#TBT: Hofbräuhaus Munique com parada na Prefeitura

O retorno do #TBT é em alto estilo. Aterrizando na Hofbräuhaus de Munique, onde tudo começou.

A Hofbräuhaus original de Munique, a primeira, foi fundada em 1589 pelo Duque William V da Baviera para evitar ter que comprar cerveja da baixa Saxônia. A cervejaria era exclusiva do Duque. Apenas em 1828, a cervejaria foi aberta ao público. Durante a Segunda Guerra Mundial, toda a estrutura da cervejaria foi destruída num bombardeio, porém foi reconstruída em 1958.

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Na cervejaria é servido pratos típicos da Alemanha como joelho de porco, salsichas, saladas de batata e chucrutes. Não tenho nenhuma foto de pratos porque chegamos depois das 22h. Em todos os lugares que fomos em Munique eram assim, param de servir comida neste horário. E, às 23h, não servem mais cerveja. Para quem fica batendo perna até 21h (quando começa a escurecer por lá no horário de verão), 22h está cedo demais. Tivemos que ir adaptando e passamos a voltar mais cedo dos passeios.  Nossa sorte é que passaram umas vendedoras de pretzel (pão tradicional por lá), igual passa por aqui os vendedores de amendoim. Salvou a noite!

Pretzel com queijo que comi antes de subir a montanha.

As cervejas não são tão variadas: Helles, Dunkel, Weiss, Radler (cerveja com limão), uma sazonal e uma sem álcool.

Tomei a Hofbräu Dunkel – cerveja escura com sabores de malte, com notas de chocolate e um toque de café. Tem um aroma leve. Álcool: 5,4%. Típica alemã. Tomei no Mass Krug, esse canecão de 1 litro.

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Cara de alegria

E para nos sentirmos ainda mais na Alemanha, rola uma banda que toca músicas tradicionais alemãs. E é uma verdadeira festa. Todos dançando e cantando, alguns em cima da mesa, pulando. E, quando tocam a famosa “Ein Prosit, ein Prosit der Gemütlichkeit” é o ápice. Todos levantam os seus canecões, cantando, brindam com os que estão a sua volta. É muito legal ver esse momento!

Do lado de dentro tem aqueles mesas e bancos imensos de madeira, compartilhados, onde você senta com outras pessoas. Já no quintal, ficam mesas mais individuais. Mas lá, os garçons custam para chegar. Ô luta!

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Outra coisa que achei interessante: As pessoas levantam da mesa, deixam o prato e a caneca de chope cheios e sozinhos, e nenhum garçom vai retirar. Deixam lá. Lá você tem essa liberdade, nenhum garçom querendo tirar seu chope para trazer mais.

Todo mundo deveria ter a oportunidade de passar um dia nesse lugar. Lá a gente mergulha na cultura alemã. Dá vontade de a noite não acabar nunca mais.

O Ponto turístico escolhido para esse #tbt é o gigante e maravilhoso prédio da Prefeitura de Munique chamado de Neue Rathaus (Nova Prefeitura), construído entre 1867 e 1908 em estilo Neogótico. Sua cor é bem sóbria, parece aqueles castelos de filme de vampiro. Se quiser, pode subir em sua torre, de onde dá para ver boa parte de Munique.

Sua atração principal é um relógio, conhecido como Glokenspiel.  Em determinadas horas do dia, esse relógio começa a tocar uma música e bonecos de madeira saem de dentro da construção dançando, deixando eufóricas centenas de turistas que por ali ficam só na expectativa de ver o espetáculo. As danças representam dois momentos históricos da cidade. Por sorte, chegamos juntos com os bonecos.

A Nova Prefeitura fica na Marienplatz, o ponto turístico mais famoso de Munique. Ali passam milhares de pessoas por dia. E tem de tudo, lojas de souvenires, de roupas, “camelôs”, restaurantes, cervejarias. Mistura o antigo com o moderno, o que acontece em toda Munique. Dá vontade de ficar ali por horas!

Prefeitura

Prefeitura

Espero que tenha gostado de aterrizar em Munique comigo!

#TBT: Franziskaner – Tiergarten (Berlim)

Franziskaner

Hoje, é o último #TbtEmBerlim e, é claro, não poderia ser diferente. Tudo que representa muito bem a cidade: biergarten + weissbier

E para fechar com chave de ouro, eu escolhi a minha queridinha das de trigo alemã (weissbier), a Franziskaner Hefe-Weissbier Naturtrüb (não-filtrada), fabricada pela Franziskaner-Brauerei.

Essa cerveja dispensa comentários ou apresentações. Mas, vamos lá. Ela é superrefrescante e leve. Seu aroma é predominantemente frutado devido a fermentação que continua dentro da garrafa. Seu sabor também é frutado, levemente doce. Nele, é possível sentir a presença da banana, do trigo e do cravo. Mas nada de exagerado!

Feita com água, malte de trigo, malte de cevada, extrato de lúpulo e fermento, ela tem 5% de teor alcoólico.

franziskaner-weissbier-logo

Essa cervejaria é considerada a mais antiga de Munique, Alemanha. Surgiu em 1363. O nome ‘Franziskaner’ deve-se ao mosteiro franciscano que ficava ao lado da cervejaria. Em 2005, se fundiu com o grupo Ab-Inbev para conquistar novos territórios, como aqui no Brasil.

