Brasil Beer Cup premia as melhores cervejas da América Latina

Cervejarias mineiras levam 22 medalhas no Brasil Beer Cup 2021

Entre 21 a 24 de novembro, aconteceu, em Florianópolis, o Brasil Beer Cup, o mais novo concurso de cerveja do Brasil. As cervejarias mineiras, que estão crescendo a cada dia no mercado tanto em quantidade quanto em qualidade, garantiu algumas importantes medalhas para o estado.

Cervejarias comerciais de todos os portes e de toda América Latina puderam inscrever suas cervejas, bem como os cervejeiros caseiros, que também puderam submeter suas criações do estilo Catharina Sour para avaliação e julgamento.

Com o time composto majoritariamente por mulheres, o Brasil Beer Cup teve dentre suas pautas focais, a equidade e a diversidade, imprimindo o cuidado com essa temática no projeto, se consagrando como o 1º concurso mundial a contar com uma liderança feminina.

Vinte um estados brasileiros, além do México e Uruguai enviaram cervejas para participar do concurso. Foram 1.216 cervejas inscritas, 270 cervejarias inscritas, 45 cervejeiros caseiros, 157 estilos diferentes com inscrições.

O concurso premiou 269 rótulos de cerveja brasileiros, sendo os três estados com maior número de cervejas inscritas: Santa Catarina, com 30%; São Paulo, com 16%; Paraná, com 15% e Rio Grande do Sul, com 11,54%. Minas Gerais ficou com 8% de participação.

As medalhas foram divididas por estilo. Cada estilo ganhou Ouro, Prata e Bronze.

No total foram distribuídas 83 medalhas de ouro, 94 medalhas de prata e 92 medalhas de bronze. O estado com o maior número de medalhas foi Santa Catarina, com 85. Em segundo lugar vem São Paulo, com 51. Seguido por Paraná com 41 medalhas, Rio Grande do Sul com 26 e Minas Gerais com 22.

Além da premiação por estilos, o concurso premiou três cervejas caseiras e premiou as Cervejarias do Ano (Pequeno, Médio e Grande Porte), de acordo com o número de medalhas, e três Cervejas do Ano (Comercial, Experimental e Inovação), aquelas com os rótulos mais premiados com medalhas de ouro.

Cervejas do ano

– Melhor Cerveja Experimental do ano: Cerveja Berliner Weiss – Grupo Petrópolis
– Melhor Cerveja Comercial do ano: Cerveja Belgard Catharina Sour Pitaya e Maracujá -Cervejaria Belgard
– Melhor Cerveja Inovação: Cerveja Clara de Fazenda – Endemic Brewing CO

Cervejarias do ano

Cervejaria de Grande Porte: Cervejaria Blumenau (Blumenau-SC)
Cervejaria de Médio Porte: Cervejaria Bodebrown (Curitiba-PR)
Cervejaria de Pequeno Porte: Cervejaria Masterpiece (Niterói-RJ)

A melhor Catharina Sour Caseiras

– Catê – Cervejeiro: Guilherme Martins Grosseli (São Paulo)
– Eva Catharina Sour: Cervejeiro: Plati Pedraja (Paraná)
– Catharina Sunset: Cervejeiro: Robson Bertuzzo (Rio Grande do Sul)

Confira as 22 cervejas mineiras premiadas

OURO

Cervejaria Albanos – American Brown Ale
Hausmalte Cervejaria – Dépasse – Belgian Strong Dark Ale
Ôh Barba Cerveja – Kopf Kölsch – German Koelsch
Cervejaria Wäls – Quadruppel – Belgian Quadrupel
Cervejaria Wäls – Trippel – Belgian Tripel
Cervejaria Wäls – Verano – English Pale Ale
Cervejaria Fürst – Catalina Weiss – German Leichtes Weizen
Cervejaria Brüder – Red Lager – American Amber Lager
Cervejaria Sátira – English Pale Ale – Special Bitter

PRATA

Cervejaria Fürst – Oktoberfest – German Maerzen
Cervejaria Caraça – Caraça Bock – German Bock
Cerveja Jybá – Jybá Sour Woodaged – Brazilian Beer com madeira
Cervejaria Slod – Slod Dry Stout Cacau – Irish Dry Stout
Cervejaria Colt Brew – English Summer Ale
Cervejaria Libertastes – Dediprosa – Wee Heavy

BRONZE

Cervejaria Capa Preta – Tropical Blonde – American Cream Ale
Hausmalte Cervejaria – Juice Hops – Juicy ou Hazy IPA
Cervejaria Caraça – Caraça Cacau Hop Lager – Chocolate Beer
Cervejaria Caraça – Pub Amber – American Amber Lager
Cervejaria Sátira – Sátira Lager – Munich Helles
Cervejaria Libertastes – Oncotô – American Wheat Wine
Cerveja Jybá – Jybá Sour – Brazilian Beer cm frutas

Clique aqui para conferir a lista completa com as cervejas premiadas.

Cervejarias esperam aumento no consumo de chope para confraternizações de final de ano

Depois de um ano com vendas bem travadas por conta da pandemia, 2021 promete ter um cenário diferente. Com a perda da força do surto de Covid-19, este fim de temporada promete o retorno de eventos presenciais e uma das apostas das cervejarias é na venda de chope. Esse formato tem muitas vantagens, já que basta encomendar o serviço que a equipe da cervejaria instala o equipamento no local desejado e você não tem que se preocupar em comprar cerveja, por pra gelar e o preço também costuma ser vantajoso. Até copos descartáveis costumam vir no pacote. Tudo prático e fácil. Além das confraternizações empresariais e familiares de fim de ano, os eventos de réveillon e a própria reabertura permitida para festas também alavancam esse mercado.

