Gosta de se sentir em casa e ainda ter diversas opções de cerveja artesanal para tomar e relaxar?
Hoje, o Onde Beber Artesanal estaciona no Espaço Artéza, que foi construído dentro de uma clássica casa antiga de BH.
O local
O espaço teve adaptações para se transformar em um bar mas manteve toda a estrutura da casa. Ao chegar, você se depara com a casa e dá vontade de chamar “ó de casa!”. A entrada é pela garagem que dá acesso a um túnel que te leva para o quintal da casa, onde acontece o movimento.
Antes, não poderia deixar de destacar o caixa, que é um pedaço de uma Kombi dos anos 80. A decoração do espaço é bem eclética e rende diversas fotos instagramáveis.
O espaço principal, ou seja, o quintal, conta com uma parte coberta e a outra parte aberta que, em dias de sol, deve ser bem concorrido. Como no dia que eu fui o tempo não estava bom, só havia uma mesa nesse espaço aberto. Sentamos lá e não deu outra. Em menos de uma hora a chuva caiu e tivemos que ir para a parte coberta.
É um ambiente super agradável, com pessoas agradáveis e a música ao vivo complementa ainda mais o espaço que é prazeroso de sentar e relaxar.
Para beber
Se com tudo que eu falei já te deu vontade de ir, agora, que chegou a melhor parte, eu tenho certeza que você já está pegando o celular e colocando o endereço para saber como chegar. 🙂
A casa conta com 12 torneiras de chope. No dia em que fui, onze eram cervejas próprias da Cervejaria Artéza e uma convidada. E tem opção para todos os gostos: Belgian Pale Ale, GoIAPA,Pilsen, Hop Lager, Vienna Lager, American IPA, New England IPA, Sour, Dry Stout, Double IPA e Porter com Jack Daniel´s.
Os preços variam. Os de 300ml vai de R$9 a R$12. E os de 500ml vai de R$12 a R$16.
Nós fomos de Vienna, Dry Stout, Jack Porter, NE IPA, American IPA e Double IPA.
Vienna e NE IPA
American IPA
Dry Stout
Double IPA e Jack Porter
Por lá, você pode adquirir também as garrafas e latas da cervejaria para levar para casa.
Além das cervejas, tem algumas bebidas de dose e drinks.
Para comer
O cardápio é bem variado também. Para quem quer petiscar, tem porções para tira-gosto. Para quem está com mais fome, tem opção de hambúrgueres e hot dogs.
Nós pedimos a torre de Onion Rings (R$ 21,50) que veio bem crocante acompanhada com três molhos: maionese cítrica, cheddar e barbecue. E pedimos, também, Picanha Grelhada (R$ 49,90) com chimichuri acompanhada de batata frita. O ponto da carne veio do jeito que pedimos, o molho estava excelente!
Onion Rings com molhosPicanha Grelhada com Chimichurri e batatas
Para conferir as opções e preços é só acessar cervejaarteza.com.br/cardapio
E o atendimento? Excelente. Garçons superatenciosos e rápidos!
Adorei conhecer a casa! Achei tudo muito bom, desde o espaço, ambiente, chopes e comida. Com certeza, voltarei mais vezes.
Confira as dicas que a Krugbier preparou de como gelar e quais os melhores acompanhamentos para tomar uma cerveja durante o feriado em casa
O carnaval é o feriado mais brasileiro e mais animado do ano e, apesar da necessidade do isolamento social, sempre damos aquele jeitinho de aproveitar a situação da melhor forma. Ainda que momentaneamente não possamos fazer grandes eventos, é possível curtir a data estando muito bem acompanhado, e sem precisar sair!
Todo mundo já sabe que a cerveja é a rainha de todos os carnavais. Neste ano, que tal trazer a estrela da festa para sua casa? Então, confira o guia carnavalesco que preparamos, em parceria com a sommelière de cervejas Fabiana Bontempo, embaixadora da Krug Bier, e convide os mais chegados para uma folia longe das aglomerações.
Como deixar a sua cerveja geladinha?
Esqueceu de colocar para esfriar? Fica tranquilo que essa dica aqui vai te salvar!
*Como o sal reduz a temperatura de congelamento da água, ao misturar no cooler um pouco de sal na água com gelo, você consegue abaixar até 0 grau em menos de 15 minutos!
*Outra dica é embrulhar suas garrafas em papel-toalha úmido e guardá-las no freezer, pois também acelera o processo!
Só não vale esquecê-las lá, hein?!
Bateu a fome?
Verão e carnaval: o melhor é optar por cervejas claras, que trazem a leveza e o sabor que a época requer! Olha só as nossas indicações e os petiscos que mais combinam elas:
*Krug 20: Puro malte sem glúten em sua composição, leve e refrescante pelo “dry hopping” de lúpulos neozelandeses, que trazem notas cítricas e florais ao aroma e sabor, corpo leve e amargor baixo. Ideal para os dias quentes e aperitivos como croquete de cogumelo, tábua de frios (queijos e embutidos em geral).