Hoje, ela possui 12 rótulos, todos seguindo a Lei da Pureza Alemã, utilizando apenas os 4 ingredientes principais. Ah, e para servir as cervejas de trigo é preciso usar o copo correto e seguir um rigoroso procedimento. Vale a pena fazê-lo para se ter uma melhor experiência durante a degustação.

Franziskaner-Weissbier

A Ambev importa para o Brasil somente três desses rótulos: a Dunkel, a Hell e a Kristall-Klar.


O ponto turístico escolhido é o Parque Tiergarten. Onde nós tomamos essa cerveja. É o lugar mais alemão que achamos em Berlim. Com 2,1 Km² de extensão, é o segundo maior parque da cidade. Ele é tão gigante, que tem várias atrações. Ótimo para relaxar, passear, porém, como estávamos só de passagem, optamos ficar na parte onde tinha uma cervejaria a céu aberto, ou seja uma biergärten.

Biergärten siginifica Jardim de Cerveja em português. São áreas comuns, onde há grandes mesas, usadas para Stammtischs (o happy hours, reuniões de amigos dos alemães), para almoços, conversas, piqueniques, sempre regado a cerveja. São como praças de alimentação ao ar livre, com árvores, bares e restaurantes no entorno.

O biergarten que fomos chama-se Café am Neuen See. Lá tem diversos mesões de madeira espalhados e um espaço self-service, onde você pega sua cerveja (tinha Frankiskaner e Lowenbräu), sua comida (típica alemã), coloca no bandejão, paga e procura uma mesa compartilhada para comer.

O espaço conta com muitas árvores, que ajudam a esconder o sol, por isso é bem fresco. E tem um lago, onde pode alugar canoas e passear.

Pra variar, comemos pretzel (pão típico alemão, com uma casquinha salgadinha delícia), além de umas carnes processadas com salada de batata cozida e molho. A sobremesa foi outra comida a cara da Alemanha: Apfelstrudel, a torta de maçã.

Se eu pudesse, ficaria o dia todo lá. Mas tinha muita coisa pra conhecer ainda. Comemos, descansamos um pouco e continuamos nosso passeio.

Veja mais fotos desse lugar que adoramos ir.

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Já está em vigor o novo PIQ da cerveja

Desde o dia 11 de dezembro, todas as cervejas lançadas passaram a ter que atualizar seus rótulos. Isso, devido à Instrução Normativa nº 65/2019, que estabeleceu o novo padrão de identidade e qualidade (PIQ) da cerveja. A referida instrução normativa está em vigor desde 2019 e as cervejarias tiveram 2 anos para adequarem os seus rótulos às novas regras (o prazo foi estendido em 365 dias em virtude da pandemia).

A norma traz as classificações e as denominações do produto, determina os ingredientes permitidos e proibidos e estabelece padrões de rotulagem para a cerveja.  Com isso, as informações nos rótulos das cervejas passaram a ficar mais claras para o consumidor e mais simples para as cervejarias.

O que mudou?

– Somente podem ser classificadas como “Cerveja sem álcool” ou “Cerveja desalcoolizada”, aquelas com conteúdo alcoólico inferior ou igual a 0,5%;

– Cervejas cujo teor alcoólico esteja entre 0,5% e 2% devem usar a classificação: “Cerveja com teor alcoólico reduzido” ou “Cerveja com baixo teor alcoólico”;

– Na rotulagem da cerveja sem álcool somente é permitido o uso da expressão “zero álcool”, “zero % álcool”, “0,0%”, ou similares, no produto que contiver até 0,05% v/v de álcool residual;

– Cerveja que substitui totalmente o lúpulo por ervas deve ser chamada de “Cerveja Gruit”;

– Passou a ser permitida a inclusão de matérias-primas de origem animal (ex. leite, mel) e outros ingredientes de origem vegetal (ex. cogumelos) na cerveja. Com isso, cervejas como a Appia da Colorado, que tem adição de mel, pode ser chamada de cerveja. Antes não podia, por isso ela era chamada de Bebida Mista;

– A quantidade de malte que deve estar presente na cerveja não foi alterada, que deve ser de, pelo menos, 55% do extrato primitivo da bebida. O que muda é que eventual uso de outros ingredientes deverá ficar explícito na rotulagem. Ou seja, se a cervejaria, além do malte, usar milho, arroz, deve explicitar no rótulo.  “No caso da utilização de adjuntos cervejeiros, a lista de ingredientes deve apresentar a denominação real do vegetal que lhe deu origem, qual seja, arroz, trigo, milho, aveia, triticale, centeio, sorgo, dentre outros, vedado o uso de expressões genéricas tais como “carboidratos”, “cereais”, “cereais não-malteados”. Ou seja, acabou aquele negócio de “cereais não maltados”.

– A denominação “Cerveja sem glúten” só poderá ser usada em cerveja elaborada com cereais não fornecedores de glúten, ou que contenha teor de glúten abaixo do estabelecido em regulamento técnico específico;

– Cerveja que passe por outra fermentação, seja na garrafa, em tanques, ou em ambos, deve usar a definição “Cerveja de múltipla fermentação”;

– A expressão “Cerveja light” é permitida apenas para a cerveja cujo valor energético apresente teor máximo de 35 kcal/100 mL.

– A expressão “chopp” ou “chope” é permitida apenas para a cerveja que não seja submetida a processo de pasteurização, tampouco a outros tratamentos térmicos similares ou equivalentes.

