então a dia é observar isso tudo. É importante verificar o tempo de duração de sua festa, o perfil de cada um dos convidados e saber quem vai beber cerveja, e quem bebe pouco, muito ou socialmente.

Quem bebe pouco, ode consumir em torno de 400 ml por hora. Quem bebe socialmente, pode chegar aos 700 ml e quem gosta de beber muito pode atingir até 900 ml de chope a cada hora de festa.

Foto da Laüt – crédito: JP Soul Marketing
Fotos da Lagoon – crédito: Gustavo Andrade
Foto da 040 – Divulgação site

Dicas de cervejas para beber na Primavera

A primavera esta aí e, com ela, chegaram os dias mais longos e coloridos. Não sei vocês, mas esse clima me deixa mais animada e com uma vontade danada de abrir aquela cerveja no fim do dia.

Por isso, eu convidei a sommelière de cervejas, Carol Jandoso*, para dar umas dicas gerais de cervejas ideais para se tomar na primavera!

Confira!

carol

As estações do ano influenciam muito nos nossos hábitos. Aquela sopinha de legumes do inverno já não parece tão apropriada para os dias ensolarados como os que estamos vivendo e aquela Imperial Stout deliciosa, com a chegada da primavera, está dando espaço para cervejas mais leves e refrescantes.

Essa sazonalidade não é de hoje. Os Bávaros têm orgulho de dizer que a cerveja é item indispensável em sua alimentação diária e que a única coisa que muda com o tempo é o tipo de cerveja escolhida, dependendo da estação, claro. No verão, as Weizenbier estão por todas as partes, espalhando seus aromas frescos de banana e cravo e refrescando o paladar com sua efervecência. O outono traz cervejas um pouco mais escuras e levemente mais potentes. Com a diminuição das temperaturas há um aumento no teor alcoólico, no início do inverno, os Bávaros escolhem Bocks para a ceia de Natal e nos dias mais frios embalam as noites com densas Doppelbocks. Agora, na primavera, é época das cervejas de outubro, as Oktoberfest.

A primavera chega renovando as coisas e trazendo com ela as Maibocks, uma bock clara, cerveja um pouco mais sequinha que as bocks escuras e que podem apresentar um perfil de lúpulo floral delicado e sútil.

Como pensar em primavera sem lembrar de flores e frutas aromáticas? É quase uma sinestesia, um cheiro colorido.

Historicamente os cervejeiros foram adaptando suas levas para oferecer o produto sensorialmente mais adequado para as condições climáticas, e por sua vez as condições climáticas influenciavam nas características sensoriais do produto. Temos como exemplo disso as Lambics que tradicionalmente são produzidas durante o inverno para consumo na primavera e no verão. As temperaturas amenas no início do inverno permitem a fermentação espontânea mais controlada, gerando uma cerveja mais agradável. Se o Master Blender for bom, o cervejeiro responsável pelas combinações de diferentes levas de Lambic para atingir a combinação perfeita, teremos uma cerveja refrescante e muito propícia para os dias mais quentes da primavera.

Agora vamos ao que interessa! Depois de todo esse papo de história da cerveja já estou com sede!

É com a acidez das Lambics que gostaria de começar as minhas indicações. Uma Fruit Lambic, como uma Kriek (cerejas), por exemplo, é uma ótima acompanhante para degustar com um chocolate branco, limpando o paladar e complementando o chocolate, dando a sensação de uma trufa de frutas vermelhas.

Ainda na temática “azedinhas” temos o primeiro estilo brasileiro, as Catharinas Sour, que são cervejas ácidas que levam frutas aqui das terrinhas tupiniquins. Uma boa cerveja desse estilo é capaz de acompanhar um queijo brie, neutralizando um pouco a gordura e a fruta escolhida funcionará como uma geleia, tipicamente servida junto ao queijo.

