Chope x Cerveja: tem diferença?

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Quem nunca desejou sair do trabalho ou da faculdade e tomar aquele chope cremoso e refrescante?

Mas afinal, qual a diferença entre o chope e a cerveja?

Antes de falar sobre as diferenças, vão aí duas curiosidades:

1 – A palavra chope vem de schoppen. Com a imigração alemã para o Brasil, os alemães chegavam no balcão e pediam uma caneca de cervejas que estava no barril “ein schoppen”, que traduzido pelos dicionários modernos significa: “caneca de cerveja”. Os brasileiros acabaram associando aquela cervejas no barril à palavra “schoppen”. Assim, no Brasil, acabamos adotando oficialmente a palavra chope, embora a palavra chopp que é a redução de schoppen seja popular também.

2 – Mas, afinal, é chope ou chopp? A grafia correta é chope

A palavra chopp – embora amplamente utilizada não é registrada no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras. Portanto, a palavra chopp não existe oficialmente no idioma português e tecnicamente o correto é escrever Chope.

Voltando ao chope x cerveja

Não tem diferença entre chope e cerveja quando o assunto é o líquido que foi envasado. O líquido que está no barril é o mesmo que está na garrafa ou lata. OS INGREDIENTES SÃO OS MESMOS! Os dois são cerveja!

A cervejaria fabrica um cerveja X, essa cerveja X sai do tanque e é envasa uma quantidade em barril e a outra quantidade em garrafa/lata.

Aí, você vai ler em alguns lugares que a diferença entre os dois é que o chope não é pasteurizado e a cerveja envasada em garrafa e lata é pasteurizada. Mas, hoje, essa divisão já não é tão correta já que algumas cervejarias pasteurizam seus chopes para durarem mais, assim como algumas cervejarias comercializam cervejas de garrafa ou lata não pasteurizadas para manter seus aromas e sabores.

O significa a cerveja ser pasteurizada? Significa que, depois de pronta, a cerveja é aquecida e depois resfriada, subitamente, para eliminar todos os microrganismos, fazendo com que a cerveja tenha um tempo de vida mais prolongado. Já a cerveja não pasteurizada, não passa por esse processo, é servido do jeito que sai dos tanques, com as leveduras e substâncias criadas no processo de fermentação. Por isso, falamos que é uma cerveja viva.

Aí você ouve algumas falando que acham o chope mais saboroso que a cerveja de garrafa quando comparado a mesma marca e mesmo estilo. Isso pode acontecer sim, quando o  líquido é o mesmo mas o chope não é pasteurizado e a cerveja da garrafa é pasteurizada.  A pasteurização modifica, ainda que levemente, o sabor e o aroma da bebida. 

Mas, mesmo que eu te diga que cerveja e chope são as mesmas coisas, você pode achar o chope diferente. Um motivo pode ser a pasteurização, caso ele não seja pasteurizado o outro é a forma como o chope é tirardo. Aí vai outra explicação:

A textura de uma cerveja tirada na pressão para o copo é diferente da cerveja tirada da garrafa para o copo.

Normalmente, o chope é mais cremoso e refrescante que a cerveja de garrafa. Isso se deve à forma utilizada para retirar o líquido do barril. Quando é feita a pressão para a retirada do chope, ele recebe gás carbônico extra, dando mais cremosidade. Por isso, ele também parece ser mais leve. Porém, o chope ser mais leve é só impressão, já que o líquido é o mesmo. É apenas uma sensação. Por isso, você ouve muita gente falando que prefere chope porque é mais leve. 

Percebeu que o líquido é o mesmo? Então agora você já sabe: Chope e cerveja são a mesma coisa! Não muda nada durante a produção de um ou de outro. O que os diferencia, às vezes, é o fato de ser pasteurizado ou não e a forma como eles são tirados para o copo.

No Brasil, existe uma legislação que define o que pode ser chamado de chope. Mas, observe que não tratam o chope como um produto e sim como uma expressão. 

Instrução normativa nº 65,  de 10 de dezembro de 2019. Capitulo 1 – § 5º A expressão “chopp” ou “chope” é permitida apenas para a cerveja que não seja submetida a processo de pasteurização, tampouco a outros tratamentos térmicos similares ou equivalentes.

Veja que aí, até reconhecem a palavra chopp mesmo não existindo em nosso língua. 

Outra curiosidade é que só no Brasil há a distinção entre um e outro. Lá fora, tudo é cerveja. Por exemplo, na Inglaterra Draft Beer (seria “Cerveja fresca”); Alemanha = Fassbier (Cerveja de barril); Itália = Birra alla spina (Cerveja na torneira); Espanha = Cerveza de grifo (Cerveja de pressão). É sempre “cerveja” + alguma coisa.

Confesso que não tenho preferência. Seja chope ou cerveja de garrafa, eu gosto de qualquer jeito. Saúde!

Onde Beber Artesanal: Cervejaria Relíquia em Diamantina

A dica do OBA desta semana vai estacionar em um local imperdível para os cervejeiros de plantão que estão passando por Diamantina: A Cervejaria Relíquia.

O local

A casa tem um espaço interno muito aconchegante, com a luz mais baixa, mesas e cadeiras confortáveis além de diversas relíquias que fazem parte da decoração da casa.

Ainda na parte interna, fica à vista uma nano cervejaria, local para que o proprietário e mestre cervejeiro da Relíquia, Leo Nascimento, possa fazer seus experimentos. Depois de criadas as receitas, as cervejas são produzidas em uma fábrica.

Já para quem prefere tomar um ar, a parte externa da casa é ampla e conta com mesas e cadeiras para tomar umas de boa.

