A Escola Mineira de Sommelieria, EMS, abre as inscrições para a sua 21ª turma do já reconhecido curso de Sommelier de Cervejas com uma grande novidade: a escola vai iniciar seus trabalhos em 2022 em sede própria. Localizada na Rua Antônio de Albuquerque, 155 – Loja 1, em um ponto privilegiado na Savassi, o local conta com três andares bem estruturados que acabam de passar por reforma para atender às necessidades dos cursos especializados de bebidas.
“Pretendemos fazer da EMS um completo Centro de Educação Cervejeira, para ser referência no mercado mineiro e, em um futuro breve, nacional. Um projeto ousado que vai refletir positivamente no mercado. Neste espaço, além das aulas de Sommelier de Cervejas, teremos um co-working cervejeiro para fomentar negócios, aprendizados, treinamentos sensoriais e experiências gastronômicas, enfim, será um local todo destinado para o fomentar o mercado cervejeiro”, explica Jaqueline Oliveira, proprietária da escola.
Jaqueline já formou 20 turmas de Sommelier de Cerveja
O curso de Sommelier de Cerveja conta com profissionais de diversas áreas que agregam ao currículo do curso. Novos cursos como Gestão de Cervejarias e Abertura e Gestão de Micro cervejarias estarão nas grades curriculares da E.M.S. , serão ministrados por Ramon Garcia. Além de curso de produção, cursos mais rápidos que atendam ao público que tem descoberto e se encantado pela cerveja artesanal, jantares harmonizados e experiências com outras bebidas como café, cachaça e vinho.
As vagas para o curso de Sommelier de Cerveja já estão abertas e a nova turma começa em fevereiro.
Para mais informações, entre em contato pelo WhatsApp (31) 98402-6452 ou pelo e-mail emscerveja@gmail.com.
Sobre a EMS
Fundada em BH há 10 anos, hoje a escola pertence à Jaqueline Oliveira, e já formou 20 turmas de Sommelier de Cerveja e é referência em indicações no mercado da cerveja. O objetivo da escola é formar o aluno para que ele tenha toda a vivência teórica e prática para atuar com destaque no mercado cervejeiro.
Sobre Jaqueline
Formada em Magistério, graduada em Pedagogia, Pós Graduada em Gestão Estratégica da Informação pela UFMG, com cursos na área de Marketing Digital, Sommelier de Cerveja e CEO da E.M.S.
Minha experiência com a Escola
Quem me acompanha pelo Instagram @cervejeirauai, sabe que me formei na 20ª Turma – Turma Segunda Dose, em 2021. Foi muito aprendizado durante todo o curso, além de uma rica troca de experiência entre os professores e demais alunos. Eu tenho certeza que, depois do curso, fiquei muito mais preparada para estar no meio cervejeiro.
O curso é voltado tanto para quem quer trabalhar com cerveja quanto para quem ama esse líquido sagrado e quer aprender mais e entender melhor sobre cada cerveja degustada. Eu recomendo demais!
CURSO DE SOMMELIER DE CERVEJAS
Início das aulas: Fevereiro/2022 Valor: R$4.000,00. Pode ser parcelado em até 6 vezes, mediante depósito bancário. À vista o curso sai por R$3680,00. Local das aulas: Rua Antônio de Albuquerque,155 – Savassi – Loja 1 Contato: emscerveja@gmail.com
Quem gosta de estudar e entender melhor sobre o mundo cervejeiro já sabe da tradição dos monges em fabricar suas próprias cervejas. Devido ao apoio dos trapistas belgas, que ajudaram na construção do mosteiro em Rio Negrinho (SC), as monjas do mosteiro das Irmãs Trapistas de Boa Vista, viram na produção da cerveja uma alternativa para manter suas atividades.
Foto: Divulgação
Hoje, a comunidade já produz chocolates e geleias para comercialização para manter as atividades tanto em Rio Negrinho quanto em outras unidades da congregação.
Ao conhecer a iniciativa, a Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) passou a subsidiar os equipamentos e os cursos de duas irmãs para que elas obtivessem mais conhecimento técnico e para que elas prossigam com o projeto. Uma formação à distância já foi concluída e agora elas estão presencialmente na instituição, em Blumenau, ampliando os estudos.
Se o projeto for concluído e a cerveja for fabricada, será a primeira cerveja trapista supervisionada por mulheres.
Zulema Jacquelin Jofre Palma é uma das monjas que está estudando na ESCM. Chilena, ela vive no Brasil há 12 anos e foi pega de surpresa com a missão. “Nós conhecemos e estudamos os mosteiros que produzem cerveja, mas não pensamos que seria possível nos envolvermos nesse projeto. Como gosto muito de estudar, estamos buscando conhecimento para evoluir e apoiar a nossa comunidade e outras comunidades no mundo”, diz.
Segundo Raquel Watzko, também monja e aluna da ESCM, a cerveja é uma forma de transmitir ao público que a vida monástica também é composta de alegrias. “Quero que, quando provem a nossa cerveja, as pessoas se conectem também com uma visão mais leve e feliz do que significa a nossa vocação religiosa, porque nós somos muito felizes vivendo desta forma”, diz.
Ainda não há um prazo para a comercialização das cervejas. Além disso, a comunidade das Irmãs Trapistas de Boa Vista ainda não faz parte da International Trappist Association (ITA), que designa oficialmente as cervejas trapistas no mundo. Ou seja, mesmo com a produção, a cerveja não pode receber a denominação de trapista, mas sim de cerveja de abadia.
Cervejas trapistas
Trapistas são Abadias – uma comunidade monástica cristã, originalmente católica – que produzem cervejas há muito tempo e seus monges vivem uma rotina de trabalho e oração.
Atualmente, existem apenas 13 cervejarias que podem estampar o selo trapista.
Existem mosteiros trapistas em todo o mundo. E apesar de não terem o selo, o modelo trapista está muito relacionado com a forma de produção e venda.