Mas nem só de acidez se vive uma primavera. Se você não abre mão de um IPA pode se aventurar tanto no mundo das Session IPAs, versões mais contidas de seu estilo original, quanto pode enveredar nos caminhos das ultra-aromáticas New Englands. Nessa categoria, encontramos cervejas tão cheirosas que muitas vezes, de olhos fechados, fica complicado identificar se é um suco de frutas tropicais ou uma cerveja. Aqui, só devemos tomar cuidado com o teor alcoólico, às vezes, uma cerveja muito potente, pode ser difícil de degustar nos dias mais quentes.

Pra finalizar, gostaria de dizer para que deixe sua imaginação fluir e seja levado pelos mais diversos estilos e sensações, faça suas apostas e avaliações. Para isso, vou deixar mais algumas dicas:

– Se está buscando acidez e refrescância, fora as Lambics e as Catharinas, aposte por exemplo em uma Gose, salgadinha e azedinha.

– Se as notas cítricas e resinosas te agradam mais, aposte em Session IPAs, Americans IPAs, White IPAs, NEs, APAs.

– Se você for um fã incondicional da escola Belga, pode escolher passar um momento ao lado de uma boa Saison, Blonde Ale ou Belgian Pale Ale, com suas inconfundíveis notas de condimentos e frutas.

– A Escola Alemã também é uma ótima opção quando estamos falando de cervejas leves. Estilos como Kölsch, German Pils, Bohemian Pilsner e Münich Helles são boas opções para a nossa primavera.

– Se você é um amante das cervejas de trigo, pode continuar degustando da sua Weiss em seu copão e, se quiser variar, pode apostar em uma Witbier ou American Wheat Beer e adicionar citricidade e um pouquinho mais de refrescância.

É isso! Lembre-se de se permitir testar e escolher seus estilos prediletos e não deixe de me contar como foi a experiência!

* Carol, além de Sommelière, é Bióloga e Mestre em Estilos. Nascida em Piracicaba, já trabalhou com produção de cervejas, treinou equipes de diversos bares e restaurantes, promoveu cursos e degustações guiadas e viajou por mais de 20 países, sempre buscando novas experiências e sabores que a fermentação pode oferecer. Veio para BH recentemente em busca de conhecer a cena cervejeira do que chamam de “a Bélgica brasileira”. Confira seu insta: @carolsommelier!

Espero que tenham gostado e aprendido um pouco mais sobre este vasto mundo das cervejas artesanais. 

Cervejas brasileiras premiadas no World Beer Awards 2021

Foi divulgado, no dia 9 de setembro de 2021, as cervejas vencedoras do concurso World Beer Awards, considerado um dos concursos cervejeiros mais importantes do mundo.

No total, NOVE cervejas brasileiras entraram para a lista de melhores cervejas de 2021 em suas categorias. Dessas nove, TRÊS são mineiras.

Confira as campeãs brasileiras:

Albanos Accidentally Sour – Brown – Melhor Oud Bruin do mundo
Wäls 42 – Mellhor Pale Biére de Garde / Saison do mundo
Wäls Fruit Lambic – Melhor Fruit Lambic do mundo
Colorado Indica – Melhor English IPA do mundo
Goose Island Midway – Melhor Session IPA do mundo
Brahma Chopp – Melhor International Lager do mundo
Colorado Catharina Toca – Melhor Berliner Weisse do mundo
Leopoldina Italian Grape Ale- Melhor Speciality Brut do mundo
Lohn Bier American Wheat Wine – Melhor American Witbier do mundo

A escolha das melhores cervejas é feita através de critérios sensoriais em dez categorias reconhecidas internacionalmente, com suas subdivisões. Veja as categorias:

Melhor cerveja escura do mundo (com 8 subcategorias);
Melhor cerveja com adição de sabor do mundo (com 9 subcategorias);
Melhor IPA do mundo (com 7 subcategorias);
Melhor cerveja lager do mundo (com 15 subcategorias);
Melhor cerveja com baixo ou sem teor alcoólico (com 9 subcategorias);
Melhor cerveja pale (clara) do mundo (com 17 subcategorias);
Melhor cerveja Sour e Lambic do mundo (Com 10 subcategorias);
Melhor cerveja specialty do mundo (com 7 subcategorias);
Melhores cervejas Stout e Porter do mundo (com 7 subcategorias);
Melhor cerveja Witbier do mundo (com 7 subcategorias).