Em determinados dias a casa conta com música ao vivo para deixar o ambiente ainda mais gostoso. Além disso, são promovidos alguns eventos como o Arraial B.B.Q, o Experiência Rota Artesanal e workshops sobre o universo cervejeiro.

Para beber

Para beber a casa conta com 16 biqueiras disponíveis. Nelas, estão disponíveis chopes, Gin Tônica, Aperol Spritz, chá mate e drinks !

Cincos dos chopes são de receitas próprias, como já disse, pensadas e produzidas pelo Leo, que tem uma mão certeira e só faz cerveja boa. Hoje, estão disponíveis a Pirita (Pilsen), Moscata (American Wheat feita com uva moscatel), Legado (English Pale Ale), Pitanguipa (IPA com adição de Pitanga, pode ser que a fruta mude em determinada época), Tijuco (Stout com adição de côco e amora), a minha preferida, é claro.

Os valores são fixos e justos. Tem o copo pequeno de R$7,90 e o grande de R$14,90. Se preferir, pode encher um growler para levar para a casa. Pilsen R$22 e demais R$26.

Mas, se tiver acompanhado de alguém que não gosta de cerveja, não se preocupe, a casa conta com diversos vinhos locais e de fora, espumantes, drinks e destilados.

Para comer

E as comidas são as mais variadas, com preços justos, com uma quantidade suficiente para você querer experimentar várias.

Tem de tudo! Entradinhas como Torresmo ou Batata chips (R$12,90), saladas, frituras como Bolinho de Queijo Minas com ketchup de goiabada (12 unidades – R$34,90), comidas de estufa como Língua, Dobradinha, Moela Tempurá, Lambari frito (R$34,90), comidas da cozinha como Salsichão com mostardas (R$19,90) e Ancho na tábua (49,90), charcutaria e tira-gostos como amendoim e castanhas. Além de tudo isso, a casa conta com pratos individuais, sanduiches e doces. Tudo de qualidade e preparado com muito cuidado.

Um diferencial da casa é o sino inspirado nos pubs ingleses. Faltando 20 e 10 minutos para encerrar as atividades da casa, o sino é tocado. Ou seja, fique atento! Ouviu o sino, já pede a saideira..rs, eu sou dessas!

Eu adoro a casa! Sempre que vou em Diamantina, já virou um dos meus pontos de visitas obrigatórios. É uma ótima experiência cervejeira e gastronômica difícil de encontrar pelo nosso interior mineiro. Pena que o sino tem que bater.

Cervejaria Relíquia
Rua do Tijuco, 75, Centro
Diamantina – MG
Instagram: @cervejaria_reliquia

Sabia que sabor é diferente de gosto?

Você sabia que falar de gosto não é a mesma coisa que falar de sabor?

O quê???

Sim. Gosto é diferente de sabor! Se você não sabia, não esquenta, eu também só aprendi isso depois que comecei a estudar sobre cerveja e ainda vejo muita gente usando essas palavras de forma equivocada. Eu mesma, de vez em quando, dou uma escorregada.

Por que resolvi falar sobre isso? Porque a gente usa muito essas duas palavras quando vai falar de cerveja. Então, se usamos no nosso dia a dia, achei importante passar essa informação para que possamos empregá-la da forma correta?!

Então vamos lá!

Gostos existem apenas cinco: doce, salgado, azedo, amargo e umami que podem ser identificados pelo sentido do paladar. Ou seja, a responsável por sentir o GOSTO é a língua. Gosto é exatamente aquilo que sentimos quando a bebida/comida entra na boca.

Um parêntese para o Umami é um gosto difundido na cozinha oriental ele está no queijo parmesão, tomate, cogumelos e carnes em geral. As duas principais características do Umami são o aumento da salivação e a continuidade do gosto por alguns minutos após a ingestão do alimento.

Voltando a falar do GOSTO, cada um é sentido em uma determinada parte da língua.

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Já o sabor é uma mistura de sensações mais complexa, pois envolve mais de um sentido. Para sentir o sabor é necessária a combinação do gosto (paladar) com o aroma (olfato) de um alimento. O sabor já começa quando sentimos o cheiro. 80% do sabor depende do seu nariz. Por isso, quando você está gripado, não consegue saborear nada com prazer.

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Alguns especialistas ainda completam dizendo que, além do aroma e do gosto, faz parte do sabor, também, a sensação, que seria o tato. A textura pode modificar a forma de sentirmos o sabor. Em uma publicação da revista britânica Nature, Berry Smith, professor da Escola de Estudos Avançados de Londres, descreve o sabor como “o resultado da integração multissensorial do olfato, tato e paladar”.

Primeiro a gente coloca a bebida/comida na boca onde nossos sensores identificam o gosto e, em seguida, enviam a informação para o cérebro para que possamos sentir o sabor. Portanto, o sabor é a interpretação que nosso cérebro faz de todas essas sensações ao mesmo tempo.

Exemplos GOSTO de cerveja: Doce e amargo

Exemplos de SABORES da cerveja: Frutado (frutas vermelhas, frutas amarelas), Caramelo, Chocolate, Toffe, Pão, Mel, Ervas, Limão, Capim e por aí vai.

Para fazer um teste simples para entender as diferenças entre sabor e gosto, especialistas indicam fazer o seguinte:

– Pegue uma bala de hortelã / Tampe o nariz / Coloque a bala na boca e permaneça com o nariz tampado.

Quando a bala é colocada na boca com o nariz tampado, é possível sentir apenas o gosto doce.

– Após alguns segundos destampe o nariz

Quando o nariz é destampado, além do gosto doce, é possível sentir o sabor da bala, neste caso de hortelã, através da interação entre o paladar e o olfato.