A cervejaria Läut espera 20% de aumento nas vendas. A marca investiu bastante na estrutura de delivery, que pode ser solicitado pelo site da empresa ou whatsapp especial para entrega de chope. A Läut tem participado de grandes eventos e realizado um trabalho intenso de ativação da marca, e nessa época do ano os pedidos para esse formato crescem muito. Ela ainda consegue atender em diversos pontos de Minas Gerais através do sistema Läut Express. Esse é um modelo de distribuição que atende as pessoas físicas e jurídicas. Uns dos grandes gargalos na expansão comercial do chope são os custos logísticos e os cuidados necessários no serviço, por ser um produto sensível e com curto prazo de validade. Além dos itens citados acima, os custos com maquinários, chopeiras, câmaras frias e barris também são fatores relevantes. O modelo, então, permite aos parceiros locais investirem no seu próprio negócio, passando a deter o direito de distribuição do chope em sua região, com todo o suporte da indústria para que os produtos cheguem ao consumidor final com segurança e qualidade.

Um parceiro regional tem a vantagem de conhecer a praça de atuação e ter a confiança e credibilidade do mercado local. Por ser o dono do negócio, a expectativa é de que haja um envolvimento e um engajamento maior, gerando uma intimidade entre a marca e o público consumidor local. A Läut oferece toda a consultoria necessária para execução do negócio, desde a área financeira até marketing e vendas. O intuito maior é a padronização na exposição da marca, no atendimento e no modelo de negócio em si. Uma parceria íntima e contínua. Esse conceito acelera a expansão pelo interior de Minas e outros estados. “Há uma constante iniciativa dos interessados. Muitos têm me procurado para formar parcerias e carregar a nossa marca para as suas regiões. Este foi o ponto de partida para desenvolvermos o projeto Läut Express”, afirma Henrique Neves, CEO da Läut.

A cervejaria Lagoon está apostando em seu chope triple malte e espera um aumento médio de 41% nas vendas nestes meses que fecham 2021. É o primeiro final de ano da marca que é produzida na Indústria de Bebidas Capim Branco em Sete Lagoas e chegou ao mercado em julho com cinco rótulos, sendo eles: Triple Malt Pilsen, Lager, Amber Lager, Session IPA e IPA. A fábrica localizada em uma fazenda possui em sua frente uma lagoa e por isso a origem de seu nome: Lagoon. E a começar pelo seu rótulo com cortes exclusivos e diferenciados, a marca não veio pra ser mais uma.

A Indústria de Bebidas Capim Branco surgiu em 2006 como Cervejaria Artesamalt e se estabeleceu no mercado como uma das principais marcas de chope Pilsen em bares e restaurantes de BH e região. Em 2014 a empresa mudou seu foco para poder atender diferentes marcas de cervejas e destilados, como “ciganos” e “White Label”.Por isso, passou a se denominar Indústria.

Uma das cervejarias artesanais que está comemorando a chegada do final de ano e verão é Cervejaria 040, localizada no Jardim Canadá, em Nova Lima –MG,  atual polo das cervejas artesanais. Segundo um dos proprietários André Horta, em novembro e dezembro a cervejaria espera um aumento de 30% nas vendas, em decorrência das festividades que esse ano serão mais aquecidas. “Final de ano é uma época em que as pessoas consomem mais bebidas alcoólicas, no nosso caso, a cerveja, em decorrência das confraternizações, Natal, Ano Novo e o tempo mais quente com a chegada do verão. A cerveja pilsen é nosso carro-chefe”, comenta André.

Os sócios, Sidney Dias e André Horta, resolveram fazer o curso de Tecnologia Cervejeira e com isso, assumiram uma pequena planta fabril no Vale do Sol, em Nova Lima. Com um ano a frente dessa fábrica e estudando as dificuldades e oportunidades em se ter uma cervejaria, decidiram abandonar as antigas carreiras e se dedicar ao novo negócio. Em novembro de 2018 se mudaram para a atual fábrica no Jardim Canadá que se encontra em amplo crescimento.

Como calcular?

É bom fazer as contas. Em média, cada convidado bebe 1,5 a 2 litros de chope em um evento com 4 horas. O horário, se é de dia por exemplo, pode influenciar e o clima, com altas temperaturas, pode também ser outro fator que pode aumentar o consumo. O cliente também deve observar que se tiverem outras bebidas, como vinhos e destilados, esse consumo pode ser menor. Claro que tem gente que bebe muito mais que essa quantidade proposta por pessoa numa festa, mas há também quem não consiga atingir essa meta.  Então a dia é observar isso tudo. É importante verificar o tempo de duração de sua festa, o perfil de cada um dos convidados e saber quem vai beber cerveja, e quem bebe pouco, muito ou socialmente.

Quem bebe pouco, ode consumir em torno de 400 ml por hora. Quem bebe socialmente, pode chegar aos 700 ml e quem gosta de beber muito pode atingir até 900 ml de chope a cada hora de festa.

Foto da Laüt – crédito: JP Soul Marketing
Fotos da Lagoon – crédito: Gustavo Andrade
Foto da 040 – Divulgação site

Um passeio pela Igreja Memorial com a Schöfferhofer Dunkel

Hoje, tem lembrança com essa Hefeweizen Dunkel,  fabricada pela Schöfferhofer Weizenbier GmbH. Uma cerveja de trigo de cor escura devido o uso dos maltes tostados. É suave com aroma tostado e condimentado. O sabor tem o caráter mais maltado, com a presença do caramelado, frutado, banana, cravo, chocolate e um amargor leve no final. Eu adoro Dunkel, juntou com Hefeweizen, fechou!

A cervejaria Schöfferhofer Weizen foi a logo schoffeprimeira cerveja de trigo na Alemanha a ser fabricada fora da Baviera. Localizada em Frankfurt, hoje, ela é a principal cervejaria de lá. Fundada em 1870, seu nome é uma homenagem à Peter Schöffer, alemão que ao lado de Johannes Gutenberg foi o inventor da moderna tipografia.


