Cervejas trapistas: cervejas feitas por monges

Você sabia que existem cervejas feitas por monges?

Pois é. Essas, são as Cervejas Trapistas: produzidas e supervisionadas por monges da Ordem Trapista e fabricadas na própria Abadia/Mosteiro. Muitas das cervejarias possuem funcionários que não são monges, mas há sempre a supervisão de um monge dentro da cervejaria.

Os trapistas são monges que dedicam suas vidas à oração e ao trabalho, em uma vida comunitária.

Uma pequena parte do que os monges e freiras produzem em suas abadias é para uso próprio. A maior parte é destinada à venda. Os trapistas (monges) e trapistinos (freiras) usam os rendimentos para financiar as necessidades de suas comunidades religiosas. Qualquer coisa extra é dada a terceiros. Dessa forma, eles apoiam projetos em países em desenvolvimento e obras de caridade, enfim, oferecem ajuda a quem precisa.

E com a cerveja que eles fabricam e vendem não é diferente. Não pode ter fins lucrativos. Sim, eles também bebem!

Dos mais de 170 mosteiros trapistas existentes no mundo, somente treze são autorizados a marcar suas cervejas com o selo de autenticidade trapista, o Authentic Trappist Product (ATP), garantindo a origem monástica de sua produção.

Como um mosteiro recebe autorização para usar o selo?

Para poder usar o selo em um de seus produtos Trappist®, a abadia deve atender a estes três critérios rigorosos:

– Todos os produtos devem ser feitos nas imediações da abadia;
– A produção deve ser realizada sob a supervisão dos monges ou freiras;
– Os lucros devem ser destinados às necessidades da comunidade monástica, para fins de solidariedade dentro da Ordem Trapista, ou para projetos de desenvolvimento e obras de caridade. Ou seja, não pode ser um empreendimento lucrativo. A renda deve cobrir os custos de vida dos monges e o que sobrar deve ser doado.

Imagem ITA

Essa licença tem duração de cinco anos e pode ser renovada.

Uma observação importante é que todas as abadias trapistas têm o direito exclusivo de uso da marca Trappist®. Porém, o selo ATP só foi concedido para doze. Esse selo não só tem origem monástica, mas também garante que foi produzido de acordo com as rígidas diretrizes estabelecidas pelo Associação Trapista Internacional

Onde estão e quais são as Cervejas Trapistas autorizadas?

Todas estão na Europa. Veja como elas estão distribuídas:
– Cinco na Bélgica: Trappistes Rochefort (Cidade de Namur), Orval (Florenville), Westmalle (Westmalle), Westvleteren (Westvleteren) e Chimay (Hainaut);
– Dois na Holanda:  La Trappe (Tilburg) e Zundert (Zundert);
– Um na Áustria: Stift Engelszell (Engelhartszell an der Donau);
– Um na Itália: Tre Fontane (Roma);
– Um na Inglaterra: Mount St. Bernard Abbey (Tynt Meadow);
– Um na Espanha: Cardenã (Burgos);
– Um na França: Mont des Cats (Godewaersvelde).

Atualização de maio de 2022: Nos Estados Unidos, a St. Joseph’s Abbey (Spencer- Massachusetts), única Trapista fora da Europa, encerrou as atividades.

Atualização de 8/2/2023: Em 2023, a Achel foi vendida para o Tormans Group. Como deixou de ser feita por monges, a cervejaria perdeu o direito de usar o selo Trapista.

Uma observação interessante é que outros produtos também podem se qualificar para receber o selo como: pães, queijos, licores e artefatos religiosos.

Imagem: Philip Rowlands 

A mais antiga cervejaria trapista é a Trappistes Rochefort, produzida desde o ano de 1595, dentro da Abadia de Notre-Dame de Saint-Rémy, próxima a vila de Rochefort, na Bélgica. Suas cervejas são o ápice de aroma e sabor, sendo suas receitas secretas e a entrada de visitantes na fábrica não é permitida. Porém, é possível conhecer o mosteiro, experimentar e comprar cervejas locais e souvenirs.

Como surgiu essa ideia de dar um selo para as cervejas?

A partir da segunda metade do século XX, as cervejas trapistas ganharam fama e começaram a inspirar outros produtores mundo afora, que passaram a colocar em seus rótulos “Estilo Trapista”, mesmo não tendo nenhum vínculo com a Ordem Trapista.

Em 1998, oito mosteiros trapistas se uniram e fundaram a International Trappist Association (ITA) – Associação Trapista Internacional, para evitar que empresas comerciais não-trapistas abusassem do nome Trappist (trapista). Com isso, essa associação privada criou o logotipo “Authentic Trappist Product“, para identificar as cervejas que pertencem à associação.

Hoje, a ITA conta com dezenove abadias trapistas em todo o mundo.

Uma lei da Câmara Belga do Comércio decretou que: “Cerveja Trapista é somente aquela que é produzida por monges Cistercienses, e não uma cerveja no estilo Trapista, a qual deve ser denominada cerveja de Abadia”.

Cerveja de Abadia

Com isso, surgiu o conceito Cerveja de Abadia ou cerveja do tipo Abadia (Abbey Beer).

Elas devem carregar a tradição vinda dos mosteiros, mas podem ser produzidas tanto por mosteiros e abadias que não pertencem à Ordem Trapista, quanto por empresas sem ligação com uma determinada ordem religiosa, e nem precisam mencionar um mosteiro específico.

Ou seja, podem ser consideradas Cervejas de Abadia as que são:
– Produzida por um mosteiro/abadia não trapista; ou
– Produzida por uma cervejaria comercial sob um acordo com um mosteiro existente; ou
–  Leve no rótulo o nome de uma abadia extinta ou fictícia por um cervejeiro comercial; ou
– Tenha uma marca vagamente monástica, sem mencionar especificamente o mosteiro, por um cervejeiro comercial.

As mais conhecidas são: Maredsous, Leffe e St. Bernardus.

Atenção! Trapistas e de Abadia não são estilos de cerveja!

Os nomes funcionam mais como referência e uma denominação ligada à tradição cervejeira oriunda dos monastérios.

E tem mais: Toda Cerveja Trapista é de Abadia, mas, nem toda cerveja de Abadia é Trapista.

Os estilos fabricados mais comuns, tanto para Trapistas quanto de Abadia são: Dubbel, Tripel, Quadruppel, Blond Ale, Bock, Belgian Pale Ale, Strong Dark Ale, dentre outros.

São cervejas complexas, de muita personalidade e muitas delas têm um alto teor alcoólico. Eu amo!

