A casa, que tem um espaço modesto, fica no coração da Savassi. A parte interna conta com poucas mesas para quem curte um espaço mais reservado. Já na calçada, é onde concentra a maior parte das mesas. Para quem curte ver o movimento e aquele clima mais descolado, é o ideal.
Para beber
Ah, é aqui que mora o perigo. Para os fãs de Capapreta é uma verdadeira perdição capapretana, pois, ali, encontram-se todos os rótulos da cervejaria “on tap”. Ou seja, todas as cervejas de linha e algumas sazonais estão plugadas, prontas para serem servidas do barril para o copo, fresquinhas e com aquela qualidade já conhecida da Capapreta.
As vezes que fui (pelas fotos percebe-se que fui mais de uma vez) estavam quase todas disponíveis: International Lager; Cream Ale (Tropical Blond); Session IPA; Brazilian Pale Ale (Savassi Brew); IPA (Melon Collie); ESB (English Pale Ale); Northeast IPA (Euphoria Juice); Northeast IPA com adição de coco (Pina Colada) e ESB com leve toque de avelã (Hazelnut). Dá vontade de ir passando por todas, que foi o que eu quase fiz. É ou não é uma perdição? Os valores variam de R$11 a R$32, entre 300ml a 500ml.
Brazilian Pale AleMelon CollieEuphoriaPlata o PlomoESBHazelnutPinacoladaSavassi Brew
Quem é de drink, não fica desamparado. A carta de drinks conta com 10 diferentes opções que levam Gin, da própria Capapreta, e whisky, que variam de R$24 a R$35. Tem bebidas de dose e vinhos também.
Para comer
Para harmonizar com tantas opções, a Tap House tem muitas opções que vão de tira-gostos mais rápidos como mini pastéis e coxinha de rabada, a pratos que satisfazem mais como fish & chips, carne de sol angus, além dos hambúrgueres. Os preços vão de R$23 a R$99,80.
Coxinha de RabadaFish and Chips
Para quem conhece a qualidade das cervejas Capapreta, sabe do que eu estou falando. Mas, para quem não conhece, anota aí: é sentar e pedir qualquer uma de olho fechado com a certeza que vai beber cervejas perfeitas, feitas com produtos de primeira. Inclusive, agora, algumas cervejas passaram a ser fabricadas com lúpulos colhidos em Minas Gerais. Eu fui lá conferir essa novidade e constatei que as cervejas ficaram ainda mais refrescantes e com a presença dos lúpulos ainda mais evidentes, desde a Lager à IPA.
Não acabou! Além de tudo isso, o atendimento é diferenciado. Com profissionais alto astral e preparados para dar dicas de cervejas que mais combinam com o seu paladar, além de nos atender prontamente, com a comida quentinha e o chope na temperatura certa. Eu indico e já quero voltar mais vezes! Bora?
O Onde Beber Artesanal de hoje estaciona num pedaço da Irlanda em BH. O Oak Island Brewery é um pub no estilo irlandês, com cadeiras no balcão para quem curte esse clima de tomar ali assistindo ao futebol da TV.
O local
Além dessas cadeiras no balcão, a casa conta com cadeiras na parte externa para quem gosta de ver o movimento da rua e tomar um ar. Já o espaço interno é muito aconchegante. Os bancos no estilo pub são bem confortáveis. E a decoração toda lembra o interior de um navio, de muito bom gosto. Além disso, o som ambiente traz o melhor do rock’n roll.
A casa conta com 6 torneiras de chope artesanal. Cinco são produções próprias e uma cervejaria convidada. Quando estila lá, tinha Pilsen, Witbier, Altbier (um estilo alemão muito difícil de achar por aqui e a deles é excelente), Dry Stout, American IPA e Brown Ale com doce de leite de Viçosa da Cervejaria Off Beer.
Experimentei todas e todas estavam excelentes, saborosa, bem-feitas e chegaram na temperatura ideal para cada estilo. Os valores variam de R$8 a R$13 o Half Pint (285ml) e R$10 a R$17 o Pint (473ml).
IPABrown AleAltbier
Para quem é de drink, por lá, têm diversos drinks clássicos e exclusivos, que vão de R$19 a R$34,90.