*Áustria Hefeweizen: Cerveja de trigo muito versátil, combina com vários tipos de alimentos, uma boa dica é degustá-la mais de uma vez, com diferentes opções e escolher a sua preferida! Algumas das nossas dicas são: isca de peixe e salsichas alemãs.
*German Pils: Puro malte dourada, de corpo leve, amargor moderado e final seco, a Krug German Pils traz como estrela principal o perfil floral dos lúpulos alemães, que surpreendem a cada gole e harmonizam perfeitamente com torresmo de barriga com limão e mel, ou um churrasco.
*Submissão: Apesar de ser uma cerveja leve, apresenta notas intensas de lúpulo tanto no aroma e sabor quanto na sensação de amargor. Para equilibrar a intensidade dessa Session Ipa, dê uma incrementada na intensidade do prato, com opções como bolinho de bacalhau, queijo canastra e asinha de frango na brasa.
*Calúnia: Fiel representante do estilo American Pale Ale, a Calúnia é uma cerveja dourada com corpo médio e amargor moderado. O destaque vai para a combinação de lúpulos cítricos americanos, que trazem uma explosão de aromas e sabores, e surpreende ainda mais quando combinada a um hambúrguer vegano ou uma costelinha com barbecue.
Pensando em facilitar a sua vida, a Krug Bier preparou o Bloquinho Krug, para você levar a folia para casa. O kit conta com as cervejas de 600ml Austria Lager, Krug 20, German Pils, Hefeweizen, Submissão e Calúnia, além de adereços indispensáveis: três serpentinas, um saco de confete, um lança confete, um mini estandarte, duas máscaras da Coleção Impressionista, uma barba Ignorância, duas tattoos temporárias, seis bolachas e ainda um chaveiro abridor!
(foto: Divulgação/ Krug Bier)
Agora sim, você pode curtir seu carnaval sem preocupações! Só não se esqueça de beber com moderação e jamais dirigir se tiver bebido.
PEÇA SUA KRUG EM CASA: Kit Bloquinho Krug: de R$ 149 por R$ 109 http://www.krug.com.br Instagram: @krugbier
Mesmo com o cancelamento dos festivais, do carnaval, que é um dos eventos em que os brasileiros mais consomem a bebida, e da retomada mais lenta do convívio social, devido às restrições de funcionamento de bares e restaurantes, o consumo de cerveja se manteve em alta em 2021.
Essa conclusão pode ser tirada através dos dados divulgados de um levantamento feito pela consultoria Euromonitor a pedido do Sindicato Nacional da Indústria de Cerveja (Sindicerv).
De acordo com o estudo, as vendas de cerveja cresceram 7,7% em volume comparando o ano de 2021 com o ano de 2020, chegando a 14,3 bilhões de litros de cerveja em comparação com os 13,31 bilhões no ano anterior.
Mas, se engana quem acha que esses números só aumentaram porque a comparação foi feita com 2020, ano em que as restrições eram ainda maiores devido ao início da pandemia. O consumo de 2021 também foi maior que em 2019, quando foram vendidos 12,63 bilhões de litros no país.
“O avanço ocorreu em mais um ano desafiador para a indústria, marcado por um cenário econômico de alta nos juros, queda do Produto Interno Bruto, mudança no hábito dos consumidores e incertezas do rumo da pandemia de COVID-19”, diz o superintendente do Sindicerv, Luiz Nicolaewsky.
Com esse aumento no consumo, a projeção das vendas no varejo apresentou alta de aproximadamente 11% (o aumento de preços relativo a cerveja em 2021 foi de cerca de 7,8%) em comparação a 2020 totalizando R$ 208,8 bilhões ante R$ 184,5 bilhões, no ano anterior.
O aumento de faturamento acima do crescimento em volume e da inflação mostra uma tendência de migração para produtos mais caros, impulsionado pela força das cervejas premium entre os consumidores, que tem sido o segmento de maior crescimento dentro do mercado cervejeiro nacional.
Além disso, houve um crescimento por parte dos consumidores de cerveja não alcoólica. A projeção do volume por litros foi de mais de 257 milhões, que corresponde ao crescimento de 30% nas vendas em comparação com 2020 (197,8 milhões/litro).
As mais pedidas
De acordo com o levantamento, entre os brasileiros, a categoria de cerveja mais popular continua sendo a Lager, que representa 91% do volume total de vendas de cerveja no varejo.
Skol e Brahma permaneceram na liderança das marcas com maior volume de vendas no país seguida da Antarctica, Itaipava, Nova Schin e Kaiser.
Só para lembrar, o Brasil é o terceiro maior produtor de cervejas em volume do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e China. A indústria da cerveja gera mais de 2 milhões de empregos diretos, indiretos e induzidos e representa pouco mais de 2% do PIB.
A Escola Mineira de Sommelieria, EMS, abre as inscrições para a sua 21ª turma do já reconhecido curso de Sommelier de Cervejas com uma grande novidade: a escola vai iniciar seus trabalhos em 2022 em sede própria. Localizada na Rua Antônio de Albuquerque, 155 – Loja 1, em um ponto privilegiado na Savassi, o local conta com três andares bem estruturados que acabam de passar por reforma para atender às necessidades dos cursos especializados de bebidas.
