Posso tomar cerveja vencida?

Já ouvi muitas perguntas como essa já que muitos ficam com o pé atrás quando o assunto são produtos vencidos.

Sabemos que todos os produtos alimentares, seja comida ou bebida, precisam obrigatoriamente ter uma data de validade. Alguns, realmente, não são aconselháveis comer depois da validade pois causam intoxicação alimentar. Mas, e a cerveja?

Antes de responder, vamos entender como é feito o cálculo da validade da cerveja.

Calculando a validade da cerveja

A validade da cerveja e de qualquer outro alimento ou bebida perecível é calculada sob o critério chamado “shelf life”. Esse termo representa o tempo de vida útil da bebida em prateleira, sendo contado a partir da data de produção do produto.

No caso da cerveja, essa contagem começa a ser feita a partir da maturação e fermentação do líquido.

Os produtos, em geral, têm uma validade de 12 meses, mas, no caso da maioria das cervejas especiais, esse tempo geralmente é menor e vai ser estipulado por cada produtor.

Validade de uma cerveja

Normalmente, a cerveja ainda está apta para o consumo e com as características sensoriais preservadas até 4 meses após o envase. Depois desse período, ainda continua sendo seguro consumir, mas sua qualidade sensorial pode começar a decair. Esse tempo de degradação vai depender de diversos fatores, como o estilo de cerveja produzido, a temperatura e forma de armazenamento e se ela passou por algum processo para diminuir a carga microbiana, como filtração ou pasteurização.

Algumas cervejas mais alcoólicas e complexas, que tenham ABV, por exemplo, acima de 9% de álcool, podem, normalmente, ser armazenadas além da sua data de validade. Elas são conhecidas como “Cervejas de Guarda”, pois podem ficar guardadas por períodos superiores a um ano e, após esse período de maturação na garrafa, elas passam a ter sabores e aromas ainda melhores.

Já as cervejas mais leves e menos complexas, são mais sensíveis e, com o tempo e forma de armazenamento, passam pelo processo de oxidação. Assim, quando estão mais perto de vencer, essas cervejas podem ficar com aromas que remetem a papelão, com percepção de maior dulçor, amargor desagradável e também trazem notas que remetem a algo metálico. Essas cervejas não vão fazer mal, mas provavelmente a experiência da degustação será comprometida, pois elas não estarão mais com os componentes de aroma e sabor frescos.

Por isso, a validade de uma cerveja depende de vários fatores.

O que acontece se tomar cerveja vencida?

Nada!

Até o momento não existe registro de intoxicação alimentar causado pelo consumido de cerveja vencida.

Há uma explicação científica para a bebida fora do prazo não fazer mal. As propriedades químicas da cerveja ajudam. É um meio que possui proteção microbiológica natural pois contém álcool, tem pH ácido, possui gás carbônico, tem o lúpulo que confere proteção bacteriostática e ainda possui baixo teor de açúcares disponíveis para microorganismos patogênicos consumirem e se proliferarem. Além disso, o próprio processo de fabricação, como a fervura do mosto, acaba por esterilizar o meio.

Porém, existe a possibilidade de proliferar bactérias caso a cerveja não tenha sido vedada corretamente, por isso, não podemos dizer que é impossível acontecer uma intoxicação alimentar com cerveja vencida. Impossível não é, mas, como já disse, não existe registro de ter ocorrido isso.

Até então, o máximo que pode acontecer se você tomar cerveja vencida é você tomar uma cerveja bem diferente de quando ela foi fabricada.

Aquele prazo de validade ali é a garantia que o produtor nos dá a respeito da qualidade do produto, se responsabilizando por apresentar um produto adequado para o consumo dentro daquele prazo.

De forma geral, beber uma cerveja vencida não vai fazer mal, mas também não será a melhor experiência vivida. Nesse caso, quanto mais fresca a cerveja, melhor o seu sabor – com exceção das cervejas de guarda, é claro!

Fontes: Site Cervejaria Sapatista / Blog Pão e Cerveja / Coluna Papo Fermentado

Mitos e Verdades sobre a cerveja

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A gente sempre escuta muitas informações sobre a cerveja e fica na dúvida se é verdade ou se é mito.

Vamos desvendá-los?

– A cerveja tem uma Deusa da mitologia: Verdade

Ninkasi é o nome da Deusa da Cerveja da Mitologia Suméria. Dizem que ela forneceu ao mundo o segredo para fazer cerveja. Na cultura sumeriana, ela também é conhecida por seu poder para satisfazer o desejo humano e saciar o coração. Além disso, ela é a Deusa do álcool e responsável pela “água espumante”. Ninkasi produzia a própria cerveja e a consumia diariamente. Esta história é de 10.000 a.C.

– Não existe copo específico para tomar cerveja: Mito

Para que os diferentes sabores e aromas da cerveja sejam ressaltados, cada estilo de cerveja pede um tipo de copo adequado. A Pilsen, por exemplo, pode ser apreciada em uma tulipa, por ter um formato fino em sua base e mais largo na boca, mantém a espuma constante e faz com que o aroma do lúpulo seja melhor sentido. Já a Weissbier, cerveja de trigo, será melhor apreciada em um copo Weizen. Esse tipo de copo é alto, possibilitando colocar todo o líquido da garrafa, incluindo o resto de levedura que fica depositada no fundo. Veja o post sobre “Tipos de copos”.

– A validade da cerveja especial pode ser maior que a indicada no rótulo: Verdade

As obrigações sanitárias no Brasil não permitem uma flexibilização em relação às validades nas cervejas artesanais. Depende muito do tipo de cerveja, da concentração de malte e da graduação alcoólica. Normalmente, uma cerveja artesanal dura mais do que sua validade e mesmo assim a deterioração é gradativa e não de um dia para o outro. Porém, como já disse, depende de cada cerveja. Algumas ficam até melhores depois da validade, como as Russian Imperial Stout. Outras, ficam ruins até mesmo antes de vencer, como algumas IPAs, que quanto mais perto da fabricação forem consumidas, melhor. Tudo depende do estilo, da forma como foi produzida, ingredientes usados e como foi armazenada.

