Antes de mais nada, você sabia que dia 10 de julho é comemorado o Dia da Pizza aqui no Brasil?
Pois é, essa data foi instituída em 1985 após um concurso que aconteceu em São Paulo, que elegeu as 10 melhores receitas paulistas. Desde então, esse dia é comemorado com muita pizza pelo Brasil afora.
Há quem diga que pizza só combina com refrigerante ou com vinho. Mas, estou aqui para te contar que: pizzas harmonizam muito bem com uma cerveja!
Eu acredito que a pizza é bem livre para você harmonizar com o que quiser porque é um momento de descontração. Então, não precisa ficar tão preso. Mas, algumas dicas podem ajudar caso você queira ter uma experiencia única no paladar.
Antes de saber qual cerveja escolher, é preciso pensar no sabor do recheio da pizza para tentar encontrar uma cerveja que combine. A dica básica é: Pizzas com ingredientes leves harmonizam com cervejas mais suaves, já os sabores mais intensos com bebidas mais potentes.
Para quebrar seu galho, trouxe aqui 5 estilos que caem bem com determinadas pizzas:
American Lager: Por ser uma cerveja leve vai combinar com as pizzas mais leves como Margherita e Napolitana
American Pale Ale: A pizza de quatro queijos costuma ser bastante gordurosa. Por isso, a APA é uma boa pedida, pois corta essa gordura.
IPA: A Pizza de Calabresa também tem mais gordura e sal. Uma IPA, mais lupulada, pode ser boa para o corte da gordura.
Porter: Pizzas que levam bacon no recheio combinam com cervejas que levam maltes tostados como a Porter ou Stout.
Belgian Blond Ale: Essa belga mais leve combina com pizzas que tenham frango na receita. Agora, se a pizza for doce, aposte na Belgian Strong Ale.
Gostou da dica? Me segue lá no Instagram para ver essa e outras dicas! @cervejeirauai
Quem nunca desejou sair do trabalho ou da faculdade e tomar aquele chope cremoso e refrescante?
Mas afinal, qual a diferença entre o chope e a cerveja?
Antes de falar sobre as diferenças, vão aí duas curiosidades:
1 – A palavra chope vem de schoppen. Com a imigração alemã para o Brasil, os alemães chegavam no balcão e pediam uma caneca de cervejas que estava no barril “ein schoppen”, que traduzido pelos dicionários modernos significa: “caneca de cerveja”. Os brasileiros acabaram associando aquela cervejas no barril à palavra “schoppen”. Assim, no Brasil, acabamos adotando oficialmente a palavra chope, embora a palavra chopp que é a redução de schoppen seja popular também.
2 – Mas, afinal, é chope ou chopp? A grafia correta é chope.
A palavra chopp – embora amplamente utilizada não é registrada no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras. Portanto, a palavra chopp não existe oficialmente no idioma português e tecnicamente o correto é escrever Chope.
Voltando ao chope x cerveja
Não tem diferença entre chope e cerveja quando o assunto é o líquido que foi envasado. O líquido que está no barril é o mesmo que está na garrafa ou lata. OS INGREDIENTES SÃO OS MESMOS! Os dois são cerveja!
A cervejaria fabrica um cerveja X, essa cerveja X sai do tanque e é envasa uma quantidade em barril e a outra quantidade em garrafa/lata.
Aí, você vai ler em alguns lugares que a diferença entre os dois é que o chope não é pasteurizado e a cerveja envasada em garrafa e lata é pasteurizada. Mas, hoje, essa divisão já não é tão correta já que algumas cervejarias pasteurizam seus chopes para durarem mais, assim como algumas cervejarias comercializam cervejas de garrafa ou lata não pasteurizadas para manter seus aromas e sabores.
O significa a cerveja ser pasteurizada? Significa que, depois de pronta, a cerveja é aquecida e depois resfriada, subitamente, para eliminar todos os microrganismos, fazendo com que a cerveja tenha um tempo de vida mais prolongado. Já a cerveja não pasteurizada, não passa por esse processo, é servido do jeito que sai dos tanques, com as leveduras e substâncias criadas no processo de fermentação. Por isso, falamos que é uma cerveja viva.
Aí você ouve algumas falando que acham o chope mais saboroso que a cerveja de garrafa quando comparado a mesma marca e mesmo estilo. Isso pode acontecer sim, quando o líquido é o mesmo mas o chope não é pasteurizado e a cerveja da garrafa é pasteurizada. A pasteurização modifica, ainda que levemente, o sabor e o aroma da bebida.
Mas, mesmo que eu te diga que cerveja e chope são as mesmas coisas, você pode achar o chope diferente. Um motivo pode ser a pasteurização, caso ele não seja pasteurizado o outro é a forma como o chope é tirardo. Aí vai outra explicação:
A textura de uma cerveja tirada na pressão para o copo é diferente da cerveja tirada da garrafa para o copo.
Normalmente, o chope é mais cremoso e refrescante que a cerveja de garrafa. Isso se deve à forma utilizada para retirar o líquido do barril. Quando é feita a pressão para a retirada do chope, ele recebe gás carbônico extra, dando mais cremosidade. Por isso, ele também parece ser mais leve. Porém, o chope ser mais leve é só impressão, já que o líquido é o mesmo. É apenas uma sensação. Por isso, você ouve muita gente falando que prefere chope porque é mais leve.
Percebeu que o líquido é o mesmo? Então agora você já sabe: Chope e cerveja são a mesma coisa! Não muda nada durante a produção de um ou de outro. O que os diferencia, às vezes, é o fato de ser pasteurizado ou não e a forma como eles são tirados para o copo.
No Brasil, existe uma legislação que define o que pode ser chamado de chope. Mas, observe que não tratam o chope como um produto e sim como uma expressão.