“Pretendemos fazer da EMS um completo Centro de Educação Cervejeira, para ser referência no mercado mineiro e, em um futuro breve, nacional. Um projeto ousado que vai refletir positivamente no mercado. Neste espaço, além das aulas de Sommelier de Cervejas, teremos um co-working cervejeiro para fomentar negócios, aprendizados, treinamentos sensoriais e experiências gastronômicas, enfim, será um local todo destinado para o fomentar o mercado cervejeiro”, explica Jaqueline Oliveira, proprietária da escola.
Jaqueline já formou 20 turmas de Sommelier de Cerveja
O curso de Sommelier de Cerveja conta com profissionais de diversas áreas que agregam ao currículo do curso. Novos cursos como Gestão de Cervejarias e Abertura e Gestão de Micro cervejarias estarão nas grades curriculares da E.M.S. , serão ministrados por Ramon Garcia. Além de curso de produção, cursos mais rápidos que atendam ao público que tem descoberto e se encantado pela cerveja artesanal, jantares harmonizados e experiências com outras bebidas como café, cachaça e vinho.
As vagas para o curso de Sommelier de Cerveja já estão abertas e a nova turma começa em fevereiro.
Para mais informações, entre em contato pelo WhatsApp (31) 98402-6452 ou pelo e-mail emscerveja@gmail.com.
Sobre a EMS
Fundada em BH há 10 anos, hoje a escola pertence à Jaqueline Oliveira, e já formou 20 turmas de Sommelier de Cerveja e é referência em indicações no mercado da cerveja. O objetivo da escola é formar o aluno para que ele tenha toda a vivência teórica e prática para atuar com destaque no mercado cervejeiro.
Sobre Jaqueline
Formada em Magistério, graduada em Pedagogia, Pós Graduada em Gestão Estratégica da Informação pela UFMG, com cursos na área de Marketing Digital, Sommelier de Cerveja e CEO da E.M.S.
Minha experiência com a Escola
Quem me acompanha pelo Instagram @cervejeirauai, sabe que me formei na 20ª Turma – Turma Segunda Dose, em 2021. Foi muito aprendizado durante todo o curso, além de uma rica troca de experiência entre os professores e demais alunos. Eu tenho certeza que, depois do curso, fiquei muito mais preparada para estar no meio cervejeiro.
O curso é voltado tanto para quem quer trabalhar com cerveja quanto para quem ama esse líquido sagrado e quer aprender mais e entender melhor sobre cada cerveja degustada. Eu recomendo demais!
CURSO DE SOMMELIER DE CERVEJAS
Início das aulas: Fevereiro/2022 Valor: R$4.000,00. Pode ser parcelado em até 6 vezes, mediante depósito bancário. À vista o curso sai por R$3680,00. Local das aulas: Rua Antônio de Albuquerque,155 – Savassi – Loja 1 Contato: emscerveja@gmail.com
Quem gosta de estudar e entender melhor sobre o mundo cervejeiro já sabe da tradição dos monges em fabricar suas próprias cervejas. Devido ao apoio dos trapistas belgas, que ajudaram na construção do mosteiro em Rio Negrinho (SC), as monjas do mosteiro das Irmãs Trapistas de Boa Vista, viram na produção da cerveja uma alternativa para manter suas atividades.
Foto: Divulgação
Hoje, a comunidade já produz chocolates e geleias para comercialização para manter as atividades tanto em Rio Negrinho quanto em outras unidades da congregação.
Ao conhecer a iniciativa, a Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM) passou a subsidiar os equipamentos e os cursos de duas irmãs para que elas obtivessem mais conhecimento técnico e para que elas prossigam com o projeto. Uma formação à distância já foi concluída e agora elas estão presencialmente na instituição, em Blumenau, ampliando os estudos.
Se o projeto for concluído e a cerveja for fabricada, será a primeira cerveja trapista supervisionada por mulheres.
Zulema Jacquelin Jofre Palma é uma das monjas que está estudando na ESCM. Chilena, ela vive no Brasil há 12 anos e foi pega de surpresa com a missão. “Nós conhecemos e estudamos os mosteiros que produzem cerveja, mas não pensamos que seria possível nos envolvermos nesse projeto. Como gosto muito de estudar, estamos buscando conhecimento para evoluir e apoiar a nossa comunidade e outras comunidades no mundo”, diz.
Segundo Raquel Watzko, também monja e aluna da ESCM, a cerveja é uma forma de transmitir ao público que a vida monástica também é composta de alegrias. “Quero que, quando provem a nossa cerveja, as pessoas se conectem também com uma visão mais leve e feliz do que significa a nossa vocação religiosa, porque nós somos muito felizes vivendo desta forma”, diz.
Ainda não há um prazo para a comercialização das cervejas. Além disso, a comunidade das Irmãs Trapistas de Boa Vista ainda não faz parte da International Trappist Association (ITA), que designa oficialmente as cervejas trapistas no mundo. Ou seja, mesmo com a produção, a cerveja não pode receber a denominação de trapista, mas sim de cerveja de abadia.