– Cerveja artesanal é mais forte e mais amarga: Mito

Existem centenas de estilos de cerveja artesanal, alguns mais leves, outros mais potentes, alguns com o amargor quase que imperceptível outros com o amargor muito alto. Tudo vai depender do seu paladar e do que você está acostumado a beber. Uma coisa é certa: existem estilos de cerveja para todos os gostos. Seja você do time das levinhas, do time das alcoólicas, do time das adocicadas ou do time das lupuladas. Veja esta página que fiz dedicada somente aos estilos.  

–  O Lúpulo é um poderoso conservante natural: Verdade

A função do lúpulo vai muito além de conferir o amargor e aroma característicos de uma cerveja. Além dessas características dele que já sabemos, ele também tem a função de conservante natural da bebida, ajudando a prolongar a vida de prateleira da cerveja. Além disso, ele pode ser utilizado na culinária e na cosmetologia para clarear a pele e prevenir manchas e inflamações do tecido dérmico. Veja este post sobre “O lúpulo na cerveja”.

– Cerveja engorda: Mito

A cerveja tem menos calorias do que a maioria das bebidas alcoólicas. Por exemplo, a cachaça, a vodka e o vinho são bem mais calóricos que a cerveja, pois, a caloria está presente no álcool. Portanto, quanto menor o teor alcoólico, menos caloria a bebida vai ter. O que engorda é beber em excesso e optar por petiscos mais gordurosos para acompanhar a cerveja. Se quer manter a dieta, beba com moderação e opte pelas cervejas menos alcoólicas. Aqui, eu falo sobre as cervejas de baixa caloria.

– Existe diferença entre armazenar cerveja em lata ou garrafa translúcida, ou garrafa verde ou garrafa marrom: Verdade

O recipiente em que a bebida é guardada e a cor dele interfere no sabor, no aroma e na durabilidade de uma cerveja. Por exemplo, quanto mais clara for uma garrafa (garrafa transparente), maior é a exposição do líquido aos raios solares. Com isso, maior será o impacto negativo nos aromas e sabores da cerveja e menor será sua durabilidade. Na garrafa marrom, esse impacto é menor. Porém, o recipiente ideal para armazenar a cerveja é a lata. Nela não entra raio solar nenhum, isso faz com que o líquido se mantenha intacto. Por isso, algumas vezes, é possível sentir diferença em uma mesma cerveja na lata ou na garrafa. Veja o post sobre “O recipiente pode influenciar no aroma e saGarrafa x Lata: O recipiente influencia na cervejabor da cerveja”.

– Cerveja e saúde não combinam: Mito

Os ingredientes que compõe a cerveja (água, malte e lúpulo) são todos naturais e cada um traz um benefício para saúde. Se o consumo da bebida for moderado e responsável, é possível obter os benefícios do consumo da cerveja. Um exemplo são os polifenóis, compostos orgânicos presentes na cerveja, que desempenham importante função antioxidante no organismo. Veja esse post que falo sobre “Os benefícios da cerveja para a saúde”.

– Ingredientes naturais da cerveja têm potencialidades que merecem ser exploradas: Verdade

Os ingredientes naturais da cerveja fazem bem à saúde dentro e fora da garrafa. A cevada, por exemplo, é considerada pelos especialistas como um ‘superalimento’, ou seja, um alimento bastante completo, nutricionalmente muito rico e que pode ser ‘coringa’ em qualquer dieta balanceada. O grão pode ser consumido em substituição ao arroz, à farinha de trigo e na preparação de saladas, risotos e até chá.

– Há diferença nos ingredientes do chope (que fica no barril) e da cerveja de garrafa: Mito

Os insumos utilizados na fabricação do chope e da cerveja são os mesmos. Portanto, não há diferença. Por exemplo, o chope Pilsen de uma marca X, que está dentro do barril, tem os mesmos ingredientes da cerveja Pilsen dessa mesma marca que está na garrafa. O que difere é que temos o costume de chamar de chope o líquido colocado dentro do barril que, normalmente, não é pasteurizado. Por ele não ser pasteurizado, acaba ficando mais fresco, com sabores e aromas mais presentes e com um prazo de validade menor. Além disso, a forma como o chope é retirado das torneiras fazem com que ele receba oxigênio tornando-o mais cremoso. Porém, hoje em dia, algumas cervejarias engarrafam ou enlatam cervejas não pasteurizadas. E acaba ficando difícil sustentar que chope e cerveja são produtos diferentes. Leia o post Chope x Cerveja

– A espuma tem uma função específica na cerveja: Verdade

A espuma protege a bebida da oxidação, ou seja, impede que ela entre em contato direto com o oxigênio e oxide. Além disso, ela mantém o sabor, o amargor que está presente na cerveja e mantém a temperatura da bebida no copo. O ideal são dois dedos de espuma. Portanto, sem essa de pedir ou servir cerveja sem colarinho! Veja este post sobre “A espuma e sua importância para a cerveja”.

– A cerveja deve ser sempre servida muito gelada: Mito

Cervejas muito geladas tendem a diminuir a percepção do sabor e da complexidade das cervejas. Isso significa que, ao beber a cerveja trincando, como costumamos falar, poderá perder parte da experiência que determinadas cervejas podem proporcionar. Cada estilo de cerveja tem uma temperatura ideal para ser servida.

Em caso de dúvida há uma regra básica que pode seguir: quanto mais escura, menos fria. Não é uma regra perfeita e para a qual existem muitas exceções, mas há boas possibilidades de acertar se a seguir. As cervejas mais escuras muitas vezes são mais complexas e a temperatura a menos fria realça esses sabores. As mais claras, especialmente as de menor grau alcoólico, tendem a ser menos complexas e mais refrescantes, por isso poderão ser tomadas em temperaturas mais baixas. Mas, como já disse, em se tratando de cerveja, não é uma regra. Veja este post sobre “Como armazenar a cerveja artesanal“.

