Futebol e Cerveja em Munique: Allianz Arena com Paulaner

O #tbt de hoje junta duas coisas que eu gosto: futebol e cerveja.

Claro que eu não poderia deixar de visitar o estádio do Bayern de Munique, o Allianz Arena.

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É um estádio supermoderno, inaugurado em 2005. Na época de sua construção, o contrato constava que ele seria dividido em 50% para os dois grandes rivais de Munique: o Bayern de Munique e o TSV 1860 München ou Munique 1860 (em português) . Porém, como o Munique 1860 estava mergulhado em dívidas indo à falência, em 2006, o Bayern de Munique, para ajudar o rival, comprou a outra metade de forma simbólica. Mesmo sendo rival, o Bayern colocou no contrato de compra uma cláusula que permitia a recompra dos 50% a qualquer momento. Bacana, né?!

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Mesmo depois de perder os 50%, o Munique continuou jogando no Allianz, mas pagando aluguel. Mas, nem mesmo com essa camaradagem, a rivalidade diminuiu entre os times e torcidas. As torcidas se odeiam.  Durante nossa visita, a guia, que era torcedora do Bayern, disse que não podia falar o nome do outro time. Por isso, quando se referia a ele, falava “o outro” ou “o rival”.

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Para finalizar a história do Munique, ele foi um dos clubes fundadores da Bundesliga em 1963 e o primeiro a ganhar a liga. Em 2017-18, o time caiu para a terceira divisão e, como não pagou a licença para disputar a competição, teve de ir para a liga regional, uma amadora, considerada a quarta divisão!! Com isso, a diretoria decidiu não jogar mais no Allianz. Os jogos agora acontecem em um estádio que comporta cerca de 13mil torcedores. Hoje, em 2022, eles voltaram para a 3a divisão. Quanto à história do Bayern, a gente dispensa, né?!

Em 2015, a Allianz Arena passou por uma reforma para troca do gramado e ampliação de sua capacidade, que passou para 75.000.

Outra curiosidade é que aqueles gomos mudam de cor. Quando o mandante dos jogos é o Bayern, ele fica vermelho, quando era o Munique, ele ficava azul e da Seleção Alemã, ele fica branco.

O estádio fica aberto durante o ano todo para visitação.

O que tem no estádio?

O museu do Bayern: O museu conta a história campeã do time, com troféus, camisas e chuteiras de jogadores que participaram de algum momento histórico; áudios de momentos marcantes; salas que simulam salas de reuniões, inclusive com áudios de alguns momentos; uma sala onde mostra o que os jogadores comem antes.

O mais legal que achei foi um espaço onde você senta e coloca aqueles óculos de realidade aumentada e fone. Ele simula como se estivesse em dia de jogo, sentado na arquibancada, ouvindo gritos da torcida. Simula entrando no estádio cheio e outros momentos. Você escolhe. É muita coisa, como chegamos atrasados, porque pegamos o metro errado, não conseguimos ver muitos detalhes. Uma hora só não foi o suficiente.

A loja oficial do Bayern: Entramos felizões achando que as camisas e etc do Bayern seria mais em conta por estar dentro do estádio. Naaada. Saímos de mãos abanando. As camisas e outros acessórios estavam mais caros que aqui no Brasil.

O estádio por fora: é gigantesco. Você fica se imaginando em dia de jogo, deve ser muito legal. Quando fomos não ia ter jogo lá. Ainda bem, porque os ingressos são caríssimos.

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Dependências do estádio:  já com a guia passamos pela parte dos bares (tudo super organizado), como teve jogo de algum time lá no dia anterior, o chão estava pregando por causa da cerveja. Passamos pelas cabines onde fica a imprensa e fomos sentar nas arquibancadas para escutar toda a história que a guia nos contava. De lá fomos para o túnel, onde saem os jogadores.

O túnel é a parte mais emocionante da visita, é de arrepiar. A gente fez duas filas como se fôssemos jogadores. Quando começamos a andar em direção ao gramado, começou a tocar a música da Champions League. Legal demais! Paramos numa parte cercada do gramado, que dá pra ter a visão dos jogadores e ver o banco de reservas que é super chique. É o mais perto que chegamos do campo.

Tive a impressão que lá dentro é pequeno!

Depois visitamos a sala de coletiva de imprensa e os vestiários. Têm dois tipos de vestiários. O que os jogadores ficam antes do jogo e o que eles vão depois do jogo, que tem piscina de gelo, espaço para massagens e confraternização entre os times. Muito legal ver tudo isso!

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Biergarten da Paulaner: Depois de muita história, fomos ao restaurante da Paulaner que fica dentro do estádio, e funciona também em dia de jogos. Tomamos uma Hefe-weissbier da Paulaner com carne de porco e salada de batata.

O que chamou nossa atenção foram os Playstations no restaurante. Ficamos sabendo que fica ligado sempre, inclusive em dia de jogos e é tudo 0800. Outra coisa que assustei foi com o banheiro. Além de limpo e lindo, tinha ESPELHO!!!!! Kkkk. Não sei se é assim em todos os estádios, mas, no Mineirão, não existe espelho já que pode virar uma arma.

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Curiosidade:

O Bayern de Munique fez uma parceria com uma rede de hotéis e vai disponibilizar uma suíte dentro do Allianz, onde torcedores do time terão a oportunidade de acompanhar partidas hospedados lá dentro. Com vista privilegiada, a suíte terá cama e acesso a um bar exclusivo.

Ufa! Hoje o texto foi grande. Mas, assim como a cerveja, o futebol também é minha outra paixão.

Ah! Além do Allianz, nós fomos também no Olympiapark, o Parque Olímpico de Munique, construído para os jogos olímpicos de 1972. Clique aqui para ver mais.

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claro.jpgE para não falar que eu não falei de cerveja. Dessa vez, vou falar sobre a Hefe-Weissbier Dunkel da Paulaner, que é uma cerveja de trigo, turva, com cor de chocolate, com sutil aroma floral e sabor maltado, bem frutado. É uma cerveja super cremosa e refrescante. E, pra variar, segue rigorosamente os padrões alemães de qualidade. É uma delícia, com a drinkability lá em cima. O final é bem equilibrado sendo levemente amargo e com algumas notas de banana e café.

A Hefe-Weissbier Dunkel é uma cerveja de trigo escura pois é feita com malte de trigo tostado. Ela não é filtrada antes do envasamento, as leveduras utilizadas em sua fermentação estão contidas na garrafa, deixando a cerveja saborosa. Contém 60% de malte de trigo e 40% de malte de cevada.

Quanto à breve história da cervejaria, eu falei no post “#TBT: Paulaner – Viktualienmarkt (Munique)”.

Esta nós tomamos em um dos diversos restaurantes da Paulaner que estão espalhados por Munique, na Paulaner zum Spöckmeier. Um lugar super agradável. Dentro, é bem grande, mas, como a temperatura estava agradável, ficamos no espaço de fora.

Garçons bem simpáticos. Além da Dunkel, tomamos a Helles também.

E como dá pra ver no fundo, o restaurante fica próximo a um dos pontos turísticos mais visitados de Munique: a Nova Prefeitura (Neues Rathaus ), que fica linda à noite. Pena que meu celular não ajudava em fotos noturnas. Para saber mais sobre o prédio, clique aqui.

