#TBT: Herzogliches

O #tbt de hoje é com a Tegernseer Hell, uma Munich Helles fabricada pela Cervejaria Herzogliches Bräustüberl Tegernsee – Alemanha.  Com o teor alcoólico a 4.8% , é uma cerveja bem leve, com o sabor bastante suave. O malte aparece um pouco discreto e sente-se o lúpulo no final dando um sabor amargo bem fraquinho. Para quem gosta de cervejas mais leves, está aí a dica. Porém, ela só é encontrada nas redondezas de Munique.

A Herzogliches é uma cervejaria que surgiu em Tegernsee, em 1050, no distrito de Miesbach, localizado na Alta Baviera -Alemanha. A cervejaria está localizada na parte norte do antigo mosteiro Tegernsee e é de propriedade da duquesa Maria Anna da Baviera, a filha mais nova de Duke Max da Baviera.

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Produzem diversas cervejas além da Helles: Tegernseer Spezial; Tegernseer Leicht; Tegernseer Dunkel Export; Radler; Russ`n; Original Schneider Weisse.

Essa, nós tomamos numa praça central de Munique em frente à estação de Metrô. Descansando do bate perna que contarei a seguir.

Ouro Preto e suas riquezas acompanhadas de muitas cervejas artesanais

Gosta de bater perna e conhecer muitos pontos turístico?

Ouro Preto é o lugar certo. É a cidade histórica mineira que mais tem lugares para se conhecer. Em cada esquina é um aprendizado. Então, se planeje, prepare-se e se perca na cidade.

Quantos dias ficar: Para conseguir visitar tudo, eu diria que três dias é o ideal. Mas, caso você tenha menos tempo, como eu fui (fiquei por 2 dias), foque nos principais que não vai se arrepender.

A antiga capital do estado é riquíssima em história, com isso, atrai muitos turistas. Então, prepare-se, em qualquer ponto turístico que for vai ter muitos turistas curiosos como você querendo saber de tudo e tirar foto de tudo. A cidade é mega movimentada, muito carro, muita gente, afinal, além de turística, Ouro Preto também é uma cidade universitária.

Então, prepare uma roupa bem leve e o TÊNIS, pois os morros da cidade são bem caprichado e mata qualquer atleta de plantão. E, se está pensando em rodar de carro, sem chance, não é fácil achar lugar para parar em todos os locais. Então, deixe o carro em um lugar central e fé na sua canela. Bora!

Espera ai! Antes, não posso deixar de falar que, no caminho para Ouro Preto já tem uma parada obrigatória. O Museu Jeca Tatu, que fica na estrada, em Itabirito. É um museu de quinquilharia. Tem tudo que imagina, desde latinha antiga de cerveja à máquina de escrever.

Museu Jeca Tatu

Além da atração cultural, conta também com uma lanchonete com o famoso pastel de angu, em vários sabores, e um delicioso cafezinho mineiro. Não deixe de comer o pastel. É delicioso.

Ainda tem uma área externa coberta, onde podem ser realizados eventos e um cinema (que foi reformado pelo Luciano Huck, através do quadro Quinquilharia, do Caldeirão do Huck). Além disso, na porta do museu, fica uma Jardineira Biblioteca, o monumento do Cristo Redentor, entre muitas curiosidades. As placas na estrada indicam o Pastel de Angu.

Voltando para Ouro Preto… seus conjuntos arquitetônicos do estilo barroco bem preservados é de ficar paralisado. Não à toa, foi a primeira cidade declarada como Patrimônio Cultural da Humanidade em 1980, pela UNESCO.

O que fazer:

– Praça Tiradentes. Comece por ela, já que, aqui, concentram restaurantes, cafés e alguns pontos turísticos de Ouro Preto. Também há diversos guias se oferecendo para fazer os passeios. Eu fiz o meu próprio roteiro, então não precisei de nenhum guia.

Praça Tiradentes

No centro da praça, fica o monumento a Tiradentes, instalado em 1894. Trata-se de uma homenagem ao sacrifício do alferes na Inconfidência Mineira.

Ali, também fica o Museu da Inconfidência, antiga sede da Casa da Câmara e a Cadeia de Vila Rica. No museu, encontra diversos artigos referentes à Inconfidência Mineira, importante movimento para Minas Gerais e o Brasil.

Observação: Todos os pontos turísticos (museus, igrejas) cobram para entrar. Mas, o valor é bem simbólico.

– Igreja Nossa Senhora do Carmo. Fica atrás do museu. É uma das obras do arquiteto Aleijadinho. Anexo ao terreno, fica o Museu do Oratório, que expõe grande variedade de peças religiosas.

– Feira do Largo de Coimbra. Descendo, próximo à praça e em frente para a Igreja de São Francisco de Assis, está essa famosa feirinha. Por lá, você encontrará grande variedade de peças de artesanato local, especialmente em pedra sabão.

– Igreja de São Francisco de Assis. Uma das obras mais importantes de Aleijadinho, essa Igreja está entre as mais visitadas de Ouro Preto e é um grande símbolo do barroco e rococó mineiro. Além de Aleijadinho, a Igreja conta também com trabalhos de Mestre Ataíde. Não entrei. Mas, dizem que é linda. Já estava cansada, tanto que, aqui, encerrei meus passeios desse dia (começamos as visitas à tarde).

– Mina do Chico Rei. Começamos a manhã nessa Mina. Tem algumas Minas em Ouro Preto. Como as visitas são muito semelhantes, escolhi ir nessa. A visita é guiada por uma escavação subterrânea onde o personagem real conhecido como Chico Rei, trazido do Congo como escravo trabalhou explorando-a até comprar sua carta de alforria e, depois, comprou a própria mina, durante o ciclo do ouro no Brasil Colonial.

Durante a visita, é contada muita história daquela época. Muito interessante. Só não indico para quem tem fobia de lugar fechado. Chega uma parte que é bem estreita e dá uma agonia.

Aqui, eu falei sobre a Mina Jeje.

– Casa do Aleijadinho. Perto da Mina Chico Rei, fica uma casa escrito “Casa do Aleijadinho”. É uma casa feita em pau a pique bem antiga, que está quase toda preservada na originalidade. A certeza que se tem até hoje é que o sobrado serviu de moradia aos pais do artista. Não existe nada que comprove que ele nasceu ou viveu ali.