Falando em cervejas escuras, elas têm muitos mitos. Vai aí um bloco inteiro sobre eles:

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– Toda cerveja escura é muito alcoólica: Mito 

O responsável pela cor da cerveja é o malte. No processo de malteação, os cereais são germinados e o procedimento é interrompido no momento ideal por diferentes maneiras de secagem, como tosta, torrefação e defumagem. De acordo com esse processo as cervejas ganham cores e sabores diferentes. Portanto, a cor da cerveja não tem ligação com seu teor alcoólico. Um exemplo é a Dry Stout, que é uma cerveja bem escura, porém com o teor alcoólico entre 4% e 5%.  Veja este post sobre “Como é colocado o álcool na cerveja“.

– Cerveja escura é sempre doce: Mito

A coloração escura de uma cerveja definitivamente não é um indicador de dulçor. A Guinness, cerveja escura mais famosa do mundo, não é nada doce, assim como a Black IPA, que traz um sabor mais amargo. Existem, sim, cervejas escuras doces, mas não é uma regra.

Cervejas escuras são muito encorpadas: Mito

Mais uma vez, a cor da cerveja nada tem a ver com corpo. Existem cervejas claras encorpadas, escuras leves, claras leves e escuras encorpadas.

O corpo não é definido pela cor do malte, mas sim pela quantidade. A grosso modo, quanto mais malte for utilizado em sua receita, mais a cerveja será encorpada. Veja aqui o post “O malte e sua múltipla função”.

– Cervejas escuras não podem ser refrescantes: Mito

Apesar de muitas cervejas escuras serem menos refrescantes, existem sim cervejas escuras refrescantes. Exemplo são as Schwazbier e as American Brown Ale que são bem refrescantes!

Acho que com esses mitos desvendados e as verdades confirmadas deu para aprender um pouco mais sobre a cerveja artesanal, né?!

Aproveite esses links que coloquei em cada tópico para aprender mais ainda.

Quer saber mais? Siga @cervejeirauai

Pröst!!

#TBTemRoma: Fórum Romano e Palatino com Menabrea

E o ponto turístico traz mais um pouco de história.

Eu stou falando do Fórum Romano, um local onde os romanos, que viveram antes de Cristo, usavam para ostentar. Hoje, são ruínas carregadas de histórias.

Ali, funcionava o principal centro comercial da Roma Imperial. Era no Fórum que aconteciam as cerimônias triunfais e de eleições, onde eram realizados discursos públicos, os processos criminais, os confrontos entre gladiadores, e o centro dos assuntos comerciais. Muitas decisões tomadas ali afetam até hoje a vida de milhões de pessoas.

O Fórum é enorme, tem que ter muita “perna” para poder conhecer tudo. Nós não demos conta de ir em tudo. Mesmo porque era bem confuso. Alguns lugares não tinham placas. Então, fomos no que deu para ir.

A história do local começou aproximadamente em 600 a.C. Vários Imperadores passaram por ali, e cada um mandava construir Templos, Basílicas, Arcos para marcar sua passagem. Em 608 d.C. foi construído o último monumento do Fórum Romano. Ou seja, foram 10 séculos de construções.

Os monumentos construídos pelos imperadores se decaíram junto com o Império Romano e se tornaram ruínas. Os mármores e pedras preciosas que restaram foram extraídos, destruindo quase que completamente o local. O Fórum ficou completamente abandonado por muitos anos e, grande parte dos monumentos, ficaram soterrados, que acabou por preservá-los. A grama tomou conta, e acabou virando pasto por alguns anos.

No início do século XIX, foi dado início aos primeiros trabalhos de escavação. Até hoje, arqueólogos ainda descobrem algo por lá. Veja mais algumas fotos.

Perto dali fica o Palatino, 40 metros acima do Fórum Romano. Lá do alto existem seis mirantes que tornam possível ver vários pontos turísticos de Roma, da para ver do Fórum à parte do Vaticano e Coliseu. Muito legal!

O Palatino deu origem à cidade de Roma. Segundo a mitologia romana, foi aqui que os irmãos Rômulo e Remo foram encontrados e amamentados por uma loba. A lenda diz que quando os irmãos decidiram construir uma cidade às margens do rio, como não conseguiam chegar a um acordo, Rômulo assassinou Remo e fundou a cidade de Roma.

Escavações recentes mostraram que já havia habitantes no monte em 1.000 a.C. O lugar onde se concentravam os palácios da aristocracia de Roma, cujas construções foram estimuladas pelo Imperador Augusto, transformando o monte na sede oficial do poder do Império Romano, que foi o maior da antiguidade.

Hoje em dia, o local possui apenas as ruínas dos tempos da grande ostentação romana. Veja algumas fotos!

Cerveja da vez

A cerveja escolhida para este #TBT foi a Menabrea.

Mais precisamente a Birra Bionda (Cerveja Loira) da Birra Menabrea. Uma Premium American Lager, que leva, sim, o famigerado milho. É uma cerveja bem comum. Com aroma e sabor maltados e o amargor bem discreto. No geral, é uma cerveja leve e fácil de tomar! Seu ABV é 4,8%

A Birra Menabrea surgiu em 1846, na cidade de Biella (próxima a Milão e Turim), na Itália. Seu nome é inspirado no sobrenome dos seus criadores. São produzidos anualmente cerca de 100 mil hectolitros de cerveja, parte para exportação em vinte países.

Além da Bionda, eles fabricam também a Ambrata (Premium Amber); a Strong (Premium Strong); a Rossa (Double Malt); a Weiss (Unfiltered); a 1846; e as comemorativas de 150 anos da cervejaria.

Prato do dia

Os pratos escolhidos para esse #tbt são mais dois típicos italiano: Talharim à bolonhesa e Ravioli ao pomodoro. Eu amo!

Chocolate e Cerveja: Saiba como a cerveja pode estar presente na Páscoa

Se você não abre mão da cerveja nem mesmo quando o assunto da vez é o chocolate você vai gostar dessas dicas que darei.