O ponto turístico é a igreja Kaiser Wilhelm Gedächtniskirche (Igreja Memorial Imperador Guilherme), conhecida como Gedächtniskirche, localizada em Berlim, no Kurfürstendamm. Construída entre 1891 a 95 e destruída após um incêndio provocado por um ataque aéreo durante a Segunda Guerra Mundial.

Depois do ataque, sobrou somente o hall de entrada e uma torre danificada, que foram mantidos para lembrar a destruição causada pela guerra (a prefeitura queria derrubá-la, mas a população, sob protesto, não permitiu).

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Em seu interior, existe um memorial da guerra. Além de fotos e maquetes mostrando como a igreja era e objetos da própria igreja, como a imagem de Cristo sem os braços (danificada por uma bomba).

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Entre 1957 e 1963, foi construída uma nova igreja ao lado da ruína. Ela foi construída em formato octogonal e com uma torre para o sino. Nós não entramos nela porque havia uma fila bem grande. Dizem que é muito bonita, com paredes feitas com vidro azul, a luz externa passa pelos vidros, dando um ar azulado lá dentro (tirei uma foto da internet).

Além da nova igreja, em seu entorno, tem alguns monumentos, uma fonte e esse espaço (fotos abaixo), que penso ser uma homenagem aos mortos neste bombardeio.

Vamos falar sobre Escola Americana

Hoje, falarei da mais recente escola cervejeira: a americana. Mesmo não sendo considerada uma escola pelos tradicionalistas, ela merece destaque pelo novo jeito de pensar a cerveja.

A coragem de criar fazem dos americanos excelentes criadores. Foi assim que surgiu a escola americana, incorporando todas as três escolas cervejeiras em uma completamente nova. Ou seja, eles inovaram os estilos já conhecidos mundialmente e criaram o estilo próprio.

Um pouco de história

A cerveja já estava na América do Norte muito antes daquela terra ser colonizada. Até o século XVI, quando o continente americano estava sendo colonizado pelos europeus, as tribos nativas da América do Norte já produziam uma bebida fermentada com ingredientes nativos, principalmente utilizando milho. Com a chegada de imigrantes alemães e ingleses, levaram junto suas culturas cervejeiras.

O Reino Unido veio a estabelecer o embrião do que viria a ser os Estados Unidos com suas 13 colônias. A partir deste momento, a influência da cultura cervejeira britânica se espalhou pela colônia, com várias novas cervejarias acompanhando sua expansão territorial e posterior transformação em um país independente.

Patrick Henry, Thomas Jefferson, Samuel Adams e James Madison promoveram vigorosamente a indústria cervejeira nas colônias. George Washington operava uma pequena cervejaria em Mount Vernon. E durante a Guerra Revolucionária, ele garantiu que suas tropas recebessem um litro de cerveja por dia. (Bibliografia: Beer Institute – Beer & American History). 

Mas, nem tudo são flores. Desde sempre, a cerveja nos Estados Unidos enfrenta obstáculos.

Em 1770, a indústria cervejeira americana estava tão bem estabelecida que George Washington, Patrick Henry e outros patriotas defenderam um boicote às importações de cerveja inglesa. O Boston Tea Party quase se tornou o Boston Beer Party.

lei secaEm 1920, buscando efetivar medidas contra o abuso do álcool, foi estabelecida a Lei Seca (“Prohibition”) que perdurou até o ano de 1933, que proibia a fabricação, transporte e venda de bebida alcóolica em todo território Americano. Nesse período, os EUA tinham algo em torno de 4.000 micro-cervejarias (Somente no ano de 2015 é que os EUA alcançaram novamente as 4 mil cervejarias) . Muitas cervejarias, principalmente as pequenas, fecharam as portas, e outras tiveram que se adaptar e fabricar outras bebidas que não fossem alcoólicas, como cerveja sem álcool, sucos e refrigerantes. Além disso, milhares de litros de cerveja foram confiscados e jogados fora.

Houve aumento da corrupção, da criminalidade e o enriquecimento das máfias que passaram a dominar o contrabando de bebidas alcoólicas, principalmente liderados por Al Capone, e surgiram diversos bares clandestinos que ficavam localizados nos subterrâneos das cidades americanas.

Esta lei durou por 13 anos. Assim que retiraram a lei, as cervejarias começaram a ressurgir. Porém, nessa época, quando a lei acabou, as pequenas cervejarias que conseguiram sobreviver se viram em desvantagens com grandes cervejarias, como a Budweiser e a Pabst, que cresceram muito em pouco tempo, passando a se tornarem gigantes do mercado. (Biliografia:  Economic History Association – A Concise History of America’s Brewing Industry)

Naquela época, os EUA viviam em recessão econômica, por isso a indústria cervejeira sofreu uma transformação e se viu obrigada a produzir cerveja com o menor custo possível, e passaram a usar matérias primas mais baratas, como o arroz e o milho e diminuíram o lúpulo. O resultado foi uma cerveja mais pálida e com pouco aroma, que é o caso das Standard American Lager e Light Lager, que é muito conhecida por nós. As cervejas de massa hoje. As grandes cervejarias dominavam o mercado com apenas esses estilo de cerveja.

Nos anos 60, grupos de cervejeiros caseiros começaram um movimento, o “Craft Brewing” (fabricação caseira) que se espalhou pelo país inteiro, indo no caminho contrário das grandes cervejarias que fabricavam apenas um único estilo. A prática da produção de cerveja em casa, proibida desde a Lei Seca, foi liberada novamente, em 1979, e os cervejeiros passaram a diversificar os estilos.

Assim, foi o início da Revolução das Cervejas Artesanais que trouxe os EUA de volta ao seu lugar entre as grandes nações cervejeiras. E algumas das características desta revolução, como o uso de insumos locais e o desejo constante dos norte-americanos de fazer tudo sempre maior, mais extremo e mais inovador do que já existe, deram origem a novos estilos de cerveja e trouxeram à tona práticas tradicionais pouco difundidas até então.

