St. Patrick’s Day: tudo sobre esse festejo

chope verde
Não se sabe muitos detalhes da vida do inglês Patrick ou Patrício, para nós. O que sabemos é que nasceu em 377, seu pai era cristão e seu avô era padre (nesse tempo, os padres ainda podiam se casar). Porém, ele foi se interessar pela religião somente na adolescência.patrick

Aos 16 anos, enquanto viajava pela Grã-Bretanha para espalhar o cristianismo, Patrício foi sequestrado e escravizado por piratas irlandeses. Foi submetido a trabalhos forçados num ambiente terrível, entre pessoas rudes, brutas e pagãs. Tentou fugir duas vezes, sem sucesso. Somente na terceira vez, após 6 anos de sofrimento, ele conseguiu escapar.

Foi para a França. Lá, partilhou a vida em vários mosteiros e conseguiu se habilitar para a vida religiosa, que unia o estilo de vida monástico, pela disciplina e oração, e também missionário, caracterizando-se pelo desejo de anunciar o Evangelho aos pagãos.

Em 432, alegou ter recebido um chamado para regressar à Irlanda, porém como bispo, para a evangelização dos irlandeses. Deixou para traz tudo que sofreu naquela terra e aceitou.

Embarcou para aquele país, que tinha uma sociedade 100% pagã, e trabalhou na evangelização de novos cristãos. Com isso, tornou-se responsável por trazer os irlandeses para a religião católica. Séculos depois, tornou-se padroeiro do país. Hoje, o catolicismo é a maior religião da Irlanda e um dos responsáveis foi Patrício, Saint Patrick.

São Patrício faleceu no dia 17 de março do ano 461, na cidade de Down. Hoje, a cidade se chama Downpatrick (Cidade de Patrício) em sua homenagem.  Há alguns séculos, essa data é feriado nacional para celebrar São Patrício.

Como surgiu o festejo?

No século 19, os imigrantes irlandeses que moravam nos Estados Unidos começaram a celebrar o 17 de março, dia de seu padroeiro, para lembrar o país de origem. Por décadas, era uma festa mais religiosa e, acima de tudo, essencialmente local. Somente cidades com grandes comunidades irlandesas comemoravam e, mesmo assim, era algo restrito aos bairros de imigrantes.

Foi só no fim do século 20 que a festa ganhou ares mais nacionais, espalhando-se por pubs e paradas nas ruas de costa a costa. A partir de então, ela não parou de crescer, cruzou as fronteiras, passou a marcar os calendários de outros países, assim como aqui no Brasil, que adora uma desculpa para festejar.

Hoje, a Irlanda não só reconhece como promove a festa originalmente americana. E passou a ser a data nacional mais famosa do mundo. Algumas cidades iluminam pontos turísticos de verde e até mesmo colorem seus rios com a mesma cor.

 

Nas festas maiores, encontramos um festejo cheio de atividades como desfiles, festivais de música celta, culinária irlandesa, apresentações de teatro, cinema ao ar livre e é claro, muita cerveja. A maioria dos lugares, fazem chopes verdes para a festa ficar ainda mais caracterizada. É o verdadeiro carnaval irlandês!

 

Simbologia

duendes.jpgO trevo – O folclore irlandês alega que um de seus métodos de evangelização do St. Patrick incluía o uso de um trevo de três folhas para explicar a doutrina da Santíssima Trindade para os irlandeses, com isso, o uso de trevos de três folhas e similares estão intimamente ligados aos festejos. Outra explicação é que no século XVII, o trevo tornou-se símbolo do nacionalismo irlandês emergente, visto que, como os ingleses começaram a confiscar terras irlandesas e a criar leis contra o idioma irlandês e a prática do Catolicismo, muitos irlandeses começaram a usar o trevo como um símbolo do orgulho de suas origens e para demonstrar seu desgosto ao domínio inglês.

A cor verde – Durante a rebelião irlandesa de 1798, na esperança de propagar seus ideais políticos, soldados irlandeses vestiram uniformes verdes no dia 17 de março na esperança de chamar a atenção pública para a rebelião. A expressão irlandesa “the wearing of the green” (vestindo o verde), significa usar um trevo ou então outra peça de roupa que seja verde em referência aos soldados rebeldes.

Roupa verde – Entre as crianças, há a tradição de beliscar os amigos que não vestem verde neste dia.

Duende, arco-íris e o pote de ouro – No folclore irlandês, os Leprechauns (pronuncia-se Leprecáuns), são guardiões de tesouros que moram no país desde muito antes dos celtas e vivem escondidos com seus potes de ouro no final do arco-íris.

Muito travessos, adoram pregar peças e são muito ágeis, quase impossíveis de serem alcançados. Por isso, há uma lenda que quem capturar um poderá fazer três pedidos. Os celtas acreditam muito em fadas e duendes.