Não tem muito atrativo, mas, destaco a cachaça que vendem lá: a Cachaça Safra Barroca. A melhor cachaça que já tomei na minha vida. Tem fama internacional. É uma cachaça com sabor, vendida em diversas garrafas, inclusive de pedra. Pode experimentar, é servida geladinha, muito boa. Trouxemos uma garrafinha de 330ml, pois é bem cara! Mas, compensa.

– Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar. Muito grande. Erguida no início dos anos 1700, é uma das mais luxuosas da cidade. A ornamentação da igreja leva mais de 400 kg de ouro e 400 kg de prata, fora as centenas de anjos esculpidos. Ao entrar, o ouro já reluz! Estima-se que a igreja esteja entre as que mais receberam ouro em sua decoração em Minas Gerais e no Brasil.

– Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Escravos adeptos ao catolicismo construíram essa igreja no final dos anos 1700 e inícios dos 1800. Por isso, também é conhecida como Rosário dos Pretos. O destaque dela é pela fachada que é curva.

Igreja Nossa Senhora do Rosário

Onde beber: À noite, a cidade acalma. Os bares ficam espalhados entre o centro e os bairros. Claro que só escolhi lugar com cerveja artesanal e já falei sobre esses lugares aqui na minha coluna “Onde Beber Artesanal”. Detalhe que você encontra a Ouropretana por toda cidade, em vários bares, lojas e restaurantes. Então é super fácil achá-la.

Vamos para as minhas dicas.

– Armazém Rural: Está na Praça Tiradentes? O armazém é parada obrigatória. Lá você encontra oito torneiras de chope da Cervejaria Ouropretana para pegar e apreciar o vai-vem dos turistas. Além disso, lá tem um espaço com lembranças da cidade. Clique aqui para ler mais sobre o Armazém Rural.

Bar da Ouropretana: É um bar com um espaço aconchegante e confortável. Além de muitos tira-gostos gostosos a casa conta com diversos estilos de cerveja própria e algumas convidadas. E agora eles também estão com gin próprio. Eu já falei tudo sobre o Bar da Ouropretana aqui.

– Galpão 89: O local é pequeno mas bem gostoso. Um pouquinho longe do burburinho do centro histórico, a casa conta com diversos chopes artesanais locais e opções de petiscos. Quer sentar na parte interna, chegue cedo. Com preços mais acessíveis. Clique aqui que eu contei mais detalhes sobre o bar.

– Latitude 20º: Outro bar com cerveja artesanal própria é o Latitude 20º. É um bar supersimples, com petiscos gostosos, caseiros, e várias biqueiras com cerveja própria e convidadas. Fora a vista que é maravilhosa. Também já falei da Latitude 20 aqui. FECHADO PERMANENTE

– RePUBlica Cervejeira: Esse eu entrei bem rápido porque já estávamos cansados. Tomei uma cerveja só mas adorei o lugar. Foi inaugurado em fevereiro de 2020. É a primeira tap house multimarcas e steak bar da cidade. São 30 torneiras com chopes nacionais, principalmente, mineiros. Além de chopes e cervejas de garrafa, eles oferecem boa gastronomia e música de qualidade. Os valores variam de R$11 a R$30 (300ml e 500ml).

– Tenente Pimenta Rock Bar – O pub parece pequeno, mas, ao entrar, você percebe que é bem grande. Tem uma parte fechada e uma parte aberta. A casa conta com cervejas artesanais e petiscos variados também. Clique aqui que conto com mais detalhes!

As cervejas artesanais locais: Ouropretana, Latitude 20º, Thoruna Beer, Fuzessy Bier e Cervejaria Acadêmica.

Para almoçar:

– Bar da Nida: Antes de mais nada, só vai se reservar. Entra lá no insta deles @bardanida. Um bar com diversos ambientes, no alto da serra. Cheio de cores, flores, sons, vida e muita alegria. Possui ambiente rústico e aconchegante, com música ao vivo aos finais de semana, e várias opções de petiscos, pratos e bebidas.

– O Passo Pizza Jazz. A comida aqui é maravilhosa. Quer conhecer a culinária mineira, vai com fé. Mas, é bem salgadinho os preços dos pratos. As imagens falam mais que qualquer palavra.

Passo Pizza Jazz

Espero que tenha gostado de mais essas dicas de tudo o que fazer em mais um interior mineiro.

São João del-Rei uma cidade histórica invadida pela urbanização e cervejas artesanais

Hoje, nós vamos passear por uma cidade histórica bipolar. Ao mesmo tempo que ela mantém seus traços coloniais, com muita história para contar, ela também tem a agitação de uma cidade urbanizada. Das cidades históricas que eu fui, é a maior. Aliás, a cidade natal do ex-presidente que nem chegou a tomar posse, Tancredo Neves, é a maior cidade setecentista do estado de Minas Gerais.

São João del-Rei

Apesar de ser grande, a parte histórica, turística é pequena. Em uma manhã eu visitei tudo.

Quantos dias ficar: Um dia é o suficiente para você conhecer tudo e ainda curtir a noite. Mas, eu ficaria dois. Um dia para ficar por conta do passeio e o outro para ficar de bobeira e tomar umas pela cidade.

Algumas pessoas optam por ficar em Tiradentes (veja sobre Tiradentes aqui) e ir em São João e voltar no mesmo dia. Eu não faria isso. Muito corrido. Se for andar de Maria Fumaça, aí são 2 dias mesmo.

O que fazer: Como eu fiquei próximo à Igreja São Francisco de Assis, comecei meu passeio por lá. Bora para o roteiro:

– Igreja São Francisco de Assis é o ponto turístico mais famoso da cidade. O entorno da Igreja é lindo, cercado de palmeiras imperiais, em um jardim projetado pelo paisagista Burle Marx. Ao entrar, você vê uma riqueza de detalhes. Tem altares dourados (feitos por Aleijadinho), tudo muito lindo.

Igreja São Francisco de Assis

O túmulo do ex-presidente Tancredo Neves fica no cemitério nos fundos da Igreja

– Memorial Tancredo Neves fica em frente à Igreja. Como já disse, Tancredo Neves morreu dias antes de assumir a presidência da República no Brasil, porém, teve muita história antes, suficiente para ter um memorial em que sua história confunde com a história política do Brasil. Para quem gosta, é superinteressante.

