#TBT: Birra Bizarra – Monumento Campeones de 1950 e La Carreta (Montevidéu)

O #tbt volta com cerveja artesanal uruguaia.20180407_165146.jpg

Esta é a Harry Breakfast Stout – uma Oatmeal da Birra Bizarra. É um verdadeiro café da manhã já que seus principais ingredientes são chocolate belga, café Burundi e aveia. Deixa qualquer um bem disposto!

É uma cerveja densa, com sabores torrados e aroma de café.

Os rótulos da Bizarra são inspirados em antigos cartazes de circo, com um personagem fictício com uma personalidade combinando com essa cerveja.

O da stout é o enigmático Harry Black, “o bruxo sombrio, capaz de adivinhar seus pensamentos apenas com seu olhar penetrante. Misterioso e escuro, como esta poderosa e densa cerveja escura de intenso sabor torrado.”

birra bizarraA ideia da Birra Bizarra surgiu em 2010 como parte dos negócios de vinho da família Deicas, quando seu importador do Brasil pediu para que fabricassem cerveja artesanal uruguaia para exportarem para o país. O conceito “Bizarra” não foi bem aceito pelos brasileiros, mas agradou os Deicas.

Em 2014, foi colocado em prática o planejamento da cervejaria. Até hoje ela não chegou no Brasil. Porém, a Bizarra está em todo território Uruguai e chegou ao Peru.

Cada cerveja tem um toque bizarro como a Harry Black que tem chocolate e café envelhecido com carvalho francês.

Hoje, eles têm seis rótulos. Além da Stout (Harry), tem a IPA (Igor), Blonde Ale (Tania), Edward (Weissbier), Amber Ale (Ámbar Ale), Amercian Pale Ale (Gina).

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O prato deste #tbt vai ser do local onde bebemos essa cerveja: Parrillada y Restaurante El Fogón, que fica no Punta Carretas Shopping em Montevideu.

Pedimos uma salada de entrada, bife, fritas e esse arroz temperado. Estava tudo ótimo, tirando esse arroz, que não lembro o nome, que achamos azedo. Não sei se era normal do tempero deles, mas, trocamos por purê. A comunicação nossa com a garçonete estava impossível. Aí pedimos para trocar pelo que deu para enteder no cardápio…rs. Purê com batata frita ficou ótimo!


No ponto turístico de hoje vou falar de dois monumentos que ficam bem próximos. Fáceis de serem visitados em Montevideu.

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Em frente ao Estádio Centenário (aqui falei sobre esse passeio) tem um monumento chamado de “Monumento Campeones de 1950 Maracaná”. O monumento representa a vitória da seleção do Uruguai contra o Brasil, em 1950, na final da Copa do Mundo no estádio do Maracanã. A seleção brasileira era a favorita e perdeu por 2 a 1. O jogo ficou conhecido como Maracanaço.

O monumento também relembra algumas seleções campeãs do mundo. E também tem a marca dos pés de Edgardo Ghigga. O jogador foi o responsável pelo segundo gol, que deu o título ao Uruguai.

Por ali perto, fica mais o Parque bem cuidado de Montevidéu, o Parque Batlle.

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Nele fica o monumento La Carreta, muito bem vigiado por guardas para evitar vandalismo etc. O monumento foi inaugurado em 1934, do escultor uruguaio Jose Belloni, que espalhou várias de suas criações por outros espaços públicos da cidade.

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La Carreta é uma homenagem aos desbravadores do território uruguaio que tinham como principal meio de transporte as carretas.  A imagem é de uma carroça semi-atolada em um lago, puxada e acompanhada por bois. A escultura é feita de bronze, com uma base de bronze e granito rosa.

Para quem gosta de apreciar monumentos, ficam aí essas dicas. Os dois ficam bem pertinhos.

#TBT: Cabesas Bier – Letreiro Montevideo

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O #tbt de hoje é com a Sabotage, uma Oatmeal Stout, medalhista da Cabesas Bier. O estilo oatmeal stout tem origem nas Ilhas Britânicas. É caracterizada pelo uso de aveia para aumentar o corpo, a complexidade do sabor e conseguir uma espuma espessa e persistente. Essa é exatamente como manda o “figurino, com aromas de café, aveia e chocolate do malte tostado. O sabor amargo contrasta com o doce, sente um gostinho de café e chocolate meio amargo. Mas o torrado não ‘é tão intenso, como deve ser uma Oatmeal Stout. Maravilha!

ABV: 6,1% e o IBU: 23

cabesasA Cabesas Bier, é de Tacuarembó, Uruguai. Foi fundada em 2008 e, em sua curta história, já foi premiada em diversos concursos cervejeiros na Argentina e Brasil.

A cervejaria começou com uma produção de 1.000 litros mensais. Com a alta demanda, tiveram que aumentar a produção. Em 2014, inauguraram uma fábrica com capacidade de 40.000 litros por mês, podendo, assim, distribuir seus barris para todo o Uruguai.

