Um levantamento realizado pela agência de marketing Brazil Panels em parceria com a Agência Conexão Vasques apontou que 61% dos brasileiros (acima dos 18 anos) consomem cerveja. Além disso, a pesquisa listou as marcas de cervejas mais consumidas e as preferidas no Brasil. A pesquisa ouviu 1.715 pessoas em todas as regiões do país e buscou entender melhor o hábito de consumo da bebida pelos brasileiros.
A pesquisa revelou tanto as marcas mais consumidas quanto as preferidas já que esses números são diferentes. Afinal, existem diversos fatores que podem afastar um consumidor do seu produto de preferência. Assim, a mais consumida não, necessariamente, é a preferida. Então vamos aos números.
As cervejas mais consumidas
Contando que os entrevistados poderiam responder mais de uma marca de cerveja, entre as marcas mais citadas como as mais consumidas, a Brahma ficou em primeiro lugar, com 43,1%. Em segunda, ficou a Heineken (40,6%) e, em terceiro, a Skol (36,6%). Em seguida, aparecem Amstel (33,2%), Budweiser (28,8%), Antarctica (27,6%), Itaipava (26,5%), Stella Artois (18%), Petra (16,7%) e Original (16,4%). Cerca de 30% disseram consumir outras marcas.
As cervejas PREFERIDAS
Estes números, contudo, não se repetem quando o critério é a preferência do consumidor. Nesse caso, a Heineken ficou na frente, com 16,7%. A Brahma ficou na segunda colocação com 16,2% e a Skol, com 14,2%, fechou o pódio.
No entanto, o mapeamento por região indicou que as preferências podem variar. Na região Norte do Brasil, por exemplo, a preferida é a Skol (51,2%), enquanto a Heineken, primeira colocada no quadro geral, ficou apenas em terceiro lugar no Norte. O Nordeste e o Centro-Oeste lideram o consumo de Heineken, com 49,7% e 41%, respectivamente, enquanto no Sudeste, a Brahma lidera (48,1%) e no Sul, a Amstel (37,2%).
Frequência do consumo de cerveja no Brasil
A pesquisa apontou que 61% dos brasileiros acima dos 18 anos consomem cerveja. 19,4% bebem cerveja raramente; 16,1% bebem uma vez por semana; 13,1% consomem de duas a três vezes por semana, 8,9% consomem de uma a três vezes no mês e 3,5% disseram que consomem diariamente.
Fator de escolha
O estudo revelou, também, que o sabor é o fator mais relevante na escolha de uma marca de cerveja, mencionado por 61,6% dos entrevistados. Outros aspectos importantes incluem preço (17,1%), qualidade premium (11,1%), tradição da marca (7%), disponibilidade (2,5%) e outros motivos (0,8%).
No recorte por faixa etária, a Heineken é a cerveja mais consumida entre os jovens de 18 a 24 anos (68,8%) e de 25 a 34 anos (61,1%). Já a Brahma se destaca entre todas as outras faixas etárias: 44% dos consumidores entre 35 e 44 anos, 42,6% entre 45 e 54 anos, 44% entre 55 e 64 anos e 34,5% acima de 65 anos.
As classes A e B consomem mais Heineken, a classe C bebe mais Brahma e as classes D e E optam por Brahma e Skol.
A pesquisa foi realizada entre 10 e 20 de setembro de 2024, com uma amostra de 1.715 respondentes residentes em todo o Brasil, com idades acima de 18 anos.
No Dia Nacional da Cultura, não há como deixar de pensar em como a nossa cultura enriquece o universo da cerveja. Além de ter uma diversidade cultural, com divresos costumes, o Brasil é um dos países com a maior diversidade de ingredientes e um clima tropical que nos convida a explorar sabores refrescantes e inusitados. Por isso, hoje, vou te contar como a cultura brasileira influencia, transforma e expande o mundo cervejeiro.
A Influência da cultura brasileira na cerveja
A cultura brasileira impacta a cerveja em todos os sentidos – desde os ingredientes até os estilos e o jeito de beber. Somos um país multicultural, e isso inspira os mestres cervejeiros a buscarem sabores que representam o clima, a culinária e as tradições de cada região.
A influencia da cultura na fabricação é nítida quando falamos de ingredientes já que o Brasil é uma fonte rica de ingredientes únicos que só encontramos por aqui. Muitas cervejarias artesanais aproveitam essa biodiversidade para criar rótulos regionais e exclusivos, aproximando o público de sabores locais e valorizando o que é nosso. Frutas tropicais como maracujá, caju e jabuticaba adicionam um toque refrescante e vibrante. Ingredientes da Amazônia, como cupuaçu e priprioca, trazem um perfil exótico que só o Brasil pode oferecer. Além disso, ingredientes tradicionais, como a rapadura e o açúcar mascavo, ajudam a dar um sabor mais robusto e autêntico, celebrando influências das regiões Norte e Nordeste.
Em Minas, por exemplo, é possível achar cerveja com doce de leite. Já no norte, tem cerveja com açaí, sim! E aquela uva fresquinha colhida no sul do país indo direto para os tanques cervejeiros?! Cada região, cada estado, contribui um pouco para essa diversidade de cerveja que temos.