Para comer
O cardápio da Oak Island é muito diversificada para harmonizar com todas os estilos de cerveja e para todos os gostos. São várias porções, todas feitas com a cerveja da casa. Os destaque ficam por conta do Jolly Roger, 550g de uma suculenta costela ao molho barbecue de Stout, acompanhada de salada coleslaw (salada de repolho com maionese da casa e mostarda Djon) e o Torresmo Marinado na Cerveja com 250g de f torresmos marinados na cerveja acompanhado de batatas canoa e um molho especial. Os valores vão de R$27,90 a R$74,90.
Costela ao molho barbecue de StoutBolinho de linguiça com queijo canastra
E por falar em molho, todos os molhos são fabricados por eles mesmo assim como a pimenta. Todos os pratos vêm com sugestão de harmonização.
Além das porções, a casa tem diversos hambúrgueres, Barba Negra. O mais pedido é o Barba Negra – Pão australiano artesanal, hambúrguer bovino, cebola caramelizada, queijo cheddar, bacon fatiado, rúcula , maionese da casa, e nosso famoso barbecue de cerveja Stout. E tem hot dogs. Os valores vão de R$ 24,90 a R$35,90.
Barba Negra Holandês Voador (Picante)
Toda terça-feira tem promoção de combo de hotdog com batata frita e refrigerante e quarta-feira, é dia de promoação de combo de hamburguer com batata frita e cocoa, além de descontos nos drinks.
Eu adorei conhecer o pub. Tem um ambiente muito gostoso, cervejas excelentes, pratos saborosos e atendimento de primeira. Se você é daqueles que gostam de sentar em um local e se sentir à vontade vai adorar conhecer o Oak Island também. E aí? Bora?
Oak Island Brewery Avenida Presidente Tancredo Neves, 2333 – Castelo Belo Horizonte – MG Instagram: @oakislandbrewery
A Abracerva divulgou, no dia 28 de julho, as cervejas premiadas na edição Sudeste da 3ª Copa Cerveja Brasil. Cervejarias dos quatro estados da região inscreveram 457 amostras dentre as quais 111 receberam medalhas conforme avaliação de 27 jurados nacionais e internacionais. Foram 45 medalhas de ouro, 28 medalhas de prata e 38 de bronze.
O destaque ficou com as cervejarias capixabas Três Torres e Três Santas, que conquistaram mais medalhas de ouro. Cada uma faturou três ouros.
Outro destaque foi a Cervejaria Pontal, de Novo Friburgo (RJ) que ganhou o premio de melhor cerveja da competição, ficando em primeiro no prêmio Best of Show, com a cerveja Friburgator Doppelbock. Segundo lugar ficou com a Divina Rio Doce, uma South German Kristal Weizen, da cervejaria Divina Beer, de Colatina (ES) e em terceiro, na premiação Best of Show, ficou a Kalango Premium Lager, uma Bohemian Pilsener, da Cervejaria Kalango, de Americana (SP).
Receberam menção honrosa a Schwarzbier da Cervejaria Brotas Beer, de Brotas (SP) e a Damma, uma Barrel Aged Beer da Cervejaria Aurora, de Venda Nova do Imigrante (ES).
Os prêmios para melhores cervejarias, concedidos para as mais premiadas dentro de suas categorias, ficaram com Cervejaria Campinas (Campinas – SP), como melhor cervejaria; já a melhor na categoria microcervejaria, para fábricas com volume anual de até 600 mil litros ficou com a Cervejaria Três Torres, de João Neiva (ES); já a Cervejaria Três Santas, de Santa Teresa (ES) ganhou o melhor Brewpub e a Cervejaria Juan Caloto, de São Paulo (SP), ganhou como a melhor cervejaria cigana.
Um fato interessante é que a IPA foi o estilo com mais inscrições, foram 28 cervejas inscritas no estilo. No entanto, nenhuma ganhou medalha de ouro. A medalha de prata ficou com a Três Torres (ES), com a Johnny IPA, e a medalha de bronze ficou com a Cervejaria Panzert, de Ibatiba (ES), com a Coronel IPA.