Tem duas formas de você incluir a cerveja na Páscoa. Uma é harmonizando a cerveja com o chocolate. Com as combinações certas, você pode aproveitar as texturas e a intensidade da cerveja e do chocolate para criar novos sabores e sensações ou apenas para completar o sabor um do outro.

A outra forma é “substituindo” o chocolate por cervejas que trazem o mesmo prazer que um chocolate é capaz. Eu iria gostar bem se ganhasse uma Russian Imperial Stout no lugar de um chocolate.

Então, primeiro, vamos às dicas de cervejas que harmonizam com o chocolate.

Chocolate branco

Primeiro, vamos começar com o mais doce deles: o chocolate branco. A textura dele é mais pastosa, mais macia e é bem adocicado, por isso, cervejas mais frutadas e ácidas vão combinar muito bem com ele. E como é bem gorduroso, pode combinar com cervejas com teor alcoólico mais elevado para fazer o corte e a limpeza da boca, removendo a sensação pegajosa e amanteigada.

Exemplos: Fruit Beer (especialmente se for uma cerveja com adição de frutas vermelhas), Strong Golden Ale e Belgian Tripel.

Chocolate ao leite

O chocolate ao leite também é mais adocicado por isso ele harmoniza melhor com cervejas que tenham um perfil torrado, com médio corpo e médio amargor.

Exemplo: Stout, Porter, Bock e Dubbel

Chocolate Amargo

Como o nome já diz, este tipo de chocolate tem amargor mais pronunciado. Para combinar com chocolates amargos, nada melhor que cervejas mais intensas, que sejam mais escuras, mais maltadas, de teor alcoólico mais alto e mais amargas.

Exemplo: Russian Imperial Stout, Belgian Dark Strong Ale, Wood-Aged Beer

Chocolate meio amargo

Como ele não é tão amargo, o equilíbrio entre o doce e o amargor permite harmonizar com cervejas não tão intensas quanto as que combinam com o chocolate amargo.

Exemplo: Dunkel e Dry Stout

Dica extra: Cervejas muito claras, leves e refrescantes, de teor alcoólico baixo, costumam não harmonizar bem com chocolates em geral.

Cervejas para substituir o chocolate

Algumas pessoas trocam o chocolate facilmente por uma cerveja, já que algumas delas trazem a mesma sensação de estar comendo o chocolate.  Para trazer essa sensação, algumas cervejas usam maltes tostado, outras utilizam o nibs de cacau, que são amêndoas de cacau torradas, trituradas e descascadas. Eles trazem notas de chocolate para o sabor e aroma da cerveja. Parece m chocolate líquido. Eu amo cervejas assim!

Se você é desse time também, anota aí essas dicas também!

Schwarzbier, Bock, Russian Imperial Stout, Cacau IPA, Porter, Stouts, Dubbel, Quadruppel, Doppelbock, Belgian Dark Strong Ale e Barleywine.

Clique aqui para ver um reels que criei com cerveja e ovo de Páscoa

Clique aqui para ver o reels com dicas de 3 cervejas que combina com chocolate

Boa Páscoa!

#TBTemRoma: Piazza del Popolo e Altare della Patria (Roma): dois monumentos com cerveja dinamarquesa

Que tal mais uma voltinha, desta vez, em dois pontos turísticos de Roma com muita história. Aliás, Roma é uma aula em cada esquina que se passa!

O Altare della Patria é mais um ponto turístico gigante. Além de lindo e imponente, é um importante monumento que representa uma parte da história da Itália.

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É também conhecido como Monumento Nazionale a Vittorio Emanuele II ou ainda Il Vittoriano, pois foi construído em homenagem a Vítor Emanuel II da Itália, primeiro rei da Itália unificada e considerado o pai da pátria italiana.

Inaugurado em 1911 e finalizado em 1935, o monumento foi feito de puro mármore branco. Ele se destaca na cidade, podendo ser visto de vários pontos de Roma, além de ser o único prédio branco em meio aos diversos prédios marrons e clássicos que o rodeiam. Foi apelidado pelos turistas como “Bolo de Casamento” e pelos romanos como “Máquina de Escrever”.

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Além da linda escadaria, o monumento tem fontes, uma enorme estátua de Vítor Emanuel e duas estátuas da deusa Vitória que guiam duas quadrigas. Do lado de fora, ficam dois soldados o tempo inteiro protegendo uma chama eterna que fica exatamente na tumba do soldado desconhecido.

Do lado de dentro, fica um museu dedicado à unificação da Itália e há um elevador panorâmico que dá acesso ao topo do monumento, onde se pode ter uma visão panorâmica da cidade de Roma.  Não subimos, pois estamos muito cansados, mas, dizem que é linda a vista.

O outro ponto turístico é a Piazza del Popolo (Praça do Povo), uma praça bem grande e diferente. Para entrar nela, temos que passar por um portal onde, conforme a história, o imperador Nero morreu e foi sepultado.

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O obelisco Flamínio, que fica no centro da praça, veio do Egito, em 1589. Tem 24 metros de altura

Na entrada da praça, está a Basílica Santa Maria del Popolo (ou Basílica de Santa Maria do Povo), que abriga várias obras de artes. E, para quem gosta de filme, dentro dessa igreja fica a Capela Chig, onde foram filmadas cenas de Anjos e Demônios. Nessa capela tem uma pirâmide (símbolo pagão dentro de uma Igreja Católica) e o Anjo (estátua de Habacuque, de Bernini) que aponta para o chão da capela, que tem a pintura que chamam de Morte Alada.

Além da Basílica Santa Maria del Popolo, na praça tem as duas igrejas gêmeas, como são chamadas por serem bem parecidas: a Santa Maria in Montesanto e Santa Maria dei Miracoli ou dos Milagres. Em uma delas tinha uma arte bem no centro, que era uma cabeça pendurada, não entendi o que era aquilo.

Subindo uma escadaria de 135 degraus por ali, tem-se acesso à Piazza di Spagna, onde dá para ver a Piazza del Popolo pelo alto.