E o café, ahhh o café!!!
Outros ingredientes inusitados também têm seu espaço, como pimenta-rosa, erva-mate, que adicionam complexidade e personalidade às nossas cervejas, ampliando ainda mais o repertório de sabores e aromas.
Através dessa diversidade, por aqui, acontecem várias adaptaçõe de estilos clássicos como IPAs com frutas tropicais, Stouts com cacau brasileiro e até cervejas inspiradas em fermentações indígenas, como aquelas que utilizam mandioca. A criatividade aqui é infinita, e cada nova receita traz um pouco da alma brasileira.
Tem até quem defenda que essa criatividade deveria levar o Brasil a outro patamar e ser considerado uma Escola Cervejeira. Mas, essa discussão eu vou deixar para depois.
Afinal cervejas com café, caju, açaí e outros ingredientes diferentes pode ser considerada cerveja?
Muitas pessoas se perguntam se cervejas com frutas ou outros ingredientes regionais ainda podem ser chamadas de “cerveja”. A resposta é sim! As cervejas feitas com ingredientes como café, caju, açaí e até rapadura seguem o mesmo processo de fabricação tradicional: malte, lúpulo, levedura e água. A fruta ou ingrediente extra é uma adição especial, trazendo um toque único e, claro, uma pitada de brasilidade a cada gole. Essa experimentação é um dos grandes diferenciais da cerveja brasileira!
Clima tropical e o estilo de cerveja mais consumido
Outro aspecto interessante é que o clima tropical brasileiro influencia o estilo de cerveja mais consumido. Como estamos em um país quente, as cervejas leves, como a American Lager, são as mais populares entre a população. Elas são perfeitas para serem apreciadas bem geladas e são ideais para refrescar em dias de calor.
Olha aí nossa cultura, nossos costumes influenciando até no estilo de cerveja que mais consumimos.
Primeiro estilo brasileiro: Catharina Sour
E por falar em estilo, não poderia deixar de citar a Catharina Sour, o primeiro estilo brasileiro de cerveja reconhecido internacionalmente. Ela é a cara do Brasil. Leve, refrescante e com adição de frutas tropicais. Representa nossa criatividade, nossa biodiversidade e nossa habilidade de reinventar, criando algo único e que encanta paladares ao redor do mundo.
Por ser um pouco ácida, há quem não goste. Mas, é questão de paladar. Ninguém é obrigado a gostar de tudo. Eu gosto, com o limite de uma…rs
Então, da próxima vez que você pegar uma cerveja feita com ingredientes brasileiros ou com um toque tropical, lembre-se: você está apreciando um pedaço da nossa cultura! Seja com um toque de caju, uma pitada de rapadura ou o frescor da Catharina Sour, cada gole é uma celebração do que é ser brasileiro.
A cerveja é uma das bebidas mais antigas e apreciadas do mundo, com uma rica história que se entrelaça com a vida cotidiana de muitas comunidades. Em várias culturas, as mulheres desempenharam um papel fundamental na fabricação de cerveja e, em determinada época, seu papel de cervejeira foi associado com a figura da bruxa. E eu vou te contar um pouco como isso aconteceu.
Até o século 16, a cerveja era um alimento comum para as famílias da Europa, e quem as fabricavam eram as mulheres, já que eram as responsáveis por preparar os alimentos domésticos. Como era um alimento muito requisitado para as pessoas, passaram a comercializar o produto.
Imagem: Wellcome Collection
Naquela época havia muitas doenças e guerras, existiam muitas mulheres viúvas. Elas se juntavam com as solteiras e aproveitavam de suas habilidade na cozinha, para ganhar um dinheiro, enquanto as casadas comercializavam cerveja em parceria com seus maridos.
Porém, naquela época, as mulheres eram proibidas por lei de possuir propriedade ou ter seu próprio negócio. A maneira que encontraram foi improvisar tavernas em suas casas e adotar símbolos indicando que, ali, vendia-se cerveja.
Agora, você vai ver como as cervejeiras daquela época tinha costumes que se confundiam com a figura que conhecemos de uma bruxa hoje.
Caldeirões, vassouras, gatos e chapéus pontiagudos
As mulheres colocavam seus grandes caldeirões de cobre do lado de fora das casas, onde ferviam o mosto (líquido antes de virar cerveja), espalhando o aroma da bebida no ar para atrair clientes. Além disso, sinalizavam o comércio doméstico pendurando uma vassoura sobre a porta. Outro detalhe é que sempre tinham muitos gatos para manter os ratos longe dos grãos.
Já para que pudessem ser identificadas nos mercados lotados, as fabricantes e vendedoras de cerveja usavam chapéus grandes e pontudos
É ou não é uma semelhança com as imagens de bruxa que temos?
(Hulton Deutsch/Getty Images)
Caça às bruxas
Nessa mesma época, acontecia a Inquisição na Europa, um movimento religioso fundamentalista que se originou no início do século 16 e pregava normas de gênero mais rígidas e condenava as bruxa, que eram acusadas de falsear o controle divino, manipulando ervas e curando doenças. Assim, criou-se uma espécie de caça às bruxas fomentada pelo Vaticano e pelo patriarcado.