– A expressão “cerveja Malzbier” é permitida apenas para a cerveja adicionada de açúcares de origem vegetal exclusivamente para conferir sabor doce.

– O malte de cevada pode ser substituído, na elaboração de cervejas, pelo extrato de malte. O extrato de malte é o produto seco ou de consistência xaroposa ou pastosa, obtido exclusivamente do malte. Ou seja, não vai interferir na qualidade da cerveja caso você leia “extrato de malte”.

 – Denominação das cervejas:

-Chama “cerveja”, quando elaborada a partir de um mosto cujo extrato primitivo contém no mínimo 55% em peso de cevada malteada e no máximo 45% de adjuntos cervejeiros;

– “cerveja 100% malte” ou “cerveja puro malte” quando só tiver cevada malteada na composição;

– “cerveja 100% malte de (nome do cereal malteado)” ou “cerveja puro malte de (nome do cereal malteado)”, quando elaborada a partir de um mosto cujo extrato primitivo provém exclusivamente de outro cereal malteado;

– “cerveja de (nome do cereal ou dos cereais majoritário(s), malteado(s) ou não)”, quando elaborada a partir de um mosto cujo extrato primitivo provém majoritariamente de adjuntos cervejeiros.

E aí? Gostou da novidade?

Uma visita à Uaimií: Cervejaria de Fazenda

E que tal passar por algumas horas em uma fazenda que tem uma cervejaria?

Essa foi a experiência que tive ao visitar à Uamií Cervejaria de Fazenda.

Através do projeto Aspirante Cervejeiro, promovido pelo Jefferson Brandão (@solarbrandão), fomos convidados pelo mestre-cervejeiro da Uamií, Alef Alves, para passarmos um dia nas instalações da fábrica. E que dia incrível! Vem comigo que te conto mais! E, no final, eu conto como fazer uma visita à fábrica!

O local

A Uaimií é uma autêntica cervejaria aos moldes das aconchegantes “Ferme Brasserie” ou “Farmhouse Brewery” da Europa e Estados Unidos. Sua fábrica está localizada nos centenários caminhos da Estrada Real, berço de importantes e reconhecidos fatos históricos do Brasil colônia, hoje incorporados e preservados pela cervejaria como patrimônio fundamental do espírito da marca.

São 1.000 m² de área construída, inspirada na famosa Casa de Ópera de Ouro Preto (teatro mais antigo em funcionamento nas Américas). Na sede principal, fica a fábrica da cervejaria, que conta com seis tanques fermentadores, com capacidade de fabricar 12 mil litros de cerveja por mês, podendo chegar a 24 mil litros.

Lembrando que a Uamií conta com 9 rótulos fixos: Uaimií Pils (Pilsen),Barão Eschwege (Dortmunder Lager), Saint Hilaire (Bière de Garde), Capitain Burton (American Pale Ale), Chico Rei (Dry Stout), Carcará (IPA), Flor da Lua (Witbier), Double IPA e Session IPA Low Carb.

Algumas cervejas da Uaimií

O espaço conta também com uma cave, um espaço subterrâneo, sem iluminação externa, utilizado para a maturação de cervejas de guarda. Por lá, tinha a Bière de Garde guardada a 5 e 7 anos. Humm.

Na parte superior, tem um bar muito gostoso, onde pode-se apreciar as cervejas da casa com uma vista natural, com montanhas, flores e florestas. Na fazenda, além da produção de cervejas são também cultivadas flores e folhagens bem como preservados outros 40 hectares de mata virgem.

Além disso, dentro da Fazenda tem uma capela muito linda e super conservada!

Capela da fazenda

Para comer e para beber

Neste dia em que estivemos lá, os tanques de American Pale Ale e IPA estavam com a cerveja pronta, fresquinha e liberada para degustação. As duas, de excelente qualidade! Pensa na experiência de poder você mesmo tirar aquela cerveja fresquinha direto da torneira dos fermentadores? Isso não tem preço!

O almoço foi um típico prato de fazenda completo: Arroz, feijão, carne moída com umbigo de banana, batata ao forno, salada de couve com tomate. Acompanhado de suco, água, American Pale Ale e, para a glicose, uma deliciosa palha italiana e café.

Depois do almoço, podemos descansar um pouco e aproveitar mais um pouquinho daquele espaço maravilhoso, com contato direto com a natureza. Não canso de repetir: Que lugar maravilhoso!

Ah, detalhe, fomos de van. Mais seguro para todos!

Foi uma experiência incrível que todo apreciador de uma boa cerveja deveria ter. Agradeço, novamente, ao Jefferson pelo projeto e ao Alef pela recepção e organização dessa visita.

Agora, você também quer ter uma experiência parecida com essa? A fábrica abre ao público! Eles oferecem dois tipos de modalidades de visitação. Vou colocar aqui a imagem com todas as informações necessárias. Lembrando que essas informações podem mudar com o passar do tempo, por isso, dependendo do dia que estiver lendo, pode ter mudado valores e dias. Confirme sempre antes!

Antes de colocar a imagem, quero lembrar que a Uaimií também tem um Brewpub em Belo Horizonte. Eu já contei sobre ele aqui. Clique nesse link a seguir e confira: Onde beber em BH: Uaimií

CERVEJARIA UAIMIÍ
Estrada de Capanema, km 9.
Distrito de Acuruí – Itabirito (MG).