Fonte: www-trappist-be

Cervejaria lendária belga adota rótulos após 75 anos

Cervejaria trapista belga Westvleteren passa a rotular suas garrafas pela primeira vez em 75 anos para atender demandas do mercado de cerveja

A cervejaria do mosteiro Westvleteren, localizada na Bélgica, cujas cervejas lendárias são produzidas por monges trapistas na abadia de Sint-Sixtus passará a rotular suas garrafas pela primeira vez em 75 anos.

Por mais de 75 anos, a cervejaria, que produz três das famosas cervejas trapistas da Bélgica, em homenagem à ordem ou dos monges que administram a abadia apresentou as suas garrafas sem rótulo e agora está mudando isso.

A produção da Westvleteren já possuiu rótulos até pouco tempo depois da segunda guerra mundial, quando suas cervejas passaram a ser produzidas de forma licenciada na cervejaria Saint Bernardus. Ainda nesta época a Westvleteren decidiu por não utilizar mais rótulos, concentrando todas informações na tampa da garrafa.

Mesmo quando os monges retomaram toda a produção para dentro dos muros da abada em 1992 as garrafas foram mantidas sem rótulo sendo vendidas no portão do monastério.

Os novos rótulos permitem que os consumidores diferenciem as quatro variedades de forma simples e rápida, porém um dos grandes pontos sobre a Westvleteren é sua exclusividade com os monges produzindo cerveja de forma bastante limitada e limitando também as suas vendas que ocorrem quase que exclusivamente no próprio mosteiro.

Os rótulos conterão todos os tipos de requisitos legais – valores energéticos, ingredientes em três idiomas e um código QR que vincula ainda mais informações que anteriormente os consumidores não tinham acesso.

Rótulo da Westvleteren é uma demanda de mercado pedida por seus consumidores

A gama completa de informações presentes no rótulo, não são exigidas legalmente, mas a cervejaria decidiu por adicioná-los devido a demanda dos consumidores.

Foto:  Francois Lenoir/Reuters

Os monges optaram por um design de etiqueta único, bastante próximo da aparência familiar. Os rótulos representam imagens estilizadas das tampas das garrafas. Existem três versões de rótulos, uma para cada uma das três cervejas trapistas da Abadia de Westvleteren diferenciadas por cores.

 “Estamos respondendo à demanda de muitos de nossos consumidores com esses rótulos. É simplesmente uma tendência no mundo da comida se comunicar muito abertamente. Nós também nos tornamos mais sensíveis a isso. Muitas vezes vejo alguns irmãos aqui analisando uma caixa ou um pacote.” explicou o Irmão Godfried, prior da abadia ao site belga Brussel Times.

A cervejaria destacou que está deixando para trás uma tradição para obter algo melhor em troca e de alguma forma progredir.

“Além disso, mantemos a aparência. Quando as garrafas estão na caixa, os rótulos são colocados de forma que não possam ser vistos, mas apenas as garrafas clássicas e escuras com o anel distintivo com a inscrição em relevo cerveja trapista.”

Cervejas trapistas. O que são?

Trapistas são Abadias – uma comunidade monástica cristã, originalmente católica – que produzem cervejas há muito tempo e seus monges vivem uma rotina de trabalho e oração.

Atualmente, existem apenas 13 cervejarias que podem estampar o selo trapista.

Existem mosteiros trapistas em todo o mundo. E apesar de não terem o selo, o modelo trapista está muito relacionado com a forma de produção e venda.

Para saber mais sobre elas, acesse esse resenha que fiz: Cervejas Trapistas

Fonte: Site Catalise

Minas Gerais recebe 19 medalhas em um dos principais concursos cervejeiros

No dia 6 de agosto, um dos mais importantes concursos cervejeiros, o World Beer Awards, divulgou as cervejas premiadas na etapa nacional. Essa primeira fase, elege as melhores cervejas em cada país participante. Depois de divulgada as campeãs nacionais, acontece a segunda etapa da competição, que é realizada em Londres, quando as ganhadoras de cada país competem entre elas pelo título de melhores do mundo.  

Nessa primeira fase, 120 cervejas brasileiras ganharam medalhas. Foram 35 medalhas de ouro, 37 de prata e 48 de bronze. Um dos destaques foi a cervejaria St. Patrick’s, de  Ipeúna (SP), com cinco ouros, duas pratas e duas bronzes.

Como sempre, as cervejarias de Minas Gerais estão presentes nessa lista importantíssima para o meio cervejeiro. Ao todo, foram 19 cervejas premiadas. Destaque para a Wäls que trouxe nove medalhas e a Albanos que ganhou cinco.

Confira abaixo as mineiras vencedoras. Logo em seguida, inclui a lista feita pelo Beer Art com todas as medalhistas do Brasil.

OURO (4)
Albanos Brown Ale
Breedom Session IPA
Wäls Dubbel
Wäls Quadruppel

PRATA (5)

Breedom Lager (categoria International Lager)
Capapreta Euphoria Juice IPA 7%
Capapreta Session IPA
Laut Montesa Pilsen Premium Beer (categoria International Lager)
Wäls 42 (categoria Belgian Strong Ale)

BRONZE (10)

Albanos Dry Stout
Albanos Life Lager (categoria International Lager)
Albanos Pumpkin (categoria Herb & Spice)
Albanos Session IPA
Wäls Belgian Witte (categoria Belgian Style Witbier)
Wäls Fruit Lambic (categoria Flavoured Wild/Sour Beer)
Wäls Hopcorn IPA (categoria American Style IPA)
Wäls Petroleum (categoria Imperial Stout)
Wäls Session Haze (categoria Session IPA)
Wäls Trippel

Lista completa com todas as cervejarias brasileiras:

OURO (35 premiadas, em ordem alfabética)
Albanos Brown Ale
Ashby American Pale Ale
Baden Baden Cristal (categoria International Lager)
Breedom Session IPA
Búzios Manguinhos (categoria Dark Lager)
Campinas IPA Zero 0,3%
Colorado Guanabara (categoria Wood Aged)
Dom Haus Coconut Fondant
Eisenbahn Unfiltered (categoria Amber/Dark Kellerbier and Rotbier/Red Lager)
Flamingo Beer & Co. Witbier
Fredericia Bock
Goose Island Brewhouse São Paulo American Style Wheat
Goose Island Brewhouse São Paulo Yellow Line (categoria Seasonal)
Avós Imperial Baltic Coffee Reserva 2022 – Imperial Baltic Porter With Catucaí 24/137 Coffee
Avós Imperial Baltic Negroni Special Edition Imperial Baltic Porter With Negroni (categoria Experimental)
Leopoldina Italian Grape Ale
Leopoldina Tripel
Lohn Bier Carvoeira (categoria Herb & Spice)
Masterpiece Van Gogh (categoria Flavoured Wild/Sour Beer)
Noi Avena (categoria Belgian Style Blonde)
Noi Bárbara (categoria Barley Wine)
Noi Diavolo (categoria Belgian Strong Ale)
Noi Fiorella (categoria American Style IPA)
Paulistânia Marco Zero (categoria Classic Pilsener)
St. Patrick’s Barley Wine
St. Patrick’s Dry Stout
St. Patrick’s Hoppy Lager
St. Patrick’s Irish Car Bomb (categoria Imperial Stout)
St. Patrick’s Old Ale
Stannis Mamma Sour (categoria Oud Bruin)
Stannis Red Sönja (categoria Pale Beer / Amber)
Stannis Scarlett Flanders
Unika Catharina Sour – Caju e Pitanga
Wäls Dubbel
Wäls Quadruppel