Uma parada no bar que te empresta cobertor e na Torre Chinesa de Munique

O #tbtEmBerlim de hoje é no bar da Franziskaner, o Zum Franziskaner, que fica no centro de Munique. Como a Franziskaner e a Löwenbräu são da Ambev, a casa vendia as duas marcas. Ambas tradicionalíssimas por lá.

loowembrauJá que a Franziskaner era mais fácil de encontrar na cidade, resolvemos experimentar as cervejas da Löwe. Escolhemos a Original, que é uma Munich Helles, e a Munich Dunkel.

A Munich Dunkel deles, não diferente das outras, é uma delícia. Uma cerveja mais escura, com sabor de malte e encorpada. É bem equilibrada, em que o amargor do lúpulo dá pra sentir bem pouco e o doce é ligeiramente sentido também, com notas de caramelo. Em sua fabricação são usados como base maltes torrados especiais.

O teor alcoólico é 5,5%. Interessante que divulgam seu valor calórico que é 48 kcal/a cada 100ml. De boa!

Um detalhe que tem em alguns bares por lá é esse cobertor. Alguns bares deixam cobertores individuais nas cadeiras. Como estava ventando muito frio, logo dei um jeito de enrolar no meu.

20170524_171558E o tira gosto? Hummm…esse sim, foi diferente e gostoso: o Bayerische Freilandente. Traduzindo na prática… Pato assado com bolinhos de batatas e repolho roxo cozido com molho de maçã. Eitaaa!

lowenbrau sloganA Löwenbräu  é mais uma das tradicionais da Bavaria. Foi produzida pela primeira vez em 1383. Porém, somente em 1524, em Munique, num lugar conhecido como “Löwengrube” (cova dos leões), que foi construída uma fábrica de uma cervejaria que mais tarde ficaria famosa no mundo: a Löwenbräu, que significa “cervejaria do leão”, animal que também faz parte da logomarca.

Como eu disse anteriormente, em 1997, com o objetivo de manter a presença e crescer, ela se fundiu com a Spaten. Em 2003, a marca foi adquirida pela Inbev (atual Anheuser-Busch InBev), iniciando um forte período de expansão internacional.

A cervejaria também  é uma das 6 cervejas oficias da Oktoberfest de Munique. Junto com a Augustiner, Hacker-Pschorr, Hofbräuhaus, Paulaner e Spaten-Franziskaner. E a Löwe participa desde a primeira edição, que aconteceu em 1810. Leia mais sobre a Oktoberfest Original.

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O ponto turístico desse post é a Chinesischer Turm (Torre Chinesa), que fica no Englischer Garten, um imenso jardim, onde você vê de tudo. Gente fazendo piquenique, passeando, andando de bicicleta, fazendo nudes ao vivo…rs. Sim, vimos um peladão por lá, pegando energia do sol.

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Adentramos no jardim para achar a tal torre e tomar umas. Andamos muito, pois não conseguíamos achá-la. O parque é imenso mesmo. Enfim, achamos a torre que foi construída em 1790, com 5 andares e 25 metros de altura. Como muitos monumentos em Munique, foi bombardeado na 2ª Guerra e reconstruído.

No pé da torre tem um grande biergarten com comidas típicas alemãs e muita cerveja da Hofbräuhaus para tomar. Quando fomos não estava muito cheio. Vimos turistas orientais, americanos e nativos que estavam ali para almoçar e beber (sim, lá é costume beber caneca de 1 litro durante o almoço. Devem ser curtidos. Não dá grau).

É um lugar bem gostoso para descansar um pouco da bateção de perna turística.

Veja mais fotos:

Uma parada no castelo inspiração para o Walt Disney com direito a cerveja própria

20170522_104741.jpgA lembrança de hoje é um dos lugares que fui e fiquei de boca aberto. Estou falando do castelo Neuschwanstein, que fica perto da cidade de Füssen, a 2 horas de Munique, próximo também à fronteira da Áustria. Foram duas horas de trem que valeram a pena. Além do destino ser maravilhoso, o caminho para a cidade é lindo, bem interior europeu.

O idealizador do castelo era Luís II, Rei da Baviera. Fanático pela idade média, ele queria um castelo que homenageasse a época mais brilhante da história, segundo ele. Luís cresceu no outro castelo, o Hohenschwagau, que fica ali do lado. Ele foi coroado rei em 1864. Só que, dois anos depois, a Prússia tomou conta do país e Luís começou a viver num universo paralelo, como se ele fosse ainda o Rei da Baviera. O castelo começou a ser construído em 1869. Ele gastou as fortunas da família e se endividou muito para concluir o projeto, mas o projeto jamais acabava. Com o tempo, e com os seus credores já bem furiosos, o “rei” foi declarado louco e ele foi internado.

Luis, foi encontrado morto em 1886. Sem seu principal morador, o castelo foi aberto ao público para visitação alguns meses depois. Hoje, recebe 1.300.000 visitantes por ano.

Ao chegar na cidade, você já vê lá no topo aquele gigantesco castelo. Lindo, dá vontade de correr para chegar nele. Mas, calma, muita calma, que o caminho até lá é longo. Achamos mais aventureiro subir toda montanha a pé. Senti frio, calor, tudo no mesmo caminho. Pois tem muitas árvores. Quando as árvores sumiam, o sol queimava. Antes de chegar no castelo, tem um lago grande, parecendo cena de filme, com cisnes dentro e, ao fundo, os alpes austríacos com um restinho de neve. Olha que estávamos no final da primavera.

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Ao chegar perto do castelo, você não acredita, parece um conto de fadas. É um dos cartões-postais da Alemanha. Ele foi a inspiração para a criação do castelo da Cinderela na Disney, símbolo do Walt Disney.

Dentro dele, ficaram alguns móveis e utensílios da época. Mas, infelizmente, não pode tirar nenhuma foto. Está tudo guardado na memória, inclusive um quarto que imita uma gruta. O guia, em português, explicava tudo e contava toda a história que passou ali dentro. Você viaja, literalmente.

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A vista lá de cima é outra maravilha à parte. Com os alpes, montanhas e lagos. É surreal pensar como conseguiram construir um monumento desse tamanho, naquele local, naquela época!

Além desse castelo, tem um outro castelo, construído antes desse pela mesma família. O Castelo de Hohenschwangau, que também é gigantesco. Demoramos o dia inteiro na visita dos dois. Valeu a pena cada dor na perna. No inverno, deve ser lindo. Mas, não deve ser fácil chegar lá no topo com frio.

Antes de ir embora, passamos na ponte, onde tem a melhor vista do castelo Neuschwanstein. Embaixo, passa um rio. Dá muito medo, porque venta muito, pro celular voar, pouco custa.  Para quem tem fobia de altura, é melhor nem chegar perto. A sensação não é nada boa. Tiramos umas fotos e saímos logo. Descemos por umas trilhas, sinalizadas com placas.

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Pra minha surpresa, quando finalizamos o passeio, passei numa lanchonete já lá embaixo, o que achei? A cerveja do castelo. Sim, até o castelo lá tem cerveja em homenagem. Ah, tive que comprar e tomar ali mesmo, fresquinha (olha a foto ao lado como comprei ela, olha que foi tirada do freezer, nem suar ela suava…rs). Agora sim, estava pronta para voltar para Munique. Ufa!