Cervejas trapistas
Trapistas são Abadias – uma comunidade monástica cristã, originalmente católica – que produzem cervejas há muito tempo e seus monges vivem uma rotina de trabalho e oração.
Atualmente, existem apenas 13 cervejarias que podem estampar o selo trapista.
Existem mosteiros trapistas em todo o mundo. E apesar de não terem o selo, o modelo trapista está muito relacionado com a forma de produção e venda.
Para saber mais sobre elas, veja essa resenha que fiz: Cervejas Trapistas
Sobre as Irmãs Trapistas de Boa Vista
A história do mosteiro das Irmãs Trapistas de Boa Vista é fruto dos movimentos da comunidade chilena de Nossa Senhora de Quilvo, que tinha o desejo de ampliar sua atuação, e da comunidade Novo Mundo no Brasil, casa masculina trapista que desejava ter uma casa da mesma Ordem para mulheres. Depois de dois anos de preparação, em 2010, as monjas chegaram à cidade de Rio Negrinho (SC) para iniciar a construção da casa. Depois de três anos em uma residência provisória, em 2013 elas passaram a viver no mosteiro, que foi totalmente concluído em 2017.
Por viverem do seu próprio trabalho e desejarem apoiar outras comunidades, elas passaram a produzir geleias e chocolates comercializados através do e-commerce http://www.trapistasboavista.com.br . Antes da pandemia, o mosteiro funcionava também como hospedaria.
A gente nem precisa de muita desculpa para tomar uma cerveja artesanal não é mesmo?
Agora, se eu te contar que elas têm alguns benefícios para a nossa saúde, elas vão descer até mais redondo, né?!
Existem diversos estudos que comprovam as qaulidades positivas da cerveja para o nosso organismo devido à sua composição.
Já sabemos que a cerveja artesanal é feita com água, malte de cevada ou outros cereais, lúpulo e levedura. Esses, por serem ingredientes naturais, não causam prejuízo à saúde. Diferente das cervejas industrializadas, onde podemos encontrar essências, corantes, estabilizantes, conservantes, ou seja, produtos artificiais que não fazem muito bem se consumido ao longo do tempo.
Voltando à nossa artesanal, ela contém quantidades significativas de nutrientes. Possui potássio, cálcio, magnésio, sódio, fósforo, selênio, ácido fólico, vitaminas (sobretudo do complexo B), proteínas e fibras dos cereais.
Esses ingredientes podem trazer uma série de benefício para saúde, como possuir ação antioxidante e anti-inflamatória, oferecendo efeitos benéficos na redução do risco de algumas doenças.
Vejam outros benefícios:
– Inibe e previne o desenvolvimento de células cancerígenas, devido ao xanthohumol, composto químico presente no lúpulo;
– Tem a capacidade de melhorar o sistema imunológico do organismo, evitando que nos contagiemos com doenças infecciosas como o resfriado, devido ao humulone, um componente do lúpulo;
– É uma das poucas fontes dietéticas de silício, um mineral que ajuda a melhorar a densidade dos ossos, prevenindo a osteoporose.
– Reduz o risco de ataque cardíaco em 30% e aumenta o bom colesterol.
– Reduz em até 40% as chances de desenvolver pedras nos rins.
– Por ser anti-oxidadante, aliadas aos compostos polifenóis, diminue as chances de desenvolver o Mal de Alzheimer ou de sofrer Acidente Vascular Cerebral (AVC).
– Auxilia na diminuição dos níveis glicêmicos e aumenta a sensibilidade à insulina.
– Ajuda na redução do estresse oxidativo, devido ao seu potencial antioxidante.
– Combate à insônia através do lúpulo, que colabora para a ação de um neurotransmissor que promove o efeito sedativo e diminui a atividade do sistema nervoso.
– Reduz a ansiedade e o estresse.
Mas, atenção!
Esses benefícios que a cerveja artesanal traz para a saúde só são possíveis se ela for consumida com moderação. Eu acho que não dá para falar qual é a quantidade ideal para cada pessoa, para ser considerado moderado, pois depende do estilo de vida que cada uma leva.
Mas, uma coisa é certa, tudo em excesso faz mal. Com a cerveja não é diferente.
Outra informação para quem preocupa com os quilos a mais é que, quanto mais álcool tiver, mais calorias você estará consumindo. Então, se quiser manter a dieta, escolha cervejas menos alcoólica, além das menos encorpadas. Sem esquecer que uma parte da culpa dos quilos a mais vem dos acompanhamentos (tira-gostos) servidos com a cerveja. Cuide-se!
Apesar de sabermos que a cerveja tem muitos ingredientes que fazem bem para saúde, também sabemos que a maioria das cervejas possuem um índice considerável de calorias que, dependendo da quantidade ingerida, pode ser uma vilã para quem deseja manter uma dieta saudável.
Para aqueles que gostam de tomar uma cervejinha, mas que precisam manter uma dieta com redução de caloria, as cervejas de baixa caloria, ou light, ou low carb, têm sido a solução. Com o aumento da procura por cervejas de baixa caloria, as cervejarias têm investido nesse nicho e colocado no mercado várias opções com menos carboidratos e calorias, sem glúten ou sem álcool.