Com isso, os homens cervejeiros viram uma oportunidade para reduzir a competição no comércio de cerveja e passaram a acusar as mulheres cervejeiras de serem bruxas e usarem seus caldeirões para preparar poções mágicas e até mesmo de voarem em suas vassouras. Tudo por medo da independência econômica das mulheres cervejeiras, por seu conhecimento de botânica em uma época que a química era desconhecida, ou por simples ignorância.
Com o passar dos anos, ficou cada vez mais perigoso para as mulheres fazerem cerveja ou tentar vendê-la, pois corriam o risco de serem identificadas como bruxas. Na época, uma identificação como bruxa podia render uma condenação ao ostracismo, prisão ou morte na fogueira.
No decorrer de um século e meio, quase 100 mil mulheres foram perseguidas, levadas à fogueira ou à forca e, já no século XVII, mulheres cervejeiras eram coisa do passado.
Mesmo que a ligação da bruxa com a cerveja tenha sido mera coincidência, foi o último prego no caixão daquelas mulheres independentes, que ousaram destoar de seus papéis e expectativas socialmente aceitos.
Ao brindar com uma cerveja, não podemos esquecer e celebrar as histórias e contribuições dessas mulheres que moldaram a cultura cervejeira.
Sobre bruxas
As mulheres durante a Idade Média que possuíam domínio de ervas medicinais para a cura de enfermidades eram julgadas como pecadoras, pois, na concepção católica, elas tentavam enganar as leis divinas com rituais que iam contra os preceitos da Igreja Católica. Elas eram acusadas de falsear o controle divino, manipulando ervas e curando doenças, pois ninguém poderia mudar o curso divino das coisas se não fosse Deus. Essa prática começou a ser associada a pactos com o diabo, e tanto a figura do demônio quanto a da bruxa passou a ganhar poder no imaginário popular.
As bruxas são um elo entre mito e razão ou entre ficção e realidade, pois elas se encontram no campo do imaginário popular que é disseminado pela cultura e pelos costumes de um povo.
Degustar cerveja vai além de simplesmente beber, é uma experiência sensorial que envolve atenção aos detalhes e uso de todos os sentidos. Quer aprender a saborear sua cerveja como um especialista? Confira abaixo um guia prático que vai te ensinar a identificar aromas, sabores e texturas como nunca antes!
1. O Visual: O primeiro contato 👀
Antes de qualquer gole, olhe para a cerveja. O visual dela já diz muito sobre o que você está prestes a experimentar.
Cor: Observe a tonalidade da cerveja. Cervejas claras, como Lagers, tendem a ter sabores mais leves e refrescantes, enquanto cervejas escuras, como Stouts, geralmente trazem sabores mais profundos e intensos. Lembrando que existem exceções, com cervejas escuras também podendo ser leves.
Transparência: A cerveja é límpida ou opaca? A opacidade pode indicar uma cerveja não filtrada, como uma Weissbier, ou até mesmo um estilo de IPA mais moderno, como a New England IPA, devido a adição do trigo.
Espuma: A qualidade da espuma também revela muito sobre a cerveja. Uma espuma densa e duradoura indica boa carbonatação e pode melhorar a experiência sensorial.
Dica: Cores diferentes refletem os ingredientes e o processo de produção de cada estilo. Observe e compare com outras cervejas que já experimentou!
2. O Olfato: Sentindo os aromas 👃
Agora que já explorou o visual, é hora de sentir os aromas. O olfato desempenha um papel enorme na degustação, pois os aromas ajudam a antecipar os sabores que virão.
Malte: Identifique aromas doces, como pão, biscoito, caramelo ou chocolate, café que vêm dos maltes tostados.
Lúpulo: O lúpulo pode trazer notas de frutas, flores, ervas e até pinho. Dependendo da variedade usada, você pode sentir desde frutas cítricas até resinas.
Levedura (Fermentação): As leveduras também produzem aromas. Em estilos como as cervejas de trigo, é comum sentir cheiros de banana e cravo.
Dica: Agite levemente a taça e aproxime o nariz para captar os aromas. Inspire profundamente e faça isso mais de uma vez, para detectar todos os nuances!
Dica extra: Se seu nariz já estiver “viciado” em algum cheiro que sentiu no momento, cheire a dobra que fica entre o braço e o antibraço. Isso, ajuda a limpar seu sentido.
3. O Paladar: Saboreando cada gole 👅
Agora vem a parte mais esperada: o sabor! Tome um gole pequeno e deixe a cerveja envolver todo o seu paladar.
Primeiro Gole: Sinta os sabores iniciais – muitas vezes, os maltes ou lúpulos são os primeiros a aparecer.
Segundo Gole: Deixe a cerveja caminhar na sua boca. Faça um bochecho mesmo com o líquido. Você vai observar a evolução dos sabores. Com o segundo gole, você pode perceber características mais sutis, como notas de frutas, especiarias ou amadeiradas.