Surra de fotos:


A cervejaria escolhida para esse #tbt é a Augustiner Bräu, uma cervejaria tradicionalíssima de Munique. Em minhas pesquisas sobre essa cervejaria, li que é a mais antiga de Munique em funcionamento até os dias de hoje. Mas sempre aparecem outras falando que é a mais antiga.

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Vou falar sobre a primeira que tomamos no restaurante da própria cervejaria, em Munique (Augustiner am Dom), a casa parece ser bem antiga. É bem escura, por isso as fotos não ficaram muito boas. Aliás, foi onde eu comemorei meu aniversário. 🙂

A Edelstoff – Exportbier, é uma Munich Helles, ou seja, uma cerveja leve, com alta drinkability. No aroma, sente-se o floral e herbal dos lúpulos utilizados, que equilibram muito bem com os maltes com características de caramelo. Um pouquinho cítrica e final pouco seco, além do leve amargor. Uma cerveja deliciosa como não poderia deixar de ser essas cervejas populares alemãs.

Além dela, nós tomamos uma Weiss e uma Dunkel, que dispensam comentários.

Para acompanhar essas delícias, pedimos um prato tipicamente alemão: Würstel Plate – Salsichas com repolho e salada de batata alemã.

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A Augustiner-Bräu Wagner KG, como já disse, foi criada em Munique, na Alemanha. Por ordem do arcebispado de Freising e do duque de Baviera, os monges da Ordem de Santo Agostinho (Augustinianos ou Augustiners), fabricavam cervejas. Isso, lá em 1328.

Os monges agostinianos forneceram cerveja para a família real bávara Wittelsbach até 1589, época em que a cervejaria Hofbräu foi fundada.

Em 1829, a família Wagner adquiriu a cervejaria Augustiner. As iniciais “J. W.” que estão no logotipo da cervejaria refere-se a Josef Wagner, que assumiu o papel de gerenciamento após a morte de sua mãe.

A Augustiner é vendida principalmente em Munique e seus  arredores. No exterior do sul da Baviera, ela é vendida, por exemplo, em restaurantes da Saxônia, como o Palácio da Caça de Augustusburg ou o Palácio de Lichtenwalde. Além disso, eles são encontrados em restaurantes selecionados em Wertheim, Berlim e Bregenz. Não é tão fácil achá-la fora de Munique.

Ela é umas das 6 cervejarias que podem participar do Oktoberfest original. Fazendo o tradicional desfile dos cavalos levando os barris de chopp para a Oktoberfest, mantendo assim uma característica da época em que a festa foi criada.

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64 cervejarias artesanais se unem para promover o estilo Catharina Sour

Simultaneamente, 64 marcas de cerveja artesanal independente apresentam, hoje, 19 de janeiro, uma nova Catharina Sour para o seu público. É o maior lançamento simultâneo já realizado no país. A ação é realizada pelo Movimento Toda Cerveja, um grupo que reune marcas de cervejas para agitar o segmento das artesanais e exaltar a diversidade das criações brasileiras.

Créditos: Divulgação

A missão das cervejarias é apresentar ao público o estilo Catharina Sour, o primeiro estilo brasileiro consolidado pelo Beer Judge Certification Program (BJCP), o principal norteador de estilos de cerveja no mundo. Ou seja, a Catharina Sour é o primeiro estilo de cerveja brasileiro.

Segundo Daniel Jeffman, um dos organizadores do Movimento, a escolha pela Catharina Sour foi debatida entre as cervejarias participantes dessa ação. “Nós dicutimos isso entre o grupo e chegamos a esse estilo. Decidimos homenagear esse feito inédito para o mercado (a Catharina Sour se tornar um estilo oficial). E escolhemos uma época do ano que tem potencial para ser o grande consumo sazonal de Catharina Sour, já que ela é leve, refrescante e tem o apelo do uso das frutas”, afirma.

As cervejarias que estão fazendo parte desse lançamento coletivo estão localizadas em 46 cidades que ficam em 10 estados diferentes: Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Juntas, elas produzem mais de 1,6 milhões de litros ao mês. No final, eu cito todas!

A representante de Minas Gerais é a cervejaria Küd, de Nova Lima, que lançou a Innuendo, uma Catharina Sour com Abacaxi, com teor alcóolico de 6,5% e IBU 20.

A lista de frutas que as cervejarias participantes escolheram é extensa. Entre elas estão: abacaxi, acerola, amora, araçaúna, butiá, cacau, café, cajazinho, cupuaçu, framboesa, goiaba, graviola, jaca, jabuticaba, variedades de laranja e limão, mamão, manga, maracujá, mirtilo, morango, pêssego, pitaya, seriguela, tangerina, variedades de uva e uvaia. Especiarias e outros itens como casca de laranja, capim cidreira, matcha e tomilho também fazem parte das combinações. Criatividade não faltou!

Os lançamentos estão sendo realizados nos bares das próprias cervejarias e também em pontos de vendas parceiros. A identidade visual da ação é a mesma, para facilitar que os consumidores de diferentes estados identifiquem o estilo e se sintam convidados a provar.

O Estilo Catharina Sour

O estilo foi criado em 2016, em Santa Catarina, porém, só foi incluído definitivamente no mais importante guia de estilos do mundo no final de 2021. De acordo com o BJCP, a Catharina Sour é uma cerveja refrescante de trigo, ácida e com frutas que normalmente apresentam um perfil tropical. No aroma, a fruta é identificada de forma imediata e a coloração também muda de acordo com a variedade selecionada. Especiarias, ervas e vegetais podem complementar a receita.

Sobre o Movimento Toda Cerveja

Criado em agosto de 2021 por cervejarias independentes brasileiras, o Movimento Toda Cerveja tem como objetivo realizar ações colaborativas entre marcas de todo o país para a disseminação da cultura cervejeira.

A iniciativa foi de Daniel Jeffmann (da Fat Bull Beer), Janderson Martini (da Old Captain) e Vinícius Cordeiro (das marcas Veterana e Ruradélica).

A primeira ação realizada pelo Movimento Toda Cerveja foi o Bitter Day, em setembro de 2021.

Confira os estados e as cervejarias participantes dessa ação coletiva. Todas estão sendo apresentadas no @todacerveja.

Ceará
Nery Brothers (Fortaleza)

Espírito Santo
Mestra (Serra)

Goiás
Templária (Catalão)
Dona Lupulina (Goiânia)

Minas Gerais
Küd (Nova Lima)

Mato Grosso
Heresia (Cuiabá)
Louvada (Cuiabá)

Paraná
Ade Bier (Castro)

Rio de Janeiro
Paranoide (Volta Redonda)

Rio Grande do Sul
4beer Cerveja e Cultura (Porto Alegre)
Babel Cervejaria (Porto Alegre)
Bierdron (Lajeado)
Alcebier (Novo Hamburgo)
Divisa (Santana do Livramento)
Paralelo 30 (Eldorado do Sul)
Ruizoca (Dom Pedrito)
Traum (Nova Petrópolis)
Danken (Vale Real) Diefen Bros (Porto Alegre).
Donner Craft Brew (Caxias do Sul)
Fat Bull Beer (Novo Hamburgo)
FIL (Gravataí)
Herzpille Cervejaria (Bom Princípio)
La Birra (Caxias do Sul)
Leoner Hof Craft Beer (Sapiranga)
Marek Cervejaria (Charqueadas)
Mater (Dois Irmãos)
Nahualli (Farroupiliha)
Nave (Pelotas)
Polvo Loco (Porto Alegre)
Proeza Beer (Santa Cruz do Sul)
Rübebeer Cervejas Artesanais Ltda (Novo Hamburgo)
Ruradélica Ales (Porto Alegre) Salva Craft Beer (Bom Retiro do Sul)
Suricato (Porto Alegre)
Titans Cervejas Especiais (Tapejara)
Velho Ébrio (Pelotas)
Veterana (Porto Alegre)
Zagaia (Itaara)
Baita Bier (Novo Hamburgo)