Em 2020, os EUA atingiu o recorde histórico com 8.764 cervejarias artesanais, sendo 1.854 microcervejarias, 3.219 brewpubs, 3.471 taproons e 220 cervejarias artesanais regionais. (Dados divulgados pela Brewers Association – BA, que representa as cervejarias artesanais nos Estados Unidos)

cervejas americanas

Características principais da Escola Americana

Os americanos são conhecidos por gostar de tudo exagerado e não seria diferente com as cervejas. As principais características dessa escola é o exagero e a inovação. A Escola Americana faz uma releitura de estilos clássicos existentes, ou seja, refazem estilos de cervejas das outras escolas de forma criativa, inovadora e exagerada.

Pelo lado inovador, eles não têm medo de ousar incluindo ingredientes diferentes em suas cervejas como abóbora e bacon. Já o lado exagerado, se refere ao exagero no uso dos ingredientes, como o uso de muito malte ou de muito lúpulo, resultando em cervejas mais amargas, mais alcoólicas, mais encorpadas e mais robustas. Mas, quem predomina, na maioria das vezes, é o lúpulo,  conferindo uma cerveja bem cítrica, característica dos lúpulos americanos.

Um exemplo dessa inovação e exagero foi a reinvenção da IPA (original da Escola Britânica) criando a American IPA, que é uma IPA com mais lúpulo, mais amargas, e a Imperial IPA ou Double IPA, uma IPA ainda mais alcoólicas, com muito mais malte, muito mais amargas, e claro, mais aromáticas que a IPA clássica.

lupulo

Então, se você curte cervejas encorpada com amargor exagerado, aposte nas cervejas que seguem a linha americana.

Uma observação é que há uma certa resistência entre pessoas do meio cervejeiros em reconhecer essa escola.

Principais estilos dessa escola são: American Lager, Cream Ale, American Pale Ale, American IPA, Pumpkin Ale, American Porter, American Brown Ale, Session IPA, American Barleywine e Double IPA.

Aqui, apresento alguns estilos da Escola Americana:

American IPA: A diferença dela para a IPA inglesa está entre os lúpulos usados. Com o uso dos lúpulos americanos, a antiga APA, hoje American IPA, carrega aromas muito mais cítricos que a inglesa. Outra diferença importante é que a American possui um certo dulçor, enquanto a IPA inglesa é conhecida por possuir um final bem seco.

Imperial IPA ou Double IPA:  é uma versão “forte” das tradicionais IPAs. Mais intensas, com alto teor alcoólico e amargor.

California Common: são cervejas mais leves e fácil de beber, de cor âmbar, corpo médio e sabor equilibrado entre malte e lúpulo, com notas carameladas e tostadas.

Black IPA (IPA com Stout/Porter): mantém o amargor e aromas de lúpulo das IPAs, porém contam com maltes tostados na receita, tornando-as mais escuras e podendo adicionar aromas remetendo a café e chocolate amargo.

Cream Ale: A partir de uma cerveja American IPA, foram acrescentadas leveduras Lager e adjuntos como milho e arroz. Assim surgiu uma cerveja equilibrada, sem predomínio do malte ou do lúpulo no sabor, com uma cor clara e boa carbonatação de uma característica cremosa.

Wheat Wine: inspirado nas Barleywine mas que se diferenciam por um alto uso de trigo na receita. A quantidade de trigo usado na receita pode superar os 50% dos grãos usados.

Hop Weizen: Uma variação de cerveja de trigo com uma carga maior de lúpulo tanto no aroma quanto no amargor. Podemos falar que é uma IPA de trigo.

Dica Mineira de cervejas que seguem estilos da Escola Americana:

American Lager da Fathach (Pilsen)
American Pale Ale da Slod
American Brown Ale da Albanos
American IPA da Läut (Surf Laut)
Imperial IPA da Vinil (Hurricane)
Session IPA da Lagoon

Enfim, chegamos ao fim dos posts sobre escolas cervejeiras. Espero que tenham gostado! Até o próximo tema.

Clique aqui para ler sobre as demais Escolas Cervejeiras !

#TBT: Berliner Pilsen – Berliner Fernsehturm

berliner pilsnerO TBT de hoje é essa Berliner Pilsner (no rótulo, o urso – símbolo de Berlim) uma German Pilsner produzida por Berliner Kindl Schultheiss Brauerei. É uma cerveja típica alemã, porém, com aquele amargorzinho no final típica das cervejas com garrafa verde.

Nessa resenha, eu vim confirmar o que muitos dizem. Sim, a cerveja na Alemanha é servida em temperatura ambiente. Tudo bem que a temperatura por lá, na maioria das vezes é gelada, mas e o verão, que é bem quente?

Nós estivemos lá no meio de maio (transição do primavera para o verão), e já estava quentinho. E, mesmo as cervejas estando em geladeiras, elas permanecem em temperatura ambiente. Não é nem fresquinha, é como se tivesse tirado da prateleira do supermercado. Se você reparar bem, todas as cervejas que eu posto de lá, nenhuma está geladinha. Talvez porque, para eles, aquela temperatura ali de maio não era tão quente.

Nessa foto abaixo, a cerveja tinha acabado de ser entregue para a gente. É exatamente assim que eles bebem cerveja lá, a garrafa não tem nenhum suorzinho, aquele mesmo, que brilha nossos olhos por aqui.

Quando o moço nos entregou essa cerveja, Thiago pegou na garrafa, olhou e pediu para que ele a trocasse. Ele pegou outra, também de dentro da geladeira, e entregou. É claro que ela estava exatamente do mesmo jeito da outra. E, é claro que o moço não entendeu nada.