Equilíbrio: A cerveja é doce, amarga ou ácida? Cervejas bem equilibradas apresentam harmonia entre esses elementos.
Dica: Lembre-se de que a temperatura influencia os sabores. Deixe a cerveja esquentar um pouco para revelar características mais complexas.
4. A Textura: Sentindo na Boca 👐
Além dos sabores, a sensação da cerveja na boca é fundamental para uma degustação completa.
Corpo: O corpo da cerveja pode variar de leve a encorpado. Cervejas mais leves têm uma sensação mais “aguada”, enquanto as encorpadas parecem mais densas e cheias na boca. Elas pesam na língua.
Carbonatação: As bolhas também fazem parte da experiência. Uma cerveja com alta carbonatação será mais efervescente, enquanto uma com baixa carbonatação será mais suave.
Final: Preste atenção no final da cerveja. Ela deixa um retrogosto seco, adocicado ou amargo? Isso faz parte da complexidade da experiência.
Dica: O equilíbrio entre a textura e os sabores faz toda a diferença na percepção geral da cerveja. Aproveite o momento e sinta a diferença entre estilos!
5. Finalizando a experiência: A Reflexão 🧠
Depois de todos os goles e impressões sensoriais, é hora de refletir. A degustação é também uma experiência de aprendizado.
A cerveja era equilibrada? Algum sabor ou aroma te surpreendeu?
Era uma cerveja que você repetiria? Ou algo que ficou como uma nova descoberta?
Dica: Fazer anotações pode ajudar na sua próxima degustação. Assim, você começa a reconhecer padrões e a identificar seus estilos favoritos.
Conclusão: Degustar cerveja é uma arte! 🍻
Agora que você tem um guia completo, pode começar a degustar suas cervejas como um verdadeiro especialista. Lembre-se de que cada cerveja tem suas particularidades, e quanto mais você treinar seus sentidos, mais rica será sua experiência.
Se gostou dessas dicas, compartilhe com seus amigos cervejeiros e aproveite para deixar nos comentários qual foi a última cerveja que você degustou!
Para muitos, a cerveja é mais do que uma bebida; é uma paixão que une amigos, celebra momentos e proporciona relaxamento. Porém, quando se fala em manter a saúde em dia, a atividade física é uma parte essencial do equilíbrio. Mas será que é possível desfrutar de uma boa cerveja e ainda assim manter a forma? A resposta é sim!
Cervejeiro com consciência
Ser um verdadeiro cervejeiro não significa abrir mão de um estilo de vida ativo. A chave está na moderação. Uma cerveja bem apreciada após um treino ou no fim de semana pode ser parte de um estilo de vida saudável. O importante é saber ouvir o corpo e equilibrar o consumo. Experimente optar por cervejas artesanais com ingredientes naturais, que podem ter um perfil nutricional mais interessante. Além disso, tente equilibrar entre as cervejas que você tem prazer em tomar e as cervejas light e low carb, que são cervejas mais leves e menos calóricas.
A Importância da atividade física
A atividade física traz benefícios incríveis para a saúde, como a melhora da saúde cardiovascular, aumento da força muscular, controle do peso e, claro, um boost na saúde mental. Com a correria do dia a dia, encontrar um tempo para se exercitar pode ser um desafio, mas o esforço vale a pena. Além disso, a atividade física regular ajuda a equilibrar o consumo de calorias, permitindo que você desfrute de uma cerveja ou outra sem culpa.
Minha experiência
Eu confesso que a minha maior preocupação em manter a atividade física em dia é poder tomar a cerveja do final de semana sem culpa.
Quem me acompanha pelo Instagram sabe que eu piso muito no freio durante a semana tanto em ralação à comida quanto à bebida e faço atividade física intensa, de segunda à sábado. Sim, sábado também. Afinal, é o dia em que mais consumo cerveja.
Com o acompanhamento de um nutricionista, eu tenho uma dieta super restrita durante a semana. Evito ao máximo beber qualquer tipo de bebida alcoólica, para que, no final de semana, eu possa tomar minha cerveja sem culpa. Claro que nenhum nutricionista gostaria de liberar a cerveja, mas, o meu, sabendo do trabalho que faço no Instagram, não teve outra alternativa a não ser incluir a cerveja na dieta. Assim, achamos um ponto de equilíbrio para que eu pudesse beber e não ganhar uns quilos a mais.
Sim, a cerveja engorda. Principalmente, porque sempre vem acompanhada de petiscos mais calóricos. Por isso, eu tenho uma quantidade máxima de ml de cerveja para tomar no final de semana. Tento seguir sempre. Mas, às vezes, confesso que passo dessa quantidade. Aí, é correr atrás do prejuízo.
Além da dieta, também faço treinos específicos para queima de gordura e ganho de massa muscular (que também ajuda a queimar calorias). Treinos também feitos por um profissional especialista na área. E aqui fica mais uma dica, não vai atrás de gurus das redes sociais que prometem algo impossível de se fazer. Procure profissionais sérios e que possam te ajudar de verdade!