PRATA (37 premiadas, em ordem alfabética)

Ashby Weiss (categoria Strong Wheat Beer)
Baden Baden Witbier 0%
Baltic Base Baltic Porter
Breedom Lager (categoria International Lager)
Capapreta Euphoria Juice IPA 7%
Capapreta Session IPA
Campinas Amber Ale
Campinas Session IPA Todo Dia
Colorado Black Indica (categoria Black IPA*)
Colorado Demoiselle (categoria Flavoured Stout/Porter)
Colorado Indica (categoria English Style IPA e outras)
Colorado Ithaca (categoria Imperial Stout)
Colorado Smoked Porter
Dom Haus Dom Hanks (categoria Session IPA)
Dom Haus Framboise Fondant (categoria Fruit & Vegetable)
Eisenbahn Weizen Bier (categoria Bavarian Style Hefeweiss)
Fiducanso Oak Aged
Hausen Bier Dunkel (categoria Dark Lager)
Insana Blend Pinhão 2017
Laut Montesa Pilsen Premium Beer (categoria International Lager)
Leopoldina Italian Grape Ale Rose
Lohn Bier Todanossa (categoria Brazilian Pale Ale)
Louvada Hop Lager
Louvada IPA Gf (categoria Gluten-free)
Paulistânia Laralima (categoria American Style Wheat Beer)
Quinkas Douglas (categoria Stout)
Quinta Do Malte Qm (categoria American Style IPA)
St. Patrick’s American IPA
St. Patrick’s Pilsen (categoria International Lager)
Salles Bier Lord Imperial IPA (categoria English Style IPA e outras)
Salles Bier Labuta American Pale Ale (categoria American Style IPA)
Stannis Brigit Ale (categoria American Style Pale Ale)
Stannis Rouge Nammu (categoria Fruit & Vegetable)
Stannis Wild Wanda (categoria Flavoured Wild/Sour Beer)
Villa Alemã Lager (categoria International Lager)
Xaraés Premium Lager (categoria Classic Pilsener)
Wäls 42 (categoria Belgian Strong Ale)

BRONZE (48 premiadas, em ordem alfabética)

Albanos Dry Stout
Albanos Life Lager (categoria International Lager)
Albanos Pumpkin (categoria Herb & Spice)
Albanos Session IPA
Al Fero Birrificio Baron De Charlach (categoria Fruit & Vegetable)
Ashby British Strong Ale (categoria Bitter over 5.5%)
Ashby Puro Malte (categoria International Lager)
Baden Baden Golden (categoria Herb & Spice)
Baden Baden IPA (categoria American Style IPA)
Bohemia Puro Malte (categoria International Lager)
Bohemia Reserva (categoria Strong Ale)
Brahma Chopp (categoria International Lager)
Brahma Duplo Malte (categoria International Lager
Búzios Aretê (categoria Session IPA)
Búzios Ferradura (categoria Belgian Style Strong)
Colorado Appia (categoria Honey & Maple Syrup)
Colorado Cauim (categoria International Lager)
Colorado Kuya (categoria Specialty)
Colorado Ribeirão Lager (categoria Classic Pilsener)
Colorado Vixnu Imperial IPA 9,5%
Dom Haus Billy’S Milkshake (categoria English Style IPA e outras)
Dom Haus Dom Lennon Hazy (categoria American Style Pale Ale)
Eisenbahn IPA (categoria American Style IPA)
Flamingo Beer & Co. Lager (categoria Classic Pilsener)
Goose Island Brewhouse São Paulo Memory Lane (categoria Seasonal: Maibock/Helles Bock)
Hausen Bier Weiss
Insana Red Ale
Leopoldina Barley Wine (categoria Wood Aged)
Louvada Low (categoria Light Lager)
Loveland American Wheat
Masterpiece Catharina Sour With Jabuticaba (categoria Fruit & Vegetable)
Pink Small Small Lager With Blackberry And Red Dragon Fruit (categoria Flavoured Lage)
Salles Bier Danube Vienna Lager 5,4%
St. Patrick’s Acid Trip (categoria Catharina Sour)
St. Patrick’s Coffee IPA
Skol Pilsen (categoria International Lager)
Skol Puro Malte (categoria International Lager)
Stannis Ororo Dunkel (categoria Dark Lager)
Stannis St. Paddys (categoria Flavoured Stout/Porter)
Stannis Super Nina (categoria Hoppy Pilsener)
Steudel Cervejas Especiais – Rl Oktoberfest – Maerzen
Wäls Belgian Witte (categoria Belgian Style Witbier)
Wäls Fruit Lambic (categoria Flavoured Wild/Sour Beer)
Wäls Hopcorn IPA (categoria American Style IPA)
Wäls Petroleum (categoria Imperial Stout)
Wäls Session Haze (categoria Session IPA)
Wäls Trippel
Xaraés Oatmeal Stout

Bebendo cerveja de forma responsável

No final de junho, assisti à palestra “O papel do álcool no processo civilizatório e consumo responsável”, que fez parte do Congresso “Cerveja é Gastronomia” organizado pela Abracerva e pelo Sindicerv.

As falas do Dr. Fernando Soléra, coordenador da Comissão de Controle de Doping da CBF e médico oficial de Controle de Doping da FIFA e Conmebol, que destacou o consumo responsável, me chamou atenção, por isso resolvi trazer esse assunto aqui para o blog.

De acordo com o Dr. Fernando, o álcool é absorvido pelo corpo de forma rápida. Dentro de uma hora, já absorvemos todo o álcool que consumimos. Porém, a velocidade vai depender da concentração de álcool que tem a bebida e do estado de nutrição da pessoa.

A absorção do álcool é mais rápida quando a bebida alcoólica é ingerida com estômago vazio, provocando um pico elevado de concentração no sangue. Agora, se tomar bebida alcoólica com proteínas, gorduras e carboidratos, que são os principais tipos de alimentos energéticos, a absorção é melhor. Por isso, NUNCA BEBA COM O ESTOMAGO VAZIO!