Em 2017, passaram a engarrafar suas cervejas e ter um depósito em Montevidéu. Já em 2018, passaram a exportar as garrafas, sendo que 30.000 garrafas viajaram para fora do país. Chegou aqui no Brasil!

Hoje, eles fabricam 10 estilos diferentes: Oatmeal Stout, Scotthish Ale, Brown Porter, Weizen, IPA, Double IPA, American Pale Ale, Blonde Ale, Pumpkin Ale e Wee Heavy.

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O ponto turístico é o letreiro Montevideo, que não pode faltar em álbum nenhum!

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O letreiro foi instalado em Montevidéu em 2012, quando foi sede da Assembleia de Governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Corporação Interamenicana de Investimentos.

Em princípio, ele era de madeira e provisório, mas, devido à grande aceitação dos moradores e turistas, decidiram, em 2014, construir um com letras de concreto sobre uma base de cimento. Desde então é o mesmo, é o mesmo.

Algumas pessoas se aventuram subindo no letreiro para tirar fotos. Não tive coragem, achei alto e meio escorregadio.

Ele tem 15 metros de comprimento por 2 de altura e, para dar uma iluminada, foi instalado um conjunto de iluminação e pintado com tinta especial branca para resistir a ação do tempo. De vez em quando, ele é pintado como para o carnaval ou para ações de conscientização social. Mas, sempre volta a sua cor de origem, branca.

Ele está sempre cheio, então, você tem que contar com a educação dos que estão ali ou com a sorte de estar vazio, para poder tirar foto sem aparecer outras pessoas.

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O letreiro fica no bairro Pocitos, um ótimo lugar para apreciar o pôr do sol e a vista da “praia”. Tem até uns banquinhos para sentar e esperar o tempo passar. Claro que não perdemos a oportunidade.

Depois que o sol se pôs, fomos caminhar pela Rambla, que é outra coisa gostosa de se fazer em Montevidéu. A Rambla fica lotada, jovens conversando, casais namorando, grupos de adultos passando o tempo, crianças brincando.

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E uma coisa que reparei é que todos, sem exceção, estão com sua garrafinha de mate debaixo do braço e uma cuia na mão, independente do calor que estiver. É como se fosse água para eles. Muito interessante esse costume.

Recomendo demais esse passeio, que é simples, mas é ótimo e relaxante!

#TBT: Bis Bier – Plaza Independencia (Montevidéu)

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O #TBT de hoje vai ser com uma cervejaria artesanal que está começando no mercado uruguaio e que me ganhou pela receptividade e atenção de seus donos, além da cerveja de qualidade.

Essa daí é a Irish Red Ale. Uma cerveja bem saborosa. Com aroma e sabor caramelizados, tem um leve sabor de maltes tostados no final que a deixam um pouco seca no fim. Seu amargor é bem discreto. Adorei a cerveja. ABV: 5,2%
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logo-bis-bier.pngA Bis Bier, surgiu na cidade de Salinas, no Uruguai, em dezembro de 2017. Seu início, foi um desejo do casal Carlos e Laura e seus sobrinhos Matías e Eduardo (e esposa Ana) de fabricarem a própria cerveja.

No começo, eles contaram com a ajuda de cervejarias que já estavam no mercado como Cerveza Quican e a Piwo Cerveceria. Depois de alguns experimentos, enfim o sonho virou realidade.

Hoje, a Bis Bier produz quatro estilos de cerveja 100% artesanais: Blonde Ale, American IPA, Amber Ale e Sweet Stout. Não tem a Irish mais.

Senti muita força de vontade deles em fazer uma cerveja de qualidade para esse público tão exigente. Pude tomar a Blond e a Irish, as duas estavam excelentes. Eles vão longe!

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O prato de hoje, foi um almoço que comemos no restaurante La Passiva, que fica no centro de Montevideo.

Um churrasco de cuadril (alcatra) com purê e salada caprichado e delicioso!

Pagamos $330 pesos.


O ponto turístico é a Plaza Independencia, o cartão postal e a principal praça da capital do Uruguai, Montevideo, projetada pelo arquiteto Carlo Zucchi, em 1837. Foi o primeiro lugar que visitamos. Ali, você já “mata”, vários cartões postais em uma visita só.

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No entrono da praça, ficam: a Porta da Cidadela (Puerta de la Ciudadela), uma porta que restou da fortaleza que protegia Montevidéu anos atrás. Encontramos, também, diversos edifícios antigos e importantes para a cidade, como o Palácio Salvo (falarei sobre ele em outro post), Teatro Solís (também falarei em outro post), a Torre Executiva, atual sede do Poder Executivo, e o Palácio Estévez que foi utilizado como sede da presidência. Depois virou Museu da Casa do Governo, expondo trajes, objetos, móveis, quadros e outros artigos que fizeram parte do dia a dia de presidentes uruguaios. Não visitei porque já estava cansada.