Como encontrar o equilíbrio
Defina sua rotina: Estabeleça um plano de exercícios que funcione para você. Seja corrida, musculação, pilates, yoga ou qualquer atividade que você goste, o importante é manter-se ativo.
Moderação é a chave: Beba com moderação! Sempre que for beber, não exagere. Assim, você vai acordar disposto no dia seguinte para poder fazer qualquer atividade. O importante é saber equilibrar.
Escolha a cerveja com inteligência: Todos nós temos um estilo de cerveja preferido. Você não vai deixar de tomá-lo. Mas, tente diversificar com cervejas com baixo teor alcoólico, pois, essas, têm menos calorias. As cervejas light e low carb são ideias. Sem contar a zero álcool, que também ajuda a equilibrar a dieta.
Aproveite os momentos: O ato de beber cerveja pode ser uma oportunidade para socializar e relaxar. Aproveite esses momentos com amigos e família, isso também ajuda no bem-estar e na saúde mental.
Hidratação é fundamental: Beba bastante água antes, durante e depois de consumir cerveja, especialmente se você treinou. Isso ajuda a manter seu corpo hidratado e a minimizar os efeitos do álcool.
Aumente a intensidade dos treinos: Se você planeja beber, considere fazer um treino mais intenso para queimar essas calorias extras. Para isso, procure um profissional que indique um treino ideal para sua condição física.
Ouça seu Corpo: Atenção aos sinais! Se sentir que a cerveja está afetando seu desempenho, é hora de ajustar a quantidade.
Conclusão
Tomar cerveja e praticar atividade física não são opostos. Você pode ser cervejeiro e atleta amador, uma coisa não anula a outra. Com equilíbrio e moderação, você pode desfrutar de ambos. O segredo é começar com alguma atividade! Começar é o mais difícil. Mas um dia tem que começar! E, aí…vira rotina e você vai tirar de letra. Quando assustar, a atividade física vai fazer parte da sua vida com a cerveja. E o outro segredo está em fazer escolhas conscientes que favoreçam sua saúde e bem-estar. Então, levante seu copo e celebre a vida ativa e saborosa que você merece!
Minha primeira corrida de 15 km – 16º lugar geral – Tempo: 01:23:18
Foram divulgadas, no dia 14 de setembro, em Valdívia, no Chile, as cervejas vencedoras da XI Copa Cervezas de America 2024, uma competição de nível internacional prestigiada, na qual participam cervejas, cidras e hidroméis de todo o continente. Ao todo, o concurso contou com mais de 500 cervejas inscritas, que foram julgadas por juízes renomados de várias partes do mundo.
Nesta edição, o Brasil trouxe para casa 31 medalhas ao todo (2 de hidromel). Dessas, 8 foram medalhas de ouro.
Entre todas as cervejarias, o destaque ficou com a Königs Bier, de Jaraguá do Sul (SC), e a Cervejaria Bragantina, de Bragança Paulista (SP), que ganharam uma medalha de ouro e uma de prata, cada uma, sagrando-se as melhores cervejarias brasileiras do ano. Já a Cervejaria Stannis, de Jaraguá do Sul (SC), e a Fermentaholic Brewing Co, de Santa Maria (RS) ficaram com a medalha de prata, por terem ganhado uma medalha de ouro e uma de bronze cada.
Ainda teve a escolha das melhores cervejas do Brasil. A medalha de ouro foi para a Königs Maçã e Canela, uma Catharina Sour da Cervejaria Königs Bier. Em segundo lugar, ficou a Madame Jacobina French IPL, uma India Pale Lager da Cervejaria Bragantina, e em terceiro lugar ficou a Stannislau’s Reserve, uma Strong Ale da Cervejaria Stannis.
A cervejaria considerada a melhor da América foi a cervejaria 7 VIDAS, do Peru, com duas medalhas de ouro, uma prata e duas de bronze. Em seguida, as melhores colocadas foram a Cervecería IGEL (Chile) e a Cervecería La Rana Dorada (Panamá) ambas com duas medalhas de ouro. Já as melhores cervejas da América foram:
– 1º: Königs Maçã e Canela, uma Catharina Sour da Cervejaria Königs Bier (Brasil); – 2º: Rose Brut, uma Fruit Beer da 7 Vidas (Peru); – 3º: Cero Caña, uma cerveja sem álcool da Nothus Brewing Company (Chile)
Infelizmente, não tivemos muitas cervejarias mineiras participando do concurso. Com isso, Minas Gerais conquistou apenas duas medalhas: uma com a Cervejaria Wäls e a outra com a Cervejaria Fürst. Entre os estados, o destaque ficou para São Paulo e Santa Catarina, que ganharam 10 e nove medalhas respectivamente. Destaco, ainda, a cidade de Jaraguá do Sul (SC), das nove medalhas do estado, seis foram para essa cidade.