Tem muitos painéis, vídeos, áudios, objetos pessoais. Eu queria ler tudo, ver tudo. Mas, é muita coisa. Vale a pena.

– Ponte da Cadeia. Para atravessar para o Centro Histórico, você passa por essa ponte. É um aponte formada por três arcos e tem uma cruz em pedra no meio do arco central. Ela fica próxima à atual sede da Prefeitura Municipal. Foi construída em 1797, depois que a antiga obra, feita de madeira, ruiu durante a passagem de uma procissão.

Ponte da Cadeia
Vista da Ponte

O seu nome se originou após a transferência da cadeia da cidade para o subsolo da Casa da Câmara, hoje prefeitura.

Prefeitura

Atravessou já começa o tumulto do centro, muita gente e carro passando. Aqui, é bem movimentado. Você só lembra que está em uma cidade histórica por causa da arquitetura.

– Solar dos Neves. É uma casa colonial colorida, com flores e plantas na sacada, onde morou a família de Tancredo Neves. Foi construída no século XIX e não está aberta para visitação.

– Igreja Nossa Senhora do Carmo. Fica em frente ao solar. Simples, porém, bonita por fora. Não estava aberta para visitação.

– Rua das Casas Tortas. Atrás dessa Igreja fica a rua Santo Antônio famosa por suas casas tortas. É uma ruazinha estreita com casas centenárias de arquitetura colonial que rende belas fotos. Algumas edificações instaladas em seu percurso merecem destaque como a Capela de Santo Antônio.

– Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar. A construção da capela da padroeira da cidade foi iniciada por volta de 1721. Não entrei pra render o tempo porque é muita igreja.

– Igreja Nossa Senhora do Carmo. Ela fica no final de uma rua bem estreita, com isso, é até difícil de tirar foto dela toda. Fiz uns malabarismos e saiu. Não entrei porque estava fechada. Mas, parece ser uma igreja bem grande.

De lá, fomos andando pelas ruas de São João a dentro. Aí já volta para a cidade de interior. Com sossego, silêncio e pássaros cantando. Praças arborizadas e ruas de pedras.

– Igreja Nossa Senhora das Mercês é mais afastada, mas fomos só para andar mais pela cidade. Tem uma grande escadaria na porta e uma bela vista lá de cima.

De lá fomos para o Museu da Estação.

– Museu da Estação. O acervo reúne relíquias da Estrada de Ferro Oeste de Minas, incluindo sua primeira locomotiva, de 1880, além de diversos objetos de antigas estações, como relógios, telefones, máquinas de calcular, sinalização e objetos para manutenção dos trilhos. Ele fica dentro da estação ferroviária.

– Passeio de Maria Fumaça. Optamos por fazer o passeio bate-volta São João – Tiradentes – São João. Por mais que a volta seja um pouco chatinha, já que vimos tudo na ida. Mas, achamos melhor assim, já que o carro estava em São João e de lá iriamos para Tiradentes.

Passeio de Maria Fumaça

A viagem é feita em um trem a vapor estilo “Maria Fumaça” e demora cerca de 50 minutos (para ida e volta –  2 horas). São 12km percorridos na Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), inaugurada em 1881 por Dom Pedro II.

O passeio passa por outras cidadezinhas. Por lugares desertos com casinhas no meio do nada, vacas, cavalos. Bem coisa de interior mesmo. É bacana o passeio.

Para beber: À noite, a cidade acalma. Os bares ficam espalhados entre o centro e os bairros. Eu indico o brewpub da cervejaria Ovelha Negra do qual eu já falei aqui. E a Taberna d’Omar que também tem cerveja artesanal local.

Brewpub Ovelha Negra
Taberna d’Omar

As cervejas artesanais locais: Ovelha Negra, Libertates e Barock Cervejaria.

Onde comer: Restaurante Dedo de Moça, onde tem uma comida mineira deliciosa, farta de lamber os beiços. Também vende cerveja artesanal e Heineken.

Espero que tenham gostado dessas dicas!

Diamantina e seu becos cheios de história e cerveja local

É de história e cultura, acompanhada de tranquilidade e cerveja boa? Vem comigo que, hoje, vamos andar por uma das cidades mais gostosas e completas de Minas (pra mim). Tá bom, eu sou suspeita pra falar, porque fujo muito para lá (é a cidade do marido), mas é boa mesmo!

Serra do Espinhaço

Diamantina tem opção para todos os gostos: Passeios pelas ruas, se perdendo nos becos e admirando os casarões coloniais, pontos turísticos importantes para a história do Brasil; igrejas e museus;  butecos funcionando o dia inteiro; cachoeiras e natureza para relaxar e os povoados ao seu redor também são uma delícia.

Rua Direita

Além dos pontos turísticos, durante o ano, acontecem festivais gastronômicos, de cerveja e vinho, tem a feirinha do Mercado às sextas à noite; o Mercado bombando sábado de manhã e a famosa Vesperata nos finais de semana (calma, falarei sobre tudo).

Quantos dias ficar: Três dias. Apesar de ter muita opção para fazer, se você não tem muito tempo, três dias é o tempo suficiente para conhecer o principal. Mas, se quiser curtir a natureza além da cidade, pode incluir mais dias ai.

No centro histórico, tudo é muito pertinho, então dá para conhecer todos os pontos em uma manhã!

Antes de começar a dica, nunca é demais falar: Roupas leves e calçados confortável. Além de alguns morros, o Centro é todo de pedras irregulares, difícil de andar, tombado desde 1938 pelo patrimônio nacional. Sim, em 1938, o conjunto arquitetônico do centro histórico da cidade foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e, em 1999, foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial. Por isso, tudo tem que ser conservado. Nenhuma mudança de característica pode ser feita na região.

De manhã, a cidade bomba. É carro transitando, gente passando. Não tem sossego. Comercio todo cheio. Lugar para estacionar? Esquece, vai pra rua a pé. Mas, quando o sol cai, a cidade fica mais tranquila, mas mesmo assim, os bares e restaurantes estão sempre cheios de turistas, moradores e estudantes. Tem gente na rua o tempo todo. Apesar de ser uma cidade tranquila, não é pacata como Tiradentes, clique ai para ver mais sobre Tiradentes.