Para se ter uma ideia da temperatura, a garrafa mais gelada que eu tomei é como se você colocasse uma longneck na geladeira comum e pegasse 15 minutos depois. Já as cervejas em barril (chope) são as que são servidas fresquinhas, um pouco mais geladinhas. Bem pouco!

Eles estão tão acostumados com essa temperatura da cerveja que pegam cerveja de engradado a venda e já saem tomando. Vi alguns guardando a cerveja na mochila, entrando no metro e, ao descer, abria a cerveja denovo e continuava bebendo. Temperatura ambiente não é o problema para eles.

Ao longo dos dias em que estávamos lá, fomos nos acostumando com essa temperatura. Mas, detalhe, todas que bebemos, inclusive as de 1 euro, eram de excelente qualidade. Relamente a temperatura era o que menos importava.

Voltando na foto

O local da foto é o Curry 61. Tem vários desses fast foods espalhados por Berlim que servem basicamente a mesma comida. Esse é um dos mais populares da cidade. A maioria, come-se em pé mesmo. Achei “interessante” foi a mesa/lixeira. Em cima você coloca a comida, come, e, logo embaixo, já é a lixeira. Já joga fora para o próximo. É como se você comesse em cima de uma lixeira de shopping..rs

A comida servida são as típicas alemãs, que foi a nossa primeira refeição ao chegar em Berlim. Não poderia ter sido outra. Comemos o tradicional Currywurst, que é basicamente salsicha com catchup (o deles é especial da casa) e curry com pimenta do reino. Um pouco picante, mesmo não gostando de nada picante, foi tranquilo de comer. E para acompanhar: Pomes Frites (batata frita). Que delícia! Großer appetit!

Ponto Turístico:

Torre de TV de Berlim

Depois de comer, fomos para um dos principais pontos turístico da cidade: a Berliner Fernsehturm ou Torre de TV de Berlim: a construção mais alta da Alemanha, localizada na Alexanderplatz, no centro da cidade. Ela é tão alta que dá para vê-la em diversos pontos de Berlim. Usávamos ela como referência para voltar para o hotel, pois nosso hotel era próximo.

 Para entrar, segurança total. Tivemos que passar por detectores de metal, abriram nossa mochila e só assim pudemos entrar. Melhor assim! 🙂

São 147 andares. O elevador vai da base ao topo em 40 segundos. Que loucura! De lá dá pra ver muito de Berlim, que é plana. Dá para avistar diversos pontos turísticos que são mapeados e apontados lá da torre. Além disso, tem o restaurante que fica em uma plataforma giratória, ele roda lentamente para que você possa avistar toda cidade.

Quando fomos, não tinha filas. Mas, dependendo da época, acho bom acessar o site antes e comprar o ingresso. São vários tipos de entrada, por isso, é bom ler com atenção o site deles.

Alguns pontos turísticos que ficam próximo à Torre:

Prefeitura de Berlim
Marienkirche – Igreja de Santa Maria
Fonte de Netuno com 10 metros de altura e 4 mulheres ao seu redor representando os rios da região.

Escolas cervejeiras: Escola Franco-Belga

Agora, vamos aprender um pouco mais sobre a Escola Franco- Belga, em que a maioria chama apenas de Escola Belga. 

Um pouco de história

Durante o Império Romano, na região conhecida como Gália, atualmente França e Bélgica, os habitantes da região já produziam sua própria cerveja, que já era bem diferente das cervejas mais consumidas pelos romanos. 

As cervejas ainda eram produzidas domesticamente. E, com a queda do Império Romano e a ascensão da Igreja, começaram a surgir monastérios por todas as regiões. Estes monastérios foram construídos com cervejarias, que tinha como finalidade atender os próprios monges e também a população local.  (A History of Beer and Brewing  – Ian Spencer Hornsey).

Como aquela região não pertencia ao Império Germânico, seus cervejeiros já tinham o costume de inovar nas receitas e não eram obrigados a fazer uma cerveja que seguia a Lei da Pureza Alemã (onde só podia ter água, malte, levedura e lúpulo). Com isso, ao longo dos anos os monges aprimoraram suas técnicas e faziam cervejas rebuscadas, complexas em questão de aroma, sabor e teor alcoólico. As cervejas podiam ser feitas com cereais, frutas, mel, e outros temperos. A criatividade podia ser usada.

A tradição cervejeira naquela região surgiu quando os monges produziam cervejas para dar de beber aos viajantes, pois a água era imprópria para consumo, o que tornava o processo de fabricação da cerveja perfeito para garantir a qualidade da bebida. Também por ser uma bebida altamente nutritiva, era considerada a bebida dos monges. Nos tempos em que eles tinham que fazer jejum, as cervejas mais encorpadas eram fundamentais e serviam como alimentação deles.

Abadia x Trapista

Rochefort (Abbaye Notre Dame de Saint-Remy in Rochefort)

As cervejas trapistas são cervejas feitas de acordo com as premissas religiosas dos monges beneditinos da Ordem Cisterciense da Estrita Observância, uma congregação católica que obedece à Regra de São Bento – mais conhecida como Ordem Trapista. Em resumo, essa ordem pregava (e ainda prega) uma vida voltada à obediência, ao silêncio e à renúncia, tendo como lema ora et labora (“reza e trabalha”). 

Durante a metade do século XX, as cervejas produzidas pelos monges trapistas começaram a inspirar outros produtores mundo afora. Ao replicar as receitas dos trapistas, esses outros produtores passaram a usar o termo “cerveja estilo trapista” ou “tipo trapista” nos rótulos, mesmo sem nenhum vínculo com a Ordem.

Para que isso não ocorrese mais, em 1962, uma lei da Câmara Belga do Comércio decretou que cerveja trapista seria somente aquela que é produzida por monges cistercienses, e não uma cerveja no estilo trapista. Estas últimas deveriam ser denominadas “Cerveja de Abadia”.