Instrução normativa nº 65, de 10 de dezembro de 2019. Capitulo 1 – § 5º A expressão “chopp” ou “chope” é permitida apenas para a cerveja que não seja submetida a processo de pasteurização, tampouco a outros tratamentos térmicos similares ou equivalentes.
Veja que aí, até reconhecem a palavra chopp mesmo não existindo em nosso língua.
Outra curiosidade é que só no Brasil há a distinção entre um e outro. Lá fora, tudo é cerveja. Por exemplo, na Inglaterra Draft Beer (seria “Cerveja fresca”); Alemanha = Fassbier (Cerveja de barril); Itália = Birra alla spina (Cerveja na torneira); Espanha = Cerveza de grifo (Cerveja de pressão). É sempre “cerveja” + alguma coisa.
Confesso que não tenho preferência. Seja chope ou cerveja de garrafa, eu gosto de qualquer jeito. Saúde!
A dica do OBA desta semana vai estacionar em um local imperdível para os cervejeiros de plantão que estão passando por Diamantina: A Cervejaria Relíquia.
O local
A casa tem um espaço interno muito aconchegante, com a luz mais baixa, mesas e cadeiras confortáveis além de diversas relíquias que fazem parte da decoração da casa.
Ainda na parte interna, fica à vista uma nano cervejaria, local para que o proprietário e mestre cervejeiro da Relíquia, Leo Nascimento, possa fazer seus experimentos. Depois de criadas as receitas, as cervejas são produzidas em uma fábrica.
Já para quem prefere tomar um ar, a parte externa da casa é ampla e conta com mesas e cadeiras para tomar umas de boa.
Em determinados dias a casa conta com música ao vivo para deixar o ambiente ainda mais gostoso. Além disso, são promovidos alguns eventos como o Arraial B.B.Q, o Experiência Rota Artesanal e workshops sobre o universo cervejeiro.
Para beber
Para beber a casa conta com 16 biqueiras disponíveis. Nelas, estão disponíveis chopes, Gin Tônica, Aperol Spritz, chá mate e drinks !
Cincos dos chopes são de receitas próprias, como já disse, pensadas e produzidas pelo Leo, que tem uma mão certeira e só faz cerveja boa. Hoje, estão disponíveis a Pirita (Pilsen), Moscata (American Wheat feita com uva moscatel), Legado (English Pale Ale), Pitanguipa (IPA com adição de Pitanga, pode ser que a fruta mude em determinada época), Tijuco (Stout com adição de côco e amora), a minha preferida, é claro.
Os valores são fixos e justos. Tem o copo pequeno de R$7,90 e o grande de R$14,90. Se preferir, pode encher um growler para levar para a casa. Pilsen R$22 e demais R$26.
Mas, se tiver acompanhado de alguém que não gosta de cerveja, não se preocupe, a casa conta com diversos vinhos locais e de fora, espumantes, drinks e destilados.
Para comer
E as comidas são as mais variadas, com preços justos, com uma quantidade suficiente para você querer experimentar várias.
Tem de tudo! Entradinhas como Torresmo ou Batata chips (R$12,90), saladas, frituras como Bolinho de Queijo Minas com ketchup de goiabada (12 unidades – R$34,90), comidas de estufa como Língua, Dobradinha, Moela Tempurá, Lambari frito (R$34,90), comidas da cozinha como Salsichão com mostardas (R$19,90) e Ancho na tábua (49,90), charcutaria e tira-gostos como amendoim e castanhas. Além de tudo isso, a casa conta com pratos individuais, sanduiches e doces. Tudo de qualidade e preparado com muito cuidado.
Um diferencial da casa é o sino inspirado nos pubs ingleses. Faltando 20 e 10 minutos para encerrar as atividades da casa, o sino é tocado. Ou seja, fique atento! Ouviu o sino, já pede a saideira..rs, eu sou dessas!
Eu adoro a casa! Sempre que vou em Diamantina, já virou um dos meus pontos de visitas obrigatórios. É uma ótima experiência cervejeira e gastronômica difícil de encontrar pelo nosso interior mineiro. Pena que o sino tem que bater.
Cervejaria Relíquia Rua do Tijuco, 75, Centro Diamantina – MG Instagram: @cervejaria_reliquia
Você sabia que falar de gosto não é a mesma coisa que falar de sabor?
O quê???
Sim. Gosto é diferente de sabor! Se você não sabia, não esquenta, eu também só aprendi isso depois que comecei a estudar sobre cerveja e ainda vejo muita gente usando essas palavras de forma equivocada. Eu mesma, de vez em quando, dou uma escorregada.
Por que resolvi falar sobre isso? Porque a gente usa muito essas duas palavras quando vai falar de cerveja. Então, se usamos no nosso dia a dia, achei importante passar essa informação para que possamos empregá-la da forma correta?!
Então vamos lá!
Gostos existem apenas cinco: doce, salgado, azedo, amargo e umami que podem ser identificados pelo sentido do paladar. Ou seja, a responsável por sentir o GOSTO é a língua. Gosto é exatamente aquilo que sentimos quando a bebida/comida entra na boca.
Um parêntese para o Umami é um gosto difundido na cozinha oriental ele está no queijo parmesão, tomate, cogumelos e carnes em geral. As duas principais características do Umami são o aumento da salivação e a continuidade do gosto por alguns minutos após a ingestão do alimento.
Voltando a falar do GOSTO, cada um é sentido em uma determinada parte da língua.
Já o sabor é uma mistura de sensações mais complexa, pois envolve mais de um sentido. Para sentir o sabor é necessária a combinação do gosto (paladar) com o aroma (olfato) de um alimento. O sabor já começa quando sentimos o cheiro. 80% do sabor depende do seu nariz. Por isso, quando você está gripado, não consegue saborear nada com prazer.