Santa Catarina
Armada Cervejeira (São José) Balbúrdia Cervejaria (Blumenau)
Biertal (Braço do Norte) Big jack Cervejaria (Orleans)
Blend Bryggeri (Criciúma) Bruxa Cervejaria (São José)
Alcatraz (Criciúma)
Maestro (Jaraguá do Sul)
Liffey Brew Pub (Palhoça)

São Paulo
Bela Beer (Santana de Parnaíba)
Beta Hops Brewing (Registro)
Cervejaria 77 (São Paulo)
Bragantina (Bragança Paulista)
Karma (Osasco)
Revoluta (São José do Rio Preto) Cervejaria Santista (Santos)
Urbana (São Paulo) Gård Cervejaria (Campos do Jordão)
Hops Craft Beer (Barueri) Miners Craft Beer Co. (São Paulo)
Racing Beer (Barueri)
Sonora (Paulínia)
Sorocabana (Sorocaba)
X Craft Beer (São Paulo)

#TBT: Uma pausa no principal biergarten de Munique para tomar uma cerveja

Depois de tanto bater perna por Munique, que é não é nada pequena, uma pausa é sempre merecida.

Aliás, andamos mais do que precisávamos pois as ruas são bem confusas.  Com isso ficávamos rodando igual um peru perdido, passando pela mesma rua mais de uma vez. Mas no final, a gente riu de tudo isso.

Para dar uma pausa na andança, escolhemos estacionar no Viktualienmarkt, o mercado de alimentos mais famoso de Munique, que fica numa enorme praça, no centro da cidade. Com mais de 200 anos de existência, é lá que os moradores da cidade vão para “fazer a feira” e os turistas vão para fazer uma pausa, comer e beber. Lá possui tendas que vendem pães, queijos, peixes, flores, temperos, vinhos, linguiças, salsichas e frutas exóticas. Mas, o que nos atraiu mesmo foi o biergarten da feira, bem típico alemão: um jardim grande, aberto, cheio de gente, com as mesas de madeira compartilhadas e restaurantes ao seu redor no estilo self-service.

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Como em todos os Biergarten, lá você se serve e compartilha a mesa com as demais pessoas. Os garçons apenas retiram o lixo e os canecões das mesas. Lá, você encontra todas as principais cervejas de Munique, tanto em garrafa quanto em chope. Fomos dois dias. O primeiro dias estava supertranquilo, mais vazio. Já o segundo dia…

Além tomarmos a Paulaner Hefe-Weissbier tradicional e a Hefe-Weiss Dunkel, comemos as comidas mais típicas que tinham por lá: Cachorro Quente e salsichão com ketchup, curry e batata frita. 

No outro dia, que estava lotado, custamos para achar lugar para sentar. Muita gente, todos se divertindo, falando alto, uma alegria só!

Aí você precisa estar de coração aberto. Pois, os bancos são tão colados que a pessoa sentada atrás de você praticamente escora as costas na suas costas. Fora os fumantes. Trocamos de lugar duas vezes porque os fumantes não importam se você fuma ou não. E fica aquela fumaça subindo embaixo do seu nariz (super alérgica detectada). Mesmo depois que trocamos, tinha mais fumante do lado, aí desistimos e tentamos conviver com aquele incômodo. 

Tirando isso e os atendentes que não têm paciência de entender pessoas que não falam alemão, as pessoas que frequentam ali são supersimpáticas, conversam com você (mesmo você não entendendo nada). Quando chegamos na mesa com nossos copos, o moço do lado nos desejou saúde (isso eu entendi: Pröst) e disparou a falar em alemão, eu só olhei e falei “eu não anderstende”. Ele entendeu, deu uma risadinha e continuou conversando com o pessoal que estava com ele. 

20170521_174900Quando fomos, o Maibaum (Árvore de Maio ou Mastro em alemão), de 2017, estava decorando o meio da praça. Maibaum é esse mastro gigante (foto) pintado de azul e branco (as cores da Baviera) que é trocado e erguido todo ano, no dia 1º de maio, para celebrar a chegada da primavera. Nesse dia, é feita uma grande festa na praça!

Pela tradição, o Maibaum precisa ser erguido sem máquinas, os homens da cidade fazem esse serviço. Porém, algumas cidades, com essa tradição, utilizam guindastes para essa tarefa.

O mastro é feito pelos moradores locais. E o interessante é que há uma tradição em que o Maibaum, enquanto fica esperando o dia 1º para ser erguido, pode ser “roubado” por moradores das vilas vizinhas. Por isso, são organizados turnos para vigiar o mastro. E, por outro lado, algumas pessoas se organizam para roubar o mastro alheio. Às vezes, os “ladrões” conseguem roubá-lo. Quando isso acontece, o Maibaum precisa ser resgatado e,  normalmente, o preço do resgate é uma grande mesa com comidas e cervejas. Tudo não passa de uma brincadeira tradicional não só de Munique, mas de outras cidades do interior da Alemanha. Ah, depois de erguido e abençoado pelo reverendo, o mastro não pode mais ser roubado.

Após o Maibaum ser levantado inicia-se a solenidade onde é hasteada a bandeira ou flâmula que é acompanhado pelo hino da cidade, a plateia comemora com cervejas e salsichas, enquanto jovens rapazes da comunidade fixam no Maibaum os símbolos de várias profissões manuais e artesanais existentes na comunidade ou vila. Tudo isso é acompanhado pela música e por danças em torno do Maibaum. 
 

É muita cultura minha gente.

Foto: angelinawittmann.blogspot.com

É claro que nesse #tbt não pode faltar o review de uma das cervejas que bebi nessa parada. E a cerveja escolhida é o ícone de Munique, que você acha em qualquer 20170521_185709.jpgbar ou restaurante dessa cidade, a Paulaner Hefe-Weissbier Naturtrüb, uma cerveja de trigo não filtrada, que eu salivo só de pensar nela.

Apesar de ser de trigo, é uma cerveja que não desce muito pesada. Em seu aroma e sabor, é possível sentir as clássicas notas de banana e cravo vindas das leveduras. No sabor, ela tem um suave adocicado, notas frutadas e amargor quase imperceptível. Por não ser filtrada, ela tem essa cor turva. 

É uma delícia!!! Por ser fácil de beber, ela é conhecida na região da Bavaria como “cerveja para o café da manhã”. Seu teor alcoólico é de 5,5%. De boa!

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A Paulaner Brauerei München produz cervejas desde 1634, em Neudeck ob der Au (Munique). A cerveka era feita pelos monges da Ordem dos Mínimos, conhecidos como os “Paulaners” por ser uma ordem religiosa fundada por São Francisco de Paula. Os monges produziam a Paulaner Salvator para consumo próprio durante a quaresma. Somente em 1780, eles conseguiram autorização para vender a cerveja. Ainda hoje, a marca carrega o nome e a tradição da ordem sendo que o monge retratado na logomarca da cervejaria é o próprio São Francisco de Paula.