Dentro de cada uma dessas categorias existem subcategorias. Por exemplo, dentro da categoria IPA tem as subcategorias:  American IPA, Black IPA, English IPA, Double IPA, New English IPA, Session IPA e Specialty IPA. Tem vencedora da categoria e das subcategorias.

Os juízes são especialistas reconhecidos no mercado. E o julgamento é feito em três etapas.

A primeira etapa define as cervejas vencedoras de cada país inscrito.

Veja aqui Cervejarias mineiras ganham dezenas de medalhas na primeira rodada da World Beer Awards

Em seguida, as selecionadas são provadas novamente, para definir quais são as melhores em cada subcategoria no mundo. E por fim, as vencedoras da segunda fase são colocadas à prova, para que cada categoria tenha uma vencedora.

Dessa forma, são 10 grandes vencedoras e outras 86 (+ as 10) nas subcategorias.

Além de trazer um reconhecimento mundial, a premiação traz benefícios para as cervejas como o direito de usar o selo de medalhista em material de divulgação e figurar na publicação anual da World’s Best Beers.

Mas não é só o líquido que tem premiação não. O design, ou seja, o visual das cervejas também ganha. São oito categorias.

Nessa modalidade, as brasileiras ganharam medalha de bronze. Confira as vencedoras:

Bronze em Melhor projeto de garrafa do mundo: Flamingo Beer & Co.

Bronze em Melhores rótulos do mundo: Cervejaria Búzios Forno; Cervejaria Búzios Brava; Cervejaria Búzios Bravíssima; Flamingo Beer & Co. Lager; Flamingo Beer & Co. Witbier

Para conhecer todas as cervejas premiadas, inclusive a de outros países, clique aqui.

Você sabe o que é cervejaria cigana?

Antes de começar a falar sobre o que é uma cervejaria cigana é preciso saber que para comercializar uma cerveja artesanal é preciso que a fábrica onde é produzida a cerveja seja registrada no MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Só depois do cadastro, da inspeção e da aprovação do MAPA, que a fábrica obtém o registro e a cervejaria pode começar a vender suas cervejas. Cada produto também tem que ser registrado. Ou seja, se a cerveja que você está tomando não consta esse registro no rótulo, ela não tem autorização para ser vendida.

Algumas cervejarias optam por não ter uma fábrica própria, já que, para produzir em uma cervejaria de terceiros, o investimento inicial é mais baixo do que abrir uma cervejaria com fábrica própria com todos os equipamentos, construções e burocracias envolvidos.

Aí entra o nosso assunto, a cervejaria cigana. O termo “cervejaria cigana” faz referência ao estilo de vida cigano, que não tem morada fixa e sempre está viajando por cidades distintas.

Uma cervejaria cigana é aquela que abre a empresa, registra a marca e usa o espaço de outras cervejarias para a produção da cerveja. Ou seja, uma cigana não tem fábrica própria, aluga o espaço de outra, produz suas próprias receitas em uma grande quantidade e, como aquela terceirizada já tem todos os equipamentos inspecionados e autorizados pelo MAPA, ela pode comercializar o seu próprio produto com o registro do MAPA da terceirizada.

Muitos cervejeiros utilizam da forma cigana como o primeiro passo para deixar de ser caseiro e ir em direção de ter a sua própria cervejaria. Além de ter um custo menor, ele pode produzir em diferentes cervejarias, trocar experiências e até mesmo fazer cervejas colaborativas com outras cervejarias, por isso, muitos preferem usar o nome de cervejaria “colaborativas” ou “associadas”.