Então é isso, minha gente.

Gosto é gosto, sabor é sabor, aroma é aroma, cheiro é cheiro.

Não vai esquecer disso da próxima vez que for falar sobre alguma cerveja que esteja tomando, hein?!

Cerveja no Inverno?

O inverno chegou de vez! Na hora de beber, qual a bebida alcoólica vem na sua cabeça?

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Antes da revolução das cervejas artesanais, a gente lembrava do vinho sim. Mas, graças aos nossos mestres cervejeiros e suas mil e uma possibilidade de criação, hoje, podemos encontrar no mercado diversificados estilos de cerveja para espantar de vez o frio.

Para mim, qualquer cerveja pode ser tomada em qualquer época do ano, mas, temos que concordar que algumas têm determinadas características que combinam mais com o frio. São cervejas mais encorpadas, com sabores e aromas mais intensos e com teor alcoólico mais elevado, pois trazem uma sensação de aquecimento.

Exemplos de estilos que dão uma esquentada são:  Russian Imperial Stout (RIS), Porter, Dubbel, Tripel, Doppelbock, Weizenbock, Barley Wine, Scott Ale etc (Veja aqui sobre mais estilos). Amo todos esses estilos!

Todos eles harmonizam muito bem com as comidas típicas de inverno como queijos, fondues, carne assada, chocolate e massas, que ficam excepcionais juntos!

Para dar água na boca, vai aí 11 dicas de cervejas mineiras para o inverno:

(estilo) Oatmeal Stout(nome) Obsidiana – (cervejaria) Pederosa Craft: Uma cerveja cremosa com notas de café e chocolate amargo. Sua cor preta e opaca lembra a pedra que lhe dá nome. A utilização massiva de aveia confere uma textura cremosa e aveludada, enquanto os maltes torrados imprimem notas de café e chocolate amargo. Uma combinação interessante com brownies e dias frios. ABV: 5,5% | IBU: 30

Stout – 78 RPM – Cervejaria Vinil: de coloração preta, apresenta combinação de aromas e sabores de café e chocolate amargo. No paladar, ela se revela leve, com sabor marcante e amargor proveniente da combinação dos maltes torrados e de lúpulos. ABV: 5,7% | IBU: 38

Extra Special Bitter – Strong Bitter – Cervejaria Confrades: Cerveja amarga, de intensidade moderadamente forte. Há um equilíbrio entre o adocicado de malte caramelado com o amargor de lúpulo em evidência, Retrogosto amargo. ABV: 6% IBU: 40

Dry Stout – Dry Stout Cacau – Cervejaria Slod: Uma autêntica cerveja inglesa dry stout. É escura, leve, corpo seco e amargor equilibrado. Sua espuma é aveludada com notas de café, cacau, e amadeirado, extraídos  de nibs de cacau de ótima qualidade. ABV: 6% | IBU: 33

Brown Porter – Jack Porter – Cervejaria Artéza: Cor escura, sabor e aroma levemente amadeirado, resultado de maturação em lascas de carvalho francês e de adição de whisky Jack Daniel’s. ABV: 6,5%

Doppelbock – Cabrón – Cervejaria Läut: Encorpada, tem aroma e sabor que remetem a caramelo, castanhas e um torrado sutil. A Cabrón é ideal para os amantes de cervejas mais fortes e complexas, principalmente nos dias mais frios. ABV: 8% | IBU: 20

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Black IPA – Blackbird – Cervejaria Küd: Leva quatro tipos de maltes e quatro estágios de lupulagem, é a primeira Black IPA registrada no Brasil. Forte e de paladar marcante, possui ótimo amargor. ABV: 8,3% | IBU: 75

Double IPA – Ignorância – Krugbier: Potente e complexa, extremamente lupulada. O corpo é denso, com leve dulçor dos maltes em equilíbrio com o amargor marcante e persistente. ABV: 10% | IBU:70

Belgian Tripel – Monasterium – Falkebier:  É uma cerveja de alta fermentação, não filtrada, refermentada e gaseificada na própria garrafa. Utiliza em sua receita malte de cevada, malte de trigo e aveia. Apresenta aromas complexos, frutados, especialmente os cítricos, espuma consistente e cor alaranjada turva. ABV: 9% | IBU: 18

Double Pastry Stout – I Don’t Know What to Say to You – Hankzbier: Uma cerveja elaborada com maltes especiais, aveia e malte de trigo. A proposta nessa cerveja foi fazer uma pastry, com adição de maple, nibs de cacau, café, avela, e um leve toque de lactose. Trazendo aromas e sabores de torta caseira, biscoitos, chocolate e amendoado. ABV: 10,5% | IBU: 45

Russian Imperial Stout – Petroleum – Cervejaria Wäls: Elaborada com aveia e maltes selecionados, que lhe concedem uma textura encorpada, licorosa, densa e aveludada. Seus aromas complexos de chocolate belga, café e caramelo são fruto da maturação em cacau belga, com sabor amargo evidenciado em equilíbrio com a potência dos maltes. ABV: 12% | IBU: 70

Lager e Pilsen são a mesma coisa?

A gente vê algumas cervejarias que colocam “Lager” no rótulo, outras, colocam “Pilsen”. Mas, afinal, é tudo a mesma coisa?

A resposta é NÃO!

A confusão começa quando as cervejarias passaram a vender seus rótulos mais populares, o estilo American Lager, como Pilsen, ou tipo Pilsen. Isso porque a American Lager, quando surgiu, foi inspirada na Pilsen.