Alguns especialistas ainda completam dizendo que, além do aroma e do gosto, faz parte do sabor, também, a sensação, que seria o tato. A textura pode modificar a forma de sentirmos o sabor. Em uma publicação da revista britânica Nature, Berry Smith, professor da Escola de Estudos Avançados de Londres, descreve o sabor como “o resultado da integração multissensorial do olfato, tato e paladar”.
Primeiro a gente coloca a bebida/comida na boca onde nossos sensores identificam o gosto e, em seguida, enviam a informação para o cérebro para que possamos sentir o sabor. Portanto, o sabor é a interpretação que nosso cérebro faz de todas essas sensações ao mesmo tempo.
Exemplos GOSTO de cerveja: Doce e amargo
Exemplos de SABORES da cerveja: Frutado (frutas vermelhas, frutas amarelas), Caramelo, Chocolate, Toffe, Pão, Mel, Ervas, Limão, Capim e por aí vai.
Para fazer um teste simples para entender as diferenças entre sabor e gosto, especialistas indicam fazer o seguinte:
– Pegue uma bala de hortelã / Tampe o nariz / Coloque a bala na boca e permaneça com o nariz tampado.
Quando a bala é colocada na boca com o nariz tampado, é possível sentir apenas o gosto doce.
– Após alguns segundos destampe o nariz
Quando o nariz é destampado, além do gosto doce, é possível sentir o sabor da bala, neste caso de hortelã, através da interação entre o paladar e o olfato.
Então é isso, minha gente.
Gosto é gosto, sabor é sabor, aroma é aroma, cheiro é cheiro.
Não vai esquecer disso da próxima vez que for falar sobre alguma cerveja que esteja tomando, hein?!
O inverno chegou de vez! Na hora de beber, qual a bebida alcoólica vem na sua cabeça?
Antes da revolução das cervejas artesanais, a gente lembrava do vinho sim. Mas, graças aos nossos mestres cervejeiros e suas mil e uma possibilidade de criação, hoje, podemos encontrar no mercado diversificados estilos de cerveja para espantar de vez o frio.
Para mim, qualquer cerveja pode ser tomada em qualquer época do ano, mas, temos que concordar que algumas têm determinadas características que combinam mais com o frio. São cervejas mais encorpadas, com sabores e aromas mais intensos e com teor alcoólico mais elevado, pois trazem uma sensação de aquecimento.
Exemplos de estilos que dão uma esquentada são: Russian Imperial Stout (RIS), Porter, Dubbel, Tripel, Doppelbock, Weizenbock, Barley Wine, Scott Ale etc (Veja aqui sobre mais estilos). Amo todos esses estilos!
Todos eles harmonizam muito bem com as comidas típicas de inverno como queijos, fondues, carne assada, chocolate e massas, que ficam excepcionais juntos!
Para dar água na boca, vai aí 11 dicas de cervejas mineiras para o inverno:
(estilo)Oatmeal Stout – (nome) Obsidiana – (cervejaria) Pederosa Craft: Uma cerveja cremosa com notas de café e chocolate amargo. Sua cor preta e opaca lembra a pedra que lhe dá nome. A utilização massiva de aveia confere uma textura cremosa e aveludada, enquanto os maltes torrados imprimem notas de café e chocolate amargo. Uma combinação interessante com brownies e dias frios. ABV: 5,5% | IBU: 30
Stout – 78 RPM – Cervejaria Vinil: de coloração preta, apresenta combinação de aromas e sabores de café e chocolate amargo. No paladar, ela se revela leve, com sabor marcante e amargor proveniente da combinação dos maltes torrados e de lúpulos. ABV: 5,7% | IBU: 38
Extra Special Bitter – Strong Bitter – Cervejaria Confrades: Cerveja amarga, de intensidade moderadamente forte. Há um equilíbrio entre o adocicado de malte caramelado com o amargor de lúpulo em evidência, Retrogosto amargo. ABV: 6% IBU: 40
Dry Stout – Dry Stout Cacau – Cervejaria Slod: Uma autêntica cerveja inglesa dry stout. É escura, leve, corpo seco e amargor equilibrado. Sua espuma é aveludada com notas de café, cacau, e amadeirado, extraídos de nibs de cacau de ótima qualidade. ABV: 6% | IBU: 33
Brown Porter – Jack Porter – Cervejaria Artéza: Cor escura, sabor e aroma levemente amadeirado, resultado de maturação em lascas de carvalho francês e de adição de whisky Jack Daniel’s. ABV: 6,5%
Doppelbock – Cabrón – Cervejaria Läut: Encorpada, tem aroma e sabor que remetem a caramelo, castanhas e um torrado sutil. A Cabrón é ideal para os amantes de cervejas mais fortes e complexas, principalmente nos dias mais frios. ABV: 8% | IBU: 20
Black IPA – Blackbird – Cervejaria Küd: Leva quatro tipos de maltes e quatro estágios de lupulagem, é a primeira Black IPA registrada no Brasil. Forte e de paladar marcante, possui ótimo amargor. ABV: 8,3% | IBU: 75
Double IPA – Ignorância – Krugbier: Potente e complexa, extremamente lupulada. O corpo é denso, com leve dulçor dos maltes em equilíbrio com o amargor marcante e persistente. ABV: 10% | IBU:70
Belgian Tripel – Monasterium – Falkebier: É uma cerveja de alta fermentação, não filtrada, refermentada e gaseificada na própria garrafa. Utiliza em sua receita malte de cevada, malte de trigo e aveia. Apresenta aromas complexos, frutados, especialmente os cítricos, espuma consistente e cor alaranjada turva. ABV: 9% | IBU: 18
Double Pastry Stout – I Don’t Know What to Say to You – Hankzbier: Uma cerveja elaborada com maltes especiais, aveia e malte de trigo. A proposta nessa cerveja foi fazer uma pastry, com adição de maple, nibs de cacau, café, avela, e um leve toque de lactose. Trazendo aromas e sabores de torta caseira, biscoitos, chocolate e amendoado. ABV: 10,5% | IBU: 45
Russian Imperial Stout – Petroleum – Cervejaria Wäls: Elaborada com aveia e maltes selecionados, que lhe concedem uma textura encorpada, licorosa, densa e aveludada. Seus aromas complexos de chocolate belga, café e caramelo são fruto da maturação em cacau belga, com sabor amargo evidenciado em equilíbrio com a potência dos maltes. ABV: 12% | IBU: 70
A gente vê algumas cervejarias que colocam “Lager” no rótulo, outras, colocam “Pilsen”. Mas, afinal, é tudo a mesma coisa?