O que fazer: No Centro Histórico ficam algumas das igrejas da cidade. As principais igrejas para visitação são a Igreja Nossa Senhora do Carmo, a Igreja de São Francisco de Assis, Capela Imperial de Nossa Senhora do Amparo e a Catedral Metropolitana de Diamantina. Elas não são tão ricas por dentro como as de Ouro Preto, mas as fachadas são lindas e bem conservadas.

Museus: Museu do Diamante (conta como foi a descoberta dos diamantes); Casa da Chica da Silva (A casa onde morou Chica da Silva, uma figura histórica para Diamantina, traz muita história da escravidão); A Casa da Glória/Passadiço (é um dos principais pontos turísticos da cidade. Sua arquitetura chama atenção pelos dois casarões interligados por um passadiço de madeira). Casa JK (casa onde o ex-presidente do Brasil Juscelino Kubitschek viveu durante a infância e adolescência em Diamantina hoje abriga um pequeno museu).

O Mercado Velho é um rancho de tropeiros, erguido em 1835, que foi restaurado em 1997 e desde então abriga o Mercado Municipal e merece uma sessão só para ele.

Nas sextas à noite, acontece o “Sexta Nossa”. Uma noite super gostosa, com música ao vivo e diversas barraquinhas com comidas típicas, cerveja, vinho, cachaça e artesanato local.

No sábado de manhã, chegue cedo! O Mercado lota. Além da feira de alimentos e de artesanato, também rola música ao vivo e o que eu mais amo: Muitaaaa cerveja artesanal local presente. Antes, não tinha isso. Eu precisava levar minha cerveja no cooler. Agora, com a invasão das artesanais, eu fico perdida. Estão todas lá sempre: Cervejaria Capistrana, Cerveja Diamantina e Cervejaria Emmerich. De vez em quando: Cervejaria Mil Oitavas e Cervejaria Guinda.

Além disso, é na praça do mercado que acontece diversos eventos da cidade, como o Carnaval. Ah, o carnaval de Diamantina. Quem nunca foi, vai! Mas esse é assunto para outro dia.

Outro ponto que eu não poderia deixar de citar aqui é a rua da Quintanda e os becos que cortam ela. Os bares da cidade ficam todos ali. De tarde ou de noite, é só escolher uma mesa, tentar equilibrar a cadeira nas pedras, rezar para que ninguém esbarre e derrube sua cerveja e relaxe. Nesse em torno tem música ao vivo, bares e restaurantes e é onde acontece a famosa Vesperata.

Vesperata: É um show de Diamantina à parte! Com um repertório repleto de música boa e com diferentes estilos, a Vesperata é reconhecida como Patrimônio Cultural de Minas Gerais. Ela é conhecida como “serenata ao contrário”. Pois, os músicos se posicionam nas sacadas dos casarões da rua da Quitanda e tocam para o público que fica na rua ao redor do maestro. O maestro rege a banda do chão da rua, em cima de um palco pequeno.

Nos dias apresentações, até acabar, a rua fica fechada para pedestres, pois, os bares lotam a rua de mesas e é cobrado ingresso para sentar e assistir à apresentação. Quem não quer pagar, pode ficar em pé, nas calçadas. É de arrepiar. No final, a empolgação é tanta, que todos já estão em pé dançando e cantando com a banda mirim e da Policia Militar. Não é todo sábado que acontece a Vesperata. Tem que entrar no site da prefeitura para ver as datas que são divulgadas no ano anterior (diamantina.mg.gov.br).

Além de tudo isso, Diamantina também tem seus atrativos naturais como a Gruta do Salitre e diversas cachoeiras, as mais famosas são as cachoeiras dos Cristais e a Sentinela que ficam no Parque Estadual do Biribiri.

No Parque, também fica a A Vila Biribiri, uma pequena comunidade remanescente do final do século XIX, quando era uma grande fábrica da indústria têxtil. Com o fechamento da fábrica, a vila foi abandonada, porém alguns moradores permaneceram. Hoje, tombada pelo Iphan, a vila conta com poucos moradores, o que a torna ainda mais pacata e diferente.

Com todas as casas pintadas de azul e branco, a vila é bem simples, tem 30 casas, um restaurante (com cerveja artesanal local), uma cafeteria, uma pousada, uma praça e uma igreja. Ideal para passar uma tarde no sossego. Para crianças, é ótimo porque tem uma grande área verde e um espaço kids do restaurante.

Vila Biribiri

Veja o post sobre a Vila.

Onde beber

Buteco é o que mais tem em Diamantina. Mas, o foco aqui é onde beber ARTESANAL.

– Catedral Pub: A Catedral Pub fica localizada na Rua Direita, já falei sobre ele aqui.

– Cerveja Arte Tijucana: Também já falei dele aqui. É outro espaço com música ao vivo, cerveja artesanal da própria cervejaria e outras mineiras. Além da comida boa! Chegue cedo!

– Taberna 85: Pequeno, mas aconchegante. Ainda não consegui fazer um review deles, mas, já adianto, tem cerveja boa. Fica na rua principal dos botecos (rua da Quitanda). Além de cerveja artesanal local e comida, lá você encontra diversos produtos artesanais mineiro: Queijos, Doces, Vinhos, Cervejas, Cafés, Charcuteria etc.

– Cervejaria Relíquia, fica na Rua do Tijuco, 57. Por lá você encontra diversos chopes artesanais próprios e de algumas cervejarias parceiras. Os pratos são bem típicos mineiros, em pequenas porções, tudo muito gostoso. Falei sobre ela aqui: Post e Reels

– Grupiara Gastropub: Fui uma vez e não gostei do atendimento. Caso queira conhecer, o local fica na rua Beco da Tecla, 39.

Praça do Mercado Velho sábado de dia (que vai até umas 14h). Chegue cedo! Além de muita cerveja artesanal, que eu já citei, não deixe de conhecer as cachaças e licores da A Seresteira (infelizmente, essa, não acha mais). Dá vontade experimentar todos os sabores. E, se você for no mercado e não comer o famoso Pastel da Chiquinha (ela passa vendendo), você não foi em Diamantina!

