Já está em vigor o novo PIQ da cerveja

Desde o dia 11 de dezembro, todas as cervejas lançadas passaram a ter que atualizar seus rótulos. Isso, devido à Instrução Normativa nº 65/2019, que estabeleceu o novo padrão de identidade e qualidade (PIQ) da cerveja. A referida instrução normativa está em vigor desde 2019 e as cervejarias tiveram 2 anos para adequarem os seus rótulos às novas regras (o prazo foi estendido em 365 dias em virtude da pandemia).

A norma traz as classificações e as denominações do produto, determina os ingredientes permitidos e proibidos e estabelece padrões de rotulagem para a cerveja.  Com isso, as informações nos rótulos das cervejas passaram a ficar mais claras para o consumidor e mais simples para as cervejarias.

O que mudou?

– Somente podem ser classificadas como “Cerveja sem álcool” ou “Cerveja desalcoolizada”, aquelas com conteúdo alcoólico inferior ou igual a 0,5%;

– Cervejas cujo teor alcoólico esteja entre 0,5% e 2% devem usar a classificação: “Cerveja com teor alcoólico reduzido” ou “Cerveja com baixo teor alcoólico”;

– Na rotulagem da cerveja sem álcool somente é permitido o uso da expressão “zero álcool”, “zero % álcool”, “0,0%”, ou similares, no produto que contiver até 0,05% v/v de álcool residual;

– Cerveja que substitui totalmente o lúpulo por ervas deve ser chamada de “Cerveja Gruit”;

– Passou a ser permitida a inclusão de matérias-primas de origem animal (ex. leite, mel) e outros ingredientes de origem vegetal (ex. cogumelos) na cerveja. Com isso, cervejas como a Appia da Colorado, que tem adição de mel, pode ser chamada de cerveja. Antes não podia, por isso ela era chamada de Bebida Mista;

– A quantidade de malte que deve estar presente na cerveja não foi alterada, que deve ser de, pelo menos, 55% do extrato primitivo da bebida. O que muda é que eventual uso de outros ingredientes deverá ficar explícito na rotulagem. Ou seja, se a cervejaria, além do malte, usar milho, arroz, deve explicitar no rótulo.  “No caso da utilização de adjuntos cervejeiros, a lista de ingredientes deve apresentar a denominação real do vegetal que lhe deu origem, qual seja, arroz, trigo, milho, aveia, triticale, centeio, sorgo, dentre outros, vedado o uso de expressões genéricas tais como “carboidratos”, “cereais”, “cereais não-malteados”. Ou seja, acabou aquele negócio de “cereais não maltados”.

– A denominação “Cerveja sem glúten” só poderá ser usada em cerveja elaborada com cereais não fornecedores de glúten, ou que contenha teor de glúten abaixo do estabelecido em regulamento técnico específico;

– Cerveja que passe por outra fermentação, seja na garrafa, em tanques, ou em ambos, deve usar a definição “Cerveja de múltipla fermentação”;

– A expressão “Cerveja light” é permitida apenas para a cerveja cujo valor energético apresente teor máximo de 35 kcal/100 mL.

– A expressão “chopp” ou “chope” é permitida apenas para a cerveja que não seja submetida a processo de pasteurização, tampouco a outros tratamentos térmicos similares ou equivalentes.

– A expressão “cerveja Malzbier” é permitida apenas para a cerveja adicionada de açúcares de origem vegetal exclusivamente para conferir sabor doce.

– O malte de cevada pode ser substituído, na elaboração de cervejas, pelo extrato de malte. O extrato de malte é o produto seco ou de consistência xaroposa ou pastosa, obtido exclusivamente do malte. Ou seja, não vai interferir na qualidade da cerveja caso você leia “extrato de malte”.

 – Denominação das cervejas:

-Chama “cerveja”, quando elaborada a partir de um mosto cujo extrato primitivo contém no mínimo 55% em peso de cevada malteada e no máximo 45% de adjuntos cervejeiros;

– “cerveja 100% malte” ou “cerveja puro malte” quando só tiver cevada malteada na composição;

– “cerveja 100% malte de (nome do cereal malteado)” ou “cerveja puro malte de (nome do cereal malteado)”, quando elaborada a partir de um mosto cujo extrato primitivo provém exclusivamente de outro cereal malteado;

– “cerveja de (nome do cereal ou dos cereais majoritário(s), malteado(s) ou não)”, quando elaborada a partir de um mosto cujo extrato primitivo provém majoritariamente de adjuntos cervejeiros.

E aí? Gostou da novidade?

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