História da cerveja no Brasil

Bora falar um pouco sobre a história da cerveja no Brasil?

Vamos perceber, ao longo do texto, que a história da cerveja aqui é bem recente se comparada a história da cerveja na Europa (quando ainda nem era Europa). Diferente das escolas cervejeiras clássicas (Alemã, Franco-belga e Britânica) que têm datas marcadas antes de Cristo. Só para termos ideia, enquanto nosso país estava sendo descoberto, lá do outro lado do mundo, já estavam descobrindo o lúpulo para conservação de suas cervejas. Um exemplo do quanto essa prática de beber cerveja é antiga na Europa é a cervejaria alemã Weihenstephan, a mais antiga do mundo ainda em funcionamento, foi aberta em 1.040. Sua cerveja começou a ser produzida antes ainda, em 800.

Para se ter uma ideia, há mais de 4.000 anos a.C., os babilônios já fabricavam mais de dezesseis
tipos de cerveja de cevada, trigo e mel.

Voltando para o Brasil, segundo historiadores, nos primeiros anos do século XVI (1.501 -1600), tribos indígenas, apreciavam o Cauim, um tipo de bebida fermentada à base de mandioca, milho e frutas, elaborada pelos próprios nativos. A massa da bebida era cozida, MASTIGADA (cuspida) e recozida para a fermentação, de forma que enzimas presentes na saliva quebrassem o amido em açúcares fermentáveis. É estranho, mas era assim mesmo!

Nassau - Colorado

Já na colonização do país, as primeiras cervejarias no Brasil começam com a chegada de Mauricio de Nassau e a tropa holandesa ao Recife, em 1637. Junto deles, veio o cervejeiro Dirck Dicx com uma planta e todos os componentes necessários para montar uma cervejaria. A ideia era montar a primeira cervejaria do Brasil.

Onde era domínio dos portugueses, a cerveja não chegava, pois eles temiam perder as vendas dos vinhos. Com isso, havia contrabando de cerveja nos portos do Rio de Janeiro, de Salvador e de Recife. Êêê Brasil!

Dom Pedro

Quando os holandeses saíram do Brasil, em 1654, levaram a cerveja e tudo que tinha na cervejaria. O produto sumiu do Brasil por 150 anos. Enquanto isso, era consumida apenas cervejas feitas em casa de forma artesanal.  A comercialização de cerveja só voltou com a fuga da Família Real portuguesa para o Brasil, em 1808. Dom João consumia muito a bebida. Com isso, até 1814, mandou abrir os portos, exclusivamente, para a importações da Inglaterra. Assim, os primeiros estilos de cerveja a chegarem no Brasil foram ingleses, ou seja, as Ales (veja o post sobre a Escola Britânica).

A partir da metade do século XIX, a fabricação de cerveja brasileira começa a tomar vulto com o aparecimento de diversas fábricas. As primeiras fábricas produziam cerveja sem marca e geralmente vendiam, em barris. No final do século, quando a importação voltou a crescer, a preferência passou a ser pela cerveja alemã, que era mais leve e vinha em garrafas e em caixas, ao contrário das Brahmainglesas (em barris).

Com a quadriplicação dos impostos, parou-se com as importações no início do século XX. Com isso, em 1904, a produção nacional ganha força e domina o mercado, dando origem às grandes cervejarias e com produção quase exclusiva do estilo Standard Lager (as cervejas de massa que são vendidas hoje – tipo Pilsen).

Em 1994, surgiram as microcervejarias que produziam pequenas quantidades para consumo local, influenciadas pelo movimento Craft Beer dos EUA, com a proposta de cervejas saborosas e com personalidade. Sobre as cervejas artesanais aqui no Brasil, falarei no próximo post.

A cerveja virou paixão nacional e , hoje, o Brasil é o terceiro maior produtor de cerveja do mundo, produzindo, em 2020, de acordo com a Barth Haas, 151,9 milhões de hectolitros, ficando atrás somente da China e dos Estados Unidos.

Curiosidades sobre a cerveja no Brasil

– As cervejas fabricadas nacionalmente ficaram conhecidas como “marca barbante”. A origem da expressão está no fato que os produtores usavam barbantes para prender as rolhas das garrafas. Deste modo, se a pressão de CO² interna estivesse muito alta, a rolha não era expulsa.cerveja barbante

– Em 1853, o alemão Heinrich Kremer fundou a Cervejaria Bohemia, na região de Petrópolis (RJ). Não foi a primeira cervejaria no Brasil, mas é considerada a cervejaria em atividade continua mais antiga do país;

antiga-companhia-cervejaria-bohemia

– O empresário Joaquim Salles possuía um abatedouro de porcos com uma fábrica de gelo, na época ociosa. O alemão, Luis Bucher, tinha uma pequena cervejaria em 1868 e despertou o interesse pela fábrica de gelo. Em 1888, surgia na associação entre os dois a Cervejaria Antarctica, sendo a primeira cervejaria a produzir Lager e a primeira a ter rótulo em todas as garrafas.

Também em 1888, o engenheiro suiço, Joseph Villiger, fundou sua própria cervejaria chamada de Manufatura de cerveja Brahma Villiger e Companhia, com 32 funcionários e uma produção de 300 mil litros/mês. Sendo então comercialmente lançada a Cerveja Brahma. Desde então a Brahma não parou de crescer. Em 1904, surgiu a Companhia Cervejeira Brahma que era uma fusão da Villiger Brahma com a cervejaria Teutônia, na cidade de Mendes (RJ).