Para saber mais sobre elas, veja essa resenha que fiz: Cervejas Trapistas
Sobre as Irmãs Trapistas de Boa Vista
A história do mosteiro das Irmãs Trapistas de Boa Vista é fruto dos movimentos da comunidade chilena de Nossa Senhora de Quilvo, que tinha o desejo de ampliar sua atuação, e da comunidade Novo Mundo no Brasil, casa masculina trapista que desejava ter uma casa da mesma Ordem para mulheres. Depois de dois anos de preparação, em 2010, as monjas chegaram à cidade de Rio Negrinho (SC) para iniciar a construção da casa. Depois de três anos em uma residência provisória, em 2013 elas passaram a viver no mosteiro, que foi totalmente concluído em 2017.
Por viverem do seu próprio trabalho e desejarem apoiar outras comunidades, elas passaram a produzir geleias e chocolates comercializados através do e-commerce http://www.trapistasboavista.com.br . Antes da pandemia, o mosteiro funcionava também como hospedaria.
O #tbt de hoje junta duas coisas que eu gosto: futebol e cerveja.
Claro que eu não poderia deixar de visitar o estádio do Bayern de Munique, o Allianz Arena.
É um estádio supermoderno, inaugurado em 2005. Na época de sua construção, o contrato constava que ele seria dividido em 50% para os dois grandes rivais de Munique: o Bayern de Munique e o TSV 1860 München ou Munique 1860 (em português) . Porém, como o Munique 1860 estava mergulhado em dívidas indo à falência, em 2006, o Bayern de Munique, para ajudar o rival, comprou a outra metade de forma simbólica. Mesmo sendo rival, o Bayern colocou no contrato de compra uma cláusula que permitia a recompra dos 50% a qualquer momento. Bacana, né?!
Mesmo depois de perder os 50%, o Munique continuou jogando no Allianz, mas pagando aluguel. Mas, nem mesmo com essa camaradagem, a rivalidade diminuiu entre os times e torcidas. As torcidas se odeiam. Durante nossa visita, a guia, que era torcedora do Bayern, disse que não podia falar o nome do outro time. Por isso, quando se referia a ele, falava “o outro” ou “o rival”.
Para finalizar a história do Munique, ele foi um dos clubes fundadores da Bundesliga em 1963 e o primeiro a ganhar a liga. Em 2017-18, o time caiu para a terceira divisão e, como não pagou a licença para disputar a competição, teve de ir para a liga regional, uma amadora, considerada a quarta divisão!! Com isso, a diretoria decidiu não jogar mais no Allianz. Os jogos agora acontecem em um estádio que comporta cerca de 13mil torcedores. Hoje, em 2022, eles voltaram para a 3a divisão. Quanto à história do Bayern, a gente dispensa, né?!
Em 2015, a Allianz Arena passou por uma reforma para troca do gramado e ampliação de sua capacidade, que passou para 75.000.
Outra curiosidade é que aqueles gomos mudam de cor. Quando o mandante dos jogos é o Bayern, ele fica vermelho, quando era o Munique, ele ficava azul e da Seleção Alemã, ele fica branco.
O estádio fica aberto durante o ano todo para visitação.
O que tem no estádio?
O museu do Bayern: O museu conta a história campeã do time, com troféus, camisas e chuteiras de jogadores que participaram de algum momento histórico; áudios de momentos marcantes; salas que simulam salas de reuniões, inclusive com áudios de alguns momentos; uma sala onde mostra o que os jogadores comem antes.
O mais legal que achei foi um espaço onde você senta e coloca aqueles óculos de realidade aumentada e fone. Ele simula como se estivesse em dia de jogo, sentado na arquibancada, ouvindo gritos da torcida. Simula entrando no estádio cheio e outros momentos. Você escolhe. É muita coisa, como chegamos atrasados, porque pegamos o metro errado, não conseguimos ver muitos detalhes. Uma hora só não foi o suficiente.
A loja oficial do Bayern: Entramos felizões achando que as camisas e etc do Bayern seria mais em conta por estar dentro do estádio. Naaada. Saímos de mãos abanando. As camisas e outros acessórios estavam mais caros que aqui no Brasil.
O estádio por fora: é gigantesco. Você fica se imaginando em dia de jogo, deve ser muito legal. Quando fomos não ia ter jogo lá. Ainda bem, porque os ingressos são caríssimos.
Dependências do estádio: já com a guia passamos pela parte dos bares (tudo super organizado), como teve jogo de algum time lá no dia anterior, o chão estava pregando por causa da cerveja. Passamos pelas cabines onde fica a imprensa e fomos sentar nas arquibancadas para escutar toda a história que a guia nos contava. De lá fomos para o túnel, onde saem os jogadores.
O túnel é a parte mais emocionante da visita, é de arrepiar. A gente fez duas filas como se fôssemos jogadores. Quando começamos a andar em direção ao gramado, começou a tocar a música da Champions League. Legal demais! Paramos numa parte cercada do gramado, que dá pra ter a visão dos jogadores e ver o banco de reservas que é super chique. É o mais perto que chegamos do campo.
Tive a impressão que lá dentro é pequeno!
Depois visitamos a sala de coletiva de imprensa e os vestiários. Têm dois tipos de vestiários. O que os jogadores ficam antes do jogo e o que eles vão depois do jogo, que tem piscina de gelo, espaço para massagens e confraternização entre os times. Muito legal ver tudo isso!
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Biergarten da Paulaner: Depois de muita história, fomos ao restaurante da Paulaner que fica dentro do estádio, e funciona também em dia de jogos. Tomamos uma Hefe-weissbier da Paulaner com carne de porco e salada de batata.
O que chamou nossa atenção foram os Playstations no restaurante. Ficamos sabendo que fica ligado sempre, inclusive em dia de jogos e é tudo 0800. Outra coisa que assustei foi com o banheiro. Além de limpo e lindo, tinha ESPELHO!!!!! Kkkk. Não sei se é assim em todos os estádios, mas, no Mineirão, não existe espelho já que pode virar uma arma.
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Curiosidade:
O Bayern de Munique fez uma parceria com uma rede de hotéis e vai disponibilizar uma suíte dentro do Allianz, onde torcedores do time terão a oportunidade de acompanhar partidas hospedados lá dentro. Com vista privilegiada, a suíte terá cama e acesso a um bar exclusivo.
Ufa! Hoje o texto foi grande. Mas, assim como a cerveja, o futebol também é minha outra paixão.