A resposta é NÃO!
A confusão começa quando as cervejarias passaram a vender seus rótulos mais populares, o estilo American Lager, como Pilsen, ou tipo Pilsen. Isso porque a American Lager, quando surgiu, foi inspirada na Pilsen.
Com isso, a gente passou uma vida achando (tem gente que ainda acha) que as cervejas comuns (Skol, Brahma, Antarctica, Itaipava, Kaiser …) são Pilsen! Na verdade, essas cervejas são American Lager, rotuladas como Pilsen.
Ou seja, American Lager é um estilo de cerveja e Pilsen é outro estilo.
American Lager x Pilsen
A American Lager é um estilo de cerveja com menos sabor, menos lúpulo e menos amargor do que as tradicionais Pilsners europeias. Ela é uma cerveja clara, leve, com um perfil de sabor muito neutro e baixo amargor.
Já a Pilsen é um estilo de cerveja da cor dourada, brilhantes, que apresentam leve amargor. Para saber mais sobre a Pilsen, clique aqui.
A Pilsen pode ter um nível de amargor entre 35 a 45 IBU, já a American Lager tem entre 8 e 18. A Pilsen segue a lei da pureza (água, malte e lúpulo), já a American Lager, conta com cereais não maltados em suas receitas, os famosos milhos e arroz.
Algumas cervejarias, agora, passaram a colocar “Lager” em seus rótulos, deixando o pessoal ainda mais confuso. Como a palavra é relativamente nova no vocabulário dos cervejeiros, algumas pessoas pensam que é outro tipo de cerveja. Mas não, são as American Lager comuns. Esse “Lager” vem do estilo “American Lager”, ou porque ela pertence à família das Lagers.
Família Lager? Isso mesmo, vamos à mais um aprendizado!
Famílias de cerveja
Existem três famílias de cervejas: Lager, Ale e Lambic
A classificação de famílias se baseia no tipo de levedura utilizada no processo de fermentação. Isso mesmo, a cerveja é dividida pelo tipo de fermentação que ela recebe.
As Lagersão cervejas de baixa fermentação. As leveduras aqui trabalham com temperaturas mais baixas, por volta dos 10º C. São conhecidas como cervejas de baixa fermentação, pois as leveduras Lager se concentram no fundo do tanque
As Ale são as cervejas de alta fermentação, durante sua produção, as leveduras trabalham em temperaturas mais altas e se concentram na parte de cima do tanque.
As Lambic são de fermentação espontânea. Como na imagem abaixo.
Na família Lager existem a Pilsen, American Lager, Dunkel, Bock e diversas outras.
A Pilsen e a American lager são da mesma família. Parentes!
Ou seja, a Pilsen e a American Lager são estilos de cerveja diferentes que fazem parte da família Lager.
Por isso, toda Pilsen pode ser chamada de Lager, toda American Lager pode ser chamada de Lager. Mas, a American Lager jamais pode ser chamada de Pilsen, como a indústria cervejeira tem costume de fazer.
Resumindo American Lager é um estilo de cerveja. Pilsen é outro estilo de cerveja. Lager é uma família de cerveja com diversos estilos. Pilsen e American Lager são alguns estilos de Lager.
Com isso, podemos dizer que toda Pilsen é Lager, mas nem toda Lager é Pilsen.
Espero ter ajudado nesse dilema e que você tenha entendido de uma vez por todas que as cervejas comuns não são Pilsen!
Dia 5 de junho é comemorado o Dia da Cerveja Brasileira.
A data foi escolhida por ser o aniversário do mestre cervejeiro Rupprecht Loeffler, herdeiro da Cervejaria Canoinhense, que faleceu em 2011 aos 93 anos. Na época, ele era o cervejeiro mais antigo do Brasil em atividade.
Com isso, desde 2012, a data passou a ser comemorada para celebrar a apreciação que o brasileiro possui pela cerveja. Afinal, a cerveja é a bebida alcoólica mais consumida no país.
Que tal um pouco de história?
Vamos perceber, ao longo do texto, que a história da cerveja aqui é bem recente se comparada a história da cerveja na Europa (quando ainda nem era Europa). Diferente das escolas cervejeiras clássicas (Alemã, Franco-belga e Britânica) que têm datas marcadas antes de Cristo. Só para termos ideia, enquanto nosso país estava sendo descoberto, lá do outro lado do mundo, já estavam descobrindo o lúpulo para conservação de suas cervejas. Um exemplo do quanto essa prática de beber cerveja é antiga na Europa é a cervejaria alemã Weihenstephan, a mais antiga do mundo ainda em funcionamento, foi aberta em 1.040. Sua cerveja começou a ser produzida antes ainda, em 800.