Sendo assim, podemos dizer que:

  • Trapista não é um estilo, e sim uma denominação controlada de origem.
  • Para ser considerada Trapista, a cerveja precisa ser fabricada em um dos mosteiros da Ordem Trapista, seguindo estritamente determinados preceitos como: a cerveja deve ser fabricada dentro das paredes do mosteiro trapista pelos próprios monges ou sob a sua supervisão; a cervejaria deve ser subordinada ao mosteiro e deve ter uma cultura empresarial condizente ao projeto de vida monástica; a cervejaria é quase filantrópica, sem fins lucrativos. Os recursos são para o sustento dos monges e para a preservação da abadia. O dinheiro que sobra é usado para causas sociais ou doado para pessoas carentes. A cerveja trapista é de uma qualidade impecável, que é controlada permanentemente. Há um selo de denominação de origem, para fins de identificação.
  • Cervejas que não são fabricadas nos mosteiros da Ordem Trapista, mas seguem os métodos de fabricação similares e acompanham a linha de estilos considerados, são denominadas Cervejas de Abadia. Podem inclusive conter tal designação no rótulo.
  • Toda cerveja Trapista é de Abadia, mas nem toda cerveja de Abadia é Trapista.

Existem mais de 170 mosteiros trapistas no mundo, porém, apenas 11 deles têm o certificado da autêntica cerveja trapista e podem chamar sua cerveja de Trapista.

Uma curiosidade é que a La Trappe, umas das mais tradicionais cerveja Trapistas é conhecida tanto por ser da Escola Belga, que muitos acham que ela fica na Bélgica. Mas, ela fica na Holanda! 

Os onze monastérios estão assim distribuídos:

  • seis na Bélgica: Rochefort (Namur), Achel, Orval, Westmalle, Vleteren Oester (Westvleteren, Chimay; sendo as principais cervejas Dubbel, Tripel, Quadrupel, Belgian Ale,
  • dois na Holanda – Abadia de Koningshoeven – cerveja La Trappe, Abdij Maria Toevlucht (em Klein-Zundert)
  • uma na Áustria – Engelszell
  • uma na Itália – Abadia das Três Fontes (Roma)
  • uma na Inglaterra – Mount St Bernard Abbey (Tynt Meadow)
  • uma nos Estados Unidos – St. Joseph’s Abbey (Spencer- Massachusetts) – Única fora da Europa.

Bélgica: Uma história a parte

Estão inclusos os seguintes países na Escola Franco-Belga: Bélgica, Norte da França e Holanda.

Mesmo em um território tão pequeno, a Bélgica se destaca dentre os três países, reconhecida como o “paraíso cervejeiro”. Talvez, por isso, denominem apenas como Escola Belga. São mais de mil cervejarias espalhadas por todo o país – muitas delas com centenas de anos de existência. Por lá, a cerveja é tão levada a sério que, a maioria das cervejarias só servem as cervejas no copo da própria cervejaria da qual você pediu. Por exemplo, se você pedir uma cerveja da Orval, se não tiver o copo da Orval disponível naquele momento, eles não te servem a cerveja. Você tem que escolher outra cerveja que tiver com o copo disponível. Para eles, cerveja é uma tradição, tanto que a Unesco declarou a cultura cervejeira belga como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Uma cervejaria belga famosa é a Delirium, famosa cerveja do elefantinho cor de rosa. O bar da cervejaria, o Delirium Café, que fica em Bruxelas, conta com uma carta com mais de dois mil rótulos de cervejas. Por isso, ele foi parar no “Guinness Book of Records” como o bar com mais cervejas do mundo. 

cervejas belgas

CARACTERÍSTICAS DA ESCOLA FRANCO-BELGA

O destaque dessa escola é a criatividade. Produzem estilos diferentes de cervejas especiais, como as fermentadas em barris de carvalho, as feitas com várias especiarias frutas, sementes, flores e leveduras selvagens. Além disso, existe, ainda cervejas feitas pelo método de champenoise e até algumas parecidas com vinho.

Totalmente diferente da Escola Alemã, que não permite sair do comum.

O maior segredo das belgas é a levedura, que são responsáveis pelos distintos sabores e aromas das cervejas. 

Características principais: O adocicado é o que mais se destaca nas cervejas dessa escola. Elas costumam ser mais encorpadas, super aromáticas, têm sabores complexos e com toque de frutas ou especiarias. Geralmente, são mais maltadas e alcoólicas. Devem ser tomadas devagar para a percepção do sofisticado e complexo sabores. 

Devido à essa complexidade, na maioria das vezes, eu não consigo tomar aos montes dessas cervejas. Mas, eu adoro!

Então, se você é desses, que gosta de experimentar o diferente, gosta de diversificar, de descobrir novas sensações, aposte nas cervejas que seguem essa ecola.

Exemplo de alguns estilos de cervejas dessa escola:

Belgian Blonde Ale: São mais claras e menos amargas, complexas, perfumadas e muito cremosas. Há uma grande harmonia entre seu teor alcoólico, sua presença de lúpulo e de malte.

Belgian Dark Strong Ale: As cervejas desse estilo são mais maltadas, mais escuras e menos frutadas, porém com um aroma complexo, com notas de malte e frutas como a ameixa, figo ou uva-passa. São cervejas de espuma densa e persistente.

Belgian Dubbel: Seu nome foi dado em função dela ser bem mais forte que as tradicionais Ale consumidas nos mosteiros da época. A presença do malte é marcante, com toques de nozes e chocolate em seu sabor, de pouco amargor e com a cor variando do cobre ao marrom. Seu aroma tem notas de frutas não-cítricas, como a banana.

Belgian Trippel: Se comparadas às Belgian Dubbel, as Belgian Tripel são ainda mais fortes, embora mais claras e mais amargas, ainda que mais frutadas. Geralmente são cítricas, com notas de cravo e baunilha.