Ah! Além do Allianz, nós fomos também no Olympiapark, o Parque Olímpico de Munique, construído para os jogos olímpicos de 1972. Clique aqui para ver mais.
E para não falar que eu não falei de cerveja. Dessa vez, vou falar sobre a Hefe-Weissbier Dunkel da Paulaner, que é uma cerveja de trigo, turva, com cor de chocolate, com sutil aroma floral e sabor maltado, bem frutado. É uma cerveja super cremosa e refrescante. E, pra variar, segue rigorosamente os padrões alemães de qualidade. É uma delícia, com a drinkability lá em cima. O final é bem equilibrado sendo levemente amargo e com algumas notas de banana e café.
A Hefe-Weissbier Dunkel é uma cerveja de trigo escura pois é feita com malte de trigo tostado. Ela não é filtrada antes do envasamento, as leveduras utilizadas em sua fermentação estão contidas na garrafa, deixando a cerveja saborosa. Contém 60% de malte de trigo e 40% de malte de cevada.
Esta nós tomamos em um dos diversos restaurantes da Paulaner que estão espalhados por Munique, na Paulaner zum Spöckmeier. Um lugar super agradável. Dentro, é bem grande, mas, como a temperatura estava agradável, ficamos no espaço de fora.
Garçons bem simpáticos. Além da Dunkel, tomamos a Helles também.
E como dá pra ver no fundo, o restaurante fica próximo a um dos pontos turísticos mais visitados de Munique: a Nova Prefeitura (Neues Rathaus ), que fica linda à noite. Pena que meu celular não ajudava em fotos noturnas. Para saber mais sobre o prédio, clique aqui.
A gente nem precisa de muita desculpa para tomar uma cerveja artesanal não é mesmo?
Agora, se eu te contar que elas têm alguns benefícios para a nossa saúde, elas vão descer até mais redondo, né?!
Existem diversos estudos que comprovam as qaulidades positivas da cerveja para o nosso organismo devido à sua composição.
Já sabemos que a cerveja artesanal é feita com água, malte de cevada ou outros cereais, lúpulo e levedura. Esses, por serem ingredientes naturais, não causam prejuízo à saúde. Diferente das cervejas industrializadas, onde podemos encontrar essências, corantes, estabilizantes, conservantes, ou seja, produtos artificiais que não fazem muito bem se consumido ao longo do tempo.
Voltando à nossa artesanal, ela contém quantidades significativas de nutrientes. Possui potássio, cálcio, magnésio, sódio, fósforo, selênio, ácido fólico, vitaminas (sobretudo do complexo B), proteínas e fibras dos cereais.
Esses ingredientes podem trazer uma série de benefício para saúde, como possuir ação antioxidante e anti-inflamatória, oferecendo efeitos benéficos na redução do risco de algumas doenças.
Vejam outros benefícios:
– Inibe e previne o desenvolvimento de células cancerígenas, devido ao xanthohumol, composto químico presente no lúpulo;
– Tem a capacidade de melhorar o sistema imunológico do organismo, evitando que nos contagiemos com doenças infecciosas como o resfriado, devido ao humulone, um componente do lúpulo;
– É uma das poucas fontes dietéticas de silício, um mineral que ajuda a melhorar a densidade dos ossos, prevenindo a osteoporose.
– Reduz o risco de ataque cardíaco em 30% e aumenta o bom colesterol.
– Reduz em até 40% as chances de desenvolver pedras nos rins.
– Por ser anti-oxidadante, aliadas aos compostos polifenóis, diminue as chances de desenvolver o Mal de Alzheimer ou de sofrer Acidente Vascular Cerebral (AVC).
– Auxilia na diminuição dos níveis glicêmicos e aumenta a sensibilidade à insulina.
– Ajuda na redução do estresse oxidativo, devido ao seu potencial antioxidante.
– Combate à insônia através do lúpulo, que colabora para a ação de um neurotransmissor que promove o efeito sedativo e diminui a atividade do sistema nervoso.
– Reduz a ansiedade e o estresse.
Mas, atenção!
Esses benefícios que a cerveja artesanal traz para a saúde só são possíveis se ela for consumida com moderação. Eu acho que não dá para falar qual é a quantidade ideal para cada pessoa, para ser considerado moderado, pois depende do estilo de vida que cada uma leva.
Mas, uma coisa é certa, tudo em excesso faz mal. Com a cerveja não é diferente.
Outra informação para quem preocupa com os quilos a mais é que, quanto mais álcool tiver, mais calorias você estará consumindo. Então, se quiser manter a dieta, escolha cervejas menos alcoólica, além das menos encorpadas. Sem esquecer que uma parte da culpa dos quilos a mais vem dos acompanhamentos (tira-gostos) servidos com a cerveja. Cuide-se!
O #tbtEmBerlim de hoje é no bar da Franziskaner, o Zum Franziskaner, que fica no centro de Munique. Como a Franziskaner e a Löwenbräu são da Ambev, a casa vendia as duas marcas. Ambas tradicionalíssimas por lá.
Já que a Franziskaner era mais fácil de encontrar na cidade, resolvemos experimentar as cervejas da Löwe. Escolhemos a Original, que é uma Munich Helles, e a Munich Dunkel.
A Munich Dunkel deles, não diferente das outras, é uma delícia. Uma cerveja mais escura, com sabor de malte e encorpada. É bem equilibrada, em que o amargor do lúpulo dá pra sentir bem pouco e o doce é ligeiramente sentido também, com notas de caramelo. Em sua fabricação são usados como base maltes torrados especiais.
O teor alcoólico é 5,5%. Interessante que divulgam seu valor calórico que é 48 kcal/a cada 100ml. De boa!
Um detalhe que tem em alguns bares por lá é esse cobertor. Alguns bares deixam cobertores individuais nas cadeiras. Como estava ventando muito frio, logo dei um jeito de enrolar no meu.
E o tira gosto? Hummm…esse sim, foi diferente e gostoso: o Bayerische Freilandente. Traduzindo na prática… Pato assado com bolinhos de batatas e repolho roxo cozido com molho de maçã. Eitaaa!