–  No início do século XX, a produção de cerveja entra em declínio no país, já que a matéria-prima vinha do Velho Mundo, que passava por um período de guerras. Mas, em 1966, a produção é retomada e surge a Cerpa. Em 1967 surge a Skol. Skol primeira cerveja em lata do Brasil

– Em 1971, a Skol lança a primeira cerveja em lata do Brasil. Ela era feita em folha de flandres.

– Em 1980, surge a Cervejaria Kaiser, em Divinópolis/Minas Gerais, e em 1989 a Primo Skincariol passa a produzir cerveja no interior de São Paulo.

– Em 1993, um grupo de empresários se associou e decidiu comprar algumas máquinas, equipamentos e um terreno perto da rodovia Br 040 – Km 51. Assim, surgi a Cervejaria Petrópolis. Em 1994, é lançada a Cerveja Itaipava. A marca também inovou ao adotar, em 2002, o selo higiênico, uma folha fina de alumínio que cobria a parte superior da lata e que tinha que ser retirada para permitir a abertura da mesma, proporcionando ao consumidor higiene e segurança contra impurezas e micro-resíduos.

– Em 1999, a partir da fusão Companhia Antarctica Paulista e a Companhia Cervejaria Brahma, surge a Ambev – Companhia de Bebidas das Américas. A criação da AMBEV e sua posterior fusão a gigante belga Interbrew foram dois dos fatos mais marcantes da história da cerveja brasileira e mundial das últimas décadas. Com o nome de Inbev, a nova empresa mundial, a partir de 2004, tornou-se a maior produtora do mundo.

– Eisenbahn/Cervejaria Sudbrack –  Criada em 2002, surgiu devido ao descontentamento de alguns empresários do setor pela forma como estava evoluindo o mercado de cervejas do país. Surgia apenas cervejas do tipo pilsen, esquecendo-se os outros tipos tradicionais de cerveja originários da Europa. Apostando num experiente mestre cervejeiro e seguindo a Reinheitsgebot, a Lei Alemã da Pureza, criaram a Eisenbahn que, em um determinado período tinha diversos estilos como: Dunkel, Kölsch, Pale Ale, Pilsen, Pilsen Orgânica, Weihnachts Ale, Weizenbier, Weizenbock, Rauchbier, Bierlikor. Porém, hoje em dia, eles reduziram esse portfólio, podendo ser encontrada apenas a Pilsen, Pale Ale, Weizenbier e American IPA.

– Hoje, no Brasil, o setor cervejeiro está perto de atingir a meta lixo zero em seus processos produtivos. Os maiores fabricantes já registram índice de pelo menos 90% na reciclagem dos resíduos gerados pela produção.

De acordo com uma pesquisa feita pela Euromonitor, em 2020, as cervejas mais vendidas para os consumidores brasileiros são as nacionais: 1 – Brahma: 21,9%; 2 – Skol: 21,5%; 3 – Antarctica: 10,5%; 4 – Itaipava: 8,4% e 5 – Nova Schin: 6,8%

Fontes: brejada.com/brejapedia/estudos/cervejas-especiais-nacionais/
http://www.cervejasdomundo.com/Brasil4.htm
http://cervejasecervejariasnomundo.blogspot.com/2016/05/a-historia-da-cerveja-no-brasil.html

Heineken abre mão da estrela vermelha em prol da sustentabilidade

A partir deste mês, a Heineken traz três novos rótulos, colecionáveis e limitados, em um pack especial que reforça os compromissos da marca para um futuro mais sustentável. Como símbolo da energia limpa, os novos rótulos trazem ainda uma mudança na icônica estrela vermelha, que passa a ser temporariamente verde.

Desde o ano passado, a Heineken anunciou sua produção com energia 100% renovável nas fábricas de Alagoinhas (BA), Araraquara (SP), Ponta Grossa (PR) e, até 2023 em Jacareí (SP).

Pontos de vendas da cidade de São Paulo e algumas cidades do interior receberão os packs comemorativos, que estarão disponíveis até meados de dezembro, ou até quando durarem os estoques.

“Queremos que essa edição comemorativa se torne um símbolo dos desafios que estão nos movendo hoje e dos compromissos que assumimos para um futuro mais verde. E que possa incentivar nossos consumidores a caminharem ao nosso lado nessa jornada com menos impacto ao meio ambiente”, disse Gabriel D’Angelo Braz, diretor de marketingda Heineken.

Na última semana, como parte da estratégia de sustentabilidade #GreenYourCity, a Heineken iluminou de verde prédios icônicos de São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro.

Fonte: Propmark

#TBT: Tomando cerveja orgânica em Berlim e dando uma passadinha no Parlamento

Neumarkter

O #tbt de hoje é com a Edel Hell da Neumarkter Lammsbräu. É uma cerveja de estilo helles. Leve e refrescante, com o amargor do lúpulo suave e um pouco maltada, com sabor frutado.

A Edel Hell é feita com água mineral natural, malte de cevada e lúpulo cultivado organicamente. Em alemão, Edel significa nobre e geralmente é usado para se referir a uma cerveja que foi preparada com os melhores ingredientes. Hell singnifica brilhante em alemão.