LISTA DE CERVEJAS BRASILEIRAS QUE GANHARAM MEDALHAS NA CCA 2022
Ouro
– Smoked Porter – Cosvesi (Hortolâdia-SP) – Smoked Porter Cosvesi – Weizenbock – Cervejaria Ashby (Amparo- SP)- Ashby Weiss – Strong Ale – Cervejaria Stannis (Jaraguá do Sul -SC) – Stannislau’s Reserve – Brett Beer – Fermentaholic Brewing Co (Santa Maria – RS) – Grand-mère – Belgian Blonde Ale – Cervejaria Alfero (Nova Trento – SC) – Alfero Blonde Ale – Dark Mild Ale – Cervejaria Landel (Campinas – SP) – Landel Little Porter – Catharina Sour – Cervejaria Königs (Jaraguá do Sul -SC) – Catharina Sour Maçã e Canela – India Pale Lager – Cervejaria Bragantina (Bragança Paulista – SP) – Madame Jacobina French IPL
Prata
– Maerzen Rauchbier – Cervejaria Königs Bier (Jaraguá do Sul – SC) – Königs Defumada – Catharina Sour – Cervejaria Marés (Americana – SP) – Carranca Goiaba e Framboesa – Old Ale – Brew Center (Ipeúna – SP) – St. Patrick’s Old Ale – Weizen – Cervejaria Bohemia (Petrópolis – RJ) – 14 Weiss – Fruit and Spice Mead – Philip Mead (Hortolândia – SP) – Hidromel Red Fruits – Special Bitter – Cervejaria Karsten (Jaraguá do Sul – SC) – Charlão Na Área! – Helles – Cervejaria Ambev – Spaten – Belgian Dubbel – Wäls (Belo Horizonte – MG) – Dubbel Wäls – Dunkel – FrohenFeld Craft Brewery (Curitiba-PR) – FrohenFeld Dunkel – Double Hoppy Red Ale – Cervejaria Bragantina (Bragança Paulista – SP) – Bragantina Red IP – American Stout – Big Jack Cervejaria (Orleans – SC) – Hop Black Hawk
Bronze
– Fruit Beer – Fermentaholic Brewing Co (Santa Maria – RS) – Pas des Troupes Kinkan Fruit – Catharina Sour – Cervejaria Uriboca (Belém – PA) – Azedinha Cupuaçu e Cumaru – Hefeweizen – Eisenbahn (Blumenau – SC) – Weizenbier – Irish Red Ale – Cervejaria Fürst (Formiga – MG) – Sir Loxley Red Ale – Sweet Mead – Philip Mead (Hortolândia – SP) – Hidromel Oak Aged – American Wheat Wine Ale – Cervejaria Templária (Catalão – GO) – Wheat Blas – Belgian Pale Ale – Green Head (Novo Hamburgo – RS) – Diabedo – Bock – Goose Island Brewhouse (São Paulo – SP) – Gans Gut – American Pale Ale – Cervejaria Karsten (Jaraguá do Sul – SC) – Karsten APA – Imperial Stout – Cervejaria Denker (Guapimirim – RJ) – Denker Imperial Stout – American Lager – Cervejaria Ambev – Budweiser – India Pale Ale – Cervejaria Stannis (Jaraguá do Sul – SC) – Dear Paula
A cerveja é a bebida alcoólica mais consumida do mundo. Para agradar a todos os paladares, existem mais de 150 estilos de cerveja disponíveis. Mas, com tantas opções, a gente acaba escolhendo alguns como preferidos. Claro que, em cada região desse planeta, existem estilos que se sobressaem. Afinal, cada pessoa tem seu gosto e cada país tem sua tradição e costumes que acabam tornando aquele estilo o mais consumido naquele país.
Com tantas opções de cerveja, você sabe quais são os estilos mais populares do mundo?
O Taste Atlas, um site colaborativo, divulgou, em agosto o ranking com as cervejas mais populares do mundo e as que foram melhores avaliadas pelo público em geral. Antes de falar qual foi esse ranking é preciso explicar como é feita essa lista.
O site permite que os usuários registrem suas experiências com restaurantes, pratos e bebidas típicas, além de polos gastronômicos. A plataforma funciona de forma a criar um mapa interativo que mostra as comidas e produtos típicos de diversos países. As avaliações que são colocadas ali não são profissionais, qualquer usuário pode entrar e dar notas de 0,5 a 5 para determinados pratos ou bebidas. A partir disso, o site reúne a média anual e divulga ao público as mais populares e as que tiveram melhores notas.
Nem sempre seus resultados são vistos como positivos e costumam gerar polêmicas. Mas, como já foi citado, eles apenas reúnem a média das notas que foram dadas pelo público. Então, o resultado vai depender do público que o acessa.
Agora, veja abaixo a lista com os 10 estilos mais populares do mundo de 2024 segundo o Taste Atlas e tire suas próprias conclusões.
1 – American Lager: no site cita apenas Lager, mas, Lager não é um estilo. Acredito que eles devam ter tido muitos votos para “Lager”, considerando “American Lager”. Estou supondo isso porque muitos rótulos não especificam o “American”, colocam apenas “Lager”. Esse, sim, queira você ou não queira é, sem dúvida, o estilo mais consumido no mundo. Que são, na maioria das vezes, os estilos das cervejas industrializada, ou as cervejas comuns, como queira chamar. São leves e refrescantes, com sabor suave e aroma discreto. No Brasil, muitas ainda colocam o nome de “tipo Pilsen”. Ou seja, eu estou falando da Brahma, Skol, Antarctica etc. É oou não é a mais consumida do público geral?!