Com isso, a gente passou uma vida achando (tem gente que ainda acha) que as cervejas comuns (Skol, Brahma, Antarctica, Itaipava, Kaiser …) são Pilsen! Na verdade, essas cervejas são American Lager, rotuladas como Pilsen.

Ou seja, American Lager é um estilo de cerveja e Pilsen é outro estilo.

American Lager x Pilsen

A American Lager é um estilo de cerveja com menos sabor, menos lúpulo e menos amargor do que as tradicionais Pilsners europeias. Ela é uma cerveja clara, leve, com um perfil de sabor muito neutro e baixo amargor.

Já a Pilsen é um estilo de cerveja da cor dourada, brilhantes, que apresentam leve amargor. Para saber mais sobre a Pilsen, clique aqui.

A Pilsen pode ter um nível de amargor entre 35 a 45 IBU, já a American Lager tem entre 8 e 18. A Pilsen segue a lei da pureza (água, malte e lúpulo), já a American Lager, conta com cereais não maltados em suas receitas, os famosos milhos e arroz.

Algumas cervejarias, agora, passaram a colocar “Lager” em seus rótulos, deixando o pessoal ainda mais confuso. Como a palavra é relativamente nova no vocabulário dos cervejeiros, algumas pessoas pensam que é outro tipo de cerveja. Mas não, são as American Lager comuns. Esse “Lager” vem do estilo “American Lager”, ou porque ela pertence à família das Lagers.

Família Lager? Isso mesmo, vamos à mais um aprendizado!

Famílias de cerveja

Existem três famílias de cervejas: Lager, Ale e Lambic

A classificação de famílias se baseia no tipo de levedura utilizada no processo de fermentação. Isso mesmo, a cerveja é dividida pelo tipo de fermentação que ela recebe.

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As Lager são cervejas de baixa fermentação. As leveduras aqui trabalham com temperaturas mais baixas, por volta dos 10º C. São conhecidas como cervejas de baixa fermentação, pois as leveduras Lager se concentram no fundo do tanque

As Ale são as cervejas de alta fermentação, durante sua produção, as leveduras trabalham em temperaturas mais altas e se concentram na parte de cima do tanque.

As Lambic são de fermentação espontânea. Como na imagem abaixo.

Na família Lager existem a Pilsen, American Lager, Dunkel, Bock e diversas outras.

A Pilsen e a American lager são da mesma família. Parentes!

Ou seja, a Pilsen e a American Lager são estilos de cerveja diferentes que fazem parte da família Lager.

Por isso, toda Pilsen pode ser chamada de Lager, toda American Lager pode ser chamada de Lager. Mas, a American Lager jamais pode ser chamada de Pilsen, como a indústria cervejeira tem costume de fazer.

Resumindo
American Lager é um estilo de cerveja.
Pilsen é outro estilo de cerveja.
Lager é uma família de cerveja com diversos estilos.
Pilsen e American Lager são alguns estilos de Lager.

Com isso, podemos dizer que toda Pilsen é Lager, mas nem toda Lager é Pilsen.

Espero ter ajudado nesse dilema e que você tenha entendido de uma vez por todas que as cervejas comuns não são Pilsen!

Terroir Brasil: nossa identidade na cerveja brasileira

O que é Terroir?

Terroir (lê-se Terroá) é um termo da língua francesa que se refere a um senso de lugar. No universo das bebidas, essa expressão indica que as características do ambiente irão impactar diretamente na qualidade na bebida. Ou seja, o arranjo proporcionado pela combinação do clima, características do solo, altitude e microrganismos disponíveis localmente, de forma única na região, vai trazer atributos singulares à bebida daquele local.

Assim como as cervejas bem lupulada, lembrando frutas cítricas remetem aos lúpulos americanos; uma Lager de fermentação limpa, onde o maltado e o lúpulo floral se destacam se associa à escola alemã, o Brasil está em busca dessa identidade, ou seja, o Terroir Brasileiro. (Fonte: Clube do Malte)]

Voltando ao projeto

Para que o projeto fosse capaz de ser realizado, o Jefferson conseguiu o apoio de 19 empresas do seguimento que doaram insumos nacionais para a produção das cervejas. Ou seja, os maltes, os lúpulos, leveduras e nutrientes usados na produção são 100% brasileiros.

Esses insumos foram entregues a 32 cervejeiros para que eles pudessem produzir uma cerveja tendo como base uma BR Ale. Um estilo de cerveja com baixos teor alcoólico e baixo amargor, para que no momento da degustação seja possível sentir o sabor e a explosão de aromas de lúpulo com uso de adjuntos e algum ingrediente tipicamente brasileiros.

Os cervejeiros tiveram orientação de especialistas através de encontros virtuais com temas como água cervejeira, lupulagem, fermentação, para auxiliar na produção.

Foram 30 dias para acompanhar as brasagens.

Para avaliar a cerveja, foi realizada uma Confraria com especialistas. Nessa confraria, foram escolhidas as três melhores cervejas

Vencedores do Projeto

1º Porto Cervejaria – Thiago Porto
2º Cão de Rua Cerveja Solidária – Ricardo Fonseca
3º Cerveja feita por Vinícius de Paula

Os três vencedores vão produzir uma receita collab na planta piloto da Cervejaria Verace e o campeão do projeto ganhou uma panela Single Vessel automatizada de 10 litros fornecido pela pela Cerveja da Casa.

As cervejas produzidas durante o projeto serão vendidas e o valor arrecadado será doado para a instituição social Casa da Criança. Além disso, durante todo o projeto, foi possível ajudar fazendo doação de alimentos não perecíveis para a instituição @samaritanas_sabara.