A Löwenbräu é mais uma das tradicionais da Bavaria. Foi produzida pela primeira vez em 1383. Porém, somente em 1524, em Munique, num lugar conhecido como “Löwengrube” (cova dos leões), que foi construída uma fábrica de uma cervejaria que mais tarde ficaria famosa no mundo: a Löwenbräu, que significa “cervejaria do leão”, animal que também faz parte da logomarca.
Como eu disse anteriormente, em 1997, com o objetivo de manter a presença e crescer, ela se fundiu com a Spaten. Em 2003, a marca foi adquirida pela Inbev (atual Anheuser-Busch InBev), iniciando um forte período de expansão internacional.
A cervejaria também é uma das 6 cervejas oficias da Oktoberfest de Munique. Junto com a Augustiner, Hacker-Pschorr, Hofbräuhaus, Paulaner e Spaten-Franziskaner. E a Löwe participa desde a primeira edição, que aconteceu em 1810. Leia mais sobre a Oktoberfest Original.
O ponto turístico desse post é a Chinesischer Turm (Torre Chinesa), que fica no Englischer Garten, um imenso jardim, onde você vê de tudo. Gente fazendo piquenique, passeando, andando de bicicleta, fazendo nudes ao vivo…rs. Sim, vimos um peladão por lá, pegando energia do sol.
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Adentramos no jardim para achar a tal torre e tomar umas. Andamos muito, pois não conseguíamos achá-la. O parque é imenso mesmo. Enfim, achamos a torre que foi construída em 1790, com 5 andares e 25 metros de altura. Como muitos monumentos em Munique, foi bombardeado na 2ª Guerra e reconstruído.
No pé da torre tem um grande biergarten com comidas típicas alemãs e muita cerveja da Hofbräuhaus para tomar. Quando fomos não estava muito cheio. Vimos turistas orientais, americanos e nativos que estavam ali para almoçar e beber (sim, lá é costume beber caneca de 1 litro durante o almoço. Devem ser curtidos. Não dá grau).
É um lugar bem gostoso para descansar um pouco da bateção de perna turística.
Apesar de sabermos que a cerveja tem muitos ingredientes que fazem bem para saúde, também sabemos que a maioria das cervejas possuem um índice considerável de calorias que, dependendo da quantidade ingerida, pode ser uma vilã para quem deseja manter uma dieta saudável.
Para aqueles que gostam de tomar uma cervejinha, mas que precisam manter uma dieta com redução de caloria, as cervejas de baixa caloria, ou light, ou low carb, têm sido a solução. Com o aumento da procura por cervejas de baixa caloria, as cervejarias têm investido nesse nicho e colocado no mercado várias opções com menos carboidratos e calorias, sem glúten ou sem álcool.
Mas, atenção para não confundir as cervejas. O fato de não conter glúten, que é a proteína dos grãos, não faz a bebida ser light ou low carb. Algumas sem glúten podem ser ou podem não ser low carb ou low cal. Leia sempre o rótulo antes.
Cerveja Light, segundo a Instrução Normativa 65, editada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em 2019, é a cerveja cujo conteúdo de nutrientes seja 25% menor em relação a uma cerveja similar do mesmo fabricante ou do valor médio do conteúdo de três cervejas conhecidas e que sejam produzidas na mesma região.
Pela IN, o valor energético da cerveja pronta para o consumo pode ser de, no máximo, 35 Kcal por 100 ml. Ou seja, uma long neck deve ter em torno de 100 kcal. Enquanto uma long neck comum tem 150 kcal para mais.
Cerveja Low Carb, não são regulamentadas no Brasil. De acordo com o The Alcohol & Tobacco Tax and Trade Bureau (divisão do Treasury Department of United States), cerveja low carb são cervejas que possuem 7g de carboidratos por 355ml.
Atenção! Cerveja que tenha álcool não pode ser chamada de zero calorias. Já que no álcool contém caloria.
A cerveja de baixa caloria não é, necessariamente, zero carboidrato, mas é, sim, uma cerveja que tem significativamente menos calorias. Zero caloria só é possível em cervejas sem álcool.
De onde vem a caloria da cerveja?
As calorias da cerveja vêm de duas fontes principais:
1- O álcool da própria cerveja. O álcool tem um teor muito alto de calorias, então cervejas com um alto percentual de álcool certamente terão mais calorias do que cerveja com baixo teor de álcool. O álcool é aproximadamente 2/3 do conteúdo calórico de uma cerveja artesanal. Cada percentual de álcool por volume (ABV) é cerca de 30 calorias em meio litro de cerveja.
2 – Os carboidratos. A caloria da cerveja também está nos amidos residuais que consistem principalmente de cadeias de açúcar mais longas que não se quebraram totalmente e não são fermentáveis. Ou seja, aqueles açúcares que as leveduras não consomem, ficam na cerveja e são consumidos por nós. Aumentando sua caloria.
Como o álcool pode ser 2/3 da contagem de calorias em muitas cervejas, os estilos mais indicados para se obter uma cerveja light são aqueles que, normalmente, já têm baixo teor alcoólico como Pilsen, American Lager, Witbier, Berliner Weiss, Fruit Beer, Cream Ale, Session IPA, Dry Stout e outras.
Por que a cerveja com baixas calorias é mais aguada?
Normalmente, cervejas de baixa calorias são vistas como mais aguadas, com falta de corpo e de pouco sabor. A razão para isso é que para reduzir as calorias de uma cerveja é preciso reduzir o teor de álcool ou reduzir os carboidratos residuais. Os carboidratos fornecem corpo à cerveja, portanto cortá-los reduz o sabor e deixam a cerveja com o corpo mais leve.
Reduzir o conteúdo corporal e do álcool é basicamente o mesmo que diluir a cerveja. Na verdade, à medida que você diminui o álcool e o corpo da cerveja, também é necessário reduzir outras adições de sabor, como o lúpulo, para manter o equilíbrio adequado do sabor. Depois de reduzir o teor de álcool, o corpo e o amargor, você chega muito perto do mesmo efeito de diluir a cerveja. Ou seja, a cerveja se torna uma cerveja mais leve, mais aguadinha.
Como é feita cerveja de baixa caloria?
Existe um processo que usa tecnologia enzimática para degradação dos açúcares do amido.