Agora que você já sabe o significado do festejo, bora tomar um chope verde!

patricks-day-criciuma-reunira-musica-chope-verde-e-diversao

Dicas do festejo em BH neste ano de 2020:

13/03
St. Patrick’s @hofbrauhausbh
St. Patrick @Stahlbergbierhaus

14/03
St. Patrick’s Day  @krugbier
St. Patrick @projetobhcult
St. Patrick’ Day Layback – @lbpark_bh

15/03
St. Patrick’s Day Savassi – @stpatricksdaysavassi

21/03
The Original St. Patrick’s – @junglebier
St. Patrick’s Day na Casa @falkebier
St. Patrick’s @mrhoppy

28/03 
St. Patrick do @rockdoquintal

#TBT: DAB – The Shannon Irish Pub – Teatro Solís (Montevidéu)

O último #tbt de Montevideu vai ser com uma cerveja que tomei em um pub da cidade.20180408_230141.jpg

Essa é a Dark Beer, uma dunkel da Cervejaria DAB. Ela está dentro do que manda esse tradicional estilo alemão. Uma cerveja encorpada com sabor e aroma maltados e um moderado adocicado. O amargor dos lúpulos é bem baixo, o que me agradou bem.

O ABV é 4,9%, de boa. Dá pra tomar uns 2 latões desse.

dba

A DAB é a abreviação de Dortmunder Actien-Brauerei, ou seja, ela nasceu em Dortmund, na Alemanha. Sua história começa em 1868, quando os empresários Laurenz Fischer e Heinrich e Friedrich Mauritz criaram uma cervejaria a vapor altamente avançada, Bier-Brauerei Herberz & Cie., juntamente com o mestre cervejeiro Heinrich Herberz. Em 1872, a cervejaria torna-se uma sociedade anônima sob o nome de “Dortmunder Actien-Brauerei”.

Daí para cá foi só sucesso. A cervejaria ganhou várias premiações e honrarias. Em 1959, tornou a segunda cervejaria alemã a produzir um milhão de hectolitros por ano. Em 1997, já produzia 4 milhões de hectolitros. A cervejaria não para de crescer e continua investindo e inovando até os dias de hoje.

Hoje eles fabricam, além da Dark, a Dortmunder Export, a Diat-Pils, a Maibock e a Radler.

dab_international.png


20180408_223534.jpg

Essa cerveja nós tomamos em um lugar que vale muito a pena citar aqui: o The Shannon Irish Pub. Como o nome diz, é um pub irlandês em plena Montevidéu.

O lugar é excelente. Eu nunca fui na Irlanda, mas penso que seus pubs devem ser exatamente assim: pequenos, escuros, com pessoas compartilhando o balcão e mesas, com a música no talo, boa comida e muita cerveja especial.

20180409_013806

Na época que fomos, estava decorado com enfeites da Zillertal estilo St. Patrick’s Day (uma festa tradicional na Irlanda que comemora-se com muita cerveja verde – já falei desse festejo aqui). Não sei se é uma decoração comum da casa, mas sei que ela lembra o tempo todo seus patrocinadores que é a Zillertal (cerveja tradicional de Montevidéu – que já falei aqui) e a Jameson (whisky tradicional irlandês). Além dessa decoração, lá tem um cantinho irlandês, com várias lembranças da Irlanda.

O pub é um dos mais antigos da cidade. A carta de cerveja de lá é de cair o queixo, com cervejas locais e importadas, industriais e artesanais, além de coquetéis e Whisky. Para comer tem diversidade também como: hambúrgueres gourmet, queijos e frios, pizzas caseiras e sobremesas.

20180408_232741

20180408_235942

Veja aí o que tomamos:

No dia, estava muito cheio, mas não demorou muito para conseguirmos uma mesa no 1º andar, perto das bandas. Duas bandas se apresentaram: uma de rock e uma de jazz. As duas ótimas, mas confesso me arrependi de ter sentado ali, a altura do som me incomodou. Talvez, as mesas da rua devam ser melhores. Lá tem mesas na rua, no primeiro andar, segundo andar e ouvi dizer que tem um subsolo. Não vi isso.

Ah, e quanto ao público, tem de tudo, todas as idades, casal, turma e solteiros. Eu adorei o clima! Voltaria de novo e sentaria lá fora…rs

20180408_232538

Um pouquinho mais de fotos:

Este slideshow necessita de JavaScript.

 


Só para não ficar sem ponto turístico neste #TBT eu escolhi um local que eu tirei foto porque achei bonito, e também é um ponto turístico famoso em Montevidéu, porém, eu estava cansada o suficiente para não querer entrar nele: o Teatro Solís.

20180405_111632.jpg

O nome é uma homenagem ao descobridor do Rio da Prata, Juan Días de Solís, e foi inaugurado em 1856 com a Ópera de Verdi Ernani, se tornando a sala teatral mais importante do Uruguai onde se realizam os principais eventos culturais do país.

Em 1998, aconteceu um incêndio que fechou o teatro para reformas que duraram até o ano de 2004. A prefeitura de Montevidéu pagou a reforma e transformou o teatro na sala mais moderna do país mantendo a estrutura e estética do edifício original.

Com isso, ele se tornou um ícone de Montevidéu, e um dos principais teatros da América do Sul, incluindo o Uruguai no circuito da ópera, apesar de apresentar programação com variadas orientações estéticas.

Lá tem visitas guiadas em português, mas não tinha perna mais e nem dia para voltar.

teatro solis
Foto http://www.dicasdouruguai.com.br