Cerveja da vez

O #tbt de hoje é com esta Pilsner dinamarquesa, a Green Tuborg que eu tomei em Roma. Uma cerveja comum, normal para os padrões internacionais. Feita com água, levedura, lúpulo e malte. Seu sabor é adocicado, super suave. No final, tem um leve amargor. ABV: 4,6%

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A Tuborg foi fundada em 1873 por Carl Frederik Tietgen, com sede em Hellerup, um distrito do norte de Copenhagen. O nome Tuborg está relacionado ao nome da rua onde foi fundada a cervejaria. Essa cervejaria produziu a primeira cerveja tipo Pilsner da Dinamarca, em 1880, e a embalou em garrafas com um rótulo verde distinto. Tornou-se instantaneamente popular entre os dinamarqueses.

Em 1969, foi comprada pela empresa Carlsberg. Hoje, a Tuborg se tornou uma marca internacional, presente em 70 países.


Prato do dia

Hoje, vão ser dois pratos: Penne a Carbonara e Lasanha do Restaurante Il Nuovo Faro di Angelo e Pierangelo. Deliciosos! Esse dia optei por um vinho da casa e Thiago pela cerveja.

Os pratos na Itália são todos maravilhosos. Eu amei tudo!

O Outono chegou! Estilos de cerveja para beber nesta estação

Chegou o outono!

Por ser uma estação que vem depois de uma estação muito quente e antes de outra muito fria, o Outono é considerado um período de transição. Uma das principais características do outono é a redução gradativa das temperaturas diárias, que passam de elevadas a mais amenas, antecipando o período frio que vem na sequência. Nessa estação, as noites são mais frescas, convidativas para uma cerveja mais encorpada. Porém, ainda podemos ter dias relativamente quentes, o que pede cervejas mais leves.

Pensando nessas características, trouxe quatro estilos de cerveja que vão combinar muito bem com essa estação, seja em seus momentos quentes ou em seus momentos mais friozinhos.

Pega essas dicas, aproveite seu outono e beba com moderação!

– Irish Red Ale: cervejas de corpo médio, leve dulçor de caramelo e baixa presença de lúpulo. Fácil de beber, com bastante realce para o malte, doce no início e mais tostada e seca no final. Bem refrescante, ela vai descer fácil nos dias mais quentes do outono. Dica Mineira: Red Ale da Prussia Bier

–  Brown Ale: a principal característica desse estilo está em ter o malte como a grande estrela, ele proporciona à cerveja aromas de caramelo, toffee, nozes, chocolate e panificação. Além do dulçor e um leve amargor de tosta. A graduação alcoólica do estilo é relativamente baixa, ficando entre 2,8% a 5,4%, o que combina com os dias mais quentes. Dica Mineira: Brown Ale da Cervejaria Albanos

– Oktoberfest Bier ou Märzen Bier: O aroma dos maltes alemães é moderado. Sentem-se notas tostadas, de pão e pouco a nenhum aroma de lúpulo. Na boca, o malte inicial sugere alguma doçura, mas o final é seco. É levemente encorpada. Combina tanto com os dias quentes, quanto os dias mais amenos. Dica Mineira: Oktoberfest da Krug Bier

– Dry Stout: é um estilo de cerveja bem escura e que muitas vezes tem um sabor tostado ou semelhante a café. Apresenta corpo médio a baixo, amargor suave e final bastante seco. É fácil de beber, porém, consegue dar uma esquentadinha no corpo. Combina com os dias quentes ou com os dias frios. Dica Mineira: Dry Stout Cacau da Cervejaria Slod

– Bock: são cervejas tipicamente escuras, o malte é predominante no aroma e no sabor, mas pode adquirir outras características, como notas de caramelo, picantes e de chocolate, levemente tostadas. É doce e relativamente forte, com o teor alcoólico entre 6,3% -7,2%, que desce bem no friozinho. Dica Mineira: Cacau Bock da Cervejaria Astúcia

– Belgian Dubbel: tem aromas complexos, possuem doces de malte, possivelmente contendo notas de chocolate, caramelo e/ou tostado. Há a presença de ésteres frutados moderados, podendo incluir banana ou maçã, e são comuns os fenóis picantes e os álcoois superiores. Os sabores deste estilo têm qualidades semelhantes ao aroma, contendo um complexo sabor de malte médio a médio alto, e embora seja doce, acaba terminando moderadamente seco. Como é um estilo mais forte e mais alcoólico, cai muito bem com os dias mais frios. Dica Mineira: Dubbel da Wäls

Observou que todas têm coloração mais escuras e muitas trazendo o tostado e notas de caramelo? Segue esse fluxo que você não vai errar nas cervejas durante o Outono. E, se seguiu minha dica, não deixe de me marcar no Instagram @cervejeirauai. Te espero lá!

St. Patrick’s Day: curiosidades sobre o festejo

Afinal, quem é Patrick?

Apesar de muitos acharem que São Patrício era irlandês, ele era britânico e seu nome original é Maewyn Succat. Ele nasceu de pais romanos no País de Gales.

Não se sabe muitos detalhes da vida do inglês St. Patrick ou São Patrício (para nós). O que sabemos é que nasceu em 377 e que seu pai era cristão e seu avô era padre (nesse tempo, os padres ainda podiam se casar). Porém, ele foi se interessar pela religião somente na adolescência.

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Aos 16 anos, enquanto viajava pela Grã-Bretanha para espalhar o cristianismo, Patrício foi sequestrado e escravizado por piratas irlandeses. Foi submetido a trabalhos forçados num ambiente terrível, entre pessoas rudes, brutas e pagãs. Tentou fugir duas vezes, sem sucesso. Somente na terceira vez, após 6 anos de sofrimento, ele conseguiu escapar.

Foi para a França onde partilhou a vida em vários mosteiros e conseguiu se habilitar para a vida religiosa, que unia o estilo de vida monástico, pela disciplina e oração, e também missionário, caracterizando-se pelo desejo de anunciar o Evangelho aos pagãos.