A cerveja passa por um processo que utiliza enzimas que quebram os açúcares não fermentáveis – aqueles açúcares residuais que normalmente estão presentes em qualquer cerveja. Com isso, todo açúcar formado no processo de mostura é convertido em açúcares fermentáveis. Dessa forma, quem consome todo o açúcar é a levedura e não sobra nada no produto final.
Com isso, ao depararmos com cervejas de baixa caloria, cujos rótulos trazem o termo Light, Low Carb, Low Cal ou Carboidratos Reduzidos são, sim, verdadeiras.
Mas, não se esqueça: moderação é a palavra-chave. De nada adianta tomar cerveja light, se você a tomar em muita quantidade ou se os acompanhamentos forem comidas calóricas, frituras, fast food ou guloseimas cheias de açúcar.
E também, não adianta trocar a cerveja por outro tipo de bebida alcoólica. Como falei lá em cima, grande parte da caloria está no álcool. A maioria das bebidas contém maior teor alcoólico que a cerveja. Veja a tabela abaixo:
Foto Divulgação: Cris Perroni
Dica de Cervejas Light e Sem Glúten
As três melhores cervejas light para mim:
Vinil Workout: Session IPA low carb, 3,5% de teor alcoólico e 32 Kcal/100ml Bruder Alma Cevada: American Lager zero açúcar, zero carboidrato, teor alcoólico 4,3% e 32 kcal/100 ml Laut De Leve: Hop Lager zero carboidrato, teor alcóolico, 4,1% e 34 Kcal/100 ml
Mais dicas de cervejas light e low carb:
Albanos Life Lager: Hop Lager zero açúcar, zero carboidrato, teor alcoólico 4,6% e 34 kcal/100ml Brüder Baixa Gastronomia: American Lager zero açúcar, zero carboidrato, teor alcoólico 4,8% e 32 kcal/100 ml Verace Low Carb: American Light Lager zero açúcar, zero carboidrato, teor alcoólico 4,5% e 34 kcal/100 ml Uaimii Session Hop: Session IPA zero açúcar, zero carboidrato, teor alcoólico 3,1% e 28 kcal/100 ml Michelob Ultra: Ultra Light Lager, low carb, low calories , teor alcoólico 3,5% 79kcal/355 ml Noi Low Carb: Pilsen Puro Malte low carb, teor alcoólico 4% e 28 kcal/100 ml
Mais dicas de cervejas low carb e sem glúten:
Küd Jump: Hop Lager zero carboidratos, sem glúten, teor alcoólico 4% e 34 kcal/100 ml Krug Submissão: Session IPA sem glúten, baixas calorias e teor alcoólico 3,9% Küd God Save The Queen: English Pale Ale sem glúten e teor alcoólico 5,3% Amstel Ultra: Standard American Lager low carb, sem glúten, teor alcoólico 4%, 72 kcal/275 ml Stella Artois Sem Glúten: Standard American Lager, teor alcoólico 5% vol e 81kcal/200ml
A lembrança de hoje é um dos lugares que fui e fiquei de boca aberto. Estou falando do castelo Neuschwanstein, que fica perto da cidade de Füssen, a 2 horas de Munique, próximo também à fronteira da Áustria. Foram duas horas de trem que valeram a pena. Além do destino ser maravilhoso, o caminho para a cidade é lindo, bem interior europeu.
O idealizador do castelo era Luís II, Rei da Baviera. Fanático pela idade média, ele queria um castelo que homenageasse a época mais brilhante da história, segundo ele. Luís cresceu no outro castelo, o Hohenschwagau, que fica ali do lado. Ele foi coroado rei em 1864. Só que, dois anos depois, a Prússia tomou conta do país e Luís começou a viver num universo paralelo, como se ele fosse ainda o Rei da Baviera. O castelo começou a ser construído em 1869. Ele gastou as fortunas da família e se endividou muito para concluir o projeto, mas o projeto jamais acabava. Com o tempo, e com os seus credores já bem furiosos, o “rei” foi declarado louco e ele foi internado.
Luis, foi encontrado morto em 1886. Sem seu principal morador, o castelo foi aberto ao público para visitação alguns meses depois. Hoje, recebe 1.300.000 visitantes por ano.
Ao chegar na cidade, você já vê lá no topo aquele gigantesco castelo. Lindo, dá vontade de correr para chegar nele. Mas, calma, muita calma, que o caminho até lá é longo. Achamos mais aventureiro subir toda montanha a pé. Senti frio, calor, tudo no mesmo caminho. Pois tem muitas árvores. Quando as árvores sumiam, o sol queimava. Antes de chegar no castelo, tem um lago grande, parecendo cena de filme, com cisnes dentro e, ao fundo, os alpes austríacos com um restinho de neve. Olha que estávamos no final da primavera.
Ao chegar perto do castelo, você não acredita, parece um conto de fadas. É um dos cartões-postais da Alemanha. Ele foi a inspiração para a criação do castelo da Cinderela na Disney, símbolo do Walt Disney.
Dentro dele, ficaram alguns móveis e utensílios da época. Mas, infelizmente, não pode tirar nenhuma foto. Está tudo guardado na memória, inclusive um quarto que imita uma gruta. O guia, em português, explicava tudo e contava toda a história que passou ali dentro. Você viaja, literalmente.
A vista lá de cima é outra maravilha à parte. Com os alpes, montanhas e lagos. É surreal pensar como conseguiram construir um monumento desse tamanho, naquele local, naquela época!
Além desse castelo, tem um outro castelo, construído antes desse pela mesma família. O Castelo de Hohenschwangau, que também é gigantesco. Demoramos o dia inteiro na visita dos dois. Valeu a pena cada dor na perna. No inverno, deve ser lindo. Mas, não deve ser fácil chegar lá no topo com frio.
O outro castelo visto de baixo
Antes de ir embora, passamos na ponte, onde tem a melhor vista do castelo Neuschwanstein. Embaixo, passa um rio. Dá muito medo, porque venta muito, pro celular voar, pouco custa. Para quem tem fobia de altura, é melhor nem chegar perto. A sensação não é nada boa. Tiramos umas fotos e saímos logo. Descemos por umas trilhas, sinalizadas com placas.