Cachaças com sabor de A Seresteira

Se deixar, eu fico escrevendo sobre Diamantina o dia inteiro. Gostou das dicas? Quer mais dicas? Entra no meu Instagram e me chama no Direct. Será um prazer te dar mais dicas sobre essa cidade que já é minha 3ª cidade adotiva!

Tiradentes: Desacelere com cerveja mineira

A dica que vou dar hoje é para você que quer descansar e desacelerar da correria do dia a dia.

Tiradentes é uma cidade histórica típica do interior mineiro. Por lá, parece que tudo é mais devagar, o tempo passa com calma, que tranquilidade!

Largo das Forras

A cidade fica a 190 quilômetros de Belo Horizonte e é conhecida pelas igrejas do século 18, museus, antiquários, além de uma ótima gastronomia. A cidade é tombada pelo patrimônio histórico, mostrando que ali tem muita história para contar.

Quantos dias ficar: Três dias e duas noites são o suficiente para conhecer todos os pontos turísticos da cidade, que não são muitos.

O que fazer: Comece pelo Largo das Forras, que é a praça principal da cidade. De lá, você consegue chegar em todos os pontos turísticos. Ande pelas ruas conservadas de muitos séculos e observe o charme da arquitetura dos antigos casarões.  Ah, vá de tênis e roupa leve, porque tudo é feito a pé.

Esse foi o meu roteiro:

– Largo das Forras;

–  Museu Casa de Padre Toledo, onde morou Tiradentes e que foi usada como ponto de encontro da revolução colonial. O Museu conta muita história. Em frente ao Museu fica uma estátua de Tiradentes e ao lado está a Capela de São João Evangelista (que estava fechada).

– Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Menos suntuosa e conservada do que a Matriz, merece ser visitada pelo seu valor histórico. Era o lugar de culto dos negros escravizados, impedidos de frequentar outras igrejas.

– Matriz de Santo Antônio.  O mais conhecido cartão-postal de Tiradentes. Foi construída no início do século 18, durante a época da corrida do ouro, quando Tiradentes ainda atendia pelo nome de Vila de São José do Rio das Mortes. Décadas mais tarde, a igreja ganhou uma nova fachada, projetada por Aleijadinho. Não pode tirar foto de dentro da igreja, que é a mais rica em ouro de Minas Gerais, a segunda do Brasil.

– Ao lado fica o Museu da Liturgia, um museu moderno que fala de rituais e tradições católicas. Não entramos.

– Chafariz de São José. Com três saídas de água, ele não estava funcionando. Por anos, essa foi a principal fonte de água da cidade, para pessoas e animais. O lugar tem muita mata ao redor, mas achei bem descuidado e sem movimento por perto. Daqui voltamos paramos em um bar próximo à praça principal para tomarmos uma artesanal e depois fomos na loja de Chocolate. Imperdível! Isso tudo foi feito em uma tarde, sem correria.

– Capela de São Francisco de Paula. Fomos quando estávamos indo embora. Achei sem graça. Só é bonita a vista de lá de cima.

Outros passeios ao redor:

Bichinho, passamos uma manhã por lá.

– Museu Automobilístico da Estrada Real. Aqui, você encontra uma coleção impressionante de carros antigos, todos brilhando. Alguns fazem aparições em filmes e casamentos. Cada jamanta de carro. Vale a pena a visita.

– Casa Torta. Famosa na região é uma casa torta para crianças e adultos visitarem. Nós não entramos, estava cheio e preferimos seguir para o Alambique…rs

– Alambique da Cachaça Mazuma. Toda visita à Mazuma Mineira é grátis e inclui uma explicação sobre como é produzida a cachaça, e uma provinha das ótimas pingas da casa. Gostei da explicação e do aroma do alambique J. A Mazuma tem cachaças envelhecidas em jequitibá, amburana e carvalho, além da branca. Na loja também são vendidos queijos, doce de leite, café e outras especialidades da região. Claro que levamos a cachaça e o doce de leite.

– Maria Fumaça. Pra quem não andou vale a pena fazer o bate-volta pra São João del-Rei. Esse passeio, nós fizemos de São João – Tiradentes – São João.

Para beber: Na cidade, existem vários pontos com cerveja artesanal de Minas. Quando fui, na praça, ficava esse charmoso carro da Haus Bier e foi parada obrigatória. A Haus Bier tem um restaurante bem grande e a fábrica na entrada da cidade. Quando fui, estava fechada.

– 50 Tons de Malte. Encontra diversas cervejas artesanais de Minas Gerais. Só tem mineira boa. Aqui eu falei sobre minha experiência lá. Clique ai: 50 Tons de Malte

– Mercado Tunico. Ah, esse foi meu point. Como fica ao lado da praça principal e estava rolando show, não sentamos em nenhum restaurante, íamos abastecer lá toda hora. Várias cervejas artesanais mineiras e geladas para pegar e sair bebendo.

– Sapore D’Italia ao Ar Livre tem chope e cervejas da Cervejaria Antuérpia (Juiz de Fora-MG);

– Birosca Santo Reis: Tem chope e cervejas de garrafa artesanal. Fiz só um pitstop para encher o tanque.

Espero que tenham gostado dessas dicas!

Cerveja e atividade física combinam?

Quem disse que cervejeiro não combina com atividade física?

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Minha primeira corrida de 15 km – 16º lugar geral – Tempo: 01:23:18

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Combina sim! E é para falar disso que estou aqui.

Sei que o blog é para falar de cerveja e tudo que gira em torno dela. Porém, como uso o Instagram para mostrar um pouco (MUITO POUCO) da minha rotina de exercícios físicos, recebo muitas perguntas do tipo: Como você consegue ser cervejeira e fazer atividade física? Como você corre esse tanto? Como você não tem barriga de cerveja? (rs).

Então, resolvi ajudar meus colegas cervejeiros como eu. Lembrando que minha formação é em Jornalismo. Por isso, o que vou passar aqui é apenas minha experiência e aprendizado de 13 anos (2021), ininterruptos, de muita atividade física. Inclui a cerveja nesse meio tempo e, hoje, sou uma amante das duas coisas. Não largo nem uma nem outra.

Atenção: É sempre recomendado procurar por um nutricionista e um educador físico para que eles possam te dar as coordenadas certas, de acordo com seu objetivos, suas restrições e condicionamento!

corrida_com_cervejaAqui, não vou falar de emagrecimento, nem nada. Não vim falar só para gordinhos ou só para magrinhos. Mas vim falar para cervejeiros sobre como eu consigo conciliar a cerveja com a atividade física.