2 – Pilsen: Essa, sim, é a Pilsen de verdade. Chamada de Pilsner ou Pils é um estilo criado na República Tcheca. Conhecida por sua cor clara, sabor suave e aroma de lúpulo.
O amargor está bem presente no seu retrogosto. Nada parecida com as nossas “tipo Pilsen”.
3 – Pale Ale: Neste caso, eles também não especificaram qual Pale Ale, já que existem outras categorias como English Pale Ale, American Pale Ale e Belgian Pale Ale, que são um pouco diferentes umas das outras. Vou considerar o estilo clássico que é o English Pale Ale, que tem o sabor de malte equilibrado e amargor moderado resultante da adição de lúpulos. É conhecida por seu aroma e sabor distinto de lúpulo, que pode variar entre cítrico, herbal e resinoso.
4 – Stout: é uma cerveja escura, intensa e versátil, com sabor forte, aroma complexo, amargor equilibrado, notas de café, chocolate e malte torrado. Também possui vários sub-estilos como a Irish Dry Stout, Russian Imperial Stout, Oatmeal Stout.
No meu ranking, ela está em primeiro.
5 – Brown Ale: é uma cerveja de cor marrom escura, com sabor suave e maltado e aroma de nozes, caramelo e baunilha. Ela tem teor alcoólico moderado e é caracterizada por seu amargor equilibrado, que é combinado com notas de malte torrado e caramelo.
É frequentemente considerada uma cerveja de transição para aqueles que estão começando a explorar cervejas mais escuras e intensas.
6 – Munich Helles: é uma cerveja da escola alemã, conhecida por sua cor clara e sabor suave e equilibrado. Tem baixo amargor e aroma discreto.
Me surpreendeu esse estilo estar entre os 10 mais populares. Ela é muito consumida na Alemanha, mas será que é assim no mundo? Acredito que a plataforma tenha bastante usuário alemão..rs
7- IPA: é uma cerveja amarga e com aroma de lúpulo, com sub-estilos que variam em teor alcoólico, amargor e aroma. Ela é apreciada por aqueles que gostam de cervejas com amargor intenso.
Se esse ranking tivesse sido feito no Brasil, entre os consumidores de cerveja artesanal, sem sombra de dúvidas, ela estaria em primeiro lugar, como aconteceu em um ranking divulgado em 2022. Clique aqui para ver.
8 – Lambic: é uma cerveja da escola belga, produzida por fermentação espontânea com leveduras e bactérias do ar local. Tem sabor ácido e complexo com notas de frutas cítricas, mel, cevada torrada e acidez. Pode ser envelhecida em barris de madeira e resultar em sabores adicionais de vinho ou whisky.
Sinceramente, no dia que Lambic for popular, acaba o mundo.
9 – Weissbier: é uma cerveja da escola alemã, feita com trigo, conhecida por sua cor dourada e seu sabor e aroma com notas de banana e cravo. É uma cerveja refrescante e fácil de beber.
Olha aí os usuários alemães fazendo a diferença mais uma vez..rs
10 – Kölsch: é conhecida por seu sabor suave e refrescante, com pouco amargor e aroma discreto.
Mais um estilo da escola alemã no top 10. Na verdade, a 10 da lista era a Guinness. Como essa é uma marca de cerveja e não um estilo, considerei o estilo que veio depois dela.
Percebeu como essa lista é bem polêmica?
Além dessa lista, eles também divulgaram o ranking com os 96 estilos de cerveja mais bem avaliados do mundo, que causou ainda mais reboliço no meio cervejeiro. Mas, esse reboliço, na minha opinião, foi por pura falta de interpretação do público.
Muitos entenderam que, naquela lista, estariam os top estilos de cerveja do mundo. Considerando a Tripel o melhor estilo do mundo. Mas, não é isso! Pelo meu entendimento, das cervejas que foram avaliadas na plataforma, eles selecionaram as que tiveram melhor pontuação dos usuários. Das Tripel avaliadas, a maioria teve ótimas notas, chegando à melhor média, 4,3 pontos.
Confira os 10 estilos que tiveram as melhores notas:
1 – Tripel; 2- Dubel; 3- Weissbier; 4 – Lambic; 5 – Chodské pivô (nunca ouvi falar, mas pesquisei e é uma cerveja da República Tcheca. Não acredito que seja um estilo); 6- Imperial Stout; 7 – Helles; 8 – Belgian Blond Ale; 9- Pilsner; 10 – Witbier.
Uma observação para os ipeiros de plantão: os únicos estilos de IPA que apareceram foi a New England IPA em 33º lugar e a Black IPA em 69º lugar.
Com essa lista aí dá pra desconfiar que a maior parte do público do site sejam belgas e alemães, afinal, dos 10 melhores, cinco são do estilo belga e 3 da escola alemã.
Não concorda com essa lista? Então, vai no post do meu insta e me conta qual é seu estilo preferido e vamos fazer nosso próprio ranking.:) Clique aqui para ir para o post.