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Pra minha surpresa, quando finalizamos o passeio, passei numa lanchonete já lá embaixo, o que achei? A cerveja do castelo. Sim, até o castelo lá tem cerveja em homenagem. Ah, tive que comprar e tomar ali mesmo, fresquinha (olha a foto ao lado como comprei ela, olha que foi tirada do freezer, nem suar ela suava…rs). Agora sim, estava pronta para voltar para Munique. Ufa!
Surra de fotos:
O lago
Castelo visto lá de baixo
O outro castelo visto de baixo
Visão da ponte
A cervejaria escolhida para esse #tbt é a Augustiner Bräu, uma cervejaria tradicionalíssima de Munique. Em minhas pesquisas sobre essa cervejaria, li que é a mais antiga de Munique em funcionamento até os dias de hoje. Mas sempre aparecem outras falando que é a mais antiga.
Augustiner Edestoff
Tomando umas e comemorando o niver
Vou falar sobre a primeira que tomamos no restaurante da própria cervejaria, em Munique (Augustiner am Dom), a casa parece ser bem antiga. É bem escura, por isso as fotos não ficaram muito boas. Aliás, foi onde eu comemorei meu aniversário. 🙂
A Edelstoff – Exportbier, é uma Munich Helles, ou seja, uma cerveja leve, com alta drinkability. No aroma, sente-se o floral e herbal dos lúpulos utilizados, que equilibram muito bem com os maltes com características de caramelo. Um pouquinho cítrica e final pouco seco, além do leve amargor. Uma cerveja deliciosa como não poderia deixar de ser essas cervejas populares alemãs.
Além dela, nós tomamos uma Weiss e uma Dunkel, que dispensam comentários.
Para acompanhar essas delícias, pedimos um prato tipicamente alemão: Würstel Plate – Salsichas com repolho e salada de batata alemã.
A Augustiner-Bräu Wagner KG, como já disse, foi criada em Munique, na Alemanha. Por ordem do arcebispado de Freising e do duque de Baviera, os monges da Ordem de Santo Agostinho (Augustinianos ou Augustiners), fabricavam cervejas. Isso, lá em 1328.
Os monges agostinianos forneceram cerveja para a família real bávara Wittelsbach até 1589, época em que a cervejaria Hofbräu foi fundada.
Em 1829, a família Wagner adquiriu a cervejaria Augustiner. As iniciais “J. W.” que estão no logotipo da cervejaria refere-se a Josef Wagner, que assumiu o papel de gerenciamento após a morte de sua mãe.
A Augustiner é vendida principalmente em Munique e seus arredores. No exterior do sul da Baviera, ela é vendida, por exemplo, em restaurantes da Saxônia, como o Palácio da Caça de Augustusburg ou o Palácio de Lichtenwalde. Além disso, eles são encontrados em restaurantes selecionados em Wertheim, Berlim e Bregenz. Não é tão fácil achá-la fora de Munique.
Ela é umas das 6 cervejarias que podem participar do Oktoberfest original. Fazendo o tradicional desfile dos cavalos levando os barris de chopp para a Oktoberfest, mantendo assim uma característica da época em que a festa foi criada.
Simultaneamente, 64 marcas de cerveja artesanal independente apresentam, hoje, 19 de janeiro, uma nova Catharina Sour para o seu público. É o maior lançamento simultâneo já realizado no país. A ação é realizada pelo Movimento Toda Cerveja, um grupo que reune marcas de cervejas para agitar o segmento das artesanais e exaltar a diversidade das criações brasileiras.
Créditos: Divulgação
A missão das cervejarias é apresentar ao público o estilo Catharina Sour, o primeiro estilo brasileiro consolidado pelo Beer Judge Certification Program (BJCP), o principal norteador de estilos de cerveja no mundo. Ou seja, a Catharina Sour é o primeiro estilo de cerveja brasileiro.
Segundo Daniel Jeffman, um dos organizadores do Movimento, a escolha pela Catharina Sour foi debatida entre as cervejarias participantes dessa ação. “Nós dicutimos isso entre o grupo e chegamos a esse estilo. Decidimos homenagear esse feito inédito para o mercado (a Catharina Sour se tornar um estilo oficial). E escolhemos uma época do ano que tem potencial para ser o grande consumo sazonal de Catharina Sour, já que ela é leve, refrescante e tem o apelo do uso das frutas”, afirma.
As cervejarias que estão fazendo parte desse lançamento coletivo estão localizadas em 46 cidades que ficam em 10 estados diferentes: Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Juntas, elas produzem mais de 1,6 milhões de litros ao mês. No final, eu cito todas!
A representante de Minas Gerais é a cervejaria Küd, de Nova Lima, que lançou a Innuendo, uma Catharina Sour com Abacaxi, com teor alcóolico de 6,5% e IBU 20.
A lista de frutas que as cervejarias participantes escolheram é extensa. Entre elas estão: abacaxi, acerola, amora, araçaúna, butiá, cacau, café, cajazinho, cupuaçu, framboesa, goiaba, graviola, jaca, jabuticaba, variedades de laranja e limão, mamão, manga, maracujá, mirtilo, morango, pêssego, pitaya, seriguela, tangerina, variedades de uva e uvaia. Especiarias e outros itens como casca de laranja, capim cidreira, matcha e tomilho também fazem parte das combinações. Criatividade não faltou!
Os lançamentos estão sendo realizados nos bares das próprias cervejarias e também em pontos de vendas parceiros. A identidade visual da ação é a mesma, para facilitar que os consumidores de diferentes estados identifiquem o estilo e se sintam convidados a provar.
O Estilo Catharina Sour
O estilo foi criado em 2016, em Santa Catarina, porém, só foi incluído definitivamente no mais importante guia de estilos do mundo no final de 2021. De acordo com o BJCP, a Catharina Sour é uma cerveja refrescante de trigo, ácida e com frutas que normalmente apresentam um perfil tropical. No aroma, a fruta é identificada de forma imediata e a coloração também muda de acordo com a variedade selecionada. Especiarias, ervas e vegetais podem complementar a receita.
Sobre o Movimento Toda Cerveja
Criado em agosto de 2021 por cervejarias independentes brasileiras, o Movimento Toda Cerveja tem como objetivo realizar ações colaborativas entre marcas de todo o país para a disseminação da cultura cervejeira.