O Estado com mais inscrições foi São Paulo, com 183 amostras enviadas, seguido pelo estado-sede, Espírito Santo, com 170 cervejas. Ao todo, 102 cervejarias enviaram amostras para serem colocadas à prova pelo corpo de jurados.
Mineiras premiadas
Minas Gerais conquistou apenas 11 medalhas das 111 distribuídas. Para o estado, que é o segundo da região sudeste com maior número de cervejarias registradas, eu achei pouco.
Foram três medalhas de ouro, quatro de prata e quatro de bronze.
Mythic Beer (BH) – Prata – Curupira (Field, Chilli, Herb And Spice Beer) Cerveja Jybá (Itajubá) – Prata – Dry Stout Barrel Aged Jybá (Mixed, Brett e Wild Beer) SR Müller (Juiz de Fora) – Prata – Sr. Smoked (Smoked Beer) Prussia Bier (São Gonçalo do Rio Abaixo) – Prata – IPA Suprema #5 (Double IPA)
Prussia Bier (São Gonçalo do Rio Abaixo) Bronze – IPA Suprema #4 (Double IPA) Cervejaria Harpearia (Belo Horizonte) – Bronze – Black Rhino (Dry Stout) Verace (Nova Lima) – Bronze – Verace Br Ale Terroir Brasil (Brazilian Hop Beer) Cervejaria Krepke Bier (Juiz de Fora) – Bronze – Krepke Red Ale (Irish Red Ale)
Próximas etapas
Após a etapa Sudeste, o Conexão Cerveja Brasil passará por Salvador, na edição Nordeste, dos dias 17 e 18 de agosto; Brasília, em setembro, para a edição Centro-Oeste; Belém, edição Norte, em outubro, e Curitiba, na edição Sul, em novembro.
Uma edição de fechamento da Copa Cerveja Brasil também será realizada em São Paulo, reunindo todas as ganhadoras de medalha nas etapas regionais. As premiações na Copa Cerveja Brasil também serão um dos critérios para que as cervejas artesanais possam fazer parte do mix de produtos das lojas da rede echope, uma das patrocinadoras do projeto.
Os medalhistas de ouro, na final, recebem inscrições gratuitas para o World Beer Cup 2024, um dos mais concorridos e prestigiados concurso do Mundo, nos Estados Unidos.
Nos dias 11 e 12 de agosto, Diamatina vai realizar, na praça do Mercado Velho, um dos festivais mais aguardadados da região: o Festival Artesanal de Diamatina (FAD).
O objetivo do festival é apresentar para o público os principais produtos artesanais da região de Diamatina: a cerveja, o queijo e o vinho. Reunindo talentos e criatividade de toda região.
O FAD tem como público alvo os amantes da boa comida e bebida, já que estarão presentes produtos exclusivos, produzidos e inspirados nas tradições históricas e culturais de Diamantina. Além de muita cerveja, queijo, vinho e gastronomia local, haverá apresentações musicais ao vivo.
O FAD, além de ter como foco a apresentação dos produtos artesanais locais de qualidade, também busca ser um espaço para aprender e se inspirar, já que o público terá a oportunidade de bater um papo diretamente com os responsáveis pela produção onde poderá se inteirar sobre estilos, processos produtivos, matérias primas e harmonizações. É uma oportunidade de se conectar com o Terroir Diamantinense e mergulhar no mundo dos produtos artesanais.
Alegria com Queijo: @alegriacomqueijo Queijo Braúnas: @queijobraunas Queijo Datas Gúzera: @queijodatasguzera Queijo João de Barro: @queijojoaodebarro Requeijão do Vale: @requeijaodovale
Vinho
Quinta da Matriculada: @quintadamatriculada Quinta do Campo Alegre: @quintadocampoalegre Quinta D’alva: @quinta_d_alva Quinta da Matriculada: @quintadamatriculada Vinho Sanfariah: @vinho.sanfariah
O Onde Beber Artesanal estaciona no Bar do Antônio – Pé de cana. Que tem esse nome “Pé de Cana” por causa do apelido dado pelos próprios clientes do bar, em uma brincadeira com o dono do estabelecimento, que jogava os restos de cachaça dos copos direto no canteiro.