Para se ter uma ideia, há mais de 4.000 anos a.C., os babilônios já fabricavam mais de dezesseis tipos de cerveja de cevada, trigo e mel.
Voltando para o Brasil, segundo historiadores, nos primeiros anos do século XVI (1.501 -1600), tribos indígenas, apreciavam o Cauim, um tipo de bebida fermentada à base de mandioca, milho e frutas, elaborada pelos próprios nativos. A massa da bebida era cozida, MASTIGADA (cuspida) e recozida para a fermentação, de forma que enzimas presentes na saliva quebrassem o amido em açúcares fermentáveis. É estranho, mas era assim mesmo!
Índios fazendo CauimHomenagem da Colorado ao Cauim
Acredita-se que a cerveja tenha chegado no Brasil por volta de 1.637, quando o holandês Maurício de Nassau aportou em Recife e trouxe com ele o cervejeiro Dirck Dicx, que teria sido o responsável por montar a primeira cervejaria no país. Naquela época, a cerveja não era popular por aqui, já que a coroa portuguesa proibia a fabricação de produtos na colônia e forçava o consumo dos vinhos lusitanos pois o comércio internacional era exclusivo com Portugal.
Quando os holandeses saíram do Brasil, em 1654, levaram a cerveja e tudo que tinha na cervejaria. O produto sumiu do Brasil por 150 anos. Enquanto isso, era consumida apenas cervejas feitas em casa de forma artesanal.
A comercialização de cerveja só voltou com a fuga da Família Real portuguesa para o Brasil, em 1808. Dom João consumia muito a bebida. Com isso, até 1814, mandou abrir os portos, exclusivamente, para a importações da Inglaterra. Assim, os primeiros estilos de cerveja a chegarem no Brasil foram ingleses, ou seja, as Ales (veja o post sobre a Escola Britânica).
A partir da metade do século XIX, a fabricação de cerveja brasileira começa a tomar vulto com o aparecimento de diversas fábricas. As primeiras fábricas produziam cerveja sem marca e geralmente vendiam, em barris. Já no final do século, quando a importação voltou a crescer, a preferência passou a ser pela cerveja alemã, que era mais leve e vinha em garrafas e em caixas, ao contrário das inglesas que vinham em barris.
Com a quadriplicação dos impostos, parou-se com as importações no início do século XX. Com isso, em 1904, a produção nacional ganha força e domina o mercado, dando origem às grandes cervejarias e com produção quase exclusiva do estilo Standard Lager (as cervejas de massa que são vendidas hoje – tipo Pilsen).
Em 1994, surgiram as microcervejarias que produziam pequenas quantidades para consumo local, influenciadas pelo movimento Craft Beer dos EUA, com a proposta de cervejas saborosas e com personalidade.
A cerveja virou paixão nacional e, hoje, o Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, produzindo, em 2020, de acordo com a Barth Haas 2020/2021, 151,9 milhões de hectolitros, ficando atrás somente da China e dos Estados Unidos.
Curiosidades sobre a cerveja no Brasil
– As cervejas fabricadas nacionalmente ficaram conhecidas como “marca barbante”. A origem da expressão está no fato que os produtores usavam barbantes para prender as rolhas das garrafas. Deste modo, se a pressão de CO² interna estivesse muito alta, a rolha não era expulsa.
– Em 1853, o alemão Heinrich Kremer fundou a Cervejaria Bohemia, na região de Petrópolis (RJ). Não foi a primeira cervejaria no Brasil, mas é considerada a cervejaria em atividade continua mais antiga do país;
– O empresário Joaquim Salles possuía um abatedouro de porcos com uma fábrica de gelo, na época ociosa. O alemão, Luis Bucher, tinha uma pequena cervejaria em 1868 e despertou o interesse pela fábrica de gelo. Em 1888, surgia na associação entre os dois a Cervejaria Antarctica, sendo a primeira cervejaria a produzir Lager e a primeira a ter rótulo em todas as garrafas.
– Também em 1888, o engenheiro suiço, Joseph Villiger, fundou sua própria cervejaria chamada de Manufatura de Cerveja Brahma Villiger e Companhia, com 32 funcionários e uma produção de 300 mil litros/mês. Sendo então comercialmente lançada a Cerveja Brahma. Desde então a Brahma não parou de crescer. Em 1904, surgiu a CompanhiaCervejeira Brahma que era uma fusão da Villiger Brahma com a cervejaria Teutônia, na cidade de Mendes (RJ).
– No início do século XX, a produção de cerveja entra em declínio no país, já que a matéria-prima vinha do Velho Mundo, que passava por um período de guerras. Mas, em 1966, a produção é retomada e surge a Cerpa. Em 1967 surge a Skol.
– Em 1971, a Skol lança a primeira cerveja em lata do Brasil. Ela era feita em folha de flandres.
– Em 1980, surge a Cervejaria Kaiser, em Divinópolis/Minas Gerais, e em 1989 a Primo Skincariol passa a produzir cerveja no interior de São Paulo.
– Em 1993, um grupo de empresários se associou e decidiu comprar algumas máquinas, equipamentos e um terreno perto da rodovia BR 040 – Km 51. Assim, surgi a Cervejaria Petrópolis.
– Em 1994, é lançada a Cerveja Itaipava. A marca também inovou ao adotar, em 2002, o selo higiênico, uma folha fina de alumínio que cobria a parte superior da lata e que tinha que ser retirada para permitir a abertura da mesma, proporcionando ao consumidor higiene e segurança contra impurezas e micro resíduos.