A iniciativa foi de Daniel Jeffmann (da Fat Bull Beer), Janderson Martini (da Old Captain) e Vinícius Cordeiro (das marcas Veterana e Ruradélica).
A primeira ação realizada pelo Movimento Toda Cerveja foi o Bitter Day, em setembro de 2021.
Confira os estados e as cervejarias participantes dessa ação coletiva. Todas estão sendo apresentadas no @todacerveja.
Ceará Nery Brothers (Fortaleza)
Espírito Santo Mestra (Serra)
Goiás Templária (Catalão) Dona Lupulina (Goiânia)
Minas Gerais Küd (Nova Lima)
Mato Grosso Heresia (Cuiabá) Louvada (Cuiabá)
Paraná Ade Bier (Castro)
Rio de Janeiro Paranoide (Volta Redonda)
Rio Grande do Sul 4beer Cerveja e Cultura (Porto Alegre) Babel Cervejaria (Porto Alegre) Bierdron (Lajeado) Alcebier (Novo Hamburgo) Divisa (Santana do Livramento) Paralelo 30 (Eldorado do Sul) Ruizoca (Dom Pedrito) Traum (Nova Petrópolis) Danken (Vale Real) Diefen Bros (Porto Alegre). Donner Craft Brew (Caxias do Sul) Fat Bull Beer (Novo Hamburgo) FIL (Gravataí) Herzpille Cervejaria (Bom Princípio) La Birra (Caxias do Sul) Leoner Hof Craft Beer (Sapiranga) Marek Cervejaria (Charqueadas) Mater (Dois Irmãos) Nahualli (Farroupiliha) Nave (Pelotas) Polvo Loco (Porto Alegre) Proeza Beer (Santa Cruz do Sul) Rübebeer Cervejas Artesanais Ltda (Novo Hamburgo) Ruradélica Ales (Porto Alegre) Salva Craft Beer (Bom Retiro do Sul) Suricato (Porto Alegre) Titans Cervejas Especiais (Tapejara) Velho Ébrio (Pelotas) Veterana (Porto Alegre) Zagaia (Itaara) Baita Bier (Novo Hamburgo)
Santa Catarina Armada Cervejeira (São José) Balbúrdia Cervejaria (Blumenau) Biertal (Braço do Norte) Big jack Cervejaria (Orleans) Blend Bryggeri (Criciúma) Bruxa Cervejaria (São José) Alcatraz (Criciúma) Maestro (Jaraguá do Sul) Liffey Brew Pub (Palhoça)
São Paulo Bela Beer (Santana de Parnaíba) Beta Hops Brewing (Registro) Cervejaria 77 (São Paulo) Bragantina (Bragança Paulista) Karma (Osasco) Revoluta (São José do Rio Preto) Cervejaria Santista (Santos) Urbana (São Paulo) Gård Cervejaria (Campos do Jordão) Hops Craft Beer (Barueri) Miners Craft Beer Co. (São Paulo) Racing Beer (Barueri) Sonora (Paulínia) Sorocabana (Sorocaba) X Craft Beer (São Paulo)
Não é novidade que as mulheres estão cada vez mais inseridas no mundo da cerveja. Temos visto a presença delas em todos os espaços cervejeiros: nas fábricas durante a produção, como especialistas formadas e qualificadas falando sobre o assunto, atrás dos balcões vendendo e nas mesas dos bares, apreciando o líquido sagrado. Essa tendência de aumento das mulheres no meio cervejeiros foi comprovado no recente relatório divulgado pelo Consumer Insights, feito pela multinacional Kantar.
De acordo com a pesquisa, o terceiro trimestre de 2021 registrou o maior número de consumidores da cerveja desde o terceiro trimestre de 2019. Houve um aumento de 27% no consumo. E, segundo esses dados, o perfil que mais contribuiu para essa alta foi o composto por mulheres de 40 a 49 anos, pertencentes às classes A e B. Por outro lado, mesmo que tenha tido um aumento do público que consome cerveja, caiu a frequência com que as pessoas, no geral, bebem. A frequência caiu em 42% na comparação entre o terceiro trimestre de 2019 e 2021. Os homens que fazem parte da mesma faixa etária e classe social, citada anteriormente, foram os responsáveis pela queda na frequência do consumo.
O estudo também apontou que a alta do público que consome a bebida é consequência direta da flexibilização das regras de distanciamento da Covid-19 e da reabertura gradual do comércio. E que a consumação ocorre, principalmente, em dois momentos: locais públicos e casas de amigos e familiares.
Em locais públicos, a presença das mulheres, em geral, cresceu 6,7pp nos últimos 12 meses. Em setembro de 2020, essa participação era de 14,5%, 12 meses depois, foi para 21,2%. Nas casas de amigos e familiares, por sua vez, o consumo cresceu 4pp, atingindo 18,3%, segundo Hudson Romano, gerente sênior de consumo fora do lar da Kantar.
Ainda é importante ressaltar que a preferência por cerveja cresceu, principalmente, em momentos de happy hours e aos fins de semana. Neste contexto, o aumento foi de 10pp, chegando a 45% das preferências.
Lembrando que, não significa que as mulheres estão bebendo mais que os homens, mesmo porque fazer uma disputa dessa não é nada saudável. A pesquisa aponta apenas que mais mulheres passaram a consumir cerveja. E digo mais, esses números podem ter aumentado pelo fato de mais mulheres passarem a confirmar que tomam cerveja. Falo isso porque, há alguns anos, devido ao preconceito, muitas mulheres não bebiam ou não falavam que bebiam cerveja.
Como eu sempre digo, quanto mais mulheres estiverem no mercado e nas mesas de bares, falando sobre o assunto, bebendo cerveja com moderação e mostrando que mulher pode e entende de cerveja, outras se sentirão à vontade para entrar nesse mundo caso ainda não esteja ou, se já estiver, não ter receio de falar que é adepta à umas cervejinhas!
Alguém ainda tem dúvida que mulher combina com cerveja.
Depois de tanto bater perna por Munique, que é não é nada pequena, uma pausa é sempre merecida.
Aliás, andamos mais do que precisávamos pois as ruas são bem confusas. Com isso ficávamos rodando igual um peru perdido, passando pela mesma rua mais de uma vez. Mas no final, a gente riu de tudo isso.