É importante que essas cervejarias, que estejam com espaços ociosos, abram as portas para as ciganas. Todos ganham: as cervejarias com fábrica própria fica com seu equipamento trabalhando com capacidade máxima, além de aumentar a renda e investir mais na fábrica; as ciganas que passam a ter suas cervejas comercializadas; o mercado que vê o aumento da concorrência e movimentação com diversas cervejarias para ofertar; e os consumidores que passam a ter um amplo leque de variedades e estilos de cervejas para escolher.

Cervejaria Capim Branco

Um exemplo que temos em Minas Gerais é a Cervejaria Capim Branco que surgiu em 2006 como Cervejaria Artesamalt, uma das mais antigas do estado, localizada em Capim Branco. Em 2020, sentiram a necessidade de separar a razão social da empresa. Assim, a Cervejaria Capim Branco passou a ser uma fábrica para produção de cervejas ciganas e a Artesamalt continuou a ser uma marca própria de cerveja. Além disso, surgiu outra marca: a Lagoon Beer (que falarei a seguir).

A Cervejaria Capim Branco é voltada para produção cigana de cerveja. Além de cerveja, também é produzido gin, vodka, sidra e bebidas mistas na fábrica.

A fábrica conta com 50 tanques fermentadores, com capacidade para produzir 2 mil litros por dia. Além dos tanques fermentadores, a cervejaria conta com uma destilaria e dezenas de barris de madeira para maturação.

Hoje, 70 empresas produzem seus produtos ali de forma cigana. São centenas de rótulos espalhados pelo mercado, não só mineiro, mas de todo o país. Então, quando você vir lá no rótulo as informações de que a bebida foi produzida na Zona Rural BR-040 ou Capim Branco, foi fabricada lá. Eu vejo vários.

A convite da Cervejaria Capim Branco, Lagoon Beer e Gin Nouveau, através da assessoria Primeiro Plano Comunicação, fui convidada para conhecer a nova planta fabril da cervejaria, além dos produtos e lançamentos da cervejaria e do gin deste ano em primeira mão.

Que estrutura! Tudo muito organizado. Fiquei de boca aberta com o espaço, com a quantidade de tanque e todos funcionando a todo vapor, com cervejas de diversas cervejaria que conheço. O tour foi guiado pelo mestre cervejeiro (não é mestre do local), Carlos Henrique Vasconselos, que explicou o funcionamento e nos mostrou todo o espaço. A destilaria, os tanques, o espaço onde envasa (garrafa e lata), rotulação e o estoque.

Além disso, pude tomar direto do tanque algumas cervejas. Que experiência deliciosa!

Lagoon Beer e Gin Noveau

A Lagoon Beer é uma marca muito nova no mercado. Chegou em 2020, no comando dos jovens sócios Greg Pinheiro e Allan Coelho, que chegaram com ideias inovadoras e criaram a nova marca na Cervejaria Capim Branco, para romperem barreiras. Já chegaram com cinco rótulos, sendo eles: Pilsen Triple Malt, Lager, Amber Lager, Session IPA e IPA. Todos excelentes! Essas com link são as que fiz minha análise no Instagram, confira aí.

Todas as cervejas podem ser encontrada no e-commerce da cervejaria (www.beba.delivery), nos supermercados Verdemar, em BH, com preços super honestos. Eles prometem estar presentes em outras grandes redes. Vamos aguardar!

Além da Lagoon, eles investiram também na criação de um gin, e lançaram o Gin Nouveau London Dry, com capacidade para 950 ml, bem mais que a oferta do mercado que varia entre 700 e 750 ml, porém, com preço similar. A nova receita é exclusiva e foi desenvolvida com 18 botânicos selecionados que criam uma harmonia de sabor, com destaque para as ervas de Provence, com forte influência mediterrânea e provenientes da França onde o movimento Art-Nouveau teve seu berço. Mesmo com essa carga de ingredientes, o sabor é equilibrado.

Um destaque para o rótulo tanto da cerveja quanto do gin. Ficaram lindos!!