Mais um projeto muito importante do Jefferson Brandão com o intuito de fortalecer e disseminar a cultura cervejeira em BH, além de ter um caráter solidário que o torna ainda mais especial.

O projeto em números e apoiadores

– 225 kg de malte de 4 maltarias: Agraria, Blumenau, Br malte
e Catarinense
– 9 kg de lúpulo de 4 fazendas: Brava terra, Irahops, Dalcin e
Mundo Hop
– Leveduras de 2 laboratórios: Laboratório da cerveja e Levteck
Coadjuvantes da Prodooze

Confira mais sobre o projeto e os demais apoiadores aqui: @solarbrandao

Termos cervejeiros que você precisa saber!

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A gente que acompanha perfis de Instagram e blogs especializados em cerveja sempre se depara com algumas palavras específicas do meio cervejeiro. Algumas são tão usadas que a gente acaba acostumando, assimilando e entendendo o que significa. Mas, outras, a gente tem que “dar um Google”, não é mesmo?

Para te dar uma ajudinha, trago aqui alguns termos cervejeiros e seus significados para que você possa se familiarizar e saber um pouco mais sobre cada um. Bora aprender mais um pouquinho!

ABV: sigla de Alcohol by Volume, “Álcool por Volume” em inglês. A grosso modo é o percentual de álcool que tem na cerveja. Nosso famoso Teor Alcoólico. Seu cálculo é definido como o volume em ml de álcool puro em 100 ml. Ou seja, uma cerveja com 10% de ABV contém 10 ml de álcool a cada 100 ml de cerveja. Eita!
Leia mais sobre ABV nesse post que fiz.

ADSTRINGÊNCIA – É a sensação de contração e repuxamento na boca, em especial na língua. É a mesma sensação de quando você come uma banana verde. Isso ocorre quando acontece algum erro durante a produção da cerveja.

ANTIOXIDANTE – Substância colocada na cerveja para protegê-la contra a ação do oxigênio, evitando sua oxidação.

BUQUÊ – Sensação que traduz a complexidade dos aromas de cerveja produzidos por seus ingredientes e seu processo.

BJCP – Abreviatura de Beer Judge Certification Program. É uma associação americana que padroniza os parâmetros de julgamento de cervejas nos concursos. Essa associação desenvolveu um Guia de Estilos de Cerveja, usado no mundo inteiro, para produzir e julgar as cervejas.

BRASSAGEM – É uma das fases da fabricação da cerveja. É a etapa em que macera os maltes. Momento em que que os açúcares são extraídos dos grãos através da atuação de diferentes enzimas ativadas pelo aquecimento da água em diferentes temperaturas.

No meio cervejeiro, costuma-se usar a palavra “Brassagem” para falar que vai fazer cerveja. “Vou fazer uma brasagem hoje” = “Vou fazer cerveja hoje”.

CARBONATAÇÃO – É o teor de gás carbônico (dióxido de carbono – CO²) presente na cerveja. São bolhinhas que ajudam na formação da espuma. Se a cerveja estiver com muita espuma, ela estará muito carbonatada. Leia mais sobre a Espuma aqui.

CERVEJARIA CIGANA – Cervejaria que não tem fábrica própria, ou seja, terceiriza sua produção na fábrica de outra cervejaria.

CORPO – É a sensação que temos da cerveja na boca quando bebemos, ou seja, é o peso que a bebida faz na língua. Quando sente ela leve na língua, tem um corpo baixo. Quando sente pesada, tem um corpo alto.
Saiba mais sobre o corpo da cerveja aqui.

DRINKABILITY – É um conceito subjetivo que mede o quanto a cerveja é bebível ou agradável. Uma cerveja com alta drinkability é uma cerveja fácil e leve de beber. Cervejas com baixa drinkability, são cervejas pesadas que não se consegue beber muito.

EBC ou SRM – São escalas utilizadas para medir a cor das cervejas. Quanto maior o número, mais escura é a cerveja. Leis mais sobre EBC aqui.

FERMENTAÇÃO – Processo gerado pela levedura, no qual ocorre a conversão de açúcares do mosto em álcool e CO², transformando o líquido em cerveja.

GROWLER – Garrafa avulsa para transporte de cerveja. Pode ser feita de cerâmica, de vidro, de inox ou de plástico e ter diversas capacidades, normalmente, entre 1 a 3 litros.

IBU: Abreviatura de International Bitterness Units (IBU) é a Escala Internacional de Unidade de Amargor. Essa medida aponta o nível de amargor de uma cerveja. Quanto maior o número, mais alto é o amargor dessa cerveja. Leia mais IBU aqui.

LÚPULO – É uma flor responsável por fornecer o amargor para a cerveja. Também oferece sabores e aromas variados, dependendo do perfil do lúpulo. Além disso, ele tem a função de conservar a cerveja por mais tempo. Leia mais Lúpulo aqui

LEVEDURA – Grupos de micro-organismos usados para realizar a fermentação a partir do açúcar e produzir álcool e CO² (dióxido de carbono). Na verdade, é ela quem faz a cerveja! Leia mais sobre Levedura aqui.

LEI DA PUREZA – Em alemão, Reinheitsgebot. Lei estabelecida em 1516, pelos duques Wilhelm IV e Ludwing X, para regular a produção de cerveja na época. A partir de então, só foi permitida a fabricação de cervejas que utilizassem malte de cevada, água e lúpulo (fermento e fermentação eram desconhecidos). Em 1906, a Lei foi modificada para acrescentar o fermento (levedura) e admitir o trigo como adjunto. Mesmo ela não estando em vigor mais, seguir a Lei da Pureza é ter uma referência de qualidade em todo o mundo. Leia mais sobre Lei da Pureza aqui.