O local
Um bar tradicional de BH, com duas unidades. Esse é o que fica no Luxemburgo. Um local bem grande, dividido em vários andares, com ambiente para todos os gostos. Mesas na calçada, na parte interna, mais reservadas ou com mais espaço. Ah, e tem espaço kids para criançada!
Pra beber
A casa conta com diversos estilos de cervejas especiais produzidas pela Cervejaria Bomtempo. Quando estive por lá, estavam plugadas a Pilsen, Witbier, Sessiona IPA, IPA e Stout (500ml -R$17,90) .
Session IPA
Stout e IPA
Se tiver na dúvida, eles levam prova de todas para você conhecer. Todas que tomei, eu gostei.
Para comer
O cardápio é bem variado. Tem muitas opções de porções diferentes, criativas e as clássicas que não podem faltar em um buteco. Além de tira-gosto, tem hambúrguer, caldos e pratos para almoço e jantar. Dá pra ficar sem saber o que pedir! Os preços variam de R$19,90 a R$137,90.
Como eu disse é um bar para todos, bem leve e descontraído. Esteja com familiares, turmas de amigos ou em casal, você vai se sentir à vontade. O atendimento é rápido, a comida chega quentinha e o chope fresco. Gostei!
📍 Bar do Antônio Pé de Cana Rua Guaicuí, 615 – Luxemburgo Belo Horizonte – MG Instagram: @bardoantonio
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) divulgou, no dia 5 de julho, o “Anuário da Cerveja 2022”, principal relatório oficial com dados do setor no Brasil. Segundo o documento, foram inauguradas 180 novas fábricas no país, que chegou a 1729 cervejarias, um crescimento de 11,6% em comparação com 2021. Além disso, Minas Gerais passou a ser o terceiro estado com mais cervejarias do país.
Não é novidade que o Brasil tem se destacado no mercado cervejeiro. E a cada pesquisa é constatado esse crescimento. O país já é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, atrás da China e dos Estados Unidos e deve alcançar, em 2023, o volume de vendas de 16,1 bilhões de litros, um crescimento de 4,5% em relação a 2022, de acordo com dados da empresa de mercado Euromonitor International, para o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja – Sindicerv. Isso é reflexo também do aumento de registro das cervejarias brasileiras que cresceu 11,6%, em relação a 2021.
O estado de Minas Gerais tem contribuído muito com esses números. Só em 2022, foram abertas 33 novas fábricas, com isso Minas Gerais entrou em 2023 com um total de 222 cervejarias em operação. O aumento de 17,5% colocou o estado no terceiro lugar entre as unidades da federação atrás apenas de São Paulo, com 387, e Rio Grande do Sul, com 310. O estado superou Santa Catarina, que era a terceira, que com 20 novas fábricas somou 215 estabelecimentos. Não houve diminuição do número de estabelecimentos em nenhuma unidade da Federação.
Entre as 10 cidades com mais cervejarias no país, três ficam em Minas Gerais: Nova Lima, com 22 fábricas, Juiz de Fora com 20 e Belo Horizonte com 19. Uberlândia também faz parte do seleto grupo de cidades com 10 cervejarias, com 11 fábricas registradas e operando.
As cidades com mais cervejarias do país:
São Paulo-SP (59); Porto Alegre-RS (42); Curitiba-PR (26); Nova Lima-MG (22); Caxias do Sul-RS (21); Juiz de Fora -MG (20); Belo Horizonte-MG (19); Rio de Janeiro-RJ (18); Sorocaba-SP (18) e Brasília-DF (17).
Ao todo, 100 cidades mineiras já possuem produção local de cerveja. Um dos destaques é Gonçalves, na Serra da Mantiqueira, que tem a maior densidade cervejeira do estado, com um estabelecimento para cada 2.180 habitantes. O estado, como um todo possui uma cervejaria para cada 96.450 habitantes, acima da média nacional que é de 123.376. Santa Catarina é a unidade da Federação em que os habitantes estão mais bem servidos com cervejarias, alcançando a primeira posição com a marca de um estabelecimento para cada 34.132 habitantes.
“Minas Gerais colocou em prática seu potencial e é isso que queremos levar para todo o Brasil. O país tem mostrado crescimento praticamente estável em 2021 e 2022, o que também ilustra a maturidade das micro, pequenas e médias cervejarias e o poder empreendedor do cervejeiro artesanal. Seguimos crescendo, estamos cada vez mais presentes no território nacional e movimentando a economia local. A enorme quantidade de produtos e marcas também ilustram o poder de inovação deste segmento”, afirma o presidente da Abracerva – Associação Brasileira de Cerveja Artesanal, Gilberto Tarantino.
Minas Gerais também é o terceiro estado em número de registros de produtos com 6.194 cervejas diferentes, uma média de 27,9 registros por fábrica. Ao todo, o Brasil possui 42.831 produtos registrados, um aumento de 19,8% na comparação com 2021. São Paulo lidera como o estado com maior número de marcas nos registros de cerveja (16.528) e maior número de produtos registrados (12.319) e, também, como o município com maior quantidade de registro de cervejas (1.817).
Tarantino, destaca que as cervejarias micro, pequenas e médias correspondem a cerca de 3% do mercado, mas representam 97% de todas as fábricas. Sua presença nos municípios ajuda a construir uma cadeia de valor que inclui bares especializados, qualificação de mão de obra para toda a cadeia, uso de insumos locais, criação de rotas turísticas e arrecadação de impostos.
Outros dados nacionais
Segundo o levantamento, a tendência de concentração de cervejarias na região Sudeste permanece, apresentando 798 estabelecimentos registrados, o que representa 46,2% do total de cervejarias do Brasil. Já a região que teve o maior crescimento relativo no ano foi a Norte, que apesar de contar apenas com 36 estabelecimentos, apresentou 20% de aumento no número de estabelecimentos registrados em comparação a 2021.
O Acre, Amapá e Roraima seguem sendo as únicas unidades federativas que possuem apenas um município com presença de cervejaria.
O anuário aponta que houve uma pequena redução da exportação brasileira de cerveja em 2022 relativa a 2021. No ano passado, foram exportados 200.588.542 kg do produto, o que representa um decréscimo de 16,8%. Em 2022, o Brasil exportou cerveja para 79 países diferentes, igualando à maior marca do período estudado, verificada em 2020.
A América do Sul segue sendo o principal parceiro econômico na compra da cerveja brasileira, correspondendo a 98,4% das vendas, tendo o Paraguai como principal destino, seguido por Bolívia, Argentina, Uruguai e Chile.
A importação brasileira de cerveja segue em queda, muito provavelmente pela maior oferta de produtos nacionais. Enquanto em 2021 a quantidade importada foi de 18.406.249 kg, em 2022 a quantidade diminuiu para 14.897.234 kg, o que representa um decréscimo de cerca de 19,1%.
O setor cervejeiro no Brasil é historicamente relevante para economia nacional, gerando mais de 42 mil empregos diretos.
A região sudeste detém 57,8% dos empregos diretos, seguida das regiões Nordeste e Sul com, respectivamente, 16,8% e 14,7%. Na sequência temos o Centro-Oeste com 7,1% e a região Norte com apenas 3,7%.
Lembrando que, por não disporem da infraestrutura necessária, as cervejarias ciganas não são consideradas nessa pesquisa, visto que elas não têm registro próprio e fabricam suas cervejas em cervejarias que têm registro.
Apesar do crescimento contínuo, o Brasil ainda tem muito o que crescer nesse mercado. Países muito menores como Reino Unido e França contam com mais de 2 mil cervejarias. Já os EUA, que também possui uma extensão territorial maior, possui um número ainda maior, contabilizando mais de 9500 cervejarias, 5 vezes o número de cervejarias registradas no Brasil.
A dica do OBA desta semana vai estacionar em um local imperdível para os cervejeiros de plantão que estão passando por Diamantina: A Cervejaria Relíquia.
O local
A casa tem um espaço interno muito aconchegante, com a luz mais baixa, mesas e cadeiras confortáveis além de diversas relíquias que fazem parte da decoração da casa.
Ainda na parte interna, fica à vista uma nano cervejaria, local para que o proprietário e mestre cervejeiro da Relíquia, Leo Nascimento, possa fazer seus experimentos. Depois de criadas as receitas, as cervejas são produzidas em uma fábrica.
Já para quem prefere tomar um ar, a parte externa da casa é ampla e conta com mesas e cadeiras para tomar umas de boa.
Em determinados dias a casa conta com música ao vivo para deixar o ambiente ainda mais gostoso. Além disso, são promovidos alguns eventos como o Arraial B.B.Q, o Experiência Rota Artesanal e workshops sobre o universo cervejeiro.
Para beber
Para beber a casa conta com 16 biqueiras disponíveis. Nelas, estão disponíveis chopes, Gin Tônica, Aperol Spritz, chá mate e drinks !
Cincos dos chopes são de receitas próprias, como já disse, pensadas e produzidas pelo Leo, que tem uma mão certeira e só faz cerveja boa. Hoje, estão disponíveis a Pirita (Pilsen), Moscata (American Wheat feita com uva moscatel), Legado (English Pale Ale), Pitanguipa (IPA com adição de Pitanga, pode ser que a fruta mude em determinada época), Tijuco (Stout com adição de côco e amora), a minha preferida, é claro.
Os valores são fixos e justos. Tem o copo pequeno de R$7,90 e o grande de R$14,90. Se preferir, pode encher um growler para levar para a casa. Pilsen R$22 e demais R$26.
Mas, se tiver acompanhado de alguém que não gosta de cerveja, não se preocupe, a casa conta com diversos vinhos locais e de fora, espumantes, drinks e destilados.
Para comer
E as comidas são as mais variadas, com preços justos, com uma quantidade suficiente para você querer experimentar várias.
Tem de tudo! Entradinhas como Torresmo ou Batata chips (R$12,90), saladas, frituras como Bolinho de Queijo Minas com ketchup de goiabada (12 unidades – R$34,90), comidas de estufa como Língua, Dobradinha, Moela Tempurá, Lambari frito (R$34,90), comidas da cozinha como Salsichão com mostardas (R$19,90) e Ancho na tábua (49,90), charcutaria e tira-gostos como amendoim e castanhas. Além de tudo isso, a casa conta com pratos individuais, sanduiches e doces. Tudo de qualidade e preparado com muito cuidado.
Um diferencial da casa é o sino inspirado nos pubs ingleses. Faltando 20 e 10 minutos para encerrar as atividades da casa, o sino é tocado. Ou seja, fique atento! Ouviu o sino, já pede a saideira..rs, eu sou dessas!
Eu adoro a casa! Sempre que vou em Diamantina, já virou um dos meus pontos de visitas obrigatórios. É uma ótima experiência cervejeira e gastronômica difícil de encontrar pelo nosso interior mineiro. Pena que o sino tem que bater.
Cervejaria Relíquia Rua do Tijuco, 75, Centro Diamantina – MG Instagram: @cervejaria_reliquia
O inverno chegou de vez! Na hora de beber, qual a bebida alcoólica vem na sua cabeça?
Antes da revolução das cervejas artesanais, a gente lembrava do vinho sim. Mas, graças aos nossos mestres cervejeiros e suas mil e uma possibilidade de criação, hoje, podemos encontrar no mercado diversificados estilos de cerveja para espantar de vez o frio.
Para mim, qualquer cerveja pode ser tomada em qualquer época do ano, mas, temos que concordar que algumas têm determinadas características que combinam mais com o frio. São cervejas mais encorpadas, com sabores e aromas mais intensos e com teor alcoólico mais elevado, pois trazem uma sensação de aquecimento.
Exemplos de estilos que dão uma esquentada são: Russian Imperial Stout (RIS), Porter, Dubbel, Tripel, Doppelbock, Weizenbock, Barley Wine, Scott Ale etc (Veja aqui sobre mais estilos). Amo todos esses estilos!
Todos eles harmonizam muito bem com as comidas típicas de inverno como queijos, fondues, carne assada, chocolate e massas, que ficam excepcionais juntos!
Para dar água na boca, vai aí 11 dicas de cervejas mineiras para o inverno:
(estilo)Oatmeal Stout – (nome) Obsidiana – (cervejaria) Pederosa Craft: Uma cerveja cremosa com notas de café e chocolate amargo. Sua cor preta e opaca lembra a pedra que lhe dá nome. A utilização massiva de aveia confere uma textura cremosa e aveludada, enquanto os maltes torrados imprimem notas de café e chocolate amargo. Uma combinação interessante com brownies e dias frios. ABV: 5,5% | IBU: 30
Stout – 78 RPM – Cervejaria Vinil: de coloração preta, apresenta combinação de aromas e sabores de café e chocolate amargo. No paladar, ela se revela leve, com sabor marcante e amargor proveniente da combinação dos maltes torrados e de lúpulos. ABV: 5,7% | IBU: 38
Extra Special Bitter – Strong Bitter – Cervejaria Confrades: Cerveja amarga, de intensidade moderadamente forte. Há um equilíbrio entre o adocicado de malte caramelado com o amargor de lúpulo em evidência, Retrogosto amargo. ABV: 6% IBU: 40
Dry Stout – Dry Stout Cacau – Cervejaria Slod: Uma autêntica cerveja inglesa dry stout. É escura, leve, corpo seco e amargor equilibrado. Sua espuma é aveludada com notas de café, cacau, e amadeirado, extraídos de nibs de cacau de ótima qualidade. ABV: 6% | IBU: 33
Brown Porter – Jack Porter – Cervejaria Artéza: Cor escura, sabor e aroma levemente amadeirado, resultado de maturação em lascas de carvalho francês e de adição de whisky Jack Daniel’s. ABV: 6,5%
Doppelbock – Cabrón – Cervejaria Läut: Encorpada, tem aroma e sabor que remetem a caramelo, castanhas e um torrado sutil. A Cabrón é ideal para os amantes de cervejas mais fortes e complexas, principalmente nos dias mais frios. ABV: 8% | IBU: 20
Black IPA – Blackbird – Cervejaria Küd: Leva quatro tipos de maltes e quatro estágios de lupulagem, é a primeira Black IPA registrada no Brasil. Forte e de paladar marcante, possui ótimo amargor. ABV: 8,3% | IBU: 75
Double IPA – Ignorância – Krugbier: Potente e complexa, extremamente lupulada. O corpo é denso, com leve dulçor dos maltes em equilíbrio com o amargor marcante e persistente. ABV: 10% | IBU:70
Belgian Tripel – Monasterium – Falkebier: É uma cerveja de alta fermentação, não filtrada, refermentada e gaseificada na própria garrafa. Utiliza em sua receita malte de cevada, malte de trigo e aveia. Apresenta aromas complexos, frutados, especialmente os cítricos, espuma consistente e cor alaranjada turva. ABV: 9% | IBU: 18
Double Pastry Stout – I Don’t Know What to Say to You – Hankzbier: Uma cerveja elaborada com maltes especiais, aveia e malte de trigo. A proposta nessa cerveja foi fazer uma pastry, com adição de maple, nibs de cacau, café, avela, e um leve toque de lactose. Trazendo aromas e sabores de torta caseira, biscoitos, chocolate e amendoado. ABV: 10,5% | IBU: 45
Russian Imperial Stout – Petroleum – Cervejaria Wäls: Elaborada com aveia e maltes selecionados, que lhe concedem uma textura encorpada, licorosa, densa e aveludada. Seus aromas complexos de chocolate belga, café e caramelo são fruto da maturação em cacau belga, com sabor amargo evidenciado em equilíbrio com a potência dos maltes. ABV: 12% | IBU: 70
Terroir (lê-se Terroá) é um termo da língua francesa que se refere a um senso de lugar. No universo das bebidas, essa expressão indica que as características do ambiente irão impactar diretamente na qualidade na bebida. Ou seja, o arranjo proporcionado pela combinação do clima, características do solo, altitude e microrganismos disponíveis localmente, de forma única na região, vai trazer atributos singulares à bebida daquele local.