Belgian Quadruppel: Pertencem ao estilo Belgian Specialty Ale, portanto não podem ser consideradas um estilo de cerveja, apesar de aparecerem nesta descrição por terem se tornado bastante populares. São muito maltadas, bastante alcoólicas, atingem em média 10% de teor alcoólico, a presença do lúpulo é pouco notada.

Belgian Witbier: É a de trigo deles. Um pouco diferente das cervejas de trigo alemãs, já que geralmente usam trigo não maltado em sua receita, que também é adicionada de algumas especiarias como coentro e pimenta da Jamaica, casca de laranja. São bem claras e turvas, por não serem filtradas. São cervejas muito refrescantes por serem cítricas. Eu adoro essa! Ótima pedida em dias quentes.

Belgian Lambic: São produzidas através da fermentação espontânea que consiste em expor a própria cerveja a leveduras selvagens e consequentemente a bactérias. Estas cervejas apresentam componentes com um forte carácter ácido.

Dica Mineira de cervejas que seguem a Escola Franco-Belga:

Belgian Blond Ale: Frei Galdi da Cervejaria Fürst
Belgian Pale Ale: Belgian da Cervejaria Athos
Belgian Dubbel e Quadrupel: Cervejaria Wäls
Belgian Tripel: Inocência da Krugbier
Witbier: Toekan da Abadia das Gerais
Bière de Garde: Saint Hilaire da Uaimií

Dicas internacionais:

Fonte: Site Vem do Malte / Site Revista Deguste

#TBT: Bitburger – Museu Madame Tussauds (Berlim)

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O #tbt de hoje é com essa tradicional cerveja da Alemanha, a Bitburger. Tomamos essa Premium Pils, uma german pilsner fabricada a partir de selecionadas cevadas de março e lúpulos igualmente selecionados.  Uma cerveja leve, fácil de tomar, em que o amargor equilibra muito bem com o malte, não tendo um que se destaca mais. Uma autentica cerveja alemã. Essa mata sede!

Álcool: 4,8%

bitburger-logo.jpgA Bitburger é uma grande cervejaria alemã, fundada em 1817, na cidade de Bitburg. É a terceira cerveja mais vendida no país. Em 2015, produziram cerca de 710 milhões de litros de cerveja e bebidas sem álcool.

Hoje, eles têm diversos estilos tradicionais na Alemanha como Pilsen, Bock, Radler, 0,0%, além de refrigerantes e cidra.

Curiosidade: A Bitburger, patrocinadora oficial da Seleção Alemã de Futebol

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gambrinus.jpgNós bebemos essa em um restaurante chamado Gambrinus Deutsche Küche ( Gabrinus Culinária alemã). É um restaurante de comidas típicas alemãs. O local é bem aconchegante, meio escuro (como todos que fomos). Mas se preferir, tem mesas do lado de fora. Era um dos poucos que estavam abertos e que serviam comida naquele nosso horário de sempre: 22h – 23h.

Fomos atendidos parece que pelo dono, um homem asiático (rs), que ironia. Aí você pensa: um lugar cujo dono tem os olhos puxadinhos vai nos servir comida tradicional alemã?!

20170520_012138.jpgEscolhemos um prato de sopa de carne com legumes. Meu Deus, que delícia! Eu queria ter lambido o prato :), mas… E não dava pra pedir outro, estava mais do que satisfeita. Foi uma das melhores e mais diferente comida típica que comi por lá.

Dizem que os asiáticos compraram o restaurante de um alemão mas não mantiveram a qualidade. Mas, com eu não entendo de culinária alemã, para mim estava ótimo!

O lugar fica numa pracinha na Krausnickstr. 1, 10115, Mitte, Berlim. Recomendo demais.


O ponto turístico é o Museu de Cera Madame Tussauds. É um famoso museu que possui a maior coleção de figuras de cera de celebridades. A sede principal do museu está em Londres, mas também existem 13 filiais e uma delas está em Berlim.

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Anne Frank

angelina jolieNele, encontramos personalidades de diversas áreas como política, religião, esportes, música, personagens de filmes e as estrelas de Hollywood. Além da perfeição dos detalhes e rostos, o que me chamou a atenção foi o boneco de Hitler. Ele é o único que fica isolado, dá pra vê-lo apenas através de uma janela. É bem protegido com câmeras em volta pois é proibido tirar foto. Li que, na inauguração, ele era protegido apenas por uma corda. E, um dos primeiros visitantes, ao entrar, pulou na estátua e decapitou Hitler. Não em protesto, foi uma aposta que o homem fez com seus amigos, em um bar, na noite anterior. Depois disso, resolveram blindá-lo.

E como estamos em Berlim, nada mais justo que encontrarmos com figuras de diversas personalidades alemãs: como a chanceler Angela Merkel,  o físico Albert Einstein, os compositores Bach e Beethoven (no local toca músicas deles), Anne Frank (sobrevivente do Holocaustro),  Karl Marx, jogadores de futebol da seleção. Além dessas personalidades, o muro de Berlim também está lá. Nele, você pode simular que está derrubando o muro. Ao entrar na cabine, começa um barulho de marreta, assim como o que os moradores de Berlim ouviram por muito tempo, durante a queda do muro.

É muito interessante ver essas personalidades e o quanto são parecidos. Quando fomos estava tendo um especial do filme Stars Wars. Divertimos bastante.

Mais fotos:

Escolas cervejeiras: Escola Britânica

Vamos fala da Escola Britânica/?

UM POUCO DE HISTÓRIA

A história indica que a cerveja já era produzida nas ilhas Britânicas em 55 a.C., quando o general romano Júlio César, comandou a primeira invasão à Inglaterra. Na ocasião, avistou povos da tribo que consumiam uma bebida alcoólica fermentada, feita a partir de grãos (a cerveja da época).