– Em 1999, a partir da fusão Companhia Antarctica Paulista e a Companhia Cervejaria Brahma, surge a Ambev – Companhia de Bebidas das Américas. A criação da AMBEV e sua posterior fusão a gigante belga Interbrew foram dois dos fatos mais marcantes da história da cerveja brasileira e mundial das últimas décadas. Com o nome de Inbev, a nova empresa mundial, a partir de 2004, tornou-se a maior produtora do mundo.
– Eisenbahn/Cervejaria Sudbrack – Criada em 2002, surgiu devido ao descontentamento de alguns empresários do setor pela forma como estava evoluindo o mercado de cervejas do país. Surgia apenas cervejas do tipo pilsen, esquecendo-se os outros tipos tradicionais de cerveja originários da Europa. Apostando num experiente mestre cervejeiro e seguindo a Reinheitsgebot, a Lei Alemã da Pureza, criaram a Eisenbahn que, em um determinado período tinha diversos estilos como: Dunkel, Kölsch, Pale Ale, Pilsen, Pilsen Orgânica, Weihnachts Ale, Weizenbier, Weizenbock, Rauchbier, Bierlikor. Porém, hoje em dia, eles reduziram esse portfólio.
Curiosidades atuais
– Hoje, no Brasil, o setor cervejeiro está perto de atingir a meta lixo zero em seus processos produtivos. Os maiores fabricantes já registram índice de pelo menos 90% na reciclagem dos resíduos gerados pela produção.
– O Brasil se destaca como o terceiro país que mais consome a bebida, segundo estudo divulgado pelo Cupom Válido, que compilou dados de pesquisas da Credit Suisse, Euromonitor e Statista, sobre o consumo de cerveja no Brasil e no mundo, em 2021. Conforme os dados divulgados, o consumo no Brasil representa 7% do consumo mundial, ficando atrás apenas da China e Estados Unidos, com 27% e 13%, respectivamente. Segundo esse mesmo estudo, o brasileiro consome, em média, seis litros de cerveja por mês
– De acordo com o estudo realizado pela Cupom Válido, as cervejas mais vendidas para os consumidores brasileiros são as nacionais: Skol, Brahma, Antarctica, Schin e Itaipava – nessa ordem. A Heineken também está entre as preferidas, mas, segundo avaliação do Credit Suisse, existe uma grande diferença entre as preferidas e as mais consumidas. Donos de distribuidoras de bebidas e bares explicam que isso se dá pela falta de estoque e valor elevado.
– A Canoinhense, localizada em Canoinhas – SC, é considerada a cervejaria artesanal mais antiga do Brasil ainda em produção. Foi fundada em 1908 por Otto Loeffler e produz sua cerveja artesanal seguindo as receitas que estão na família por 5 gerações e também de acordo com a Lei da Pureza Alemã.
– A primeira microcervejaria nacional foi a gaúcha Dado Bier.
– O primeiro estilo oficial de cerveja artesanal do Brasil é catarinense. A bebida foi criada por cervejeiros artesanais do Vale do Itajaí. Feita para viajar na diversidade de frutas do território brasileiro, o estilo foi criado de forma colaborativa entre cervejeiros caseiros de várias cidades em 2016. A Catharina Sour entrou em julho na lista oficial de estilos da Beer Jugde Certification Program (BJCP), que define as diretrizes para concursos cervejeiros no mundo inteiro.
Terroir (lê-se Terroá) é um termo da língua francesa que se refere a um senso de lugar. No universo das bebidas, essa expressão indica que as características do ambiente irão impactar diretamente na qualidade na bebida. Ou seja, o arranjo proporcionado pela combinação do clima, características do solo, altitude e microrganismos disponíveis localmente, de forma única na região, vai trazer atributos singulares à bebida daquele local.
Assim como as cervejas bem lupulada, lembrando frutas cítricas remetem aos lúpulos americanos; uma Lager de fermentação limpa, onde o maltado e o lúpulo floral se destacam se associa à escola alemã, o Brasil está em busca dessa identidade, ou seja, o Terroir Brasileiro. (Fonte: Clube do Malte)]
Voltando ao projeto
Para que o projeto fosse capaz de ser realizado, o Jefferson conseguiu o apoio de 19 empresas do seguimento que doaram insumos nacionais para a produção das cervejas. Ou seja, os maltes, os lúpulos, leveduras e nutrientes usados na produção são 100% brasileiros.
Esses insumos foram entregues a 32 cervejeiros para que eles pudessem produzir uma cerveja tendo como base uma BR Ale. Um estilo de cerveja com baixos teor alcoólico e baixo amargor, para que no momento da degustação seja possível sentir o sabor e a explosão de aromas de lúpulo com uso de adjuntos e algum ingrediente tipicamente brasileiros.
Os cervejeiros tiveram orientação de especialistas através de encontros virtuais com temas como água cervejeira, lupulagem, fermentação, para auxiliar na produção.
Foram 30 dias para acompanhar as brasagens.
Para avaliar a cerveja, foi realizada uma Confraria com especialistas. Nessa confraria, foram escolhidas as três melhores cervejas
Vencedores do Projeto
1º Porto Cervejaria – Thiago Porto 2º Cão de Rua Cerveja Solidária – Ricardo Fonseca 3º Cerveja feita por Vinícius de Paula
Os três vencedores vão produzir uma receita collab na planta piloto da Cervejaria Verace e o campeão do projeto ganhou uma panela Single Vessel automatizada de 10 litros fornecido pela pela Cerveja da Casa.
As cervejas produzidas durante o projeto serão vendidas e o valor arrecadado será doado para a instituição social Casa da Criança. Além disso, durante todo o projeto, foi possível ajudar fazendo doação de alimentos não perecíveis para a instituição @samaritanas_sabara.
Mais um projeto muito importante do Jefferson Brandão com o intuito de fortalecer e disseminar a cultura cervejeira em BH, além de ter um caráter solidário que o torna ainda mais especial.