O álcool ingerido é transportado pelo sangue para todos os tecidos que contém água. As maiores concentrações encontram-se no cérebro, no coração, nos rins, no músculo e no fígado.

É no fígado que cerca de 90% a 95% do álcool ingerido é metabolizado.  Diferente da absorção, a metabolização do álcool é lenta. Ou seja, a expulsão do álcool do corpo acontece devagar. Pode demorar até 8 horas. O EFEITO É PROPORCIONAL A DOSE. Ou seja, quanto mais bebida ingerida, mais tempo ela vai ficar no seu corpo. E mais sentirá o efeito negativo do álcool.

Foto: Pixbay

Consumido em grande quantidade, nosso fígado não consegue metabolizá-lo, passando a atingir todo o organismo, incluindo o coração, o sistema nervoso central, o estômago e os rins, provocando diversas reações responsáveis pela “embriaguez”.

Além da dosagem, outros fatores interferem na metabolização do álcool. Cada corpo metaboliza o álcool de uma forma. Por isso, NÃO EXISTE UMA DOSAGEM IDEAL.

As diferenças no metabolismo do álcool podem colocar algumas pessoas em maior risco para desenvolver problemas relacionados ao álcool. Independentemente da quantidade que uma pessoa consome, o corpo pode metabolizar apenas uma certa quantidade de álcool a cada hora.

Por exemplo, as mulheres metabolizam o álcool mais lentamente que os homens e, consequentemente, apresentam uma concentração de álcool no sangue mais elevada após consumo da mesma quantidade de bebida.

A distribuição de gordura no corpo de homens e mulheres, por exemplo, é diferente e isso acaba impactando a circulação do álcool. Outra diferença está na quantidade de água no organismo, pessoas do sexo femino apresentam um volume um pouco menor e, ao ingerir a mesma dose de álcool, ficam com uma concentração maior no corpo. 

Além disso, geralmente, as mulheres contam com menos enzimas no fígado para metabolizar o álcool e isso pode fazer com que os efeitos da bebida persistam por mais tempo no seu corpo. Por tudo isso, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de outras autoridades médicas é a de que mulheres sempre bebam em menor quantidade do que os homens em uma mesma ocasião. 

Outros fatores que interferem além do sexo feminino ou masculino são: a idade, a estrutura física (altura, massa corporal), a vulnerabilidade genética, o estado de saúde o, padrão de consumo e os contextos relacionados à ingestão de bebidas alcoólicas (se bebe durante as refeições, por exemplo).

Além da alimentação, a hidratação durante e após o consumo da bebida alcoólica também é importante. Estar hidratado quando beber (um copo de água para cada um de álcool) e ingerir muito líquido também no dia seguinte ajuda a eliminar pela urina as toxinas que restam no corpo.

 Foto: IS/

Portanto, sabemos que o excesso de álcool é muito prejudicial à saúde.

Porém! Porém! Seu consumo responsável é benéfico. De acordo com o Dr. Fernando, existem pesquisas cientificas que falam sobre os benefícios do álcool para o organismo. Hoje, isso é um fato na medicina. Inclusive, já falei sobre isso aqui – Benefício da cerveja para a saúde

Outro dado interessante trazido pelo médico é que, no Brasil, 5% da população é alcoólatra. “Para uma população, 5% é muita coisa. Porém, devemos levar em consideração também outro dado: que o Brasil é o país com o menor percentual de pessoas alcoólatras. E isso é muito bom.”, finaliza.

Enfim, já sabemos o que devemos e o que não devemos fazer. Seja responsável, respeite os limites de seu corpo.

Fontes: Palestra Dr. , Dr. Fernando Soléra durante o Congresso “Cerveja é Gastronomia”
Site Universidade Federal do Ceará – Seara da Ciência
Site CISA – Centro de Informação sobre Saúde e Álcool
Site Dr. Jairo Bouer

Cerveja saudável: Unesp cria 1ª bebida com baixo teor alcoólico e isotônica do Brasil 

Produto desenvolvido durante pesquisa de doutorado é capaz de evitar a desidratação, repor nutrientes e retardar o envelhecimento de células

Pesquisadores da Unesp desenvolveram a primeira cerveja Pilsen de baixo teor alcoólico e isotônica do Brasil. A bebida saudável e puro malte pode evitar a desidratação e repor nutrientes importantes para o corpo, permitindo que ela seja indicada para consumo durante a prática de exercícios físicos. Sem exigir aumento nos custos de produção, a nova cerveja tem outra vantagem em relação aos produtos isotônicos encontrados no mercado: ela contém substâncias antioxidantes naturais com potencial de retardar o envelhecimento das células. Mais de 120 litros da bebida já foram produzidos e, nos testes realizados com voluntários, a novidade teve a mesma aceitação de produtos já consolidados.

A nova bebida, que foi patenteada pela Agência Unesp de Inovação (AUIN), é simples, barata e viável de ser fabricada por qualquer cervejaria que tenha uma estrutura tradicional, sem a necessidade de investimentos extras. A cerveja saudável foi desenvolvida por Deborah Oliveira De Fusco, durante seu doutorado na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFar) da Unesp, em Araraquara. Ela explica que os ingredientes da receita (malte, lúpulo, levedura, água, sódio e potássio) passam pelo mesmo processo de fabricação das cervejas alcoólicas, mas a diferença é que sua fermentação é interrompida no segundo dia após a adição das leveduras, o que controla o teor alcoólico, deixando-o em torno de 0,2%.

Amostra da cerveja produzida pelos cientistas da Unesp. Foto: Deborah Oliveira De Fusco

Para que a bebida também fosse caracterizada como isotônica, em atendimento à resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), os cientistas adicionaram sódio e potássio ao final do processo de maturação. Com isso, segundo os especialistas, a bebida também pode ser indicada para atividades físicas que duram mais de uma hora, já que nesses casos tomar apenas água já não é mais suficiente para hidratar o atleta, tornando necessária a suplementação. “Muitos produtos isotônicos que estão no mercado contam com adição de várias substâncias artificiais, como corantes e conservantes, por exemplo. Pessoas que buscam um estilo de vida mais natural não querem consumir esse tipo de bebida”, lembra o professor Gustavo Henrique de Almeida Teixeira, docente da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp, em Jaboticabal, e orientador do estudo que resultou na nova cerveja.