Em 432, alegou ter recebido um chamado para regressar à Irlanda, porém como bispo, para a evangelização dos irlandeses. Deixou para traz tudo que sofreu naquela terra e aceitou.

Embarcou para aquele país, que tinha uma sociedade 100% pagã, e trabalhou na evangelização de novos cristãos. Com isso, tornou-se responsável por trazer os irlandeses para a religião católica. Séculos depois, tornou-se padroeiro do país. Hoje, o catolicismo é a maior religião da Irlanda e um dos responsáveis foi Patrício, Saint Patrick.

São Patrício faleceu no dia 17 de março do ano 461, na cidade de Down. Hoje, a cidade se chama Downpatrick (Cidade de Patrício) em sua homenagem.  Há alguns séculos, essa data é feriado nacional para celebrar São Patrício.

Como surgiu o festejo?

Em 1760, os imigrantes irlandeses que moravam nos Estados Unidos começaram a celebrar o 17 de março, dia de seu padroeiro, para lembrar o país de origem. Por décadas, era uma festa mais religiosa e, acima de tudo, essencialmente local. Somente cidades com grandes comunidades irlandesas comemoravam e, mesmo assim, era algo restrito aos bairros de imigrantes.

Foi só no fim do século 20 que a festa ganhou ares mais nacionais, espalhando-se por pubs e paradas nas ruas de costa a costa. A partir de então, a festa não parou de crescer, cruzou as fronteiras, passou a marcar os calendários de outros países, assim como aqui no Brasil, que adora uma desculpa para festejar.

Hoje, a Irlanda não só reconhece como promove a festa originalmente americana. O 17 de março passou a ser a data nacional mais famosa do mundo. Algumas cidades iluminam pontos turísticos de verde e até mesmo colorem seus rios com essa cor.

Nas festas maiores, encontramos um festejo cheio de atividades como desfiles, festivais de música celta, culinária irlandesa, apresentações de teatro, cinema ao ar livre e é claro, muita cerveja. A maioria dos lugares, fazem chopes verdes para a festa ficar ainda mais caracterizada. É o verdadeiro carnaval irlandês!

Mais Curiosidades

  • O Dia de São Patrício é a única data em que se pode beber nas ruas da Irlanda! O consumo de bebida alcoólica nas ruas do país é terminantemente proibido e a infração é punida com multa; contudo, essa proibição é suspensa no St. Patrick’s Day, único dia do ano em que os irlandeses podem beber sua cerveja a vontade pelas ruas das cidades.
  • Corned-beef boil é o prato do St. Patrick’s Day. Trata-se de um prato clássico de carne salmorada com repolho que combina muito bem com cerveja, inventado por imigrantes irlandeses em Nova Iorque.
  • O maior desfile de St. Patrick’s Day não é na Irlanda e sim em Nova Iorque! Nos Estados Unidos, Canadá e Austrália, onde existem muitos imigrantes irlandeses, a data é comemorada oficialmente com desfiles

Simbologia

O festejo carrega alguns símbolos cheios de indentidade com a Irlanda. Com certeza você já deve ter visto alguns deles nas divulgações das festas, porém, você sabe o que significa? Vamos lá!

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O trevo – O folclore irlandês alega que um dos métodos de evangelização do St. Patrick incluía o uso de um trevo de três folhas para explicar a doutrina da Santíssima Trindade para os irlandeses, com isso, o uso de trevos de três folhas e similares estão intimamente ligados aos festejos. Outra explicação é que no século XVII, o trevo tornou-se símbolo do nacionalismo irlandês emergente, visto que, como os ingleses começaram a confiscar terras irlandesas e a criar leis contra o idioma irlandês e a prática do Catolicismo, muitos irlandeses começaram a usar o trevo como um símbolo do orgulho de suas origens e para demonstrar seu desgosto ao domínio inglês.

A cor verde – Durante a rebelião irlandesa de 1798, na esperança de propagar seus ideais políticos, soldados irlandeses vestiram uniformes verdes no dia 17 de março na esperança de chamar a atenção pública para a rebelião. A expressão irlandesa “the wearing of the green” (vestindo o verde), significa usar um trevo ou então outra peça de roupa que seja verde em referência aos soldados rebeldes.

Beliscão e roupa verde – Entre as crianças, há a tradição de beliscar os amigos que não vestem verde neste dia.

Duende, arco-íris e o pote de ouro – No folclore irlandês, os Leprechauns (pronuncia-se Leprecáuns), são guardiões de tesouros que moram no país desde muito antes dos celtas e vivem escondidos com seus potes de ouro no final do arco-íris.

Muito travessos, adoram pregar peças e são muito ágeis, quase impossíveis de serem alcançados. Por isso, há uma lenda que quem capturar um poderá fazer três pedidos. Os celtas acreditam muito em fadas e duendes.

Agora que você já sabe o significado do festejo, bora tomar um chope verde?!

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Dicas do festejo em BH neste ano de 2023:

St. Patrick’s Day BH 2023: @saintpatricksbh

St. Patrick’s Rock Station: @jangalbh

Odorico St. Patrick’s Day with Cash: @odoricocervejaria

 Semana de São Patrício HB: @hofbrauhausbh

St. Patrick’s Day Stadt Jever: @stadtjever

St. Patrick’s Week: @forjataverna

St. Patrick’s Santo Growler: @santogrowler

 St. Patrick’s Porks: @porks_savassi

#TBTemRoma: Uma parada em Fontana di Trevi a fonte mais lotada que já vi

De volta com o #TBT, eu começo com o país que eu sempre sonhei em ir: a Itália. Foi quando, em 2017, decidimos fazer o roteiro Alemanha-Itália.