MALTE – Cereal que passou pelo processo de germinação e secagem para transformação do amido em açúcar fermentável. Ele que dá o aroma e o sabor às cervejas. Leia mais sobre malte aqui.

MOSTO/MOSTURA – Caldo resultante da mistura fervida de malte e água, rico em açúcares fermentáveis. Esse caldo será filtrado, para receber o lúpulo e o fermento e ser transformado em álcool e gás carbônico. Enfim, em cerveja.

PINT – modelo de copo tradicionalmente utilizado em pubs ingleses e, posteriormente, bares norte-americanos. Os pints ingleses, chamados de Nonic Pint, tem capacidade de 568 ml, enquanto os pints americanos, chamados de Shaker Pint, tem capacidade de 473 ml. Leia mais sobre Tipos Copos aqui.

OFF-FLAVOR – Qualquer aroma desagradável ou indesejado percebido na cerveja. Pode ser causado por problemas de oxidação, falta de higiene, ingredientes deteriorados ou transporte/ armazenagem inadequados. Leia mais sobre off-flavor aqui.

PICÂNCIA – Sabor como o da pimenta, que estimula, excita ou irrita o paladar.

RETROGOSTO – Sensação que permanece após a degustação e a ingestão da cerveja. Por exemplo: Uma IPA costuma ter um retrogosto amargo.

TURBIDEZ – Redução da transparência de um líquido. Quando a cerveja fica turva, opaca. Nas cervejas é comum encontrar turbidez devido a presença de leveduras (por não serem filtradas) e partículas de lúpulo (geralmente quando emprega-se a técnica de dry hopping) em suspensão.

Onde Beber Artesanal: Cervejaria Cultura para se sentir em casa

A dica de Onde Beber Artesanal dessa vez estaciona em um lugar todo aconchegante: a Cervejaria Cultura.

Por lá, parece que você está chegando na casa de algum familiar, sentando na varanda e se sentindo definitivamente acolhido e à vontade em casa.

O local

O local é literalmente a varanda de uma casa. Tem um ambiente gostoso, arejado, com mesas espalhadas e música ao vivo para deixar o clima ainda mais animado.

Vocês vão ver algumas bandeiras do Brasil na decoração pois, quando fomos, era época de Copa.

O atendimento é de primeira. Os garçons estão sempre dispostos a te atender com muita atenção, te dar dicas de pratos e bebidas da casa.

Para beber

Por falar em bebida, a Cervejaria Cultura conta com 10 torneiras com cervejas especiais. São cervejas de produção própria e de cervejarias convidadas. Os estilos são variados que agradam a todos os paladares, indo da Pilsen, American Wheat, passando por Pale Ale, Irish Red, IPA, Dry Stout e por aí vai. Os valores vão de R$9 a R$20.

Todos que experimentamos estavam na temperatura adequada, frescos e bem saborosos.

Quem é do drink, a casa conta com diversas opções!

Ah e, para mim, eles têm um diferencial! Água filtrada o tempo todo, de graça, na sua mesa.

Para comer

São diversos pratos para harmonizar com as cervejas. É muita opção mesmo, dá para ficar perdido no cardápio. E, como eles mesmos intitulam, tem opções “Para Petiscar”, “Para tirar a barriga da miséria” e “Para se lambuzar”.  Vai desde petiscos à PF e hambúrgueres. Os valores vão de R$ 27 (Batata Frita) a R$117 (Picanha com mandioca).

Nós fomos de Bolinho frito (esqueci de que), Tilápia Mediterrânea, acompanhado de tomate cereja salteado com nozes e manjericão e Parmegiana à Palito, acompanhada de purê de batata gratinado com queijo. Estava tudo sensacional! Pratos bem montados e saborosos!

Com o ambiente gostoso e acolhedor, excelente atendimento e chopes diversos, fresquinhos, no ponto certo, não tem como dizer outra coisa que não seja, ADOREI E JÁ QUERO VOLTAR.

Cervejaria Cultura

Rua Itapeva, 115. Bairro Concórdia
Belo Horizonte – MG

Instagram: @cervejaria.cultura

Cerveja de Guarda: Você sabe o que é?

E se eu te contar que algumas cervejas podem ser guardadas por anos assim como o vinho?

Isso mesmo! São conhecidas como Cerveja de Guarda.

Cerveja de Guarda são algumas cervejas que podem ser guardadas por um período mais longo que o normal. O fato de ela ficar algum tempo guardada potencializa algumas de suas características ou desenvolvem outras. Com isso, tornam cervejas ainda mais complexas e, na minha opinião, ficam boa demais, digna de tomar de joelhos!

Mas, atenção! Não são todas as cervejas que podem ser envelhecidas. A maior parte dos estilos de cerveja foram feitos para se consumir frescos, ou seja, próximo da data de fabricação. Porém, os estilos mais complexos, alcoólicos e encorpados como Imperial Stout, Doppelbock, Barley Wine , Belgian Dark Strong Ale, Tripel e Lambic, se adaptam bem a esse processo de guarda e podem ficar por um bom tempo guardadas mesmo depois do vencimento.

As características que devem ser consideradas para guardar uma cerveja:


– Teor alcoólico: A cerveja precisa ter um alto teor alcoólico, acima de 8%;
– Cor da cerveja: Tem que ser escura. Existem exceção como algumas belgas tipo Dubbel e a Tripel;
– Pausteurização: As cervejas não-pasteurizadas são as ideais para guardar, pois os microrganismos continuam produzindo aromas e sabores. Já as cervejas pasteurizadas perdem praticamente todas as características que são realçadas no envelhecimento. Segundo estudos, esse tipo de cerveja não é o ideal para ser usado no processo de guarda. Porém, já fiz com cervejas pasteurizadas e rolou.