Tendências do universo cervejeiro

O ano de 2021 começou com várias interrogações, e no mercado cervejeiro não foi diferente. Claro que, com as adversidades trazidas pela pandemia para o mercado em geral, as cervejarias ficam naquela dúvida entre manter com o que já tem, no nível de segurança, ou inova e arriscar.

Pelo que tenho observado o mercado mineiro, muitas decidiram se movimentar. Mesmo porque, algumas tiveram um crescimento nas vendas devido ao aumento do consumo em casa. Foram muitos lançamentos no primeiro semestre e, pelo visto, será assim também no segundo semestre.

Para este ano, existiram algumas apostas que vou citar aqui. Confira se essas tendências foram confirmadas.

Novos sabores

O mercado de cervejas tem buscado utilizar novas matérias-primas e insumos, com o objetivo de trazer novos sabores e aromas. E o Brasil se destaca por ter uma grande variedade de frutas e também pelos tipos de madeira utilizados no envelhecimento das bebidas.

Evolução das IPAs

As IPAs continuam dominando o mercado. Inúmeras variações vão surgindo. E já se fala das Triple New Engalnd IPA, estilo com alto amargor e teor alcoólico. Dica: A Roleta Russa já lançou a sua Tripel NEIPA.

Mercado fitness e inclusivo

Tem crescido a produção de cervejas low carb, sem álcool e sem glúten. O mercado passa a atender consumidores que atrelam o consumo da bebida ao conceito de uma vida saudável, assim como pessoas que não estão podendo tomar bebida alcoólica ou que têm intolerância.

Azedinhas vieram para ficar

Grande parte das cervejarias têm pelo menos uma opção de cerveja Sour. São cervejas mais acidas, leves, refrescantes com adição de frutas. A novidade são as Double/Imperial Sours, com teor alcoólico mais elevado.

Cervejas mais simples

Há uma tendência também da volta das cervejas mais simples, com a revalorização das Lagers. Mais especificamente os estilos clássicos simples como Bohemian Pilsner.

E aí? Acha que o mercado tem seguido essas apostas de tendências?

Fonte: Firjan Senai e Gazeta do Povo (Vozes/Blog da cerveja)

Registro de cervejarias cresce 14% no Brasil

Com a pandemia causada pelo Covid-19, muitos setores apresentaram dificuldade para se manter. E para as cervejarias não foi diferente. Muitas precisaram se reinventar para manter a produção, os funcionários e as vendas. Mesmo vivendo esse momento desafiador, o Brasil apresentou um aumento no registro de cervejarias durante o ano de 2020, foi o que relatou o Anuário da Cerveja 2020.

O Anuário é um documento institucional da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) que apresenta dados estatísticos relativos ao registro de estabelecimentos e produtos junto a esse órgão.

De acordo com o Anuário, houve um aumento de 14,4% em relação a 2019 no número de cervejarias registradas no Brasil. O país atingiu o total de 1.383 cervejarias registradas no Mapa. Lembrando que nessa estatística não são contabilizadas as cervejarias ciganas. Ou seja, aquelas que não possuem estrutura própria de fabricação e fabricam seus produtos em estabelecimentos de terceiros. São consideradas somente as cervejarias de fato.

Em 2020, foram registradas 204 novas cervejarias e outras 30 cancelaram os registros, o que representa um aumento de 174 cervejarias de 2019 para 2020.

Um dado interessante deste ano é que, pela primeira vez, todos os estados do país registraram ter ao menos uma cervejaria, com a abertura da primeira fábrica no Acre. Sim, o Acre agora tem cervejaria registrada. E digo mais! Pesquisei para saber mais sobre a primeira cervejaria do Acre, ela se chama Seringal Bier, fica na capital Rio Branco, e a fundadora e mestre cervejeira é uma mulher, Elisana Grecchi! Viva! Ela comanda o negócio junto com o sócio e marido, Guilherme.  Eles produzem seis estilos. Quatro deles são fixos: Cream Ale, Pilsen, Red Ale e American IPA. Dois são sazonais – atualmente German Pils e Russian Imperial Stout.