Essa cerveja tem 5% de teor alcoólico.

logoA Cervejaria Neumarkter Lammsbräu foi fundada em 1628, em Neumarkt, um distrito da Baviera, na Alemanha. Desde 1986, ela fabrica cervejas orgânicas. São cerca de 20 variedades de cervejas orgânicas, a maior variedade do mercado, além de cerveja orgânica Lammsbräu, mais de 100 funcionários também produzem limonada, refrigeranted a água mineral todos orgânicos.

Além de ser fabricante de bebidas orgânicas ela também planta seu malte orgânico, estando totalmente comprometida com as questões de sustentabilidade, dando grande importância à sustentabilidade, proteção da água, regionalidade e o tratamento justo de todos os envolvidos. Para promover o desenvolvimento social sustentável, a empresa concede um prêmio anual de sustentabilidade em cinco categorias desde 2002 : pessoas físicas , organizações sem fins lucrativos , profissionais da mídia , empresas e funcionários . Os vencedores devem ter alcançado melhorias ecológicas e sociais e promover uma cultura econômica sustentável.

A cervejaria criou a “Lei da Pureza Orgânica” que se destina a expandir o requisito de pureza e os critérios orgânicos com regulamentos adicionais para a produção de cerveja. Excluem-se os pesticidas, plantas geneticamente modificadas, fertilizantes químico-sintéticos e adjuvantes artificiais.

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As cervejas orgânicas: Pilsner, Edelpils, Dunkel, Schankbier, Festbier, Urstoff, Dinkel, Leichte Weiße, Weiße (helles Hefeweizen), Schwarze (dunkles Hefeweizen), EdelHell (a que tomei), Radler, Neumarkt, Parsberg)

Sem ácool orgânicas: Alkoholfrei, Weiße, Dunkle Weiße, Radler, Aktivmalz (Malzbier)

Sem glúten: Glutenfrei e Glutenfrei Alkoholfrei

Muito interssante!


O ponto turístico desse #tbt é Reichstag ou Prédio do Parlamento.20170520_183750

Inaugurado em 1894, em Berlim, este é o prédio onde o parlamento federal da Alemanha (Bundestag) exerce suas funções.

Reishtag velhoEle participou de alguns momentos históricos como: Foi de sua sacada, depois da Segunda Guerra Mundial, em 9 de novembro de 1918, que foi proclamada a república na Alemanha. Além disso, o prédio já passou por incêndio, foi danificado na Segunda Guerra e já pertenceu a outra cidade, depois da criação do muro de Berlim.

Hoje, restaurado, o prédio é aberto para visitação gratuita na cúpula e no terraço. Em sua cúpula de vidro, que tem 23,5 metros de altura, é possível ver a sala do plenário, além da vista da cidade. Peguei algumas fotos na internet para termos ideia de como é.

É necessário fazer a reserva com antecedência pelo site. Quando tentei, não tinha mais vagas. Mas, para quem não consegue fazer a reserva, há um container nas imediações onde pode ser feito um agendamento de última hora. A fila é gigante. Então, não fomos. Por isso tenho foto somente do lado de fora.

Em frente ao Reichstag, há um espaço verde gigante! Muitas pessoas aproveitam para descansar, fazer encontros, jogar bola, fazer pique-nique. É bem legal o ambiente, vale a pena dar uma passada por lá, mesmo sem poder entrar.

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Brasil Beer Cup premia as melhores cervejas da América Latina

Cervejarias mineiras levam 22 medalhas no Brasil Beer Cup 2021

Entre 21 a 24 de novembro, aconteceu, em Florianópolis, o Brasil Beer Cup, o mais novo concurso de cerveja do Brasil. As cervejarias mineiras, que estão crescendo a cada dia no mercado tanto em quantidade quanto em qualidade, garantiu algumas importantes medalhas para o estado.

Cervejarias comerciais de todos os portes e de toda América Latina puderam inscrever suas cervejas, bem como os cervejeiros caseiros, que também puderam submeter suas criações do estilo Catharina Sour para avaliação e julgamento.

Com o time composto majoritariamente por mulheres, o Brasil Beer Cup teve dentre suas pautas focais, a equidade e a diversidade, imprimindo o cuidado com essa temática no projeto, se consagrando como o 1º concurso mundial a contar com uma liderança feminina.

Vinte um estados brasileiros, além do México e Uruguai enviaram cervejas para participar do concurso. Foram 1.216 cervejas inscritas, 270 cervejarias inscritas, 45 cervejeiros caseiros, 157 estilos diferentes com inscrições.

O concurso premiou 269 rótulos de cerveja brasileiros, sendo os três estados com maior número de cervejas inscritas: Santa Catarina, com 30%; São Paulo, com 16%; Paraná, com 15% e Rio Grande do Sul, com 11,54%. Minas Gerais ficou com 8% de participação.

As medalhas foram divididas por estilo. Cada estilo ganhou Ouro, Prata e Bronze.

No total foram distribuídas 83 medalhas de ouro, 94 medalhas de prata e 92 medalhas de bronze. O estado com o maior número de medalhas foi Santa Catarina, com 85. Em segundo lugar vem São Paulo, com 51. Seguido por Paraná com 41 medalhas, Rio Grande do Sul com 26 e Minas Gerais com 22.

Além da premiação por estilos, o concurso premiou três cervejas caseiras e premiou as Cervejarias do Ano (Pequeno, Médio e Grande Porte), de acordo com o número de medalhas, e três Cervejas do Ano (Comercial, Experimental e Inovação), aquelas com os rótulos mais premiados com medalhas de ouro.