Para conferir as listas completas, acesse os links abaixo.
O 𝐀𝐫𝐦𝐚𝐳é𝐦 2257 é casa da Cervejaria Capapreta no Santa Tereza.
Por lá, você vai encontrar diversos estilos da cervejaria, em chope ou em garrafa, além de drinks especiais. Os preços variam entre R$12 e R$26 (copos de 300 ml e 450 ml).
Opções para harmonizar é o que não faltam: são diversos petiscos, além de espetos e hamburgueres preparados na brasa. Tudo muito gostoso! Os preços variam de R$15 a R$43.
Com um espaço amplo e programação diversificada, aqui, é o lugar ideal para happy hour, confraternizações e comemorações.
Clique aqui para conferir o vídeo com todos os detalhes e compartilhe com seus amigos!
A dica de hoje é de Onde Beber Artesanal no Centro de BH, em um local que preza pela diversidade, qualidade e simplicidade!
Estou falando do Odeon BH, que fica no Mercado Novo.
A casa
O espaço tem um ambiente que parece te transportar para outra década. A decoração e os azulejos portugueses complementam essa viagem. O local para sentar e tomar uma é compartilhado com outras lojas. Portanto, não se intimide, pegue sua cerveja e sente onde se sentir mais à vontade.
Para beber
O local oferece 14 torneiras de cervejas especiais das cervejarias São Sebastião e Mills. Tem para todos os gostos: da Pilsen à Double IPA. Por lá, funciona o sistema de fichas, com preço único para todas as cervejas: R$9 o copo de 280ml. Se preferir em maior quantidade, eles servem em bilhas (espécie de garrafa): R$18 a R$36. Eu indico fortemente a Cacau Porter da Mills e a Jiboia IPA da São Sebastião.
Para comer
O bar não tem cozinha. Mas, no seu em torno tem diversas opções para poder forrar o estômago. Com fome você não vai ficar! Eu escolhi um prato da Cozinha Tupis.
Eu adoro lugares assim, onde você se sente à vontade e de quebra ainda toma cervejas de qualidade. A dica é, se for em um final de semana, chegue mais cedo, pois, o Mercado Novo fica bem cheio.
📍Odeon BH Av. Olegário Maciel, 742 Mercado Novo – Centro de BH Intagram: @odeonbh
Ao abrir uma cerveja e perceber que não é exatamente aquela cerveja que você está acostumado a tomar, é uma grande decepção. Mas, afinal, tem como identificar se uma cerveja foi adulterada antes mesmo de consumi-la?
Já vimos alguns casos de a polícia em que são encontradas quadrilhas acusadas de trocar os rótulos de cervejas de baixo custo e vender como marcas mais famosas, com um preço muito mais elevado.
No caso das cervejas artesanais, eu nunca ouvi falar nesse tipo de adulteração. Sempre que vejo esses casos, estão relacionados a cervejas comuns.
De acordo com a professora e pesquisadora Michele Rigon Spier, do departamento de Engenharia Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR), existem algumas orientações ao consumidor de como identificar uma bebida adulterada. “Depende muito se o consumidor conhece o produto original. Muitas cervejas possuem composição semelhante, o que torna ainda mais difícil para o consumidor perceber rapidamente ou instantaneamente a possível falsificação”, disse.
Como as cervejas comuns têm uma composição bem parecida, é um grande desafio identificar se o produto é falso ou não. Ainda assim, algumas práticas podem ajudar a evitar o consumidor a ter prejuízos. Confira:
Dicas para não comprar produto falsificado:
Compre em locais confiáveis: prefira comprar a bebida em lojas especializadas, supermercados de confiança ou diretamente dos produtores. Evite adquirir bebidas alcoólicas direto de vendedores ou de locais que não têm boa reputação;
Analise a garrafa e o lacre: cervejas falsas podem ser embaladas em garrafas reutilizadas. Verifique a integridade da garrafa, procurando por rachaduras, riscos ou sinais de uso anterior. Preste atenção ao formato e design da garrafa, que deve estar de acordo com o padrão da marca. O lacre de segurança e a tampa da garrafa devem estar intactos e sem sinais de violação;
Analise o rótulo: verifique se o rótulo está bem colado e sem erros de impressão. A presença de borrões, cores desbotadas ou fontes diferentes do padrão pode ser um indício de falsificação;
Verifique o prazo de validade: se o prazo estiver ausente, borrado ou adulterado, isso pode ser um forte indicativo de que a cerveja é falsa;
Considere o preço: descontos significativos ou preços muito abaixo da média de mercado devem levantar suspeitas;
Aroma e sabor: cervejas falsificadas podem apresentar um sabor aguado, amargor diferente do habitual ou até mesmo cheiro de produtos químicos.
Em caso de desconfiança, a recomendação é que o consumidor procure o estabelecimento onde adquiriu a bebida, que têm a obrigação de devolver o dinheiro caso o produto ainda não tenha sido consumido. Caso o produto tenha sido consumido, é preciso procurar os órgãos de defesa do consumidor, como o Procon.