Aqui vão minhas seis dicas que respondem alguma daquelas perguntas que falei no início deste texto:

1ª Ter força de vontade: Vou te dizer que não é fácil começar uma atividade física. O principal de tudo é você querer, ter força de vontade, essa vontade tem que surgir de você, não dos outros enchendo o saco que “você precisa dar um jeito nessa gordura, no sedentarismo…”. Mesmo que esteja satisfeito com seu corpo, pense que a atividade física deve ser considerada muito mais pela saúde e não para ser musa/muso fitness.

Comece! Você vai sentir sua disposição melhorar para tudo e não vai querer parar mais.

2ª Escolha algo que te dê prazer. “Ah mais nada me dá prazer a não ser tomar cerveja!” Paaara, paaara. Deixa o alcoolismo um pouco de lado. Alguma coisa você tem um mínimo de gosto. Caminhada, corrida, bike, luta, dança, musculação, natação, pilates, hidroginástica, pular corda, skate, patins, patinete… Existem infinitas formas de você se exercitar. Escolha a sua!

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3ª Diminua ou corte a cerveja durante a semana. Se não consegue cortar, você pode, sim, diminuir a quantidade de cerveja que bebe durante a semana. Se você bebe todos os dias, comece diminuindo a quantidade por dia. Depois, diminua os dias (por exemplo, só 4ª, 6ª e sábado). Vai ter um dia que você vai conseguir cortar bem os dias e ver que beber somente 6ª e sábado, por exemplo, dá de boa! Sem regra fixa, pra não ir tudo por água abaixo. Tudo que você corta no extremo, você sente mais falta ainda e a tendência é que você exagere quando voltar. Então, vai aos poucos, com consciência. Sem penitência!

4ª Aumente a frequência de exercício aos poucos. Aqui você já escolheu qual atividade vai fazer. E já está praticando. Comece fazendo em alguns dias da semana para não virar tortura. Com o passar das semanas/meses, aumente a intensidade do exercício. Vai chegar um tempo que seu corpo vai pedir mais esforço e mais treinos. Aí você aumenta a quantidade de dias de treino. Aqui, é o inverso da cerveja, você começa com pouco para, depois, aumentar. :p

Vou dar um exemplo meu. Quando comecei a fazer musculação, eu ia ARRASATANDO para a academia 3 vezes por semana. Mas ia. Com o tempo, meu corpo foi pedindo mais. Aumentei os dias, aumentei a intensidade, comecei a ver resultado naquele meu esforço e o que aconteceu? Hoje, eu faço atividade física, religiosamente, de segunda a sábado (às vezes domingo também). Ou seja, tem semana que faço 6 e até 7 dias de exercício. Quando faço 7 dias, é exagero da minha parte. Mas, é quando estou muito disposta e me sinto bem.

Foi assim com a corrida. Eu já comecei nos 10 km. Mas queria evoluir. Um dia corri 11 km, achei que fosse morrer. Tempos depois, o 11 km ficou normal, fui para o 13 km até chegar nos 15 km. Ainda não passei de 15 km, sei que posso, mas ainda não me deu vontade de aumentar e eu respeito isso para não virar um sacrifício. Se liga!

5ª Alimente-se com qualidade. Quando você não faz seu próprio almoço, vai no self-service, e vê aquela quantidade de trem gostoso para comer (que é o meu caso), o que você tem que pensar? “Tem necessidade de eu colocar isso no prato?”. Eu comecei assim, cortando algumas coisas desnecessárias como a fritura e alguns carboidratos. Até um dia conseguir comer só o que é necessário para o corpo ter energia. Assim, quando quero, posso dar uma escapulida. Isso aí já é papo para uma nutricionista. Eu sempre sigo dieta recomendada por uma nutricionista.

Tudo com equilíbrio faz bem para o corpo e mente saudáveis!

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6ª Beba bastante água: Aqui, nem precisa de explicação. Já nascemos sabendo da importância da água para o nosso corpo. Para as mulheres então, nem se fale, é redução certa nas celulites indesejadas. #ficaadica

Se você seguir essas seis dicas que dei, você vai se sentir mais leve, mais disposto, vai querer fazer atividades físicas regularmente e vai beber com moderação, às vezes, até sem moderação, e sem culpa na consciência. Vai por mim!

Tudo é questão de querer e se adaptar!

Viu que não é fácil? Mas, se eu, cervejeira de plantão, consegui, você também consegue aliar as cervejinhas da vida com atividade física. Não precisa ser musa/muso fitness para isso.

Começar é o mais difícil. Mas um dia tem que começar! E, aí…vira rotina e você vai tirar de letra. Quando assustar, não vai querer ficar sem nem um nem o outro!

O corpo, a mente e o coração agradecem! Obrigada, de nada!

Dicas Extra (se você chegou até aqui, vai pegar essa dica delícia):

Nunca tome cerveja antes de fazer exercício físico. Mas, depois dele, se você já estiver de boa com seu corpo, rola de tomar uma long neck, afinal: O lúpulo é um antibiótico e melhora o sistema imunológico! Eba! 🙂 Mas, calma! Não é um happy hour é um pós-treino 😦

Fica aí algumas fotos dos meus treinos e corridas que participei, porque foto minha bebendo vocês já viram demais!

Destaques:

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1- Corrida do Cruzeiro: Quando consegui levar, pela 1ª vez, meus pais para correr;
2- Japa Wine Run: Quando corri somente 5 km (pela 1ª vez, como já disse, sempre corri 10k para cima), pois estava com o pé machucado;
3- Bravus Speed: 1ª vez que participo de uma corrida com obstáculos. A pior corrida que já participei na vida. Cheguei em casa cheia de hematomas. Primeira e última vez.

Cenosilicafobia: A fobia do copo vazio

Você sabia que existe a fobia do copo vazio? Eu não sabia.

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Nessas minhas pesquisas diárias, acabei descobrindo que existe um palavrão no meio cervejeiro que nem todos estão familiarizados.

A Cenosilicafobia é uma fobia caracterizada pelo medo irracional de ver copos vazios, principalmente um copo de cerveja ou outra bebida alcoólica.