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Palácio Salvo
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Museu da Casa do Governo

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Além de todos esses edifícios, no meio da praça fica um dos monumentos mais fotografados de Montevideo, uma estátua dedicada ao libertador José Artigas. No subterraneo da praça, encontra-se um mausoléu que abriga a urna de restos mortais de José Gervasio Artigas, militar e herói nacional da independência uruguaia apelidado de “pai da pátria oriental”.

Datado de 1977, o ponto turístico preserva parte da história do país, com inscrições nas paredes internas que relembram as conquistas do General. A visitação é gratuita e em silêncio, em respeito ao general. Achei muito legal como eles preservam e respeitam a memória de uma pessoa que teve importância para o país. O espaço é guardado permanentemente por soldados de honra do Regimento Blandengues de Artigas e, se você tiver sorte (como tivemos), você consegue ver a troca de guardas. Tudo feito com muito silêncio e respeito.

Saindo de lá, fomos para a Avenida 18 de julho, a mais famosa da cidade. Tem de tudo na avenida, é muito movimentada. E o principal, tem wi-fi QUE FUNCIONA por toda a Avenida! Alô, Brasil, estamos ficando muito pra trás.

Amei o primeiro dia de posseio!

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Avenida 18 de Julho à frente

#TBT: Allgäuer Büble Bier – Pergamonmuseum (Berlim)

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A cerveja do #tbt desta vez é Edel Weiss Bier da Allgauer Büble Bier. Uma cerveja de trigo de estilo alemão, feita com ingredientes nobres, que é o que sugere a palavra “Edel”. Feita com água, malte de cevada, extrato de lúpulo, lúpulo. Com o sabor frutado (banana), seguido de um aroma delicado de lúpulo, que também dá um pouco de amargor à cerveja. Uma cerveja agradável de tomar.

Álcool: 5,3%

A Allgauer Büble Bier faz parte do grupo Allgäuer Brauhaus AG, fundado em 1911, que tem sede e origem em Kempten (centro urbano da região campestre do Allgäu), localizado na Bavaria, Alemanha. O grupo fabrica uma grande variedade de cerca de 20 cervejas diferentes.

logoO rótulo da Allgauer Büble Bier trouxe muita polêmica na Alemanha, por ter uma criança segurando uma jarra de chopp. Porém, eles explicam que este rótulo simboliza um costume antigo em Allgäu: antes, quando a cerveja ainda não estava disponível no mercado para comprar, elas eram servidas apenas em barris e, para consumi-las, era necessário ir no local de fabricação. Com isso, os pais mandavam seus filhos nos locais para pegar a cerveja fresca, direto do barril, e levar para casa na jarra.

A Allgauer Büble Bier surgiu em 1950 e, hoje, contém 7 tipos de cervejas: Edelbrau, Bayrisch Hell, Edel Weiss Bier, Edel Weiss Alkoholfrei, Urbayrisch Dunkel, Radler, Fest Bier

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O ponto turístico do #tbt de hoje é com o Pergamonmuseum (Museu Pergamon), localizado na Ilha dos Museus, centro de Berlim, onde encontram-se mais quatro outros museus. Construído entre 1910 e 1930, hoje, ele é o museu mais visitado de Berlim. É enorme! Demoramos por volta de duas horas para explorar suas três alas monumentais.

O museu está organizado em três partes: Coleção de Antiguidades Clássicas;  Museu do Antigo Oriente Médio; e  Museu de Arte Islâmica.

O que mais me fascinou foi o de “Antiguidades Clássicas”, pois adoro as histórias da Grécia e Roma antiga. Ao entrar, você se sente dentro da história, pois há obras de arte da antiguidade grega e romana: arquitetura, esculturas, inscrições, mosaicos, bronze, jóias e cerâmica. E o áudio-guia conta cada detalhe. Parece mesmo que você está passando por aquela época.

Obs: Não tinha áudio-guia em português, tive que ouvir aquela mulher com voz estridente falando em espanhol. 🙂 

As principais exposições são: o Altar de Pérgamo, do século II aC, construído para Zeus, na antiga cidade grega de Pérgamo (que atualmente chama-se Bergama e faz parte da Turquia). Ele foi encontrado durante escavações, no final do século XIX, levado para Berlim e reconstruído em seu tamanho original. Foi feito com escadarias em mármore, colunas e friso em baixo-relevo que exibem a batalha entre os deuses e gigantes da mitologia. Não tivemos acesso, pois ficará fechado até 2020 para reforma. ☹

E a outra atração é o Portão do Mercado de Mileto, com 17 metros de altura e 29 metros de largura, era um portal que dava acesso ao mercado da antiga cidade de Mileto (atualmente Turquia).

Saí de lá com o pescoço doendo. Mas, valeu a pena!

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