Vários testes, avaliações de qualidade e análises sensoriais foram desenvolvidos ao longo de quase quatro anos de pesquisa. Em uma dessas etapas, 115 voluntários, envolvendo desde consumidores de cerveja até possíveis compradores do produto, participaram dos testes sensoriais. Sem contato entre os participantes, as avaliações foram realizadas em ambientes controlados e isolados. Além da cerveja produzida na Unesp, os provadores beberam outras duas cervejas sem álcool das marcas mais vendidas no Estado de São Paulo e, após as degustações, anotaram suas opiniões em formulários. Foram avaliados tanto os aspectos visuais quanto os de sabor. “O resultado da análise sensorial foi extremamente satisfatório, pois os consumidores não mostraram preferência por nenhuma das bebidas, indicando que nós atingimos um bom nível de aceitação de sabor “, ressalta o professor Gustavo.

Os testes também revelaram que a adição de sódio e potássio na fórmula da bebida não influenciou o paladar dos voluntários:  “A Pilsen já é uma cerveja que o brasileiro aceita e conhece muito bem, porém os integrantes dos testes não identificaram que uma daquelas cervejas era isotônica. Então, a adição dos sais não prejudicou o sabor, o que foi um grande desafio, já que quanto menos álcool a cerveja tem, maior é a dificuldade de torná-la saborosa”, comemora Deborah. 

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Nova cerveja desenvolvida na Unesp poderá auxiliar na hidratação e na reposição de nutrientes de quem pratica atividades físicas. Foto: Canva

Dentre os muitos segmentos da indústria cervejeira, o mercado da bebida “sem álcool” tem crescido nos últimos anos, principalmente devido às restrições estabelecidas pelas leis de trânsito e à busca por um estilo de vida mais saudável. Deborah, que fez parte de sua pesquisa na Itália, conta que o consumo de cerveja sem álcool vem aumentando na Europa e nos Estados Unidos e isso também vem ocorrendo no Brasil. “Na Europa, por exemplo, é comum atletas terem o hábito de tomar cerveja sem álcool depois da prática de atividades físicas. Existem vários produtos deste tipo. As pessoas estão mais conscientes do risco do álcool e buscando um estilo de vida saudável. Em países como a Espanha e os Estados Unidos, o segmento já é reconhecido e consolidado, representando até 18% do mercado total de cerveja. Entre 2011 e 2016, houve crescimento de 20% nesse mercado mundial e há previsão de que este ano cresça mais 24%”, relata a pesquisadora.

Financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), o desenvolvimento da inovação contou com o apoio do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da Unesp, em São José do Rio Preto, e da Faculdade de Tecnologia de Jaboticabal. Agora, os pesquisadores buscam empresas interessadas na produção da cerveja em larga escala. “Há muitas dificuldades, mas acreditamos que seja possível. A qualidade do segmento de cerveja sem álcool no Brasil vem melhorando”, afirma o professor Gustavo. “Temos condições de desenvolver dentro do país uma cerveja de baixo teor alcoólico e isotônica de qualidade, sem precisar adaptar nenhum tipo de instalação”, conclui a pesquisadora.

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Imagem mostra a preparação de fermento para a produção da cerveja. Foto: Deborah Oliveira De Fusco

Legislação – No Brasil, desde 2016 o Superior Tribunal de Justiça (STJ) proibiu que cervejas denominadas “sem álcool” sejam rotuladas nestes termos, já que elas podem conter até 0,5% de teor alcoólico. A justiça considerou que o consumidor estaria sendo enganado e a denominação poderia colocar em risco pessoas que tomam medicamentos e não podem consumir esse tipo de bebida. 

Sobre a AUIN – A Agência Unesp de Inovação realiza estudos de viabilidade das invenções dos pesquisadores da Universidade, atua na proteção do patrimônio intelectual e nos trâmites necessários para gestão de patentes. Assim, o órgão é responsável por negociar parcerias e transferir tecnologia da universidade para os setores empresariais e sociais por meio de licenciamentos.

A AUIN também incentiva e apoia o empreendedorismo universitário, estimulando a criação de novos os negócios, empresas filhas, startups e spin-offs, além de produtos, serviços e soluções que em seu processo de construção e execução possam beneficiar tanto a Unesp como a sociedade. Se você deseja comunicar sua invenção e solicitar um pedido de patente, bem como conhecer todos os detalhes sobre o trabalho da Agência, acesse o site da entidade clicando neste link.


Por Eduardo Sotto Mayor, da Fontes Comunicação Científica, para a Agência Unesp de Inovação 

Tipos de copos para cervejas especiais

Quer degustar suas cervejas preferidas e ter uma experiência completa?

A dica que trago é: tenha uma diversidade de copos. Afinal, eles fazem a diferença na hora da degustação de cerveja. No texto divulgado anteriormente, eu falei sobre essa importância de usar o copo correto na hora da degustação da cerveja.

No texto de hoje, vou falar sobre alguns tipos de copos, seu desenho e qual o estilo de cerveja ideal para degustar nele. Como existe uma infinidade de formato, falarei sobre os principais.

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Pilsner: Intimamente chamado por nós de “tulipa” é o copo ideal para as cervejas pilsen. Com o formato fino embaixo e largo na boca proporciona que o aroma dos lúpulos vá direto para o nariz. É confundida com o copo Lager, mas, o Pilsner tem a boca mais larga.

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Lager: É o mais indicado para tomar aquele chopinho. E muitos usam para tomar as pilsen também. É alto e tem forma cilíndrica. Esse formato ajuda na formação e manutenção da espuma e da temperatura.

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Weizen: Ideal para as cervejas de trigo alemã, as Weiss. O copo foi pensado para caber todo o líquido das garrafas de 500ml, inclusive as leveduras que ficam no fundo da garrafa, sobrando ainda um espaço para a formação da espuma, que vai ajudar a não deixar que a cerveja esquente tão rápido.

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Pint: Comum nos pubs ingleses e irlandeses, o nome refere-se a uma unidade de medida. Um Pint na Inglaterra equivale a 568 ml, já nos Estado Unidos, 473 ml. Comporta uma grande quantidade de cerveja, por isso, a base é estreita para diminuir a transferência do calor das mãos. Ele é ideal para cervejas de intensidade aromática moderada como: IPA, Stout, English e American Pale Ale.

canecaCaneca ou Mass: os canecões alemães têm um material mais robusto. Não é à toa que nos eventos alemães podem ser observados aqueles brindes feitos com vontade, batendo uma caneca na outra. São usados com frequência por choperias que oferecem maior quantidade de chopp e não tem um estilo específico, aqui o que vale é a quantidade. Algumas cabem até 1 litro.  Por isso, ficam melhor para cervejas que não têm problema tomar em temperatura ambiente.