Atualmente, a Paulaner conta com seis rótulos de linha em sua produção. É considerada a maior cervejaria de Munique, a sua cerveja do estilo Münchner Hell é a mais vendida do mundo no estilo. Além disso, a cervejaria é uma das seis que podem oferecer suas cervejas na maior festa cervejeira do mundo, a Oktoberfest!

Outra curiosidade é que a Paulaner, desde 2003, patrocina o time de futebol Bayern de Munique.  Em final de campeonato, é distribuído Paulaner para os torcedores e jogadores (que ruim!). A comemoração de títulos do time é feita com o tradicional copo gigante da marca e o banho de cerveja dos jogadores.

Aqui, eu conto como foi minha visita na Allianz Arena, estádio do Bayern de Munique.

Espero que tenha gostado de mais esse passeio carregado de informações e curiosidades!

#TBT: Franziskaner – Tiergarten (Berlim)

Franziskaner

Hoje, é o último #TbtEmBerlim e, é claro, não poderia ser diferente. Tudo que representa muito bem a cidade: biergarten + weissbier

E para fechar com chave de ouro, eu escolhi a minha queridinha das de trigo alemã (weissbier), a Franziskaner Hefe-Weissbier Naturtrüb (não-filtrada), fabricada pela Franziskaner-Brauerei.

Essa cerveja dispensa comentários ou apresentações. Mas, vamos lá. Ela é superrefrescante e leve. Seu aroma é predominantemente frutado devido a fermentação que continua dentro da garrafa. Seu sabor também é frutado, levemente doce. Nele, é possível sentir a presença da banana, do trigo e do cravo. Mas nada de exagerado!

Feita com água, malte de trigo, malte de cevada, extrato de lúpulo e fermento, ela tem 5% de teor alcoólico.

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Essa cervejaria é considerada a mais antiga de Munique, Alemanha. Surgiu em 1363. O nome ‘Franziskaner’ deve-se ao mosteiro franciscano que ficava ao lado da cervejaria. Em 2005, se fundiu com o grupo Ab-Inbev para conquistar novos territórios, como aqui no Brasil.

Hoje, ela possui 12 rótulos, todos seguindo a Lei da Pureza Alemã, utilizando apenas os 4 ingredientes principais. Ah, e para servir as cervejas de trigo é preciso usar o copo correto e seguir um rigoroso procedimento. Vale a pena fazê-lo para se ter uma melhor experiência durante a degustação.

Franziskaner-Weissbier

A Ambev importa para o Brasil somente três desses rótulos: a Dunkel, a Hell e a Kristall-Klar.


O ponto turístico escolhido é o Parque Tiergarten. Onde nós tomamos essa cerveja. É o lugar mais alemão que achamos em Berlim. Com 2,1 Km² de extensão, é o segundo maior parque da cidade. Ele é tão gigante, que tem várias atrações. Ótimo para relaxar, passear, porém, como estávamos só de passagem, optamos ficar na parte onde tinha uma cervejaria a céu aberto, ou seja uma biergärten.

Biergärten siginifica Jardim de Cerveja em português. São áreas comuns, onde há grandes mesas, usadas para Stammtischs (o happy hours, reuniões de amigos dos alemães), para almoços, conversas, piqueniques, sempre regado a cerveja. São como praças de alimentação ao ar livre, com árvores, bares e restaurantes no entorno.

O biergarten que fomos chama-se Café am Neuen See. Lá tem diversos mesões de madeira espalhados e um espaço self-service, onde você pega sua cerveja (tinha Frankiskaner e Lowenbräu), sua comida (típica alemã), coloca no bandejão, paga e procura uma mesa compartilhada para comer.

O espaço conta com muitas árvores, que ajudam a esconder o sol, por isso é bem fresco. E tem um lago, onde pode alugar canoas e passear.

Pra variar, comemos pretzel (pão típico alemão, com uma casquinha salgadinha delícia), além de umas carnes processadas com salada de batata cozida e molho. A sobremesa foi outra comida a cara da Alemanha: Apfelstrudel, a torta de maçã.

Se eu pudesse, ficaria o dia todo lá. Mas tinha muita coisa pra conhecer ainda. Comemos, descansamos um pouco e continuamos nosso passeio.

Veja mais fotos desse lugar que adoramos ir.

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#TBT: Tomando cerveja orgânica em Berlim e dando uma passadinha no Parlamento

Neumarkter

O #tbt de hoje é com a Edel Hell da Neumarkter Lammsbräu. É uma cerveja de estilo helles. Leve e refrescante, com o amargor do lúpulo suave e um pouco maltada, com sabor frutado.

A Edel Hell é feita com água mineral natural, malte de cevada e lúpulo cultivado organicamente. Em alemão, Edel significa nobre e geralmente é usado para se referir a uma cerveja que foi preparada com os melhores ingredientes. Hell singnifica brilhante em alemão.

Essa cerveja tem 5% de teor alcoólico.

logoA Cervejaria Neumarkter Lammsbräu foi fundada em 1628, em Neumarkt, um distrito da Baviera, na Alemanha. Desde 1986, ela fabrica cervejas orgânicas. São cerca de 20 variedades de cervejas orgânicas, a maior variedade do mercado, além de cerveja orgânica Lammsbräu, mais de 100 funcionários também produzem limonada, refrigeranted a água mineral todos orgânicos.

Além de ser fabricante de bebidas orgânicas ela também planta seu malte orgânico, estando totalmente comprometida com as questões de sustentabilidade, dando grande importância à sustentabilidade, proteção da água, regionalidade e o tratamento justo de todos os envolvidos. Para promover o desenvolvimento social sustentável, a empresa concede um prêmio anual de sustentabilidade em cinco categorias desde 2002 : pessoas físicas , organizações sem fins lucrativos , profissionais da mídia , empresas e funcionários . Os vencedores devem ter alcançado melhorias ecológicas e sociais e promover uma cultura econômica sustentável.

A cervejaria criou a “Lei da Pureza Orgânica” que se destina a expandir o requisito de pureza e os critérios orgânicos com regulamentos adicionais para a produção de cerveja. Excluem-se os pesticidas, plantas geneticamente modificadas, fertilizantes químico-sintéticos e adjuvantes artificiais.

lúpulo-planta

As cervejas orgânicas: Pilsner, Edelpils, Dunkel, Schankbier, Festbier, Urstoff, Dinkel, Leichte Weiße, Weiße (helles Hefeweizen), Schwarze (dunkles Hefeweizen), EdelHell (a que tomei), Radler, Neumarkt, Parsberg)

Sem ácool orgânicas: Alkoholfrei, Weiße, Dunkle Weiße, Radler, Aktivmalz (Malzbier)

Sem glúten: Glutenfrei e Glutenfrei Alkoholfrei

Muito interssante!


O ponto turístico desse #tbt é Reichstag ou Prédio do Parlamento.20170520_183750

Inaugurado em 1894, em Berlim, este é o prédio onde o parlamento federal da Alemanha (Bundestag) exerce suas funções.