Para que a cerveja envelheça de maneira adequada ela deve ser armazenada em pé, em um local escuro e climatizado, com uma temperatura entre 12°C e 18°C (é o ideal). Como não é comum ter um local climatizado, ou porão, algumas pessoas optam por guardar em guarda-roupas.

Como não existe muitos estudos e teorias para essa prática, não é possível falar o tempo ideal para guardar cada estilo. O tempo pode variar de 6 meses a 20 anos.

No livro Tasting Beer, Randy Mosher cita alguns exemplos (citação do blog da Pri Colares): ​

  • Belgian Dubbel: 1 a 3 anos;
  • Belgian Trippel/ Strong Gold Ales: 1 a 4 anos;
  • Strong Ale/ Old Ale: 1 a 5 anos; 
  • Belgian Dark Strong Ale: 2 a 12 anos;
  • Barley wine, Imperial Stout: 3 a 20 anos;
  • Cervejas com ABV superior a 15%: indefinidamente

Como nosso paladar é individual, cada um vai sentir algo diferente que a guarda proporciona para a cerveja. No geral, as notas de toffee, mel, caramelo, baunilha e frutas vermelhas crescem, o corpo tende a diminuir, o álcool fica mais acentuado e o amargor diminui.

O negócio é você mesmo testar guardando a mesma cerveja e ir abrindo com o tempo. Abre uma com x meses, depois, abre a outra com x meses e vai anotando as percepções. E para comparar, vale abrir aquela que estava guardada junto com uma recém fabricada.

E aí? Animou escolher uma e guardar por algum tempo?

A dica que dou é esconder mesmo as cervejas. Que aí você não cai na tentação de abri-las antes do esperado.

#TBTemRoma: Vaticano à Carbonara

O ponto turístico deste #TBTEmRoma desta vez é um mundo à parte dentro de Roma: o estado do Vaticano.

Confesso que antes de ir, eu nunca havia lido ou estudado nada sobre o Vaticano. A única coisa que sabia que era a “cidade” do Papa, na Itália, onde ele fazia umas missas e que lotava de fiéis da Igreja Católica. Nada mais!

Quando cheguei lá, fiquei super curiosa pela história que gira em torno daquele Estado. Quando cheguei no hotel, não consegui dormir. Passei a noite no Google, lendo sobre aquele lugar e seus mitos e verdades.

Não vou falar tudo aqui, porque precisaria de um livro para isso. Mas falarei sobre curiosidade e o que achei interessante por lá. Não, o Papa Francisco não estava na janelinha quando fui. A famosa janelinha é essa do meio!

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Curiosidades:

guarda vaticano

– Vaticano tornou-se um Estado em 1929;

– o Vaticano é um Estado independente, com selos e moeda própria e que tem como chefe de governo o Papa.  Os poderes executivo, legislativo e judiciário são comandados por ele;

– O local tem cerca de 800 habitantes, a maioria funcionários da igreja, de diversas nacionalidades. Aproximadamente 450 pessoas têm cidadania do Vaticano. Não é qualquer um que pode morar lá. Para ser habitante do Vaticano é preciso autorização.

– A segurança é constituída pela Guarda Suíça Pontifícia, composta por oficiais/guardas de nacionalidade suíça.

– Os soldados da Guarda Suíça, que são as Forças Armadas do Vaticano, devem ser celibatários, cumprir rituais litúrgicos e não podem dormir fora do Vaticano. Achei muito bonitinha a roupa deles (foto ao lado)…rs

– Por questões de ordem religiosa, solteiras de até 22 anos de idade de famílias constituídas residentes no Vaticano não podem morar nos limites do Estado.

– O Estado é cercado por um muro. Na foto abaixo o muro está no nosso lado esquerdo.

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Basilica di San Pietro

A fila para entrar, tanto na Basilica di San Pietro (São Pedro) quanto no Museu do Vaticano,  é gigantesca. A da Basílica anda rápido. A do museu não, por isso é importante comprar antes a entrada pro Museu.

Em frente à Basílica, fica a Piazza di San Pietro, onde os fiéis aglomeram em dia de missa. A gente vê a Basílica assim de frente e não imagina o quanto ela é gi-gan-tes-ca! E tem uma verdadeira multidão dentro dela (fotos abaixo). Você vai reparar que lá dentro eu estou com outra camisa. Pois, não pode entrar com o ombros nem joelhos à mostra. Ah, e não sei porque, mas não podia pisar nessa faixa do meio que está aí nessa foto abaixo.

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Foto: Mattis (Wikipedia)

Dentro da Basílica, fica também a famosa estátua Pietà, de Michelangelo, feita em mármore. Ela fica protegida por vidros blindados depois da tentativa de depredação por um homem. É difícil demais tirar uma foto dela. Muita gente com o mesmo objetivo, fica difícil!

Tem também a estátua de bronze de São Pedro, feita por Arnolfo de Cambio. A fila por ali é gigante, formada por fiéis que andam e passam a mão, beijam o pé da estátua e pedem uma bênção quando visitam a igreja. Essa tradição é tão antiga que ao longo dos séculos, milhões e milhões de pessoas devem ter beijado e tocado a estátua, somente no pé direito o deixando desgastado. Não dá nem dá pra ver a divisão dos dedos mais. Não tirei foto de perto pois não estava afim de enfretr a tal fila.