Cervejas do ano

– Melhor Cerveja Experimental do ano: Cerveja Berliner Weiss – Grupo Petrópolis
– Melhor Cerveja Comercial do ano: Cerveja Belgard Catharina Sour Pitaya e Maracujá -Cervejaria Belgard
– Melhor Cerveja Inovação: Cerveja Clara de Fazenda – Endemic Brewing CO

Cervejarias do ano

Cervejaria de Grande Porte: Cervejaria Blumenau (Blumenau-SC)
Cervejaria de Médio Porte: Cervejaria Bodebrown (Curitiba-PR)
Cervejaria de Pequeno Porte: Cervejaria Masterpiece (Niterói-RJ)

A melhor Catharina Sour Caseiras

– Catê – Cervejeiro: Guilherme Martins Grosseli (São Paulo)
– Eva Catharina Sour: Cervejeiro: Plati Pedraja (Paraná)
– Catharina Sunset: Cervejeiro: Robson Bertuzzo (Rio Grande do Sul)

Confira as 22 cervejas mineiras premiadas

OURO

Cervejaria Albanos – American Brown Ale
Hausmalte Cervejaria – Dépasse – Belgian Strong Dark Ale
Ôh Barba Cerveja – Kopf Kölsch – German Koelsch
Cervejaria Wäls – Quadruppel – Belgian Quadrupel
Cervejaria Wäls – Trippel – Belgian Tripel
Cervejaria Wäls – Verano – English Pale Ale
Cervejaria Fürst – Catalina Weiss – German Leichtes Weizen
Cervejaria Brüder – Red Lager – American Amber Lager
Cervejaria Sátira – English Pale Ale – Special Bitter

PRATA

Cervejaria Fürst – Oktoberfest – German Maerzen
Cervejaria Caraça – Caraça Bock – German Bock
Cerveja Jybá – Jybá Sour Woodaged – Brazilian Beer com madeira
Cervejaria Slod – Slod Dry Stout Cacau – Irish Dry Stout
Cervejaria Colt Brew – English Summer Ale
Cervejaria Libertastes – Dediprosa – Wee Heavy

BRONZE

Cervejaria Capa Preta – Tropical Blonde – American Cream Ale
Hausmalte Cervejaria – Juice Hops – Juicy ou Hazy IPA
Cervejaria Caraça – Caraça Cacau Hop Lager – Chocolate Beer
Cervejaria Caraça – Pub Amber – American Amber Lager
Cervejaria Sátira – Sátira Lager – Munich Helles
Cervejaria Libertastes – Oncotô – American Wheat Wine
Cerveja Jybá – Jybá Sour – Brazilian Beer cm frutas

Clique aqui para conferir a lista completa com as cervejas premiadas.

Cervejarias esperam aumento no consumo de chope para confraternizações de final de ano

Depois de um ano com vendas bem travadas por conta da pandemia, 2021 promete ter um cenário diferente. Com a perda da força do surto de Covid-19, este fim de temporada promete o retorno de eventos presenciais e uma das apostas das cervejarias é na venda de chope. Esse formato tem muitas vantagens, já que basta encomendar o serviço que a equipe da cervejaria instala o equipamento no local desejado e você não tem que se preocupar em comprar cerveja, por pra gelar e o preço também costuma ser vantajoso. Até copos descartáveis costumam vir no pacote. Tudo prático e fácil. Além das confraternizações empresariais e familiares de fim de ano, os eventos de réveillon e a própria reabertura permitida para festas também alavancam esse mercado.

A cervejaria Läut espera 20% de aumento nas vendas. A marca investiu bastante na estrutura de delivery, que pode ser solicitado pelo site da empresa ou whatsapp especial para entrega de chope. A Läut tem participado de grandes eventos e realizado um trabalho intenso de ativação da marca, e nessa época do ano os pedidos para esse formato crescem muito. Ela ainda consegue atender em diversos pontos de Minas Gerais através do sistema Läut Express. Esse é um modelo de distribuição que atende as pessoas físicas e jurídicas. Uns dos grandes gargalos na expansão comercial do chope são os custos logísticos e os cuidados necessários no serviço, por ser um produto sensível e com curto prazo de validade. Além dos itens citados acima, os custos com maquinários, chopeiras, câmaras frias e barris também são fatores relevantes. O modelo, então, permite aos parceiros locais investirem no seu próprio negócio, passando a deter o direito de distribuição do chope em sua região, com todo o suporte da indústria para que os produtos cheguem ao consumidor final com segurança e qualidade.

Um parceiro regional tem a vantagem de conhecer a praça de atuação e ter a confiança e credibilidade do mercado local. Por ser o dono do negócio, a expectativa é de que haja um envolvimento e um engajamento maior, gerando uma intimidade entre a marca e o público consumidor local. A Läut oferece toda a consultoria necessária para execução do negócio, desde a área financeira até marketing e vendas. O intuito maior é a padronização na exposição da marca, no atendimento e no modelo de negócio em si. Uma parceria íntima e contínua. Esse conceito acelera a expansão pelo interior de Minas e outros estados. “Há uma constante iniciativa dos interessados. Muitos têm me procurado para formar parcerias e carregar a nossa marca para as suas regiões. Este foi o ponto de partida para desenvolvermos o projeto Läut Express”, afirma Henrique Neves, CEO da Läut.