Reishtag velhoEle participou de alguns momentos históricos como: Foi de sua sacada, depois da Segunda Guerra Mundial, em 9 de novembro de 1918, que foi proclamada a república na Alemanha. Além disso, o prédio já passou por incêndio, foi danificado na Segunda Guerra e já pertenceu a outra cidade, depois da criação do muro de Berlim.

Hoje, restaurado, o prédio é aberto para visitação gratuita na cúpula e no terraço. Em sua cúpula de vidro, que tem 23,5 metros de altura, é possível ver a sala do plenário, além da vista da cidade. Peguei algumas fotos na internet para termos ideia de como é.

É necessário fazer a reserva com antecedência pelo site. Quando tentei, não tinha mais vagas. Mas, para quem não consegue fazer a reserva, há um container nas imediações onde pode ser feito um agendamento de última hora. A fila é gigante. Então, não fomos. Por isso tenho foto somente do lado de fora.

Em frente ao Reichstag, há um espaço verde gigante! Muitas pessoas aproveitam para descansar, fazer encontros, jogar bola, fazer pique-nique. É bem legal o ambiente, vale a pena dar uma passada por lá, mesmo sem poder entrar.

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#TBT: Berliner Pilsen – Berliner Fernsehturm

berliner pilsnerO TBT de hoje é essa Berliner Pilsner (no rótulo, o urso – símbolo de Berlim) uma German Pilsner produzida por Berliner Kindl Schultheiss Brauerei. É uma cerveja típica alemã, porém, com aquele amargorzinho no final típica das cervejas com garrafa verde.

Nessa resenha, eu vim confirmar o que muitos dizem. Sim, a cerveja na Alemanha é servida em temperatura ambiente. Tudo bem que a temperatura por lá, na maioria das vezes é gelada, mas e o verão, que é bem quente?

Nós estivemos lá no meio de maio (transição do primavera para o verão), e já estava quentinho. E, mesmo as cervejas estando em geladeiras, elas permanecem em temperatura ambiente. Não é nem fresquinha, é como se tivesse tirado da prateleira do supermercado. Se você reparar bem, todas as cervejas que eu posto de lá, nenhuma está geladinha. Talvez porque, para eles, aquela temperatura ali de maio não era tão quente.

Nessa foto abaixo, a cerveja tinha acabado de ser entregue para a gente. É exatamente assim que eles bebem cerveja lá, a garrafa não tem nenhum suorzinho, aquele mesmo, que brilha nossos olhos por aqui.

Quando o moço nos entregou essa cerveja, Thiago pegou na garrafa, olhou e pediu para que ele a trocasse. Ele pegou outra, também de dentro da geladeira, e entregou. É claro que ela estava exatamente do mesmo jeito da outra. E, é claro que o moço não entendeu nada.

Para se ter uma ideia da temperatura, a garrafa mais gelada que eu tomei é como se você colocasse uma longneck na geladeira comum e pegasse 15 minutos depois. Já as cervejas em barril (chope) são as que são servidas fresquinhas, um pouco mais geladinhas. Bem pouco!

Eles estão tão acostumados com essa temperatura da cerveja que pegam cerveja de engradado a venda e já saem tomando. Vi alguns guardando a cerveja na mochila, entrando no metro e, ao descer, abria a cerveja denovo e continuava bebendo. Temperatura ambiente não é o problema para eles.

Ao longo dos dias em que estávamos lá, fomos nos acostumando com essa temperatura. Mas, detalhe, todas que bebemos, inclusive as de 1 euro, eram de excelente qualidade. Relamente a temperatura era o que menos importava.

Voltando na foto

O local da foto é o Curry 61. Tem vários desses fast foods espalhados por Berlim que servem basicamente a mesma comida. Esse é um dos mais populares da cidade. A maioria, come-se em pé mesmo. Achei “interessante” foi a mesa/lixeira. Em cima você coloca a comida, come, e, logo embaixo, já é a lixeira. Já joga fora para o próximo. É como se você comesse em cima de uma lixeira de shopping..rs

A comida servida são as típicas alemãs, que foi a nossa primeira refeição ao chegar em Berlim. Não poderia ter sido outra. Comemos o tradicional Currywurst, que é basicamente salsicha com catchup (o deles é especial da casa) e curry com pimenta do reino. Um pouco picante, mesmo não gostando de nada picante, foi tranquilo de comer. E para acompanhar: Pomes Frites (batata frita). Que delícia! Großer appetit!

Ponto Turístico:

Torre de TV de Berlim

Depois de comer, fomos para um dos principais pontos turístico da cidade: a Berliner Fernsehturm ou Torre de TV de Berlim: a construção mais alta da Alemanha, localizada na Alexanderplatz, no centro da cidade. Ela é tão alta que dá para vê-la em diversos pontos de Berlim. Usávamos ela como referência para voltar para o hotel, pois nosso hotel era próximo.

 Para entrar, segurança total. Tivemos que passar por detectores de metal, abriram nossa mochila e só assim pudemos entrar. Melhor assim! 🙂

São 147 andares. O elevador vai da base ao topo em 40 segundos. Que loucura! De lá dá pra ver muito de Berlim, que é plana. Dá para avistar diversos pontos turísticos que são mapeados e apontados lá da torre. Além disso, tem o restaurante que fica em uma plataforma giratória, ele roda lentamente para que você possa avistar toda cidade.

Quando fomos, não tinha filas. Mas, dependendo da época, acho bom acessar o site antes e comprar o ingresso. São vários tipos de entrada, por isso, é bom ler com atenção o site deles.

Alguns pontos turísticos que ficam próximo à Torre:

Prefeitura de Berlim
Marienkirche – Igreja de Santa Maria
Fonte de Netuno com 10 metros de altura e 4 mulheres ao seu redor representando os rios da região.

Escolas cervejeiras: Escola Franco-Belga

Agora, vamos aprender um pouco mais sobre a Escola Franco- Belga, em que a maioria chama apenas de Escola Belga. 

Um pouco de história

Durante o Império Romano, na região conhecida como Gália, atualmente França e Bélgica, os habitantes da região já produziam sua própria cerveja, que já era bem diferente das cervejas mais consumidas pelos romanos. 

As cervejas ainda eram produzidas domesticamente. E, com a queda do Império Romano e a ascensão da Igreja, começaram a surgir monastérios por todas as regiões. Estes monastérios foram construídos com cervejarias, que tinha como finalidade atender os próprios monges e também a população local.  (A History of Beer and Brewing  – Ian Spencer Hornsey).

Como aquela região não pertencia ao Império Germânico, seus cervejeiros já tinham o costume de inovar nas receitas e não eram obrigados a fazer uma cerveja que seguia a Lei da Pureza Alemã (onde só podia ter água, malte, levedura e lúpulo). Com isso, ao longo dos anos os monges aprimoraram suas técnicas e faziam cervejas rebuscadas, complexas em questão de aroma, sabor e teor alcoólico. As cervejas podiam ser feitas com cereais, frutas, mel, e outros temperos. A criatividade podia ser usada.

A tradição cervejeira naquela região surgiu quando os monges produziam cervejas para dar de beber aos viajantes, pois a água era imprópria para consumo, o que tornava o processo de fabricação da cerveja perfeito para garantir a qualidade da bebida. Também por ser uma bebida altamente nutritiva, era considerada a bebida dos monges. Nos tempos em que eles tinham que fazer jejum, as cervejas mais encorpadas eram fundamentais e serviam como alimentação deles.