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Tumbler: Ideal para tomar cervejas de trigo belga, as Witbier. Como essas cervejas não formam muito creme, não exigem que o copo tenha uma boca tão fechada. E são bem resistentes.

goblet

– Goblet: Ideal para as belgas, trapistas, que são encorpadas e complexas. Chamado também de Cálices, a borda é larga para que o creme da cerveja não se perca e mantenha o aroma concentrado. Sua haste comprida evita que a mão esquente a cerveja. Alguns ainda possuem uma técnica de entalhe no fundo, formando um ponto de nucleação de dióxido de carbono, que permite a formação constante de espuma.

tulipa

– Tulipa: Ideal para cervejas aromáticas e que possuem bastante creme como as Belgian e Brown Ale, Tripel e Bock. Sua borda larga é virada para fora para facilitar a saída dos aromas. Mas, confesso que sua haste curta me incomoda.

americano

– Americano: Para nós, mineiros, é COPO LAGOINHA. Provavelmente você tem um desse em casa. Ele é sem frescura. Ideal para American Lager. Como é pequeno, a cerveja não fica por muito tempo dentro dele, com isso ela não corre o risco que ficar quente.

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Caldereta: Também é mais fácil achar nas casas. Bem versátil devido seu formato, pode ser usado para tomar as lagers claras, Bitter até Porter e Stout. É bom tê-lo que é um coringa.

copopokal

Pokal: seu formato facilita a visualização da transparência do líquido e o pequeno estreitamento na borda retém os aromas. Considerado um copo coringa também, é usado para beber a maioria dos tipos de cerveja, em especial, as carbonatadas, escuras ou claras.

– Dublin: Seu corpo arredondado com bocal mais estreito concentra os aromas, e a curvatura na parte superior ajuda na evolução e estabilidade de espuma. Ideal para cervejas que possuem bastante creme como a Belgian Ale, Bière de Garde e Bock.

Gostou? Eu sou a maníaca do copo. Só não tenho mais porque não tenho mais espaço.

Agora, é só escolher seu estilo preferido, o copo ideal, um tira-gostinho e pronto. Pröst!

Post sobre a limpeza do copo influencia na degustação

Post sobre temperatura ideal da cerveja.

Cervejaria Riëse: uma cervejaria da cidade

Hoje, a dica de Onde Beber Artesanal estaciona na fábrica/bar da Cervejaria Riëse, para tomar uns chopes fresquinhos.

O local

O espaço, recém-inaugurado, é bem amplo, arejado, agradável e com uma decoração moderna e atraente. Têm diversas mesas dispostas por todo o galpão, com bons espaços entre elas. O som ambiente também é bem agradável, em que você consegue curtir as músicas e ao mesmo tempo conversar com as pessoas da mesa.

No mesmo espaço do bar fica a fábrica da cervejaria. Um outro galpão muito amplo, com diversos tanques com capacidade de produzir 1.500 litros por dia! Por enquanto, a fábrica não está aberta para visitação. Mas, a cervejaria tem planos para que, em um futuro próximo, possa receber visitas para um tour nas escalações da fábrica. 

Enquanto a visita não acontece, a gente fica só na curiosidade olhando do bar, já que o bar tem vista para parte da fábrica produzindo a todo vapor!

Vista da fábrica de dentro do bar

Para beber

Chegou a melhor parte! Como o bar e a fábrica ficam no mesmo lugar, o chope sai bem fresquinho, direto da fábrica, sem sofrer interferências causadas pelos transportes dos barris.

No bar, são 5 torneiras com cervejas da casa. Todas com nomes que homenageiam bairros de BH: Pompeia Pilsen, Buritis Hop Lager, Pampulha Amber Lager, Savassi Pale Ale e Santa Tereza IPA.

Eles são vendidos em copos de 285 ml (R$7 a R$9), 473ml (R$12 a R$15) e 1 litro (R$19,50 a R$27,50). O valor varia de acordo com o estilo pedido.

Só não experimentei o estilo Pilsen. Os demais estavam todos bem feitos, dentro das características dos seus respectivos estilos e bem saborosos.

Para quem gosta de drinks, a casa conta com algumas opções também.

Para comer

A casa conta com diversos petiscos que representam muito bem a comida de boteco. Tem linguicinha com mandioca, brusqueta de carne, tulipa de frango apimentada com molho curry, torresmo, fish and chips, bife ancho, carne de panela etc. Os preços variam de R$15 a R$56,90.

Pedimos a linguicinha com mandioca. Veio uma porção muito bem servida. Adorei!

Enfim, eu adorei tudo na casa. O ambiente, o público variado (de jovens a pessoas mais velhas), a agilidade dos garçons no atendimento e na preocupação em servir bem e, claro, os chopes fresquinhos, que sempre ganham meu coração.

É de BH ou está passando por aqui? Pode colocar este lugar na agenda que não vai se arrepender. Recomendo demais!

Cervejaria Riëse
Rua Sílvio Romero, 20 – Pompéia
Belo Horizonte-MG
Instagram: @cervejariariese

Heineken lança novo rótulo

No dia 21 de março, o grupo Heineken lançou seu mais novo rótulo, a Heineken Silver. A nova cerveja vem com uma proposta mais refrescante e menos amarga, mas mantendo a qualidade da Heineken original.

Ela leva os mesmos ingredientes da original. Porém, para criar seu sabor extra-refrescante, a Heineken Silver teve que ser fabricada usando um processo de água gelado a -1° C. O resultado é uma cerveja premium, mais leve, com menor teor alcoólico (4% de ABV , enquanto a original é 5%), com menos amargor (10 IBU, a original tem 18 IBU) e com menos calorias, sem gordura e zero açúcar.  

O foco da cervejaria são os consumidores que estão na faixa dos 18 aos 34 anos. Esse público prefere cervejas mais refrescantes, menos amargas e com teor alcoólico mais reduzido. Esse é um nicho de mercado que vem crescendo nos últimos anos e, por isso, a Heineken quer assegurar sua presença com esse público também.

A cerveja estará disponível em 19 países como Estados Unidos e alguns países da Europa, entre eles o Reino Unido. Ainda não há informações de quando ou se a Heineken Silver será disponibilizada para o mercado brasileiro. Mas, se consideramos que o Brasil é o maior mercado da marca, podemos ter uma expectativa boa de que ela pode vir a aparecer por aqui também para matarmos a curiosidade.

Heineken lança a primeira cerveja virtual

A Heineken Silver não ficou somente no mundo real, ela também foi inserida no universo metaverso. A marca holandesa lançou a cerveja virtual Silver que passa a estar presente na Decentraland, uma plataforma digital imersiva.

A Heineken Silver é produzida com código binário e, em vez da levedura e do malte, a matéria-prima são os pixéis. A Silver virtual é produzida com lúpulo de código binário, cultivado por agricultores de NPC (non-player character).