Outro monumento gigantesco é Baldaquino, feito por Bernini, de bronze dourado, com quase 30 metros de altura. É o altar papal. Somente o Papa pode celebrar missa ali. Ele está exatamente sobre o suposto Túmulo de São Pedro, que fica ali debaixo, na Necrópole.

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Você já ouviu falar em Necrópole? É uma cidade que fica embaixo do Vaticano, onde ficam túmulos e mausoléus de famílias romanas ricas e de alguns papas. É possível visitá-la, mas eles não divulgam muito isso. Não consegui agendar minha visita,  pois tem que ser com muitos meses de antecedência. Dentro da Basílica tem uns “bueiros” que dá pra ver que existe algo passando pelo subsolo.

Em uma das dezenas de capelas lá de dentro, está o túmulo do Papa João Paulo II. Nas capelas você pode entrar e rezar à vontade. Algumas podemos tirar foto, outras não. Os confessionários e as capelas com missa não podemos tirar fotos.

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Subi na cúpula, onde dá pra ver o Vaticano lá do alto. Quem tem claustrofobia, não é muito legal de ir. Pois o espaço vai se estreitando a medida que você sobe. É terrível, passa morcego. Se você cansar ou passar mal, nem o Papa te tira de lá. Imagina você ter um mal estar nessa escada de caracol e tem uma fila gigantesca na sua frente e atrás de você? Eu sou claustrofóbica, concentrei, subi e valeu a pena pela vista. Fotos abaixo. A primeira foto é a casa do Papa.

Museu do Vaticano

É outro lugar a ser visitado no Vaticano. É gigante também.

Com esculturas, sarcófagos e pinturas dos mais conhecidos artistas. Aí depende do seu interesse para parar nas que tem mais interesse. São centenas, não dá pra ficar parando em todas.

Lá tem uma janela que dá pra ver o jardim da casa do Papa.

No final do museu, tem a famosa Cappella Sistina, decorada com pinturas dos maiores mestres italianos, como Perugino, Botticelli, Cosimo Rosselli, Domenico Ghirlandaio, Pinturicchio, Piero di Cosimo, Luca Signorelli e Michelangelo, que pintou no teto o imenso e famoso Juízo Universal, obra que demorou cinco anos para ser terminada. É linda, realmente.

Antes de entrar, tem uma placa falando que é proibido tirar foto e falar lá dentro. Mas o que você mais vê é uns “João sem braço” fingindo que não estão tirando foto mas com a câmara , discretamente, apontada pra cima, e um bando de sem educação que não para de falar. É um lugar fechado, abafado e tem uma multidão lá dentro olhando pro teto. E essa falta de educação chega a irritar, porque agita o lugar e os seguranças ficam o TEMPO TODO GRITANDO: “NO FOTO, NO FOTO”. “SILENCE, PLEASE”; “SILENCIO”; “XIIIIU”; “É UM LOCAL SAGRADO”; “SACRO”.

Afinal, é lá na Capela Sistina que se realiza o conclave, processo de escolha do novo Papa. Lá você vê a chaminé de onde sai a fumacinha preta ou a branca: Habemus papam.

A foto abaixo não é minha peguei no google.

capela sistina

É muita informação. Não tem como fazer um post pequeno sobre o Vaticano. Mi scusi! Sorry! Desculpe me!

Mais umas fotos do lado de fora.

Sugestão: Passar a manhã na Basílica (dá para ver tudo e almoçar) e agendar a visita ao museu do Vaticano à tarde.


Cerveja da vez

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Depois desse testamento, você ainda tem folego para ler sobre a cerveja da vez?

A Cerveja da vez eu achei no supermercado e levei para o hotel. Mais uma cerveja original da Itália: a Tre Luppoli da Birrificio Angelo Poretti. Uma cerveja fabricada com três variedades de lúpulo. Mesmo assim, é leve, sem muito amargor, com um sabor bem equilibrado e refrescante. É uma lager perfeita para o dia-a-dia. ABV: 4,8%

A Birrificio Angelo Poretti é uma cervejaria italiana, fundada em 1877, por Angelo Poretti, em Valganna, na Itália.  Em 1982, o Grupo Carlsberg comprou 50% das ações da empresa, seguido em 1998 por mais 25%. Em 2002, o grupo dinamarquês adquiriu os 25% restantes, assim, obteve a propriedade total da Angelo Poretti.

Suas cervejas são baseadas em diferentes combinações de lúpulo. E o nome delas tem relação com a quantidade de lúpulos usados como a Tre Luppoli (3), 4 Luppoli, 5, 6…tem até 10.

logo angelo poretti

Aí vão elas: 3 Luppoli (Lager – 4.8%); 4 Luppoli L’Originale (Lager com 4 lúpulos colhidos na Itália – 5.5%); 4 Luppoli Non Filtrata (Lager – 5%); 4 Luppoli Zero;  5 Luppoli Bock Chiara (Bock Clara -6.5%); 6 Luppoli Bock Rossa (Bock Vermelha- 7.0%); – 7 Luppoli La Fiorita  (Sazonal – 5,3%); 7 Luppoli La Mielizia (Sazonal com  ervas e especiarias – 6,3%); 8 Luppoli Profumi del mediterrâneo (Saison – 5,5%); 9 Luppoli Belgian Blanche (Witbier – 5.2%); 9 Luppoli  – (IPA – 5.9%); 9 Luppoli Bohemian Pils (Bohemian Pils – 4.6%); e 10 Luppoli Le Bollicine (Champagne – 6%).


Prato do dia

O prato do dia é o Spaghetti à Carbonara. De tudo que comi no país das massas, essa foi a melhor. Ô trem delícia!

Não lembro o nome do restaurante. Só lembro que ele ficava no Vaticano.