Essa fobia pode ser percebida nos bares ou eventos sociais, com bebida alcoólica, em que a pessoa enche seu copo constantemente. Não ficando em nenhum momento com ele vazio.

A palavra Cenosilicafobia vem do grego “Kenos”, que significa vazio.

Essa mania, que pode virar uma fobia, pode ser muito perigosa para a saúde e a integridade física da pessoa que a tem.

É uma fobia comumente associada a pessoas dependentes de álcool. Por isso, seu diagnóstico é importante para que se possa tratar devidamente, quando relacionada com o alcoolismo.

Então, fique atento! Se você observar que você tem essa mania de não deixar o copo vazio, ou algum amigo ou familiar se porta dessa maneira nos encontros com bebida alcoólica, ligue o alerta!

Procurar ajuda não é vergonha nenhuma, viu!? Até mesmo uma conversa com um amigo pode já ser um começo para evitar um agravamento dessa fobia.

E, se ficar incontrolável, procure se tratar com um especialista para que não haja consequências piores. O tratamento da dependência é considerado multiprofissional, ou seja, passa por vários especialistas. Alguns deles são os médicos, nutricionistas, psicólogos e enfermeiros. É necessário avaliar, caso a caso, quais são as intervenções necessárias para cada quadro e quais profissionais devem ser envolvidos. Uma coisa é certa, é possível mudar o rumo do problema e retornar a uma vida saudável, especialmente com aqueles que você ama.

A gente sabe que, às vezes, a gente está mais animado e acaba perdendo o controle na bebida. Mas, lembre-se: Isso não pode virar rotina, mas sim, exceção!

Boa sorte! Beba com consciência!

Para mais informações sobre o mundo da cerveja acesse o meu Instagram www.instagram.com/cervejeirauai e me siga!

Chegou até aqui? Leia também!

Diferença entre Malzbier e Cerveja Especial Escura

Já ouvi muitos perguntarem por aí sobre a diferença entre as Malzbier, popularmente conhecidas como cervejas pretas, e as cervejas especiais escuras (Bock, Stout, Porter…).

Tem diferença? Bora aprender mais essa!

Cerveja Brahma Malzbier Preta Lata 350ml Aroma De Caramelo | MercadoLivre

A Malzbier é uma cerveja de cor escura, doce e com baixo teor alcoólico (geralmente entre 0 – 4%).

Sua coloração escura se dá devido à adição de caramelo e xarope de açúcar. Assim, sua cor escura não vem do malte tostado, mas sim desses aditivos citados. Ou seja, ela é escurecida artificialmente.

A Malzbier não se enquadra em estilo nenhum, pois a adição de outros ingredientes para dar coloração à bebida e o uso abaixo de 20% de malte de cevada, a “desqualificam”. O Beer Judge Certification Program (BJCP) e a Brewers Association, organizações que catalogam os mais diversos tipos e estilos de cervejas, não a consideram como estilo próprio de cerveja. É considerada um tônico. 

Curiosidade

Segundo historiadores, antigamente, a Malzbier era produzida para reaproveitar a cerveja de início e fim da filtração e cervejas fora dos padrões que, ao adicionar o xarope de caramelo e açúcar, resultava-se nessa cerveja doce e escurapropaganda da cerveja malzbier para crianças e disfarçavam os defeitos. Com o passar do tempo, a cerveja foi ganhando mais qualidade, o que fez com que seu padrão fosse elevado e ela passou a ser melhor apreciada.

Na Alemanha, seu país de origem, nem é considerada cerveja e sim, bebida energética. Malzbier = Cerveja de Malte. Mas, muitas cervejarias lá, a chamam de Malztrunk = Bebida de malte

Existe a lenda que cerveja preta seria boa para gestante, lactante e até crianças, sendo usada como um suplemento alimentar. Mas isso tudo não passa de lenda, já que bebida alcoólica não é recomendada para nenhum deles.

E as cervejas especiais escuras?

Como aprendemos, a Malzbier não usa maltes tostados para ficar escura. Usa malte Pale Lager (o mais claro de todos).

maltesespeciais

Já as cervejas especiais escuras, como Porter, Stout, Dunkel e outras, têm essa cor devido ao uso dos maltes tostados. Cada tosta vai dar uma coloração, aroma e sabores diferentes. Por exemplo: Malte Chocolate dá um aroma de caramelo queimado, chocolate amargo e café. Por isso, existem cervejas de chocolate, por exemplo, que, na maioria das vezes, não são feitas com o chocolate, mas com maltes que lembram o sabor e aroma de um. O Malte Escuro dá a coloração e o aroma de café torrado e a Cevada Torrada dá o tom amargo e intenso de café. Por isso, nem sempre o amargor vem só do lúpulo, ele pode vir, também, do malte.

Existem vários estilos de cerveja especial com tonalidade escura:

– Schwarzbier: Vinda da Alemanha, é feita com malte suave. Um pouco mais seca, mas mesmo assim refrescante e leve.

– Strong Dark Ale: Ela é belga e também é escura. Com fermentação mais forte, destacando-se o malte.

– Strong Scotch Ale: tem o malte mais perceptível com características da baunilha, chocolate e é fermentada em temperaturas mais altas.

– Dunkel: Com o sabor do malte mais aguçado, seu teor alcoólico é médio.

– Porter: Com um leve sabor de café e chocolate, tem o corpo leve e pouco amargor. O teor alcoólico é de médio a alto.

– Imperial Stout: Têm o teor alcoólico bem alto, de 10% a 12%, fazendo delas quase um licor. São bastante indicadas para serem apreciadas em climas mais frios.

Esses foram alguns dos diversos estilos de cerveja especial escura.

Eu, particularmente, amo as cervejas especiais escuras, adoro o sabor de café e chocolate que os maltes inseridos nelas proporcionam! Na minha cervejeira não pode faltar!

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Ahh, e a Caracu?

Ela não é uma coisa nem outra. Considerada uma Sweet Stout, a Caracu é conhecida por seu sabor encorpado e aroma de malte torrado, que lembra o do café.

Apesar de ela ter maltes torrados e lúpulo em sua composição, ela leva cereais não maltados, corante caramelo e estabilizante INS 405 como as outras cervejas de comuns. Por isso, não é uma Malzbier nem uma Stout.