A Escola Britânica  é a que mais se transformou entre as três escolas cervejeiras clássicas. Teve uma determinada época, que se consumia a hidromel (obtido da fermentação do mel). Em seguida, houve uma evolução para a fermentação também do malte de cevada, produzindo uma bebida forte, doce e alcoólica. O lúpulo começou a ser usado por volta do século XV.

Com a introdução do lúpulo para ser usado como conservante, os ingleses passaram a gostar do amargor, assim, mudaram completamente o conceito de suas Ales. De doces passaram a ser cada vez mais amargas. Naquela época, passou-se a chamar as lupuladas de Beer e as menos amargas de Ale.

As primeiras menções históricas à cerveja Porter remontam ao início do século XVIII na Inglaterra. Existem algumas teorias divergentes sobre a sua origem, porém o fato é que estas cervejas mais escuras e de perfil torrado faziam sucesso entre os clientes dos pubs e, mais notoriamente, entre os trabalhadores que transportavam cargas nos mercados locais e nos portos, chamados popularmente de Porters.

Outro momento marcante (meados do século XX), foi quando grandes cervejarias apareceram com suas Lagers em massa, desaparecendo com as cervejas fortes. No final da década de 70, consumidores revoltados com o desaparecimento do jeito inglês de fazer cerveja, criaram o CAMRA (Campanha pela Cerveja de Verdade – Campaign for Real Ale): responsável pelo resgate de estilos e da cultura dos pubs e dos pequenos cervejeiros.

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Hoje, mesmo as Lagers sendo as mais consumidas, os ingleses continuam fiéis às Ales.

As cervejas da Escola Britânica são basicamente formadas por cervejas Ales (alta fermentação).

Mais uma curiosidade: Um dos hábitos ingleses é consumir cervejas em barris (chope), com isso, mais de 75% das cervejas são vendidas nas torneiras dos pubs ingleses.

Estão inclusas nessa escola os seguintes países: Inglaterra, Irlanda do Norte e a Escócia

CARACTERÍSTICAS DA ESCOLA  BRITÂNICA

Então, como vimos, a Escola Britânica possui fases distintas refletindo assim em seus estilos. Algumas têm características doces e alcoólicas, outras são leves e amargas e outras são fortes e amargas. Têm para todos os gostos!

Suas cervejas têm características variadas, mas, em geral, o destaque fica por conta da doçura dos maltes que, junto com os lúpulos ingleses, trazem características herbais e terrosas, e equilibram as cervejas. A maioria é de cor escura.

Eu gosto muito dessa escola, principalmente quando o destaque é para o maltado. E para quem já me conhece, meu estilo de cerveja favorito é a Porter/Stout!
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Alguns estilos da Escola Cervejeira Britânica:

ENGLISH PALE ALE- Ale de cor âmbar, frutada, caracterizada por um grau alcoólico baixo (abaixo dos 4%) e com um amargo intenso, devido à grande quantidade de lúpulos ingleses. Existem outras duas variações: Best Bitter – que indica uma cerveja do mesmo tipo mas com uma gradação alcoólica com cerca de 4,5%, e a Extra Special Bitter (ESB) chegando até os 5,5%.

INDIA PALE ALE – surgiu da necessidade de transportar cerveja da Inglaterra à Índia, que no século XVIII era colônia britânica. Como ainda não existiam tecnologias modernas de refrigeração, e para que os ingleses que serviam na Índia não ficassem sem opção de cerveja, os cervejeiros britânicos buscaram uma solução: passaram a aumentar a quantidade de lúpulos em suas produções. Este aumento, aliado ao teor alcoólico mais elevado e menos açúcar residual, atuavam como conservantes nas cervejas, assim conseguiam transportá-la. As IPA’s inglesas são amargas, bem maltadas e encorpadas, com cor variando do âmbar-dourado ao cobre-claro.

BROWN ALE – O amargor e as características do malte estão nitidamente presentes tanto no aroma quanto no sabor. Sua cor pode variar entre o âmbar escuro e o marrom. Tem nuances de caramelo e castanha.

PORTER – De coloração marrom-escuro, com aromas e sabores predominantemente maltados, remetendo ao toffee, chocolate e torrefação. Tem um médio amargor.

STOUT – Antigamente esse nome Stout indicava a cerveja mais alcóolica da gama do produtor. Destaque pelo uso de grãos torrados, o que aumenta a amargura e reforça o sabor do café. Existem vários tipos de Stout:  Oatmeal Stouts, produzidas com aveia; as Sweet Stouts, produzidas com aditivos como açúcar, lactose e/ou chocolate; e as Russian Imperial Stouts, mais intensas em corpo, amargor e teor alcoólico; Chocolate/Coffe Stout são Stout adocicadas com doces e chocolates; e Dry Stout, ou Irish Stout, que tem perfil intenso de torrefação, baixo corpo e paladar seco, representado pela famosa Guinness. Existem versões mais alcoólicas chamadas Extra Stout.

OLD ALE – Cor escura, corpo cheio e grau alcoólico elevado, aromas de frutas vermelhas secas. Na garrafa pode envelhecer.

BARLEY WINE – O “Vinho de Cevada” é uma cerveja complexa, caracterizada por uma alta gradação alcoólica, gosto maltado, frutado e geralmente lembra o vinho. Geralmente de cor âmbar-escuro.

SCOTCH ALES – Têm característica maltadas e adocicadas. São as cervejas escocesas de maior teor alcoólico, com sabor muito maltado e caramelado, de pouco amargor.

Dica de Cerveja Mineira com estilo Britânico:
– English Pale Ale: God Save the Queen da Cervejaria Küd;
– Burton Pale Ale da Cervejaria Seu Tomé;
– Stout da Corja Brew;
– IPA: Melon Collie da Capapreta.

Dicas nacionais e importadas: