A importância do copo na degustação da cerveja

Mas será que tem diferença tomar determinado estilo de cerveja em um copo específico?

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É sobre a importância do copo durante a degustação das cervejas que vou falar hoje.

Muitos acham que é bobagem, frescura etc. Mas a verdade é que o copo que você escolhe para tomar sua cerveja vai influenciar na experiência gustativa que você terá.

Cada estilo de cerveja tem determinadas características específicas. E para que possamos sentir tudo aquilo que cada estilo tem a oferecer, existem diferentes formatos de copos.

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O principal fator que define o desenho de cada copo é o aroma. Utilizando o copo com o formato adequado, é possível sentir todo o aroma que aquele estilo oferece. Copos com a boca mais estreitas, como os cilíndricos, concentram os aromas da cerveja em uma área de percepção pequena e por este motivo são indicados para cervejas com aromas suaves como as Pilsen. Copos com a boca mais aberta como cálices, propiciam uma expansão dos aromas, ideal para cervejas aromáticas como as Weiss e Stouts.

Eu adoro sentir aqueles perfumes e sensações que as cervejas nos proporcionam! Uma cerveja que traz aromas que gostamos, no meu caso café, chocolate, ficam até mais prazerosas de tomar.

Além do aroma, outras características dos estilos são realçadas pelo formato do copo, como:

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O sabor: O desenho do copo influencia diretamente no sabor da cerveja. A velocidade com que a cerveja atinge a boca quando vem de copos mais retos é maior. Isso, faz com que a cerveja vá diretamente para a parte de trás da língua onde possui maior concentração de receptores de gosto amargo, esse fato faz com que a sensação do gosto amargo dessas cervejas seja intensificada.

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Copos com bases mais largas, como os de vinho tinto, entregam a cerveja à boca de forma mais lenta, fazendo com que toda a língua seja envolvida pela cerveja, e que todos os gostos sejam percebidos da mesma forma. Isso faz com que a cerveja seja bebida mais lentamente. Ideal para as cervejas mais fortes como Strong Ale.

A espuma: O formato do copo contribui para uma espuma em maior quantidade ou para conservar o gás por mais tempo.

Os copos em formato de cone, por exemplo, dão suporte à espuma e fazem com que ela permanece por mais tempo no copo.

Outra característica dos copos que podem influenciar na experiência gustativa é a haste. Copos com hastes, como as taças, ajudam a preservar a temperatura da cerveja, já que evitam a troca de calor com as mãos.

Enfim, são alguns detalhes que devem ser observados para se ter uma experiência boa ao beber seu estilo preferido.

Neste post sobre copos (clique aqui), falei sobre os copos ideias para cada estilo.

Post: A limpeza do copo influencia na degustação.

Curiosidades:

– A limpeza do copo também é fundamental para uma boa degustação da cerveja. Resíduos de sabão, poeira e gordura podem prejudicar a formação da espuma, além de contribuir para que surjam aromas e sabores indesejados.

– Deixe o copo secar naturalmente, sem contato com panos. E caso utilize lava louças, certifique-se de que os copos estão em temperatura ambiente para receber a cerveja.

– Alguns estilos têm copos desenhados somente para ele, como é o caso das Weissbier e Witbier.

– Na Bélgica, cada cerveja tem o seu copo próprio, tanto o estilo quanto a marca. E olha que lá possui mais de 450 cervejas diferentes. Haja prateleira. Cada cerveja é obrigatoriamente servida no copo da sua marca e estilo. Se todos os copos estiverem sendo usados, você não bebe aquela cerveja.

Como recebem muitos turistas cervejeiros, os bares começaram a ter problemas com furtos dos copos. Alguns passaram a ter alarmes nos copos. Um bar adotou um método inusitado. Ao pedir uma cerveja, que tem um copo super diferente, você tem que deixar o seu sapato com o garçom, que o coloca em uma rede e sobe o sapato para o teto do bar. Ao devolver o copo, você pega o sapato de volta. Que coisa, hein?! Eu estive no bar e vi isso. Não pedi a cerveja porque, por essa experiência, você pega muito mais caro em uma Lager comum.

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Copos das cervejas belgas

Como é colocado o álcool na cerveja

Diferente do que muitos pensam, o álcool não é inserido na cerveja mas, sim, produzido durante a fermentação, que é uma das etapas da fabricação da cerveja. Por isso, a cerveja é conhecida como bebida alcoólica fermentada.

Ao cozinhar os maltes e outros grãos, caso haja, obtêm-se o que é chamado mosto. Esses grãos possuem amidos, que são macromoléculas que precisam ser quebradas em moléculas menores, os açúcares fermentáveis. São esses açúcares fermentáveis que vão alimentar a levedura. Antes, precisamos lembrar que a levedura é um fungo e, todo ser vivo, para se manter vivo precisa se alimentar.  Veja aqui sobre leveduras

Ao resfriar o mosto, as leveduras são colocadas nele para que elas possam se alimentar. As leveduras terminam sua digestão gerando álcool e gás carbônico. Falando de uma forma mais simples, as leveduras comem esses açúcares fermentáveis e os transformam em álcool e gás carbônico. Por isso, muitos brincam que a verdadeira mestre cervejeira é a levedura.

É nesta etapa que começa a ser definida a quantidade de álcool que a bebida terá. Alguns fatores influenciam a graduação alcoólica: Quanto mais ingredientes colocar para fazer o mosto, mais açúcares serão fornecidos para a levedura. E quanto mais alimentos der para ela consumir, mais álcool ela vai produzir.

O tempo que as leveduras ficam se alimentando, também vai definir a porcentagem de álcool de uma cerveja. A fermentação pode durar de uma semana a meses. Se deixar pouco tempo fermentando, ou seja, se deixar a levedura se alimentar por pouco tempo, terá menos álcool.

As cervejas não possuem teor alcoólico muito alto, como os destilados, porque a produção do álcool é oriundo apenas da levedura cervejeira. Essa levedura não consegue consumir muita quantidade de alimento. Por isso, o normal é chegar, no máximo, a 12%.

Enfim, assim “surge” o álcool na cerveja!

Lembrando que a presença do álcool interfere também no aroma e no sabor da cerveja.

Cada estilo tem uma faixa de graduação alcoólica

Cada estilo de cerveja entra num patamar de percentual alcoólico. Existe um guia de estilos, o Beer Judge Certification Program (BJCP) que define essa faixa. Há quem não siga essas regras, mas aí estará fazendo uma bebida fora do estilo apenas. Uma Stout, por exemplo, não deve ter 10%, pois a sua faixa está entre 4% a 5%. Porém seu sub-estilo Russian Imperial Stout, por exemplo, pode ter mais de 10%. Uma Pilsen tem entre 4,2% e 6% de álcool, já uma Doppelbock pode ter entre 7% e 10% de álcool.

O teor alcoólico e a temperatura da cerveja

O teor alcoólico de uma cerveja vai definir em qual temperatura ela deve ser degustada. Cervejas menos alcoólicas devem ser servidas com menores temperaturas (mais geladas). Já as mais alcoólicas, são melhor degustadas quando estão em temperaturas um pouco mais “altas” (de frias a temperatura ambiente).

Veja aqui sobre temperatura da cerveja.

Como calcular o álcool?
Qual a função do álcool na cerveja?
Essas perguntas já respondi no post sobre o ABV – Alcohol by Volume

Aqui eu falo mais sobre as cervejas sem álcool.

Espero ter ajudado com mais essas informações!😊

Cenosilicafobia: A fobia do copo vazio

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A Cenosilicafobia é uma fobia caracterizada pelo medo irracional de ver o copo vazio, principalmente um copo de cerveja ou outra bebida alcoólica.

Essa fobia pode ser percebida nos bares ou eventos sociais, com bebida alcoólica, em que a pessoa enche seu copo constantemente. Não ficando em nenhum momento com ele vazio.

O termo circula entre apreciadores de cerveja como a suposta “fobia do copo vazio”.

A palavra vem do grego:

“kenos” = vazio
“silicon” = vidro
“phobos” = medo

Ou seja, literalmente: “medo do vidro vazio”.


Um nome para aquele sentimento que muitos cervejeiro conhecem que é o incômodo ao ver o copo chegando ao fim.

Apesar da sonoridade técnica, a expressão não possui reconhecimento científico. Ela não está listada nos principais manuais internacionais de diagnóstico de transtornos mentais, como o DSM-5-TR ou a CID-11.

Na psiquiatria, uma fobia específica é caracterizada por medo intenso e persistente diante de um objeto ou situação, com resposta desproporcional e prejuízo significativo na rotina do indivíduo. O desconforto ao ver o copo vazio, por si só, não atende a esses critérios.

Especialistas em saúde mental reforçam que termos populares frequentemente ganham aparência clínica sem respaldo científico. No caso da cenosilicafobia, trata-se de um neologismo cultural ligado ao universo cervejeiro, usado de forma bem-humorada.

Mesmo não sendo uma fobia reconhecida cientificamente, tenho certeza que, ao trazer esse assunto, você parou para pensar nessa situação e como você se comporta. É um tema que pode abrir uma discussão relevante: a relação com a bebida. Será que realmente o copo tem que estar cheio o tempo todo? O consumo consciente continua sendo a principal recomendação.

Então, fique atento! Se observar que você tem essa mania de não deixar o copo vazio, ou algum amigo ou familiar se porta dessa maneira nos encontros com bebida alcoólica, é bom ligar o alerta! Pois, quando você vê que algo está incontrolável, pode não ser saudável para você física e mentalmente.

Procurar ajuda não é vergonha nenhuma. Até mesmo uma conversa com um amigo pode já ser um começo para evitar um agravamento dessa “fobia”.

E, se ficar incontrolável, procure se tratar com um especialista para que não haja consequências como o alcoolismo. É possível mudar o rumo do problema e retornar a uma vida saudável, especialmente com aqueles que você ama. O tratamento da dependência é considerado multiprofissional, ou seja, passa por vários especialistas. Alguns deles são os médicos, nutricionistas, psicólogos e enfermeiros. É necessário avaliar, caso a caso, quais são as intervenções necessárias para cada quadro e quais profissionais devem ser envolvidos. Procure ajuda sempre que achar necessário!

Uma dica: Se o incômodo é você estar sempre com copo na mão e cheio, de vez em quando, troque o líquido por água. Não é a mesma coisa, claro, mas pode amenizar essa ansiedade de ter sempre o copo cheio. E seu corpo ainda vai te agradecer.

Chegou até aqui? Leia também!

Blecaute Alcoólico:  o que é e por que acontece?

Quem nunca meteu os pés pelas mãos e acabou bebendo muito. No dia seguinte, acordou e pensou: Onde eu estou? O que eu fiz ontem? Em seguida, corre para o celular para ver se tem algumas memórias registradas ou algumas mensagens para entender o que aconteceu.

Se você não passou por isso, parabéns! Você venceu na vida! Mas, se já passou, ou você também que não passou, vem cá entender isso melhor.

A amnésia causada pelo excesso de álcool ocorre quando o cérebro se torna incapaz de registrar os eventos transcorridos durante a bebedeira.

De acordo com o Instituto Nacional de Abuso do Álcool e de Alcoolismo dos EUA (NIAAA, na sigla em inglês), os circuitos do hipocampo, área do cérebro que tem papel crucial em consolidar as memórias do nosso cotidiano, são inibidos pelo álcool. Com o excesso de álcool, ocorre a intoxicação, e essa parte começa a falhar, impossibilitando a formação de memórias de novos eventos.

É importante esclarecer que pessoas que sofrem um blacaute alcoólico não perdem memórias antigas, criadas no passado, apenas aquelas que seriam criadas após a elevada ingestão de bebidas alcoólicas.

Dois tipos de blecautes

Há dois tipos de blecautes. O mais comum, chamado blecaute fragmentado, é quando um indivíduo retém pedaços dispersos de memória, embora tenha se esquecido de alguns detalhes do que aconteceu enquanto estava embriagado. Essa pessoa talvez se lembre de ter bebido alguns drinques, mas não de quem pagou a conta. Nesses casos, especialistas afirmam que um esforço de memória muitas vezes ajuda a recordar os detalhes ausentes.

O segundo tipo, porém, é o blecaute total, ou “en bloc”: uma amnésia severa que abrange um período de diversas horas. Em geral, é difícil lembrar o que aconteceu, porque essa informação não chegou a ser registrada pelo cérebro.

Quais os motivos do blecaute?

Esse efeito entra em ação quando a concentração de álcool no sangue sobe abruptamente e alcança níveis elevados – em geral quando se bebe muito álcool em pouco tempo ou quando se bebe de estômago vazio. Porém, segundo especialistas, beber rápido é o principal motivo de desencadear esse fenômeno.

Quando os níveis de álcool no sangue diminuem, a criação e solidificação de memórias tende a voltar.

É algo comum?

Estima-se que ao menos 50% dos bebedores adultos já tiveram alguma forma de amnésia alcóolica.

Segundo a NIAAA, as mulheres são mais vulneráveis: “elas têm maior propensão a beber com o estômago vazio do que os homens “, diz a organização.

Além disso, elas costumam pesar menos do que os homens e a ter menos água no corpo, o que leva o nível de álcool no sangue a subir mais rapidamente. Já falei sobre isso aqui – Bebendo cerveja de forma responsável

Acredita-se que fatores genéticos podem deixar algumas pessoas mais suscetíveis a esses blecautes. E, segundo alguns especialistas, quem fuma ou usa outras drogas recreativas enquanto bebe também pode aumentar seu risco de perder a memória do evento.

Sinais

Segundo especialistas, dificilmente, a pessoas mostra sinais de que vai ter esse blecaute. Durante períodos que ocasionam o blecaute, a pessoa está acordada e, no momento da embriaguez, o indivíduo tem consciência dos seus atos, apesar de prejuízo importante no julgamento, mas não conseguem criar memórias desses momentos.

Quais as consequências?

Segundo os American Addiction Centers (centros de combate a vícios nos EUA), esse aumento do nível do álcool no sangue leva as pessoas a terem comportamentos de risco, já que sua capacidade decisória fica comprometida. Isso inclui dirigir embriagado, entrar em brigas, cometer (ou ficar mais suscetível a) crimes sexuais, diz a NIAAA.

Além da perda de memória, a constância de blecautes pode indicar que a pessoa tem um problema de saúde grave com a bebida – e isso pode desencadear também males de saúde de longo prazo, como no fígado.

Pesquisadores também já começam a estabelecer a relação entre a quantidade de blecautes e as consequências irreversíveis desses fenômenos para a saúde das pessoas, em termos cognitivos e até mesmo aumentando a possibilidade de desenvolver o alcoolismo mais tarde.

Como evitar o blecaute alcoólico?

Para evitar o blecaute alcoólico a melhor dica é mesmo evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Mas se isso não for opção, então algumas dicas que podem ajudar a diminuir o risco são:

– Comer antes de beber e a cada 3 horas, especialmente após ter começado a beber;
– Beba devagar;
– Tomar carvão vegetal ativado antes de começar a beber, pois dificulta a absorção do álcool no estômago;
– Beber um copo de água antes de cada bebida, para garantir hidratação.

Essas dicas, ajudam não só a evitar o blecaute alcoólico, mas também a diminuir os sintomas de ressaca, ajudando a ingerir menos álcool e a manter a hidratação.

No post que fiz sobre Blecaute Alcoólico no Instagram, recebi centenas de comentários de pessoas contando suas experiências com o apagão. Clique aqui para conferir e conte lá se já teve essa experiência negativa.

Veja aqui as dicas que dei para curar a ressaca –8 dicas para curar a ressaca

Talvez, você queira ler também – Misturar bebidas alcoólicas não faz mal!

Fontes: CISA – Centro de Informação sobre Saúde e Álcool
BBC News | Brasil
Site Tua Saúde

Seis crimes cometidos contra a cerveja durante o verão

O verão está aí e com ele vemos alguns crimes cervejeiros sendo cometidos!

Confira abaixo os delitos mais cometidos contra o líquido sagrado nesta temporada fervente!

Se você estiver cometendo algum desses crimes, cuidado! Você pode estar sendo vigiado! Mas ainda dá tempo de mudar e celebrar um verão cervejeiro sem delitos! 🙂

Saúde!

Colocar gelo na cerveja

Colocar gelo na cerveja é quase um crime de lesa-cerveja! O gelo rompe as bolhas de gás carbônico na superfície da cerveja, deixando-a sem gás. Quando o gelo derrete, altera completamente o sabor da cerveja.

Copo no congelador

Nós brasileiros temos obsessão pela cerveja “trincando”, “estupidamente gelada”. Colocar o copo preferido no freezer antes de beber a cerveja pode afetar negativamente as propriedades da cerveja.

Copo congelado

Quando a cerveja é colocada em um copo congelado sua espuma é alterada, mudando de textura e durando menos. Além disso, muitas vezes, esse copo “congelado” cria uma camada de gelo ao entrar em contato com a cerveja, derretendo facilmente. Assim, sua cerveja fica aguada, sem consistência e sabor.

Outro ponto negativo é que o copo no congelador pode pegar o sabor e aroma de outros alimentos que estiverem lá dentro do congelador. E, por último, as nuances da cerveja se perdem dentro do copo congelado, ainda mais se ela possuir um maior teor alcoólico. Uma cerveja extremamente gelada não te permite perceber suas nuances, tanto no paladar quanto no olfato através de seu aroma.

Não deixar o colarinho

A espuma é imprescindível para manter a temperatura da cerveja. Além disso, ela tem outras funções na cerveja como reter os sabores e aromas da cerveja. Clique aqui, pois contei tudo sobre a importância da espuma na cerveja.

Congelar a cerveja

Isso é realmente o pior dos erros que algum cervejeiro poderia fazer. Congelar uma cerveja ou deixá-la extremamente gelada pode mudar totalmente a textura, o sabor e o aroma da bebida.

Beber pela garrafa

Beber cerveja direto na garrafa ou lata? Quase um ato de rebeldia contra o sabor!

Quando bebemos a cerveja direto da garrafa, nossa boca entra em contato com vestígios de metal deixados pela tampa e isso interfere diretamente no sabor da cerveja.

Ao beber direto da garrafa ou da lata, muitas qualidades da bebida deixam de ser apreciadas, por isso, é melhor servi-la no copo. Além disso, faz com que a cerveja não perca seus gases, o que pode causar inchaço abdominal. Aqui, falei mais sobre isso!

Esquecer de se hidratar

Esse crime é contra você mesmo. O maior motivo da ressaca de todo mundo que exagera na bebida é se esquecer da hidratação. O ideal é conciliar um copo d’água e um copo de cerveja.

Além de diminuir as chances de ficar bêbado rápido, isso impedirá que você acorde de ressaca. Aqui, eu dei dica para curar a ressaca.

Onde Beber Artesanal: Ceva BH (Santa Teresa)

Belo Horizonte é referência quando o assunto é cerveja artesanal, e alguns bairros ajudam a contar essa história. Santa Tereza é um deles. É ali que fica o Ceva BH, um bar que aposta na produção local, na boa curadoria de chopes e em um cardápio que conversa muito bem com a proposta da casa.

A dica de Onde Beber Artesanal desta vez é o Ceva BH.

Com clima de bar de bairro, mesas na calçada e ambiente descontraído, o Ceva BH é o tipo de lugar para ir sem pressa. Funciona bem tanto para um encontro a dois quanto para reunir amigos ou passar horas provando diferentes estilos de cerveja artesanal.

🍻 O que beber

Como o nome sugere, a cerveja é a grande protagonista. A casa trabalha com uma boa variedade de chopes artesanais mineiros, muitos deles produzidos na região do entorno do bairro. A seleção costuma atender desde quem está começando no universo da cerveja artesanal até quem já busca estilos mais intensos e complexos.

Na visita, foi possível provar estilos bem diferentes entre si, como Red Ale, Blond Ale, Cacau Porter e uma NE IPA aromática, mostrando a diversidade e a qualidade da produção local. Um ponto importante: o chope é servido do jeito certo, com espuma, respeitando a bebida e o consumidor. Os valores são fixos: Pilsen R$10 (300ml) e R$14 (450ml). Os demais são R$14 (300ml) e R$17 (450ml). – Valores de 2025

Têm diversos drinks (R$14 a R$32), bebidas de dose e cachaças.

O que comer

O cardápio acompanha muito bem a proposta do bar. São petiscos autorais, bem pensados e executados, com referências da cozinha mineira e opções que harmonizam com diferentes estilos de cerveja.

Nós fomos de pastel de angu com queijo minas e alho-poró, que entrega sabor e identidade, e o pernil assado com molho mole negro e tortilha, uma opção mais robusta e cheia de personalidade. A casa também conta com opções veganas, o que amplia ainda mais as possibilidades para o público. De R$22 a R$115.

Por que eu indo?

O Ceva BH é um bar que respeita a cerveja artesanal local, entrega qualidade no copo, cuidado no serviço e um cardápio que realmente funciona junto com as cervejas. Soma-se a isso um atendimento atencioso e um ambiente agradável, e o resultado é um lugar fácil de indicar.Onde Beber Artesanal – Interior de Minas

É uma ótima pedida para quem quer beber bem, comer bem e valorizar a produção cervejeira mineira, em um dos bairros mais tradicionais de Belo Horizonte.


📍 Ceva BH
Rua Bueno Brandão, 352
Bairro Santa Teresa – BH
Instagram: @cevabh

“Janeiro seco”: o desafio de ficar sem consumir bebidas alcoólicas em janeiro

As confraternizações de dezembro e as festividades de final de ano são sempre regadas de muita comida e bebida. E quem gosta de aproveitar cada minuto já sabe, dia 1º de janeiro é o dia Nacional da Consciência Pesada. Junta esse excesso com a necessidade de refletir e repensar sobre o novo ano, muitas pessoas começam a se planejar e criar metas para o ano que chegou e uma meta que não falta é o cuidado com a saúde.

O que é o Janeiro Seco?

O Janeiro Seco é um desafio que propõe 31 dias sem consumo de álcool durante o mês de janeiro. A ideia central é estimular a consciência sobre o beber, promovendo reflexões sobre hábitos, frequência e motivações para o consumo de bebidas alcoólicas.

Não se trata de uma campanha de proibição, mas de uma pausa voluntária, com foco em saúde, bem-estar e autoconhecimento.

Como surgiu o Janeiro Seco?

Para incentivar as pessoas a serem mais saudáveis e a repensarem o consumo do álcool, no Reino Unido, janeiro é marcado pelo movimento “Dry January”, em que é incentivado o não consumo de bebidas alcoólicas durante todo o mês, em prol de uma melhoria no bem-estar.

Esse movimento surgiu após a iniciativa da britânica Emily Robinson de se inscrever, em 2011, para sua primeira meia maratona. A corrida aconteceria em fevereiro, e para facilitar o treinamento, ela decidiu desistir das bebidas alcoólicas em janeiro. Os efeitos foram positivos, Robinson perdeu peso, dormiu melhor e sentiu maior energia para correr.

Em 2012, Emily decidiu cortar o consumo de álcool novamente em janeiro e começou a trabalhar na organização Alcohol Change UK. Em 2013 o projeto “Dry January” foi lançado oficialmente como um desafio para a poupulação inglesa. Naquele ano, 4.000 participantes voluntários aderiram ao desafio. Em 2022, mais de 130.000 pessoas se inscreveram para iniciativa.

A regra é uma só: sem álcool desde quando você acorda no dia 1º de janeiro até o dia 1º de fevereiro.

Todos os anos a campanha acontece e conta até com um aplicativo Try Dry, que auxilia no monitoramento do consumo de álcool, a definir metas pessoais, além de oferecer informações como calorias e dinheiro economizado por não beber.

Desde então, o Janeiro Seco se espalhou por diversos países e passou a reunir milhões de participantes todos os anos.

Janeiro Seco em números*

  • Aproximadamente 15,5 milhões de pessoas no Reino Unido planejaram fazer um mês sem álcool. Destes, 8 milhões tentaram os 31 dias completos de janeiro.
  • Nos Estados Unidos, cerca de 87 milhões de adultos, ou um em cada quatro, participaram do desafio. Outra pesquisa estimou a participação em 30% dos americanos, um aumento de 36% em relação a 2024.
  • Na França, por exemplo, um estudo publicado em dezembro de 2024 estimou que cerca de 4,5 milhões de pessoas participaram do “Dry January” em 2024. 
  • Cerca de 200.000 pessoas em todo o mundo participaram usando as ferramentas oficiais da campanha, como o aplicativo Try Dry® e e-mails motivacionais da Alcohol Change UK.

Por que aderir ao Janeiro Seco

Quem participa do desafio costuma relatar diversos benefícios, tanto físicos quanto mentais. Entre os mais comuns estão:

  • Mais energia ao longo do dia
  • Melhora significativa na qualidade do sono
  • Economia financeira
  • Maior clareza sobre quando, por que e como consome álcool
  • Perda de peso e redução do inchaço causado pelos excessos do fim de ano
  • No fígado, diminuição da gordura acumulada, redução de inflamações e normalização dos níveis de enzimas

Benefícios em números*

. Resultados a curto e médio prazo: Uma revisão de escopo publicada em setembro de 2025 analisou 16 estudos e confirmou que os participantes que completaram o desafio relataram reduções sustentadas no uso de álcool, melhor bem-estar, função hepática aprimorada, e menor pressão arterial e peso.

. Impacto nos hábitos de consumo: Um dos resultados mais notáveis de estudos anteriores (como o da Universidade de Sussex em 2019) é que muitos participantes do “Dry January” mantêm uma ingestão de álcool mais baixa meses após o término do desafio, indicando uma mudança de hábito duradoura.

. Saúde física e mental: Os participantes relatam consistentemente melhor qualidade do sono (71%), mais energia (67%), perda de peso, melhorias na saúde da pele e economia de dinheiro.

. Crescimento do mercado de não alcoólicos: Dados de compra de 2024 mostram uma queda nas vendas de bebidas alcoólicas em janeiro e um aumento de 22% nas compras de cervejas não alcoólicas ao longo do ano.

. No Brasil: o consumo de cervejas zero/low-álcool crescem mais de 20% ao ano, com volume estimado em quase 1 bilhão de litros em 2025 e expectativa de crescimento de 10% até 2028.

*Fontes: http://www.alcoholchange.org.uk / http://www.thevillagepractice.org

Por que o Janeiro Seco foi criado?

O principal objetivo do Janeiro Seco é incentivar as pessoas a repensarem a relação com o álcool. Após dezembro, um mês marcado por confraternizações, férias e celebrações, janeiro surge como um momento ideal para dar uma pausa e observar os próprios hábitos.

Esse intervalo ajuda a identificar padrões de consumo que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia.

Afinal, é só parar de beber?

Não. O Janeiro Seco não tem como objetivo simplesmente eliminar o álcool da rotina de forma definitiva. O foco está na consciência, e não na proibição.

A proposta é entender melhor os gatilhos do consumo, as situações em que a bebida está presente e como ela impacta a saúde e o bem-estar de cada pessoa.

E quem ama cerveja, como fica?

Para quem gosta de cerveja, o Janeiro Seco pode ser um período interessante de descobertas. O desafio abre espaço para conhecer cervejas sem álcool, estilos mais leves e novas formas de apreciar a bebida sem exageros.

Hoje em dia, as cervejarias, tanto artesanais como as industriais, têm observado esse movimento para as cervejas zeros e estão investindo nesse mercado. Com isso, podemos encontrar diversos estilos de cerveja zero álcool, com sabor e aroma das cervejas alcoólicas.

Mais do que um mês sem beber, o movimento incentiva um consumo mais responsável e consciente ao longo do ano.

Pense nisso!

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro do Fígado (Ibrafig) mostra que 55% da população brasileira tem o hábito de consumir bebidas alcoólicas, sendo que 17,2% delas declararam aumento do consumo durante a pandemia de Covid-19, associado a quadros de ansiedade graves por conta do isolamento social.

Portanto, é sempre bom repensar nos seus hábitos, não só em relação a bebida alcoólica, mas também em relação à prática de exercício físico e à alimentação mais saudável.

Como eu sempre digo no meu Instagram, o equilíbrio é sempre a melhor maneira de viver com qualidade.

Topa o desafio?

Eu faço isso desde 2018. E só descobri esse desafio em 2022. Sempre fiz isso por causa dos excessos do mês de dezembro. São muitas confraternizações, muitos encontros, eventos e o recesso de fim de ano. Com isso, a gente acaba comendo e bebendo mais do que costumamos.

Por isso, todo dia 1º de janeiro eu paro de beber bebida alcoólica e só volto no dia 1º de fevereiro. Afinal, o corpo vai precisar ter força para mais 11 meses. Um mês é só uma respirada, uma puxada de fôlego. Não faz falta mesmo, ainda mais que, agora, temos diversas opções de cerveja sem álcool de qualidade.

Uma pausa pode ser tudo o que você precisa para transformar sua relação com a bebida.

Por que cerveja zero?

Durante o mês de janeiro que eu fico sem álcool, já recebi algumas perguntas como “por que eu não fico totalmente sem a cerveja. Deixando de beber até mesmo a zero?”.

A resposta é simples. Eu deixo de beber apenas o álcool, eu não deixo de sair, encontrar os amigos. Sempre rola um tira-gosto e a cerveja zero, com exceção da água, é a bebida mais saudável. Suco é muito mais calórico e refrigerante nem se fala. Fora que os ingredientes da cerveja fazem bem para saúde, a parte negativa é só o álcool.

Leia aqui Os benefícios da cerveja para a saúde

Se você quiser fazer esse desafio mas sai de férias em janeiro, escolha outro mês! O importante é dar um tempo de um mês. Aí vão dicas de cerveja sem álcool boas de tomar que vão fazer você não sentir falta da cerveja com álcool. Atenção! Algumas podem conter até 0,5% de teor alcoólico, o que é permitido pela legislação brasileira:

Dicas de Cervejas Sem Álcool

Primeiro, minhas top três:
1º: Paulaner Hefe-Weissbier Non-Alcoholic (Weissbier)
2º: IPA Zero- Cervejaria Campinas (IPA)
3º: Heineken Zero Álcool (American Lager)

Mais 15 dicas para todos os bolsos e gostos:

– Erdinger Alkohofrei
– Leuven Kindon – American Wheat Beer sem álcool
– Destroyer – Pilsen Zero Álcool
– Roleta Russa Easy IPA – IPA sem álcool
– Estrella Galicia 0,0
– Estrella Galicia Black 0,0
– Estrella Galicia Tostada 0,0
– Hoegaarden 0,0% – Witbier sem álcool
– Warsteiner Fresh – German Pils sem álcool
– Dádiva Sem Álcool – Golden Ale sem álcool;
– Blondine Session IPA Zero Álcool;
– Blondine Session IPA com maracujá Zero Álcool 
– Plier Malzbier Zero Álcool

No Instagram, eu criei uma pasta só com os posts de Cerveja Zero. Eu falo sobre todas essas cervejas. Para ver todas é só passar as imagens. Para ler a minha análise sobre cada uma, é só clicar na imagem da cerveja que aparecer. Clique aí para conferir essa seleção: Dicas de Cerveja Sem Álcool

Aqui, eu falo mais sobre a cerveja sem álcool.

Para saber mais sobre o Dry January | Alcohol Change UK, acesse: https://alcoholchange.org.uk/

Cervejas para quem “não gosta de cerveja”: por onde começar?

Você já ouviu alguém dizer que “não gosta de cerveja”. Na maioria das vezes, isso acontece porque a pessoa só teve contato com cervejas comuns, sem sabor, que não favorecem quem está dando os primeiros passos. Mas a verdade é simples: existe uma cerveja para cada paladar. E para quem ainda não encontrou a sua, alguns estilos podem facilitar bastante esse início.

Pensando nisso, preparei uma lista rápida e clara com estilos que costumam conquistar até quem sempre disse que não gostava da bebida. Todos têm perfis mais leves, frutados, refrescantes e com pouco ou nenhum amargor.

Fruit Beer

As Fruit Beers costumam ser a melhor porta de entrada. Elas destacam sabores naturais de frutas, trazendo um perfil aromático e refrescante que lembra muito drinks leves. A intensidade do malte é baixa, o amargor praticamente não aparece, e a sensação geral é de algo fácil de beber. Para iniciantes, essa familiaridade com o sabor das frutas costuma quebrar a resistência inicial.

Witbier

A Witbier é uma clássica cerveja belga feita com trigo, casca de laranja e coentro. O resultado é uma bebida leve, cítrica e com um frescor inconfundível. Ideal para quem prefere bebidas suaves, com quase nenhum amargor. É um dos estilos mais recomendados para quem está começando a explorar o universo cervejeiro.

Weissbier

Outra opção de trigo, mas agora com perfil mais frutado. A weissbier é m estilo alemão que traz notas que lembram banana e cravo, além de um corpo macio. Ela tem bastante personalidade sem ser pesada, é marcante, mas mantém a suavidade. Para iniciantes, costuma ser uma surpresa positiva.

Catharina Sour

Estilo brasileiro que ganhou o mundo, a Catharina Sour combina leve acidez com muita fruta. É refrescante, fácil de beber e tem uma pegada parecida com bebidas tropicais. Mesmo quem torce o nariz para cerveja costuma se encantar com a leveza e a proposta mais “verão” desse estilo.

Belgian Blonde Ale

A Belgian Blonde é equilibrada e amigável. Tem leve dulçor, corpo médio e quase nada de amargor. Apesar de trazer aromas e sabores mais complexos, continua sendo super acessível. É ideal para quem quer experimentar algo diferente, mas ainda não está pronto para estilos intensos.

Cream Ale

Leve, macia e super fácil de beber, a Cream Ale é uma das opções mais seguras para iniciantes. Tem perfil limpo, discreto e sem amargor, sendo uma excelente escolha para quem não gosta de sabores intensos.

Honey Beer

As cervejas com mel trazem dulçor suave, aroma agradável e um toque adocicado natural, sem pesar.
São perfeitas para quem gosta de bebidas doces e aromáticas, e geralmente agradam quem ainda não encontrou uma cerveja “para chamar de sua”.

Quem diz que não gosta de cerveja, na maioria das vezes, só não encontrou o estilo certo. A variedade é enorme e existem rótulos para todos os gostos, dos mais frutados aos mais suaves, dos levinhos aos aromáticos. Indicar esses estilos a um iniciante aumenta muito as chances de uma boa experiência.

Se você conhece alguém que vive repetindo que “não gosta de cerveja”, compartilhe essa lista. Quem sabe a próxima cerveja favorita dessa pessoa não está aqui?

Estilos de cerveja que todo iniciante precisa conhecer

Entrar no mundo das cervejas artesanais pode parecer complicado no começo. São muitos nomes, estilos, aromas e sabores diferentes. Mas a verdade é que, entendendo alguns estilos essenciais, tudo começa a fazer sentido, e a experiência fica muito mais prazerosa.

Neste guia, você encontra uma explicação simples e clara dos principais estilos para quem está começando. São estilos leves, mas que ajudam a treinar o paladar, entender diferenças e descobrir quais sabores mais combinam com você.

Pilsner: o começo perfeito

A Pilsner, um estilo alemão, (não é a Pilsen que vendem por aí, tipo Skol, Antarctica, Brhama…é Pilsner mesmo) é um dos estilos mais famosos do mundo e também um dos mais leves e fáceis de beber. Ela é clara, dourada, refrescante e equilibrada. O malte aparece de forma suave, trazendo leve dulçor, enquanto o lúpulo adiciona frescor com notas florais e herbais.


Para quem está entrando agora no universo das artesanais, é um ótimo ponto de partida por ser limpa, simples e com sabor!

Witbier: o frescor da escola belga

A Witbier é uma cerveja de trigo belga com personalidade própria. Leve, aromática e com toque cítrico, normalmente leva casca de laranja e sementes de coentro.
O resultado é uma cerveja refrescante, macia e com aroma envolvente.
Para quem gosta de bebidas claras e aromáticas, ela é uma excelente descoberta.

Weissbier: trigo alemão clássico

A Weissbier traz o melhor da tradição alemã. Com corpo macio e bastante espuma, ela é marcada pelos clássicos aromas de banana e cravo, vindos da levedura alemã.
É leve, saborosa e muito fácil de beber, sendo uma escolha ótima para quem quer sair das cervejas tradicionais e experimentar algo com mais personalidade, mas sem exageros.

English Pale Ale (EPA): equilíbrio britânico

A English Pale Ale representa bem a escola inglesa. Ela é equilibrada, trazendo notas de malte que lembram caramelo leve, enquanto o lúpulo aparece com amargor moderado.
É um estilo clássico, que mostra como os ingleses valorizam o equilíbrio e a suavidade.
Para iniciantes, é uma forma simples de entender uma cerveja maltada, sem exageros.

Session IPA: intensidade aromática com leveza

A Session IPA, um estilo americano, é perfeita para quem tem curiosidade de explorar o universo das IPAs, ou seja das amargas, mas ainda não está pronto para o amargor mais intenso.
Ela conserva o aroma marcante do lúpulo, cítrico, tropical, fresco, porém com menos álcool e menos amargor.
É uma entrada suave no mundo lupulado, mantendo leveza e alto drinkability.

American Amber Lager: maltada, limpa e fácil

A American Amber Lager, outro estilo americano, combina sabor e suavidade. Ela traz notas maltadas de caramelo e leve tosta, mas, por ser uma lager, permanece limpa, refrescante e fácil de beber.
Para quem quer experimentar um estilo mais saboroso, mas sem peso e sem amargor intenso, é uma excelente escolha.

Blond Ale: leve, frutada e acessível

A Blond Ale é um estilo belga, clara, leve e levemente frutada.
É um estilo fácil de beber, com corpo médio e final suave. Costuma agradar muito quem está migrando das cervejas comerciais para as artesanais, porque entrega sabor, mas sem exagerar em intensidade.

Por onde começar?

A melhor forma de aprender sobre cerveja é bebendo com atenção.
Teste estilos diferentes, compare sabores e observe o que mais agrada: mais malte? Mais lúpulo? Mais frutas? Mais leveza?

Esses estilos são a base para você iniciar sua jornada no universo cervejeiro com segurança e prazer.

Se você fosse uma cerveja, qual estilo seria?

Você já parou pra pensar qual estilo de cerveja combina mais com a sua personalidade?
Assim como a gente, cada cerveja tem seu jeito, seu ritmo e sua intensidade.
Tem as leves, as intensas, as diferentes, as clássicas e as polêmicas, e é isso que torna o mundo cervejeiro tão interessante.

Abaixo, preparei uma brincadeira: descubra qual estilo mais parece com você (ou com aquele seu amigo que todo mundo conhece bem 😜).

Pilsen – O tranquilo

Clássico, leve e fácil de gostar.
Quem combina com esse estilo é sociável, de boa com tudo e está sempre pronto pra um brinde.
É o tipo de pessoa que se adapta a qualquer rolê e agrada em todos os grupos.

Stout – O profundo

Intenso, reservado e cheio de conteúdo.
Quem é Stout costuma observar mais do que fala, mas quando se expressa, deixa marca.
Tem personalidade forte e prefere qualidade a quantidade, tanto nas conversas quanto nas cervejas.

IPA – O polêmico

Direto, marcante e cheio de opinião.
Ama intensidade, não foge de discussões e fala o que pensa, doa a quem doer.
Pode até dividir opiniões, mas nunca passa despercebido.

Witbier – O criativo

Leve, bem-humorado e fora da caixa.
Quem é Witbier tem sempre uma ideia nova, uma piada pronta ou uma boa história pra contar.
É aquele amigo que espalha energia boa por onde passa.

Belgian Dubbel – O misterioso

Elegante, introspectivo e cheio de nuances.
Quem combina com esse estilo é profundo, gosta de boas conversas e tem sempre algo interessante escondido nas entrelinhas.

Sour – O diferente

Espontâneo, ousado e imprevisível.
Quem é Sour não passa batido, tem seu próprio jeito e não tenta se encaixar em padrões.
Nem todo mundo entende logo de cara, mas quem entende… vicia.

APA – O equilibrado

Versátil, animado e sempre de bom humor.
Sabe equilibrar intensidade e leveza, trabalho e diversão.
É aquele que tá sempre pronto pro brinde e faz tudo parecer mais fácil.

E você?

Agora me conta: qual estilo é a sua cara?
É o tranquilo da Pilsen, o polêmico da IPA ou o diferente da Sour?
Deixa nos comentários e marca aquele amigo que é puro malte, lúpulo ou acidez! 😄