Abadia x Trapista

Rochefort (Abbaye Notre Dame de Saint-Remy in Rochefort)

As cervejas trapistas são cervejas feitas de acordo com as premissas religiosas dos monges beneditinos da Ordem Cisterciense da Estrita Observância, uma congregação católica que obedece à Regra de São Bento – mais conhecida como Ordem Trapista. Em resumo, essa ordem pregava (e ainda prega) uma vida voltada à obediência, ao silêncio e à renúncia, tendo como lema ora et labora (“reza e trabalha”). 

Durante a metade do século XX, as cervejas produzidas pelos monges trapistas começaram a inspirar outros produtores mundo afora. Ao replicar as receitas dos trapistas, esses outros produtores passaram a usar o termo “cerveja estilo trapista” ou “tipo trapista” nos rótulos, mesmo sem nenhum vínculo com a Ordem.

Para que isso não ocorrese mais, em 1962, uma lei da Câmara Belga do Comércio decretou que cerveja trapista seria somente aquela que é produzida por monges cistercienses, e não uma cerveja no estilo trapista. Estas últimas deveriam ser denominadas “Cerveja de Abadia”.

Sendo assim, podemos dizer que:

  • Trapista não é um estilo, e sim uma denominação controlada de origem.
  • Para ser considerada Trapista, a cerveja precisa ser fabricada em um dos mosteiros da Ordem Trapista, seguindo estritamente determinados preceitos como: a cerveja deve ser fabricada dentro das paredes do mosteiro trapista pelos próprios monges ou sob a sua supervisão; a cervejaria deve ser subordinada ao mosteiro e deve ter uma cultura empresarial condizente ao projeto de vida monástica; a cervejaria é quase filantrópica, sem fins lucrativos. Os recursos são para o sustento dos monges e para a preservação da abadia. O dinheiro que sobra é usado para causas sociais ou doado para pessoas carentes. A cerveja trapista é de uma qualidade impecável, que é controlada permanentemente. Há um selo de denominação de origem, para fins de identificação.
  • Cervejas que não são fabricadas nos mosteiros da Ordem Trapista, mas seguem os métodos de fabricação similares e acompanham a linha de estilos considerados, são denominadas Cervejas de Abadia. Podem inclusive conter tal designação no rótulo.
  • Toda cerveja Trapista é de Abadia, mas nem toda cerveja de Abadia é Trapista.

Existem mais de 170 mosteiros trapistas no mundo, porém, apenas 11 deles têm o certificado da autêntica cerveja trapista e podem chamar sua cerveja de Trapista.

Uma curiosidade é que a La Trappe, umas das mais tradicionais cerveja Trapistas é conhecida tanto por ser da Escola Belga, que muitos acham que ela fica na Bélgica. Mas, ela fica na Holanda! 

Os onze monastérios estão assim distribuídos:

  • seis na Bélgica: Rochefort (Namur), Achel, Orval, Westmalle, Vleteren Oester (Westvleteren, Chimay; sendo as principais cervejas Dubbel, Tripel, Quadrupel, Belgian Ale,
  • dois na Holanda – Abadia de Koningshoeven – cerveja La Trappe, Abdij Maria Toevlucht (em Klein-Zundert)
  • uma na Áustria – Engelszell
  • uma na Itália – Abadia das Três Fontes (Roma)
  • uma na Inglaterra – Mount St Bernard Abbey (Tynt Meadow)
  • uma nos Estados Unidos – St. Joseph’s Abbey (Spencer- Massachusetts) – Única fora da Europa.

Bélgica: Uma história a parte

Estão inclusos os seguintes países na Escola Franco-Belga: Bélgica, Norte da França e Holanda.

Mesmo em um território tão pequeno, a Bélgica se destaca dentre os três países, reconhecida como o “paraíso cervejeiro”. Talvez, por isso, denominem apenas como Escola Belga. São mais de mil cervejarias espalhadas por todo o país – muitas delas com centenas de anos de existência. Por lá, a cerveja é tão levada a sério que, a maioria das cervejarias só servem as cervejas no copo da própria cervejaria da qual você pediu. Por exemplo, se você pedir uma cerveja da Orval, se não tiver o copo da Orval disponível naquele momento, eles não te servem a cerveja. Você tem que escolher outra cerveja que tiver com o copo disponível. Para eles, cerveja é uma tradição, tanto que a Unesco declarou a cultura cervejeira belga como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Uma cervejaria belga famosa é a Delirium, famosa cerveja do elefantinho cor de rosa. O bar da cervejaria, o Delirium Café, que fica em Bruxelas, conta com uma carta com mais de dois mil rótulos de cervejas. Por isso, ele foi parar no “Guinness Book of Records” como o bar com mais cervejas do mundo. 

cervejas belgas

CARACTERÍSTICAS DA ESCOLA FRANCO-BELGA

O destaque dessa escola é a criatividade. Produzem estilos diferentes de cervejas especiais, como as fermentadas em barris de carvalho, as feitas com várias especiarias frutas, sementes, flores e leveduras selvagens. Além disso, existe, ainda cervejas feitas pelo método de champenoise e até algumas parecidas com vinho.

Totalmente diferente da Escola Alemã, que não permite sair do comum.

O maior segredo das belgas é a levedura, que são responsáveis pelos distintos sabores e aromas das cervejas. 

Características principais: O adocicado é o que mais se destaca nas cervejas dessa escola. Elas costumam ser mais encorpadas, super aromáticas, têm sabores complexos e com toque de frutas ou especiarias. Geralmente, são mais maltadas e alcoólicas. Devem ser tomadas devagar para a percepção do sofisticado e complexo sabores. 

Devido à essa complexidade, na maioria das vezes, eu não consigo tomar aos montes dessas cervejas. Mas, eu adoro!

Então, se você é desses, que gosta de experimentar o diferente, gosta de diversificar, de descobrir novas sensações, aposte nas cervejas que seguem essa ecola.

Exemplo de alguns estilos de cervejas dessa escola:

Belgian Blonde Ale: São mais claras e menos amargas, complexas, perfumadas e muito cremosas. Há uma grande harmonia entre seu teor alcoólico, sua presença de lúpulo e de malte.

Belgian Dark Strong Ale: As cervejas desse estilo são mais maltadas, mais escuras e menos frutadas, porém com um aroma complexo, com notas de malte e frutas como a ameixa, figo ou uva-passa. São cervejas de espuma densa e persistente.

Belgian Dubbel: Seu nome foi dado em função dela ser bem mais forte que as tradicionais Ale consumidas nos mosteiros da época. A presença do malte é marcante, com toques de nozes e chocolate em seu sabor, de pouco amargor e com a cor variando do cobre ao marrom. Seu aroma tem notas de frutas não-cítricas, como a banana.

Belgian Trippel: Se comparadas às Belgian Dubbel, as Belgian Tripel são ainda mais fortes, embora mais claras e mais amargas, ainda que mais frutadas. Geralmente são cítricas, com notas de cravo e baunilha.

Belgian Quadruppel: Pertencem ao estilo Belgian Specialty Ale, portanto não podem ser consideradas um estilo de cerveja, apesar de aparecerem nesta descrição por terem se tornado bastante populares. São muito maltadas, bastante alcoólicas, atingem em média 10% de teor alcoólico, a presença do lúpulo é pouco notada.