Voltando para o Anuário, a concentração de cervejarias na região Sul-Sudeste se mantém e continua crescendo. Houve um crescimento de 85,6%. Destaque de crescimento para o ano de 2020 na região Nordeste com 41,4% e Centro-Oeste com 22,8%;

Os estados com maior número de estabelecimentos registrados continuam sendo São Paulo (285) e Rio Grande do Sul (258). Minas Gerais se manteve em 3º lugar com 178, em 2019 eram 163. O Rio de Janeiro, pela primeira vez, passou a marca de 100 cervejarias. O Top 10 não foi alterado do ano passado para esse ano.

O destaque positivo deste ano vai para o Piauí, que teve um crescimento de 200%. O destaque negativo vai para Tocantins, com redução de 25%.

O ranking com as 10 cidades com mais cervejarias registradas houve alteração. As três primeiras não mudaram, continua sendo Porto Alegre-RS, em primeiro, com 40 cervejarias, São Paulo-SP, com 39 (a disputa aqui tá animada) e Nova Lima-MG, com 23 cervejarias. A partir da 4ª colocação, houve alteração. O 4º lugar agora é de Curitiba-PR (com 22 cervejarias) que trocou de lugar com Caxias do Sul-RS (19), que agora é a 5ª; Belo Horizonte-MG empatou com Sorocaba-SP (18), que ficaram com o 6º e 7º lugar; Juiz de Fora-MG (15) ficou com o 8º lugar, passando o Rio de Janeiro-RJ (14), que era a 8ª e caiu para 10º lugar; O 9º lugar, empatado com JF, ficou com Ribeirão Preto-SP (15) que, além de entrar no top 10, passou o RJ e ainda tirou Petrópolis da lista. Ribeirão Preto teve um aumento de 50%. Com quatorze cervejarias empatados com o Rio de Janeiro temos Nova Friburgo – RJ.

Quanto à densidade de cervejarias por habitante (relação entre habitantes e cervejarias), o anuário de 2020 apresenta lista completamente distinta em relação ao ano anterior: Nove dos dez municípios estão no Rio Grande do Sul. Uma fica no interior de São Paulo. Com isso, é possível observar como tem ocorrido o processo de expansão das cervejarias pelo país, sobretudo nas pequenas cidades. Nova Lima que estava em 1º no ano passado, saiu da lista.

Lembrando que, mesmo com o aumento, foi o menor percentual de crescimento registrado desde 2011, que foi de 13,2%.

Enquanto o número de cervejarias registradas aumentou, o número de produtos para cerveja diminuiu. Isso não acontecia desde 2008. Em 2020, foram 8.459 novos registros de produtos para cerveja, o que representa uma redução de 15%. O número total de registros de produto para cerveja ultrapassou a marca de trinta mil com 33.963.

O Anuário da Cerveja 2020 foi divulgado no dia 30 de abril de 2021. Clique aqui para acessar o Anuário completo.

O consumo de bebida alcoólica nos estados brasileiros

Qual é o estado que mais consome bebida alcoólica?

Para tirar essa dúvida, peguei como base a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados da pesquisa consideram pessoas que costumam consumir bebida alcoólica uma vez ou mais por semana.

Segundo a pesquisa, o Rio Grande do Sul é o estado que apresentou a maior taxa de cidadãos maiores de 18 anos que afirmaram consumir bebida alcoólica ao menos uma vez na semana. 34% dos gaúchos afirmaram beber ao menos uma vez na semana. Os outros nove estados que fecharam a lista dos 10 mais “bebuns” foram:  Mato Grosso do Sul (31,3%), Santa Catarina e São Paulo (31%), Minas Gerais (30,3%), Paraná (28,5%), Mato Grosso (28,2%), Espírito Santo (26,7%), Bahia (26,7%) e Sergipe (26,6%).