Diferença entre Lager e Pilsen

Você sabe qual a diferença entre Lager e Pilsen?

Na verdade, não deveria nem existir essa comparação, já que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Mas, como já ouvi essa dúvida por aí, porque não resolver esse dilema?!

Lager é uma família de cerveja. A classificação de famílias se baseia no tipo de levedura utilizada no processo de fermentação. Isso mesmo, a cerveja é dividida pelo tipo de fermentação que ela recebe.

Existem, basicamente, três famílias de cervejas que são: as Lager, as Ale e as Lambic.

Ales_vs_Lager.pngAs Ales são as cervejas de alta fermentação, durante sua produção, as leveduras trabalham em temperaturas mais altas e se concentram na parte de cima do tanque.

As Lambic são de fermentação espontânea.
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As Lager são cervejas de baixa fermentação. As leveduras aqui trabalham com temperaturas mais baixas, por volta dos 10º C. São conhecidas como cervejas de baixa fermentação, pois as leveduras Lager se concentram no fundo do tanque.

Dentro da família Lager existem diversos estilos como a dunkel, bock, pilsen e outras.

Ou seja, a Pilsen (ou Pilsner ou Pilsener) é um estilo de cerveja que está dentro da família Lager.

As Pilsen são cervejas douradas, brilhantes, que apresentam leve amargor. Para saber mais sobre as Pilsen, clique aqui.

Lager é uma família de cerveja.
Pilsen é um estilo de cerveja.
Dentro da família Lager existem vários estilos. Um deles é a Pilsen.

Com isso, podemos dizer que toda pilsen é lager, mas nem toda lager é pilsen.

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Ah, e tem mais um detalhe. Sabe essas cervejas de massa (Brahma, Antártica, Skol) que vem escrito Pilsen ou Tipo Pilsen? Não é verdade. Elas não são Pilsen, na verdade elas são American Standard Lager. São estilos relativamente parecidos, mas possuem diferenças consideráveis. As American Standard Lager são bem mais leves, de coloração amarela bem clara e transparente, pobre tanto em sabor quanto em aroma.

Então é isso. Espero ter ajudado nesse dilema!

A diferença entre gosto e sabor

Você sabia que falar de gosto não é a mesma coisa que falar de sabor?

O quê???

Sim. Gosto é diferente de sabor! Se você não sabia, não esquenta, eu também só aprendi isso depois que comecei a estudar sobre cerveja e ainda vejo muita gente usando essas palavras de forma equivocada. Eu mesma, de vez em quando, dou uma escorregada.

Por que resolvi falar sobre isso? Porque a gente usa muito essas duas palavras quando vai falar de cerveja. Então, se usamos no nosso dia a dia, achei importante passar essa informação para que possamos empregá-la da forma correta?!

Então vamos lá!

Gostos existem apenas cinco: doce, salgado, azedo, amargo e umami que podem ser identificados pelo sentido do paladar. Ou seja, a responsável por sentir o GOSTO é a língua. Gosto é exatamente aquilo que sentimos quando a bebida/comida entra na boca.

Um parêntese para o Umami é um gosto difundido na cozinha oriental ele está no queijo parmesão, tomate, cogumelos e carnes em geral. As duas principais características do Umami são o aumento da salivação e a continuidade do gosto por alguns minutos após a ingestão do alimento.

Voltando a falar do GOSTO, cada um é sentido em uma determinada parte da língua.

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Já o sabor é uma mistura de sensações mais complexa, pois envolve mais de um sentido. Para sentir o sabor é necessária a combinação do gosto (paladar) com o aroma (olfato) de um alimento. O sabor já começa quando sentimos o cheiro. 80% do sabor depende do seu nariz. Por isso, quando você está gripado, não consegue saborear nada com prazer.

Alguns especialistas ainda completam dizendo que, além do aroma e do gosto, faz parte do sabor, também, a sensação, que seria o tato. A textura pode modificar a forma de sentirmos o sabor. Em uma publicação da revista britânica Nature, Berry Smith, professor da Escola de Estudos Avançados de Londres, descreve o sabor como “o resultado da integração multissensorial do olfato, tato e paladar”.

Primeiro a gente coloca a bebida/comida na boca onde nossos sensores identificam o gosto e, em seguida, enviam a informação para o cérebro para que possamos sentir o sabor. Portanto, o sabor é a interpretação que nosso cérebro faz de todas essas sensações ao mesmo tempo.

Exemplos de sabores da cerveja: Frutado (frutas vermelhas, frutas escuras, frutas tropicais), Caramelo, Chocolate, Toffe, Pão, Mel, Ervas, Limão, Capim e por aí vai.

Para fazer um teste simples para entender as diferenças entre sabor e gosto, especialistas indicam fazer o seguinte:

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Alguns especialistas ainda completam dizendo que, além do aroma e do gosto, faz parte do sabor, também, a sensação, que seria o tato. A textura pode modificar a forma de sentirmos o sabor.

Portanto, o sabor é a interpretação que nosso cérebro faz de todas essas sensações ao mesmo tempo.

Exemplos de sabores da cerveja: Frutado (frutas vermelhas, frutas escuras, frutas tropicais), Caramelo, Chocolate, Toffe, Pão, Mel, Ervas, Limão, Capim e por aí vai…

Para fazer um teste simples para entender as diferenças entre sabor e gosto, especialistas indicam fazer o seguinte:

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– Pegue uma bala de hortelã / Tampe o nariz / Coloque a bala na boca e permaneça com o nariz tampado.

Quando a bala é colocada na boca com o nariz tampado, é possível sentir apenas o gosto doce.

– Após alguns segundos destampe o nariz

Quando o nariz é destampado, além do gosto doce, é possível sentir o sabor da bala, neste caso de hortelã, através da interação entre o paladar e o olfato.

Então é isso minha gente!

Gosto é gosto, sabor é sabor, aroma é aroma, cheiro é cheiro.

Não vai esquecer disso da próxima vez que for falar sobre alguma cerveja que esteja tomando, hein?!

minha gente.

Gosto é gosto, sabor é sabor, aroma é aroma, textura é textura.

Não vai esquecer disso da próxima vez que for falar sobre alguma cerveja que esteja tomando, hein?!

Até!