Mas, atenção para não confundir as cervejas. O fato de não conter glúten, que é a proteína dos grãos, não faz a bebida ser light ou low carb. Algumas sem glúten podem ser ou podem não ser low carb ou low cal. Leia sempre o rótulo antes.
Cerveja Light, segundo a Instrução Normativa 65, editada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em 2019, é a cerveja cujo conteúdo de nutrientes seja 25% menor em relação a uma cerveja similar do mesmo fabricante ou do valor médio do conteúdo de três cervejas conhecidas e que sejam produzidas na mesma região.
Pela IN, o valor energético da cerveja pronta para o consumo pode ser de, no máximo, 35 Kcal por 100 ml. Ou seja, uma long neck deve ter em torno de 100 kcal. Enquanto uma long neck comum tem 150 kcal para mais.
Cerveja Low Carb, não são regulamentadas no Brasil. De acordo com o The Alcohol & Tobacco Tax and Trade Bureau (divisão do Treasury Department of United States), cerveja low carb são cervejas que possuem 7g de carboidratos por 355ml.
Atenção! Cerveja que tenha álcool não pode ser chamada de zero calorias. Já que no álcool contém caloria.
A cerveja de baixa caloria não é, necessariamente, zero carboidrato, mas é, sim, uma cerveja que tem significativamente menos calorias. Zero caloria só é possível em cervejas sem álcool.
De onde vem a caloria da cerveja?
As calorias da cerveja vêm de duas fontes principais:
1- O álcool da própria cerveja. O álcool tem um teor muito alto de calorias, então cervejas com um alto percentual de álcool certamente terão mais calorias do que cerveja com baixo teor de álcool. O álcool é aproximadamente 2/3 do conteúdo calórico de uma cerveja artesanal. Cada percentual de álcool por volume (ABV) é cerca de 30 calorias em meio litro de cerveja.
2 – Os carboidratos. A caloria da cerveja também está nos amidos residuais que consistem principalmente de cadeias de açúcar mais longas que não se quebraram totalmente e não são fermentáveis. Ou seja, aqueles açúcares que as leveduras não consomem, ficam na cerveja e são consumidos por nós. Aumentando sua caloria.
Como o álcool pode ser 2/3 da contagem de calorias em muitas cervejas, os estilos mais indicados para se obter uma cerveja light são aqueles que, normalmente, já têm baixo teor alcoólico como Pilsen, American Lager, Witbier, Berliner Weiss, Fruit Beer, Cream Ale, Session IPA, Dry Stout e outras.
Por que a cerveja com baixas calorias é mais aguada?
Normalmente, cervejas de baixa calorias são vistas como mais aguadas, com falta de corpo e de pouco sabor. A razão para isso é que para reduzir as calorias de uma cerveja é preciso reduzir o teor de álcool ou reduzir os carboidratos residuais. Os carboidratos fornecem corpo à cerveja, portanto cortá-los reduz o sabor e deixam a cerveja com o corpo mais leve.
Reduzir o conteúdo corporal e do álcool é basicamente o mesmo que diluir a cerveja. Na verdade, à medida que você diminui o álcool e o corpo da cerveja, também é necessário reduzir outras adições de sabor, como o lúpulo, para manter o equilíbrio adequado do sabor. Depois de reduzir o teor de álcool, o corpo e o amargor, você chega muito perto do mesmo efeito de diluir a cerveja. Ou seja, a cerveja se torna uma cerveja mais leve, mais aguadinha.
Como é feita cerveja de baixa caloria?
Existe um processo que usa tecnologia enzimática para degradação dos açúcares do amido.
A cerveja passa por um processo que utiliza enzimas que quebram os açúcares não fermentáveis – aqueles açúcares residuais que normalmente estão presentes em qualquer cerveja. Com isso, todo açúcar formado no processo de mostura é convertido em açúcares fermentáveis. Dessa forma, quem consome todo o açúcar é a levedura e não sobra nada no produto final.
Com isso, ao depararmos com cervejas de baixa caloria, cujos rótulos trazem o termo Light, Low Carb, Low Cal ou Carboidratos Reduzidos são, sim, verdadeiras.
Mas, não se esqueça: moderação é a palavra-chave. De nada adianta tomar cerveja light, se você a tomar em muita quantidade ou se os acompanhamentos forem comidas calóricas, frituras, fast food ou guloseimas cheias de açúcar.
E também, não adianta trocar a cerveja por outro tipo de bebida alcoólica. Como falei lá em cima, grande parte da caloria está no álcool. A maioria das bebidas contém maior teor alcoólico que a cerveja. Veja a tabela abaixo:
Foto Divulgação: Cris Perroni
Dica de Cervejas Light e Sem Glúten
As três melhores cervejas light para mim:
Vinil Workout: Session IPA low carb, 3,5% de teor alcoólico e 32 Kcal/100ml Bruder Alma Cevada: American Lager zero açúcar, zero carboidrato, teor alcoólico 4,3% e 32 kcal/100 ml Laut De Leve: Hop Lager zero carboidrato, teor alcóolico, 4,1% e 34 Kcal/100 ml
Mais dicas de cervejas light e low carb:
Albanos Life Lager: Hop Lager zero açúcar, zero carboidrato, teor alcoólico 4,6% e 34 kcal/100ml Brüder Baixa Gastronomia: American Lager zero açúcar, zero carboidrato, teor alcoólico 4,8% e 32 kcal/100 ml Verace Low Carb: American Light Lager zero açúcar, zero carboidrato, teor alcoólico 4,5% e 34 kcal/100 ml Uaimii Session Hop: Session IPA zero açúcar, zero carboidrato, teor alcoólico 3,1% e 28 kcal/100 ml Michelob Ultra: Ultra Light Lager, low carb, low calories , teor alcoólico 3,5% 79kcal/355 ml Noi Low Carb: Pilsen Puro Malte low carb, teor alcoólico 4% e 28 kcal/100 ml
Mais dicas de cervejas low carb e sem glúten:
Küd Jump: Hop Lager zero carboidratos, sem glúten, teor alcoólico 4% e 34 kcal/100 ml Krug Submissão: Session IPA sem glúten, baixas calorias e teor alcoólico 3,9% Küd God Save The Queen: English Pale Ale sem glúten e teor alcoólico 5,3% Amstel Ultra: Standard American Lager low carb, sem glúten, teor alcoólico 4%, 72 kcal/275 ml Stella Artois Sem Glúten: Standard American Lager, teor alcoólico 5% vol e 81kcal/200ml
Simultaneamente, 64 marcas de cerveja artesanal independente apresentam, hoje, 19 de janeiro, uma nova Catharina Sour para o seu público. É o maior lançamento simultâneo já realizado no país. A ação é realizada pelo Movimento Toda Cerveja, um grupo que reune marcas de cervejas para agitar o segmento das artesanais e exaltar a diversidade das criações brasileiras.
Créditos: Divulgação
A missão das cervejarias é apresentar ao público o estilo Catharina Sour, o primeiro estilo brasileiro consolidado pelo Beer Judge Certification Program (BJCP), o principal norteador de estilos de cerveja no mundo. Ou seja, a Catharina Sour é o primeiro estilo de cerveja brasileiro.
Segundo Daniel Jeffman, um dos organizadores do Movimento, a escolha pela Catharina Sour foi debatida entre as cervejarias participantes dessa ação. “Nós dicutimos isso entre o grupo e chegamos a esse estilo. Decidimos homenagear esse feito inédito para o mercado (a Catharina Sour se tornar um estilo oficial). E escolhemos uma época do ano que tem potencial para ser o grande consumo sazonal de Catharina Sour, já que ela é leve, refrescante e tem o apelo do uso das frutas”, afirma.
As cervejarias que estão fazendo parte desse lançamento coletivo estão localizadas em 46 cidades que ficam em 10 estados diferentes: Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Juntas, elas produzem mais de 1,6 milhões de litros ao mês. No final, eu cito todas!
A representante de Minas Gerais é a cervejaria Küd, de Nova Lima, que lançou a Innuendo, uma Catharina Sour com Abacaxi, com teor alcóolico de 6,5% e IBU 20.
A lista de frutas que as cervejarias participantes escolheram é extensa. Entre elas estão: abacaxi, acerola, amora, araçaúna, butiá, cacau, café, cajazinho, cupuaçu, framboesa, goiaba, graviola, jaca, jabuticaba, variedades de laranja e limão, mamão, manga, maracujá, mirtilo, morango, pêssego, pitaya, seriguela, tangerina, variedades de uva e uvaia. Especiarias e outros itens como casca de laranja, capim cidreira, matcha e tomilho também fazem parte das combinações. Criatividade não faltou!
Os lançamentos estão sendo realizados nos bares das próprias cervejarias e também em pontos de vendas parceiros. A identidade visual da ação é a mesma, para facilitar que os consumidores de diferentes estados identifiquem o estilo e se sintam convidados a provar.
O Estilo Catharina Sour
O estilo foi criado em 2016, em Santa Catarina, porém, só foi incluído definitivamente no mais importante guia de estilos do mundo no final de 2021. De acordo com o BJCP, a Catharina Sour é uma cerveja refrescante de trigo, ácida e com frutas que normalmente apresentam um perfil tropical. No aroma, a fruta é identificada de forma imediata e a coloração também muda de acordo com a variedade selecionada. Especiarias, ervas e vegetais podem complementar a receita.
Sobre o Movimento Toda Cerveja
Criado em agosto de 2021 por cervejarias independentes brasileiras, o Movimento Toda Cerveja tem como objetivo realizar ações colaborativas entre marcas de todo o país para a disseminação da cultura cervejeira.
A iniciativa foi de Daniel Jeffmann (da Fat Bull Beer), Janderson Martini (da Old Captain) e Vinícius Cordeiro (das marcas Veterana e Ruradélica).
A primeira ação realizada pelo Movimento Toda Cerveja foi o Bitter Day, em setembro de 2021.
Confira os estados e as cervejarias participantes dessa ação coletiva. Todas estão sendo apresentadas no @todacerveja.
Ceará Nery Brothers (Fortaleza)
Espírito Santo Mestra (Serra)
Goiás Templária (Catalão) Dona Lupulina (Goiânia)
Minas Gerais Küd (Nova Lima)
Mato Grosso Heresia (Cuiabá) Louvada (Cuiabá)
Paraná Ade Bier (Castro)
Rio de Janeiro Paranoide (Volta Redonda)
Rio Grande do Sul 4beer Cerveja e Cultura (Porto Alegre) Babel Cervejaria (Porto Alegre) Bierdron (Lajeado) Alcebier (Novo Hamburgo) Divisa (Santana do Livramento) Paralelo 30 (Eldorado do Sul) Ruizoca (Dom Pedrito) Traum (Nova Petrópolis) Danken (Vale Real) Diefen Bros (Porto Alegre). Donner Craft Brew (Caxias do Sul) Fat Bull Beer (Novo Hamburgo) FIL (Gravataí) Herzpille Cervejaria (Bom Princípio) La Birra (Caxias do Sul) Leoner Hof Craft Beer (Sapiranga) Marek Cervejaria (Charqueadas) Mater (Dois Irmãos) Nahualli (Farroupiliha) Nave (Pelotas) Polvo Loco (Porto Alegre) Proeza Beer (Santa Cruz do Sul) Rübebeer Cervejas Artesanais Ltda (Novo Hamburgo) Ruradélica Ales (Porto Alegre) Salva Craft Beer (Bom Retiro do Sul) Suricato (Porto Alegre) Titans Cervejas Especiais (Tapejara) Velho Ébrio (Pelotas) Veterana (Porto Alegre) Zagaia (Itaara) Baita Bier (Novo Hamburgo)
Santa Catarina Armada Cervejeira (São José) Balbúrdia Cervejaria (Blumenau) Biertal (Braço do Norte) Big jack Cervejaria (Orleans) Blend Bryggeri (Criciúma) Bruxa Cervejaria (São José) Alcatraz (Criciúma) Maestro (Jaraguá do Sul) Liffey Brew Pub (Palhoça)
São Paulo Bela Beer (Santana de Parnaíba) Beta Hops Brewing (Registro) Cervejaria 77 (São Paulo) Bragantina (Bragança Paulista) Karma (Osasco) Revoluta (São José do Rio Preto) Cervejaria Santista (Santos) Urbana (São Paulo) Gård Cervejaria (Campos do Jordão) Hops Craft Beer (Barueri) Miners Craft Beer Co. (São Paulo) Racing Beer (Barueri) Sonora (Paulínia) Sorocabana (Sorocaba) X Craft Beer (São Paulo)
Não é novidade que as mulheres estão cada vez mais inseridas no mundo da cerveja. Temos visto a presença delas em todos os espaços cervejeiros: nas fábricas durante a produção, como especialistas formadas e qualificadas falando sobre o assunto, atrás dos balcões vendendo e nas mesas dos bares, apreciando o líquido sagrado. Essa tendência de aumento das mulheres no meio cervejeiros foi comprovado no recente relatório divulgado pelo Consumer Insights, feito pela multinacional Kantar.
De acordo com a pesquisa, o terceiro trimestre de 2021 registrou o maior número de consumidores da cerveja desde o terceiro trimestre de 2019. Houve um aumento de 27% no consumo. E, segundo esses dados, o perfil que mais contribuiu para essa alta foi o composto por mulheres de 40 a 49 anos, pertencentes às classes A e B. Por outro lado, mesmo que tenha tido um aumento do público que consome cerveja, caiu a frequência com que as pessoas, no geral, bebem. A frequência caiu em 42% na comparação entre o terceiro trimestre de 2019 e 2021. Os homens que fazem parte da mesma faixa etária e classe social, citada anteriormente, foram os responsáveis pela queda na frequência do consumo.
O estudo também apontou que a alta do público que consome a bebida é consequência direta da flexibilização das regras de distanciamento da Covid-19 e da reabertura gradual do comércio. E que a consumação ocorre, principalmente, em dois momentos: locais públicos e casas de amigos e familiares.
Em locais públicos, a presença das mulheres, em geral, cresceu 6,7pp nos últimos 12 meses. Em setembro de 2020, essa participação era de 14,5%, 12 meses depois, foi para 21,2%. Nas casas de amigos e familiares, por sua vez, o consumo cresceu 4pp, atingindo 18,3%, segundo Hudson Romano, gerente sênior de consumo fora do lar da Kantar.
Ainda é importante ressaltar que a preferência por cerveja cresceu, principalmente, em momentos de happy hours e aos fins de semana. Neste contexto, o aumento foi de 10pp, chegando a 45% das preferências.
Lembrando que, não significa que as mulheres estão bebendo mais que os homens, mesmo porque fazer uma disputa dessa não é nada saudável. A pesquisa aponta apenas que mais mulheres passaram a consumir cerveja. E digo mais, esses números podem ter aumentado pelo fato de mais mulheres passarem a confirmar que tomam cerveja. Falo isso porque, há alguns anos, devido ao preconceito, muitas mulheres não bebiam ou não falavam que bebiam cerveja.
Como eu sempre digo, quanto mais mulheres estiverem no mercado e nas mesas de bares, falando sobre o assunto, bebendo cerveja com moderação e mostrando que mulher pode e entende de cerveja, outras se sentirão à vontade para entrar nesse mundo caso ainda não esteja ou, se já estiver, não ter receio de falar que é adepta à umas cervejinhas!
Alguém ainda tem dúvida que mulher combina com cerveja.
Desde o dia 11 de dezembro, todas as cervejas lançadas passaram a ter que atualizar seus rótulos. Isso, devido à Instrução Normativa nº 65/2019, que estabeleceu o novo padrão de identidade e qualidade (PIQ) da cerveja. A referida instrução normativa está em vigor desde 2019 e as cervejarias tiveram 2 anos para adequarem os seus rótulos às novas regras (o prazo foi estendido em 365 dias em virtude da pandemia).
A norma traz as classificações e as denominações do produto, determina os ingredientes permitidos e proibidos e estabelece padrões de rotulagem para a cerveja. Com isso, as informações nos rótulos das cervejas passaram a ficar mais claras para o consumidor e mais simples para as cervejarias.
O que mudou?
– Somente podem ser classificadas como “Cerveja sem álcool” ou “Cerveja desalcoolizada”, aquelas com conteúdo alcoólico inferior ou igual a 0,5%;
– Cervejas cujo teor alcoólico esteja entre 0,5% e 2% devem usar a classificação: “Cerveja com teor alcoólico reduzido” ou “Cerveja com baixo teor alcoólico”;
– Na rotulagem da cerveja sem álcool somente é permitido o uso da expressão “zero álcool”, “zero % álcool”, “0,0%”, ou similares, no produto que contiver até 0,05% v/v de álcool residual;
– Cerveja que substitui totalmente o lúpulo por ervas deve ser chamada de “Cerveja Gruit”;
– Passou a ser permitida a inclusão de matérias-primas de origem animal (ex. leite, mel) e outros ingredientes de origem vegetal (ex. cogumelos) na cerveja. Com isso, cervejas como a Appia da Colorado, que tem adição de mel, pode ser chamada de cerveja. Antes não podia, por isso ela era chamada de Bebida Mista;
– A quantidade de malte que deve estar presente na cerveja não foi alterada, que deve ser de, pelo menos, 55% do extrato primitivo da bebida. O que muda é que eventual uso de outros ingredientes deverá ficar explícito na rotulagem. Ou seja, se a cervejaria, além do malte, usar milho, arroz, deve explicitar no rótulo. “No caso da utilização de adjuntos cervejeiros, a lista de ingredientes deve apresentar a denominação real do vegetal que lhe deu origem, qual seja, arroz, trigo, milho, aveia, triticale, centeio, sorgo, dentre outros, vedado o uso de expressões genéricas tais como “carboidratos”, “cereais”, “cereais não-malteados”. Ou seja, acabou aquele negócio de “cereais não maltados”.
– A denominação “Cerveja sem glúten” só poderá ser usada em cerveja elaborada com cereais não fornecedores de glúten, ou que contenha teor de glúten abaixo do estabelecido em regulamento técnico específico;
– Cerveja que passe por outra fermentação, seja na garrafa, em tanques, ou em ambos, deve usar a definição “Cerveja de múltipla fermentação”;
– A expressão “Cerveja light” é permitida apenas para a cerveja cujo valor energético apresente teor máximo de 35 kcal/100 mL.
– A expressão “chopp” ou “chope” é permitida apenas para a cerveja que não seja submetida a processo de pasteurização, tampouco a outros tratamentos térmicos similares ou equivalentes.
– A expressão “cerveja Malzbier” é permitida apenas para a cerveja adicionada de açúcares de origem vegetal exclusivamente para conferir sabor doce.
– O malte de cevada pode ser substituído, na elaboração de cervejas, pelo extrato de malte. O extrato de malte é o produto seco ou de consistência xaroposa ou pastosa, obtido exclusivamente do malte. Ou seja, não vai interferir na qualidade da cerveja caso você leia “extrato de malte”.
– Denominação das cervejas:
-Chama “cerveja”, quando elaborada a partir de um mosto cujo extrato primitivo contém no mínimo 55% em peso de cevada malteada e no máximo 45% de adjuntos cervejeiros;
– “cerveja 100% malte” ou “cerveja puro malte” quando só tiver cevada malteada na composição;
– “cerveja 100% malte de (nome do cereal malteado)” ou “cerveja puro malte de (nome do cereal malteado)”, quando elaborada a partir de um mosto cujo extrato primitivo provém exclusivamente de outro cereal malteado;
– “cerveja de (nome do cereal ou dos cereais majoritário(s), malteado(s) ou não)”, quando elaborada a partir de um mosto cujo extrato primitivo provém majoritariamente de adjuntos cervejeiros.