Belgian Witbier: É a de trigo deles. Um pouco diferente das cervejas de trigo alemãs, já que geralmente usam trigo não maltado em sua receita, que também é adicionada de algumas especiarias como coentro e pimenta da Jamaica, casca de laranja. São bem claras e turvas, por não serem filtradas. São cervejas muito refrescantes por serem cítricas. Eu adoro essa! Ótima pedida em dias quentes.

Belgian Lambic: São produzidas através da fermentação espontânea que consiste em expor a própria cerveja a leveduras selvagens e consequentemente a bactérias. Estas cervejas apresentam componentes com um forte carácter ácido.

Dica Mineira de cervejas que seguem a Escola Franco-Belga:

Belgian Blond Ale: Frei Galdi da Cervejaria Fürst
Belgian Pale Ale: Belgian da Cervejaria Athos
Belgian Dubbel e Quadrupel: Cervejaria Wäls
Belgian Tripel: Inocência da Krugbier
Witbier: Toekan da Abadia das Gerais
Bière de Garde: Saint Hilaire da Uaimií

Dicas internacionais:

Fonte: Site Vem do Malte / Site Revista Deguste

Escolas cervejeiras: Escola Britânica

Vamos fala da Escola Britânica/?

UM POUCO DE HISTÓRIA

A história indica que a cerveja já era produzida nas ilhas Britânicas em 55 a.C., quando o general romano Júlio César, comandou a primeira invasão à Inglaterra. Na ocasião, avistou povos da tribo que consumiam uma bebida alcoólica fermentada, feita a partir de grãos (a cerveja da época).

A Escola Britânica  é a que mais se transformou entre as três escolas cervejeiras clássicas. Teve uma determinada época, que se consumia a hidromel (obtido da fermentação do mel). Em seguida, houve uma evolução para a fermentação também do malte de cevada, produzindo uma bebida forte, doce e alcoólica. O lúpulo começou a ser usado por volta do século XV.

Com a introdução do lúpulo para ser usado como conservante, os ingleses passaram a gostar do amargor, assim, mudaram completamente o conceito de suas Ales. De doces passaram a ser cada vez mais amargas. Naquela época, passou-se a chamar as lupuladas de Beer e as menos amargas de Ale.

As primeiras menções históricas à cerveja Porter remontam ao início do século XVIII na Inglaterra. Existem algumas teorias divergentes sobre a sua origem, porém o fato é que estas cervejas mais escuras e de perfil torrado faziam sucesso entre os clientes dos pubs e, mais notoriamente, entre os trabalhadores que transportavam cargas nos mercados locais e nos portos, chamados popularmente de Porters.

Outro momento marcante (meados do século XX), foi quando grandes cervejarias apareceram com suas Lagers em massa, desaparecendo com as cervejas fortes. No final da década de 70, consumidores revoltados com o desaparecimento do jeito inglês de fazer cerveja, criaram o CAMRA (Campanha pela Cerveja de Verdade – Campaign for Real Ale): responsável pelo resgate de estilos e da cultura dos pubs e dos pequenos cervejeiros.

cervejas-inglesas

Hoje, mesmo as Lagers sendo as mais consumidas, os ingleses continuam fiéis às Ales.

As cervejas da Escola Britânica são basicamente formadas por cervejas Ales (alta fermentação).

Mais uma curiosidade: Um dos hábitos ingleses é consumir cervejas em barris (chope), com isso, mais de 75% das cervejas são vendidas nas torneiras dos pubs ingleses.

Estão inclusas nessa escola os seguintes países: Inglaterra, Irlanda do Norte e a Escócia

CARACTERÍSTICAS DA ESCOLA  BRITÂNICA

Então, como vimos, a Escola Britânica possui fases distintas refletindo assim em seus estilos. Algumas têm características doces e alcoólicas, outras são leves e amargas e outras são fortes e amargas. Têm para todos os gostos!

Suas cervejas têm características variadas, mas, em geral, o destaque fica por conta da doçura dos maltes que, junto com os lúpulos ingleses, trazem características herbais e terrosas, e equilibram as cervejas. A maioria é de cor escura.

Eu gosto muito dessa escola, principalmente quando o destaque é para o maltado. E para quem já me conhece, meu estilo de cerveja favorito é a Porter/Stout!
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Alguns estilos da Escola Cervejeira Britânica:

ENGLISH PALE ALE- Ale de cor âmbar, frutada, caracterizada por um grau alcoólico baixo (abaixo dos 4%) e com um amargo intenso, devido à grande quantidade de lúpulos ingleses. Existem outras duas variações: Best Bitter – que indica uma cerveja do mesmo tipo mas com uma gradação alcoólica com cerca de 4,5%, e a Extra Special Bitter (ESB) chegando até os 5,5%.

INDIA PALE ALE – surgiu da necessidade de transportar cerveja da Inglaterra à Índia, que no século XVIII era colônia britânica. Como ainda não existiam tecnologias modernas de refrigeração, e para que os ingleses que serviam na Índia não ficassem sem opção de cerveja, os cervejeiros britânicos buscaram uma solução: passaram a aumentar a quantidade de lúpulos em suas produções. Este aumento, aliado ao teor alcoólico mais elevado e menos açúcar residual, atuavam como conservantes nas cervejas, assim conseguiam transportá-la. As IPA’s inglesas são amargas, bem maltadas e encorpadas, com cor variando do âmbar-dourado ao cobre-claro.

BROWN ALE – O amargor e as características do malte estão nitidamente presentes tanto no aroma quanto no sabor. Sua cor pode variar entre o âmbar escuro e o marrom. Tem nuances de caramelo e castanha.

PORTER – De coloração marrom-escuro, com aromas e sabores predominantemente maltados, remetendo ao toffee, chocolate e torrefação. Tem um médio amargor.

STOUT – Antigamente esse nome Stout indicava a cerveja mais alcóolica da gama do produtor. Destaque pelo uso de grãos torrados, o que aumenta a amargura e reforça o sabor do café. Existem vários tipos de Stout:  Oatmeal Stouts, produzidas com aveia; as Sweet Stouts, produzidas com aditivos como açúcar, lactose e/ou chocolate; e as Russian Imperial Stouts, mais intensas em corpo, amargor e teor alcoólico; Chocolate/Coffe Stout são Stout adocicadas com doces e chocolates; e Dry Stout, ou Irish Stout, que tem perfil intenso de torrefação, baixo corpo e paladar seco, representado pela famosa Guinness. Existem versões mais alcoólicas chamadas Extra Stout.

OLD ALE – Cor escura, corpo cheio e grau alcoólico elevado, aromas de frutas vermelhas secas. Na garrafa pode envelhecer.

BARLEY WINE – O “Vinho de Cevada” é uma cerveja complexa, caracterizada por uma alta gradação alcoólica, gosto maltado, frutado e geralmente lembra o vinho. Geralmente de cor âmbar-escuro.

SCOTCH ALES – Têm característica maltadas e adocicadas. São as cervejas escocesas de maior teor alcoólico, com sabor muito maltado e caramelado, de pouco amargor.

Dica de Cerveja Mineira com estilo Britânico:
– English Pale Ale: God Save the Queen da Cervejaria Küd;
– Burton Pale Ale da Cervejaria Seu Tomé;
– Stout da Corja Brew;
– IPA: Melon Collie da Capapreta.

Dicas nacionais e importadas: