Onde Beber Artesanal: Bar do Antônio Pé de Cana

A dica de hoje é para os “pé de cana”!

O Onde Beber Artesanal estaciona no Bar do Antônio – Pé de cana. Que tem esse nome “Pé de Cana” por causa do apelido dado pelos próprios clientes do bar, em uma brincadeira com o dono do estabelecimento, que jogava os restos de cachaça dos copos direto no canteiro.

O local

Um bar tradicional de BH, com duas unidades. Esse é o que fica no Luxemburgo. Um local bem grande, dividido em vários andares, com ambiente para todos os gostos. Mesas na calçada, na parte interna, mais reservadas ou com mais espaço. Ah, e tem espaço kids para criançada!

Pra beber

A casa conta com diversos estilos de cervejas especiais produzidas pela Cervejaria Bomtempo. Quando estive por lá, estavam plugadas a Pilsen, Witbier, Sessiona IPA, IPA e Stout (500ml -R$17,90) .

Session IPA
Stout e IPA

Se tiver na dúvida, eles levam prova de todas para você conhecer. Todas que tomei, eu gostei.

Para comer

O cardápio é bem variado. Tem muitas opções de porções diferentes, criativas e as clássicas que não podem faltar em um buteco. Além de tira-gosto, tem hambúrguer, caldos e pratos para almoço e jantar. Dá pra ficar sem saber o que pedir! Os preços variam de R$19,90 a R$137,90.

Como eu disse é um bar para todos, bem leve e descontraído. Esteja com familiares, turmas de amigos ou em casal, você vai se sentir à vontade. O atendimento é rápido, a comida chega quentinha e o chope fresco. Gostei!

📍 Bar do Antônio Pé de Cana
Rua Guaicuí, 615 – Luxemburgo
Belo Horizonte – MG
Instagram: @bardoantonio

Diferença entre Malzbier e Cerveja Especial Escura

Já ouvi muitos perguntarem por aí sobre a diferença entre as Malzbier, popularmente conhecidas como cervejas pretas, e as cervejas especiais escuras (Bock, Stout, Porter…).

Tem diferença? Bora aprender mais essa!

Cerveja Brahma Malzbier Preta Lata 350ml Aroma De Caramelo | MercadoLivre

A Malzbier é uma cerveja de cor escura, doce e com baixo teor alcoólico (geralmente entre 0 – 4%).

Sua coloração escura se dá devido à adição de caramelo e xarope de açúcar. Assim, sua cor escura não vem do malte tostado, mas sim desses aditivos citados. Ou seja, ela é escurecida artificialmente.

A Malzbier não se enquadra em estilo nenhum, pois a adição de outros ingredientes para dar coloração à bebida e o uso abaixo de 20% de malte de cevada, a “desqualificam”. O Beer Judge Certification Program (BJCP) e a Brewers Association, organizações que catalogam os mais diversos tipos e estilos de cervejas, não a consideram como estilo próprio de cerveja. É considerada um tônico. 

Curiosidade

propaganda da cerveja malzbier para crianças

Segundo historiadores, antigamente, a Malzbier era produzida para reaproveitar a cerveja de início e fim da filtração e cervejas fora dos padrões que, ao adicionar o xarope de caramelo e açúcar, resultava-se nessa cerveja doce e escura e disfarçavam os defeitos. Com o passar do tempo, a cerveja foi ganhando mais qualidade, o que fez com que seu padrão fosse elevado e ela passou a ser melhor apreciada.

Na Alemanha, seu país de origem, nem é considerada cerveja e sim, bebida energética. Malzbier = Cerveja de Malte. Mas, muitas cervejarias lá, a chamam de Malztrunk = Bebida de malte

Existe a lenda que cerveja preta seria boa para gestante, lactante e até crianças, sendo usada como um suplemento alimentar. Mas isso tudo não passa de lenda, já que bebida alcoólica não é recomendada para nenhum deles.

E as cervejas especiais escuras?

Como aprendemos, a Malzbier não usa maltes tostados para ficar escura. Usa malte Pale Lager (o mais claro de todos).

maltesespeciais

Já as cervejas especiais escuras, como Porter, Stout, Dunkel e outras, têm essa cor devido ao uso dos maltes tostados. Cada tosta vai dar uma coloração, aroma e sabores diferentes. Por exemplo: Malte Chocolate dá um aroma de caramelo queimado, chocolate amargo e café. Por isso, existem cervejas de chocolate, por exemplo, que, na maioria das vezes, não são feitas com o chocolate, mas com maltes que lembram o sabor e aroma de um. O Malte Escuro dá a coloração e o aroma de café torrado e a Cevada Torrada dá o tom amargo e intenso de café. Por isso, nem sempre o amargor vem só do lúpulo, ele pode vir, também, do malte.

Existem vários estilos de cerveja especial com tonalidade escura:

– Schwarzbier: Vinda da Alemanha, é feita com malte suave. Um pouco mais seca, mas mesmo assim refrescante e leve.

– Strong Dark Ale: Ela é belga e também é escura. Com fermentação mais forte, destacando-se o malte.

– Strong Scotch Ale: tem o malte mais perceptível com características da baunilha, chocolate e é fermentada em temperaturas mais altas.

– Dunkel: Com o sabor do malte mais aguçado, seu teor alcoólico é médio.

– Porter: Com um leve sabor de café e chocolate, tem o corpo leve e pouco amargor. O teor alcoólico é de médio a alto.

– Imperial Stout: Têm o teor alcoólico bem alto, de 10% a 12%, fazendo delas quase um licor. São bastante indicadas para serem apreciadas em climas mais frios.

Esses foram alguns dos diversos estilos de cerveja especial escura.

Eu, particularmente, amo as cervejas especiais escuras, adoro o sabor de café e chocolate que os maltes inseridos nelas proporcionam! Na minha cervejeira não pode faltar!

caracu

Ahh, e a Caracu?

Ela não é uma coisa nem outra. Considerada uma Sweet Stout, a Caracu é conhecida por seu sabor encorpado e aroma de malte torrado, que lembra o do café.

Apesar de ela ter maltes torrados e lúpulo em sua composição, ela leva cereais não maltados, corante caramelo e estabilizante INS 405 como as outras cervejas de comuns. Por isso, não é uma Malzbier nem uma Stout.

Dia do Santo Padroeiro dos Cervejeiros: St. Arnulfo de Metz

Você sabia que os cervejeiros têm um padroeiro?

Sim! Nós temos um Santo para o qual nós podemos rezar e pedir para que nunca acabe o líquido sagrado!

E, hoje, 18 de julho, é o dia dele: Dia de Santo Arnulfo de Metz! Dia em que a Igreja celebra a memória litúrgica do bispo e monge Santo Arnulfo, padroeiro dos cervejeiros.

Nascido em Metz, na antiga província romana da Gália – atual França, no ano 582, Arnulfo pertencia a uma importante família nobre e cristã.

Apesar de ser casado e possuir família, Arnulfo foi consagrado bispo de Metz, sua cidade natal. Na época a Igreja não tinha ainda um parecer uniforme sobre a questão do celibato, então não era incomum que pais de família pudessem exercer funções eclesiásticas, como o bispado.

Um dos motivos pelo qual Santo Arnulfo é considerado o padroeiro dos cervejeiros, foi que, durante uma peste que atingiu a região de Metz, contaminando a água e adoecendo as pessoas que a consumiam, o bispo orientou os fiéis a não mais consumirem as águas contaminadas. Ao invés disso, poderiam substitui-la por cerveja, enquanto a doença perdurasse, pois no processo de fabricação da cerveja, o aferventamento e fermentação eliminavam os germes transmissores da enfermidade.

Numa passagem pelas cidades de Oostende e Bruges, na Bélgica, também atingidas pela peste, o santo mergulhou um crucifixo em um tonel de cerveja, assegurando às pessoas que naquele momento a bebida era mais segura para o consumo do que a água.

Depois de algum tempo, Arnulfo abandonou o bispado e o cargo na corte para ingressar em um mosteiro fundado por seu amigo Romarico, que também havia vivido na corte real e deixado essa vida para trás. De maneira serena, Arnulfo viveu o restante de seus dias, dedicando-se à caridade, penitência e oração.

Ele faleceu no dia 18 de julho de 641, no mosteiro perto de Remiremont, na França, onde foi enterrado. Assim que a notícia de sua morte chegou à cidade de Metz, a população reclamou o corpo de Arnolfo, depositando-o na basílica que adotou para sempre o nome do santo.

A multiplicação da cerveja

No traslado de seu corpo, vários fiéis que ajudavam a carregá-lo sentiram-se cansados e pararam em uma taverna na cidade de Champignuelles para comprar cerveja. Descobriram que havia apenas uma garrafa para ser compartilhada entre todos. Enquanto desencasavam e saciavam a sede dividindo a bebida, milagrosamente, a quantidade de cerveja não diminuía. O milagre foi atribuído a Santo Arnulfo e essa, também, é a razão pela qual a Igreja o considera o Santo Padroeiro dos cervejeiros. 

Mais padroeiros dos cervejeiros 

Mas, nós, cervejeiros, também contamos com mais santos.

Santo Arnaldo de Soissons: Normalmente, confundido com Santo Arnulfo de Metz. Esse santo nascido na Bélgica fez muito pela população local ensinando a fazer cerveja e a bebê-la ao invés de água, já que que era mais saudável que a água da época. Um dos milagres atribuídos a ele: certa vez o telhado da cervejaria de uma abadia desmoronou, e Arnoldo rezou a Deus para que Ele multiplicasse o suprimento de cerveja para o consumo dos monges.

O santo é padroeiro dos colhedores de lúpulo e cervejeiros e é representado, portando, por uma espátula de brasagem. Seu dia é comemorado em 14 de agosto.

Santa Hildegarda de Bingen: Essa santa, considerada uma doutora da igreja, foi monja beneditina, mística, teóloga, compositora, pregadora, naturalista, médica informal, poetisa, dramaturga e escritora alemã. Apesar de ser considerada a patrona dos músicos, a santa com seus estudos em herbologia descobriu as propriedades conservantes e anti-inflamatórias do lúpulo e recomendou seu uso para conservar por mais tempo a cerveja.

Seu dia é comemorado 17 de setembro.

São Venceslau: Venceslau foi Duque da Boêmia e posteriormente à sua morte santificado e declarado rei. A região da Boêmia é notória produtora de lúpulo, e como os lúpulos de lá eram muito valorizados, Venceslau imputou a pena de morte a quem exportasse suas mudas, agradando aos cervejeiros e produtores de lúpulo. É o Santo Padroeiro da Boêmia e protetor dos cervejeiros. 

Data comemorativa: 28 de Setembro.

Agora, você já sabe a quem pedir para que nunca falte cerveja na sua geladeira. Mas, para que não precise faltar, nunca se esqueça de consumir o líquido sagrado com moderação!

Fontes: franciscanos.org.br e palato.com.br

#TBTVeneza: Um giro pela Praça São Marcos sem gôndola e com Peroni

De volta com o #TBT na Itália. Desta vez a gente aterriza em Veneza, conhecida como o “La Dominante“, “Serenissima“, “Rainha do Adriático”, “Cidade da Água”, “Cidade Flutuante” e “Cidade dos Canais”. E é tudo isso mesmo!

A cidade fica no nordeste da Itália, situada sobre um grupo de 117 pequenas ilhas separadas por canais e ligadas por pontes. Uma parte da cidade está listada como um Patrimônio Mundial.

Não ache que você vai para Veneza e ficar andando de gôndola para cima e para baixo. Não! Aliás, sobre as gôndolas eu falo em um próximo post.

Dentro da ilha anda-se a pé. Inclusive é uma das dicas que dou aqui. Se perder nas ruelas é bem legal, a impressão é que você não vai saber voltar para o hotel nunca mais. Dá agonia. Mas, calma, você sempre consegue voltar.

Ponto Turístico da Vez

O ponto turístico que escolhi para este #TBT é a Praça São Marcos (Piazza San Marco). O principal ponto turístico e a única praça de Veneza. Construída no século IX, foi estendida para a sua forma e tamanho atuais em 1.177, quando o rio Batário e um porto foram aterrados.

Na praça, ficam: a Basílica de São Marcos (arquitetura bizantina), o Palácio Ducal de Veneza (também conhecido como Palácio do Doge, e uma obra-prima do gótico veneziano, gigantesco), o Campanário da Basílica e outros edifícios. É tudo muito grande e eu só me perguntava: Como construíram esses monumentos em cima do rio e do mar, e naquela época?

Além desses monumentos, tem alguns cafés para aquela pausinha. A praça fica abarrotada, eu disse abarrotada! Tanto de turistas quanto de pombos. Lá, pede para não alimentá-los. Mas, não adianta muito.

A fila para entrar em tudo é grande, assusta! Mas anda bem rápido. Entramos na Basílica e subimos na Torre. Vale a pena! É alto, mas vai de elevador e dá pra ver Veneza toda lá de cima.

A Praça de São Marcos é o lugar mais baixo de Veneza, e quando a água sobe no Mar Adriático por tempestades ou excesso de chuva é a primeira a inundar. A água drena diretamente para o Grande Canal. Mas quando a maré sobe tem o efeito inverso, e a água do canal escoa para a praça. Por isso, não é muito indicado ir para Veneza em época de chuva.

A noite, a cidade fica ainda mais encantadora! Nos restaurantes, ficam cantores/bandas apresentando músicas românticas típicas italianas. Aí você se sente realmente na Itália.


Cerveja da Rodada

Na Itália, não tem como fugir dela. É uma das mais tradicionais e encontra em qualquer esquina: A Standard American Lager da Peroni. Mesmo sendo industrializada é uma cerveja boa. Tem um leve destaque de malte no sabor, já o amargor é mais discreto. O teor alcoólico é leve também, com 4.7% de ABV.

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A Birra Peroni foi fundada em Vigevano, na Itália, em 1846. Em 2003, Isabella Peroni, última proprietária da fábrica, vende a maioria das ações para a empresa sul africana SABMiller.

Atualmente, a Peroni tem três fábricas: em Roma, Bari e Padova. Além de um Malteria, a Saplo de Pomezia. A produção anual de cerveja  é de 5 milhões de hectolitros, dos quais mais de 1 milhão são exportados. Tá bom ou quer mais?


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Prato do Dia

Em Venza, é muito comum ter lachonetes que servem pizza em pedaço. Essa, nós comemos na Antico Forno Venezia, é tipo um fast food de pizza, onde elas já estão prontas na estufa. Os sabores não são muito diversificados. Você escolhe o sabor, eles colocam no forno com lenha. Pronto, o pedaço é seu e come em pé. É mais pra quem quer só beliscar um negocinho e sair. Nesta, a massa era gorda, bem gorda. Prefiro mais fina. Mas… Imagina a bagunça pra comer sem prato. Fora a cerveja que era servida em copo de plástico. Valeu pela experiência!