Assim como as cervejas bem lupulada, lembrando frutas cítricas remetem aos lúpulos americanos; uma Lager de fermentação limpa, onde o maltado e o lúpulo floral se destacam se associa à escola alemã, o Brasil está em busca dessa identidade, ou seja, o Terroir Brasileiro. (Fonte: Clube do Malte)]
Voltando ao projeto
Para que o projeto fosse capaz de ser realizado, o Jefferson conseguiu o apoio de 19 empresas do seguimento que doaram insumos nacionais para a produção das cervejas. Ou seja, os maltes, os lúpulos, leveduras e nutrientes usados na produção são 100% brasileiros.
Esses insumos foram entregues a 32 cervejeiros para que eles pudessem produzir uma cerveja tendo como base uma BR Ale. Um estilo de cerveja com baixos teor alcoólico e baixo amargor, para que no momento da degustação seja possível sentir o sabor e a explosão de aromas de lúpulo com uso de adjuntos e algum ingrediente tipicamente brasileiros.
Os cervejeiros tiveram orientação de especialistas através de encontros virtuais com temas como água cervejeira, lupulagem, fermentação, para auxiliar na produção.
Foram 30 dias para acompanhar as brasagens.
Para avaliar a cerveja, foi realizada uma Confraria com especialistas. Nessa confraria, foram escolhidas as três melhores cervejas
Vencedores do Projeto
1º Porto Cervejaria – Thiago Porto 2º Cão de Rua Cerveja Solidária – Ricardo Fonseca 3º Cerveja feita por Vinícius de Paula
Os três vencedores vão produzir uma receita collab na planta piloto da Cervejaria Verace e o campeão do projeto ganhou uma panela Single Vessel automatizada de 10 litros fornecido pela pela Cerveja da Casa.
As cervejas produzidas durante o projeto serão vendidas e o valor arrecadado será doado para a instituição social Casa da Criança. Além disso, durante todo o projeto, foi possível ajudar fazendo doação de alimentos não perecíveis para a instituição @samaritanas_sabara.
Mais um projeto muito importante do Jefferson Brandão com o intuito de fortalecer e disseminar a cultura cervejeira em BH, além de ter um caráter solidário que o torna ainda mais especial.
O projeto em números e apoiadores
– 225 kg de malte de 4 maltarias: Agraria, Blumenau, Br malte e Catarinense – 9 kg de lúpulo de 4 fazendas: Brava terra, Irahops, Dalcin e Mundo Hop – Leveduras de 2 laboratórios: Laboratório da cerveja e Levteck – Coadjuvantes da Prodooze
Confira mais sobre o projeto e os demais apoiadores aqui: @solarbrandao
A dica do Onde Beber Artesanal dessa vez estaciona em um mercado para todos os gostos: o Mercado da Boca Savassi
O local reúne diversas opções de restaurantes e bares, onde você pode sentar e escolher qualquer prato e qualquer bebida de qualquer um dos locais. É uma boa pedida, já que você não fica preso em apenas uma opção, os garçons são compartilhados e a conta é única, assim, você consegue experimentar pratos e bebidas de diferentes locais com a comodidade que a gente gosta de ter.
O local
O ambiente é ótimo! Bem decorado, arejado, com um espaço considerável e descontraído. Tem mesas na calçada e na parte interna. É recomendável chegar cedo, pois está sempre cheio e as mesas são bem concorridas. Se chegar e tiver fila, você pode ir tomando um chopezinho do lado de fora enquanto espera. Como a rotatividade é grande, não espera muito.
Para beber
Como eu falei, são diversos bares, então, você tem várias opções de bebida.
As cervejas especiais de garrafa são as da Wäls (R$22 a R$26), já os chopes são da Falke e Capapreta (R$14 a R$28 – 300ml a 500ml). Com opções de Pilsen à IPA. Além disso têm outras cervejas comerciais.
Para quem é do vinho e dos drinks, têm diversas opções também.
Pilsen WalsChopes especiaisCervejasDrinksDrinks
Para comer
As opções ficam por conta dos restaurantes Projeto Sabor, Zazá, Esquina Parrilla e Doce Carol.
Eles oferecem pratos para almoço, para jantar, petiscos e sobremesas (R$29 a R$83).
Com o ambiente descontraído, o atendimento excelente e ágil, eu adorei conhecer a casa e recomendo demais tanto para grupo de amigos, famílias ou casal.