O projeto em números e apoiadores
– 225 kg de malte de 4 maltarias: Agraria, Blumenau, Br malte e Catarinense – 9 kg de lúpulo de 4 fazendas: Brava terra, Irahops, Dalcin e Mundo Hop – Leveduras de 2 laboratórios: Laboratório da cerveja e Levteck – Coadjuvantes da Prodooze
Confira mais sobre o projeto e os demais apoiadores aqui: @solarbrandao
O ponto turístico deste #TBT é mais uma lenda italiana: Bocca della Verità (Boca da Verdade).
É uma imagem esculpida em mármore que fica no pórtico de Santa Maria in Cosmedin, em Roma. Essa escultura tem diversas lendas.
1- Acredita-se que a escultura tenha sido parte de uma fonte romana antiga;
2- Acredita-se também que não passa de um tampão de bueiro, e que retrate um entre vários possíveis deuses romanos, provavelmente Oceano.
3- A melhor lenda é que para saber se uma pessoa estava dizendo a verdade ou não, era necessário que ela colocasse a mão dentro da boca. Se ela estivesse mentindo, a boca devoraria a sua mão. Os homens levavam suas esposas, principalmente para desvendar assuntos obre a (in)fidelidade conjugal.
Para tirar uma foto com a mão dentro da boca, é preciso enfrentar uma fila gigante. Fica um guardião organizando e acelerando o povo. Você tira foto até com pressa, porque ele fica gritando e fazendo gracinha com você. É divertido, para quem não está sendo o motivo da piada..hehe.
Uma observação interessante é que a Igreja, onde fica a Bocca é uma igreja católica de rito grego, que até hoje tem uma missa celebrada nessa língua. Lá dentro você pode visitar algumas catacumbas.
Como eu não sabia que, neste dia, eu entraria na igreja, fui com trajes não adequados (como eles dizem). O guardião da Bocca, que também é responsável pela entrada da igreja, olhou pra mim, começou a rir e tacou 1 km de pano (sei lá como isso chama), falando que eu precisava de muito. Kkkk. Veja o resultado disso na foto! Será que eu estava à vontade?
Mais fotos do entorno da Igreja:
Ah. Próximo dali, haveria uma missa do Papa Francisco. Veja a estrutura montada! Ao fundo o Fórum Romano e Paladino.
Cerveja da vez
A cerveja que escolhi para esse #tbt tem um nome bem diferente: Ichnusa. Encontrei ela num mercadinho. É uma Premium American Lager. Achei ela comum. Com o sabor equilibrado, com o final levemente amargo. É o que se espera de um Premium Lager. Sem muito destaque e leve para se tomar aos montes! Seu teor alcoólico também é de boa: 4,7%.
A Ichnusa, é uma cervejaria que surgiu em 1912, em Cagliari, Sardenha – uma ilha italiana. O nome é uma homenagem ao primeiro nome que a ilha teve.
Desde 1986, a cervejaria faz parte do grupo Heineken da Itália, que ainda produz a cerveja na mesma fábrica de fundação e, segundo eles, produzem com a mesma qualidade de sempre.
Ouvi dizer que esta cerveja é um orgulho para os moradores da Ilha. E, pelo que li no site da cervejaria, eles morrem de orgulho de representar a ilha no cenário cervejeiro e morrem de orgulho do local de onde vêm. Tanto que na garrafa da cerveja vem escrito “Anima sarda”, traduzindo: Alma Sardenha. Bacana!
Interessante: Segundo eles, para tomar a cerveja existe um rito: A tampa tem que ser aberta com um guardanapo, para que a qualidade da cerveja se mantenha intacta. 🙂
Prato do Dia
O prato desse #tbt é de salivar!
Pizza italiana!
As pizzas que comi na Itália achei bem gostosas. Elas têm pouco recheio e são bem fininhas e individuais. Mesmo sendo um pouco grande para uma pessoa, eles entregam no prato com um garfo e faca. Cada um com a sua. Claro que você pode pedir uma e depois um prato para compartilhar. Mas eles torcem o nariz. Como o recheio é pouco, entramos nessa onda, e pedíamos sempre uma pra cada. Aí estão as pizzas que pedimos em um restaurante em Roma: Pizza de Parma e de Pepperoni (leia o texto abaiaxo para entender cadê o Pepperoni).
O Thiago havia pedido uma Pizza de Pepperoni e veio essa cheia de beringela e abobrinha.
Chamamos o garçom e perguntamos se aquilo ali seria o pepperoni mesmo, ele disse que sim!!!! Quase procurei no Google berinjela e abobrinha em italiano! Kkkkkkk.
E não foi a primeira. Pedimos em outro local, para ter certeza e vieram as abobrinhas de novo. Mas, a fome falava mais alto, e foi para dentro pizza de abobrinha.
A gente que acompanha perfis de Instagram e blogs especializados em cerveja sempre se depara com algumas palavras específicas do meio cervejeiro. Algumas são tão usadas que a gente acaba acostumando, assimilando e entendendo o que significa. Mas, outras, a gente tem que “dar um Google”, não é mesmo?
Para te dar uma ajudinha, trago aqui alguns termos cervejeiros e seus significados para que você possa se familiarizar e saber um pouco mais sobre cada um. Bora aprender mais um pouquinho!
ABV: sigla de Alcohol by Volume, “Álcool por Volume” em inglês. A grosso modo é o percentual de álcool que tem na cerveja. Nosso famoso Teor Alcoólico. Seu cálculo é definido como o volume em ml de álcool puro em 100 ml. Ou seja, uma cerveja com 10% de ABV contém 10 ml de álcool a cada 100 ml de cerveja. Eita! Leia mais sobre ABV nesse post que fiz.