Para dar uma pausa na andança, escolhemos estacionar no Viktualienmarkt, o mercado de alimentos mais famoso de Munique, que fica numa enorme praça, no centro da cidade. Com mais de 200 anos de existência, é lá que os moradores da cidade vão para “fazer a feira” e os turistas vão para fazer uma pausa, comer e beber. Lá possui tendas que vendem pães, queijos, peixes, flores, temperos, vinhos, linguiças, salsichas e frutas exóticas. Mas, o que nos atraiu mesmo foi o biergarten da feira, bem típico alemão: um jardim grande, aberto, cheio de gente, com as mesas de madeira compartilhadas e restaurantes ao seu redor no estilo self-service.
Como em todos os Biergarten, lá você se serve e compartilha a mesa com as demais pessoas. Os garçons apenas retiram o lixo e os canecões das mesas. Lá, você encontra todas as principais cervejas de Munique, tanto em garrafa quanto em chope. Fomos dois dias. O primeiro dias estava supertranquilo, mais vazio. Já o segundo dia…
Além tomarmos a Paulaner Hefe-Weissbier tradicional e a Hefe-Weiss Dunkel, comemos as comidas mais típicas que tinham por lá: Cachorro Quente e salsichão com ketchup, curry e batata frita.
No outro dia, que estava lotado, custamos para achar lugar para sentar. Muita gente, todos se divertindo, falando alto, uma alegria só!
Aí você precisa estar de coração aberto. Pois, os bancos são tão colados que a pessoa sentada atrás de você praticamente escora as costas na suas costas. Fora os fumantes. Trocamos de lugar duas vezes porque os fumantes não importam se você fuma ou não. E fica aquela fumaça subindo embaixo do seu nariz (super alérgica detectada). Mesmo depois que trocamos, tinha mais fumante do lado, aí desistimos e tentamos conviver com aquele incômodo.
Tirando isso e os atendentes que não têm paciência de entender pessoas que não falam alemão, as pessoas que frequentam ali são supersimpáticas, conversam com você (mesmo você não entendendo nada). Quando chegamos na mesa com nossos copos, o moço do lado nos desejou saúde (isso eu entendi: Pröst) e disparou a falar em alemão, eu só olhei e falei “eu não anderstende”. Ele entendeu, deu uma risadinha e continuou conversando com o pessoal que estava com ele.
Quando fomos, o Maibaum (Árvore de Maio ou Mastro em alemão), de 2017, estava decorando o meio da praça. Maibaum é esse mastro gigante (foto) pintado de azul e branco (as cores da Baviera) que é trocado e erguido todo ano, no dia 1º de maio, para celebrar a chegada da primavera. Nesse dia, é feita uma grande festa na praça!
Pela tradição, o Maibaum precisa ser erguido sem máquinas, os homens da cidade fazem esse serviço. Porém, algumas cidades, com essa tradição, utilizam guindastes para essa tarefa.
O mastro é feito pelos moradores locais. E o interessante é que há uma tradição em que o Maibaum, enquanto fica esperando o dia 1º para ser erguido, pode ser “roubado” por moradores das vilas vizinhas. Por isso, são organizados turnos para vigiar o mastro. E, por outro lado, algumas pessoas se organizam para roubar o mastro alheio. Às vezes, os “ladrões” conseguem roubá-lo. Quando isso acontece, o Maibaum precisa ser resgatado e, normalmente, o preço do resgate é uma grande mesa com comidas e cervejas. Tudo não passa de uma brincadeira tradicional não só de Munique, mas de outras cidades do interior da Alemanha. Ah, depois de erguido e abençoado pelo reverendo, o mastro não pode mais ser roubado.
Após o Maibaum ser levantado inicia-se a solenidade onde é hasteada a bandeira ou flâmula que é acompanhado pelo hino da cidade, a plateia comemora com cervejas e salsichas, enquanto jovens rapazes da comunidade fixam no Maibaum os símbolos de várias profissões manuais e artesanais existentes na comunidade ou vila. Tudo isso é acompanhado pela música e por danças em torno do Maibaum.
É muita cultura minha gente.
Foto: angelinawittmann.blogspot.com
É claro que nesse #tbt não pode faltar o review de uma das cervejas que bebi nessa parada. E a cerveja escolhida é o ícone de Munique, que você acha em qualquer bar ou restaurante dessa cidade, a Paulaner Hefe-Weissbier Naturtrüb, uma cerveja de trigo não filtrada, que eu salivo só de pensar nela.
Apesar de ser de trigo, é uma cerveja que não desce muito pesada. Em seu aroma e sabor, é possível sentir as clássicas notas de banana e cravo vindas das leveduras. No sabor, ela tem um suave adocicado, notas frutadas e amargor quase imperceptível. Por não ser filtrada, ela tem essa cor turva.
É uma delícia!!! Por ser fácil de beber, ela é conhecida na região da Bavaria como “cerveja para o café da manhã”. Seu teor alcoólico é de 5,5%. De boa!
A Paulaner Brauerei München produz cervejas desde 1634, em Neudeck ob der Au (Munique). A cerveka era feita pelos monges da Ordem dos Mínimos, conhecidos como os “Paulaners” por ser uma ordem religiosa fundada por São Francisco de Paula. Os monges produziam a Paulaner Salvator para consumo próprio durante a quaresma. Somente em 1780, eles conseguiram autorização para vender a cerveja. Ainda hoje, a marca carrega o nome e a tradição da ordem sendo que o monge retratado na logomarca da cervejaria é o próprio São Francisco de Paula.
Atualmente, a Paulaner conta com seis rótulos de linha em sua produção. É considerada a maior cervejaria de Munique, a sua cerveja do estilo Münchner Hell é a mais vendida do mundo no estilo. Além disso, a cervejaria é uma das seis que podem oferecer suas cervejas na maior festa cervejeira do mundo, a Oktoberfest!
Outra curiosidade é que a Paulaner, desde 2003, patrocina o time de futebol Bayern de Munique. Em final de campeonato, é distribuído Paulaner para os torcedores e jogadores (que ruim!). A comemoração de títulos do time é feita com o tradicional copo gigante da marca e o banho de cerveja dos jogadores.