A Heineken garantiu seu espaço no universo da realidade virtual em uma ação publicitária que satiriza a intensa busca de outras marcas por não ficar pra trás em nenhuma tendência. Durante o evento, Bram Westenbrink, chefe global da Heineken, explicou o por quê da ação. “É uma proposta que brinca com a própria marca e com outras empresas que estão entrando no metaverso, lançando produtos que são mais apreciados no mundo real”, afirmou.

Ciente de que seus produtos talvez não fossem tão queridos no mundo digital quanto são ao vivo e em cores, Westenbrink aproveitou o evento de estreia para convidar os consumidores a experimentarem a verdadeira Heineken Silver.  “Por enquanto, você não pode provar pixels e bytes. Então, queremos fazer uma brincadeira com isso e lembrar a todos que nada supera o sabor de uma cerveja refrescante. Isso inclui nossa nova Heineken Silver, no mundo real”, disse o executivo.

Fonte: Com informações dos sites da Money Times, da Forbes e da Heineken

64 cervejarias artesanais se unem para promover o estilo Catharina Sour

Simultaneamente, 64 marcas de cerveja artesanal independente apresentam, hoje, 19 de janeiro, uma nova Catharina Sour para o seu público. É o maior lançamento simultâneo já realizado no país. A ação é realizada pelo Movimento Toda Cerveja, um grupo que reune marcas de cervejas para agitar o segmento das artesanais e exaltar a diversidade das criações brasileiras.

Créditos: Divulgação

A missão das cervejarias é apresentar ao público o estilo Catharina Sour, o primeiro estilo brasileiro consolidado pelo Beer Judge Certification Program (BJCP), o principal norteador de estilos de cerveja no mundo. Ou seja, a Catharina Sour é o primeiro estilo de cerveja brasileiro.

Segundo Daniel Jeffman, um dos organizadores do Movimento, a escolha pela Catharina Sour foi debatida entre as cervejarias participantes dessa ação. “Nós dicutimos isso entre o grupo e chegamos a esse estilo. Decidimos homenagear esse feito inédito para o mercado (a Catharina Sour se tornar um estilo oficial). E escolhemos uma época do ano que tem potencial para ser o grande consumo sazonal de Catharina Sour, já que ela é leve, refrescante e tem o apelo do uso das frutas”, afirma.

As cervejarias que estão fazendo parte desse lançamento coletivo estão localizadas em 46 cidades que ficam em 10 estados diferentes: Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Juntas, elas produzem mais de 1,6 milhões de litros ao mês. No final, eu cito todas!

A representante de Minas Gerais é a cervejaria Küd, de Nova Lima, que lançou a Innuendo, uma Catharina Sour com Abacaxi, com teor alcóolico de 6,5% e IBU 20.

A lista de frutas que as cervejarias participantes escolheram é extensa. Entre elas estão: abacaxi, acerola, amora, araçaúna, butiá, cacau, café, cajazinho, cupuaçu, framboesa, goiaba, graviola, jaca, jabuticaba, variedades de laranja e limão, mamão, manga, maracujá, mirtilo, morango, pêssego, pitaya, seriguela, tangerina, variedades de uva e uvaia. Especiarias e outros itens como casca de laranja, capim cidreira, matcha e tomilho também fazem parte das combinações. Criatividade não faltou!

Os lançamentos estão sendo realizados nos bares das próprias cervejarias e também em pontos de vendas parceiros. A identidade visual da ação é a mesma, para facilitar que os consumidores de diferentes estados identifiquem o estilo e se sintam convidados a provar.

O Estilo Catharina Sour

O estilo foi criado em 2016, em Santa Catarina, porém, só foi incluído definitivamente no mais importante guia de estilos do mundo no final de 2021. De acordo com o BJCP, a Catharina Sour é uma cerveja refrescante de trigo, ácida e com frutas que normalmente apresentam um perfil tropical. No aroma, a fruta é identificada de forma imediata e a coloração também muda de acordo com a variedade selecionada. Especiarias, ervas e vegetais podem complementar a receita.

Sobre o Movimento Toda Cerveja

Criado em agosto de 2021 por cervejarias independentes brasileiras, o Movimento Toda Cerveja tem como objetivo realizar ações colaborativas entre marcas de todo o país para a disseminação da cultura cervejeira.

A iniciativa foi de Daniel Jeffmann (da Fat Bull Beer), Janderson Martini (da Old Captain) e Vinícius Cordeiro (das marcas Veterana e Ruradélica).

A primeira ação realizada pelo Movimento Toda Cerveja foi o Bitter Day, em setembro de 2021.

Confira os estados e as cervejarias participantes dessa ação coletiva. Todas estão sendo apresentadas no @todacerveja.

Ceará
Nery Brothers (Fortaleza)

Espírito Santo
Mestra (Serra)

Goiás
Templária (Catalão)
Dona Lupulina (Goiânia)

Minas Gerais
Küd (Nova Lima)

Mato Grosso
Heresia (Cuiabá)
Louvada (Cuiabá)

Paraná
Ade Bier (Castro)

Rio de Janeiro
Paranoide (Volta Redonda)

Rio Grande do Sul
4beer Cerveja e Cultura (Porto Alegre)
Babel Cervejaria (Porto Alegre)
Bierdron (Lajeado)
Alcebier (Novo Hamburgo)
Divisa (Santana do Livramento)
Paralelo 30 (Eldorado do Sul)
Ruizoca (Dom Pedrito)
Traum (Nova Petrópolis)
Danken (Vale Real) Diefen Bros (Porto Alegre).
Donner Craft Brew (Caxias do Sul)
Fat Bull Beer (Novo Hamburgo)
FIL (Gravataí)
Herzpille Cervejaria (Bom Princípio)
La Birra (Caxias do Sul)
Leoner Hof Craft Beer (Sapiranga)
Marek Cervejaria (Charqueadas)
Mater (Dois Irmãos)
Nahualli (Farroupiliha)
Nave (Pelotas)
Polvo Loco (Porto Alegre)
Proeza Beer (Santa Cruz do Sul)
Rübebeer Cervejas Artesanais Ltda (Novo Hamburgo)
Ruradélica Ales (Porto Alegre) Salva Craft Beer (Bom Retiro do Sul)
Suricato (Porto Alegre)
Titans Cervejas Especiais (Tapejara)
Velho Ébrio (Pelotas)
Veterana (Porto Alegre)
Zagaia (Itaara)
Baita Bier (Novo Hamburgo)

Santa Catarina
Armada Cervejeira (São José) Balbúrdia Cervejaria (Blumenau)
Biertal (Braço do Norte) Big jack Cervejaria (Orleans)
Blend Bryggeri (Criciúma) Bruxa Cervejaria (São José)
Alcatraz (Criciúma)
Maestro (Jaraguá do Sul)
Liffey Brew Pub (Palhoça)

São Paulo
Bela Beer (Santana de Parnaíba)
Beta Hops Brewing (Registro)
Cervejaria 77 (São Paulo)
Bragantina (Bragança Paulista)
Karma (Osasco)
Revoluta (São José do Rio Preto) Cervejaria Santista (Santos)
Urbana (São Paulo) Gård Cervejaria (Campos do Jordão)
Hops Craft Beer (Barueri) Miners Craft Beer Co. (São Paulo)
Racing Beer (Barueri)
Sonora (Paulínia)
Sorocabana (Sorocaba)
X Craft Beer (São Paulo)

#TBT: Brauhaus Südstern – Muro de Berlim

O #tbt de hoje foi no exagero alemão!