Entre as capitais estaduais, Salvador (BA) e Florianópolis (SC) são as que mais consomem bebida alcoólica. Elas empataram com o mesmo percentual, 40,2%. As outras capitais que fazem parte da lista com as 10 capitais que mais consomem bebida alcoólica são: Porto Alegre (39,4%), Belo Horizonte e Vitória (35,8%), Campo Grande (33,4%), Curitiba (32,6%), Rio de Janeiro (32,4%), São Paulo (31,4%) e Aracajú (29,6%).

A pesquisa também mostrou que o consumo de bebida alcoólica aumentou entre os brasileiros, já que 26,4% da população com 18 anos ou mais afirmaram consumir bebida alcoólica uma vez ou mais por semana. Isso representa um aumento de 2,5 pontos percentuais em relação à última pesquisa, divulgada em 2013, quando esse percentual foi de 23,9%.

Os homens continuam sendo os que mais bebem. 37,1% afirmaram que têm o hábito de consumir bebida alcoólica ao menos uma vez por semana, contra 17% das mulheres. Porém, é válido observar o quanto o percentual das mulheres aumentou se comparado com a última pesquisa, de 2013, em que o percentual foi de 12,9%. Houve um aumento de 4,1 pontos percentuais. O percentual masculino quase permaneceu estável. Em 2013, foi 36,3%.

Continuando com os números relacionados às mulheres, a capital em que as mulheres mais bebem é Porto Alegre, com 30,7% de mulheres que afirmam beber ao menos uma vez por semana. Salvador aparece em segundo lugar, com 29,6%, seguido por Florianópolis (29%), Aracaju (27,2%) e Vitória (27%). Manaus é a capital com menor índice, 7,1%. Belo Horizonte está em 8º lugar, com 24,6%. A média das capitais é de 22,9%.

Quanto aos homens, Porto Alegre também está em primeiro lugar, com 54,5%, seguido por Salvador (49,2%), Florianópolis (47%), Campo Grande (45,7%) e Belo Horizonte (45%). Os homens que menos bebem são os de Rio Branco- AC (17,1%). A média das capitais é de 42,4%.

A Pesquisa Nacional de Saúde 2019 (PNS 2019) foi uma pesquisa amostral domiciliar coletada em todo o território nacional entre agosto de 2019 e março de 2020, e foi divulgada em novembro de 2020.

Clique aqui para acessar a pesquisa completa.

Só para completar as informações, já que essa pesquisa foi feita antes da pandemia, coloco aqui o resumo da pesquisa que a Fiocruz fez, já com a pandemia, com o nome “ConVid: pesquisa de comportamentos”.

Segundo a pesquisa, houve um aumento de ingestão de bebida alcoólica depois do começo da pandemia: 18% dos entrevistados (18,4% entre homens e 17,7% entre mulheres) afirmou estar ingerindo mais bebidas alcoólicas nesse período. O maior aumento (26%) foi registrado na faixa etária de 30 a 39 anos de idade, e o menor entre idosos (11%). De acordo com a pesquisa, a motivação para beber mais está relacionada ao emocional. Quanto maior a frequência dos sentimentos de tristeza e depressão, maior o aumento do uso de bebidas alcoólicas, atingindo 24% das pessoas que têm se sentido dessa forma durante a pandemia.

Com isso, é preciso ressaltar a importância de estar atento ao consumo do álcool. Pois, ele não ajuda a diminuir o estresse, nem deve ser usado como um “remédio”, pois seu consumo em excesso tem um resultado reverso, causando o aumenta dos sintomas de pânico e transtornos de ansiedade, depressão e risco de violência doméstica.

E é o que eu sempre falo por aqui e no Instagram: Tudo em excesso faz mal. Observe seu consumo, tenha controle na quantidade que você bebe tanto durante a semana, quanto em um dia. E, para equilibrar, faça atividade física sempre.

Equilíbrio é tudo na vida!

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