ADSTRINGÊNCIA – É a sensação de contração e repuxamento na boca, em especial na língua. É a mesma sensação de quando você come uma banana verde. Isso ocorre quando acontece algum erro durante a produção da cerveja.
ANTIOXIDANTE – Substância colocada na cerveja para protegê-la contra a ação do oxigênio, evitando sua oxidação.
BUQUÊ – Sensação que traduz a complexidade dos aromas de cerveja produzidos por seus ingredientes e seu processo.
BJCP – Abreviatura de Beer Judge Certification Program. É uma associação americana que padroniza os parâmetros de julgamento de cervejas nos concursos. Essa associação desenvolveu um Guia de Estilos de Cerveja, usado no mundo inteiro, para produzir e julgar as cervejas.
BRASSAGEM – É uma das fases da fabricação da cerveja. É a etapa em que macera os maltes. Momento em que que os açúcares são extraídos dos grãos através da atuação de diferentes enzimas ativadas pelo aquecimento da água em diferentes temperaturas.
No meio cervejeiro, costuma-se usar a palavra “Brassagem” para falar que vai fazer cerveja. “Vou fazer uma brasagem hoje” = “Vou fazer cerveja hoje”.
CARBONATAÇÃO – É o teor de gás carbônico (dióxido de carbono – CO²) presente na cerveja. São bolhinhas que ajudam na formação da espuma. Se a cerveja estiver com muita espuma, ela estará muito carbonatada. Leia mais sobre a Espuma aqui.
CERVEJARIA CIGANA – Cervejaria que não tem fábrica própria, ou seja, terceiriza sua produção na fábrica de outra cervejaria.
CORPO – É a sensação que temos da cerveja na boca quando bebemos, ou seja, é o peso que a bebida faz na língua. Quando sente ela leve na língua, tem um corpo baixo. Quando sente pesada, tem um corpo alto. Saiba mais sobre o corpo da cerveja aqui.
DRINKABILITY – É um conceito subjetivo que mede o quanto a cerveja é bebível ou agradável. Uma cerveja com alta drinkability é uma cerveja fácil e leve de beber. Cervejas com baixa drinkability, são cervejas pesadas que não se consegue beber muito.
EBC ou SRM – São escalas utilizadas para medir a cor das cervejas. Quanto maior o número, mais escura é a cerveja. Leis mais sobre EBC aqui.
FERMENTAÇÃO – Processo gerado pela levedura, no qual ocorre a conversão de açúcares do mosto em álcool e CO², transformando o líquido em cerveja.
GROWLER – Garrafa avulsa para transporte de cerveja. Pode ser feita de cerâmica, de vidro, de inox ou de plástico e ter diversas capacidades, normalmente, entre 1 a 3 litros.
IBU: Abreviatura de International Bitterness Units (IBU) é a Escala Internacional de Unidade de Amargor. Essa medida aponta o nível de amargor de uma cerveja. Quanto maior o número, mais alto é o amargor dessa cerveja. Leia mais IBU aqui.
LÚPULO – É uma flor responsável por fornecer o amargor para a cerveja. Também oferece sabores e aromas variados, dependendo do perfil do lúpulo. Além disso, ele tem a função de conservar a cerveja por mais tempo. Leia mais Lúpulo aqui
LEVEDURA – Grupos de micro-organismos usados para realizar a fermentação a partir do açúcar e produzir álcool e CO² (dióxido de carbono). Na verdade, é ela quem faz a cerveja! Leia mais sobre Levedura aqui.
LEI DA PUREZA – Em alemão, Reinheitsgebot. Lei estabelecida em 1516, pelos duques Wilhelm IV e Ludwing X, para regular a produção de cerveja na época. A partir de então, só foi permitida a fabricação de cervejas que utilizassem malte de cevada, água e lúpulo (fermento e fermentação eram desconhecidos). Em 1906, a Lei foi modificada para acrescentar o fermento (levedura) e admitir o trigo como adjunto. Mesmo ela não estando em vigor mais, seguir a Lei da Pureza é ter uma referência de qualidade em todo o mundo. Leia mais sobre Lei da Pureza aqui.
MALTE – Cereal que passou pelo processo de germinação e secagem para transformação do amido em açúcar fermentável. Ele que dá o aroma e o sabor às cervejas. Leia mais sobre malte aqui.
MOSTO/MOSTURA – Caldo resultante da mistura fervida de malte e água, rico em açúcares fermentáveis. Esse caldo será filtrado, para receber o lúpulo e o fermento e ser transformado em álcool e gás carbônico. Enfim, em cerveja.
PINT – modelo de copo tradicionalmente utilizado em pubs ingleses e, posteriormente, bares norte-americanos. Os pints ingleses, chamados de Nonic Pint, tem capacidade de 568 ml, enquanto os pints americanos, chamados de Shaker Pint, tem capacidade de 473 ml. Leia mais sobre Tipos Copos aqui.
OFF-FLAVOR – Qualquer aroma desagradável ou indesejado percebido na cerveja. Pode ser causado por problemas de oxidação, falta de higiene, ingredientes deteriorados ou transporte/ armazenagem inadequados. Leia mais sobre off-flavor aqui.
PICÂNCIA – Sabor como o da pimenta, que estimula, excita ou irrita o paladar.
RETROGOSTO – Sensação que permanece após a degustação e a ingestão da cerveja. Por exemplo: Uma IPA costuma ter um retrogosto amargo.
TURBIDEZ – Redução da transparência de um líquido. Quando a cerveja fica turva, opaca. Nas cervejas é comum encontrar turbidez devido a presença de leveduras (por não serem filtradas) e partículas de lúpulo (geralmente quando emprega-se a técnica de dry hopping) em suspensão.