Para começar, nada mais justo que falar primeiro da capital desse país que tem dezenas de pontos turísticos. Então, vamos fazer um tour virtual por Roma

Ponto Turístico

Hoje, vou falar de um dos principais pontos turísticos e o mais visitados da cidade que é a Fontana di Trevi (Fonte de Trevi). É o lugar mais cheio que já vi na minha vida. Você pode ir lá em qualquer hora, seja 9h da manhã ou 23h da noite, qualquer hora está lotado, com uma pessoa em cima da outra. É difícil achar um espacinho para tirar uma foto. Olha nessa foto abaixo:

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A fonte é realmente linda! Quando a vi, fiquei boquiaberta, quanta exuberância! Ela é muito grande, aliás é a maior de Roma, com cerca de 26 metros de altura e 20 metros de largura). Os monumentos brancos aliados à água azul, deixam aquela ambiente mágico. À noite, as luzes dão um charme ainda maior para ela. É muito linda mesmo. Atrás dela, é a fachada do Palazzo Poli.

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De acordo com a história (fonte: Wikpédia), a fonte foi construída em 19 a.C. Porém, seu aspecto final data de 1762. O nome de Trevi deriva de Tre Vie (três vias), já que a fonte era o ponto de encontro de três ruas.

Existe a tradição de atirar uma moeda de costas para a fonte para poder voltar à Roma.

Uma curiosidade é que são jogados cerca de 1,5 milhões de euros por ano na fonte. O dinheiro normalmente é recolhido e doado à Cáritas, uma rede de organizações humanitárias da Igreja Católica. Em 2019, esse valor foi motivo de disputa entre a prefeita de Roma na época e o Vaticano. Porém, após a repercussão negativa, a polêmica  foi encerradae o dinheiro se manteve com as Cáritas.

Veja aí mais fotos desse “trem” lindo:

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Cerveja do dia:

#tbt com cerveja artesanal italiana? Vemos por aqui.

Essa foi a única cerveja artesanal que tomei na Itália. Não por falta de opção, mas porque meu objetivo lá foi somente conhecer as cidades, os pontos turísticos, então não me preocupei em procurar cervejarias nenhuma.

O tempo era corrido e à noite, eu queira conhecer os lugares populares. Então, consegui selecionar uma só, que foi o Open Baladin, bar da Birra Baladin. Todas que tomamos eram deliciosas. Valeu a pena!

O Open Baladin conta com mais de 200 rótulos de cervejas especiais, dessas, 40 são de produção exclusiva da Baladin. Algumas são servidas em garrafas, outras na torneira, como dizem por lá: “birre alla spina”.

Achei as comidas e cervejas bem carinhas. Mas, vale a pena cada gota bebida e cada batata comida. É um local bem descontraído, muitos jovens, música e fica no centro de Roma.

Ah, o cardápio também é variado. Esse prato da foto são as batatas rústicas com molho especial (valores de 2017).

Vejam as fotos. O local é bem escuro, por isso as fotos não ficaram muito boas. E o celular da época também não ajudava.

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A história da Birra Baladin começa em 1986, depois que Teo Musso (fundador), tomou uma cerveja Belga. Ele ficou tão encantado com aquilo, que resolveu abrir um bar, em Piozzo (Turim -Itália), chamado Le Baladin que venderia cervejas especiais, com destaque para as Belgas. Mas ele tinha um grande desafio, pois, Turim é conhecida por produzir um dos melhores vinhos italianos. E o seu desafio era implantar a cultura cervejeira por ali.

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Teo viajou para a Bélgica, aprendeu a fazer sua cerveja e, em 1996, passou a produzir e comercializar a Birra Baladin. Hoje, é uma das maiores cervejarias artesanais da Itália, que conta com mais de 30 variações de sabor em suas garrafas de formato super diferente.


Prato do dia

O prato do dia é essa maravilha de Calzone.

Sem saber o tamanho do prato, os dois “zoiudos” pediram um para cada. Não lembro o recheio. Mas, por lá, as massas não vem com recheios com muito incremento igual aos nossos. Devia ser molho de tomate com calabresa . Aí você pede achando que vai vir um “trem” pequeno, mas chega essa massa desse tamanho. E, para variar, um olhou pro outro, respirou fundo, e falou: Bora! Delicioso! Dei conta de comer tudo e olha nossa cara de desanimo antes de começar os trabalhos!

Cervejaria mineira cria cerveja com uso de Inteligência Artificial

Para a produção de uma Black IPA, Prussia Bier utilizou o ChatGPT

A cervejaria mineira Prussia Bier lançou sua primeira cerveja feita com a ajuda da Inteligência Artificial. Foram utilizados dois tipos de robôs um para fazer a cerveja e outro para criar o rótulo.

O ChatGPT é um chatbot (robô) voltado para desenvolver diálogos reais com os humanos e solucionar dúvidas. Além disso, a plataforma contesta premissas incorretas, desenvolve histórias, descreve imagens e muito mais.

Essa nova tecnologia é um tema que está sendo muito discutido na atualidade e a Prussia Bier, como está sempre ligada nas novidades do mercado, largou na frente: É a primeira cervejaria do Brasil a usar o ChatGPT na produção de uma cerveja comercial.

Segundo Fernando Cota Carvalho, sócio da cervejaria, foi uma experiência incrível e inédita. “Buscamos a inteligência do robô para criar uma receita de cerveja e além disso, usamos outra IA, o Midjourney,  para criar o rótulo dessa cerveja. E o resultado foi fantástico.”, conta Fernando.

A cerveja criada é uma Black IPA. Uma cerveja de cor escura, bem equilibrada, com espuma esbranquiçada e cremosa. Apresenta um forte sabor e aroma de lúpulo, enquanto apresenta um baixo caráter de malte torrado, contrariando o sentido visual. É uma cerveja cremosa de amargor moderado que a tornará uma cerveja refrescante e satisfatória para beber. Seu teor alcoólico (ABV) é de 6,5% e o índice de amargor (IBU) é 61.

O processo foi todo acompanhado pelo mestre cervejeiro da Prussia, já que precisou sofrer adaptações. De acordo com Maycon e Sildênio, mestres cervejeiros da cervejaria, a criação de uma receita de cerveja precisa levar em consideração também os equipamentos que estão disponíveis na cervejaria e qual é o resultado que consegue gerar em cada etapa do processo. “Alguns ajustes tiveram que ser feitos, como adequar a proporção de grãos de malte e lúpulo, por exemplo, para os parâmetros do equipamento que temos na fábrica.”, contam eles.