A cervejaria da vez é Brauhaus Südstern.

Fomos ao bar da cervejaria onde fica a fábrica para tomar direto da fonte. Ao pedir a cerveja, houve um mal-entendido. Eu pedi uma Weiss e Thiago uma Dunkel. Quando a gente olha para o lado, vem o garçom com uma jarra de 1,5L de cada!! E como lá só serve chope fresco, não filtrado, direto do tanque, não tinha como voltar atrás e bebemos como os alemães. As cervejas estavam ótimas, mas não deu para experimentar outras por motivos óbvios

O copo era tão pesado que eu precisei segurar com as duas mãos, e olha a força que eu faço. O aroma e sabor não precisa de comentários. Padrão alemão de qualidade.

O bar/fábrica da Brauhaus Südstern fica um pouco afastada do centro turístico, num bairro tranquilo. É uma cervejaria, biergarten e restaurante. O biergarten fica de frente para um parque do bairro. Mas, como estava frio este dia, optamos por ficar na parte de dentro.

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Dentro é um lugar bem rústico, todo de tijolinho a mostra e mesas de madeira. Você se sente no interior, e é bem escuro. Precisei da luz do celular para olhar o cardápio. Falando em cardápio, para variar, chegamos tarde (22h!!) e a cozinha já estava fechada. Mas eu estava de boa, já que eu comi uma padaria inteira tomando 1,5L de cerveja de trigo.

Lá também tem uma pequena área com um chão de vidro, onde é possível observar os tanques de produção de cerveja no porão. Há visita guiada durante o dia.

Super recomendo sair um pouco da área turística para visitar um lugar frequentado pelos nativos. Pröst!


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O ponto turístico é o Muro de Berlim, que dispensa apresentações.  Mas não custa fazer um breve resumo: Construído pela Alemanha Oriental para separar a Berlim Ocidental, não comunista, da Berlim Oriental (consequentemente separar as Alemanhas), começou a ser construído em 13 de agosto de 1961, passou por modificações até os anos 1980, e foi derrubado em 1989.

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Homens vestidos de soldados, no posto, para tirar fotos

Em 1945, quando termina a Segunda Guerra Mundial, Berlim se divide entre domínio soviético do lado oriental e domínio americano, inglês e francês do lado ocidental. Com a divisão, decidem construir o muro, em 61.

Ainda existe uma réplica da cabine “Checkpoint Charlie”, no mesmo lugar da original. É um posto militar na fronteira entre Berlim Ocidental e Oriental, na época em que existia o muro e a cidade era dividida. As autoridades da Alemanha Ocidental construíram este posto para controlar a passagem de membros das Forças Aliadas e diplomatas estrangeiros entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental.

Na mesma rua encontra-se o Checkpoint Charlie Museu, que exibe fotos e documentos sobre fugas e tentativas de fugas da época.

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Em novembro de 1989, alemães armados com pás, picaretas, marretas e até tratores  derrubavam aquela cortina de ferro. Alguns relatam que ouviram por muito tempo o barulho “tec-tec” das marretas batendo. Inclusive, no Museu Madame Tussauds, de Berlim (foto ao lado), tem uma parte que você pode simular que está derrubando o muro. E quando você entra na cabine, começa aquele mesmo barulho, que dizem ser o que ouviam durante a queda! Lá também tem o “boneco” de Hitler, blindado, e é proibido tirar foto dele.

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Por onde passou o muro, ainda existem as marcas por todo o chão, seja nas calçadas ou asfalto.

Em alguns pontos da cidade ainda existem partes do muro. Alguns com algumas artes, outros com a cor original.

O trecho do muro de Berlim na Potsdamer Platz têm partes cobertas de chicletes, que são pregadas por quem passa por ali. Situação polêmica, pois alguns acham desrespeito com o patrimônio e outros acham que é uma forma de protesto contra o muro. Não deixam limpar para não danificar a pintura dele. Fotos abaixo.

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Onde fica o muro original com a maior extensão, também fica a Topografia do Terror, que é um museu (parte a céu aberto, parte fechado) que mostra os horrores praticados pelos nazistas. Através de fotos, jornais, documentos e áudios é contada a história desde a chegada ao poder pelos nazistas até sua queda. Inclusive como ficou a cidade depois.

A parte aberta foi feita no meio de ruínas demolidas após a guerra, para termos noção de como realmente ficou a cidade.

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Na verdade, eram dois muros, uma barreira de 150 quilômetros e outra com mais de 1.350 quilômetros, separando as duas Alemanhas. Tudo para impedir a circulação da população de um território ao outro. Entre as barreiras tinha outra grande estrutura, chamada de “Faixa da morte”. Nessa parte, havia torres de observação munidas de militares armados, soldados fazendo a segurança pelo chão, com ordem para atirar, cercas elétricas, explosivos, piso com espinhos, armadilhas anti-veículos e cães ferozes.

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Infográfico: ocaisdamemoria.com

Números daqueles que tentaram passar para o lado capitalista: 5000 conseguiram passar / 136 morreram / 200 feridos / 300 presos

Para os mais curiosos, o Estadão fez um material muito bom e explicativo sobre o Muro:  http://infograficos.estadao.com.br/especiais/muro-de-berlim/

História e mais história! Como é bom aprender.

Curiosidade

Mesmo 30 anos depois da reunificação do país, o Leste e o Oeste não têm o mesmo padrão de desenvolvimento econômico e o mesmo nível de renda. Uma pesquisa feita pelo Instituto de Berlim para População e Desenvolvimento, em 2015, aponta que há diferenças nos salários, nas convicções religiosas, na estrutura (até no valor dos imóveis), no nível de educação e no comportamento da população.

O estilo de vida imposto pelo antigo regime comunista prejudicaram uma verdadeira integração do país. O leste continua ultrapassado. Segundo os autores do estudo,  ainda deverá levar mais uma geração para que a Alemanha possa crescer em conjunto.

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