A cervejaria Lagoon está apostando em seu chope triple malte e espera um aumento médio de 41% nas vendas nestes meses que fecham 2021. É o primeiro final de ano da marca que é produzida na Indústria de Bebidas Capim Branco em Sete Lagoas e chegou ao mercado em julho com cinco rótulos, sendo eles: Triple Malt Pilsen, Lager, Amber Lager, Session IPA e IPA. A fábrica localizada em uma fazenda possui em sua frente uma lagoa e por isso a origem de seu nome: Lagoon. E a começar pelo seu rótulo com cortes exclusivos e diferenciados, a marca não veio pra ser mais uma.

A Indústria de Bebidas Capim Branco surgiu em 2006 como Cervejaria Artesamalt e se estabeleceu no mercado como uma das principais marcas de chope Pilsen em bares e restaurantes de BH e região. Em 2014 a empresa mudou seu foco para poder atender diferentes marcas de cervejas e destilados, como “ciganos” e “White Label”.Por isso, passou a se denominar Indústria.

Uma das cervejarias artesanais que está comemorando a chegada do final de ano e verão é Cervejaria 040, localizada no Jardim Canadá, em Nova Lima –MG,  atual polo das cervejas artesanais. Segundo um dos proprietários André Horta, em novembro e dezembro a cervejaria espera um aumento de 30% nas vendas, em decorrência das festividades que esse ano serão mais aquecidas. “Final de ano é uma época em que as pessoas consomem mais bebidas alcoólicas, no nosso caso, a cerveja, em decorrência das confraternizações, Natal, Ano Novo e o tempo mais quente com a chegada do verão. A cerveja pilsen é nosso carro-chefe”, comenta André.

Os sócios, Sidney Dias e André Horta, resolveram fazer o curso de Tecnologia Cervejeira e com isso, assumiram uma pequena planta fabril no Vale do Sol, em Nova Lima. Com um ano a frente dessa fábrica e estudando as dificuldades e oportunidades em se ter uma cervejaria, decidiram abandonar as antigas carreiras e se dedicar ao novo negócio. Em novembro de 2018 se mudaram para a atual fábrica no Jardim Canadá que se encontra em amplo crescimento.

Como calcular?

É bom fazer as contas. Em média, cada convidado bebe 1,5 a 2 litros de chope em um evento com 4 horas. O horário, se é de dia por exemplo, pode influenciar e o clima, com altas temperaturas, pode também ser outro fator que pode aumentar o consumo. O cliente também deve observar que se tiverem outras bebidas, como vinhos e destilados, esse consumo pode ser menor. Claro que tem gente que bebe muito mais que essa quantidade proposta por pessoa numa festa, mas há também quem não consiga atingir essa meta.  Então a dia é observar isso tudo. É importante verificar o tempo de duração de sua festa, o perfil de cada um dos convidados e saber quem vai beber cerveja, e quem bebe pouco, muito ou socialmente.

Quem bebe pouco, ode consumir em torno de 400 ml por hora. Quem bebe socialmente, pode chegar aos 700 ml e quem gosta de beber muito pode atingir até 900 ml de chope a cada hora de festa.

Foto da Laüt – crédito: JP Soul Marketing
Fotos da Lagoon – crédito: Gustavo Andrade
Foto da 040 – Divulgação site

Um passeio pela Igreja Memorial com a Schöfferhofer Dunkel

Hoje, tem lembrança com essa Hefeweizen Dunkel,  fabricada pela Schöfferhofer Weizenbier GmbH. Uma cerveja de trigo de cor escura devido o uso dos maltes tostados. É suave com aroma tostado e condimentado. O sabor tem o caráter mais maltado, com a presença do caramelado, frutado, banana, cravo, chocolate e um amargor leve no final. Eu adoro Dunkel, juntou com Hefeweizen, fechou!

A cervejaria Schöfferhofer Weizen foi a logo schoffeprimeira cerveja de trigo na Alemanha a ser fabricada fora da Baviera. Localizada em Frankfurt, hoje, ela é a principal cervejaria de lá. Fundada em 1870, seu nome é uma homenagem à Peter Schöffer, alemão que ao lado de Johannes Gutenberg foi o inventor da moderna tipografia.


O ponto turístico é a igreja Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche (Igreja Memorial Imperador Guilherme), conhecida como Gedächtniskirche, localizada em Berlim, no Kurfürstendamm. Construída entre 1891 a 95 e destruída após um incêndio provocado por um ataque aéreo durante a Segunda Guerra Mundial.

Depois do ataque, sobrou somente o hall de entrada e uma torre danificada, que foram mantidos para lembrar a destruição causada pela guerra (a prefeitura queria derrubá-la, mas a população, sob protesto, não permitiu).

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Em seu interior, existe um memorial da guerra. Além de fotos e maquetes mostrando como a igreja era e objetos da própria igreja, como a imagem de Cristo sem os braços (danificada por uma bomba).

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Entre 1957 e 1963, foi construída uma nova igreja ao lado da ruína. Ela foi construída em formato octogonal e com uma torre para o sino. Nós não entramos nela porque havia uma fila bem grande. Dizem que é muito bonita, com paredes feitas com vidro azul, a luz externa passa pelos vidros, dando um ar azulado lá dentro (tirei uma foto da internet).

Além da nova igreja, em seu entorno, tem alguns monumentos, uma fonte e esse espaço (fotos abaixo), que penso ser uma homenagem aos mortos neste bombardeio.