Segundo os cervejeiros o ChatGPT funciona muito bem para criar os parâmetros básicos da receita, como ABV, IBU, extrato final, escolhas de maltes e, além disso, consegue acatar sugestões e sugere melhorias pra receita dependendo da demanda de quem opera o sistema. “Por exemplo, ao falar com ele que gostaríamos de uma cerveja com menos sabor de malte torrado, ele sugeriu uma troca de maltes para a nossa Black IPA, de forma que ela deixaria de ser uma cerveja preta e se tornar uma cerveja acobreada. Esse ajuste, tivemos que fazer na fábrica.”, explicam os cervejeiros.

A experiência mostrou que apesar da I.A. ajudar na elaboração da receita, a presença efetiva no mestre cervejeiro é imprescindível para a produção final, pois, em vários momentos precisou da adequação do profissional. 

Sinta o sabor da colaboração entre homem e máquina: a A.I. Black IPA é uma cerveja que une o melhor dos dois mundos. Para adquirir a sua, clique aqui.

Confira a descrição da cerveja criada pelo próprio robô:


A cerveja vai apresentar uma cor escura a intensa, com tons rubi e marrom escuro, chegando ao preto. A espuma deve ser de cor bege clara e consistente, com boa formação e retenção. O aroma será dominado pelos lúpulos Since, Centennial e Cascade, apresentando notas cítricas, florais e resinosas. Também um leve aroma de malte tostado e chocolate amargo.

No paladar, a cerveja apresenta um amargor alto e assertivo, com notas de grapefruit, laranja e pinho vindas dos lúpulos. O malte tostado deve contribuir com um leve sabor de café e chocolate amargo, mas sem ser muito dominante.

Afinal, o que é cerveja Puro Malte?

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Hoje, eu vim tentar desmistificar alguns mitos em torno da tal Puro Malte! ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Eu já ouvi muito essas frases: “Eu só tomo cerveja Puro Malte!”, “Toma essa cerveja, ela é boa porque é puro malte!”.

Portanto, é bom entendermos antes o que é cerveja Puro Malte para podermos chegar à conclusão se, realmente, ser Puro Malte é sinônimo de qualidade.

Só para contextualizar, vou falar um pouco sobre o malte.

Ele não é um cereal em si.

Para se tornar malte, cereais como cevada, trigo, arroz e milho passam pelo processo de malteação. Esse processo é uma germinação forçada. Ao umidificar o cereal, ele começa a germinar. Assim que começa a germinar, essa germinação é cortada através de secagem. Aí surge o malte. Depois disso, o malte pode ser torrado, defumado, etc. E essa torrefação, defumação interfere nos aromas, sabores e cores da cerveja.

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Clique aqui para saber mais sobre a Coloração da cerveja.

A maioria das cervejarias artesanais utiliza maltes fabricados a partir da cevada e do trigo, pois possibilitam maior variedade de cervejas e sabores. Se quiser saber mais sobre o malte, clique aqui.

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E o que é uma cerveja Puro Malte?

As Puro Malte são cervejas que usam apenas o malte como fonte de açúcar. Ou seja, os ingredientes que compõem a cerveja são apenas: Água, MALTE, lúpulo e levedura. Somente! Essas sim, são Puro Malte. Simples assim.

Quais não são puro malte?

São cervejas que usam quaisquer outros adjuntos cervejeiros, além dos 4 citados.

Os exemplos mais conhecidos de não Puro Malte são as cervejas de massa (Brahma, Budweiser, Kaiser…), que substituem uma porcentagem do malte por cereais não maltados, como milho e arroz. Por isso, chamam elas por aí de cerveja de milho.

A legislação brasileira permite isso. De acordo com as nossas leis, as cervejarias podem usar 45% de adjuntos para substituir o malte. E com base nessa lei, elas “deitam e rolam” e usam o limite de 45% de cereais não maltados, açúcares de cana, xaropes diversos, e os outros adjuntos já citados. O objetivo delas é tornar a produção mais barata, deixando-a mais acessível ao público; acelerar a produção; encurtar o tempo de fermentação ou maturação; e deixar a cerveja mais leve.

Porém, alguns estilos de cervejas especiais usam outros adjuntos para dar sabor, aroma e qualidade à cerveja. Elas usam adjuntos como: Açúcares de diversas origens, corantes, ervas, frutas, flores, raízes e especiarias. Porém, por elas não serem “puras” não significa que sejam de má qualidade. A maioria apresenta uma excelente qualidade. Posso citar vários exemplos: IPA com adição de manga, qualquer Witbier, já que tem adição de semente de coentro e casa de laranja, Fruit Beer, que leva a frutas. Enfim, a variedade de não “puras” é extensa.

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Não tem mistério. Usa somente malte como fonte de açúcar na produção? E contém apenas os 4 ingredientes? É puro malte!
Usa outros adjuntos além do malte? Não é puro malte!

Porém, nem todas as Puro Malte são de qualidade. Pois, a q
Com isso, podemos chegar a duas conclusões:

1- PURO MALTE não é garantia de qualidade. A qualidade da cerveja vai depender da forma como foi produzida, ingredientes utilizados e outras “artimanhas” que possam vir a comprometer essa qualidade, mesmo sendo puro malte! Você pode comprar uma cerveja Puro Malte e ela não ser boa para o seu paladar.

2 – Existem muitas cervejas que não são Puro Malte e têm excelente qualidade. Por isso, não podemos falar que só é boa a cerveja que é puro malte..

Parece complicado, mas, não é!

Na dúvida, siga seu paladar. Como não dá para saber como foi fabricada e a procedência dos ingredientes, seu paladar vai “falar” para você se é boa ou não para ele.

Espero que tenha ajudado você a entender esse assunto que tem sido bastante explorado, principalmente, nas propagandas e rótulos das cervejas. A maioria tenta passar para o consumidor, que o produto ser Puro Malte, é sinônimo de qualidade. Mas vimos que ne sempre é assim. Cuidado!!!