Anuário da Cerveja 2022: Brasil aumenta registros de cervejarias e Minas sobe para terceiro lugar

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) divulgou, no dia 5 de julho, o “Anuário da Cerveja 2022”, principal relatório oficial com dados do setor no Brasil. Segundo o documento, foram inauguradas 180 novas fábricas no país, que chegou a 1729 cervejarias, um crescimento de 11,6% em comparação com 2021. Além disso, Minas Gerais passou a ser o terceiro estado com mais cervejarias do país.

Não é novidade que o Brasil tem se destacado no mercado cervejeiro. E a cada pesquisa é constatado esse crescimento. O país já é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, atrás da China e dos Estados Unidos e deve alcançar, em 2023, o volume de vendas de 16,1 bilhões de litros, um crescimento de 4,5% em relação a 2022, de acordo com dados da empresa de mercado Euromonitor International, para o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja – Sindicerv. Isso é reflexo também do aumento de registro das cervejarias brasileiras que cresceu 11,6%, em relação a 2021.

O estado de Minas Gerais tem contribuído muito com esses números. Só em 2022, foram abertas 33 novas fábricas, com isso Minas Gerais entrou em 2023 com um total de 222 cervejarias em operação. O aumento de 17,5% colocou o estado no terceiro lugar entre as unidades da federação atrás apenas de São Paulo, com 387, e Rio Grande do Sul, com 310. O estado superou Santa Catarina, que era a terceira, que com 20 novas fábricas somou 215 estabelecimentos. Não houve diminuição do número de estabelecimentos em nenhuma unidade da Federação.

Entre as 10 cidades com mais cervejarias no país, três ficam em Minas Gerais: Nova Lima, com 22 fábricas, Juiz de Fora com 20 e Belo Horizonte com 19. Uberlândia também faz parte do seleto grupo de cidades com 10 cervejarias, com 11 fábricas registradas e operando.

As cidades com mais cervejarias do país:

São Paulo-SP (59); Porto Alegre-RS (42); Curitiba-PR (26); Nova Lima-MG (22); Caxias do Sul-RS (21); Juiz de Fora -MG (20); Belo Horizonte-MG (19); Rio de Janeiro-RJ (18); Sorocaba-SP (18) e Brasília-DF (17).

Ao todo, 100 cidades mineiras já possuem produção local de cerveja. Um dos destaques é Gonçalves, na Serra da Mantiqueira, que tem a maior densidade cervejeira do estado, com um estabelecimento para cada 2.180 habitantes. O estado, como um todo possui uma cervejaria para cada 96.450 habitantes, acima da média nacional que é de 123.376. Santa Catarina é a unidade da Federação em que os habitantes estão mais bem servidos com cervejarias, alcançando a primeira posição com a marca de um estabelecimento para cada 34.132 habitantes.

“Minas Gerais colocou em prática seu potencial e é isso que queremos levar para todo o Brasil. O país tem mostrado crescimento praticamente estável em 2021 e 2022, o que também ilustra a maturidade das micro, pequenas e médias cervejarias e o poder empreendedor do cervejeiro artesanal. Seguimos crescendo, estamos cada vez mais presentes no território nacional e movimentando a economia local. A enorme quantidade de produtos e marcas também ilustram o poder de inovação deste segmento”, afirma o presidente da Abracerva – Associação Brasileira de Cerveja Artesanal, Gilberto Tarantino.

Minas Gerais também é o terceiro estado em número de registros de produtos com 6.194 cervejas diferentes, uma média de 27,9 registros por fábrica. Ao todo, o Brasil possui 42.831 produtos registrados, um aumento de 19,8% na comparação com 2021. São Paulo lidera como o estado com maior número de marcas nos registros de cerveja (16.528) e maior número de produtos registrados (12.319) e, também, como o município com maior quantidade de registro de cervejas (1.817).

Tarantino, destaca que as cervejarias micro, pequenas e médias correspondem a cerca de 3% do mercado, mas representam 97% de todas as fábricas. Sua presença nos municípios ajuda a construir uma cadeia de valor que inclui bares especializados, qualificação de mão de obra para toda a cadeia, uso de insumos locais, criação de rotas turísticas e arrecadação de impostos.

Outros dados nacionais

Segundo o levantamento, a tendência de concentração de cervejarias na região Sudeste permanece, apresentando 798 estabelecimentos registrados, o que representa 46,2% do total de cervejarias do Brasil. Já a região que teve o maior crescimento relativo no ano foi a Norte, que apesar de contar apenas com 36 estabelecimentos, apresentou 20% de aumento no número de estabelecimentos registrados em comparação a 2021.

O Acre, Amapá e Roraima seguem sendo as únicas unidades federativas que possuem apenas um município com presença de cervejaria.

O anuário aponta que houve uma pequena redução da exportação brasileira de cerveja em 2022 relativa a 2021. No ano passado, foram exportados 200.588.542 kg do produto, o que representa um decréscimo de 16,8%. Em 2022, o Brasil exportou cerveja para 79 países diferentes, igualando à maior marca do período estudado, verificada em 2020.

A América do Sul segue sendo o principal parceiro econômico na compra da cerveja brasileira, correspondendo a 98,4% das vendas, tendo o Paraguai como principal destino, seguido por Bolívia, Argentina, Uruguai e Chile.

A importação brasileira de cerveja segue em queda, muito provavelmente pela maior oferta de produtos nacionais. Enquanto em 2021 a quantidade importada foi de 18.406.249 kg, em 2022 a quantidade diminuiu para 14.897.234 kg, o que representa um decréscimo de cerca de 19,1%.

O setor cervejeiro no Brasil é historicamente relevante para economia nacional, gerando mais de 42 mil empregos diretos.

A região sudeste detém 57,8% dos empregos diretos, seguida das regiões Nordeste e Sul com, respectivamente, 16,8% e 14,7%. Na sequência temos o Centro-Oeste com 7,1% e a região Norte com apenas 3,7%.

Lembrando que, por não disporem da infraestrutura necessária, as cervejarias ciganas não são consideradas nessa pesquisa, visto que elas não têm registro próprio e fabricam suas cervejas em cervejarias que têm registro.

Apesar do crescimento contínuo, o Brasil ainda tem muito o que crescer nesse mercado. Países muito menores como Reino Unido e França contam com mais de 2 mil cervejarias. Já os EUA, que também possui uma extensão territorial maior, possui um número ainda maior, contabilizando mais de 9500 cervejarias, 5 vezes o número de cervejarias registradas no Brasil.

O Anuário pode ser acessado no site do MAPA, pelo endereço https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/setor-cervejeiro-segue-crescendo-a-cada-ano-aponta-anuario.

Dia da Pizza: Pizza harmoniza com cerveja?

Antes de mais nada, você sabia que dia 10 de julho é comemorado o Dia da Pizza aqui no Brasil?

Pois é, essa data foi instituída em 1985 após um concurso que aconteceu em São Paulo, que elegeu as 10 melhores receitas paulistas. Desde então, esse dia é comemorado com muita pizza pelo Brasil afora.

Há quem diga que pizza só combina com refrigerante ou com vinho. Mas, estou aqui para te contar que: pizzas harmonizam muito bem com uma cerveja!

Eu acredito que a pizza é bem livre para você harmonizar com o que quiser porque é um momento de descontração. Então, não precisa ficar tão preso. Mas, algumas dicas podem ajudar caso você queira ter uma experiencia única no paladar.

Antes de saber qual cerveja escolher, é preciso pensar no sabor do recheio da pizza para tentar encontrar uma cerveja que combine. A dica básica é: Pizzas com ingredientes leves harmonizam com cervejas mais suaves, já os sabores mais intensos com bebidas mais potentes.

Para quebrar seu galho, trouxe aqui 5 estilos que caem bem com determinadas pizzas:

American Lager: Por ser uma cerveja leve vai combinar com as pizzas mais leves como Margherita e Napolitana

American Pale Ale: A pizza de quatro queijos costuma ser bastante gordurosa. Por isso, a APA é uma boa pedida, pois corta essa gordura.

IPA: A Pizza de Calabresa também tem mais gordura e sal. Uma IPA, mais lupulada, pode ser boa para o corte da gordura.

Porter: Pizzas que levam bacon no recheio combinam com cervejas que levam maltes tostados como a Porter ou Stout.

Belgian Blond Ale: Essa belga mais leve combina com pizzas que tenham frango na receita. Agora, se a pizza for doce, aposte na Belgian Strong Ale.

Gostou da dica? Me segue lá no Instagram para ver essa e outras dicas! @cervejeirauai

Chope x Cerveja: tem diferença?

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Quem nunca desejou sair do trabalho ou da faculdade e tomar aquele chope cremoso e refrescante?

Mas afinal, qual a diferença entre o chope e a cerveja?

Antes de falar sobre as diferenças, vão aí duas curiosidades:

1 – A palavra chope vem de schoppen. Com a imigração alemã para o Brasil, os alemães chegavam no balcão e pediam uma caneca de cervejas que estava no barril “ein schoppen”, que traduzido pelos dicionários modernos significa: “caneca de cerveja”. Os brasileiros acabaram associando aquela cervejas no barril à palavra “schoppen”. Assim, no Brasil, acabamos adotando oficialmente a palavra chope, embora a palavra chopp que é a redução de schoppen seja popular também.

2 – Mas, afinal, é chope ou chopp? A grafia correta é chope

A palavra chopp – embora amplamente utilizada não é registrada no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras. Portanto, a palavra chopp não existe oficialmente no idioma português e tecnicamente o correto é escrever Chope.

Voltando ao chope x cerveja

Não tem diferença entre chope e cerveja quando o assunto é o líquido que foi envasado. O líquido que está no barril é o mesmo que está na garrafa ou lata. OS INGREDIENTES SÃO OS MESMOS! Os dois são cerveja!

A cervejaria fabrica um cerveja X, essa cerveja X sai do tanque e é envasa uma quantidade em barril e a outra quantidade em garrafa/lata.

Aí, você vai ler em alguns lugares que a diferença entre os dois é que o chope não é pasteurizado e a cerveja envasada em garrafa e lata é pasteurizada. Mas, hoje, essa divisão já não é tão correta já que algumas cervejarias pasteurizam seus chopes para durarem mais, assim como algumas cervejarias comercializam cervejas de garrafa ou lata não pasteurizadas para manter seus aromas e sabores.

O significa a cerveja ser pasteurizada? Significa que, depois de pronta, a cerveja é aquecida e depois resfriada, subitamente, para eliminar todos os microrganismos, fazendo com que a cerveja tenha um tempo de vida mais prolongado. Já a cerveja não pasteurizada, não passa por esse processo, é servido do jeito que sai dos tanques, com as leveduras e substâncias criadas no processo de fermentação. Por isso, falamos que é uma cerveja viva.

Aí você ouve algumas falando que acham o chope mais saboroso que a cerveja de garrafa quando comparado a mesma marca e mesmo estilo. Isso pode acontecer sim, quando o  líquido é o mesmo mas o chope não é pasteurizado e a cerveja da garrafa é pasteurizada.  A pasteurização modifica, ainda que levemente, o sabor e o aroma da bebida. 

Mas, mesmo que eu te diga que cerveja e chope são as mesmas coisas, você pode achar o chope diferente. Um motivo pode ser a pasteurização, caso ele não seja pasteurizado o outro é a forma como o chope é tirardo. Aí vai outra explicação:

A textura de uma cerveja tirada na pressão para o copo é diferente da cerveja tirada da garrafa para o copo.

Normalmente, o chope é mais cremoso e refrescante que a cerveja de garrafa. Isso se deve à forma utilizada para retirar o líquido do barril. Quando é feita a pressão para a retirada do chope, ele recebe gás carbônico extra, dando mais cremosidade. Por isso, ele também parece ser mais leve. Porém, o chope ser mais leve é só impressão, já que o líquido é o mesmo. É apenas uma sensação. Por isso, você ouve muita gente falando que prefere chope porque é mais leve. 

Percebeu que o líquido é o mesmo? Então agora você já sabe: Chope e cerveja são a mesma coisa! Não muda nada durante a produção de um ou de outro. O que os diferencia, às vezes, é o fato de ser pasteurizado ou não e a forma como eles são tirados para o copo.

No Brasil, existe uma legislação que define o que pode ser chamado de chope. Mas, observe que não tratam o chope como um produto e sim como uma expressão. 

Instrução normativa nº 65,  de 10 de dezembro de 2019. Capitulo 1 – § 5º A expressão “chopp” ou “chope” é permitida apenas para a cerveja que não seja submetida a processo de pasteurização, tampouco a outros tratamentos térmicos similares ou equivalentes.

Veja que aí, até reconhecem a palavra chopp mesmo não existindo em nosso língua. 

Outra curiosidade é que só no Brasil há a distinção entre um e outro. Lá fora, tudo é cerveja. Por exemplo, na Inglaterra Draft Beer (seria “Cerveja fresca”); Alemanha = Fassbier (Cerveja de barril); Itália = Birra alla spina (Cerveja na torneira); Espanha = Cerveza de grifo (Cerveja de pressão). É sempre “cerveja” + alguma coisa.

Confesso que não tenho preferência. Seja chope ou cerveja de garrafa, eu gosto de qualquer jeito. Saúde!

Onde Beber Artesanal: Cervejaria Relíquia em Diamantina

A dica do OBA desta semana vai estacionar em um local imperdível para os cervejeiros de plantão que estão passando por Diamantina: A Cervejaria Relíquia.

O local

A casa tem um espaço interno muito aconchegante, com a luz mais baixa, mesas e cadeiras confortáveis além de diversas relíquias que fazem parte da decoração da casa.

Ainda na parte interna, fica à vista uma nano cervejaria, local para que o proprietário e mestre cervejeiro da Relíquia, Leo Nascimento, possa fazer seus experimentos. Depois de criadas as receitas, as cervejas são produzidas em uma fábrica.

Já para quem prefere tomar um ar, a parte externa da casa é ampla e conta com mesas e cadeiras para tomar umas de boa.

Em determinados dias a casa conta com música ao vivo para deixar o ambiente ainda mais gostoso. Além disso, são promovidos alguns eventos como o Arraial B.B.Q, o Experiência Rota Artesanal e workshops sobre o universo cervejeiro.

Para beber

Para beber a casa conta com 16 biqueiras disponíveis. Nelas, estão disponíveis chopes, Gin Tônica, Aperol Spritz, chá mate e drinks !

Cincos dos chopes são de receitas próprias, como já disse, pensadas e produzidas pelo Leo, que tem uma mão certeira e só faz cerveja boa. Hoje, estão disponíveis a Pirita (Pilsen), Moscata (American Wheat feita com uva moscatel), Legado (English Pale Ale), Pitanguipa (IPA com adição de Pitanga, pode ser que a fruta mude em determinada época), Tijuco (Stout com adição de côco e amora), a minha preferida, é claro.

Os valores são fixos e justos. Tem o copo pequeno de R$7,90 e o grande de R$14,90. Se preferir, pode encher um growler para levar para a casa. Pilsen R$22 e demais R$26.

Mas, se tiver acompanhado de alguém que não gosta de cerveja, não se preocupe, a casa conta com diversos vinhos locais e de fora, espumantes, drinks e destilados.

Para comer

E as comidas são as mais variadas, com preços justos, com uma quantidade suficiente para você querer experimentar várias.

Tem de tudo! Entradinhas como Torresmo ou Batata chips (R$12,90), saladas, frituras como Bolinho de Queijo Minas com ketchup de goiabada (12 unidades – R$34,90), comidas de estufa como Língua, Dobradinha, Moela Tempurá, Lambari frito (R$34,90), comidas da cozinha como Salsichão com mostardas (R$19,90) e Ancho na tábua (49,90), charcutaria e tira-gostos como amendoim e castanhas. Além de tudo isso, a casa conta com pratos individuais, sanduiches e doces. Tudo de qualidade e preparado com muito cuidado.

Um diferencial da casa é o sino inspirado nos pubs ingleses. Faltando 20 e 10 minutos para encerrar as atividades da casa, o sino é tocado. Ou seja, fique atento! Ouviu o sino, já pede a saideira..rs, eu sou dessas!

Eu adoro a casa! Sempre que vou em Diamantina, já virou um dos meus pontos de visitas obrigatórios. É uma ótima experiência cervejeira e gastronômica difícil de encontrar pelo nosso interior mineiro. Pena que o sino tem que bater.

Cervejaria Relíquia
Rua do Tijuco, 75, Centro
Diamantina – MG
Instagram: @cervejaria_reliquia

Sabia que sabor é diferente de gosto?

Você sabia que falar de gosto não é a mesma coisa que falar de sabor?

O quê???

Sim. Gosto é diferente de sabor! Se você não sabia, não esquenta, eu também só aprendi isso depois que comecei a estudar sobre cerveja e ainda vejo muita gente usando essas palavras de forma equivocada. Eu mesma, de vez em quando, dou uma escorregada.

Por que resolvi falar sobre isso? Porque a gente usa muito essas duas palavras quando vai falar de cerveja. Então, se usamos no nosso dia a dia, achei importante passar essa informação para que possamos empregá-la da forma correta?!

Então vamos lá!

Gostos existem apenas cinco: doce, salgado, azedo, amargo e umami que podem ser identificados pelo sentido do paladar. Ou seja, a responsável por sentir o GOSTO é a língua. Gosto é exatamente aquilo que sentimos quando a bebida/comida entra na boca.

Um parêntese para o Umami é um gosto difundido na cozinha oriental ele está no queijo parmesão, tomate, cogumelos e carnes em geral. As duas principais características do Umami são o aumento da salivação e a continuidade do gosto por alguns minutos após a ingestão do alimento.

Voltando a falar do GOSTO, cada um é sentido em uma determinada parte da língua.

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Já o sabor é uma mistura de sensações mais complexa, pois envolve mais de um sentido. Para sentir o sabor é necessária a combinação do gosto (paladar) com o aroma (olfato) de um alimento. O sabor já começa quando sentimos o cheiro. 80% do sabor depende do seu nariz. Por isso, quando você está gripado, não consegue saborear nada com prazer.

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Alguns especialistas ainda completam dizendo que, além do aroma e do gosto, faz parte do sabor, também, a sensação, que seria o tato. A textura pode modificar a forma de sentirmos o sabor. Em uma publicação da revista britânica Nature, Berry Smith, professor da Escola de Estudos Avançados de Londres, descreve o sabor como “o resultado da integração multissensorial do olfato, tato e paladar”.

Primeiro a gente coloca a bebida/comida na boca onde nossos sensores identificam o gosto e, em seguida, enviam a informação para o cérebro para que possamos sentir o sabor. Portanto, o sabor é a interpretação que nosso cérebro faz de todas essas sensações ao mesmo tempo.

Exemplos GOSTO de cerveja: Doce e amargo

Exemplos de SABORES da cerveja: Frutado (frutas vermelhas, frutas amarelas), Caramelo, Chocolate, Toffe, Pão, Mel, Ervas, Limão, Capim e por aí vai.

Para fazer um teste simples para entender as diferenças entre sabor e gosto, especialistas indicam fazer o seguinte:

– Pegue uma bala de hortelã / Tampe o nariz / Coloque a bala na boca e permaneça com o nariz tampado.

Quando a bala é colocada na boca com o nariz tampado, é possível sentir apenas o gosto doce.

– Após alguns segundos destampe o nariz

Quando o nariz é destampado, além do gosto doce, é possível sentir o sabor da bala, neste caso de hortelã, através da interação entre o paladar e o olfato.

Então é isso, minha gente.

Gosto é gosto, sabor é sabor, aroma é aroma, cheiro é cheiro.

Não vai esquecer disso da próxima vez que for falar sobre alguma cerveja que esteja tomando, hein?!

Cerveja no Inverno?

O inverno chegou de vez! Na hora de beber, qual a bebida alcoólica vem na sua cabeça?

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Antes da revolução das cervejas artesanais, a gente lembrava do vinho sim. Mas, graças aos nossos mestres cervejeiros e suas mil e uma possibilidade de criação, hoje, podemos encontrar no mercado diversificados estilos de cerveja para espantar de vez o frio.

Para mim, qualquer cerveja pode ser tomada em qualquer época do ano, mas, temos que concordar que algumas têm determinadas características que combinam mais com o frio. São cervejas mais encorpadas, com sabores e aromas mais intensos e com teor alcoólico mais elevado, pois trazem uma sensação de aquecimento.

Exemplos de estilos que dão uma esquentada são:  Russian Imperial Stout (RIS), Porter, Dubbel, Tripel, Doppelbock, Weizenbock, Barley Wine, Scott Ale etc (Veja aqui sobre mais estilos). Amo todos esses estilos!

Todos eles harmonizam muito bem com as comidas típicas de inverno como queijos, fondues, carne assada, chocolate e massas, que ficam excepcionais juntos!

Para dar água na boca, vai aí 11 dicas de cervejas mineiras para o inverno:

(estilo) Oatmeal Stout(nome) Obsidiana – (cervejaria) Pederosa Craft: Uma cerveja cremosa com notas de café e chocolate amargo. Sua cor preta e opaca lembra a pedra que lhe dá nome. A utilização massiva de aveia confere uma textura cremosa e aveludada, enquanto os maltes torrados imprimem notas de café e chocolate amargo. Uma combinação interessante com brownies e dias frios. ABV: 5,5% | IBU: 30

Stout – 78 RPM – Cervejaria Vinil: de coloração preta, apresenta combinação de aromas e sabores de café e chocolate amargo. No paladar, ela se revela leve, com sabor marcante e amargor proveniente da combinação dos maltes torrados e de lúpulos. ABV: 5,7% | IBU: 38

Extra Special Bitter – Strong Bitter – Cervejaria Confrades: Cerveja amarga, de intensidade moderadamente forte. Há um equilíbrio entre o adocicado de malte caramelado com o amargor de lúpulo em evidência, Retrogosto amargo. ABV: 6% IBU: 40

Dry Stout – Dry Stout Cacau – Cervejaria Slod: Uma autêntica cerveja inglesa dry stout. É escura, leve, corpo seco e amargor equilibrado. Sua espuma é aveludada com notas de café, cacau, e amadeirado, extraídos  de nibs de cacau de ótima qualidade. ABV: 6% | IBU: 33

Brown Porter – Jack Porter – Cervejaria Artéza: Cor escura, sabor e aroma levemente amadeirado, resultado de maturação em lascas de carvalho francês e de adição de whisky Jack Daniel’s. ABV: 6,5%

Doppelbock – Cabrón – Cervejaria Läut: Encorpada, tem aroma e sabor que remetem a caramelo, castanhas e um torrado sutil. A Cabrón é ideal para os amantes de cervejas mais fortes e complexas, principalmente nos dias mais frios. ABV: 8% | IBU: 20

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Black IPA – Blackbird – Cervejaria Küd: Leva quatro tipos de maltes e quatro estágios de lupulagem, é a primeira Black IPA registrada no Brasil. Forte e de paladar marcante, possui ótimo amargor. ABV: 8,3% | IBU: 75

Double IPA – Ignorância – Krugbier: Potente e complexa, extremamente lupulada. O corpo é denso, com leve dulçor dos maltes em equilíbrio com o amargor marcante e persistente. ABV: 10% | IBU:70

Belgian Tripel – Monasterium – Falkebier:  É uma cerveja de alta fermentação, não filtrada, refermentada e gaseificada na própria garrafa. Utiliza em sua receita malte de cevada, malte de trigo e aveia. Apresenta aromas complexos, frutados, especialmente os cítricos, espuma consistente e cor alaranjada turva. ABV: 9% | IBU: 18

Double Pastry Stout – I Don’t Know What to Say to You – Hankzbier: Uma cerveja elaborada com maltes especiais, aveia e malte de trigo. A proposta nessa cerveja foi fazer uma pastry, com adição de maple, nibs de cacau, café, avela, e um leve toque de lactose. Trazendo aromas e sabores de torta caseira, biscoitos, chocolate e amendoado. ABV: 10,5% | IBU: 45

Russian Imperial Stout – Petroleum – Cervejaria Wäls: Elaborada com aveia e maltes selecionados, que lhe concedem uma textura encorpada, licorosa, densa e aveludada. Seus aromas complexos de chocolate belga, café e caramelo são fruto da maturação em cacau belga, com sabor amargo evidenciado em equilíbrio com a potência dos maltes. ABV: 12% | IBU: 70